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RACIOCÍNIO CLÍNICO
Grupo G2
Caso Clínico para aula de Raciocínio Clínico
Medicina – Oitavo Período
Centro Universitário de...
• C.L.V, 1ano e 8 meses, natural e procedente do Carmo do
Paranaíba, acompanhada da mãe.
• Admitida em serviço de pronto a...
 QP: “Tendo convulsões desde ontem”
O que devemos perguntar??
Perguntas:
• Tempo e evolução (início e duração);
• Notou algo diferente ou algum sintoma antes do início da crise;
• A cr...
 HMA: Mãe relata que a criança teve diagnóstico de faringite
há 4 dias ainda na cidade de origem. Apresentou primeiro
epi...
Porém o estado geral da criança piorou há 36h.
Paciente iniciou quadro de tosse produtiva de piora noturna,
espirros, hipo...
Após o atendimento na urgência a criança foi dispensada aos
cuidados ambulatoriais em uso de Amoxicilina, Cetoprofeno, Sal...
Quais a HDs baseadas na
HMA?
Quais a HDs baseadas na HMA?
 Processo infeccioso
 Pneumonia bacteriana?
 Epilepsia
 Crises Sintomáticas Agudas
 Alte...
 Gestação/Parto: Pré natal sem intercorrências, parto cesário
a termo, 39s sem intercorrências. P: 3.380g / C: 48cm / PC:...
Exame físico:
 FC: 165bpm - Tax: 39°C;
 MEG, descorado +/4, desidratado 2+/4, torporoso, acianótico,
anictérico, febril;...
Exame físico:
 FC: 165bpm - Tax: 39°C;
 MEG, descorado +/4, desidratado 2+/4, torporoso, acianótico,
anictérico, febril,...
Exames laboratoriais:
 Hb: 12,4g/dL – Ht: 35,2%;
 Leuc.: 30.300/uL – Seg (79%), Bst (10%), Linf (8%), Mono (2%), Eos (1%...
Exames laboratoriais:
 Hb: 12,4g/dL – Ht: 35,2%;
 Leuc.: 30.300/uL – Seg (79%), Bst (10%), Linf (8%), Mono (2%),
Eos (1%...
Radiografia de Tórax PA
Diagnóstico:
Pneumonia Bacteriana complicada de Faringite Viral
+
Crise Convulsiva Febril Complicada
CRISE CONVULSIVA FEBRIL
DEFINIÇÃO
 Contrações musculares involuntárias repetidas e/ou
sustentadas, associadas a perda transitória de
conhecimento...
EPIDEMIOLOGIA
 Está entre as mais complexas urgências médicas
 Um dos problemas neurológicos mais comuns da infância
 2...
FATORES DE RISCO
(NOBRE et al., 2011)


ETIOLOGIA
 A causa não é neurológica na C.F.
 A convulsão representa um sinal neurológico na ocorrência
da febre
 Etiol...
ETIOLOGIA
 Mais comum em infecções virais
 Associação com:
 Doenças Respiratórias
 Exantema Súbito (vírus herpes 6 e 7...
FISIOPATOLOGIA
Fisiopatologia não bem esclarecida
-O baixo limiar do córtex cerebral em desenvolvimento +
-Susceptibilidad...
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
 As crises geralmente (80% a 90% ) são:
 Tônico-clônica generalizada, hipotônica ou clônica,
 Cu...
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Convulsão Febril Benigna - Características
Idade: 6 meses a 5 anos
Crise convulsiva: tônico-clônico generalizada
Duração: ...
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
 Crise Atípica ou complexa:
 ≥ 15 minutos,
 Focais
 Se repetem durante o mesmo episódio febril,...
CLASSIFICAÇÃO
 SIMPLES – mais comum, generalizada, com duração inferior a 15
minutos, sem recorrer nas 24 horas e sem apr...
RECIDIVA
 50% das crianças apresentam a segunda crise febril
até seis meses após a primeira
 75% em um ano
 90% em dois...
Evolução
 Crises Convulsivas Febris, de um modo geral  benigna.
Sem afetar inteligência, crescimento de perímetro cefáli...
Evolução
 Associação surgimento de Epilepsia de Lobo Temporal
na idade adulta
FR: atraso de desenvolvimento psicomotor, a...
DIAGNÓSTICO
 Diagnóstico é Clínico.
 Crise Simples x Complexa
 Foco da Febre
 Descrição detalhada da crise
 Pesquisar...
DIAGNÓSTICO – Exames?
