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Prevenção de acidentes

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Prevenção de acidentes

  1. 1. PREVENÇÃO DE ACIDENTES
  2. 2. PREVENÇÃO DE ACIDENTES • ACIDENTES • Classificação • Causas e Consequências Forma de os Combater
  3. 3. 3 Acidente de Trabalho HISTÓRIA A preocupação com os acidentes de trabalho tem como base a evolução do trabalho humano, que pode ser dividido em Três Fases:
  4. 4. 4 Acidente de Trabalho HISTÓRIA 1ª Fase - Até ao século XVIII, onde a base económica era a terra, as fontes energéticas eram renováveis – força muscular, vento e água, a vida era organizada em pequenas comunidades. As regras de segurança eram integradas na aprendizagem de um ofício, evitando que o numero de acidentes fosse significativo.
  5. 5. 5 Acidente de Trabalho 2ª Fase - No século XVIII a Revolução Industrial desencadeou uma alteração profunda no modo de vida das sociedades. Esta revolução provocou um elevado numero de acidentes devido ao desconhecimento das técnicas e instrumentos que utilizavam tal como a extensão dos seus horários de trabalho.
  6. 6. 6 Acidente de Trabalho Em 1900 foi criada a Protecção Legal dos Trabalhadores sucedendo-lhe mais tarde a Organização Internacional do Trabalho. Na década de 60 constatou-se que as medidas aplicadas não surgiram o efeito pretendido porque o avanço tecnológico teve um ritmo extremamente rápido.
  7. 7. 7 Acidente de Trabalho 3ª Fase - Em 1975 foi criada pela OIT (Organização Internacional do Trabalho) a PIACT (Programa Internacional para a melhoria das Condições de Trabalho) que tem o objectivo de abordar o controlo e prevenção de acidentes, responsabilizando os Empregadores, Trabalhadores e o Estado.
  8. 8. 8 Acidente de Trabalho Desde então, a área de Saúde e Segurança no Trabalho tem sido analisada e evoluído com o objectivo de satisfazer as necessidades fundamentais (económicas, psicológicas e sociais) do trabalhador.
  9. 9. 9 Acidente de Trabalho O que é um ACIDENTE DE TRABALHO? Acontecimento anómalo que se verifique no local e no tempo de trabalho, produzindo lesão corporal, perturbação funcional ou doença de que resulte redução na capacidade de trabalho, ou de ganho, ou a morte. O que é um INCIDENTE ou QUASE ACIDENTE? Evento não desejado ou não programado que venha deteriorar ou diminuir a capacidade e/ou eficiência de produção de uma empresa.
  10. 10. 10 Acidente de Trabalho ACIDENTE DE TRABALHO Acontecimento anómalo ≠ INCIDENTE QUASE ACIDENTE Verifique no local de Trabalho Verifique no tempo de Trabalho Produz lesão corporal Perturbação funcional /doença Provoca redução na capacidade de trabalho, ou de ganho, ou a morte. Verifique no local de Trabalho Verifique no tempo de Trabalho Não há prejuízos humanos Há apenas danos materiais
  11. 11. 11 Acidente de Trabalho Heinrich Concluiu no inicio do Século XX, que: Por cada 300 Incidentes Ocorriam 29 Acidentes e apenas 1 Acidente Mortal. Assim, concluiu que quanto mais elevado é o número de Incidentes mais Acidentes dos quais resultarão lesões e mortes haverá.
  12. 12. 12 Acidentes de Trabalho INCIDENTE ACIDENTE
  13. 13. 13 Acidentes de Trabalho 1. No trajecto, normalmente utilizado e durante o período ininterrupto habitualmente gasto, de ida e de regresso entre: Considera-se também acidente de trabalho: a) O local de residência e o local de trabalho; b) quaisquer dos locais já referidos e o local de pagamento da retribuição, ou o local onde deva ser prestada assistência ou tratamento decorrente de acidente de trabalho; c) O local de trabalho e o de refeição; d) O local onde, por determinação da entidade empregadora, o trabalhador presta qualquer serviço relacionado com o seu trabalho e as instalações que constituem o seu local de trabalho habitual;
  14. 14. 14 Acidentes de Trabalho 2. Quando o trajecto normal tenha sofrido interrupções ou desvios determinados pela satisfação de necessidades atendíveis do trabalhador, bem como por motivo de força maior ou caso fortuito; 3. No local de trabalho, quando no exercício do direito de reunião ou de actividade de representação dos trabalhadores; 4. Fora do local ou tempo de trabalho, na execução de serviços determinados ou consentidos pela entidade empregadora; 5. Na execução de serviços espontaneamente prestados e de que possa resultar proveito económico para a entidade empregadora; 6. No local de trabalho, quando em frequência de curso de formação profissional ou, fora, quando exista autorização da entidade empregadora;
  15. 15. 15 Acidentes de Trabalho 7. Durante a procura de emprego nos casos de trabalhadores com processo de cessação de contrato de trabalho em curso; 8. No local de pagamento da retribuição; 9. No local onde deva ser prestada qualquer forma de assistência ou tratamento decorrente de acidente de trabalho.
  16. 16. 16 Acidentes de Trabalho 7. Durante a procura de emprego nos casos de trabalhadores com processo de cessação de contrato de trabalho em curso; 8. No local de pagamento da retribuição; 9. No local onde deva ser prestada qualquer forma de assistência ou tratamento decorrente de acidente de trabalho. CLASSIFICAÇÃO
  17. 17. 17 Acidente de Trabalho Organização Internacional do Trabalho classificou os Acidentes de Trabalho segundo a/as: CLASSIFICAÇÃO DOS ACIDENTES DE TRABALHO Forma do acidente Consequências Natureza da lesão Agente material Localização da lesão morte, incapacidade permanente, incapacidade temporária quedas de pessoas, quedas de objectos máquinas, materiais, substâncias e radiações fracturas, luxações, entorses e distensões cabeça, olhos
  18. 18. 18 Acidente de Trabalho As causas dos Acidentes de Trabalho é uma área estudada em Higiene e Segurança no Trabalho CAUSAS DOS ACIDENTES DE TRABALHO
  19. 19. 19 Acidente de Trabalho Para este estudo existem Três Modelos de referência : CAUSAS DOS ACIDENTES DE TRABALHO Modelo de Heinrich (Teoria do dominó) Modelo de Bird (O dominó modificado) Modelo de Reason (Os acidentes organizacionais)
  20. 20. 20 Acidente de Trabalho CAUSAS DOS ACIDENTES DE TRABALHO Modelo de Heinrich (Teoria do dominó) Falha humana (imprudência) Factores específicos de cada individuo ou do meio envolvente responsáveis por um acidente de trabalho. Acto inseguro, negligencia, omisso ou condição perigosa (estacionar por baixo de cargas suspensas). Para o autor basta a eliminação de um factor para evitar o acidente.
  21. 21. 21 Acidente de Trabalho Modelo de Heinrich (Teoria do dominó)
  22. 22. 22 Acidente de Trabalho CAUSAS DOS ACIDENTES DE TRABALHO Modelo de Bird (o dominó modificado) Ferimento, perda ou dano (consequências) Incidente (contacto) Causas básicas (origens ou causas indirectas) Falta de controlo (pela gestão) Causas imediatas (sintomas)
  23. 23. 23 Acidente de Trabalho CAUSAS DOS ACIDENTES DE TRABALHO Modelo de Bird (o dominó modificado) O método introduz duas ideias, a da responsabilidade da gestão e a da perda alargada (para o trabalhador mas também para a organização).
  24. 24. 24 Acidente de Trabalho CAUSAS DOS ACIDENTES DE TRABALHO Modelo de Reason (os acidentes organizacionais) Falhas Activas Falhas Latentes Este modelo sugere que os acidentes de trabalho são causados por uma interacção de varias causas:
  25. 25. 25 Acidente de Trabalho CAUSAS DOS ACIDENTES DE TRABALHO - Falhas activas (efeitos sentidos imediatamente, como um erro humano do trabalhador). - Falhas latentes (efeitos não imediatamente visíveis nem directamente associados ao acidente; são pontos fracos da organização que facilitam actos inseguros como por exemplo a supervisão insuficiente).
