10 prevencaonotrabalho-assediomoral

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10 prevencaonotrabalho-assediomoral

  1. 1. Módulo de Saúde Mental (Profa. Leonor Costa) Desvelando Saúde - Emoção - Violência. CESTEH/ENSP/FIOCRUZ - Módulo de Saúde Mental. M.Barreto, 2008
  2. 2. Victimization Intimidation Mobbing Mistreatment Work Abuse Psychological Emotional abuse violence BOSSING ACOSO Maltrato psicológico BULLYING Assédio moral Violência moralTORTURA PSICOLÓGICA Harcelement Psychologique
  3. 3. CONCEITOUma forma de terrorismo psicológico que semanifesta pelo encadeamento, num períodobastante longo, de propósitos e de atuaçõeshostis que, tomados separadamente, podemparecer insignificantes, mas cujas repetiçõesconstantes tem efeitos perniciosos (Leymann,1996).É um comportamento repetido, que coloca emrisco a saúde e segurança no trabalho –Agencia Europeia para a Segurança e saúdeno trabalho, 2002.
  4. 4. “É a exposição de trabalhadores a situações vexatórias, constrangedoras e humilhantes durante o exercício de sua função, de forma repetitiva e prolongada durante a jornada de trabalho, o que caracteriza uma atitude desumana, violenta e sem ética nas relações de trabalho. Afeta a dignidade, identidade e viola direitos fundamentais”. M.Barreto, 2001Indicador da existência de violência instituída e institucionalizada. Desestabiliza emocionalmente Destrói o coletivo e a rede de comunicação. Impõe a lógica organizacional Predomínio dos interesses da empresa sobre qualquer outra condição humana.
  5. 5. CINCO CATEGORIAS1. Impedir a vítima de se exprimir;2. Isolar;3. Desconsidera-la junto dos seus colegas;4. Desacredita-la no seu trabalho;5. Comprometer a sua saúde
  6. 6. TÁTICASDE RELACIONAMENTODE ISOLAMENTO: geladeira - fogueira queimada - fritada esquecidaDE ATAQUESDE AÇÕES PUNITIVAS: castigos humilhaçõesDISCIPLINARES: docilidade - sujeitamento
  7. 7. VARIEDADE DE ATOS FERIR - GOLPEAR - EMPURRAR - SOCAR - BATER - BRIGAR-CORTAR - PERFURAR - APERTAR - BELISCAR GRITAR - AMEAÇAR - HOSTILIZAR - CONSTRANGER – INTIMIDAR COMPORTAMENTO HOSTIL - POSTURA AGRESSIVA -INTOLERÂNCIA GESTOS GROSSEIROS E OBSCENOS. INTERFERIR NO TRABALHO, FERRAMENTAS E EQUIPES ESPALHAR FOFOCAS - MALDIZER - ZOMBAR PERSEGUIR SISTEMATICAMENE PUNIR COM DESCONTOS EM CONTRACHEQUE COMO “AUSÊNCIAINJUSTIFICADA” MESMO QUE O “ESPELHO DE PONTO” ESTEJA SEMFALTA ALGUMA.
  8. 8. VARIEDADE DE ATOSDESESTABILIZAR EMOCIONALMENTEDESTRATAR: DEIXAR MENSAGENS OFENSIVAS - APONTAR FALHAS E RIDICULARIZAR PUBLICAMENTE, CONSTRANGENDO-OS.ACUSAR: INSINUAR ROUBO.AMEAÇAR: COM DESEMPREGO
  9. 9. DAR NOMES DEPRECIATIVOS HOMENS: ESTÚPIDO – VAGO – TONTO – IDIOTA – CABEÇÃO – PORCELONA - FILHO DO CHEFE - GRALHA AZUL - PEIXE do CHEFE – CHEGADO – GENÉRICO – MALANDRO - METIDO A ESPERTO – MOLEQUE – IRRESPONSÁVEL - RECORDISTA EM ATRASOS - ANTA HUMANA – BUNDÃO – 171 - ARMADOR - MENTIROSO – FALSO - JOÃO-SEM-BRAÇO - MIGUÉ – MANÉ - BEIÇOLA. MULHERES: SAPATÃO - LÉSBICA – BURRA - MAL AMADA - BOCA DE GAMELA – ARROGANTE - MACONHEIRA - DESPREZÍVEL – FINGIDA – BOMBA- FEDORENTA- BARRAQUEIRA – LOUCA – ENCRENCA- BARRIGA DE AIR BAG – SURDA - MUMIA PARALITICA - COME GRAMA - CAPA DA BIBLIA.Art. 171 - Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento: Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa.
