Luís XIV - Rei-Sol (2)

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Luís XIV - Rei-Sol (2)

  1. 1. PALÁCIO REAL DE ST GERMAIN –EN-LAYE- LUÍS XIV NASCEU AQUI NO DIA 5 DE SETEMBRO DE 1638. ESTE PALÁCIO FICA A 19 KM DE PARIS E ACTUALMENTE É O MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA<br />LUÍS XIII E ANA DE ÁUSTRIA FORAM OS PAIS DE LUÍS XIV- ELE NASCEU 20 ANOS DEPOIS DO SEU CASAMENTO !<br />
  2. 2. LUÍS XIV-O REI-SOL<br /> 1638-1643-1715<br />LUÍS XIII -1601-1643 ANA DE ÁUSTRIA-1601-1666<br />PHILIPE, DUQUE DE ORLEÃNS-1640-1701<br />LUÍS XIV-1638-1715<br />
  3. 3. LOUISE DE LA VALLIÉRE-1644-1710<br />MARIA TERESA DE ÁUSTRIA-1638-1683<br />MADAME DE MONTESPAN-1640-1707<br />MADAME DE MAINTENON-1635-1719<br />
  4. 4. CASAMENTO DE LUÍS XIV COM MARIA TERESA DE ÁUSTRIA EM 1660<br />A FRONDA- REVOLTA DA NOBREZA E DO CLERO NA MENORIDADE DE LUÍS XIV, ENTRE 1648 E 1652.AO LADO LUÍS DE BOURBON, PRÍNCIPE DE CONDÉ, UM DOS LÍDERES DA FRONDA E NOTÁVEL MILITAR<br />
  5. 5. LUÍS XIV- O REI-SOL<br />LUÍS XIV como Apolo<br />A prima do rei como Diana<br />Madame, como Flora<br />Monsieur, o irmão do rei<br />A rainha Maria Teresa como Juno<br />O delfim- o filho do rei<br />Ana de Áustria como Cibele<br />Esta pintura alegórica foi encomendada por Luís XIV ao pintor de corte JeanNocret em 1665.<br />
  6. 6. JÚLIO MAZARINO-1602-1661<br />JEAN BAPTISTE COLBERT-1619-1683<br />LOUVOIS-1641-1691<br />
  7. 7. VAUBAN-1633-1707<br />
  8. 8. MOLIÈRE-1622-1673 E GRAVURA DA PEÇA DE MOLIÈRE O DOENTE IMAGINÁRIO<br />
  9. 9. JEAN BAPTISTE LULLY-1632-1687-músico , bailarino e coreógrafo de enorme talento, trabalhou na corte do rei-sol em parceria com Molière<br />
  10. 10. SAPATO DO SÉCULO XVII- TACÕES ALTOS E VERMELHOS !<br />
  11. 11.
  12. 12. PERUCA<br />CASACO DE SEDA BORDADO<br />MEIAS DE SEDA<br />SAPATO DE TACÃO VERMELHO E VIVELA<br />
  13. 13. LUÍS XIV REPRESENTADO COMO UM CONQUISTADOR VITORIOSO<br />
  14. 14. TRÊS RETRATOS QUE REPRESENTAM LUÍS XIV NA INFÂNCIA<br />
  15. 15. LUÍS XIV E ANA DE ÁUSTRIA<br />Philipe de Champaigne-A Virgem Maria dá a coroa e o ceptro a Luís XIV- 1643<br />
  16. 16.
  17. 17. LUÍS XIV DESDE JOVEM MOSTROU TER GRANDE GOSTO PELOS DIVERTIMENTOS E PELA CULTURA<br />
  18. 18. AntoineCoypel-Apoteose de Luís XIV<br />HYACINTHE RIGAUD-RETRATO DE LUÍS XIV, 1700<br />
  19. 19. EM CIMA-HENRI TESSELIN-LUÍS XIV NA ACADEMIA DAS CIÊNCIAS, 1659<br />AO LADO – LUÍS XIV VITORIOSO EM MAASTRICH- PIERRE MIGNARD, 1673<br />
  20. 20. HENRI TESTELIN-RETRATO DE LUÍS XIV COMO PROTECTOR DA ACADEMIA DE PINTURA E ESCULTURA, 1666-68<br />ENTRADA DO PALÁCIO DE VERSAILLES<br />
  21. 21. A CORTE DO REI-SOL<br />A corte era o conjunto de pessoas que viviam com o rei.<br />Com o Absolutismo surgiu a grande corte régia, onde o rei regulamentava as dependências sociais dos cortesãos através de regras de comportamento e de etiqueta para obediência e culto ao rei, através de cerimónias e rituais específicos.<br />Gerou-se um quotidiano ordenado, previsível, onde tudo era simbólico. Na corte todos sabiam e respeitavam o seu papel.<br />
  22. 22. Existiam um conjunto de festas e rituais, num ambiente de fausto-luxo- e de intensa actividade cultural e artística.<br />Em troca dos serviços dos cortesãos e da sua total obediência, o rei dava recompensas , como cargos, pensões, doações e favores.<br />A corte de Luís XIV era luxuosa, parasita, onde os divertimentos distraíam e ocupavam os cortesãos. Os divertimentos reflectiam o poder e a riqueza do rei absoluto.<br />
  23. 23. Divertimentos da época :<br />Festas Jogos<br />Paradas militares comédie-ballet<br />Ballet de cour-acção dançada sobre poema e executada pela própria corte<br />Caçadas<br />Teatro<br />Banquetes<br />Ballets<br />Óperas<br />Concertos Musicais<br />
  24. 24. O gosto de Versailles pela encenação do poder e pelo artifício, associavam o teatro à dança- a comédie-ballet- e ao desenvolvimento do ballet de cour, do teatro e da ópera.<br />As festas de Versailles são manifestações da grandeza de Luís XIV;<br />A corte absolutista materializava uma encenação aparatosa, que procurava a pompa e o artifício.<br />Em Versailles eram frequentes as representações de textos dançavéis ou ballet de cour, em que a acção dançada era construída sobre um poema e executada pela própria corte.<br />
  25. 25. O gosto pelo espectáculo encenado levou à :<br />Construção do Teatro do PalaisRoyal, que foi o primeiro teatro francês construído num espaço fechado;<br />Surgiu a ópera em Versailles;<br />Luís XIV e a sua corte cultivaram o gosto por espectáculos que fundiam a representação e a dança, como a comédie-ballet de Lully e Molière ( LeBourgeoisGentilhomme );<br />
  26. 26. Desenvolveram-se os estudos das condições técnicas e acústicas dos teatros e salas de espectáculos (ex. a sala de ópera de Versailles era revestida a madeira para ter melhor acústica, isto é , som ). Os cenários tornaram-se mais complexos; belos e com espectaculares efeitos visuais de ilusão e profundidade.<br />Desenvolveram-se os efeitos especiais, imitando sons da natureza, animais, água, fogo, tempestades, etc.<br />
  27. 27. O TEATRO DO PALAIS ROYAL- O 1º TEATRO FECHADO FRANCÊS<br />
  28. 28. O TEATRO DO PALAIS ROYAL<br />Foi o primeiro modelo de teatro francês num espaço fechado;<br />No exterior tinha fachadas de dois andares com janelas e um corpo central com frontão triangular;<br />No interior existiam vestíbulos ou entradas, escadarias, foyers – salões ou salas de espera-com decoração faustosa e a sala de espectáculo. Esta era rectangular, com um palco fundo e grande com uma boca de cena; o subpalco era o armazém e o local onde corriam os trilhos ou charriots sobre os quais se moviam os cenários.<br />
  29. 29. Existiam ainda as galerias, os camarotes e no proscénio, um camarote para o rei e a plateia com lugares sentados à frente e de pé, atrás.<br />
  30. 30. Os cenários eram importantes pois davam a unidade de tempo , acção e de espaço.<br />Eram movimentados nos bastidores;<br />Existiam cenários verticais- três ou quatro de cada lado, podiam ser 12 !- eram feitos de ripas e telas pintadas. Deslizavam sobre trilhos e tinham perspectivas arrojadas.<br />O cenário de fundo era feito de tela de papel ou cartão.<br />No palco existiam movéis de cena ricos e complexos.<br />
  31. 31. Existiam vários tipos de cenários :<br />Praças com arcadas e lojas;<br />Arcos de triunfo;<br />Paisagem campestre;<br />Palácios, Templos, Jardins, Grutas e Florestas;<br />A água, bruma, gelo e neve.<br />
  32. 32. MAQUINARIAS E EFEITOS ESPECIAIS<br />Existiam dois tipos de máquinas: aquelas que mudavam os cenários, à vista do público ( com trilhos, alçapões e roldanas ) e máquinas que criavam a ilusão do voo em palco, com a ajuda de cordas.<br />Os efeitos especiais imitavam trovões, mar, fontes, vento e o fogo do inferno.<br />
  33. 33. O APARECIMENTO DA ÓPERA<br />O gosto pelo espectáculo, pela cenografia, pela sumptuosidade dos figurantes e a associação de música,dança, canto e teatro, fez surgir a ópera.<br />A ópera foi inventada em Itália pelo compositor Cláudio Monteverdi, com a ópera Orpheu em 1607.<br />Em França a ópera foi precedida pelo ballet de cour : acção dançada sobre um poema e executada pela própria corte e pela comédie-ballet. Lully criou a ópera francesa _ cantada em francês e não em italiano-<br />
  34. 34. A ÓPERA ORPHEU DE CLÁUDIO MONTEVERDI<br />A 24 de Fevereiro de 1607 Monteverdi estreou a 1ª ópera na corte do duque de Mântua, tendo com esta obra criado um novo tipo de espectáculo, cheio de emoção e sentimento.<br />Esta ópera conta-nos a história de Orpheu que era casado com a ninfa Eurídice, esta morreu devido à picada de uma cobra. Desesperado , Orpheu desceu até aos infernos à procura de Eurídice. Os senhores dos mortos, Hades e Pérsefone, ficaram tão comovidos pelo amor de Orpheu, que permitiram que ele trouxesse Eurídice do Inferno, com a condição que ele não olhasse para a sua amada até ver a luz do dia. Mas Orpheu não resistiu, olhou para trás e perdeu para sempre Eurídice.<br />
  35. 35. ORPHEU E EURÍDICE<br />CLAUDIO MONTEVERDI E REPRESENTAÇÃO DE ORPHEU TOCANDO A SUA LIRA PARA CONVENCER OS SENHORES DO INFERNO A LIBERTAREM EURÍDICE- PINTURA DE JEAN RESTOUT, SÉCULO XVIII<br />
  36. 36. O PALÁCIO DE VERSAILLES<br />Este magnífico palácio era como uma cidade em miniatura, era o cenário, o palco de Luís XIV e da sua corte.<br />Admirado e copiado , chegou a ter 10 mil habitantes e simbolizou a monarquia absoluta, entre 1682 e 1789.<br />Inicialmente a zona de Versailles era inabitada, só lá existia um pequeno pavilhão de caça usado por Luís XIII.<br />
  37. 37. LOUIS LE VAU E JULES HARDOUIN MANSART, OS PRINCIPAIS ARQUITECTOS DE VERSAILLES<br />
  38. 38. O PALÁCIO DE VERSAILLES<br />
  39. 39.