  26. 26. 26 Acidente de Trabalho CAUSAS DOS ACIDENTES DE TRABALHO Modelo de Reason (os acidentes organizacionais) No que diz respeito ás consequências, para alem da morte existem ainda seis grupos de impacto sobre os trabalhadores: Psicológicos e morais Económicos Qualidade de vida FísicosProfissionais Familiares e sociais
  27. 27. 27 Acidente de Trabalho CAUSAS DOS ACIDENTES DE TRABALHO Psicológicos e morais Económicos Qualidade de vida Físicos Profissionais Familiares e sociais (residência em lares; qualidade de vida subjectiva) (depressão; drogas). (redução da capacidade financeira). (dor crónica; perturbações auditivas). (dificuldade no regresso ao activo; dificuldades na progressão na carreira (cônjuge; seguros).
  28. 28. 28 Acidentes de Trabalho O acidente não é fruto do azar ou do acaso. Tem uma ou várias causas que participam simultaneamente desencadeando os acidentes. Causas dos Acidentes de Trabalho Daqui se conclui que o acidente não é casual, mas originado. Tem uma causa, ou um conjunto de causas que o explica. Encontradas ou eliminadas estas causas, o acidente não se repetirá.
  29. 29. 29 Acidentes de Trabalho Por exemplo: Um automóvel está estacionado em cima de um esgoto e dentro desse esgoto há uma conduta de gás que tem uma ruptura. Quando o condutor põe o veículo em funcionamento, a fuga de gás existente dá origem a uma explosão e a um incêndio. Embora o condutor tenha conseguido sair a tempo do veículo, este fica totalmente inutilizado.
  30. 30. 30 Acidentes de Trabalho Analisemos, ainda assim, as suas causas e o seu encadeamento: Estacionamento Sobre o Esgoto Ruptura da tubagem Fuga de Gás Ignição Inflamação do Gás EXPLOSÃO
  31. 31. 31 Acidentes de Trabalho Trata-se portanto de um encadeamento de causas que vão originar uma última, considerada como geradora do acidente, ou seja o incêndio do automóvel. Porém, se suprimirmos qualquer uma das causas nesta série: o acidente deixará de poder dar-se.
  32. 32. 32 Acidentes de Trabalho Factores Físicos, Químicos e Biológicos – temperatura, fumos e vapores, ruído, fungos, as bactérias e outros microrganismos, etc. Causas dos Acidentes de Trabalho O Ambiente de Trabalho: Factores Humanos – Características individuais, relações com os colegas de trabalho, com os chefes, etc. Condições de Trabalho – ritmo acelerado, o trabalho por turnos, o n.º de dias de trabalho, trabalho monótono, etc.
  33. 33. 33 Acidentes de Trabalho As causas dos acidentes de trabalho podem existir no ambiente de trabalho, entendendo-se por ambiente de trabalho um todo que rodeia o trabalhador e no qual se integram, também, as características individuais do próprio trabalhador. O Indivíduo - Causas pessoais: Existem diversas características no indivíduo que o tornam mais ou menos propenso para o acidente: Idade; Sexo;
  34. 34. 34 Acidentes de Trabalho Características genéticas; Maior ou menor aptidão para o trabalho que realiza; Ignorância dos riscos, dos perigos inerentes ao trabalho; Determinados tipos de personalidade e de inteligência;
  35. 35. 35 Acidentes de Trabalho Demasiada segurança em si próprio Estado de saúde; Maior ou menor tendência para a fadiga Bons ou maus hábitos de segurança; Falta de protecção individual eficaz – acha que não é necessário;
  36. 36. 36 Acidentes de Trabalho O dano é invariavelmente causado por um acidente e este, por seu turno, é sempre o resultado do factor que imediatamente o precede. Casualidade dos Acidentes de Trabalho Em prevenção de acidentes a chave do problema está no meio da sequência – um acto inseguro individual ou um risco mecânico ou físico (condição perigosa).
  37. 37. 37 Acidentes de Trabalho Ascendência e ambiente social; Falha humana (herdada ou adquirida, como por exemplo, imprudência, temperamento violento, irritabilidade, etc.); Acidente Acto inseguro (por exemplo: não utilizar equipamentos de protecção individual) e/ou condição perigosa (por exemplo: ruído excessivo); Dano pessoal (ferimentos, contusões, fracturas). Os vários factores na série de ocorrência do acidente desenvolvem-se pela seguinte ordem cronológica:
  38. 38. 38 Acidentes de Trabalho Factores Humanos: Factores Provocadores dos Acidentes Factores Materiais: Factores Ambientais:
  39. 39. 39 Acidentes de Trabalho Factores Humanos: Fisiológicos Idade; Diminuição física para as funções; Falhas súbita de um órgão ou função; Fadiga, impossibilidade de concentração; Habituação a tóxicos.
  40. 40. 40 Acidentes de Trabalho Psicológicos: Emotividade; Negligência ou distracção; Falta de motivação; Rotina; Falta de domínio social; Predisposição para o risco; Zelo excessivo.
  41. 41. 41 Acidentes de Trabalho Factores Materiais: Trabalho de risco evidente e perigosidade elevada; Instalações mal concebidas; Ferramentas inadequadas às funções; Órgãos de comando dos equipamentos não adaptados às características do operador; Dispositivos técnicos ou mecânicos complexos; Inexistência de protecção de máquinas.
  42. 42. 42 Acidentes de Trabalho Factores Ambientais: Insalubridade dos locais de trabalho; Iluminação deficiente; Elevada sobrecarga de ruído; Ventilação
  43. 43. 43 Acidentes de Trabalho Um acidente de trabalho é determinado por múltiplos factores de que não nos apercebemos, ou cujo efeito não entendemos em muitas situações. Consequências dos acidentes Por outro lado, quando desencadeado, dá origem a consequências vastas, de diversa ordem, com efeitos induzidos DIRECTA E INDIRECTAMENTE, aos mais variados níveis. consequências individuais, consequências familiares, consequências sociais consequências económicas.
  44. 44. 44 Acidentes de Trabalho VÍTIMAS DANOS HUMANOS SINISTRADO - Sofrimento físico - Sofrimento moral - Diminuição do potencial humano FAMÍLIA - Sofrimento moral - Preocupações COLEGAS - Mau ambiente de trabalho - Inquietação - Por vezes pânico colectivo EMPRESA - Imagem e prestígio da empresa - Consternação PAÍS - Quebra do potencial humano - Perda de prestígio
  45. 45. 45 Acidentes de Trabalho VÍTIMAS DANOS MATERIAIS SINISTRADO - Diminuição do salário - Baixa no potencial profissional FAMÍLIA - Dificuldades económicas COLEGAS - Perdas de tempo - Perdas de prémios - Acumulação de tarefas EMPRESA - Perdas de produção - Não cumprimento de prazos - Formação de substitutos - Aumento dos preços de custo - Aumento de prémios das seguradoras PAÍS - Diminuição da produção - Aumento dos encargos sociais - Diminuição do poder de compra
  46. 46. 46 Acidentes de Trabalho Fazer com que o local de trabalho seja confortável; Como Prevenir Acidentes de Trabalho? Ter muito cuidado e seguir todas as regras de segurança na realização de actividades mais perigosas; Organizar o local de trabalho ou o posto de trabalho, não deixar objectos fora dos seus lugares ou mal arrumados
  47. 47. 47 Acidentes de Trabalho Saber quais os riscos e cuidados que se devem ter na atividade a desenvolver e quais as formas de protecção para reduzir esses riscos; Participar sempre nas ações ou cursos de prevenção de acidentes que a empresa proporcionar; Aplicar as medidas e dispositivos de prevenção de acidentes facultados; Não recear sugerir à empresa a realização de palestras, seminários e acções de formação sobre prevenção de acidentes.
  48. 48. 48 Acidentes de Trabalho Insalubridade dos locais de trabalho; Iluminação deficiente; Elevada sobrecarga de ruído; Factores Ambientais: Ventilação.
  49. 49. 49 Acidentes de Trabalho Os acidentes de trabalho tem sempre custos, sejam monetários, humanos, sociais, ambientais, etc… Podemos classificar esses custos como: DIRECTOS CUSTOS INDIRECTOS
  50. 50. 50 Dias de trabalho perdidos Avaliação de Riscos Custos Directos Acidentes de Trabalho Despesas com assistência médica e medicamentosa Despesas com deslocações Aumento do prémio do seguro
  51. 51. 51 Avaliação de Riscos Custos Directos Acidentes de Trabalho Prestação de primeiros socorros. Indemnizações por salários perdidos; Pensões por invalidez ou morte Custos de reabilitação;
  52. 52. 52 Tempo perdido para socorrer o acidentado, investigar as causas do acidente, tratar dos aspectos legais, retomar o ritmo normal de trabalho e reparar equipamentos avariados; Avaliação de RiscosAcidentes de Trabalho Custos Indirectos Baixa de produtividade; Perdas de produtos; Reintegração do acidentado; Prejuízo para a imagem da empresa;
  53. 53. 53 Custos de reparação de equipamentos e outros bens Acidentes de Trabalho Formação de um substituto para o acidentado Não cumprimento de prazos Mau clima social
  54. 54. 54 NOTA: Os custos directos são mais evidentes e estão geralmente segurados; Os custos indirectos passam geralmente despercebidos, sobretudo aos empregadores. Avaliação de RiscosAcidentes de Trabalho No entanto os custos indirectos são entre 3 a 5 vezes superiores aos custos directos.
