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UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS – UNISINOS
CURSO DE DIREITO
LÍNGUA PORTUGUESA III – 2013/2

POLIFONIA: INSERÇÃO DO D...
(b) Imaginemos que temos à frente...
(c) É preciso conseguir, antes de tudo...

Em (a), o leitor é colocado explicitamente...
O caminho da personalização
O homem é um ser cuja vocação fundamental é ser pessoa: buscar sua unidade, sua
liberdade, sua...
No último parágrafo, Shirato faz outra citação direta de Saint-Exupéry, coloca outras vozes
anônimas, por intermédio da ex...
Citações com mais de 3 linhas
- autor inserido no parágrafo:
Conforme afirma Campello (2000, p. 55),
A pesquisa científica...
Argumentar
Articular
Assegurar
Assentir
Assinalar
Avaliar
Citar
Comentar
Compreender
Comprovar
Propor
Verificar
Evidenciar...
A atual Constituição da República Federativa do Brasil, em seu capítulo 5º, VI assegura: “É inviolável a
liberdade de cons...
1. “É evidente que a melhor forma de governo é aquela na qual todo homem, seja ele quem for,
pode agir da melhor maneira e...
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  1. 1. UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS – UNISINOS CURSO DE DIREITO LÍNGUA PORTUGUESA III – 2013/2 POLIFONIA: INSERÇÃO DO DISCURSO ALHEIO1 Quando estamos produzindo um texto, nem sempre somos a única voz presente. Às vezes, colocamos, explicitamente, uma outra voz, por intermédio de processos de citação. É o que se chama de polifonia. Isso acontece, usualmente, com as reportagens de jornal ou revistas, em que o repórter, além de manifestar sua própria voz, narrando um acontecimento, pode introduzir também a voz de seus participantes ou observadores. Eis um exemplo típico: Em 1982, quando a montadora [Volkswagen] suspendeu a produção da Brasília, um engenheiro de lá não se conteve: “Mataram o carro errado” [o “certo”, no caso, seria o Fusca, só extinto em 1986]. Tinha lá suas razões: a Brasília oferecia, na ocasião, a mesma consagrada mecânica do Fusca, num carro muito mais espaçoso e três décadas mais moderno. [Quatro Rodas, 28 (4): 35] Na redação de textos científicos, é também muito comum fazer citações, como no seguinte trecho: Lakoff (1971) afirma que não se pode admitir que seja possível falar de boa ou má formação de uma frase de modo isolado, sem levar em conta todas as pressuposições sobre a natureza do mundo. [KOCH, 1984, p. 55] Para introduzir a voz de uma outra pessoa, é comum o uso de verbos como dizer, falar, afirmar, como ocorre no texto acima. Muitas vezes, o autor do texto utiliza ainda outros verbos menos neutros, como enfatizar, advertir, ponderar, confidenciar. É preciso ter cuidado ao utilizar esses verbos introdutores de vozes, pois é bastante comum o autor de um texto utilizá-los (sobretudo os da segunda lista) de modo a manipular a voz que apresenta. Vejam-se as diferenças que podem existir nos textos abaixo, apenas trocando o verbo introdutor da voz: (a) (b) (c) (d) O presidente disse que a inflação vai diminuir. O presidente advertiu que a inflação vai diminuir. O presidente ponderou que a inflação vai diminuir. O presidente confidenciou que a inflação vai diminuir. Na posição de leitor, é sempre interessante, para fugir de uma provável manipulação, trocar todos os verbos não neutros por verbos neutros como dizer. Muitas vezes o próprio leitor é colocado como voz no texto, em sequências como: (a) Imagine o leitor que... 1 Material (re)produzido pela professora Juliana A. de C. de Souza, com base em textos de professoras Silvana Kissmann, Sabrina Vier e de Abreu (1998).