  40. 40. CHARLES LE BRUN, PINTOR E DECORADOR DE VERSAILLES<br />ANDRÉ LE NÔTRE, ARQUITECTO PAISAGISTA DE VERSAILLES<br />
  41. 41. O PALÁCIO DE VERSAILLES<br />Versailles é um palácio barroco pelas fachadas, jardins, espelhos de água, pavilhões, terraços e decoração interior.<br />Versailles é um exemplo de classicismo pela sua regularidade, simetria e harmonia.<br />
  42. 42. A ORANGERIE DE VERSAILLES<br />
  43. 43.
  44. 44.
  45. 45. EM VERSAILLES TEMOS OS JARDINS À FRANCESA; OS ELEMENTOS NATURAIS SÃO COLOCADOS DE ACORDO COM A VONTADE HUMANA COM BASE NUM RIGOROSO PLANO ARQUITECTÓNICO, ONDE PLANTAS, FLORES, LAGOS SE DESENVOLVEM GEOMÉTRICAMENTE. EXISTEM FONTES E GRUTAS ARTIFICIAIS CENOGRÁFICAS<br />
  46. 46.
  47. 47. O palácio de Versailles estava organizado da seguinte forma :<br />A-Rés-do-chão : gabinetes e apartamentos dos príncipes, chanceleres e ministros;<br />B-1º andar : no centro os aposentos do rei, a sul, os da rainha, com gabinetes, antecâmaras, salas e pátios;<br />C- Ala norte :capela e ópera;<br />D- Ala sul : aposentos, salões de baile e de cerimónia.<br />
  48. 48. Situado a 22 km de Paris, Versailles simboliza o poder absoluto de Luís XIV, traduzido numa obra de arte total- todas as artes, arquitectura, escultura, pintura, artes decorativas, jardins, música, dança, teatro, ópera – se conjugam para glorificar o rei. <br />Em Versailles todas as artes convergem para a criação de um mundo fantástico e artificial, contribuíndo para a glória do rei-sol.<br />
  49. 49.
  50. 50. A ARTE BARROCA<br />O Barroco e o Rococó desenvolveram-se na Europa ocidental nos séculos XVII e XVIII , um tempo mais estável , lento, de crises e com um sentido de decadência. A estabilidade está associada às estruturas político-religiosas do Antigo Regime. <br />Com efeito a igreja católica, abalada pelas dissidências protestantes , procurou reforçar a sua imagem através de uma forte disciplina interna e da centralização dos seus organismos sob a autoridade unificadora do papa.<br />
  51. 51. . Nisto consistiram as determinações do Concílio de Trento, iniciador da Contra-Reforma, movimento que pretendia transmitir aos fiéis a imagem de uma <br />igreja forte, gloriosa, unida e triunfante sobre as heresias e divisões, inabalável na verdade dos seus dogmas doutrinais.A arte foi um dos meios que se serviu para tornar materialmente possível esse<br />Poder e essa glória, daí que o estilo barroco tenha tido como berço e centro divulgador a Roma papal da Contra-Reforma.<br />Em muitos países a igreja católica e as monarquias caminharam de mão dada e utilizaram todos os meios ao seu alcance – literatura, arte, espectáculos...-para passar para o povo o discurso ideológico que as representa e justifica.<br />
  52. 52. Assim a produção cultural e artística da época serviu o poder instituído; para isso a Arte Barroca usou principalmente os sentidos; a via mais fácil para atingir amplas camadas analfabetas da sociedade; apelou às emoções e sentimentos; explorou efeitos de surpresa e deslumbramento. Conseguiu-o graças às técnicas do Renascimento italiano mas organizou-as numa linguagem nova; mais dinâmica, dramática, tecnicista e artificial , com grande sentido cénico.<br />
  53. 53. A estética barroca teve grande aceitação nos países católicos-Itália,<br />Portugal, Espanha, França, Flandres-e também nos países protestantes como a Alemanha e a Holanda ; esta aceitação e dispersão do Barroco explica-se pela significativa identificação da Arte Barroca com a mentalidade dominante da época. Isto explica a rápida divulgação desta arte, que entrou no gosto dos povos e se transformou numa moda que:<br />-Passou para a plano religioso, laico e civil.<br />-Adaptou-se a objectivos políticos, sociais e familiares.<br />-Invadiu todas as artes-arquitectura, pintura, escultura, literatura, música, vestuário, artes decorativas, arte das festas. <br />
  54. 54. A Arte Barroca procurou ser uma arte-síntese que procurou a globalidade<br />e o sentido de arte total; que faz apelo aos sentidos e à emoção e que se serve de todas as manifestações artísticas e materiais para deslumbrar e cativar.<br />A estética do rococó já corresponde a outra conjuntura histórica; desenvolveu-se na França do rei Luís XV e na Alemanha ao longo do século XVIII e corresponde a uma conjuntura mais próspera, marcada por uma expansão demográfica e económica e por um desenvolvimento técnico-cientifíco e por um forte individualismo das classes burguesas. Os gostos dominantes evoluíram para uma arte mais requintada e elegante que apreciava a beleza, a frivolidade, a sensualidade e o intimismo, tornando-a mais familiar e próxima do homem. À opulência e majestade do Barroco,as elites preferiram uma arte mais privada e natural, apreciadoras da arte de bem viver.<br />
  55. 55. A ARQUITECTURA BARROCA:<br />A Arte Barroca dirigia-se ao grande público e destinava-se a persuadir e estimular as emoções pelo movimento curvilíneo, real ou aparente, pela busca do infinito, pelos contrastes e jogos de luz e sombra, pelo teatral e fantástico. Em oposição ao Renascimento, a arquitectura barroca procurou a emoção e a afectividade e o misticismo ligado aos sentidos.<br />A arquitectura barroca nasceu na Roma da Contra-Reforma mas expandiu-se para os países protestantes e até para as colónias europeias da Ásia e América.Dos contactos com antigos e novos gostos e tendências resultou um estilo com uma linguagem original, mais fantasista , mais cénica e de acordo com a imaginação de cada autor. Usando as ordens clássico-renascentistas e a mesma gramática formal, a arquitectura barroca criou príncipios inovadores como:<br />
  56. 56. -fim da estacidade e simetria.<br />-libertação espacial.<br />-busca de fantasia e movimento.<br />-antítese entre espaços interiores e exteriores.<br />Estas características foram conseguidas graças a :<br />-aliança entre arquitectura-pintura-escultura-jardins-jogos de àgua criando efeitos de perspectiva e de ilusão, dando a sensação de movimento e de maior espaço <br />-combinação e abundância de linhas opostas umas às outras.<br />-jogos de claro-escuro graças à construção de massas salientes, reentrantes, sinuosas e lisas.<br />-uso de elementos construtivos como elementos decorativos como por exemplo as colunas torsas.<br />-movimento ascencional do frontão central das fachadas.<br />
  57. 57. Todos estes principios provocaram efeitos cenográficos que originaram uma arte grandiosa e monumental.<br />Os arquitectos mais significativos do barroco foram CarloMaderno, autor da igreja de Sta.Susana- e ultimou a Basílica de S.Pedro. Seguido de Bernini, autor da igreja de Sto André do Quirinale e de Borromini, autor da igreja de S.Carlos das Quatro-Fontes.<br />