 Exames Laboratoriais
 Não são recomendados exames laboratoriais para crise febril simples;
 No c...
DIAGNÓSTICO – Exames?
 Eletroencefalograma (EEG):
 Não existe evidência de que pode prever se uma criança irá desenvolve...
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
CF Benigna (idiopática) X causa Neurológica X causa Metabólica X causa Infeciosa
 Principal – inf...
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
(NOBRE et al.,
TRATAMENTO
 Fase aguda
 Profilaxia
 Orientação aos familiares
TRATAMENTO – Orientações
Medidas ao Presenciar a Crise Convulsiva Febril:
 Manter a calma;
 Colocar o indivíduo em posiç...
TRATAMENTO – Fase Aguda
 Sequência de atendimento de um quadro de Urgência
(avaliação de vias aéreas, ventilação e circul...
TRATAMENTO – Fase Aguda
Tratamento Emergencial da Crise Convulsiva:
 Facilitar a aeração pulmonar: (Desobstruções das via...
Tratamento Medicamentoso:
Primeira Linha: Benzodiazepínicos
Diazepam (0,2 e 0,3 mg/kg, via endovenosa ou retal podendo
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Tratamento Medicamentoso:
 Antipiréticos: Utilização intensa e rotineira de agentes antipiréticos não tem sido
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TRATAMENTO - Profilático
Profilaxia –
CONTROVERSA• Geralmente apresentam 1 episódio durante a
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• Caráter Benigno
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TRATAMENTO - Profilático
Profilaxia contínua:
 Fenobarbital (3 a 5 mg/kg/dia)
causa efeitos colaterais em até 60% dos usu...
TRATAMENTO - Profilático
Profilaxia intermitente:
(maior tolerabilidade, mais aceita nos dias atuais)
 Diazepam via oral ...
REFERÊNCIAS
ALENCAR, S. P. Convulsão febril: aspectos clínicos e terapêuticos. Artigo de
revisão. Mar. 2015. Revista Médic...
OBRIGADA PELA ATENÇÃO!!
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Crise Convulsiva Febril

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Caso Clínico de Síndrome COnvulsiva Febril

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Crise Convulsiva Febril

  1. 1. RACIOCÍNIO CLÍNICO Grupo G2 Caso Clínico para aula de Raciocínio Clínico Medicina – Oitavo Período Centro Universitário de Patos de Minas - UNIPAM Discentes: Bárbara Samara Brenda Lahlou Jéssica Cristina de Melo Brito Lucas Rocha Mariana Vargas 10 de Novembro de 2016 Docente: Esp. Meire de Deus Vieira
  2. 2. • C.L.V, 1ano e 8 meses, natural e procedente do Carmo do Paranaíba, acompanhada da mãe. • Admitida em serviço de pronto atendimento pediátrico em Patos de Minas há 15 min devido a crises convulsivas recorrentes nas últimas 24h.
  3. 3.  QP: “Tendo convulsões desde ontem” O que devemos perguntar??
  4. 4. Perguntas: • Tempo e evolução (início e duração); • Notou algo diferente ou algum sintoma antes do início da crise; • A crise começou em uma parte específica do corpo e disseminou-se ou ela acometeu todo o corpo de uma vez só; • Em que contexto a crise ocorreu? (sono, vigília, relação com o despertar); • Se caiu, foi sobre uma superfície dura?; • Cor e temperatura da pele?; • Perdeu controle vesical?; • Houve comprometimento do nível de consciência?; • Apresentou outras crises convulsivas antes de recuperar-se; • Queixou-se de cefaleia ou dores musculares?; • Fatores desencadeantes; • Sintomas associados e pós-ictais: vômitos, cefaleias, agitação psicomotora, etc...
  5. 5.  HMA: Mãe relata que a criança teve diagnóstico de faringite há 4 dias ainda na cidade de origem. Apresentou primeiro episódio de febre aferida há 5 dias (38,5°C), com melhora após uso de dipirona (8/8h, 1gota/2kg).
  6. 6. Porém o estado geral da criança piorou há 36h. Paciente iniciou quadro de tosse produtiva de piora noturna, espirros, hiporexia, prostração e febre alta que variou entre 39,3°C a 40,1°C sem melhora com o uso continuo da dipirona. Há 24h, com pico febril de 39,7°C, teve o primeiro episódio de crise convulsiva que alternava entre contração dos músculos e movimentos involuntários que durou 17 min. Nega outros sintomas associados. Procurou atendimento de urgência imediatamente na cidade de origem.
