Chirlei A Ferreira
HISTÓRICO



Chirlei A Ferreira
Primeira Metade                               Segunda Metade
   Relatório Flexner – EUA (1910)                   Relatório...
- Ampliar os cenários de ensino, utilizando-se
  não apenas os hospitais, mas todos os recursos
  de saúde existentes na c...
As instituições de Educação Superior devem
     trabalhar para que seus estudantes se
  convertam em cidadãos bem informad...
8ª.Conferência Nacional de Saúde                                  1991
             (1986)                              As...
MUDANÇAS OCORRIDAS NO ENSINO MÉDICO



           Chirlei A Ferreira
DESAFIO DOS EDUCADORES:
            Formar um profissional para esta nova
         realidade, de integralidade da atenção ...
A maioria dos cursos de
                                                                       COMPLEXIDADE DA
 Medicina s...
Desde o surgimento da racionalidade médica
 moderna (século XIX), com o advento da
            anatomia patológica


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MEC (07/11/2001)



Chirlei A Ferreira
 Articulação entre educação superior e sistema de saúde, objetivando formação
  geral e específica dos egressos/profissio...
-Extinguiu o antigo “Currículo Mínimo”
que norteou a concepção do currículo
tradicional, ainda hoje em uso.
- Instituiu mu...
Perfil do egresso:
Formação:
  Generalista
  Humanista
  Crítica e reflexiva
Capacitado a atuar, pautado pela ética, no
pr...
Competências e habilidades gerais:
• Aptos a desenvolver a atenção à saúde.
• Aptos para a tomada de decisões.
• Estabelec...
Artigo 9o. e 12. :
• Construção do projeto pedagógico:
   • Coletiva.
   • Centrado no aluno.
   • Utilizar metodologias q...
BRASIL   2001-2005



Chirlei A Ferreira
 Oferecer cooperação técnica e/ou operacional às escolas de graduação em
  Medicina que se dispuserem a adotar processos ...
 Aproximação da política de saúde com a formação acadêmica,
  em que os estudantes de graduação vão conhecer de perto, em...
 Incentivo técnico, pedagógico e financeiro para fixação
  de médicos e enfermeiros no Programa Saúde da
  Família em peq...
 Articulação interinstitucional, em um território, entre gestores federais,
  estaduais e municipais do SUS, universidade...
 Incentivar transformações de processo de formação, geração de
  conhecimentos e prestação de serviços de saúde à populaç...
 O ensino centrado no processo de trabalho e no princípio da
integralidade das ações de saúde;
 A inserção do aluno na r...
PERFIL PREDOMINANTE DO FINAL DO SÉCULO XX



                Chirlei A Ferreira
 Positivista, com enfoque biologicista e utilitário, já que estas são as características
desenvolvidas tanto pelo referen...
 Resistente a trabalhar em igualdade de condições com as outras profissões da
área de saúde, o que se acentua pelo fato d...
 Pouco conhecimento e nenhum compromisso com a organização do Sistema
Único de Saúde, sendo que este um fator político e ...
 Com fraco conhecimento da realidade situacional, do ambiente e das
condições de vida das famílias nas comunidades;
 Res...
Qual o
 profissional
 para o Sistema
 Único de Saúde?




Chirlei A Ferreira
Não basta formar pessoal competente
tecnicamente, mas profissionais que tenha
     vivência sobre o acesso universal, a
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 Desenvolvimento de uma visão reflexiva e crítica a respeito de sua profissão e de
suas práticas;
 Ampliação de conhecim...
 Aumento dos conhecimentos em psicologia, saúde mental e construção de
subjetividade, que são recursos de relacionamento ...
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Chirlei A Ferreira
Uma medida imediata, diante desse contexto, é o
estabelecimento de parcerias, protocolos de
cooperação sistemática e auto-...
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ALBUQUERQUE CP. Ensino e Aprendizado em Serviços de Atenção Básica do SUS: desafios da formação médica
com a perspectiva d...
Muita obrigada!
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O sus e o ensino médico
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O sus e o ensino médico

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Desde a implantação do SUS na oitava conferência de saúde e sua retificação pela Constituição Federal as Instituições de ensino tentam sem sucesso adequar seu ensino as demandas do país.