  58. 58. A ARQUITECTURA RELIGIOSA:<br />Foram as grandes igrejas como a basílica de S.Pedro do Vaticano ou a igreja do Gesú em Roma que prepararam as linhas orientadoras da arquitectura barroca. <br />As plantas são diversificadas e imaginativas como elipses e ovais , trapézios e estrelas mas preferiram-se as plantas de nave única rectangulares e as elíptico-transversais e elíptico-longitudinais.<br />
  59. 59. As paredes tanto são côncavas e convexas , ondulantes, correspondendo ao efeito de surpresa e luminosidade. Interiormente-<br />estão cobertas de estuques, pinturas, retábulos e talha dourada, criando a ilusão de um espaço maior e confundindo o tecto com a parede. As coberturas eram em abóbadas sustentadas com paredes e contrafortes exteriores mas a cúpula colossal também foi utilizada pois representa sim-<br />bólicamente o céu; é mais original porque prolonga as paredes <br />Inicialmente as fachadas eram simples como a da igreja de Sta.Susana- na qual o corpo central é rematado por um frontão que acentua a verticalidade. Mas o sentido teatral do Barroco e o desejo de atrair e envolver a população exigiram fachadas mais caprichosas; eram divididas em 3 andares, organizadas de modo côncavo e convexo, originando jogos de movimento e de luz e sombra.<br />
  60. 60. O portal principal tinha um janelão superior, decoração vertical e bastante ornamentação- esculturas, frontões, colunas...-A decoração interior devia aumentar o movimento e por isso consiste em pinturas a fresco com linhas ondulantes e serpentinadas, com turbilhões de figuras voadoras e anjos inseridos numa luz celestial, ascendendo ao infinito. Construídas em trompe-l’ oeil, valorizadas pela luz dos janelões, janelas e da cúpula com lanternim, estas composições cresceram ao sabor da imaginação dos pintores. Aos frescos associavam mármores policromados, talha dourada, esculturas, retábulos, telas e orgãos que contribuíram para a profusão de cor e para o prazer dos sentidos.<br />
  61. 61. VISTA GERAL SOBRE ROMA- DESTACA-SE A BASÍLICA DE S.PEDRO, MAGNÍFICA, IMPONDO A SUA IMAGEM NA PAISAGEM URBANA. A CAPITAL DO ESTADO DO VATICANO COMO IMAGEM E SÍMBOLO DE PODER FOI UMA IDEIA BARROCA, DESENVOLVIDA PELO PAPA SISTO V- 1585-1590-COM O PLANO DE URBANIZAÇÃO DE ROMA<br />
  62. 62. VISTA ÁREA DA PRAÇA DE S.PEDRO E RETRATO DE SISTO V.<br />O OBJECTIVO DE SISTO V ERA TRANSFORMAR ROMA NUM INEQUÍVOCO CENTRO POLÍTICO, ECONÓMICO E SOBRETUDO CULTURAL, DIGNIFICANDO E EXALTANDO O PODER QUE ELA REPRESENTAVA. A CIDADE BARROCA PARTICIPAVA DESSE ESPECTÁCULO DA VIDA, COM A ABERTURA DE GRANDES PRAÇAS E GRANDES AVENIDAS, DESLUMBRANTES PELA SUA DIMENSÃO E ENCENAÇÃO URBANA.<br />
  63. 63.
  64. 64. REPARE-SE NO ASPECTO CÉNICO DO INTERIOR DA BASÍLICA DE S.PEDRO, NO VATICANO, QUE RECORRE À ARQUITECTURA, ESCULTURA, PINTURA, MOSAICOS, MÁRMORES POLICROMADOS, OURIVESARIA E OUTRAS ARTES DECORATIVAS PARA CONSEGUIR ESTE EFEITO DE LUXO E OPULÊNCIA QUE DELEITA, SUFOCA E CRIA EXPECTAÇÃO. O CONCÍLIO DE TRENTO DEFINIU QUE A ARTE DEVIA SER CLARA, SIMPLES, DIDÁCTICA, REAL, SENSÍVEL E QUE ESTIMULASSE A PIEDADE.<br />
  65. 65. Em 1657 GianlorenzoBernini começou o Trono de São Pedro, ou CathedraPetri, uma cobertura em bronze dourado do trono em madeira do papa, que foi terminada em 1666<br />
  66. 66. BASÍLICA E PRAÇA DE S.PEDRO EM ROMA<br />
  67. 67. A COLUNATA DE S.PEDRO, CONCEBIDA POR BERNINI, NO TOPO É RICAMENTE DECORADA COM 140 ESTÁTUAS DE SANTOS, MÁRTIRES, PAPAS E FUNDADORES DE ORDENS RELIGIOSAS<br />
  68. 68. Coluna Salomónica- mais dinâmica que a coluna lisa, teria sido usada no templo de Salomão em Jerusalém.<br />
  69. 69. FACHADA E PLANTA DA IGREJA DE SANTO ANDRÉ DO QUIRINAL<br />
  70. 70. IGREJA DE SANTO ANDRÉ DO QUIRINAL, GIANLORENZO BERNINI, ROMA, 1658-1678<br /> A FACHADA TEM UM PÓRTICO QUASE SEMICIRCULAR, SUSTENTADO POR DUAS COLUNAS E ENCIMADO POR UM ARCO PROFUNDO E UM FRONTÃO. AQUI TEMOS UMA COMBINAÇÃO DE LINHAS RECTAS E CURVAS E DE ESPAÇOS CÔNCAVOS E CONVEXOS.<br />
  71. 71.
  72. 72. IGREJA DE SAN CARLO ALLE QUATTRO FONTANE, FRANCESCO BORROMINI, ROMA, 1634-1667-COMPOSIÇÃO, PLANTA E FACHADA INSPIRADAS NO TRIÂNGULO.FACHADA SINUOSA E ONDULANTE COM FORMAS E ELEMENTOS ANTI-CLÁSSICOS.<br />
  73. 73.
  74. 74.
  75. 75.
  76. 76. IGREJA DE IL GESÚ, VIGNOLA E GIACOMO DELLA PORTA, ROMA, 1575, 1577- A IGREJA DO GESÚ ESTABELECEU O TIPO DE IGREJA DA CONTRA-REFORMA: NAVE ÚNICA E MAJESTOSA, ESPAÇO AMPLO JUNTO AO ALTAR; NAVES LATERAIS SUBSTITUÍDAS POR CAPELAS. ERA UM TEMPLO LIGADO AO SERMÃO E À DEVOÇÃO COLECTIVA. AQUI, NADA PODIA DISTRAIR DAS PALAVRAS DO ORADOR OU TAPAR A VISÃO DOS RITUAIS FEITOS NO ALTAR-MOR. A FACHADA TEM ELEMENTOS CLÁSSICOS PROPORCIONADOS MAS COMBINADOS DE UMA MANEIRA MUITO POUCO CLÁSSICA.<br />
  77. 77. PLANTA E ZONA DO ALTAR-MOR DA IGREJA DO IL GESÚ<br />
  78. 78. DETALHES DECORATIVOS DO IL GESÚ-TODAS AS ARTES SE COMBINAM PARA CRIAR EFEITOS VISUAIS ESPECTACULARES E DESLUMBRANTES, CATIVANDO OS FIÉIS<br />
  79. 79. IGREJA DO IL GESÚ- A MAIS IMPORTANTE IGREJA DOS JESUÍTAS; O SEU MODELO FOI MUITO IMITADO NAS IGREJAS DA ÉPOCA.<br />
  80. 80. IGREJA DE SANTA INÊS, FRANCESCO BORROMINI, ROMA, 1652-A FACHADA É LARGA COM REENTRÂNCIAS E SALIÊNCIAS, COM DUAS TORRES SINEIRAS E UMA CÚPULA DE TAMBOR ALTO. TODA A FACHADA ESTÁ INTEGRADA NO URBANISMO DA PRAÇA NAVONA<br />
  81. 81.
  82. 82.
  83. 83. IGREJA DE SANTA SUSANNA, CARLO MADERNO, ROMA,CONCLUÍDA EM 1612<br />
  84. 84. IGREJA DE SANTA SUSANNA E DE SÃO LUCAS E MARTINA- ROMA, 1635-1650-PIERO DELLA CORTONA<br />
  85. 85. FACHADA E PLANTA DE SÃO LUCAS E SANTA MARTINA<br />
  86. 86. FRANCESCO BORROMINI-ORATORIO DEI FILIPPINI,1637-1650, ROMA<br />
  87. 87. IGREJA DE SÃO IVO DA SAPIÊNCIA, FRANCESCO BORROMINI, ROMA, 1642-1644<br />
  88. 88. CÚPULA E PLANTA DE SÃO IVO DA SAPIÊNCIA- FRANCESCO BORROMINI<br />
  89. 89. DETALHE DA TORRE LANTERNA DA IGREJA DE SÃO IVO DA SAPIÊNCIA<br />
  90. 90. IGREJA DE SÃO JOÃO DE LATRÃO, FRANCESCO BORROMINI, ROMA, 1646-1650<br />
  91. 91. CARLO FONTANA-IGREJA DE SAN MARCELLO AL CORSO, ROMA,1682-1683<br />
  92. 92. INTERIOR DA IGREJA DE SAN MARCELO AL CORSO<br />
  93. 93. IGREJA DE SANTA MARIA DA VITÓRIA, ROMA, CARLO MADERNO, 1608-1620<br />
  94. 94. IGREJA DE SANTA MARIA DA VITÓRIA, CAPELA CORNARO, ROMA, ÊXTASE DE SANTA TERESA DE ÁVILA, GIANLORENZO BERNINI, 1645-1652<br />
  95. 95. CÚPULAS DE IGREJAS BARROCAS- DESLUMBRAMENTO E FANTASIA!<br />
  96. 96. FRESCOS DE IGREJAS BARROCAS<br />
  97. 97. Violentos contrastes de luz e cor<br />Personagens esvoaçantes<br />Arquitectura em trompel-oeil<br />ANDREA POZZO- FRESCO ALEGÓRICO REPRESENTANDO O TRIUNFO DE SANTO INÁCIO DE LOYOLA, 1691-94, ROMA<br />Panejamentos insuflados<br />Cenário arquitectónico fingido<br />
  98. 98. A DESCIDA DO ESPÍRITO SANTO-DAMIAN ASAM<br />
  99. 99. PIETRO DA CORTONA-O TRIUNFO DA DIVINA PROVIDÊNCIA<br />
  100. 100. ANNIBALE CARRACI- FRESCOS DO PALÁCIO FARNESE EM ROMA, 1600<br />
  101. 101.