  2. 2. (b) Imaginemos que temos à frente... (c) É preciso conseguir, antes de tudo... Em (a), o leitor é colocado explicitamente. Em (b), ele é colocado juntamente com o autor do texto. Em (c), ele é colocado como se fizesse parte de um conjunto abstrato de pessoas. De fato, o uso de expressões como é preciso, é urgente sugere as perguntas: Preciso para quem? Urgente para quem? Esse quem, na verdade, é uma espécie de vox populi a que se somam, com cumplicidade, o autor e o leitor. O autor, por adesão explícita, o leitor, por indução do autor. Algumas outras vezes, o autor coloca, explícita ou implicitamente, uma outra voz, no texto, cujo entendimento depende de o leitor ter, em seu repertório, conhecimento de um outro texto. É o que se costuma chamar de intertextualidade. Suponhamos que alguém escreva o seguinte texto: Na questão da inflação anual e das taxas de juro, pouca gente pode dizer que se encontra em berço esplêndido, neste país. Qualquer brasileiro perceberá que o texto em questão traz dentro de si um pedacinho de um outro texto: o do Hino Nacional Brasileiro. A compreensão da intertextualidade, entretanto, sobretudo aquela colocada de forma implícita, está sempre condicionada ao repertório do leitor. Quando eu coloco um trecho de um outro texto, no meu próprio texto, estou tentando pescar, na memória do meu leitor, o texto original, de onde foi extraído o tal trecho. Eu me lembro, por exemplo, de ter lido, há muito pouco tempo atrás, uma crônica do Davi Nasser, na antiga revista O Cruzeiro, que começa assim: Estava eu, em minha fazenda, posto em sossego, examinando uma vaca [...]. É claro que a intertextualidade funcionou apenas para aquelas pessoas que tivessem lido o episódio de Inês de Castro, nos Lusíadas, de Camões, cujo início, no texto original, tem a seguinte forma: Estavas, linda, Inês, posta em sossego, De teus anos colhendo doce fruito Naquele engano da alma ledo e cego, Que a fortuna não deixa durar muito, Nos saudosos campos de Mondego De teus fermosos olhos nunca enxuito, Aos montes ensinando e às ervinhas O nome que no peito escrito tinhas. [CAMÕES, Lusíadas, canto III, estrofe 120] A intenção do autor da crônica deve ter sido a de fazer humor, certamente, uma vez que existe muito pouco de lírico em examinar uma vaca. Examinemos, agora, um outro texto, um pouco mais longo, extraído do livro Homem 70, de Sérgio José Shirato, em que o autor utiliza, com rara felicidade, o recurso da polifonia.
  3. 3. O caminho da personalização O homem é um ser cuja vocação fundamental é ser pessoa: buscar sua unidade, sua liberdade, sua felicidade. Esta vocação é conquistada à custa de sofrimentos e de riscos, porque “quando a gente anda sempre para frente não pode mesmo ir longe”2. O homem é um ser que se personaliza através de uma constante evolução, de um contínuo caminhar, de uma contínua subida. O homem que aceita evoluir aceita correr uma série de riscos, exatamente porque o mundo dos outros nem sempre é paz, amor, receptividade. Quando tudo parece estar em ordem, pronto! Reaparecem problemas e, consequentemente, o desânimo3. O outro é alguém que encontro num processo igualmente difícil como o meu. As dificuldades com as quais me deparo em minha conversão para ser pessoa são as mesmas dificuldades que o outro encontra. Não estou diante de pessoas prontas; ao contrário, minha atitude é de fundamental importância para a personalização do outro. É na troca de experiências que mantemos, que encontramos a bagagem necessária para o longo caminho da personalização. Neste caminho, corremos riscos inúmeros. Mas correr riscos é condição necessária para quem quer crescer. Quem não sabe “ex-por-se”, não chegará a ser pessoa, não evoluirá. Jamais atingirá a perfeição. Esta evolução significa exatamente a passagem do egocentrismo para o amor. Eu vivia só até que resolvi sair de mim mesmo para descobrir o meu “outro-eu”. Percebi a dificuldade de sair do meu planeta, porque ele era pequeno demais. Não