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LITERATURAO cortiço, Aluísio de Azevedo
ALUISIO AZEVEDO, viveu entre 1857 e                     1913, em um período de profundas                     mudanças , co...
Livro didático,      Página 129“[...] Da porta da venda que dava para o cortiço iam e vinham comoformigas; fazendo compras...
ANÁLISE DETALHADANeste livro, já não é mais a estória dos personagens que interessatanto. Mais do que ela, salienta-se riv...
ANÁLISE DETALHADAA proximidade do cortiço incomodava Miranda que, por sua vezincomodava João Romão com seu ar defidalguia ...
ANÁLISE DETALHADAEnquanto isso , Botelho, um agregado em casa de Miranda ,começa aestimular o interesse de João Romãopor Z...
ANÁLISE DETALHADANa verdade.desse fogo arrasador renasce um cortiço novo e mais“próspero”. O fogo ajudara, indiretamente,o...
ESTRUTURA DA OBRAA obra apresenta 23 capítulos não intitulados e não muitocurtos.Presença constante de diálogos.Foco Narra...
RIGOR CIENTÍFICOEssa criação de Aluísio de Azevedo tem como influência maior oromance L’Assommoir, do escritor francês Émi...
RIGOR CIENTÍFICO“E durante dois anos o cortiço prosperou de dia para dia, ganhandoforças, socando-se de gente. E ao lado o...
NARRADORA obra é narrada em terceira pessoa, com narrador onisciente (quetem conhecimento de tudo), como propunha o movime...
TEMPOEm O Cortiço, o tempo é trabalhado de maneira linear, com princípio,meio e desfecho da narrativa. A história se desen...
ESPAÇOSão dois os espaços explorados na obra. O primeiro é o cortiço,amontoado de casebres mal-arranjados, onde os pobres ...
ENREDOO livro narra inicialmente a saga de João Romão rumo aoenriquecimento. Para acumular capital, ele explora os emprega...
ENREDOQuando Miranda recebe o título de barão, João Romão entende quenão basta ganhar dinheiro, é necessário também ostent...
ENREDOPara imitar as conquistas do rival, João Romão promove váriasmudanças na estalagem, que agora ostenta ares aristocrá...
ALEGORIA DO BRASILMais do que empregar os preceitos do naturalismo, a obra mostrapráticas recorrentes no Brasil do século ...
PERSONAGENSJoão Romão: Um capitalista, representa o capitalista explorados. Eleé um português que vem para o Brasil com in...
PERSONAGENSJoão Romão: Um capitalista, representa o capitalista explorados. Eleé um português que vem para o Brasil com in...
LITERATURAO cortiço, Aluísio de Azevedo
EREM PROFESSORTRAJANO DE MENDONÇA    Recife, de 29 agosto de 2012       Angélica Maria     Josevânia da Silva      Sérgio ...
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PORTUGUÊS: O cortiço, Aluísio de Azevedo

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PORTUGUÊS: O cortiço, Aluísio de Azevedo

  1. 1. LITERATURAO cortiço, Aluísio de Azevedo
  2. 2. ALUISIO AZEVEDO, viveu entre 1857 e 1913, em um período de profundas mudanças , como a abolição da escravidão e a instalação da Republica. A denuncia das mazelas sociais e o engajamento na defesa dos menos favorecidos constituem aspectos marcantes de sua obra. Inaugurador do naturalismo brasileiro destacou-se pela maestria no enfoque de aglomerados humanos colocando pela primeira vez na nossa literatura a gente humilde do povo brasileiro em primeiro plano.Aluísio de Azevedo
  3. 3. Livro didático, Página 129“[...] Da porta da venda que dava para o cortiço iam e vinham comoformigas; fazendo compras.”“[...] A primeira que se pôs a lavar foi a Leandra, por alcunha a “Machona”,portuguesa feroz, berradora, pulsos cabeludos e grossos, anca de animal docampo. ““O chorado arrastava-os a todos, despoticamente, desesperando aos quenão sabiam dançar. Mas, ninguém como a Rita; só ela, só aquele demônio,tinha o mágico segredo daqueles movimentos de cobra amaldiçoada;aqueles requebros que não podiam ser sem o cheiro que a mulata soltava desi e sem aquela voz doce, quebrada, harmoniosa, arrogante, meiga esuplicante [...]”