  102. 102.
  103. 103. .<br />PEÇAS DE ARTE SACRA, LIGADAS À LITURGIA: NAVETA, CÁLICES, INCENSÓRIO, MITRA E ESTOLA<br />
  104. 104. ORGÃOS BARROCOS<br />
  105. 105. CÁLICE, CUSTÓDIAS,ÂMBULA E BÁCULO<br />
  106. 106. DALMÁTICA- veste litúrgica do diácono<br />CALDEIRINHA E ASPERSÓRIO<br />CASULA- veste litúrgica do padre<br />
  107. 107. PROCISSÃO RELIGIOSA CATÓLICA<br />
  108. 108. ANTÓNIO VIVALDI E JOÃO SEBASTIÃO BACH FORAM DOIS DOS MAIS GENIAIS MÚSICOS DO BARROCO QUE CRIARAM MÚSICA SACRA<br />
  109. 109. BALTAZAR LONGHENA, IGREJA DE SANTA MARIA DA SAÚDE, 1631, VENEZA<br />
  110. 110. FISCHER VON ERLACH, IGREJA DE S.CARLOS BORROMEO, 1761, VIENA. A FACHADA E A CÚPULA SÃO SEMELHANTES ÀS DA IGREJA DE SANTA INÊS DE FRANCESCO BORROMINI;AS TORRES SINEIRAS SÃO SUBSTITUÍDAS POR DUAS COLUNAS SEMELHANTES ÁS DE TRAJANO.<br />
  111. 111.
  112. 112. A ARQUITECTURA CIVIL BARROCA<br />Limitou-se aos palácios e villas de reis, pontífices , nobres e alta burguesia. O grande exemplo de palácio barroco foi o palácio de Versalhes nos arredores de Paris. Exteriormente os palácios barrocos estavam relacionados com o meio envolvente, a paisagem, a rua e os jardins.<br />A planta era em U ou em H , isto é, em duplo U, um para a frente e outro para as traseiras. A parte mais importante do palácio era a fachada. Pilastras colossais ligavam o rés-do-chão ao andar nobre e ao 2º andar. <br />O corpo central e a porta continham a maior decoração. Interiormente o andar nobre tinha ao centro um grande salão; ligando os diferentes andares havia galerias e escadarias; estas eram exageradamente importantes com 2 lanços simétricos e com uma decoração teatral que era o complemento das festas.<br />
  113. 113. As villas continuaram a ter uma estreita ligação com a natureza. O terreno era escolhido com cuidado, valorizada a orientação solar e os jardins tornaram-se cada vez mais arquitecturais, ligando escadarias, terraços e decorados com estátuas, fontes e lagos artificiais – ver figura 12 da página 36 do manual- eram ainda enriquecidos com bosques, grutas artificiais , pavilhões e labirintos.<br />O jardim era organizado 2º um eixo principal longitudinal no prolongamento do eixo central do palácio, dando a sensação de espaço infinito; depois era subdividido simetricamente, 2º um esquema de linhas transversais e radiais; este tipo de jardim é conhecido como jardim à francesa.<br />
  114. 114. UMA DAS INÚMERAS FONTES DO PALÁCIO DE VERSAILLES<br />
  115. 115. Fonte de Apolo em versailles<br />ÁGUA, LUZ, MOVIMENTO, TRANSPARÊNCIA, DESLUMBRAMENTO<br />
  116. 116. DETALHES DO JARDIM DE VERSAILLES- FONTE DE LATONA- ninfa da mitologia clássica, mãe de Diana<br />
  117. 117. PALÁCIO DE VERSAILLES SEGUNDO GRAVURA DA ÉPOCA<br />
  118. 118.
  119. 119.
  120. 120. JARDINS E PALÁCIO BARROCO DE VAUX-LE-VICOMTE<br />
  121. 121.
  122. 122. PALÁCIO DO BELVEDERE, VIENA, ÁUSTRIA, Hildebrandt, 1714-1722<br />
  123. 123. PALÁCIO CARIGNANO, GUARINO GUARINI, TURIM, ITÁLIA, 1678- Feito exclusivamente de tijolo, tem um movimento horizontal composto pelas saliências e reentrâncias dos panos murais e pelos frisos, e um movimento vertical dado pelas molduras das janelas<br />
  124. 124. VILLA DORIA PAMPHILI, ALESSANDRO ALGARDI , c. 1650, ROMA<br />
  125. 125. DETALHES DOS JARDINS DA VILLA DORIA PAMPHILI, c. 1650, ROMA<br />
  126. 126. A DELICIOSA CURIOSIDADE DO VEADO QUE DECORA O TOPO DA CÚPULA<br />PALÁCIO DE CAÇA STUPINIGI, FILIPPI JUVARA, TURIM, 1729-1733<br />
  127. 127. ESTE PALÁCIO-PAVILHÃO DE CAÇA FOI CONSTRUÍDO NUM TERRENO PLANO E TEM UMA PLANTA COM VÁRIAS FORMAS E DE GRANDES DIMENSÕES. A CONSTRUÇÃO É BAIXA E DE FORMAS SIMPLES, LEMBRANDO UMA MOLDURA OU CENÁRIO TEATRAL PERFEITAMENTE HARMONIZADO COM A PAISAGEM E O JARDIM. NO CENTRO DO PALÁCIO SITUA-SE O SALÃO DE FESTAS QUE É ELÍPTICO E SE DESENVOLVE EM FORMA DE ESCADARIA.<br />
  128. 128. VISTA ÁEREA DO PALÁCIO STUPINIGI E DETALHE DO SALÃO DE FESTAS<br />
  129. 129. MATTHAUS POPPELMANN, PALÁCIO DE ZWINGER : GALERIA E PAVILHÃO, 1697- 1716, DRESDEN<br />
  130. 130. PALÁCIO E MOSTEIRO DO ESCORIAL, JUAN BATISTA DE TOLEDO E JUAN DE HERRERA, 1563-1584- Mandado construir pelo rei de Espanha Filipe II, destaca-se pelo seu aspecto compacto e austero e pela planta regular e rectangular, recordando S.Lourenço- martirizado numa grelha<br />
  131. 131. El Real Sítio de SanLorenzo de ElEscorial é um grande complexo (inclui palácio, mosteiro, museu e biblioteca) localizado em SanLorenzo de ElEscorial, município situado 45 km a Noroeste de Madrid, na Comunidade de Madrid (Espanha).<br />Situado junto ao monte Abantos, na Serra de Guadarrama, este monumental complexo foi mandado construir pelo rei Filipe II da Espanha para comemorar a vitória na Batalha de SanQuintín, em 10 de Agosto de 1557, sobre as tropas de Henrique II, rei de França, e para servir de lugar de enterro dos restos mortais de seus pais, o Imperador Carlos I e Isabel de Portugal, assim como dos seus próprios e dos seus sucessores.<br />A planta do edifício, com as suas torres, recorda a forma de uma grelha, pelo que tradicionalmente se diz que se fez assim em honra a São Lourenço, martirizado em Roma no suplício da grelha e cuja festividade se celebra a 10 de Agosto, dia da Batalha de SanQuintín. Daí o nome do conjunto e da localidade criada à volta deste.<br />
  132. 132. CARLO RAINALDI, PIAZZA DEL POPOLO, ROMA, 1784-1816<br />AS IGREJAS DE SANTA MARIA DEI MIRACOLI E DE SANTA MARIA IN MONTESANTO INICIARAM A SUA CONSTRUÇÃO EM 1658.<br />
  133. 133. PIAZZA DI SPAGNA, ROMA<br />
  134. 134. PRAÇA DE ESPANHA COM A IGREJA DA TRINDADE DO MONTE, A ESCADARIA MONUMENTAL E A FONTE DA BARCA DE BERNINI<br />
  135. 135.
  136. 136.
  137. 137.
  138. 138. FONTE DO TRITÃO DE BERNINI DE1642 E FONTE DE TREVI-NICOLA SALVI,1762<br />FONTE DAS ABELHAS, BERNINI, 1644<br />
  139. 139. GIANLORENZO BERNINI- FONTE DO TRITÃO, ROMA<br />
  140. 140. FONTE DE TREVI<br />
  141. 141.
  142. 142.
  143. 143.