  55. 55. 55 Custos directos Avaliação de RiscosAcidentes de Trabalho Custos Indirectos
  56. 56. 56 AVALIAÇÃO DE RISCOS
  57. 57. 57 Avaliação de Riscos Avaliação do Risco: Processo de avaliar o risco para a saúde e segurança dos trabalhadores no trabalho decorrente das circunstâncias em que o perigo ocorre no local de trabalho. Perigo: A propriedade de uma coisa (materiais, equipamentos, métodos e práticas de trabalho, p.ex.) potencialmente causadora de danos; Risco: A probabilidade do potencial danificador ser atingido, nas condições de uso e/ou exposição, bem como a possível amplitude do dano;
  58. 58. 58 Tais medidas incluem: OBJECTIVO Avaliação de Riscos Para que o empregador possa tomar eficazmente as medidas necessárias para proteger a segurança e a saúde dos trabalhadores. Organização e criação dos meios para aplicar as medidas necessárias. Formação dos trabalhadores; Informação aos trabalhadores; Prevenção dos riscos profissionais;
  59. 59. 59 Identificação de perigos Avaliação de Riscos Etapas de uma Avaliação de Riscos: Identificação de trabalhadores (ou outros) potencialmente expostos a riscos derivados desses perigos;
  60. 60. 60 Estudo da possibilidade de eliminar o risco... e apenas quando tal não for possível Avaliação de Riscos Etapas de uma Avaliação de Riscos: Adopção de medidas para prevenir ou reduzir o risco.
  61. 61. 61 Caso não se consiga eliminar o Risco deverá proceder-se a distribuição da Protecção Individual do Trabalhador Avaliação de Riscos Etapas de uma Avaliação de Riscos:
  62. 62. 62 Observação do meio circundante do local de trabalho (vias de acesso, estado dos pavimentos, iluminação, segurança das máquinas, etc); Avaliação de Riscos Abordagem de uma Avaliação de Riscos: Avaliação dos riscos na perspectiva de cada um dos trabalhos; Identificação das actividades realizadas no local de trabalho; Observação dos trabalhos com eles em curso;
  63. 63. 63 Observação dos trabalhos com eles em curso Avaliação de Riscos Abordagem de uma Avaliação de Riscos: Consideração da organização de trabalhos de manutenção. Consideração de padrões de trabalho Consideração de factores externos que possam afectar o local de trabalho (p.ex. condições atmosféricas nos trabalhos ao ar livre); Consideração de factores psicológicos, sociais e físicos que possam contribuir para o stress no trabalho, a sua interacção mútua e relação com outros factores da organização e do ambiente laboral 1 2 3 4 5
  64. 64. 64 Avaliação de Riscos Métodos de Avaliação de Riscos: 1º - Observações, controlo e verificação das condições de trabalho. 2º - Estudos de postos de trabalho, análises de sistemas homem-máquina. 3º - Métodos de análise global – Métodos qualitativos – Métodos quantitativos
  65. 65. 65 APR – Análise preliminar de Riscos What if? – O que aconteceria se…? Hazop Carta de Riscos Observação de Actividades Análise de Tarefas Etc. Avaliação de Riscos Qualitativos
  66. 66. 66 Métodos estatísticos Árvores lógicas de acontecimentos Árvores de Causas Árvores de Falhas Matriz de riscos Etc. Avaliação de Riscos Quantitativos
  67. 67. 67 ■ Ter disponível a avaliação de riscos; Avaliação de Riscos ■ Aplicar medidas de protecção; ■ consultar os trabalhadores ou os seus representantes sobre a organização da avaliação de riscos, as pessoas que vão efectuar a avaliação de riscos e a aplicação das medidas de prevenção; ENTIDADE EMPREGADORA - RESPONSABILIDADES
  68. 68. 68 ■ elaborar registos das avaliações, após ter consultado os trabalhadores ou os seus representantes, ou promovendo inclusive a sua participação nesse trabalho, e disponibilizar-lhes esses registos; Avaliação de Riscos ■ garantir que todas as pessoas afectadas sejam informadas de todos os perigos, de todos os danos que estão em risco de sofrer e de todas as medidas de protecção tomadas para evitar esses danos.
  69. 69. 69 ■ o empregador; ■ trabalhadores designados pelo empregador; ■ técnicos de segurança e serviços externos, caso não exista pessoal competente no local de trabalho. Avaliação de Riscos Pessoa responsável pela realização da avaliação de riscos Ao empregador compete seleccionar as pessoas que serão responsáveis pela realização da avaliação de riscos, que poderão ser:
  70. 70. 70 2) Ter capacidade de aplicação dessa abordagem no local de trabalho e à tarefa requerida; para tal pode ser necessário: a) identificar os problemas de segurança e saúde, b) avaliar a necessidade de intervenção e estabelecer prioridades, c) sugerir possíveis opções de eliminação ou redução dos riscos e comparar as respectivas vantagens, Avaliação de Riscos As pessoas designadas pelo empregador para efectuar a avaliação de riscos devem ser competentes. 1) Ter um bom conhecimento da abordagem geral de avaliação de riscos;
  71. 71. 71 d) avaliar a sua eficácia, e) promover e comunicar as melhorias da segurança e saúde e as boas práticas; Avaliação de Riscos 3) têm capacidade para identificar as situações em que seriam incapazes de avaliar adequadamente os riscos sem a ajuda de terceiros e para avisar da necessidade dessa assistência.
  72. 72. 72 ■ alertar os seus supervisores ou os empregadores para os riscos percepcionados; Avaliação de Riscos Trabalhadores e seus representantes Os trabalhadores e os seus representantes têm o direito/dever de: ■ ser consultados sobre as questões de organização da avaliação de riscos e de designação dos responsáveis por essa tarefa; ■ participar na avaliação de riscos;
  73. 73. 73 ■ ser informados sobre os riscos para a sua segurança e saúde e as medidas necessárias para eliminar ou reduzir esses riscos; Avaliação de Riscos ■ informar sobre as mudanças no local de trabalho;
  74. 74. 74 ■ ser consultados pelo empregador para a elaboração dos registos das avaliações. Avaliação de Riscos ■ solicitar ao empregador que tome as medidas adequadas e apresentar propostas de minimização dos perigos e de eliminação dos riscos na origem; ■ cooperar para permitir que o empregador garanta um ambiente de trabalho seguro;
  75. 75. 75 Participativa As avaliações de riscos não podem ser efectuadas pelo empregador ou pelo representante do empregador trabalhando isoladamente (estas entidades devem promover a participação dos trabalhadores ou dos seus representantes). Avaliação de Riscos Os trabalhadores devem ser consultados no âmbito do processo de avaliação e ser informados sobre as conclusões extraídas, bem como sobre as medidas preventivas a tomar. A Avaliação de Riscos pode ser:
  76. 76. 76 Quando são efectuadas avaliações de risco deve ser tido em conta o facto de que podem estar presentes no local de trabalho trabalhadores de outros sectores (por exemplo, trabalhadores de limpeza, seguranças privados, trabalhadores de manutenção) ou ainda outras pessoas exteriores à empresa (por exemplo, clientes, visitantes, transeuntes). Avaliação de Riscos Essas pessoas serão também consideradas como pessoas em risco, mas deve ser tido igualmente em atenção o facto de que a sua presença pode criar novos riscos no local de trabalho. Coordenadas entre empregadores
  77. 77. 77 Avaliação de Riscos Sempre que trabalhadores de diferentes empresas trabalhem no mesmo local de trabalho, poderá ser necessário que os técnicos dos diferentes empregadores partilhem informações sobre os riscos e as medidas destinadas a fazer face a esses riscos.