havia aí lugar para duas pessoas. Mas percebi também que podia desembaraçar o meu pequeno mundo , jogar fora muita coisa velha que guardava durante o tempo de minha solidão. Constatei, então, que o meu planeta não era tão pequeno assim. Desatravancado, eu estava mais apto para amar de verdade. Compreendi que enquanto não me conhecesse um pouco mais, não poderia reconhecer como verdadeiro o mundo do outro, do tu. Senti necessidade de crescer em minha autoconfiança, de ter certeza do que eu queria, de tomar consciência de que o movimento de personalização só tem pleno sentido quando atinge a pessoa do outro e sobretudo quando eu me torno capaz de ser fiel a uma rosa. Descobri que “o essencial é invisível aos olhos. Só se vê bem com o coração” 4. As aparências enganam. É preciso chegar ao íntimo de mim mesmo para poder chegar ao íntimo da pessoa amada. E quanto mais eu chego ao íntimo desta pessoa que eu quero atingir, tanto mais eu descubro as riquezas do meu próprio ser. Logo no início do texto, no primeiro parágrafo, o autor coloca uma citação de O pequeno príncipe, de Saint-Exupéry. No segundo parágrafo, por intermédio de uma nota de rodapé, coloca a voz de Mounier, filósofo do Personalismo, para, logo em seguida, “aterrissar” ele próprio como voz presente em seu próprio texto, quando diz: “O outro é alguém que encontro num processo igualmente difícil como o meu”. Finaliza o parágrafo, incorporando o próprio leitor como voz no texto: “É na troca de experiências que mantemos, que encontramos a bagagem necessária para o longo caminho da personalização”. No parágrafo seguinte, mantém o leitor como voz no texto, apenas na primeira frase. A partir da segunda, volta a ser o narrador em terceira pessoa que era no início do texto. No quarto parágrafo, faz uma alusão implícita ao Pequeno príncipe, de Saint-Exupéry. É o momento da intertextualidade. Somente o leitor que tenha lido, previamente. O pequeno príncipe saberá entender o que significa sair do seu planeta, e, principalmente, o que significa ser capaz de ser fiel a uma rosa. 2 SAINT-EXUPÉRY, E. 1976. O pequeno príncipe. Trad. De D. Marcos Barbosa. 12. ed. Rio de Janeiro, Agir. p. 18. “A comunicação é mais rara do que a felicidade, mais frágil do que a beleza. Um nada a pode suspender ou quebrar entre duas pessoas (...)”. MOUNIER, E. 1964. O Personalismo. 2. ed., São Paulo, Duas Cidades. p. 70. 4 SAINT-EXUPÉRY, E. Op. cit. p. 74. 3
  4. 4. No último parágrafo, Shirato faz outra citação direta de Saint-Exupéry, coloca outras vozes anônimas, por intermédio da expressão é preciso, e completa o texto, aterrizando outra vez, como voz do autor, materializada dentro do próprio texto. O recurso à polifonia pode ter várias motivações. A principal delas, num texto científico, é fazer uso do argumento da autoridade, para a hipótese que estamos defendendo, ou explicitar a paternidade de outras hipóteses que estamos atacando. A situação se inverte, inteiramente, por exemplo, no caso da elaboração de uma ata, documento polifônico por natureza5.  E seguimos... DISCURSO RELATADO Conforme o guia produzido pela Biblioteca da Unisinos6, as citações dão credibilidade ao texto, fornecendo informações a respeito de trabalhos já desenvolvidos na área e apresentando pontos de vista semelhantes ou divergentes daquele defendido no texto. Nesse sentido, é importante destacar que o autor do trabalho, ao iniciar a redação do texto, “deve escolher um padrão de apresentação das citações e segui-lo do início ao fim do trabalho”. 