  10. 10. CONSTITUINTES DO ASSÉDIO MORAL ORGANIZAÇÃOASSEDIADOR ASSEDIADO “Aqui é tipo um galinheiro: só pode ter um galo”.
  11. 11. FASES DO ASSÉDIO MORAL NO TRABALHO SEDUÇÃO – DIRECIONADO AO COLETIVO ASSOCIADO A INDIFERENÇA CONFLITO NÃO RESOLVIDO – EVOLUI PARA CRISE E MARCA O INICIO DA PRÁTICA ASSEDIADORA. ATAQUES: DIRETO OU INDIRETO - EXPLICíTO OU SUTIL COLETIVO – FATOR DETERMINANTE NA CONTINUIDADE OU NÃO ATUAÇÃO DA EMPRESA: FUGA OU TOMADA DE POSIÇÃO. EXCLUSÃO - INCLUSÃO PERVERSA SUCUMBIR: DESISTE DO EMPREGO RECUPERAÇÃO – DEPENDE DO APOIO DENTRO E FORA DA EMPRESAFonte: Marina Parés-Soliva, 2002 (webcindario.com/elacosomoral) Modificado por: Margarida Barreto, 2005.
  12. 12. TIPOS DE GESTÃO Gestão pelo medo Gestão por injuria Violência institucionalizada coletiva x individualizada Competitividade acirrada Comunicação ineficiente x autoritarismo Hierarquia excessiva x falta de informações. Falta de desenvolvimento de lideranças. Precarização do trabalho: baixos salários, aumento da jornada,aumento terceirizações
  13. 13. VIOLÊNCIA INSTITUCIONAL - ABUSO DE PODER Trabalhador colocado em uma cadeira num dos corredores da empresa e determinado que ali permanecesse, sem nada fazer, até "segunda ordens" . Demitido: por justa causa. MOTIVO: ler a Bíblia no banheiro da Empresa.Juiz: “A violência ocorre minuto a minuto, enquanto o empregador, violandonão só o que contratado, coloca-se na insustentável posição de exigir trabalhode maior valia, considerando o enquadramento do empregado, e observacontraprestação inferior, o que conflita com a natureza onerosa e comutativa docontrato de trabalho e com os princípios de proteção, da realidade, darazoabilidade e da boa-fé, norteadores do Direito do Trabalho.Conscientizem-se os empregadores de que a busca do lucro não se sobrepõe,juridicamente, à dignidade do trabalhador como pessoa humana e partícipe daobra que encerra o empreendimento econômico" (Tribunal Superior doTrabalho, 1ª T., Ac. 3.879, RR 7.642/86, 09/11/1987, Rel: Min. Marco AurélioMendes de Farias Mello).
  14. 14. VIOLÊNCIA INSTITUCIONAL - ABUSO DE PODER Pressionava e xingava o trabalhador com o argumento de motivar as vendas da loja.Juiz: considerou a Constituição Federal, no artigo 5º, inciso V Proteção à honra.“Aquele que por ação ou omissão voluntária, negligência ouimprudência violar direito e causar dano a outrem, ainda queexclusivamente moral, comete ato ilícito”CARÁTER PEDAGÓGICO - que o empregador modifique suas atitudesperante seus subordinados.