  78. 78. 78 Seja qual for o autor da avaliação de riscos (inclusive se esta for efectuada por um serviço externo), a responsabilidade por essa avaliação cabe em última análise ao empregador. Avaliação de Riscos Recurso a serviços externos para a realização da avaliação de riscos
  79. 79. 79 PREVENÇÃO E SEGURANÇA O Porquê das Quedas
  80. 80. 80 Riscos Quedas em Altura As tarefas que correntemente envolvem os trabalhadores em situações perigosas são: Tarefas que envolvam a utilização de máquinas Operações de subida e descida das máquinas, superfícies escorregadias nas máquinas (degraus, plataformas, etc.) devido à presença de óleo, gelo, etc
  81. 81. 81 Riscos Quedas em Altura Utilização de escadas para realizar diversas tarefas: Cortes e podas em zonas elevadas, aceder a ramos altos de árvores para colher frutos, etc.
  82. 82. 82 Acesso ao telhado ou zonas elevadas de edifícios para fazer manutenção ou colocar sinalização Riscos Quedas em Altura Trabalhar nas proximidades de aberturas no solo, falésias, etc.
  83. 83. 83 Riscos Quedas em Altura Trabalhar nas proximidades de aberturas no solo, falésias, etc.
  84. 84. 84 Riscos Quedas ao Mesmo Nível (tropeções e escorregadelas) As quedas ao mesmo nível ocorrem quando o trabalhador caminha (muitas vezes apressadamente) no decorrer das suas tarefas diárias, e devem-se principalmente à desarrumação e desorganização dos espaços de trabalho. Os exemplos que se seguem ilustram as principais causas que levam à queda dos trabalhadores:
  85. 85. 85 Riscos Quedas ao Mesmo Nível (tropeções e escorregadelas) Obstáculos no solo (raízes de árvores, fios presos a objectos fixos, pedras, etc.) Desorganização / desarrumação de objectos (ferramentas de trabalho, cordas, etc.) Desnivelamento no piso (buracos, lombas, etc.) Solo escorregadio (ex.: óleo, gasolina, neve, etc.) Solo instável (lamacento, encostas com areia, etc.)
  86. 86. 86 Riscos de Quedas Medidas de Prevenção Andar devagar. Não correr ou saltar por cima de obstáculos ou vedações Prestar especial atenção em caminhos alternativos ou desconhecidos. Podem existir buracos ou desníveis perigosos Nunca saltar de uma máquina. Utilizar sempre os degraus que possuem para aceder às cabinas Nos locais de trabalho manter as vias de circulação, e os espaços em geral, arrumados, limpos, livres de obstáculos e em bom estado de conservação
  87. 87. 87 Riscos de Quedas Medidas de Prevenção Armazenar as ferramentas e utensílios de trabalho em locais próprios (armários, caixas de ferramentas, painéis, etc.) evitando que fiquem espalhadas pelos espaços de trabalho Manter os locais de trabalho com iluminação adequada e efectuar uma manutenção periódica às luminárias (limpar as luminárias, trocar lâmpadas fundidas Limpar de imediato os derrames com produtos absorventes (serrim, areia, etc., dependendo da natureza do derrame)
  88. 88. 88 Riscos de Quedas Medidas de Prevenção Limpar os locais de trabalho (escadas, vias de circulação, zonas de passagem e máquinas) no final de cada jornada de trabalho, eliminando dejectos de animais, sujidades de óleo, etc Proteger cabos soltos que se encontrem espalhados pelo pavimento (por ex., através da colocação de calhas) Cobrir todas as aberturas que existam no pavimento ou delimitá-las com vedações devidamente identificadas e sinalizadas
  89. 89. 89 Riscos de Quedas Medidas de Prevenção Sinalizar adequadamente todos os obstáculos existentes ou colocados propositadamente em zonas de passagem Utilizar calçado adequado (com solas antiderrapantes) Nunca utilizar caixotes, barris, tijolos, etc., em substituição das escadas ou escadotes Nunca colocar uma escada em frente a uma porta, excepto se esta estiver bloqueada ou vigiada
  90. 90. 90 Riscos de Quedas Medidas de Prevenção – BOAS PRÁTICAS Sempre que possível, o objectivo consiste em eliminar os riscos na origem: A segunda opção preferida consiste na substituição (por exemplo, utilizando um método alternativo de limpeza dos pavimentos), De seguida vem a separação (por exemplo, utilizando barreiras para afastar os trabalhadores dos pavimentos molhados).
  91. 91. 91 Riscos de Quedas Medidas de Prevenção – BOAS PRÁTICAS A utilização dos equipamentos de protecção individual deve ser a última forma de protecção após se terem esgotado todas as medidas organizacionais e técnicas. A medida de prevenção final é a protecção (por exemplo, usando calçado de protecção e solas antiderrapantes).
  92. 92. 92 Riscos de Quedas Medidas de Prevenção – BOAS PRÁTICAS Uma boa ordem - A desordem e a desarrumação geral são a causa mais frequente para os escorregões e tropeções. Mantenha o ambiente de trabalho limpo e arrumado, com pavimentos e vias de acesso isentos de obstáculos. . Remova os resíduos regularmente de modo a que não se acumulem
  93. 93. 93 Riscos de Quedas Medidas de Prevenção – BOAS PRÁTICAS Limpeza e manutenção - Uma limpeza e manutenção regulares minimizarão os riscos. Durante os trabalhos de limpeza e manutenção deve-se ter cuidado para não provocar novos riscos de escorregões e tropeções. Os resíduos devem ser removidos regularmente e as áreas de trabalho devem estar desobstruídas Os métodos e os equipamentos de limpeza devem estar adaptados à superfície a tratar. Durante os trabalhos de limpeza e manutenção deve-se ter cuidado para não provocar novos riscos de escorregões e tropeções.
  94. 94. 94 Riscos de Quedas Medidas de Prevenção – BOAS PRÁTICAS Iluminação - Assegure bons níveis de iluminação, o funcionamento e o posicionamento das luzes para uma distribuição homogénea da iluminação em toda a superfície dos pavimentos e para que todos os potenciais riscos, nomeadamente, obstruções e derramamentos possam ser vistos sem problemas. Os níveis de iluminação devem permitir uma passagem segura pelas instalações A iluminação exterior pode ser necessária porque os locais de trabalho no exterior devem estar adequadamente iluminados
  95. 95. 95 Riscos de Quedas Medidas de Prevenção – BOAS PRÁTICAS Pavimento - A superfície dos pavimentos deve ser verificada com regularidade para detectar possíveis estragos e, sempre que necessário, deve fazer-se a manutenção. Os escorregões e tropeções podem ser provocados por buracos, fissuras, alcatifas e tapetes soltos Independentemente do local, a superfície do pavimento deve ser adaptada ao trabalho a executar devendo, por exemplo, ser resistente aos óleos e produtos químicos utilizados nos processos de produção O revestimento ou tratamento químico dos pavimentos existentes pode melhorar as suas características antiderrapantes
  96. 96. 96 Riscos de Quedas Medidas de Prevenção – BOAS PRÁTICAS Escadarias - Muitos acidentes ocorrem nas escadarias. Os corrimãos, os revestimentos de degraus antiderrapantes, uma visibilidade muito boa e marcações antiderrapantes das esquinas dos degraus, bem como uma iluminação suficiente podem ajudar a prevenir os escorregões e tropeções nas escadarias. Outros desníveis, tais como rampas, são muitas vezes difíceis de ver. Precisam de uma boa marcação utilizando devidamente a sinalização de segurança.
  97. 97. 97 Riscos de Quedas Medidas de Prevenção – BOAS PRÁTICAS Derramamentos – Os derramamentos devem ser imediatamente limpos utilizando um método de limpeza adequado (pode ser necessário recorrer ao tratamento químico). Sinalize perigo onde o pavimento está molhado e organize vias de acesso alternativas
  98. 98. 98 Riscos de Quedas Medidas de Prevenção – BOAS PRÁTICAS Obstruções – Sempre que possível devem ser removidas as obstruções para prevenir quedas. Caso não seja possível removê-las devem ser transformadas em barreiras adequadas ou ser afixados avisos de perigo.
  99. 99. 99 Riscos de Quedas Medidas de Prevenção – BOAS PRÁTICAS Cabos de manobras – Coloque o equipamento de modo a que os cabos não atravessem as vias de acesso pedonal. Cubra os cabos e prenda-os aos pavimentos.
  100. 100. 100 Riscos de Quedas Medidas de Prevenção – BOAS PRÁTICAS Calçado – Os trabalhadores devem dispor de calçado adequado ao seu ambiente de trabalho. Tome sempre em consideração o tipo de trabalho, a superfície de pavimento, as condições de pavimento típico e as propriedades antiderrapantes das solas.