  144. 144. PIAZZA NAVONA, COM A FONTE DOS QUATRO RIOS E A FACHADA DA IGREJA DE SANTA INÊS DE BORROMINI<br />
  145. 145. FONTE DOS QUATRO RIOS, GIANLORENZO BERNINI, PIAZZA NAVONA, ROMA, 1648-1651<br />
  146. 146. Encomendada pelo papa Inocêncio X Pamphili, esta magnífica fonte tem o brasão do papa, com a pomba e o ramo de oliveira, que decoram a formação rochosa piramidal , suporte de um obelisco egípcio. Bernini projectou a fonte gastando dinheiro de impopulares impostos. Os grandes rios conhecidos na época estão representados- Ganges, Danúbio, Nilo e Rio da Prata- são simbolizados por quatro gigantes. A cabeça coberta do rio Nilo simboliza o desconhecimento, então, do local exacto da sua nascente mas existe que a lenda que esta característica mostraria o desagrado de Bernini ter tão próxima a igreja de Santa Inês- do seu rival Borromini- e a figura do rio da Prata, agachada e de braços levantados mostraria o medo que Bernini teria que a igreja de Santa Inês se desmoronasse.<br />
  147. 147. SÃO<br />ASSIM ERA A ARTE DO MAIOR ARTISTA DO BARROCO ROMANO: BERNINI. ENTRE ANIMAIS, PLANTAS, JORROS DE ÁGUA E ESCARPAS ROCHOSAS, EXULTAM OS CORPOS MUSCULADOS E TENSOS DAS GIGANTESCAS DIVINDADES FLUVIAIS. MOVIMENTO, EXUBERÂNCIA, DRAMA SÃO ATRIBUTOS DA PLÁSTICA DE BERNINI.<br />
  148. 148.
  149. 149. PIAZZA DELLA MINERVA, ROMA, OBELISCO DE BERNINI,1667.<br />O elefante era um animal a que se associavam as virtudes cristãs da força, inteligência e compaixão. Na base ou soco do pedestal a inscrição em latim indica-nos “É verdadeiramente um espírito robusto que sustenta uma sabedoria sólida .”<br />
  150. 150. SOCO OU PEDESTAL COM INSCRIÇÃO LATINA<br />
  151. 151. O URBANISMO:<br />O Barroco valorizou as cidades com ruas e avenidas rectas, praças largas, fontes extravagantes, jardins luxuriantes, palácios com fachadas e escadarias ritmadas e revela a preocupação em criar zonas monumentais que permitissem o espectáculo barroco- casamento, morte, procissões...-A esta ideia barroca juntou-se a teoria absolutista que criou um novo tipo de cidade- um espaço planeado ao pormenor e com rigor da qual Roma foi o exemplo , pois aplicou-se ao poder real e ao poder do papa; criaram-se várias praças circulares ou rectangulares dominadas por um ou vários monumentos- igrejas, palácio, jardins e fontes. As fontes são o elemento preferido do urbanismo barroco: São ornamentadas com figuras mitológicas e jogos de água, em cascata ou repuxos.<br />
  152. 152. GRAND PLACE DE BRUXELAS, BÉLGICA<br />
  153. 153. GRANDE PLACE EM BRUXELAS- As belas casas que rodeiam a praça pelas guildas ou ricas corporações da cidade<br />
  154. 154.
  155. 155. FISCHER VON ERLACH, BIBLIOTECA DO PALÁCIO REAL DO OFBURG, VIENA, ÁUSTRIA, 1722<br />
  156. 156.
  157. 157.
  158. 158. A ESCULTURA BARROCA<br />A escultura foi talvez a arte mais praticada e difundida na época do barroco. Associada à arquitectura ou à pintura, colocada isoladamente em praças e jardins ou sobre os mais variados objectos, ela invadiu tudo, en-<br />contrando-se em todo o lado. Esta proliferação da escultura explica-se pela sua adaptação a interiores e exteriores e pelas suas capacidades plásticas- forte modelação de volumes, criação de texturas, contrastes entre cheios-vazios ; luz-sombra ; macio-rugoso; capacidade de movimentação , expressividade e cenografia das composições que tão bem concretizaram os objectivos da arte barroca-comunicação através dos sentidos e emoções; provocação da surpresa e deslumbramento que apelavam à participação afectiva do público com vista a uma fácil e eficaz transmissão de ideias e conceitos. A arte barroca foi, então , simbólica e didáctica.<br />
  159. 159. Estes objectivos estiveram presentes nos grandes encomendadores da época- A igreja – empenhada na transmissão da fé e dos dogmas e querendo reforçar a sua imagem espiritual-osmonarcas- interessados na manifesta-<br />ção pública do seu poder e da sua força e na divulgação da ordem ideológica que os fundamenta ; as famílias mais ricas da aristocracia e bur-<br />guesia que começavam a manifestar individualismo e gosto pelo quotidiano.<br />A expressão técnico-formal da escultura barroca , idealizada em Itália por génios como Bernini , define-se por estas características:<br />
  160. 160. -Rigor da execução técnica- no desbastar , cinzelar e modelar até ao virtuosismo, fazendo-os emancipar por completo do bloco de material onde tiravam as figuras, possibilitando a criação de composições livres e abertas que juntavam peças de blocos diferentes.<br />-Perfeição das formas anatómicas com proporções mais esguias, modeladas com pormenores de realismo e naturalismo.<br />-Exploração das capacidades expressivas conseguida pela acentuação dos gestos, posições, expressões faciais e corporais visando a dramaticidade dos conteúdos.<br />-Preferência por posições de movimento, de instável equilíbrio, serpentinadas em sentido ascendente.<br />-Utilização de panejamentos volumosos, agitados e descompostos favorecendo o contraste das texturas e os violentos jogos de luz-sombra-<br />-Composições livres e soltas organizadas 2º esquemas complexos que interligavam personagens em acção , como num instante fotográfico.<br />-Sentido cénico das obras com preocupação com o enquadramento em que iriam ser colocadas. O espaço a que a obra se destinava era sempre equacionado pelo escultor que , por vezes , o reconstruía e organizava como se de um cenário se tratasse para valorizar a leitura da sua obra - Veja-se o exemplo da obra de Bernini, o Êxtase de Sta. Teresa de Ávila.<br />
  161. 161. A escultura barroca fez-se dos mais variados materiais- mármores, pedra, bronze, ouro e prata, marfim , estuques, madeiras e cartão- e dividiu-se em 2 categorias:<br />-escultura monumental , que se destinava a ornamentar ou completar a arquitectura;<br />-escultura independente de caracter alegórico, honorífico ou comemorativo.<br />A escultura ornamental foi o complemento ideal da arquitectura barroca para rematar as construções ou para as decorar; utilizando relevos e a escultura de vulto redondo. Os relevos tinham uma função <br />
  162. 162. decorativa, descritiva e narrativa. Tinham uma gramática decorativa composta por-volutas, brasões, vasos, troféus, fogaréus...decorando frontões, frisos e janelas.<br />A escultura de vulto redondo tinha funções decorativas, estruturais, honorí-<br />ficas, alegóricas ou simbólicas. Era colocada em nichos, fachadas e pare-<br />des interiores; formando filas horizontais sob parapeitos de pontes e áticos de edifícios , em escadarias e colunatas e até em muros de jardins Usaram-se também estátuas-colunassusten-tando tectos e entablamentos Por último misturam estatuária, relevos e elementos arquitectónicos, confundindo as 2 artes- ver o Baldaquino de S.Pedro - púlpitos, retábulos e mausoléus-<br />
  163. 163. A escultura independente foi muito praticada sob a forma de monumentos comemorativos, honoríficos ou simbólicos, figuras alegóricas, retratos , tú-<br />mulos, passos processionais e fontes. As temáticas escultóricas preferidas foram: as vidas de Santos e Mártires , a Sagrada Família e a Imaculada Conceição, temas da vida e paixão de Cristo , temas da doutrina como O Triunfo da Eucaristia e das Virtudes Cristãs e temas de valorização da figura do Papa.<br />Esta nova iconografia foi rápidamente adoptada à escultura laica . Aqui os temas preferidos eram : retratos individuais de reis e outras figuras públicas com carácter honorífico e propagandístico. O retrato individual é tratado com realismo e expressividade. Também temos mausoléus e figuras ou grupos alegóricos-<br />
  164. 164. DAVID, GIANLORENZO BERNINI, ROMA, 1623. Esculpido em tamanho natural, em David , Bernini captou o momento exacto em que o profeta e rei de Israel se prepara para matar Golias. As composições de Bernini, abertas e dinâmicas, são marcadas por um exagerado expressionismo, libertando-se para o exterior e convocando o espectador a partilhar o pathos da acção.<br />
  165. 165.
  166. 166.
  167. 167. GIANLORENZO BERNINI, APOLO E DAFNE, 1625, MÁRMORE, 2,43 METROS<br />
  168. 168.
  169. 169.
  170. 170.
  171. 171.
  172. 172.
  173. 173. VEJAM-SE AS PROFUNDAS SEMELHANÇAS ENTRE A ESCULTURA MANEIRISTA E A ESCULTURA BARROCA: GIANBOLOGNA- O RAPTO DAS SABINAS E BERNINI-PLUTÃO E PROSÉRPINA<br />
  174. 174.
  175. 175.
  176. 176.
  177. 177.
  178. 178.
  179. 179.
  180. 180.