  15. 15. ABUSO DE PODER - Itapemirim - BahiaTrabalhador contratado como Ajudante de cargas. Promovido a Auxiliar deEscritório e depois a Escriturário.Foi vítima de assalto no qual roubaram R$ 6 milFoi a Delegacia e fez BO.Seis meses depois - demitido por JUSTA CAUSA.Foi acusado de ter se apropriado, na véspera da data de sua demissão, devales-transporte no valor de R$ 6 mil — o mesmo valor objeto do assalto.JUSTIFICATIVA DA EMPRESA: demitido porque “abusou da confiançainerente ao cargo” na compra, controle e distribuição de vales-transportes.PARECER: “Os valores mais importantes do ser humano são a sua honra, asua integridade e a sua imagem”. É direito do empregador dispensar oempregado sob a acusação de prática de improbidade, falta extremamentegrave, mas, se não demonstra a procedência de sua acusação, abusa dodireito e deve reparar”. Revista Consultor Jurídico, 25 de junho de 2008
  16. 16. ABUSO DE PODER: RESTRIÇÃO DO USO DE BANHEIROA empresa estabeleceu uma pausa única de 5 minutos (conhecidacomo “pausa para banheiro”) e se o empregado ultrapassava essetempo, sofria desconto no contracheque, sob o título de saída ouatraso.Quem precisasse ir novamente ao banheiro deveria pedir permissãoà chefia, o que era, via de regra, negado.Um urso de pelúcia era colocado sobre o monitor de quem estavausando o banheiro, e se outra pessoa quisesse usa-lo, teria queesperar o retorno do outro.
  17. 17. ABUSO DE PODER: RESTRIÇÃO DO USO DE BANHEIRO A & C Centro de Contatos - BH.Impediu os trabalhadores do teleatendimento - processamento de dados - defreqüentar banheiro.•Inicialmente: intervalos máximos de 15 minutos para lanche e 10 minutos para ir aobanheiro.•Tempo: foi reduzido para cinco minutos.•Quem permanecesse por tempo maior, sofria punições.PUNIÇÕES: censura publica, advertência, pressão e impedimento da realização dasnecessidades fisiológicas, que ficava subordinada ao superior hierárquico.JUIZA: 15ª Vara do Trabalho de BH - condenou a empresa a conceder atodos os empregados que trabalham nas atividades de processamentode dados intervalo para repouso e alimentação.
  18. 18. ABUSO DE PODER: Violação à intimidade por câmeras de vídeo.Laboratório instalação de duas câmeras de vídeo no vestiário.Os trabalhadores eram filmados enquanto trocavam suas roupas ou usavamos banheiros.Justificativas da Empresa: As câmeras de vídeo foram instaladas a pedido dos trabalhadores. Direcionadas para os escaninhos para evitar ROUBOS que ocorriamcom freqüência.JUIZ: “É natural que a empresa se preocupe com a preservação do seupatrimônio. Todavia, não se pode admitir que o zelo ao patrimônio sesobreponha aos direitos e garantias fundamentais assegurados aotrabalhador. A instalação de câmeras de vídeo dentro do banheiro é suficienteà comprovação do constrangimento e intimidação dos usuários do sanitário”.Fonte: Revista Jurídica Netlegis - RO nº 00962-2007-024-03-00-7 - T.R.T. 3ª REGIÃO
  19. 19. ABUSO DE PODER - Usina São Martinho - SPApós 16 anos na Empresa, foi acusado de furtar quatro pilhas usadas.Ele reutilizou as pilhas usadas em sua lanterna (particular).Foi REVISTADO no ônibus da empresa e as pilhas foram encontradas emuma sacola com roupas sujas.DEMITIDO: JUSTA CAUSA - ATO DE IMPROBIDADE Artigo 482 da CLT.JUIZ: a subtração de quatro pilhas usadas, sem qualquer valoreconômico, não pode servir ao empregador de pretexto para portermo a contrato de trabalho havido por mais de dez anos, semregistro de qualquer deslize por parte do empregado. Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região manteve adecisão de primeiro grau.
  20. 20. ABUSO DE PODER - FLATULÊNCIA NO LOCAL DE TRABALHO.Demissão: por justa causaJUSTIFICATIVA: atentatória à disciplina contratual e aos bons costumes.Tratada com animosidade e excessivo rigor tanto por parte da sócia como dasuperior hierárquica, que tratavam-na com excessivo rigor. Permaneceu um diapresa em uma sala na empresa, passando mal e "nada foi feito”. Fez B.O.JUIZ: Abusiva a presunção patronal.Agride a razoabilidade: a pretensão de submetero organismo humano ao “jus variandi”, punindoindiscretas manifestações da flora intestinal sobre asquais empregado e empregador não têm pleno domínio.Fonte: Revista Consultor Jurídico, 27 de fevereiro de 2008 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região - São Paulo.