  101. 101. 101 Riscos de Quedas Medidas de Prevenção – Estudo de Caso CASO – Um trabalhador tropeçou num cabo do tubo de ar comprimido deixado no corredor. A linha do tubo de ar não fora arrumada após a utilização. O corredor estava mal iluminado e o incidente ocorreu durante a noite. CAUSAS ? CONSEQUÊNCIAS ? M. PREVENTIVAS ? Desarrumação Má iluminação Queda ao mesmo nível Queda sem danos físicos A empresa instalou um sistema de iluminação por projecção em áreas mal iluminadas e o tubo de ar e o cabo foram colocados num outro local. A partir daquela data, passaram a realizar-se cursos de formação para todo o pessoal.
  102. 102. 102 Regras de Higiene Pessoal
  103. 103. 103 Higiene - é um conjunto de todos os hábitos e condutas que nos ajudem a prevenir doenças e a manter a saúde e o nosso bem-estar, inclusive o colectivo. Higiene – O QUE É?
  104. 104. 104 Trazer o cabelo sempre bem penteado. HIGIENE Pessoal: Tomar banho todos os dias, ou pelo menos, uma vez por semana. Lavar as mãos frequentemente (antes e depois das refeições, depois de utilizar os sanitários, etc.). Lavar os dentes no fim das refeições.
  105. 105. 105 Contribuir para manter todos os espaços limpos. Andar sempre com roupa limpa. Mudar de roupa com frequência. Ter uma alimentação saudável. Ter as vacinas sempre em dia.
  106. 106. 106 Ter bons acessos (secretária, etc.), espaço, arejamento, visibilidade (luz solar ou artificial adequada). No trabalho: Ter o corpo em estado de higiene (lavado), a nível de todos os órgãos exteriores, boca e dentes em bom estado. Manter os equipamentos em bom estado. Manter o local de trabalho sempre limpo.
  107. 107. 107 Medidas Higiénicas A utilização de medidas de higiene: Proibição de comer, beber ou fumar nos locais de trabalho. Fornecimento de vestuário de protecção adequado. Instalações sanitárias e vestiários adequados. Correcta armazenagem, manutenção e limpeza dos EPI.
  108. 108. 108 Descontaminação e limpeza de instalações. Destruição, se necessário, dos vestuário de protecção e EPI contaminados. Interdição de levar para casa vestuário de protecção e EPI contaminados. Definição de procedimentos para recolha, manipulação e tratamento de amostras de origem humana ou animal.
  109. 109. Movimentação Mecânica e Manual de Cargas 109
  110. 110. Movimentação de Cargas Qualquer operação de movimentação ou deslocamento voluntário de cargas, incluindo as operações fundamentais de elevação, transporte e descarga. 110 Esta movimentação pode ser: MECÂNICA E MANUAL
  111. 111. Movimentação Mecânica A movimentação mecânica de cargas permite que, de um modo planeado e seguro, e com recurso a um determinado conjunto de materiais e meios, se movimentem cargas de um determinado ponto para outro. 111
  112. 112. 112
  113. 113. Movimentação Manual Qualquer operação de transporte e sustentação de uma carga, por um ou mais trabalhadores, que devido às suas características ou condições ergonómicas desfavoráveis, comporte riscos para os mesmos, nomeadamente na região dorso-lombar. 113
  114. 114. Movimentação Manual Na movimentação manual de cargas, a ocorrência de acidentes de trabalho é consequência de movimentos incorrectos ou esforços físicos exagerados, de elevação, de descarga e transporte, bem como, de períodos insuficientes de repouso, especialmente quando se tratam de cargas volumosas e/ou pesadas. 114
  115. 115. Consequências da movimentação incorrecta de cargas: Traumatismos frequentes da coluna vertebral, 115 Acidentes e lesões, Esforço fadiga precoce,
  116. 116. 1. Evitar a movimentação manual de cargas acima dos limites recomendados. 116 2. Procurar o melhor equilíbrio: A estabilidade de um equilíbrio é influenciada pela distância do centro de gravidade aos limites da base de sustentação e será maior quanto mais próximo dessa base estiver. Assim, ao manusear os objectos, o trabalhador deve estar em posição de flexão, a fim de prevenir algum desequilíbrio com a carga. Recomendações gerais para Movimentação Manual de cargas:
  117. 117. 3. Utilizar técnicas adequadas em função do tipo de carga a ser movimentada. 117
  118. 118. 4. Evitar manter a coluna curvada para a frente ou para trás. A coluna vertebral deve servir de elemento de suporte e nunca como elemento de articulação. EX.: Se realizarmos um esforço na posição curvada, a pressão que se exerce sobre os discos intervertebrais não fica distribuída de forma homogénea e pode provocar uma hérnia do disco intervertebral, com consequente compressão dolorosa da medula espinal na saída da coluna vertebral. 118
  119. 119. . Baixar o centro de gravidade, o que vai assegurar um melhor equilíbrio. 119 5. Evitar a utilização dos músculos das costas nas operações de levantamento, para tal, usar os músculos e movimentos de impulsão das pernas. As pernas devem estar flectidas de modo a: . Permitir uma eficiência de utilização,
  120. 120. 8. Evitar movimentos de torção do eixo vertical do corpo. 120 6. Evitar esforços multiplicadores dos esforços actuantes, que provêm de movimentos bruscos, perda de equilíbrio, deslizamento e passos em falso. 7. Evitar, no momento da movimentação da carga, rir, espirrar ou tossir. Errado Correcto
  121. 121. 9. Estar adequadamente vestido para evitar a contracção dos músculos sob a acção do frio, humidade e correntes de ar. 10. Executar exercícios físicos adequados e orientados correctamente para facilitar o sistema muscular motor e do dorso. 121 11. Afixar cartazes indicando instruções, adequadas para a movimentação manual de cargas.
  122. 122. 122 12. Manter a carga na posição mais próxima do eixo vertical do corpo. Desta forma poderemos proteger os discos intervertebrais: . Levantar pesos mais pesados com a mesma tensão muscular, . Com o mesmo peso suportar menores tensões na coluna.
  123. 123. 13. Procurar distribuir simetricamente a carga a transportar de modo a adoptar uma postura correcta. 123 Errado Correcto
  124. 124. 124 14. Utilizar, quando possível, elementos auxiliares para diminuir os esforços e facilitar a movimentação das cargas.
  125. 125. 15. Utilizar suportes ou níveis acima da planta dos pés para operações de levantamento e descarregamento, pois visa uma menor solicitação sobre o corpo. 125
  126. 126. 126 16. Observar, aquando do transporte conjunto da carga, movimentos harmoniosos por parte dos intervenientes, ou seja coordenar os seus esforços com o parceiro.
  127. 127. 127 . É indispensável que entre os trabalhadores haja um responsável que defina com precisão os tempos de comando da manobra. . É necessário que cada um dos membros da equipa conheça perfeitamente a tarefa a desempenhar.
  128. 128. 128 17. Movimentar cargas por rolamento, sempre que possível.
  129. 129. 129 18. Apoios dos pés: a posição dos pés é um ponto importante, principalmente para se conseguir um bom equilíbrio para o levantamento de cargas. Eles devem estar sempre: . orientados no sentido do deslocamento, ou seja, da movimentação da carga. . desfasados, proporcionando uma boa base e maior eficácia das pernas (permite a proximidade do centro de gravidade da carga ao indivíduo).
  130. 130. 130
  131. 131. 131 19. Posicionar os braços junto ao corpo, esticados (posição de extensão), de forma a obter menor tensão nos músculos dos membros superiores e economizar energia muscular.
  132. 132. 132 20. Orientação dos superiores: a preparação das pessoas responsáveis (chefe de sector, mestre de obras, etc.), para orientar os trabalhadores, facilitando o trabalho e tornando-o mais seguro.
  133. 133. 21. Utilizar sempre o peso do corpo de forma a favorecer a movimentação manual das cargas principalmente nas acções de empurrar e puxar, diminuir o esforço pedido às pernas e aos braços. 133
  134. 134. 134 22. Evitar espaços físicos inadequado, bem como falta de ordem no local de armazenamento, como por exemplo: empilhamento incorrecto de materiais, vias de circulação obstruídas, falta de recipientes de lixo e lugares para armazenamento, pranchas e escadas em más condições, alturas de armazenamento inadequadas, etc.
  135. 135. 23. Adoptar ritmos de trabalho correctos: 135 • Intercalar actividades leves com pesadas, • Introduzir tempos de repouso adequados, –Pausas curtas e frequentes de preferência, –Óptimo: ritmo individual.
  136. 136. Algumas características que favorecem a movimentação manual de cargas: B. Características do material: Pequeno, Leve, Frágil, Requer segurança no manuseio. 136 A. Tipo de material: Unidades individuais.