O sus e o ensino médico

  1. 1. Chirlei A Ferreira
  2. 2. HISTÓRICO Chirlei A Ferreira
  3. 3. Primeira Metade Segunda Metade Relatório Flexner – EUA (1910) Relatório Lalonde – CANADA (1974) Conferência Internacional da MODELO FLEXNERIANO Organização Mundial em Saúde Alma-Ata (1978) Passa a direcionar o ensino médico Reforça um modelo ideológico da americano para uma sólida formação Medicina Integral, a importância da em ciências básicas, utilizando o formação de um médico generalista e hospital como cenário – é reproduzido da Atenção Primária à Saúde em diversos países inclusive no Brasil Chirlei A Ferreira
  4. 4. - Ampliar os cenários de ensino, utilizando-se não apenas os hospitais, mas todos os recursos de saúde existentes na comunidade. - Assegurar que os programas de ensino reflitam as prioridades de saúde nacionais. - Deslocar o predomínio de métodos de ensino passivos, tão comuns hoje em dia, para a aprendizagem ativa com estudo independente autodirigido. Chirlei A Ferreira
  5. 5. As instituições de Educação Superior devem trabalhar para que seus estudantes se convertam em cidadãos bem informados, providos de sentido crítico e capazes de analisar os problemas da sociedade em busca de soluções, assumindo desta forma, ampla responsabilidade social. Chirlei A Ferreira
  6. 6. 8ª.Conferência Nacional de Saúde 1991 (1986) Associação Brasileira de Educação Delineia o projeto de construção de Médica, Conselho Federal de um sistema público de saúde pautado Medicina e mais nove instituições numa concepção ampliada de saúde relacionadas a profissão médica e no lema – “Saúde como direito de constituíram a Comissão todos e dever do Estado” Interinstitucional Nacional de Avaliação das Escolas Médicas (Cinaem) Constituição Federal (1988) Lei 8.080/90 FINALIDADE Garantiu ao Sistema Único de Saúde Avaliar a educação médica e fomentar (SUS) dentro dos princípios da o aperfeiçoamento do Sistema de universalidade, integralidade, Saúde. equidade, hierarquização da assistência e participação da comunidade Chirlei A Ferreira
  7. 7. MUDANÇAS OCORRIDAS NO ENSINO MÉDICO Chirlei A Ferreira
  8. 8. DESAFIO DOS EDUCADORES: Formar um profissional para esta nova realidade, de integralidade da atenção , com ações de promoção e prevenção da saúde, com compromisso social e que atenda as demandas de saúde da comunidade, sendo parte integrante do SUS. Chirlei A Ferreira
  9. 9. A maioria dos cursos de COMPLEXIDADE DA Medicina se encontra ainda QUESTÃO: organizada de acordo com as Saúde e sociedade, paradigmas proposições do Relatório médicos e estilos de pensamento, Flexner. saberes e práticas, modelos assistenciais e resolutividade dos problemas de saúde, políticas públicas e projetos pedagógicos de cursos. O ensino médico no Brasil está realmente mudando? Chirlei A Ferreira
  10. 10. Desde o surgimento da racionalidade médica moderna (século XIX), com o advento da anatomia patológica A relação médico-paciente tornou- se marcada pelo encontro de duas Consolidação de projeto de situar o saber leituras diversas sobre o e a prática médica no interior do adoecimento. paradigma das ciências naturais. NATURALIZAÇÃO DO OBJETO: MÉDICO: PACIENTE:  A complexidade e a singularidade Trabalha com a Apresenta uma do adoecimento humano; simplificação da gama de mal-estares Por meio do processo de categoria doença e pertubações objetivação com exclusão da subjetividade e a construção de generalidades. Chirlei A Ferreira
  11. 11. MEC (07/11/2001) Chirlei A Ferreira
  12. 12.  Articulação entre educação superior e sistema de saúde, objetivando formação geral e específica dos egressos/profissionais, com ênfase na promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde, indicando competências comuns gerais para esse perfil de formação;  Conceitos de saúde, princípios e diretrizes do SUS como elementos fundamentais dessa articulação;  Indicar tópicos ou campos de estudos de ensino-aprendizagem, com ampla liberdade para integralização curricular;  Levar os alunos dos cursos da saúde a aprender a aprender, o que engloba aprender a ser, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a conhecer;  Construir perfil acadêmico e profissional com competências, habilidades e conteúdos contemporâneos;  Capacitar alunos/profissionais para atuarem com qualidade resolutividade no SUS. Chirlei A Ferreira
  13. 13. -Extinguiu o antigo “Currículo Mínimo” que norteou a concepção do currículo tradicional, ainda hoje em uso. - Instituiu mudanças educacionais que o currículo tradicional não tem como cumprir. Chirlei A Ferreira