  21. 21. PRÁTICAS RACISTAS NO LOCAL DE TRABALHO Mc Donalds – São Paulo Superiora Hierárquica, por diversas vezes fez referênciasofensivas a raça negra de uma trabalhadora. Dizia que ser preto era um problema. Fazia insinuações ofensivas e mostrava para sua pele. Dizia que não gostava de "pretos" e de "pobres”. Chamava a trabalhadora de preta fedida. Dizia alto que não gostava do cheiro da trabalhadora. JUIZ: a Empresa tolerou o Assédio Moral e a disseminação do racismo no ambiente de trabalho.
  22. 22. PRÁTICAS DISCRIMINATÓRIAS: PORTADOR DE HIV EMPRESA: Frota Oceânica e AmazônicaAdmitido em setembro de 2000.Demitido sem justa causa em abril de 2003.EMPRESA: soube da doença pelos extratos relativos aos descontos do plano de saúde em seu salário - Revista Consultor Jurídico, 4 de dezembro de 2006 EMPRESA: União Brasileira de Educação e Assistência - RS.Cozinheiro - alvo de comentários de alunos e professores da instituição.Deixaram de cumprimentá-lo.Não comiam as refeições preparadas por ele - Processo 00036-2004-006-04-00-1. 22 de maio de 2006 Empresa: Yakult – Paraná - 9 de dezembro de 2005 EMPRESA: BAN QUIMICA – SPJUIZ: Reintegração portador do vírus HIV.
  23. 23. Revista intimaDiariamente, ao término da jornada era obrigado a sedespir, sendo alvo de comentários relativos aos seusórgãos sexuais.Todas as vezes em que saíam da tesouraria eramrevistados; trabalhavam de chinelos e não era permitidoo uso de cuecas; o macacão era sem bolso, com feixeatrás; a revista consistia em ficar nu na frente dovigilante. O sorteio.Pressão psicológica prolongada no trabalhoA exposição de empregada a prolongado processo paraapuração de irregularidade, o qual poderia culminar em suadispensa, configura assédio moral, pois a submete a umperíodo de pressão psicológica, humilhação e apreensão,injustificadamente delongado.
  24. 24. Reestruturação x PDVFerroban - Ferrovias Bandeirantes S/A - FEPASA.Durante o processo de privatização, a empresa passou a pressionartrabalhadores com mais tempo de casa a aderirem ao PLANO DE DEMISSÃOVOLUNTÁRIA (PDV).Isolava-os em sala com condições precárias de higiene, denominada"aquário" em insinuação à suposta ociosidade dos funcionários.Apelidos pejorativos: 4.49 - alusão à estabilidade garantida pelo contratocoletivo de trabalho, em caso de dispensa sem justa causa. JAVALI - referência à frase "já vali alguma coisa".O juiz da 47ª Vara do Trabalho de São Paulo, julgou procedente o dano moraldecorrente do ASSÉDIO MORAL.
  25. 25. POLITICA de METAS x MEDIDAS DISCIPLINARESCasas Bahia: Trabalhador não conseguia alcançar as metas de vendasestabelecidas ou ficava em último lugar: era exposto diante dos colegas e humilhado publicamente recebia o apelido de “lanterninha”. sua produtividade era comparada com os demais.PUNIÇÃO: era obrigado a trabalhar na “boca do caixa”, ou seja, nos fundosda loja, em que só podia vender para pessoas que estivessem pagandoalguma prestação.Essa situação além de constranger psicologicamente,causou prejuízos financeiros: se vendia menos no setor.EMPRESA: “tudo não passava de uma brincadeira saudável e bem humorada no ambiente de trabalho”.
  26. 26. POLITICA de METAS x MEDIDAS DISCIPLINARES Distribuidora de Bebidas Real São Gonçalo – R.J Os trabalhadores eram obrigados a carregar uma âncorade 20 kg, cantar músicas desmoralizantes, pendurar fantasmas na mesa daequipe de vendas de pior resultado, segurar uma tartaruga e desfilar com umobjeto de plástico na cabeça, semelhante a um monte de fezes.A empresa recorreu ao TST, contestando o pagamento dos honorários,sob o argumento de que o autor da ação não se encontrava assistido porsindicado profissional, como determina a Súmula 219 do TST.Ministro: “A decisão do TRT nesse aspecto se deu em caráter punitivo, comoparte de sanção aplicável com base no Código de Processo Civil, em funçãoda litigância de má-fé por parte da empresa.Assim,torna-se inviável contestá-lasob o argumento de contrariedade à Súmula 219”. RR 646/2003-263-01-00.1
  27. 27. POLITICA de METAS x MEDIDAS DISCIPLINARES Ambev - RS Obrigava os trabalhadores que não cumpriam as METAS, a passar por um "corredor polonês" enquanto eram xingados pelos colegas.Quem se recusava a passar no corredor polonês, eraobrigado a vestir uma saia e desfilar em cima de umamesa. Para a AMBEV: Os constrangimentos alegados foram decorrentes do "não cumprimento das metas da empresa e as punições eram aplicadas a todos, indiscriminadamente, não havendo perseguição pessoal".