  137. 137. C. Quantidade de material: Pequena. 137 D. Fonte e destino do movimento: Próximo (pequena distância). E. Mão-de-obra: Baixa frequência de movimentos, Requerer pouco tempo por parte do operador.
  138. 138. F. Logística do movimento: Áreas restritas, Vários níveis de trabalho, Limitações de altura, Caminhos complexos, Movimentos complicados. 138 G. Características do movimento: Distâncias curtas, De frequência aleatória (não ser repetitivo).
  139. 139. 139 I. Equipamento Geralmente nenhum, Controlado por operador. H. Tipo de movimento Manobra, Posicionamento
  140. 140. As patologias mais frequentes nos trabalhadores que realizam actividades de movimentação de materiais e esforços intensos são as seguintes: 140 De entre as inúmeras doenças profissionais que vem atormentando os trabalhadores dos mais diversos sectores de actividade, destaca-se um grupo das LER/DORT/DMO - Lesões por Esforços Repetitivos/ Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho/ Distúrbios Músculo-esqueléticos Ocupacionais, que tem chamado a atenção dos médicos por ser altamente incapacitante.
  141. 141. São doenças de origem ocupacional decorrentes, de forma combinado ou não: 141 Afetam: tendões, músculos, nervos, ligamentos, etc., isoladamente ou associados, com ou sem degeneração de tecidos, atingindo principalmente, os membros superiores e coluna vertebral. a) Do uso repetitivo de grupos musculares, b) Do uso forçado de grupos musculares, c) Manutenção de postura inadequada.
  142. 142. Hérnia de Virilha: esta doença é comum em trabalhadores que realizam actividades de movimentação de cargas. 142 Acontece quando os trabalhadores dobram as costas em conjunto com o corpo, para levantar alguma carga Este esforço cria uma pressão abdominal durante o estágio inicial do esforço Esta pressão é percebida, devido a um aperto na região da cintura
  143. 143. 143 A tensão causada por este esforço se dirige para baixo na cavidade abdominal, e as vísceras são empurradas contra a parede abdominal Como consequência, os pontos mais fracos sofrem rupturas (parte mais baixa da parede do abdómen, uma de cada lado da região da virilha)
  144. 144. Hérnia de disco: a coluna vertebral, é composta por uma série de ossos (vértebras), separados por discos intervertebrais. Estes discos funcionam como um amortecedor de choques, e também auxiliam na movimentação da coluna vertebral 144
  145. 145. Fracturas; geralmente ocorrem por descuidos dos próprios trabalhadores, alguns exemplos são apresentados a seguir: 145 I. Deixar cair cargas no pé, quando estas não são seguras de forma adequada ou o seu peso excede os limites do trabalhador;
  146. 146. 146 2. Não usar luvas, no caso de objectos cortantes; 3.Deixar uma brecha entre o operário e a bancada é a causa de muitos acidentes (no caso de deixar cair o peso, e de tentar salvar a situação ). Casos como os mencionados anteriormente, e outros, podem levar a sérias fracturas ou luxações dos músculos na parte inferior das costas.
  147. 147. Luxações; acontece quando a extremidade de um osso ao nível de uma articulação se desloca. 147 O caso mais frequente, ocorrido nas actividades que movimentam cargas, dá-se nas costas, no momento de carregar uma carga, e fazer uma rotação com base (pés) fixa.
  148. 148. 148 As tensões desnecessárias de grupos musculares, sobretudo ao se usarem técnicas inadequadas, provocam um cansaço maior, tomando os músculos cansados ou fatigados, podendo provocar sérios danos aos tecidos musculares.
  149. 149. Deformidades físicas; o emprego de técnicas inadequadas, traduz-se na adopção de posturas inadequadas, afectando as curvas da coluna vertebral e alterando a musculatura. As deformidades acontecem quando o trabalhador utiliza os músculos ao ponto de se tornar um hábito. Assim, observa-se que com o tempo, o trabalhador adopta uma postura que é característica de seu trabalho 149 Um exemplo claro desta situação, observa-se na seguinte figura, onde se vê a postura adoptada por um trabalhador jovem ao carregar um peso nas costas e a postura provocada pelo envelhecimento natural.
  150. 150. Deformidades físicas; o emprego de técnicas inadequadas, traduz-se na adopção de posturas inadequadas, afectando as curvas da coluna vertebral e alterando a musculatura. 150 As deformidades acontecem quando o trabalhador utiliza os músculos ao ponto de se tornar um hábito. Assim, observa-se que com o tempo, o trabalhador adopta uma postura que é característica de seu trabalho
  151. 151. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO
  152. 152. Por cada acidente que não se dá, há alguém que não fica ferido, há alguém que fica vivo!!! 05-09-2013 152
  153. 153. - Na prevenção dos riscos profissionais está intrínseca a análise de riscos que consiste na avaliação dos postos de trabalho e consequentemente na optimização das condições de trabalho. Introdução - Os Riscos são a fonte dos acidentes de trabalho. - O seu controlo, dentro dos limites aceitáveis é o objetivo a atingir, pois a sua eliminação muito raramente é possível. 05-09-2013 153
  154. 154. - Na prevenção dos riscos profissionais há claramente e fundamentalmente 4 processos a fazer: Portaria 988/93 - Limitar/ eliminar o risco. 05-09-2013 154 - Envolver o Risco. - proteger o Homem. - Afastar o Homem.
  155. 155. Portaria 988/93 - Limitar/ eliminar o risco. 05-09-2013 155 - Envolver o Risco. - proteger o Homem. - Afastar o Homem. - Envolvem Medidas Construtivas ou de Engenharia - Atuam sobre os meios de trabalho (Máquinas) Envolve Medidas Organizativas – Atuam no sistema Homem/Máquina/Ambiente Envolve Medidas Individuais ou de proteção individual – Atuam no HOMEM
  156. 156. Portaria 988/93 - Limitar/ eliminar o risco. 05-09-2013 156 - Envolver o Risco. - proteger o Homem.- Afastar o Homem. - A adoção destas medidas constitui o método mais desejável e eficaz de proteção. - Devem ser encaradas na fase de conceção ou de projeto pois implicam menores custos. Esta segurança chamada de segurança Aditiva é mais cara e, em geral, menos eficaz que a primeira.
  157. 157. A Portaria define : - A Existência de um esquema indicativo para o inventário de riscos. Protecção Colectiva e Individual Portaria 988/93 - Exibe uma lista indicativa dos equipamentos de protecção individual. - Exibe uma lista indicativa das actividades e sectores de actividade para os quais podem ser necessário equipamentos de protecção individual. 05-09-2013 157
  158. 158. Protecção colectiva – Técnica em que se protege o conjunto dos trabalhadores, afastando- os do risco ou interpondo barreiras entre estes e o risco. 05-09-2013 158 DEFINIÇÃO Protecção individual – Técnica de protecção relativamente a um ou mais riscos aplicada directamente ao trabalhador.