1 - CITAÇÃO DIRETA No discurso direto, há uma reprodução da palavra do outro a partir de aspas. Citações de até 3 linhas7 - autor inserido no parágrafo: Conforme Almeida (2005, p. 32), “O projeto de avaliação envolve planejamento, pesquisa e mudança”. - autor não faz parte do parágrafo: O propósito de avaliar o desempenho quer de um sistema organizacional, quer de equipes de trabalho, necessita de alguma forma de medição que é um fator inerente ao funcionamento dos mesmos, sendo assim, “O projeto de avaliação envolve planejamento, pesquisa e mudança”. (ALMEIDA, 2005, p. 32). - autor inserido no parágrafo com nota de rodapé de referência: Nas palavras de Almeida,8 o propósito de avaliar o desempenho quer de um sistema organizacional, quer de equipes de trabalho, necessita de alguma forma de medição que é um fator inerente ao funcionamento dos mesmos, sendo assim, “O projeto de avaliação envolve planejamento, pesquisa e mudança”. 5 ABREU, Antônio Suárez. Curso de redação. 7. ed. São Paulo: Ática, 1998. p. 45-50. BIBLIOTECA UNISINOS. Guia para elaboração de trabalhos acadêmicos (artigo de periódico, dissertação, projeto, relatório técnico e/ou científico, trabalho de conclusão de curso e tese). Disponível em: http://www.unisinos.br/biblioteca/index.php?option=com_content&task=view&id=107&Itemid=177&menu_ativo=acti ve_menu_sub&marcador=177. Acesso em: 20 ago. 2013). 7 Exemplos retirados do Guia para elaboração de trabalhos acadêmicos, cf. referência. 8 ALMEIDA, Maria Christina Barbosa de. Planejamento de bibliotecas e serviços de informação. 2. ed. rev. ampl. Brasília: Briquet de Lemos, 2005. p. 32. 6
  5. 5. Citações com mais de 3 linhas - autor inserido no parágrafo: Conforme afirma Campello (2000, p. 55), A pesquisa científica é um processo complexo, e durante sua execução o pesquisador assume diversas funções: a de líder de equipe, a de captador de recursos, a de comunicador, dentre outras. A função de comunicador é de fundamental importância nesse processo, pois o pesquisador precisa estar constantemente atualizado em relação aos avanços de sua área, inteirando-se do que outros cientistas estão fazendo e, por outro lado, mostrando o que ele próprio está realizando, como forma de ter seu trabalho avaliado pelos seus pares e de garantir a prioridade de suas descobertas. - autor não faz parte do parágrafo: A pesquisa científica é um processo complexo, e durante sua execução o pesquisador assume diversas funções: a de líder de equipe, a de captador de recursos, a de comunicador, dentre outras. A função de comunicador é de fundamental importância nesse processo, pois o pesquisador precisa estar constantemente atualizado em relação aos avanços de sua área, inteirando-se do que outros cientistas estão fazendo e, por outro lado, mostrando o que ele próprio está realizando, como forma de ter seu trabalho avaliado pelos seus pares e de garantir a prioridade de suas descobertas. (CAMPELLO, 2000, p. 55). - autor inserido no parágrafo com nota de rodapé de referência: Conforme afirma Campello,9 A pesquisa científica é um processo complexo, e durante sua execução o pesquisador assume diversas funções: a de líder de equipe, a de captador de recursos, a de comunicador, dentre outras. A função de comunicador é de fundamental importância nesse processo, pois o pesquisador precisa estar constantemente atualizado em relação aos avanços de sua área, inteirando-se do que outros cientistas estão fazendo e, por outro lado, mostrando o que ele próprio está realizando, como forma de ter seu trabalho avaliado pelos seus pares e de garantir a prioridade de suas descobertas. 2 - CITAÇÃO INDIRETA No discurso indireto, há uma paráfrase da palavra do outro. O autor traduz, reformula, com suas próprias palavras, a palavra do outro. Para isso, utiliza um verbo introdutor da fala que vem de fora (verbos de dizer). Verbos de elocução (de dizer) Aconselhar Acrescentar Afirmar Alertar Analisar Anuir Anunciar 9 concluir concordar confirmar confrontar considerar constatar contestar examinar exemplificar explicar exprimir finalizar indagar indicar questionar raciocinar ratificar recomendar reconhecer recusar refutar CAMPELLO, Bernadete Santos. Encontros científicos. In: CAMPELLO, Bernadete Santos; CENDÓN, Beatriz Valadares; KREMER, Jeannette Marquerite (Org.). Fontes de informação para pesquisadores e profissionais. Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais, 2000. p. 55.