  28. 28. Parecer TST sobre exigência de politica de metasEmpregador que exige resultados que extrapolem metaspreviamente estabelecidas – ameaçando com intimidações exingamentos, e impondo-lhe“castigos”, tais como trabalhar de pé,proibição de ir ao banheiro, beber água ou lanchar - pratica atoilícito por abuso de direito, lesivo à honra, à integridade física epsíquica dos trabalhadores, devendo indenizá-los por assédiomoral.
  29. 29. 5) ESTIMULO AO AUMENTO DE VENDAS MULHERES ESTMULADAS A USAR ROUPAS SEXY SAIR COM CLIENTES, PARA PROGRAMAS SEXUAIS.6) ASSÉDIO SEXUAL - Empresa Comercial F & A Ltda TST mantém condenação de chefe, 50 anos, casado, que tirou a blusa defuncionária.Assediava constantemente com piscadas, assovios, tentando o contatofísico, como pegar na mão, além de fazer propostas indecentes, todasrecusadas pela empregada.Ele chegou a despi-la na frente dos colegas, enquanto ela arrumava umlustre.EMPRESA: negou as acusações, afirmando que as circunstâncias narradasnão caracterizam o crime descrito. Alegou que a trabalhadora mantinharelacionamentos amorosos extraconjugais, e que o sócio, "jamais praticouquaisquer dos atos mencionados pela trabalhadora".
  30. 30. ASSÉDIO SEXUAL Banco do Estado do Rio Grande do Sul –Banrisul - CuritibaBancária, noiva e grávida.COLEGA: cartas de deboche - devassa em sua conta - ligava para suaresidência e de seus familiares a qualquer hora – fazia comentários sobresua vida pessoal - a perseguia na rua.A trabalhadora denunciou por escrito ao Gerente e ao RH.Postura do gerente: “nada podia fazer contra o seu colega, pois ele eradelegado sindical”.Após 2 meses – trabalhadora pediu demissão.JUIZ: “a gerência, apesar de alertada por outros bancáriosa respeito do problema, não tentou investigar os fatos,checando sua veracidade” (Consultor Jurídico, 11 de junho de 2008).Empresa respondeu “solidariamente” - por comportamento do bancário.
  31. 31. Política de Responsabilidade SocialLEMA: SAUDÁVEL OBSESSÃO PELA QUALIDADE.PROGRAMA: BB RESPONDE.DISCURSO: “ Melhorias e mudanças comportamentais alcançadas ao longo de seus quase cinco anos de atuação, contribuiu para um relacionamento mais equilibrado e respeitoso para com os seus clientes, que ao acionarem o serviço, exercitam a cidadania, aprimoram a Empresa e contribuem para uma prestação de serviço de melhor qualidade a toda sociedade.”MOTIVO: DISTANCIAMENTO ENTRE O DISCURSO E A PRÁTICA.Conseqüência: Assédio moral, no setor de ouvidoria da instituição.O Banco: ao saber das queixas contra a gerente daquele departamento, não tomou as providências necessárias para resolver a situação.Resultado: R$ 600 mil de indenização.Fonte: Revista Consultor Jurídico, 15 de maio de 2007 Autos da reclamação trabalhista: 00148-2007-001-10-00-0