  159. 159. Proteção individual:  Adaptação do trabalho ao homem;  Adequação ao risco;  Adequação ao trabalho 05-09-2013 159 REGRA GERAL PRIORIDADE DA PROTECÇÃO COLECTIVA FACE À INDIVIDUAL Proteção colectiva:  Atua sobre as circunstâncias da situação de trabalho;
  160. 160. Usá-los apenas para a finalidade que se destina. Responsabiliza-se por sua guarda e conservação. Comunicar qualquer alteração que o torne impróprio para o uso. 05-09-2013 160 RexRA GERAL DE USO DOS EPI’s
  161. 161. Adquirir o tipo adequado a actividade do empregado. Treinar o trabalhador sobre o seu uso adequado. Tornar obrigatório o seu uso. Substituí-lo quando danificado ou extraviado 05-09-2013 161
  162. 162. PROTECÇÃO COLECTIVA Exemplo de uma medida de protecção colectiva: Isolamento de máquinas ruidosas. Deve ser concebida, para que na medida do possível, os trabalhadores não tenham que ficar no interior do compartimento. 05-09-2013 162
  163. 163. PROTECÇÃO COLECTIVA • Equipamentos de Protecção Colectiva, ou EPC, são equipamentos utilizados para protecção de segurança enquanto um grupo de pessoas realiza determinada tarefa ou actividade. • Esses equipamentos não são necessariamente de protecção de um colectivo, muitas vezes são apenas de uso colectivo, como por exemplo uma máscara de solda ou um cinto de segurança para alturas. 05-09-2013 163
  164. 164. PROTECÇÃO COLECTIVA Como exemplos de EPC podem ser citados: • Redes de Protecção ( nylon) • Sinalizadores de segurança (como placas e cartazes de advertência, ou fitas zebradas) • Extintores de Incêndio • Lava-olhos • Chuveiros de segurança • Exaustores • Kit de Primeiros Socorros 05-09-2013 164
  165. 165. PROTECÇÃO COLECTIVA 05-09-2013 165
  166. 166. Definição de Equipamento de Proteção Individual • Todo o equipamento, bem como qualquer complemento ou acessório, destinado a ser utilizado pelo trabalhador para se proteger dos riscos para a sua segurança e saúde (Artº 3º do Decreto-Lei n,º 348/93, de 1 de outubro,). 05-09-2013 166
  167. 167. Não se encontram abrangidos pela definição anterior: • Vestuário vulgar de trabalho e uniformes não destinados à proteção da segurança e da saúde do trabalhador; • Equipamentos/uniformes dos serviços de socorro e salvamento; • Equipamentos/uniformes dos militares, polícias e pessoas dos serviços de manutenção da ordem; • Equipamentos/uniformes utilizados nos meios de transporte rodoviários; 05-09-2013 167
  168. 168. Não se encontram abrangidos pela definição anterior: • Equipamento/material de desporto; • Equipamentos/material de autodefesa ou dissuasão; • Aparelhos portáteis para deteção e sinalização de riscos e fatores nocivos. 05-09-2013 168
  169. 169. Características dos EPI´s • Os EPI´s devem: • Ser confortáveis; • Ser robustos; • Ser homologados (estar conforme com as normas aplicáveis à sua conceção e fabrico em matéria de segurança e saúde); • Ser leves; 05-09-2013 169
  170. 170. Características dos EPI´s • Ajustar-se comodamente a quem vai usá-lo, adequando-se às exigências ergonómicas e de saúde do colaborador; • Oferecer proteção efetiva contra os riscos para os quais foram fabricados, sem implicar por si próprio um aumento de risco; • Ser duráveis 05-09-2013 170
  171. 171. Seleção dos EPI´s • A participação dos colaboradores na escolha dos seus próprios equipamentos de proteção, deve ser tida em atenção pois diminui a possibilidade de inadaptação dos EPI´s às características físicas de cada um. 05-09-2013 171
  172. 172. Seleção dos EPI´s • Na seleção dos EPI´s deve ter-se em conta os riscos a que o trabalhador está exposto, as condições de trabalho, a parte do corpo que se pretende proteger e as características do próprio trabalhador. 05-09-2013 172
  173. 173. Descrição Técnica dos EPI´s A descrição técnica dos equipamentos bem como das atividades e setores de atividade para os quais eles podem ser necessários, surgem na Portaria n.º 988/93, de 6 de outubro. 05-09-2013 173
  174. 174. Descrição Técnica dos EPI´s A Diretiva divide os EPI´s em 3 categorias de acordo com o grau de risco em que são utilizados: Categoria I – risco mínimo. Exemplos: luvas de jardinagem ou de lavar a loiça; óculos de sol, roupa e calçado para usar em condições meteorológicas adversas; 05-09-2013 174
  175. 175. Descrição Técnica dos EPI´s Categoria II – risco moderado. Exemplos: capacetes de proteção; viseiras e óculos de proteção; roupa, calçado e luvas de proteção para situações de algum risco; auriculares de proteção; Categoria III – equipamentos que protegem em situações de risco que podem afetar séria e irreversivelmente a saúde. Exemplos: equipamento de proteção contra calor extremo (>100ºC); equipamento de proteção contra frio extremo (<- 50ºC); equipamento de proteção contra risco elétrico; equipamento de proteção contra risco químico e radiação; equipamento de proteção contra quedas de alturas 05-09-2013 175
  176. 176. O Uso dos EPI´s Os EPI´s devem ser usados sempre que as medidas de proteção coletivas forem tecnicamente inviáveis ou não oferecerem completa proteção ou enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem a ser implementadas, ou ainda, para atender a situações de emergência 05-09-2013 176
  177. 177. Obrigações da Empresa A empresa é obrigada a fornecer gratuitamente aos seus colaboradores, os EPI´s adequados ao(s) risco(s) associados às suas tarefas, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes situações: 05-09-2013 177
  178. 178. Obrigações da Empresa 1. Sempre que as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis, ou não oferecerem completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou doenças profissionais e do trabalho; 05-09-2013 178
  179. 179. Obrigações da Empresa 2. Enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem em fase de implementação; 3. Para atender a situações de emergência para tal, a Empresa deve: 05-09-2013 179
  180. 180. Obrigações da Empresa c) Treinar o colaborador para o seu uso adequado; 05-09-2013 180 a) Adquirir o tipo adequado à atividade do empregado; b) Fornecer aos empregados somente EPI´s certificados;
  181. 181. Obrigações da Empresa d) Tornar obrigatório o seu uso; 05-09-2013 181 e) Substitui-lo imediatamente quando danificado ou extraviado.
  182. 182. Obrigações dos empregados b) Usar o EPI de acordo com as instruções do fabricante; 05-09-2013 182 Constituem obrigações dos empregados: a) Usar o EPI apenas para finalidade a que se destina;
  183. 183. Obrigações dos empregados d) Comunicar ao empregador qualquer irregularidade que o torne impróprio para o uso. 05-09-2013 183 c) Responsabilizar-se pela sua manutenção e conservação;
  184. 184. Obrigações do Fabricante b) Indicar a nomenclatura, descrição e especificação do EPI; 05-09-2013 184 São obrigações do fabricante: a) Estar certificado para o fabrico de EPI´s; c) Indicar o uso a que se destina;
  185. 185. Obrigações do Fabricante e) Possuir o certificado de aprovação emitido por um dos órgãos especializados 05-09-2013 185 d) Facultar amostra do EPI, marcada com o nome do fabricante e o número de referência;
  186. 186. Procedimento de Seleção de EPI´s 05-09-2013 186
  187. 187. 05-09-2013 187 Procedimento de Seleção de EPI´s 1. Identificar o Perigo - Consiste na identificação de uma fonte ou situação potencialmente danosa: lesões ou ferimentos para o corpo humano, deterioração da saúde, perdas patrimoniais, deterioração do ambiente do local de trabalho, ou uma combinação destes fatores
  188. 188. 05-09-2013 188 2- Risco residual - O combate aos riscos de acidente e de doença profissional inicia-se na aplicação de medidas técnicas e organizativas orientadas para a eliminação dos riscos ou, no seu impedimento absoluto, no controlo desses riscos. Procedimento de Seleção de EPI´s
  189. 189. 05-09-2013 189 Se essas medidas não forem completamente eficazes ou tecnicamente possíveis, subsiste um determinado risco residual. Procedimento de Seleção de EPI´s Assim, devem definir-se os meios de proteção dos trabalhadores, atribuindo-se primazia às medidas de proteção coletiva sobre as medidas de proteção individual
  190. 190. 05-09-2013 190 EXEMPLO: Procedimento de Seleção de EPI´s Situação 1 MÁQUINA HOMEM RISCO MEDIDA DE PROTEÇÃO COLETIVA Situação 2 MÁQUINA RISCO RESIDUAL HOMEM MEDIDA DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL
  191. 191. 191 Identificação de perigos Etapas de uma ABORDAGEM PREVENTIVA: Identificação de trabalhadores (ou outros) potencialmente expostos a riscos derivados desses perigos;
  192. 192. 192 Estudo da possibilidade de eliminar o risco... e apenas quando tal não for possível Adopção de medidas para prevenir ou reduzir o risco. Etapas de uma ABORDAGEM PREVENTIVA:
  193. 193. 193 Caso não se consiga eliminar o Risco deverá proceder-se a distribuição da Protecção Individual do Trabalhador Etapas de uma ABORDAGEM PREVENTIVA:
  194. 194. 05-09-2013 194 Procedimento de Seleção de EPI´s 3- Seleção do EPI- Os fatores de risco devem ser analisados com recurso a uma lista de controlo tipo check-list, a qual deve ter em conta não só a tarefa realizada mas também no ambiente de trabalho, de forma a averiguar as características que os equipamentos devem possuir. (…) As listas irão variar de acordo com os diferentes EPI´s, dado que os riscos a proteger serão sempre diferentes .