  14. 14. Perfil do egresso: Formação: Generalista Humanista Crítica e reflexiva Capacitado a atuar, pautado pela ética, no processo saúde-doença em seus diferentes níveis de atenção, com ações de promoção, prevenção, recuperação e reabilitação à saúde, na perspectiva da integralidade da assistência, com senso de responsabilidade e compromisso com a cidadania. Chirlei A Ferreira
  15. 15. Competências e habilidades gerais: • Aptos a desenvolver a atenção à saúde. • Aptos para a tomada de decisões. • Estabelecer adequada comunicação: verbal, não- verbal, escrita e leitura, domínio de pelo menos uma língua estrangeira e de tecnologia de comunicação e informação. • Exercer a liderança. • Aptos para a administração e gerenciamento. • Capacitados a aprender continuamente (educação permanente) Chirlei A Ferreira
  16. 16. Artigo 9o. e 12. : • Construção do projeto pedagógico: • Coletiva. • Centrado no aluno. • Utilizar metodologias que privilegiem a participação ativa do estudante na construção do seu conhecimento e a integração entre os conteúdos. • Professor como facilitador e mediador do processo ensino aprendizado. • Buscar a formação integral e adequada do estudante através da articulação entre o ensino, a pesquisa e a extensão/assistência. Chirlei A Ferreira
  17. 17. BRASIL 2001-2005 Chirlei A Ferreira
  18. 18.  Oferecer cooperação técnica e/ou operacional às escolas de graduação em Medicina que se dispuserem a adotar processos de mudança nos currículos de seus cursos, com enfoque para as necessidades de saúde da população e do Sistema Único de Saúde;  Programar estágios nos hospitais universitários e em toda a rede de serviços e atividades extraclasse contemplando os principais problemas de saúde da população;  Capacitar melhor os estudantes de medicina para atender aos principais problemas de saúde da população, de acordo com a nova realidade de funcionamento do SUS, sendo necessário, para isso, que os cursos de medicina possibilitassem a formação de médicos com competência geral, essencial à ampliação de programas de atenção básica. Chirlei A Ferreira
  19. 19.  Aproximação da política de saúde com a formação acadêmica, em que os estudantes de graduação vão conhecer de perto, em cidades de todas as regiões do País, o funcionamento do Sistema Único de Saúde, formação e desenvolvimento profissional, participação popular e controle social;  Familiarização com o SUS, seus problemas, peculiaridades e avanços;  Participação ativa na direção das diferentes entidades estudantis da área da saúde na construção da vivência, desde seu desenho e negociação com os municípios até o processo de inscrição dos estudantes. Chirlei A Ferreira
  20. 20.  Incentivo técnico, pedagógico e financeiro para fixação de médicos e enfermeiros no Programa Saúde da Família em pequenos municípios brasileiros, onde não existe médico;  Interiorização de profissionais de saúde;  Articulação de instituições de ensino e serviços de saúde, para acompanhamento e capacitação desses profissionais. Chirlei A Ferreira
  21. 21.  Articulação interinstitucional, em um território, entre gestores federais, estaduais e municipais do SUS, universidades e instituições de ensino com cursos na área da saúde, incluindo principalmente suas áreas clínicas e de saúde coletiva; centros formadores, escolas de saúde pública, núcleos de saúde coletiva, hospitais universitários; estudantes da área de saúde, trabalhadores de saúde; Conselhos Municipais e Estaduais de Saúde; movimentos estudantis e sociais que trabalham com saúde, fortalecendo compromissos com o SUS;  Discutir e implementar projetos de mudança do ensino formal e da educação dos trabalhadores de saúde;  Propõe a adoção da educação permanente como a estratégia fundamental para a recomposição das práticas de formação, atenção, gestão, formulação de políticas e controle social no setor de saúde;  Propõe ainda que formação e desenvolvimento devem ser feitos de modo descentralizado, ascendente, transdisciplinar e devem propiciar a democratização institucional. Chirlei A Ferreira
  22. 22.  Incentivar transformações de processo de formação, geração de conhecimentos e prestação de serviços de saúde à população, para abordagem integral do processo saúde-doença. Reorientar o processo de formação em medicina, enfermagem e odontologia, de modo a oferecer à sociedade profissionais habilitados para responder às necessidades da população brasileira e à operacionalização do SUS;  Aproximação entre a formação de graduação em saúde no País e as necessidades da atenção básica à saúde, que se traduzem , no Brasil, pela estratégia de Saúde da Família;  Estabelecer mecanismos de cooperação entre os gestores do SUS e as escolas de medicina, enfermagem e odontologia, com vistas à melhoria da qualidade e resolutividade da atenção a saúde prestado ao cidadão, bem como à integração da rede pública de serviços de saúde e à formação dos profissionais na graduação e na educação permanente. Chirlei A Ferreira