  4. 4. ANÁLISE DETALHADANeste livro, já não é mais a estória dos personagens que interessatanto. Mais do que ela, salienta-se rivalidade entreo espaço de João Romão e do comendador Miranda, a simbolizaremtodo um processo de transformação econômicaem momento de expansão urbana.João Romão, um ganancioso comerciante de origem portuguesa,possui uma pedreira, uma taverna e umterreno razoável, onde constrói casinholas de baixo custo para alugar.Secundando-o nas tarefas e com ele repartindoa cama, a figura da negra Bertoleza ex-escrava forte e tambémambiciosa, supostamente alforriada.A poucos metros da venda, havia um sobrado que veio a ser ocupadopor Miranda, Estela e Zulmira, umafamília economicamente segura, cujo chefe vendia pano por atacado.
  5. 5. ANÁLISE DETALHADAA proximidade do cortiço incomodava Miranda que, por sua vezincomodava João Romão com seu ar defidalguia e seu título de comendador.A contratação de Jerônimo , um operário português ,para o trabalhona pedreira altera um pouco acompetição do cortiço, para onde ele se muda em companhia da mulher,a Piedade e a filha Senhorinha. Essa alteração ganha intensidade,sobretudo a partir do momento em que nasce o interesse amorosoentre o operário e Rita Baiana ,beleza máxima daquele agrupamento.Rita, no entanto tinha compromisso com Firmo, mulato garboso egabola, capoerista hábil ,morador de um cortiço vizinho, o “Cabeça deGato”. No primeiro enfrentamento ,Firmo leva a melhor , e atingeJerônimo com uma navalha.
  6. 6. ANÁLISE DETALHADAEnquanto isso , Botelho, um agregado em casa de Miranda ,começa aestimular o interesse de João Romãopor Zulmira ,a filha do atacadista de panos. Nesse projeto,evidentemente ,inclui-se um plano para dispensarBertoleza.A essa altura Rita e Jerônimo já vivem juntos , e a preocupação deste évingar-se da navalhada que oatingira e , se possível eliminar seu rival de vez. Através de umacombinação prévia ,dois tipos escusos atraemFirmo para uma cilada e Jerônimo assassina-o a pauladas.Em conseqüência dessa morte , os”Cabeça-de-Gato” atacam os “carapicus” do cortiço de João Romão e aluta só se interrompe por causa de um incêndio provocado( pela bruxa,a lavadeira Paula).
  7. 7. ANÁLISE DETALHADANa verdade.desse fogo arrasador renasce um cortiço novo e mais“próspero”. O fogo ajudara, indiretamente,os planos de João Romão que , agora já vinha mantendo boas relaçõescom a família de Miranda .Só restavao empecilho de Bertoleza.Mas o providencial Botelho descobrira o donodaquela escrava , cujo dinheiro daalforria ,tão duramente economizado ,fora embolsado por João Romão.Diante da ameaça de retorno ao cativeiro,Bertoleza estripa-se ,enquantoJoão Romão recebe um prêmiocomo amigo da Sociedade Abolicionista.
  8. 8. ESTRUTURA DA OBRAA obra apresenta 23 capítulos não intitulados e não muitocurtos.Presença constante de diálogos.Foco NarrativoNarrado em 3ª pessoa, a obra tem um narrador onisciente que se situafora do mundo narrado e/ou descrito. Há um total distanciamento entreo narrador e o mundo ficcional, por vezes no cortiço de JoãoRomão, outras no sobrado de Miranda. Como o narrador exerce aonisciência, por vezes sua fala se confunde com a dospersonagens, principalmente com João Romão, por meio do discursoindireto livre. Há o predomínio na narrativa do discurso indireto livre, oque permite ao autor revelar o pensamento das personagens.