  195. 195. 05-09-2013 195 Procedimento de Seleção de EPI´s O estudo e avaliação dos riscos presentes no local de trabalho irão determinar a seleção do EPI. Neste estudo são observados as condições existentes no trabalho e o seu ambiente, a característica do risco, a duração da exposição, a sua frequência e gravidade, o tipo de danos possíveis para o colaborador e a sua constituição física
  196. 196. 05-09-2013 196 Procedimento de Seleção de EPI´s Na seleção do EPI apropriado, têm que ser simultaneamente contemplados o nível de segurança necessário e a comodidade conferida a quem o vai utilizar
  197. 197. 05-09-2013 197 Procedimento de Seleção de EPI´s Os protestos de alguns colaboradores relativamente à falta conforto na utilização dos equipamentos, prendem-se com o facto de os equipamentos (estranhos ao homem), causarem sensações desagradáveis, sobretudo se, na sua seleção e aquisição, não forem tidos em conta os números e tamanhos utilizados pelos operadores
  198. 198. 05-09-2013 198 4 – Aquisição do EPI- Na posse da lista de controlo e seleção de EPI’s procede-se à aquisição do equipamento, devendo verificar-se se as características dos mesmos satisfazem os requisitos da norma aplicável: Procedimento de Seleção de EPI´s Marcação CE, declaração de conformidade do fabricante, comprovativo da conformidade do equipamento com as exigências legais de segurança para o seu fabrico e comercialização e manual de instruções, geralmente sob a forma de folheto informativo .
  199. 199. 05-09-2013 199 Procedimento de Seleção de EPI´s 5 – Formação – Com a distribuição do equipamento deverá haver sempre formação ao colaborador em matéria de utilização do EPI em causa assumindo-se e concretizando-se o direito do colaborador de ser consultado no que concerne à utilização de EPI´s
  200. 200. 05-09-2013 200 Procedimento de Seleção de EPI´s Na formação deve ter-se em conta - A Natureza das atividades a desenvolver e os riscos associados a elas. - As Medidas preventivas estabelecidas e consequências da sua não implementação efetiva - Os EPI´s a utilizar: tipo de equipamento, natureza dos riscos que protege;
  201. 201. 05-09-2013 201 Procedimento de Seleção de EPI´s - Cuidados de higienização, armazenamento e substituição de componentes; Deve ter-se em conta - Modo de utilização;
  202. 202. 05-09-2013 202 Procedimento de Seleção de EPI´s - Medidas de controlo e verificação aplicáveis; - Possíveis medidas de controlo de desempenho - Reforços positivo e negativo
  203. 203. 05-09-2013 203 6 - Distribuição do EPI- A distribuição do EPI ao trabalhador tem de ser registada com informação do equipamento entregue e a assinatura da declaração de receção respetiva Procedimento de Seleção de EPI´s Só os EPI´s em perfeitas condições são considerados aptos para uso, garantia de que podem assegurar plenamente a função protetora prevista
  204. 204. 05-09-2013 204 Procedimento de Seleção de EPI´s 7 – Sinalização - Os locais onde existem riscos que obriguem ao uso de EPI devem ser corretamente sinalizados.
  205. 205. 05-09-2013 205 8 - Verificação e Controlo - A garantia de que o EPI é utilizado, mantido regularmente limpo e armazenado no fim da sua utilização é dada pela realização de inspeções formais e informais ao local de trabalho Procedimento de Seleção de EPI´s
  206. 206. 05-09-2013 206 9 – Desempenho - Reforço positivo/negativo - A utilização de EPI´s pode ser motivada através do estabelecimento de prémios (reforço positivo). Procedimento de Seleção de EPI´s Do mesmo modo, a violação consecutiva do dever de uso dos EPI´s pode ser punida com sanções – (reforço negativo).
  207. 207. Classificação dos EPI´s Os EPI´s são classificados de acordo com o fim a que se destinam. 05-09-2013 207 1.Cabeça 2. Visão 3. Face 4. Audição
  208. 208. 20805-09-2013 De que riscos protegem e em que profissões se utilizam Nome do EPI - EPI – Capacete (Existem vários tipos de capacetes) Riscos de Protegem Profissões Sinal Perfuração; Fracturas; Esmagamento; Queda de materiais; Carpinteiro; Pedreiro; Servente; Pintor;
  209. 209. 20905-09-2013 De que riscos protegem e em que profissões se utilizam Nome do EPI - Botas (Existem vários tipos de botas) Riscos de Protegem Profissões Sinal Perfuração; Esmagamento; Queda de materiais; Laceração; Calceteiro; Canalizador; Carpinteiro; Pedreiro; Pintor;
  210. 210. 21005-09-2013 De que riscos protegem e em que profissões se utilizam Nome do EPI – Óculos (Existem vários tipos de óculos) Riscos de Protegem Profissões Sinal Projecção de materiais; Queda de materiais; Penetração de tóxicos e de outras substâncias; … Serralheiro; Soldador; Pintor; Pedreiro; Carpinteiro;
  211. 211. 21105-09-2013 De que riscos protegem e em que profissões se utilizam Nome do EPI – Luvas (Existem vários tipos de luvas) Riscos de Protegem Profissões Sinal Laceração; Entalamento; Penetração de substâncias; Queimaduras; Contágio de vírus, bactérias e fungos; Escorregamento; Cozinheiro; Enfermeiro; Dentista; Mecânico; Serralheiro; …
  212. 212. 21205-09-2013 De que riscos protegem e em que profissões se utilizam Nome do EPI – Máscara Respiratória (Existem vários tipos de máscaras) Riscos de Protegem Profissões Sinal Penetração de substâncias; Contágio de vírus, bactérias e fungos; Queda de materiais; Projecção de materiais; Queimaduras; Doenças profissionais; Desentupidor de fossas; Pintor; Asfaltador; Médico; Dentista; Veterinário; …
  213. 213. 21305-09-2013 De que riscos protegem e em que profissões se utilizam Nome do EPI – Auscultadores (Existem vários tipos de protecção auricular) Riscos de Protegem Profissões Sinal Doenças profissionais; Stress; Acidentes de trabalho, por falta de comunicação; Dores de cabeça, dores de ouvidos, dores musculares, entre outras; Serralheiro; Carpinteiro; Mecânico; Operador de rebarbadoras; …
  214. 214. 21405-09-2013 De que riscos protegem e em que profissões se utilizam Nome do EPI – Arnês (Existem vários tipos de Arnês) Riscos de Protegem Profissões Sinal Queda em altura; … Pintor; Carpinteiro; Pedreiro; Electricista; Bombeiro; …
  215. 215. 21505-09-2013 De que riscos protegem e em que profissões se utilizam Nome do EPI – Fato de Protecção Riscos de Protegem Profissões Sinal Penetração de substâncias; Queimaduras; Intoxicação; … - Químico e auxiliar que trabalha com substâncias corrosivas, tóxicas ou inflamáveis; - Profissional que atua em processamento de materiais nucleares, radioativos ou assemelhados; - Transporte de combustível, produtos inflamáveis ou tóxicos…
  216. 216. 21605-09-2013 CONCLUSÃO O EPI – equipamento de protecção individual deve ser escolhido: 1. Após ser elaborada uma identificação e avaliação de riscos para a profissão ou actividade a executar. 2. Uma vez, os riscos devidamente identificados e elaborados, deve-se ter em conta a legislação e só atribuir EPI´s quando os EPC´s não possibilitarem uma protecção completa, ou seja, quando não se conseguir eliminar o risco, só com a medida protectora colectiva.
  217. 217. 21705-09-2013 3. O EPI é adquirido ao fornecedor e vem acompanhado por uma ficha técnica, com a informação necessária sobre o produto, com base nas normas legais.
  218. 218. 21805-09-2013 4. Deve existir um registo de entrega de EPI´s
  219. 219. 21905-09-2013 5. Os funcionários devem receber formação, no âmbito da sua utilização, assim como serem sensibilizados e informados sobre os riscos que correm, na sua profissão e/ou actividade. 6. serem sensibilizados e informados sobre os riscos que correm, na sua profissão e/ou actividade.
  220. 220. 22005-09-2013
  221. 221. 22105-09-2013 Acidentes Mortais por falta de EPI’s, segundo a parte do corpo mais atingida Cabeça, 48 Tórax, 39 Membros Superiores, 0 Membros Inferiores, 0 Corpo Inteiro, 78 Outras Partes do Corpo, 0
  222. 222. 22205-09-2013 Acidentes Não Mortais por falta de EPI’s, por grupos profissionais, segundo a parte do corpo atingida Cabeça, 32095 Tórax, 7501 Membros Superiores, 77985 Membros Inferiores, 52567 Corpo Inteiro, 2819 Outras Partes do Corpo, 1437
  223. 223. 22305-09-2013 FIM

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