  23. 23.  O ensino centrado no processo de trabalho e no princípio da integralidade das ações de saúde;  A inserção do aluno na realidade social e sanitária da população para um acompanhamento do processo saúde-doença em suas mais variadas formas e manifestações;  A diversificação dos cenários de aprendizagem – comunidade, família, unidades básicas de saúde, etc – e o deslocamento do hospital como único espaço de aprendizagem;  A perspectiva da formação em saúde inserida na trans- disciplinaridade e na intersetorialidade;  A valorização das dimensões psicossocial e antropológica do adoecer; a incorporação das tecnologias leves, visando melhor atuação frente aos aspectos subjetivos e singulares do adoecimento humano e a construção de uma clínica ampliada, capaz de lidar com a polaridade entre a ontologia das doenças e a singularidade dos sujeitos. Chirlei A Ferreira
  24. 24. PERFIL PREDOMINANTE DO FINAL DO SÉCULO XX Chirlei A Ferreira
  25. 25.  Positivista, com enfoque biologicista e utilitário, já que estas são as características desenvolvidas tanto pelo referencial técnico-científico das instituições formadoras quanto pelas exigências de busca de produtividade e competitividade constituídas no próprio mercado de trabalho;  Com alto grau de competência profissional, pois sem esse atributo um profissional que lida com alta tecnologia não tem possibilidades de se afirmar;  Fortemente centrado em sua especialidade, à qual se dedica quase na íntegra;  Predisposto à utilização de novas tecnologias, equipamentos e técnicas, devido à formação tecnicista;  Com tendência a medicalizar o processo saúde-doença e a incorporar equipamentos e insumos;  Atualizado, assíduo nos estudos e na formação em serviço, já que precisa renovar constantemente seus conhecimentos, sob pena de ficar defasado e superado;  Marcadamente individualista, pois toda a sua formação colabora neste sentido;  Formado num modelo idealizado, coerente com práticas profissionais liberais e privativistas, construindo uma mentalidade elitista da saúde e estimulado a realização de procedimentos motivados por interesse econômicos; Chirlei A Ferreira
  26. 26.  Resistente a trabalhar em igualdade de condições com as outras profissões da área de saúde, o que se acentua pelo fato de que a medicina se particularizou no uso da tecnologia, afirmando-se, assim, uma lógica de poder pelo saber;  Paternalista na relação com o paciente e seus familiares, sendo este um dos aspectos que historicamente marcou a relação médico-paciente;  Onipotente na crença da cura das doenças, tendo este aspecto se intensificado com o aumento da eficácia dos procedimentos médicos;  Altamente corporativista na defesa da manutenção das situações estabelecidas em torno do poder e do controle do saber controle do saber constituído;  Crítico do SUS e defensor de uma visão liberal e autônoma da profissão, condição que hoje, paradoxalmente, quase inexiste em nosso país, fato que decorre da influência da cultura dos docentes, pesquisadores e preceptores médicos, sejam acadêmicos ou dos hospitais de ensino. Chirlei A Ferreira
  27. 27.  Pouco conhecimento e nenhum compromisso com a organização do Sistema Único de Saúde, sendo que este um fator político e ideológico que tem acompanhado a educação médica, afastando-a também dos estudos de saúde coletiva, prevenção e promoção de saúde;  Pouco envolvido com aspectos administrativos e gerenciais da gestão da saúde pública;  Pouca compreensão da importância do trabalho em equipe multiprofissional, com integração de conhecimentos interdisciplinares, para uma assistência focada na pessoa e em suas necessidades;  Fraca formação humanística, psicológica, sociológica e filosófica necessária a um profissional médico;  Despreparado para o atendimento das patologias prevalentes segundo a epidemiologia das diferentes regiões do país;  Pouco preparado psicologicamente para o exercício de sua profissão;  Não comprometido com aspectos políticos e sociais que propiciem a busca de soluções para os problemas de saúde da população; Chirlei A Ferreira