  7. 7. Após o atendimento na urgência a criança foi dispensada aos cuidados ambulatoriais em uso de Amoxicilina, Cetoprofeno, Salsep e Paracetamol. Há 8h, em novo pico febril (40°C) paciente apresentou nova crise convulsiva tônico-clônica com 19 min de duração associada a sialorreia, desvio conjugado do olhar e liberação esfincteriana. Criança permaneceu desacordada por 3 min após o final da crise (tempo de chegada no serviço de emergência foi de 9 min após o inicio da crise). Há 1h30min apresentou uma terceira crise convulsiva associada a novo pico febril de 40,1°C, ainda em internação hospitalar, com duração de 16 min sem sintomas associados. Foi referenciada ao serviço de cuidados intensivos em pediatria do HRAD.
  8. 8. Quais a HDs baseadas na HMA?
  9. 9. Quais a HDs baseadas na HMA?  Processo infeccioso  Pneumonia bacteriana?  Epilepsia  Crises Sintomáticas Agudas  Alterações Metabólicas (uremia, hipoglicemia, hipocalcemia, hiponatremia, anóxia cerebral)  Infecções SNC  TCE  Intoxicações  D. cerebrovascular; Tumores cerebrais; eclâmpsia; Suspensão de fármacos ou álcool  Crise Convulsiva Febril  Tremores  Síncope febril  Crise anóxica
  10. 10.  Gestação/Parto: Pré natal sem intercorrências, parto cesário a termo, 39s sem intercorrências. P: 3.380g / C: 48cm / PC: 33,2cm / APGAR: 9, 10.  HPP: Aos 11 meses teve episódio único de crise convulsiva associada a pico febril com duração de 3 minutos, sem sintomas associados.  HF: Mae hígida, pai teve quadros de convulsão associadas a picos febris na infância. Não teve diagnóstico e não sabe informar mais nada.
  11. 11. Exame físico:  FC: 165bpm - Tax: 39°C;  MEG, descorado +/4, desidratado 2+/4, torporoso, acianótico, anictérico, febril;  ACV: BRNF em 2T, s/ sopros, FR: 57 irpm  AR: Roncos bilaterais em base à direita.  ABD: Semigloboso, flácido, fígado a 1,5cm do rebordo costal direito. Traube livre. RHA presentes.  SNC: Ausência de sinais meníngeos.
  12. 12. Exame físico:  FC: 165bpm - Tax: 39°C;  MEG, descorado +/4, desidratado 2+/4, torporoso, acianótico, anictérico, febril, taquipneico;  ACV: BRNF em 2T, s/ sopros, FR: 57 irpm  AR: Roncos bilaterais em base à direita.  ABD: Semigloboso, flácido, fígado a 1,5cm do rebordo costal direito. Traube livre. RHA presentes.  SNC: Ausência de sinais meníngeos.
  13. 13. Exames laboratoriais:  Hb: 12,4g/dL – Ht: 35,2%;  Leuc.: 30.300/uL – Seg (79%), Bst (10%), Linf (8%), Mono (2%), Eos (1%);  VHS: 37mm;  Plaq: 434.000/uL;  Glicemia J: 103mg/dL  Ureia: 30mg/dL  ALT:31U/L AST:34U/L bilirrubina total: 1.0mg/dL,  Sódio: 141mEq/L Potássio:4mEq/L Magnésio: 0,9mEq/L Cálcio: 10mg/dL
  14. 14. Exames laboratoriais:  Hb: 12,4g/dL – Ht: 35,2%;  Leuc.: 30.300/uL – Seg (79%), Bst (10%), Linf (8%), Mono (2%), Eos (1%);  VHS: 37mm;  Plaq: 434.000/uL;  Glicemia J: 103mg/dL  Ureia: 30mg/dL  ALT:31U/L AST:34U/L bilirrubina total: 1.0mg/dL,  Sódio: 141mEq/L Potássio:4mEq/L Magnésio: 0,9mEq/L Cálcio: 10mg/dL
  15. 15. Radiografia de Tórax PA
  16. 16. Diagnóstico: Pneumonia Bacteriana complicada de Faringite Viral + Crise Convulsiva Febril Complicada
  17. 17. CRISE CONVULSIVA FEBRIL
  18. 18. DEFINIÇÃO  Contrações musculares involuntárias repetidas e/ou sustentadas, associadas a perda transitória de conhecimento, acompanhadas por febre (temperatura ≥ 38ºC determinada por qualquer método de avaliação) (NOBRE et al., 2011)  Ocorre em crianças de 3 meses a 5 anos  Sem evidência de infecção ou inflamação do SNC, alteração metabólica e sem história prévia de crise convulsiva (ALENCAR, 2015)
  19. 19. EPIDEMIOLOGIA  Está entre as mais complexas urgências médicas  Um dos problemas neurológicos mais comuns da infância  2% a 5% das crianças menores de cinco anos apresentarão pelo menos um episódio na vida (ALENCAR, 2015)  Grupo etário: entre 6 meses e 5 anos de idade.  Pico de incidência: por volta dos 18 meses (NOBRE et al., 2011)  Incidência maior no outono
  20. 20. FATORES DE RISCO (NOBRE et al., 2011)  
  21. 21. ETIOLOGIA  A causa não é neurológica na C.F.  A convulsão representa um sinal neurológico na ocorrência da febre  Etiologia da infecção não determina a crise, mas sim a presença de febre  Caráter familiar – herança autossômica dominante, com baixa penetrância e expressão variável? herança poligênica?