  6. 6. Argumentar Articular Assegurar Assentir Assinalar Avaliar Citar Comentar Compreender Comprovar Propor Verificar Evidenciar Sustentar continuar contrapor criticar debater declarar defender delimitar demarcar demonstrar determinar elucidar esclarecer especificar estabelecer interrogar investigar justificar lembrar limitar negar objetar ordenar parafrasear perguntar ponderar pontuar postular pressupor reiterar repetir replicar repudiar resgatar responder ressaltar resumir retratar-se retrucar revelar sintetizar sugerir supor - autor inserido no parágrafo: Segundo Medeiros (2009), resenha é uma forma de redação técnica, que pode incluir descrição, narração e dissertação. - quando o autor está inserido no final do parágrafo, seu sobrenome é apresentado dentro de parênteses, em letras maiúsculas, seguido de vírgula e ano de publicação da obra. O ponto final deve aparecer após o parêntese. Resenha é uma forma de redação técnica, que pode incluir descrição, narração e dissertação. (MEDEIROS, 2009). - no texto, quando é utilizado o sistema de nota de rodapé de referência: Segundo Luiz Fachin,10 a família é um conjunto de bens, o que constitui não apenas um patrimônio material, mas também, simbólico. De acordo com Rosana Fachin,11 o Direito formal nem sempre está ciente do debate sobre as fontes do poder e das relações de mando na sociedade. PARÁFRASE12 A paráfrase é um recurso de repetição. É a imitação, através da reescrita, das ideias originais de um texto. Ela acontece sempre que vamos dizer com nossas palavras algo que já foi dito antes. É, portanto, um exercício de reformulação, sem, no entanto, limitar-se à substituição de palavras ou frases. Importante destacar que deve conter a referência do texto, ou seja, a obra que serviu de base à paráfrase. Texto original 10 FACHIN, Luiz Edson. Teoria crítica do direito civil. Rio de Janeiro: Renovar, 2001. FACHIN, Rosana Amara Girardi. Em busca da família do novo milênio: uma reflexão crítica sobre as origens históricas e as perspectivas do direito de família brasileiro contemporâneo. Rio de Janeiro: Renovar, 2001. 12 Texto adaptado de MÜLLER, Liane. Paráfrase. Disponível em: letras.faccat.br/moodle/mod/resource/view.php?id=195. Acesso em: 22 mar. 2013. 11
  7. 7. A atual Constituição da República Federativa do Brasil, em seu capítulo 5º, VI assegura: “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e às suas liturgias.” Paráfrase Segundo consta na Carta Magna brasileira contemporânea, em seu capítulo 5º, inciso VI, as liberdades de crença e de consciência são invioláveis, bem como são assegurados o livre exercício dos cultos religiosos e garantida a proteção dos locais onde ocorrem liturgias e cultos, conforme dispuser a lei. Exercícios de escrita 1. Escreva, em forma de paráfrase, ou seja, em forma de citação indireta, uma das duas citações diretas que seguem. Citação 1 Nas palavras de Castro,13 O direito à informação, que compreende de modo amplo o direito a ser informado e a ter acesso às informações necessárias ou desejadas para formação do conhecimento, constitui por certo, juntamente com o direito à vida, a mais fundamental das prerrogativas humanas, na medida em que o saber determina o entendimento e as opções da consciência, o que distingue os seres inteligentes de todas as demais espécies que exercitam o dom da vida. Citação 2 Argumentam Cruz e Bordnar14 que A Constituição da República de 1988, no seu artigo 225, impõe ao Estado e à sociedade o dever de preservar e proteger o meio ambiente em todas as suas dimensões espaciais e temporais. O Poder Judiciário, como um dos Poderes do Estado, possui a função proeminente de fazer valer este comando constitucional e também o dever fundamental de fomentar a defesa e a proteção do meio ambiente. Só assim estará dando vida e sentido autêntico à exemplar política ambiental idealizada pelo legislador constituinte. 2. Escreva um parágrafo em que você possa inserir uma das seguintes citações diretas: 13 CASTRO, C.R.S. A constituição aberta e os direitos fundamentais: ensaios sobre o constitucionalismo pósmoderno e comunitário. 2. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2010. p. 437. 14 CRUZ, Paulo Márcio; BODNAR, Zenildo. A atuação do Poder Judiciário na implementação das políticas públicas ambientais. Revista de Estudos Constitucionais, Hermenêutica e Teoria do Direito. São Leopoldo, Unisinos. n. 4, v. 1. jan./jun., 2012. p. 82.
  8. 8. 1. “É evidente que a melhor forma de governo é aquela na qual todo homem, seja ele quem for, pode agir da melhor maneira e viver feliz”. (Aristóteles). 2. “Os anciãos gostam de dar bons conselhos para se consolarem de não mais estarem em condições de dar maus exemplos”. (La Rochefoucauld). 3. “A oposição será sempre popular; é o prato servido à multidão que não logra participar do banquete”. (Joaquim Nabuco). 4. Vamos ler ao grande grupo, para trocar ideias sobre as diferentes formas de abordar e escrever sobre os temas, sustentados pelos argumentos de autoridade sugeridos.

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