  28. 28.  Com fraco conhecimento da realidade situacional, do ambiente e das condições de vida das famílias nas comunidades;  Resistente a mudanças e, geralmente, defensor da manutenção do status quo vigente na saúde. A perda de prestígio social do médico é constante, e, neste isolamento corporativista, ele passou a ser o alvo quase exclusivo de ações de responsabilização por erro, promovidas por pacientes ou seus familiares. Assim a relação médico-paciente é potencialmente intermediada pela figura do advogado. Chirlei A Ferreira
  29. 29. Qual o profissional para o Sistema Único de Saúde? Chirlei A Ferreira
  30. 30. Não basta formar pessoal competente tecnicamente, mas profissionais que tenha vivência sobre o acesso universal, a qualidade e a humanização na Atenção à Saúde, com Controle Social, o que significa dizer integração efetiva e permanente entre formação médica e serviços de saúde. Chirlei A Ferreira
  31. 31.  Desenvolvimento de uma visão reflexiva e crítica a respeito de sua profissão e de suas práticas;  Ampliação de conhecimentos humanísticos em ciências sociais, antropologia e filosofia, capazes de propiciar esta reflexividade crítica;  Manutenção e renovação permanente dos conhecimentos científico-tecnológicas propiciados pela moderna tecnociência, que de forma alguma podem ser abandonados, mas precisam ser incorporados e utilizados com senso crítico e racionalidade;  Aumento dos conhecimentos baseados na epidemiologia, para a assistência resolutiva das patologias prevalentes nas populações;  Maior participação coletiva na gestão do sistema público de saúde;  Conhecimentos de comunidade, família e técnicas grupais;  Ampliação dos conhecimentos e das práticas multidisciplinares e interdisciplinares necessárias ao trabalho em equipe multiprofissional e integração com os profissionais das demais profissões da área de saúde; Chirlei A Ferreira
  32. 32.  Aumento dos conhecimentos em psicologia, saúde mental e construção de subjetividade, que são recursos de relacionamento fundamentais ás práticas dos profissionais da saúde;  Ampliação dos conhecimentos em saúde coletiva, gestão da saúde e informação em saúde, segundo as diretrizes do SUS; Incorporação dos conhecimentos de educação para promoção de saúde, de métodos de ensino-aprendizado e de técnicas pedagógicas de preceptoria, tutoria e outras;  Incorporação dos cuidados e responsabilização das equipes de saúde às pessoas assistidas, com continuidade da assistência em toda a linha de atenção à saúde, desde o cenário pré-hospitalar, no hospitalar e também no pós-hospitalar;  Integração de conhecimentos e práticas da assistência, do ensino e da pesquisa, com prioridade para as ações de atenção às necessidades concretas de saúde da população;  Inclusão da bioética como paradigma de orientação ética pelos direitos humanos das pessoas, das populações e das gerações futuras, nas práticas cotidianas e atenção para todos os fatores éticos necessários às mudanças da cultura médica. Chirlei A Ferreira
  33. 33. Chirlei A Ferreira
  34. 34. Chirlei A Ferreira
  35. 35. Uma medida imediata, diante desse contexto, é o estabelecimento de parcerias, protocolos de cooperação sistemática e auto-sustentável entre gestores do SUS e as escolas médicas no sentido de buscar a integração da academia com os serviços de saúde, visando à formação de profissionais adequados e qualificados para atender às necessidades de saúde da população brasileira. Há condições concretas, vontades, oportunidades e recursos para estas propostas se viabilizarem. Chirlei A Ferreira
  36. 36. Chirlei A Ferreira
  37. 37. ALBUQUERQUE CP. Ensino e Aprendizado em Serviços de Atenção Básica do SUS: desafios da formação médica com a perspectiva da integralidade. “Narrativas e Tessituras”. Tese Doutorado, UFRJ, 2007 AMORETTI R. A Educação Médica diante das Necessidades Sociais em Saúde. Revista Brasileira de Educação Médica, v.29, n.2, maio/agosto, 2005. CAMPOS GWS. Diretrizes do Ensino Médico na Rede Básica de Saúde – Documento Preliminar. ABEM, 2005 MOURAO LC, MARTINS RC, VIEIRA CM, ROSSIN E, L’ABABAE S. Análise Institucional e Educação: Reforma Curricular nas Universidades Pública e Privada. Educ. Soc., Campinas, v.28, n.98, p.181-210, jan/abril, 2007. OLIVEIRA NA, MEIRELLES RM, CURY GC, ALVES LA. Mudanças Curriculares no Ensino Médico Brasileiro: um Debate Crucial no Contexto do Promed. Revista Brasileira de Educação Médica, v.32(3),: 333-346, 2008. RESOLUÇÃO CNE/CES N° 4, de 7 de Novembro de 2001 – Institui Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina. Chirlei A Ferreira
  38. 38. Muita obrigada! Chirlei/2010 Chirlei A Ferreira

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