  22. 22. ETIOLOGIA  Mais comum em infecções virais  Associação com:  Doenças Respiratórias  Exantema Súbito (vírus herpes 6 e 7),  Gastroenterites Agudas,  Meningite  Encefalite  Abcesso cerebral  Otites Médias Agudas  Gripe
  23. 23. FISIOPATOLOGIA Fisiopatologia não bem esclarecida -O baixo limiar do córtex cerebral em desenvolvimento + -Susceptibilidade da criança a infecções + -Propensão a ter febre alta + -Componente genético Cérebro imaturo  maior susceptibilidade à convulsões Excitação aumentada / Inibição diminuída / circuitos subcorticais ainda em maturação (falta de mielina, diferença de permeabilidade celular, atividade elétrica) (Guerreiro, 2002)
  24. 24. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS  As crises geralmente (80% a 90% ) são:  Tônico-clônica generalizada, hipotônica ou clônica,  Curta duração (<15min)  Manifestações pós-ictais discretas  Não recorrem em 24 horas  Ocorre geralmente em:  Febres altas  Primeiras 24 horas do episódio febril (período de ascensão rápida da temperatura)  Crise convulsiva pode preceder constatação da febre (Siqueira, 2010)
  25. 25. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
  26. 26. Convulsão Febril Benigna - Características Idade: 6 meses a 5 anos Crise convulsiva: tônico-clônico generalizada Duração: Até 15 minutos Retorno do nível normal de consciência após término da convulsão Documentação de Febre (>38oC) Única crise convulsiva em 24 horas Ausência de Doença Neurológica Prévia MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS (NOBRE et al., 2011
  27. 27. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS  Crise Atípica ou complexa:  ≥ 15 minutos,  Focais  Se repetem durante o mesmo episódio febril,  Acompanhadas por sinais neurológicos transitórios  Exame neurológico pós crise:  Sonolência, ataxia, e eventualmente sinais focais (se a crise for do tipo complexo)  Normaliza dentro de algumas horas • Estado de Mal Epiléptico Febril: CCF com mais de 30 min de duração ou várias crises reentrantes sem recuperação da consciência entre elas.
  28. 28. CLASSIFICAÇÃO  SIMPLES – mais comum, generalizada, com duração inferior a 15 minutos, sem recorrer nas 24 horas e sem apresentar anormalidade pós-ictal. Costumam ser únicas  COMPLEXA/COMPLICADA - episódio focal, ou durar mais que 15 minutos, ou recorrer em 24 horas
  29. 29. RECIDIVA  50% das crianças apresentam a segunda crise febril até seis meses após a primeira  75% em um ano  90% em dois anos
  30. 30. Evolução  Crises Convulsivas Febris, de um modo geral  benigna. Sem afetar inteligência, crescimento de perímetro cefálico ou comportamento  Não aumenta morbidade (Siqueira, 2010)
  31. 31. Evolução  Associação surgimento de Epilepsia de Lobo Temporal na idade adulta FR: atraso de desenvolvimento psicomotor, alterações neurológicas, história familiar de epilepsia, CF iniciadas no primeiro ano de vida e CF focais recorrentes.  Convulsões febris plus (CF plus): Epilepsia familiar hereditária que se manifesta na infância. Nesta forma de epilepsia, as crianças afetadas têm CF para além da idade habitual, ou seja, para além dos 6 anos, e/ou têm CF nas idades habituais, mas associadas a convulsões apiréticas, que podem ser de vários tipos (tónico-clónicas, atónicas, focais, mioclonias, ausências). (Siqueira, 2010
  32. 32. DIAGNÓSTICO  Diagnóstico é Clínico.  Crise Simples x Complexa  Foco da Febre  Descrição detalhada da crise  Pesquisar sinais meníngeos  Exame da fontanela (Descartar acometimento do SNC) História Adequada  Intercorrências no período da gestação, parto ou a presença de qualquer doença sistêmica concomitante (cardiopatias, coagulopatias ou distúrbios hidroeletrolíticos).  Antecedentes de uso de drogas, traumas ou outras patologias anteriores.