  32. 32. CARACTERÍSTICAS1. HUMILHAÇÃO2. DISCRIMINAÇÃO ADOECIDOS DO TRABALHO GÊNERO RELIGIOSA ÉTNICA IDADE NACIONALIDADE ORIENTAÇÃO SEXUAL FATORES SOCIO- ECONOMICOS
  33. 33. CARACTERÍSTICAS1. INTENSIDADE DOS ATOS DE VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA;2. PROLONGAMENTO NO TEMPO - REPETITIVIDADE3. INTENCIONALIDADE OU FINALIDADE: OCASIONAR DANO PSÍQUICO OU MORAL AO EMPREGADO. FORÇA-LO A DESISTIR DO EMPREGO.4. DIRECIONALIDADE
  34. 34. ONDE OCORRE?EMPRESAS PÚBLICASEMPRESAS PRIVADASORGANIZAÇÕES NÃO GOVERNAMENTAISINSTITUIÇÕES FILANTRÓPICAS - OSCIPSSINDICATOS – ASSOCIAÇÕES - IGREJAS
  35. 35. RESULTADOS – pesquisa nacionalSuperior hierárquico 90%Conjunto dos colegas 7%Um colega 2,5%Subordinados 0,5%SEXO DOS AUTORES DA VIOLÊNCIAHomens 48,4%Mulheres 27%Ambos 24,6%
  36. 36. RESULTADOSAtitude de fuga 80% (dos chefes)Sofreram isolamento 70%Invasão de privacidade 85%Ameaças verbais 40%Iniciaram com assédio sexualMulheres 10,4%Homens 2,0%
  37. 37. Ameaças Demissão Ser despromovida Ser substituída Burn-out Depressão Medo Pânico Vergonha Zona Alcoolismo cinzenta Novos doentes Nega a doença. Evita afastar-se Trabalha mais intensamenteIsolamento - Ideações Ansiedade – Estresse
  38. 38. TRAIÇÃO ANSIEDADE AGONIA VONTADE DE VINGAR-SE PENSAMENTOS REPETITIVOS MEDO SENSíVEL SOLIDÃO RAIVA IMAGENS TRISTEZA IRRITABILIDADEVERGONHA DIFICULDADE PARA PENSAR UM NADA RAIVA HUMILHADO MÁGOA INCAPAZ PESSIMISMO ANGUSTIAS - INCERTEZASO fenômeno como processo em movimento e em mudança.
  39. 39. REPERCUSSÕES PARA OS TRABALHADORES.ANSIEDADE •BULEMIAAPATIA •ANOREXIAFALTA DE CONCENTRAÇÃO •DIMINUIÇÃO LIBIDOHUMOR DEPRESSIVO •ISOLAMENTO SOCIALHIPERATIVIDADE •QUEBRA DOS LAÇOS DE AMIZADEINSEGURANÇA •REPETIÇÃO DA VIOLÊNCIAIRRITABILIDADEMEDOTRISTEZAVERGONHAINSONIA
  40. 40. TRANSTORNOS DE ANSIEDADE GENERALIZADAANGUSTIAINCAPACIDADE PARA TRABALHARPENSAMENTOS E SONHOS REPETITIVOSDIFICULDADE PARA DORMIR – PESADELOSHUMOR A FLOR DA PELE.
  41. 41. CONFLITO ASSÉDIO MORAL TAREFAS CONFUSAS . ORDENSTAREFAS CLARAS AMBIGUAS.OBJETIVOS COLETIVOS E BOICOTES E INDIVIDUALISMO. FALTA DECOMPARTILHADOS PROJETOS E PREVISÃO.RELAÇÕES INTERPESSOAIS RELAÇÕES INTERPESSOAIS AMBIGUASEXPLICITAS E RESPEITOSAS AÇÕES DESUMANAS de LONGA DURAÇÃOAÇÕES E CONFRONTOS E SEM ETICAOCASIONAIS.ESTRATÉGIAS ABERTAS EFRANCA. ESTRATÉGIAS EQUIVOCADASCONFLITOS E DISCUSSÕES AÇÕES CAMUFLADAS. NEGAÇÃO DOABERTOS CONFLITO.COMUNICAÇÃO SINCERA, COMUNICAÇÃO INDIRETA, EVASIVA,HONESTA, RESPEITOSA. DIFICIL, AUTORITARIA, DESRESPEITOSA.