  9. 9. RIGOR CIENTÍFICOEssa criação de Aluísio de Azevedo tem como influência maior oromance L’Assommoir, do escritor francês Émile Zola, que prescreveum rigor científico na representação da realidade. A intenção dométodo naturalista era fazer uma crítica contundente e coerente deuma realidade corrompida. Zola e, neste caso, Aluísiocombatem, como princípio teórico, a degradação causada pela misturade raças. Por isso, os dois romances naturalistas são constituídos deespaços nos quais convivem desvalidos de várias etnias.Esses espaços se tornam personagens do romance. É o caso docortiço, que se projeta na obra mais do que os próprios personagensque ali vivem. Um exemplo pode ser visto no seguinte trecho:
  10. 10. RIGOR CIENTÍFICO“E durante dois anos o cortiço prosperou de dia para dia, ganhandoforças, socando-se de gente. E ao lado o Miranda assustava-se, inquieto com aquela exuberância brutal de vida, aterrado defrontedaquela floresta implacável que lhe crescia junto da casa, por debaixodas janelas, e cujas raízes, piores e mais grossas do queserpentes, minavam por toda a parte, ameaçando rebentar o chão emtorno dela, rachando o solo e abalando tudo.”O narrador compara o cortiço a uma estrutura biológica (floresta), umorganismo vivo que cresce e se desenvolve, aumentando as forçasdaninhas e determinando o caráter moral de quem habita seu interior.
  11. 11. NARRADORA obra é narrada em terceira pessoa, com narrador onisciente (quetem conhecimento de tudo), como propunha o movimento naturalista.O narrador tem poder total na estrutura do romance: entra nopensamento dos personagens, faz julgamentos e tenta comprovar,como se fosse um cientista, as influências do meio, da raça e domomento histórico.O foco da narração, a princípio, mantém uma aparência deimparcialidade, como se o narrador se apartasse, à semelhança de umdeus, do mundo por ele criado. No entanto, isso é ilusório, porque oprocedimento de representar a realidade de forma objetiva jáconfigura uma posição ideologicamente tendenciosa.
  12. 12. TEMPOEm O Cortiço, o tempo é trabalhado de maneira linear, com princípio,meio e desfecho da narrativa. A história se desenrola no Brasil doséculo XIX, sem precisão de datas. Há, no entanto, que ressaltar arelação do tempo com o desenvolvimento do cortiço e com oenriquecimento de João Romão.
  13. 13. ESPAÇOSão dois os espaços explorados na obra. O primeiro é o cortiço,amontoado de casebres mal-arranjados, onde os pobres vivem. Esseespaço representa a mistura de raças e a promiscuidade das classesbaixas. Funciona como um organismo vivo. Junto ao cortiço estão apedreira e a taverna do português João Romão.O segundo espaço, que fica ao lado do cortiço, é o sobradoaristocratizante do comerciante Miranda e de sua família. O sobradorepresenta a burguesia ascendente do século XIX. Esses espaçosfictícios são enquadrados no cenário do bairro de Botafogo,explorando a exuberante natureza local como meio determinante.Dessa maneira, o sol abrasador do litoral americano funciona comoelemento corruptor do homem local.
  14. 14. ENREDOO livro narra inicialmente a saga de João Romão rumo aoenriquecimento. Para acumular capital, ele explora os empregados ese utiliza até do furto para conseguir atingir seus objetivos. JoãoRomão é o dono do cortiço, da taverna e da pedreira. Sua amante,Bertoleza, o ajuda de domingo a domingo, trabalhando sem descanso.Em oposição a João Romão, surge a figura de Miranda, o comerciantebem estabelecido que cria uma disputa acirrada com o taverneiro poruma braça de terra que deseja comprar para aumentar seu quintal.Não havendo consenso, há o rompimento provisório de relações entreos dois. Com inveja de Miranda, que possui condição social maiselevada, João Romão trabalha ardorosamente e passa por privaçõespara enriquecer mais que seu oponente. Um fato, no entanto, muda aperspectiva do dono do cortiço.