  33. 33. DIAGNÓSTICO – Exames?  Exames Laboratoriais  Não são recomendados exames laboratoriais para crise febril simples;  No caso de crises complexas, realizar se não for identificado o foco da febre  Devem ser solicitados, de acordo com o quadro clínico e suspeita diagnóstica  Punção Lombar : Considerar em:  Crianças abaixo de 12 meses após a primeira CF, nas quais as manifestações de infecção do SNC podem não estar presentes,  Crianças abaixo de 18 meses de vida, nas quais estas manifestações podem ser incertas.  Na presença de sinais sugestivos de infecção central, independente da idade.
  34. 34. DIAGNÓSTICO – Exames?  Eletroencefalograma (EEG):  Não existe evidência de que pode prever se uma criança irá desenvolver epilepsia após uma convulsão febril simples.  Pode ser considerado se mais de uma característica complexa está presente.  Alguns autores verificaram que anormalidades encontradas no eletroencefalograma são prognósticas, enquanto outros discordam. (?)  Neuroimagem:  Não são indicados após uma convulsão febril simples  Realizar quando o Houver aspectos clínicos de uma doença neurológica (micro/macrocefalia, anormalidades neurocutâneas, déficit neurológico pré-existente, persistência de déficit neurológico pós- ictal) o Quando há crises febris complexas recorrentes o Em caso de dúvida se as crises são febris.  Para essas crianças, considerar a realização de RM (maior sensibilidade do que a TC)
  35. 35. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL CF Benigna (idiopática) X causa Neurológica X causa Metabólica X causa Infeciosa  Principal – infecção do SNC  Outras: epilepsia, crises sintomáticas agudas, delírios febris, tremores, síncope febril, crise anóxica.  CFs não devem ser confundidas com epilepsia, que se caracteriza por crises epilépticas afebris recorrentes. (NOBRE et al., 2011
  36. 36. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL (NOBRE et al.,
  37. 37. TRATAMENTO  Fase aguda  Profilaxia  Orientação aos familiares
  38. 38. TRATAMENTO – Orientações Medidas ao Presenciar a Crise Convulsiva Febril:  Manter a calma;  Colocar o indivíduo em posição confortável;  Vire suavemente a cabeça para o lado, de maneira que a saliva escorra e não impeça a respiração;  Proteja a cabeça com algo suave sob a mesma;  Não tente introduzir nenhum objeto na boca;  Não lhe dê nada para beber;  Não tente despertá-la;  Permaneça ao lado do indivíduo até terminar a crise.
  39. 39. TRATAMENTO – Fase Aguda  Sequência de atendimento de um quadro de Urgência (avaliação de vias aéreas, ventilação e circulação)  Na maioria das vezes: cessará espontaneamente  Não é necessária internação (a menos que houver algum sinal ou sintoma clínico preocupante, suspeita de causa neurológica ou presença de sinais clínicos de alerta que sugiram infeção potencialmente grave)
  40. 40. TRATAMENTO – Fase Aguda Tratamento Emergencial da Crise Convulsiva:  Facilitar a aeração pulmonar: (Desobstruções das vias aéreas retificação com lateralização da cabeça; cânula de Guedell para evitar mordedura da língua; O2 sob cateter ou máscara e entubação orotraqueal nos casos mais prolongados e graves);  Manter acesso venoso adequado;  Antitérmicos por via venosa ou retal nos casos de febre;  Correção imediata dos distúrbios metabólicos associados (hipoglicemia, hiponatremia);  Tratamento do edema cerebral quando presente (TCE, Tumores do SNC);  Em casos de sinais meníngeos considerar punção lombar;  Na presença de sinais focais, antes da punção lombar, considerar a realização da tomografia computadorizada.