  42. 42. CONFLITOS ASSÉDIO MORAL CONSEQUÊNCIAS CIRCUNSTÂNCIAS QUE FAVORECEM TERCIÁRIAPREVENÇAO PRIMÁRIA SECUNDÁRIA
  43. 43. Informar aos trabalhadores, da produção a alta gerência,que:•Não vai tolerar a prática do Assédio Moral.•Realizar campanhas de sensibilização anti-violência.•Elaborar Cartilhas ou outro material informativo.•Criar e executar normas de prevenção de caráter organizativo paradiminuir estresse.•Aumentar a transparência e a participação de todos os trabalhadores.•Estimular atitudes respeitosas nas relações inter-pessoais.
  44. 44. •Grupos de apoio e sensibilização•Reconhecer o problema, analizar a situação e avaliar o risco àsaúde.•Pensar um mediador para negociar soluções e permitir oentendimento: comissão tripartide•Pensar políticas organizacionais que evitem a reprodução dessascondutas no ambiente de trabalho•Adotar medidas eficazes de forma imediata quando identificado oproblema•Planificar e organizar o trabalho visando prevenir e abolir o risco deperseguição psicológica.
  45. 45. Pesquisar as causas do assédio e sua relação com o organizaçãodo trabalho;Elucidar os processos que fazem durar as injustiças e queinfrigem a Ética nas relações de trabalho;Verificar as falhas da organização de trabalho que impedem aajuda mútua e colaboração entre os trabalhadores;Elaborar um plano de atuação para eliminar as práticas deassédio moral e o risco de perseguição psicológica;Dimensionar questões economicas x organização do trabalho(precarização e intensificação do trabalho; perda da autonomia;reestruturações, etc);Rever: Normas, Códigos de Conduta e Avaliações subjetivas;Adotar novas normas, baseando-se nos resultados da análiserealizada.
  46. 46. AVALIAR AS PRÁTICAS DISCRIMINATÓRIAS O RISCO de ASSÉDIO MORAL. MUDAR NORMAS POLITICAS DE GESTÃO ELUCIDAR OS PROCESSOS QUE LEVEM A QUE FAZEM DURARRESPOSTAS ADEQUADAS AS INJUSTIÇAS ELABORAR PLANO APLICAR PLANO AVALIAR DE ATUAÇÃO. DISCUTIR OS RESULTADOS DIMENSIONAR QUESTÕES ORGANIZACIONAIS
  47. 47. • Diminuição da competitividade;• Redução da produtividade x lucratividade;• Queda da qualidade do produto;• Perda de trabalhadores qualificados;• Aumento de doenças e acidentes.• Aumento do absenteismo.• Degradação do clima organizacional.• Perdas econômicas por processos.• Imagem da empresa “arranhada”.
  48. 48. AUMENTO DE DOENÇAS X AFASTAMENTOS;ALTO CUSTO COM DESEMPREGO;AUMENTO GASTOS MÉDICOS E HOSPITALAR;PERDA POTENCIAL DE TRABALHADORES PRODUTIVOS.
  49. 49. Não suporta os problemas familiares. Atitudes irresponsáveis enquanto pai,esposo, irmão. Afastamento e perda de amigos. Repercussões no rendimento escolardos filhos. Aumento do consumo Drogas. Aumento Consumo Fumo e Alcool Solidão patológica. Separações Doenças Ideação suicida Suicidio.
  50. 50. CEREST-SP CEREST AMPARO CEREST/DF cria (SP) - Grupo de Apoio às Vítimas de Assédio grupo de apoio àsSINDQUIM-SP Moral, "Grupo vítimas de assédio REAGIR, reuniões moral - 21 05 2007 quinzenais.
  51. 51. ASSÉDIO SEXUAL ASSÉDIO MORAL Sindicato dos Trabalhadores na Lavoura de Mossoró - RN S.T.L.M. EstagiáriaAssediador: Vice-presidente
  52. 52. VIOLÊNCIA MORAL VIOLÊNCIA FISICA Fazenda Paragominas - Pará Idade: 30 anos60 cicatrizes - ferro quente.Crime: reclamar do atraso dossalários e más condições de trabalho.TORTURADORES: patrão e dois capangas.
  53. 53. Ser violento é um comportamento apreendido nos processossociais entre pessoas, instituições e sociedades.A violência é inaceitável em qualquer relação interpessoal; emqualquer espaço social.Toda vez que não se respeita o direito de um trabalhador, a vida ouo emprego de todos corre perigo!Nosso silêncio e passividade, nos leva a banalizar e aceitar abarbárie.

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