  15. 15. ENREDOQuando Miranda recebe o título de barão, João Romão entende quenão basta ganhar dinheiro, é necessário também ostentar uma posiçãosocial reconhecida, frequentar ambientes requintados, adquirir roupasfinas, ir ao teatro, ler romances, ou seja, participar ativamente da vidaburguesa.No cortiço, paralelamente, estão os moradores de menor ambiçãofinanceira. Destacam-se Rita Baiana e Capoeira Firmo, Jerônimo ePiedade. Um exemplo de como o romance procura demonstrar a máinfluência do meio sobre o homem é o caso do portuguêsJerônimo, que tem uma vida exemplar até cair nas graças da mulataRita Baiana.Opera-se uma transformação no português trabalhador, que mudatodos os seus hábitos. A relação entre Miranda e João Romão melhoraquando o comerciante recebe o título de barão e passa a tersuperioridade garantida sobre o oponente.
  16. 16. ENREDOPara imitar as conquistas do rival, João Romão promove váriasmudanças na estalagem, que agora ostenta ares aristocráticos.O cortiço todo também muda, perdendo o caráter desorganizado emiserável para se transformar na Vila João Romão.O dono do cortiço aproxima-se da família de Miranda e pede a mão dafilha do comerciante em casamento. Há, no entanto, o empecilhorepresentado por Bertoleza, que, percebendo as manobras de Romãopara se livrar dela, exige usufruir os bens acumulados a seu lado.Para se ver livre da amante, que atrapalha seus planos de ascensãosocial, Romão a denuncia a seus donos como escrava fugida. Em umgesto de desespero, prestes a ser capturada, Bertoleza comete osuicídio, deixando o caminho livre para o casamento de Romão.
  17. 17. ALEGORIA DO BRASILMais do que empregar os preceitos do naturalismo, a obra mostrapráticas recorrentes no Brasil do século XIX. Na situação decapitalismo incipiente, o explorador vivia muito próximo aoexplorado, daí a estalagem de João Romão estar junto aos pobresmoradores do cortiço. Ao lado, o burguês Miranda, de projeção socialmais elevada que João Romão, vive em seu palacete com aresaristocráticos e teme o crescimento do cortiço. Por isso pode-se dizerque O Cortiço não é somente um romance naturalista, mas umaalegoria do Brasil. O autor naturalista tinha uma tese a sustentar suahistória. A intenção era provar, por meio da obra literária, como omeio, a raça e a história determinam o homem e o levam àdegenerescência. A obra está a serviço de um argumento. Aluísio sepropõe a mostrar que a mistura de raças em um mesmo meiodesemboca na promiscuidade sexual, moral e na completa degradaçãohumana. Mas, para além disso, o livro apresenta outras questõespertinentes para pensar o Brasil, que ainda são atuais, como a imensadesigualdade social.
  18. 18. PERSONAGENSJoão Romão: Um capitalista, representa o capitalista explorados. Eleé um português que vem para o Brasil com intuito de enriquecer demaneira exacerbada. Vive juntamente com Bertoleza.Bertoleza: Uma escrava que pensa ter comprado a sua liberdade eque representa o trabalhador escravo.Miranda: Um português que no "O cortiço" representa a burguesia eque no mesmo mora num sobrado ao lado do cortiço.Gerônimo: Um outro português que vem para o Brasil, representa umtrabalhador bastante disciplinado.Piedade: Uma portuguesa mulher de Gerônimo, representa a típicamulher europeia.Rita Baiana: Uma mulata sensual que vem morar nocortiço, representa a mulher brasileira.
  19. 19. PERSONAGENSJoão Romão: Um capitalista, representa o capitalista explorados. Eleé um português que vem para o Brasil com intuito de enriquecer demaneira exacerbada. Vive juntamente com Bertoleza.Bertoleza: Uma escrava que pensa ter comprado a sua liberdade eque representa o trabalhador escravo.Miranda: Um português que no "O cortiço" representa a burguesia eque no mesmo mora num sobrado ao lado do cortiço.Gerônimo: Um outro português que vem para o Brasil, representa umtrabalhador bastante disciplinado.Piedade: Uma portuguesa mulher de Gerônimo, representa a típicamulher europeia.Rita Baiana: Uma mulata sensual que vem morar no cortiço,representa a mulher brasileira.
  20. 20. LITERATURAO cortiço, Aluísio de Azevedo
  21. 21. EREM PROFESSORTRAJANO DE MENDONÇA Recife, de 29 agosto de 2012 Angélica Maria Josevânia da Silva Sérgio Francisco

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