  181. 181. BEATA LUDOVICA ALBERTONI, GIANLORENZO BERNINI, ROMA, IGREJA DE SAN FRANCESCO IN RIPA, MÁRMORE, 1671-1674<br />
  182. 182.
  183. 183.
  184. 184. A escultura do Barroco e de Bernini pretendeu atrair os fiéis e estimular a piedade e o culto, segundo os princípios tridentinos.<br />Temática (exemplos):<br />• temas relacionados com a Bíblia (a figura de Cristo, a Sagrada Família);<br />• temas marianos;<br />• temas relacionados com a vida e o culto dos santos;<br />• representação do êxtase místico.<br />Expressão técnico-formal(exemplos):<br />• expressividade exacerbada pelo dramatismo do movimento;<br />• modelação agitada dos volumes;<br />• contraste luz/sombra;<br />• contraste das texturas (liso/rugoso).<br />Intencionalidade (exemplos):<br />• captação da atenção do espectador pela expressão do «pathos»;<br />• estímulo à piedade e ao culto;<br />• interiorização dos dogmas religiosos;<br />• elevação do espírito.<br />
  185. 185. A PINTURA BARROCA<br />A Pintura Barroca nasceu em Itália e procurou captar, pela emoção, a fé das multidões. Por isso , a pintura barroca visou a surpresa, o encantamento numa verdadeira encenação, num espectáculo onde as várias artes se misturavam.<br />A pintura barroca é deslumbrante, surpreendente, cénica e espectacular.<br />Sofreu influências de Miguel Ângelo- Capela Sistina-AnibaleCarracci e Caravaggio.<br />A pintura barroca caracteriza-se também pelo irracional, exuberante, contrastante, dramático e fantasioso. Os seus ambientes são majestosos, grandiosos, esmagadores e mostram o poder da Igreja- especialmente os frescos-.<br />
  186. 186. Existem dois tipos de pintura barroca :<br />-a pintura mural e de tectos;<br />-a pintura móvel sobre tela.<br />A Pintura Barroca móvel teve várias tendências :<br />-O Classicismo dos Carracci, de NicolasPoussin e de ClaudeLorrain;<br />-O Naturalismo de Caravaggio e de Ribera;<br />-O realismo dos pintores do Norte da Europa, como Rembrandt e Vermeer.<br />
  187. 187. ANNIBALE CARRACCI- VÉNUS E ADÓNIS<br />
  188. 188. ANNIBALE CARRACCI-VÉNUS COM SÁTIRO E CUPIDO<br />
  189. 189. NICOLAS POUSSIN- ARCÁDIA<br />
  190. 190. CLAUDE LORRAIN-O REGRESSO DE ULISSES À PÁTRIA<br />
  191. 191. CARAVAGGIO- DAVID<br />JOSÉ RIBERA-S.PAULO EREMITA,1640<br />O NATURALISMO NA PINTURA BARROCA- corrente artística que defende uma representação realística, afastada da idealização<br />
  192. 192. O REALISMO DA PINTURA DOS PAÍSES BAIXOS : VERMEER- A LEITEIRA E REMBRANDT- RETRATO DE HENDRICKJE STOFFELS BANHANDO-SE<br />
  193. 193. A Pintura Barroca do século XVII foi muito variada e heterogénia; provando a variedade cultural, estética e social de cada região e as diversas formações e sensibilidades de cada artista.<br />Temáticas da Pintura Barroca :<br />Religiosa<br />Profana/ Mitológica<br />Retrato<br />Paisagem<br />Cenas de género ( quotidiano )<br />Natureza -Morta<br />
  194. 194. TEMÁTICAS DA PINTURA BARROCA : RELIGIOSA, PROFANA/ MITOLÓGICA E RETRATO<br />
  195. 195. TEMÁTICAS DA PINTURA BARROCA: PAISAGEM, CENAS DE GÉNERO E NATUREZA-MORTA<br />
  196. 196. A composição da pintura barroca foi conseguida com :<br />a- representação do momento da acção, dando primazia ao acontecimento e à acção.<br />b- forma aberta, onde o espaço se define em movimentos de dentro para fora, grandes oblíquas, rectas ou curvas.<br />c- sobreposição de formas.<br />d- formas dinâmicas e sinuosas.<br />e- linha do horizonte abaixo do normal.<br />f- união plástica da luz-sombra e da cor.<br />g- luz rasante.e cor pura e cálida – quente-<br />h- cor pura e cálida.<br />
  197. 197. Foi em Itália que se iniciou a pintura barroca de cavalete, sendo o artista mais inovador Caravaggio. No entanto, é na Flandres que encontramos outro grande pintor barroco, Pieter Paul Rubens.Outros pintores flamengos de nomeada foram Jordaens e VanDyck. Na Holanda merecem destaque os pintores William Heda e Jan de Heem , Vermeer, Van Ruisdael, FransHals e Rembrandt .<br />Em Espanha destacam-se os pintores Diego Velázquez, Zurbarán e Murillo. Em França destacam-se Georges de laTour e os clássicos NicolasPoussin e ClaudeLorrain<br />
  198. 198. MICHELANGELO MERISI, DITO CARAVAGGIO, A VOCAÇÃO DE S.MATEUS, 1599-1600- REPRESENTAÇÃO DO MOMENTO MAIS DRAMÁTICO DA ACÇÃO<br />
  199. 199. PIETER PAUL RUBENS- O RAPTO DAS FILHAS DE LEUCIPO- FORMA ABERTA COM MOVIMENTOS E IMPULSOS DE DENTRO PARA FORA<br />
  200. 200. CARAVAGGIO-O MARTÍRIO DE S.MATEUS- A SOBREPOSIÇÃO DE FORMAS NA PINTURA BARROCA<br />
  201. 201. LUZ RASANTE<br />SOBREPOSIÇÃO DE FORMAS<br />LINHA DO HORIZONTE BAIXA<br />CONSTRASTES DE LUZ E DE COR<br />PIETER PAUL RUBENS- A DEPOSIÇÃO DA CRUZ<br />
  202. 202. NESTAS TRÊS OBRAS DE REMBRANDT PODEMOS CONSTATAR A UTILIZAÇÃO DE UMA COR PURA, CÁLIDA, PERSUASIVA, INCISIVA E FORTE; QUE CAPTA E SENSIBILIZA O ESPECTADOR ATRAVÉS DOS SENTIDOS<br />
  203. 203. PARA SABER MAIS SOBRE A ARTE E PINTURA BARROCAS , RECOMENDO OS FILMES:<br />REMBRANDT JAN VERMEER CARAVAGGIO<br />
  204. 204. MICHELANGELO MERISI, DITO CARAVAGGIO-1571-1610<br />Nascido perto de Milão, veio com 21 anos para Roma. Boémio, agressivo e marginal, capta a atenção do cardeal Francescodel Monte, que se interessa pelo seu estilo revolucionário e original.<br />Caravaggio cria uma intensidade dramática através da luz contrastante, de detalhes realistas, integrando o homem comum em cenas religiosas, criando uma igual espiritualidade quer em cenas religiosas, quer em cenas quotidianas.<br />Após matar um homem , abandonou Roma, vindo a morrer de malária em 1610, em Porto Ercole.<br />Influenciou enormemente os artistas posteriores- daí a expressão de caravagismo- referindo-se à inspiração no quotidiano e à luz violenta e contrastante, quase obscura- _ Tenebrismo- das suas composições.<br />
  205. 205. NO ANO DE 2010, CELEBRANDO OS 400 ANOS DA MORTE DE CARAVAGGIO, REALIZOU-SE EM ROMA A MAIOR EXPOSIÇÃO DESTE ARTISTA, QUE TEVE MILHARES DE VISITANTES. <br />FOI SÓ EM 2010 QUE SE ENCONTROU O TÚMULO E OS RESTOS MORTAIS DO GENIAL PINTOR, NUMA PEQUENA IGREJA EM PORTO ERCOLE, PERTO DE ROMA.<br />
  206. 206. PIETER PAUL RUBENS- 1577-1640<br />Foi um dos mais notáveis pintores da Contra-Reforma, grande pintor do Barroco, com uma obra muito extensa.<br />Trabalhou para os Jesuítas, para os governadores flamengos católicos e várias cortes europeias – Filipe IV de Espanha, Luís XIII de França, Carlos I de Inglaterra-<br />Rubens desenvolveu uma pintura exuberante, colorida, alegre, sensual , acessível a todos os públicos, o que terá levado , quer a Igreja, quer os reis católicos a verem nele o intérprete ideal da sua ideologia triunfante e persuasiva.<br />Foi muito influenciado pela pintura italiana-Ticiano e Caravaggio-<br />Realizou obras de diversas temáticas- alegorias, religião, cenas de caça e de género, retratos.<br />Foi o 1º pintor a pintar para si próprio, pelo puro prazer de pintar.<br />