  41. 41. Tratamento Medicamentoso: Primeira Linha: Benzodiazepínicos Diazepam (0,2 e 0,3 mg/kg, via endovenosa ou retal podendo ser repetido até dose cumulativa de 5 mg) Midazolam (0,2 a 0,7 mg/kg, via endovenosa, intramuscular, retal ou nasal) TRATAMENTO – Fase Aguda
  42. 42. Tratamento Medicamentoso:  Antipiréticos: Utilização intensa e rotineira de agentes antipiréticos não tem sido mais eficaz na redução da incidência de convulsões febris recorrentes que o uso intermitente dos antipiréticos, quando um episódio febril é percebido (não previne a recorrência das crises).  Dipirona 10 a 25 mg/kg/dose em até quatro doses (máximo de 100mg/kg/dia),  Paracetamol 10 a 15 mg/kg/ dose em até quatro doses (máximo de 2,6 gramas por dia)  Ibuprofeno 5 a 10 mg/kg/ dose de três a quatro vezes ao dia (dose máxima de 40 mg/kg em menores de 30 kg e 1200 mg acima deste peso). (este em crianças >6m)  Efeitos colaterais: raros hepatotoxicidade (superdosagem paracetamol), agranulocitose (uso de dipirona) e acidose metabólica, insuficiência renal e coma (superdosagem ibuprofeno) TRATAMENTO – Fase Aguda
  43. 43. TRATAMENTO - Profilático Profilaxia – CONTROVERSA• Geralmente apresentam 1 episódio durante a vida • Caráter Benigno • Efeitos Colaterais dos anticonvulsivantes (alterações de comportamento, hiperatividade, reações alérgicas, alterações digestivas, sonolência, tonturas, alterações de equilíbrio, etc) Não há benefícios no tratamento profilático de crise febril simples • Indicado para pacientes com maior risco de recidiva (baixa idade na primeira crise <18m, história familiar de crise febril, curta duração da febre antes da primeira crise < 1h...) • Crises podem gerar traumas pelo início abrupto • Podem eventualmente evoluir para status epilepticus febril Academia Americana de Pediatria de 2008 : “a potencial toxicidade das drogas antiepilépticas supera os pequenos riscos de uma crise febril simples”. Em caso de grande ansiedade dos pais, recomenda-se o tratamento intermitente por curto período de tempo, mas o tratamento contínuo não é recomendado (SIQUEIRA, 2010) X
  44. 44. TRATAMENTO - Profilático Profilaxia contínua:  Fenobarbital (3 a 5 mg/kg/dia) causa efeitos colaterais em até 60% dos usuários, que incluem hiperatividade, irritabilidade, sensibilidade e distúrbios do sono.  Ácido valpróico (15 a 60mg/kg/dia) apresenta risco de hepatite fulminante (raro) e outros efeitos colaterais como intolerância gástrica, ganho de peso e toxicidade renal.
  45. 45. TRATAMENTO - Profilático Profilaxia intermitente: (maior tolerabilidade, mais aceita nos dias atuais)  Diazepam via oral na dose de 0,5 a 1 mg/kg/dia a medicação deverá ser suspensa 24h após último pico febril.  Clobazam 5 mg/dia em crianças até 5 kg; 10 mg/dia em crianças com peso entre 5 e 10 kg; 15 mg/dia, de 11 a 15 kg; 20 mg/dia se o peso ultrapassar 15kg
  46. 46. REFERÊNCIAS ALENCAR, S. P. Convulsão febril: aspectos clínicos e terapêuticos. Artigo de revisão. Mar. 2015. Revista Médica da Universidade Federal do Ceará. Disponível em: <http://www.repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/17458/1/2015_art_spalencar.pdf>. NOBRE, S. CORTINHÃ, C. SALGADO, M. Convulsões febris. Abr. 2011. Disponível em: < file:///C:/Users/Notebook/Downloads/011_convulsoesfebris.pdf>. SIQUEIRA, L. F. M. Atualização no diagnóstico e tratamento das crises epilépticas febris. Rev Assoc Med Bras, 2010. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ramb/v56n4/26.pdf>. HIAE – Hospital Israelita Albert Einstein - Núcleo de Pediatria Baseada em Evidências. Diretrizes Assistenciais: Convulsão Febril Benigna. 2012. Disponível em: <http://www.saudedireta.com.br/docsupload/1341344021convuls%C3%A3o%20febri l.pdf>
  47. 47. OBRIGADA PELA ATENÇÃO!!

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