  207. 207. DIEGO VELÁSQUEZ- 1599-1660<br />Influenciado pelo Naturalismo, Velásquez introduziu na pintura de temática religiosa uma interpretação realista, como também abordou temas do quotidiano e ambientes populares.<br />Em 1624 vem para Madrid, onde o seu genial talento o levou a ser pintor de corte.<br />Foi influenciado por Ticiano, Rubens- originando uma paleta mais luminosa e colorida.<br />As suas estadias em Itália fizeram-no contactar com a pintura de nú, com a representação das emoções através dos gestos e a assimilação da correcta construção do espaço pictórico.<br />
  208. 208. REMBRANDT-1606-1669<br />Nasceu na Holanda protestante, onde a sociedade era dominada por instituições civis e por uma rica e culta burguesia.<br />A austeridade da Igreja Protestante e a proibição da decoração das igrejas favoreceu, na pintura holandesa do século XVII, a encomenda de pequenos quadros de retrato, paisagem, marinhas, vistas urbanas, naturezas-mortas e de cenas de interiores domésticos que decoravam as casas da rica burguesia.<br />Rembrandt instalou-se em Amesterdão com 19 anos, onde obteve grande sucesso como retratista, apesar de receber encomendas de paisagens, cenas de género, cenas biblícas ou mitológicas.<br />
  209. 209. Atraído pela luz de Caravaggio, a sua pintura reflecte sobre o ser humano, numa obra profundamente introspectiva.<br />Desenvolveu um notável virtuosismo técnico na manipulação da luz, do claro-escuro e da cor em suaves tonalidades.<br />Rembrandt constrói atmosferas densas e de profundidade psicológica. <br />Prodigioso desenhador e gravador, Rembrandt terminou os seus dias falido e na miséria.<br />
  210. 210. JAN VERMEER-1632-1675<br />Natural da cidade holandesa de Delft, este pintor contribuiu para a Idade de Ouro da pintura holandesa.<br />Aparentemente simples, a maioria dos seus trabalhos consistem em típicos interiores de casas holandesas, com figuras isoladas ocupadas em tarefas quotidianas.<br />A tranquilidade e equilíbrio devem-se às qualidades plásticas da luz; uma luz misteriosa, natural e serena. É essa luz suave, quente e doce que dá o caracter intimista aos seus quadros, evocando bem-estar.<br />A pintura de Vermeer traduz uma meditação sobre o mundo e as coisas, transportando para a tela uma visão poética da luz e das cores.<br />
  211. 211. O Barroco francês<br />À medida que a actividade artística foi ganhando prestígio social e cultural, no reinado de Luís XIV fundaram-se as academias de arte: eram associações particulares de artistas e eruditos onde se praticava o desenho de modelo e se discutiam as questões artísticas.<br />No âmbito da sua política absolutista sobre o Estado e a sociedade, Luís XIV pretendeu igualmente estabelecer normas para a arte e a arquitectura, de modo a fixar a mensagem que estas deviam reproduzir sobre o poder do rei.<br />Assim , foi criada a Academia Real de Pintura e Escultura; aqui os valores do Classicismo predominaram e durante a direcção de Charles LeBrun adoptou-se um rigoroso currículo baseado no estudo das obras-primas da Antiguidade Clássica.<br />
  212. 212. Mas a excessiva austeridade do ensino nesta academia motivou divergências, opondo os partidários do desenho aos da cor. Liderados por NicolasPoussin, os conservadores privilegiavam o desenho por este se dirigir à razão e ser apenas acessível aos eruditos; <br />Os mais liberais, influenciados por Rubens, davam preferência à cor, mais conforme à Natureza e dirigida aos sentidos.<br />
  213. 213. O BARROCO EM PORTUGAL<br />Surge tardiamente em Portugal<br />Grande desenvolvimento do Barroco no reinado de D.João V – 1706-1750-<br />
  214. 214. D.João V reinou na 1ª metade do século XVIII, numa conjuntura altamente favorável, do ponto de vista político, económico e cultural ;<br /> Senhor de grandes recursos económicos, D.João V encetou uma importante política cultural , que o engrandeceu e prestigiou.<br />Fontes da riqueza de D.João V :<br />O comércio do tabaco, do sal, do açúcar brasileiro, do vinho e a descoberta de minas de ouro e pedras preciosas, de cujo comércio, D.João V cobrava uma quinta parte.<br />
  215. 215. D. JOÃO V E DONA MARIA ANA DE ÁUSTRIA. CASARAM EM LISBOA EM 1708, NUMA CERIMÓNIA MARCADA PELO LUXO, POMPA, ESPLENDOR E CERIMONIAL. NUNCA OS LISBOETAS TINHAM ASSISTIDO A UM CASAMENTO REAL TÃO RICO E MAGNÍFICO.<br />
  216. 216. A PRINCESA D.MARIA BÁRBARA E O REI D. JOSÉ, DOIS DOS SEIS FILHOS DE D. JOÃO V<br />
  217. 217. D.JOÃO V, DOMENICO SCARLATTI – GRANDE MÚSICO ITALIANO QUE TRABALHOU PARA D.JOÃO V E O FAMOSO COCHE DOS OCEANOS, UTILIZADO NUMA DAS SUMPTUOSAS EMBAIXADAS DE D. JOÃO V<br />
  218. 218. GASPAR FERREIRA , 1717-1728- BIBLIOTECA JOANINA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA<br />
  219. 219. A BELEZA E O LUXO DA BIBLIOTECA JOANINA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA<br />
  220. 220.
  221. 221.
  222. 222. A CAPELA DE S.JOÃO BATISTA NA IGREJA DE S.ROQUE<br />
  223. 223. TOCHEIRO MONUMENTAL, ROMA, 1749, PRATA E BRONZE DOURADOS<br />RELICÁRIO DE SÃO PRÓSPERO, CARLO GUARNIERI, 1744-1750, PRATA DOURADA<br />
  224. 224. IGREJA DE SANTO ANTÓNIO DOS PORTUGUESES EM ROMA, 1744<br />
  225. 225. IGREJA DO MENINO DE DEUS- 1711<br />
  226. 226. A igreja tem estilo conventual, barroco, tendo sido construída por altura do reinado de D. João V (1711). Foi projectada pelo arquitecto João Antunes.<br />Foi concluída por João Frederico Ludovice. No local havia já um hospital denominado de Mantelatos da Ordem Terceira de São Francisco de Xabregas, que continha uma imagem milagrosa do Menino Jesus.<br />O rei D. João V, ao ouvir os relatos dos milagres, resolveu erguer um templo, alguns meses antes do nascimento do seu primeiro filho.<br />A igreja tem semelhanças com a Igreja de Santa Engrácia, situada no Campo de Santa Clara. Possui, no interior, uma capela-mor e oito capelas. Outros elementos incluem altares de talha dourada, pintura de tecto e duas estátuas. Possui também azulejos com temas religiosos.<br />O pórtico apresenta colunas coríntias.<br />
  227. 227.
  228. 228. O Real Edifício de Mafra (século XVIII), símbolo da afirmação do poder centralizado de D. João V, envolve, além do<br />palácio, a basílica e o convento. Iniciou a construção em 1717, foi consagrado em 1730 e concluído em 1737, tal só foi possível graças ao empenho pessoal do rei e do seu arquitecto João Frederico Ludovice-Ludwig- e à contratação de milhares de trabalhadores e é possível identificar, nos elementos arquitectónicos, as seguintes influências:<br />• os torreões cobertos por cúpulas bolbosas, que mostram traços da influência barroca alemã e austríaca;<br />• o frontão triangular na fachada da basílica, de influência clássica;<br />• a grande cúpula (zimbório) da basílica, que segue o modelo renascentista da Basílica de S. Pedro;<br />• o edifício de três andares, segundo a matriz do palácio barroco;<br />• os janelões com a presença de elementos das ordens clássicas – pilastras e frontões.<br />
  229. 229. ORGANIZAÇÃO DO PALÁCIO EM TRÊS ANDARES, INFLUENCIADO PELOS PALÁCIOS BARROCOS<br />
  230. 230. FRONTÃO TRIANGULAR E PILASTRAS<br />• os janelões com a presença de elementos das ordens clássicas – pilastras e frontões.<br />
  231. 231. os torreões cobertos por cúpulas bolbosas, que mostram traços da influência barroca alemã e austríaca;<br />
  232. 232. A CÚPULA DA BASÍLICA DE MAFRA É SEMELHANTE Á CÚPULA DE S.PEDRO, NO VATICANO<br />
  233. 233.
  234. 234. A GALILÉ OU ENTRADA MONUMENTAL DA BASÍLICA DE MAFRA RICAMENTE DECORADAS COM ESTÁTUAS BARROCAS ITALIANAS<br />
  235. 235. Os Carrilhões-sinos- encomendados por D.JoãoV na Holanda , são considerados como os melhores do mundo. Tocam valsas e contradanças. Têm em conjunto 92 sinos e pesam cerca de 217 toneladas <br />
  236. 236. VISTA AÉREA DO CONVENTO DE MAFRA<br />
  237. 237. A BIBLIOTECA DO CONVENTO DE MAFRA<br />
  238. 238. PARA SABER MAIS SOBRE O REINADO DE D.JOÃO V E A CONSTRUÇÃO DO CONVENTO DE MAFRA RECOMENDO A LEITURA DO LIVRO DE JOSÉ SARAMAGO O MEMORIAL DO CONVENTO<br />
  239. 239. A ARTE DO BARROCO E DO ROCOCÓ EM PORTUGAL<br /> O Barroco português durou cerca de dois séculos, finais do século XVII e século XVIII, definindo-se primeiramente como um prolongamento de um Maneirismo tardio. Concretizou-se em igrejas rectangulares, de fachadas simples e regulares, com duas torres e simplicidade decorativa, com excepção do altar-mor.<br /> O século XVII viveu entre duas tendências : as dos edifícios de planta rectangular e simples e a das construções centradas e mais decoradas interiormente, que prenunciam já o Barroco Pleno.<br />
  240. 240. A partir do final do século XVII e especialmente no reinado de D.João V sentiu-se uma revitalização artística no país; o rei apoiou a construção de edifícios religiosos e civis, encomendou livros, tratados e desenhos e mesmo a decoração interior de capelas e convidou para trabalharem em Portugal artistas italianos, franceses e alemães. Assim o Barroco português foi uma mistura de elementos nacionais e de influências barrocas internacionais. <br />As características nacionais e regionais caracterizam-se pela decoração interior em talha dourada e pela sobriedade estrutural e pela discreta procura de movimento. A arquitectura religiosa joanina começa com a construção do Mosteiro-palácio-Igreja de Mafra de João Frederico Ludovice. <br />
  241. 241. O Barroco português também se desenvolveu no norte, com Nicolau Nasoni. Entretanto o Rococó , de influência alemã, faz a sua aparição em Portugal, entrando pelo norte, fixando-se em Braga, Minho e Douro.<br /> Quanto à arquitectura religiosa podemos dizer que existiram dois centros no norte- Porto e Braga e no sul Lisboa, Queluz e Alto Alentejo.<br />Na arquitectura civil destacam-se os palácios e os solares, de forma em U, com dois andares, envolvendo um pátio, com escadarias, jardins à italiana com fontes e uma delicada decoração.<br />
  242. 242. A ESCULTURA<br /> A escultura barroca teve grande sucesso em Portugal, podendo até distinguir dois períodos : no século XVII, marcada pelas Guerras da Restauração e o século XVIII marcada pelo reinado de D.João V, com o Absolutismo e a chegada do ouro brasileiro. <br />No primeiro período foram marcantes as influências espanholas , enquanto que no segundo período predominaram as francesas e italianas através de encomendas e obras importadas. Os escultores realizaram duas tipologias : estatuária independente ou de vulto pleno e os baixos e altos-relevos decorativos integrados na talha dourada.<br />
  243. 243. No século XVII a estatuária independente caiu em decadência, restrigindo-se a encomendas de igrejas e conventos, a produção era quase artesanal e o programa iconográfico tornou-se homogénio e controlado pela ideologia da Contra-Reforma. As figuras eram realizadas em madeira e barro, com ingenuidade e expressividade. Foi preciso esperar pelas obras de Mafra para voltar a desenvolver-se a escultura de vulto pleno, associada à plástica barroca de influência berniniana, mais cara e erudita. Foi também com a escola de Mafra que se iniciou a escultura rococó em Portugal concretizada por escultores como Machado de Castro, autor da estátua equestre de D.José e de originais figurinhas de barro dos seus famosos presépios.<br />
  244. 244. A PINTURA<br /> A pintura barroca despontou tardiamente em Portugal, nos séculos XVII e XVIII, atingindo a plenitude no reinado de D.João V. Teve inicialmente influências espanholas e mais tarde italianas, na representação naturalista da luz e da sombra à maneira de Caravaggio. Foi uma pintura de grande variedade temática : temas religiosos, retrato régio ou de nobres e naturezas-mortas. Estas duas temáticas tiveram grande incremento por via da preferência coleccionista dos nobres. A pintura Rococó não teve a importância da pintura joanina, mas foi uma arte que preparou as novas gerações, distribuiu-se pelas três temáticas e tipologias do Barroco, com particular destaque para a pintura de retábulos, de tectos e de retratos. Reflectiu algumas influências do Barroco e alguns modelos do Rococó francês.<br />
  245. 245. ESCULTURA E PINTURA BARROCA EM PORTUGAL<br />A escultura barroca só se afirmou plenamente no século XVIII, devido ao impulso do estaleiro de Mafra, já que no século XVII a produção se limitou a obras religiosas influenciadas pela Contra-Reforma.<br />Foi na escola de Mafra que emergiu Machado de Castro, a figura mais destacada da escultura portuguesa.<br />Mas seria na talha dourada, associada ao azulejo, que a plástica barroca atingiria o seu expoente máximo : aplicado em retábulos, altares, coros e tectos, a talha forrou de ouro as igrejas.<br />
  246. 246. A talha teve três fases de desenvolvimento: <br />O Estilo Nacional, de carácter plástico e escultórico;<br />O estilo Joanino , com exuberante decoração de gosto italianizante;<br />O Período Rococó, caracterizado pela introdução da decoração e temática rocaille.<br />
  247. 247. IGREJA DE S.LOURENÇO DE ALMANSIL, ALGARVE<br />
  248. 248. IGREJA DE S.LOURENÇO DE ALMANSIL, ALGARVE<br />
  249. 249. IGREJA DE S.BENTO DA VITÓRIA<br />
  250. 250. IGREJA DA MADRE DE DEUS , LISBOA<br />
  251. 251. IGREJA DE SANTO ANTÓNIO, LAGOS, ALGARVE<br />
  252. 252. IGREJA DE S.FRANCISCO NO PORTO- O ESPLENDOR E A RIQUEZA DA TALHA DOURADA<br />
  253. 253. ÁRVORE DE JESSÉ<br />COLUNAS SALOMÓNICAS DECORADAS COM UVAS E VIDEIRAS<br />
  254. 254. MOSTEIRO DE JESUS EM AVEIRO- DESTACA-SE A ICONOGRAFIA DE CRISTO NA CRUZ<br />
  255. 255. ORGÃOS DA SÉ DE BRAGA<br />ORGÃOS BARROCOS DA SÉ DE BRAGA<br />
  256. 256. COMO SE FAZIA A TALHA DOURADA ?<br />
  257. 257. O AZULEJO<br />OS AZULEJOS HOLANDESES DE CROMATISMO AZUL E BRANCO INFLUENCIARAM FORTEMENTE A PRODUÇÃO DE AZULEJOS EM PORTUGAL.<br />
  258. 258. AZULEJOS E CERÂMICAS HOLANDESAS DOS SÉCULOS XVII E XVIII<br />
  259. 259. O AZULEJO EM PORTUGAL<br />O azulejo contribuiu para a riqueza e a exuberância da decoração barroca e rococó;<br />• predominância do azul e do branco, por influência holandesa;<br />• aplicação do azulejo no revestimento de grandes paredes, quer no exterior (jardins palacianos), quer no interior dos<br />edifícios religiosos e civis (altares, salas, escadarias);<br />• utilização do azulejo na forma narrativa (histórias ou cenas contadas em perspectiva);<br />• temática religiosa (cenas bíblicas, vidas de Cristo, da Virgem e dos Santos) e profana (cenas mitológicas, do<br />quotidiano, da vida da corte).<br />
  260. 260. PALÁCIO DA MITRA, SANTO ANTÃO DO TOJAL<br />
  261. 261. PALÁCIO DO CORREIO-MOR, LOURES<br />
  262. 262. AZULEJOS DO SÉCULO XVIII DO PALÁCIO PIMENTA EM LISBOA<br />O DETALHE DELICIOSO DA FIGURA DE CONVITE<br />
  263. 263.
  264. 264.
  265. 265.
  266. 266. AZULEJO PORTUGUÊS DO SÉCULO XVIII- TEMÁTICA RELIGIOSA- A FUGA PARA O EGIPTO<br />
  267. 267.
  268. 268. O PALÁCIO DO MARQUÊS DE POMBAL - OEIRAS<br />
  269. 269.
  270. 270. Oficina de Bartolomeu Antunes (?), Lisboa: pormenor de painel com cena galante,<br />enquadrada por pilastra e anjinho atlante, c. 1725-1735. Antiga casa nobre, Rua de S. Paulo, Lisboa,<br />
  271. 271. O BARROCO NO BRASIL- ACULTURAÇÃO E MISCIGENAÇÃO<br />Após a descoberta do Brasil em 1500 por Pedro Álvares Cabral, iniciou-se a exploração do litoral e décadas depois, a colonização.<br />O reduzido número de habitantes para um território tão vasto, fez com que os portugueses povoassem o Brasil com escravos negros da costa africana.<br />Este facto originou no Brasil uma grande mistura racial : europeus, africanos e índios.<br />Tendo um importante papel neste processo, as ordens religiosas- Jesuítas, Franciscanos, Beneditinos e Carmelitas- desenvolveram a evangelização dos índigenas, correspondendo com a maior iniciativa de edificação, nos séculos XVI e XVII.<br />
  272. 272. Beneficiando de um período de paz e prosperidade económica baseada no ouro de Minas Gerais, o século XVIII assiste ao apogeu artístico e cultural do Brasil.<br />A expulsão dos Jesuítas, em 1759, trás novidades à arte religiosa, a cargo de associações leigas, quer a nível da encomenda, quer na produção, onde predominam mestiços nascidos no Brasil.<br />Estes artistas, mais independentes, assimilaram melhor as novas tendências artísticas.<br />
  273. 273. Realizam belas igrejas com volumes mais dinâmicos e de exuberância decorativa dos interiores em talha, justificando a expressão de “ igrejas forradas a ouro “.<br />Pertencem já ao Rococó, no final do século XVIII, as manifestações mais originais da arte colonial brasileira, onde se salienta o génio do escultor, arquitecto e ornamentista, António Francisco Lisboa- 1738-1814- , o Aleijadinho, o principal artista colonial brasileiro.<br />

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