Estudos sobreMediunidadee Doutrinação  IDF/JF – Instituto de Difusão Espírita de Juiz de Fora-MG  CVDEE – Centro Virtual d...
Os que ensinam, com exceções louváveis, quase semprese caracterizam por dois modos diferentes de agir. Exibemcertas atitud...
SUMÁRIOCONSIDERAÇÕES INICIAIS ...............................................................................................
410.3 Perguntas aos Espíritos ...............................................................................................
5A NOVA ERA .................................................................................................................
628.6.2 Terapia dos fenômenos hipnóticos ....................................................................................
CONSIDERAÇÕES INICIAISDoutrina Espírita     Toda crença é respeitável. No entanto, se buscaste a Doutrina Espírita, não lh...
8Os Obreiros do Senhor      Aproxima-se o tempo em que se cumprirão as coisas anunciadas para a transformação da Humanidad...
9      Venho instruir e consolar os pobres deserdados. Venho dizer-lhes que elevem a sua resignação ao nível desuas provas...
ESTUDOS SOBRE MEDIUNIDADE     Colocamos à disposição dos companheiros do Instituto de Difusão Espírita de Juiz de Fora-MG,...
A PRECE      Há quem conteste a eficácia da prece, com fundamento no princípio de que, conhecendo Deus as nossasnecessidad...
1   CONCENTRAÇÃO - NOÇÕES GERAIS      Em Nos Domínios da Mediunidade o Instrutor Albério esclarece André Luiz: “Precisamos...
13idéias. Por isso é necessária uma constante preparação íntima, conseguida através da prece, de leiturassalutares, do cul...
14     O Dr. Encause, escritor neo-espiritualista, que foi médico e professor da Escola de Paris, sugere em AlmaHumana uma...
15       Outra função importante do perispírito é na mediunidade. Um Espírito só consegue se manifestar emnosso meio, atra...
16tem massa e ocupa lugar no espaço). Se retirarmos do Universo os Espíritos e Deus, tudo o que restar ématéria.     Recon...
17      Acredita-se que, no futuro, o estudo da aura, através da fotografia Kirlian, venha a ser de grande utilidadena Med...
184 OS CENTROS DE FORÇA E A GLÂNDULA PINEAL      Sabemos que os Espíritos encarnados e desencarnados são dotados de um cor...
19através do burilamento das nossas facetas negativas, procurando desfazer-nos das imperfeições que aindatrazemos dentro d...
20     Quanto mais evoluída a pessoa, mais ampliação terá das forças sexuais em inúmeras atividades para obem. Vai havendo...
21minuciosa descrição da glândula, atribuindo-lhe papel relevante que se tornou conhecida até os nossos dias.Para ele: "A ...
22cérebro em seu interior na zona mais nobre o tálamo, relacionando às emoções mais sutis. Em Missionários daLuz, o instru...
235.1 O Cérebro      Ao nascimento, o cérebro humano pesa aproximadamente 500 gramas e possui cerca de 100 milhões deneurô...
24     Ou seja, quem realmente responde ao estímulo do meio é o Espírito, e a resposta ganha o corpo físicoatravés do peri...
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Apostila de Estudos sobre a Mediunidade e Doutrinação

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Mediunidade e doutrina

  1. 1. Estudos sobreMediunidadee Doutrinação IDF/JF – Instituto de Difusão Espírita de Juiz de Fora-MG CVDEE – Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo: http://www.cvdee.org.br Comunidade Virtual Espírita Joanna de Angelis Grupo Fraternidade Leopoldo Machado http://www.espirito.com.br A DOR DO PRÓXIMO TAMBÉM É NOSSA
  2. 2. Os que ensinam, com exceções louváveis, quase semprese caracterizam por dois modos diferentes de agir. Exibemcertas atitudes quando pregam, e adotam outras quandoem atividade diária. Daí resulta a perturbação geral,porque os ouvintes se sentem à vontade para mudar a“roupa do caráter”. Espírito : Emmanuel. Psicografia: Francisco Cândido Xavier Livro: Caminho, Verdade e Vida - Cap. 38
  3. 3. SUMÁRIOCONSIDERAÇÕES INICIAIS .............................................................................................................................. 7Doutrina Espírita.. ............................................................................................................................................ ....7Os Obreiros do Senhor ........................................................................................................................................ 8Advento do Espírito de Verdade.......................................................................................................................... 8ESTUDOS SOBRE MEDIUNIDADE .................................................................................................................10A PRECE ........................................................................................................................................................... 111 CONCENTRAÇÃO - NOÇÕES GERAIS...................................................................................................... 121.1 Concentração ............................................................................................................................................ 122 O PERISPÍRITO ........................................................................................................................................... 132.1 A Visão do Perispírito antes do Espiritismo .............................................................................................. 132.2 A Visão Espírita do Perispírito ................................................................................................................... 133 OS FLUIDOS ESPIRITUAIS ........................................................................................................................ 153.1 Conceitos Básicos ..................................................................................................................................... 153.2 Mecanismo de Formação .......................................................................................................................... 163.3 A Aura .......................................................................................................................................................163.4 Características dos Fluidos ....................................................................................................................... 173.5 Fluidos e Perispírito ................................................................................................................................... 174 OS CENTROS DE FORÇA E A GLÂNDULA PINEAL ................................................................................. 184.1 A Glândula Pineal ...................................................................................................................................... 205 O PENSAMENTO: IDEOPLASTIA E CRIAÇÕES FLUÍDICAS ................................................................... 225.1 O Cérebro .................................................................................................................................................235.2 O Pensamento ........................................................................................................................................... 235.3 Ideoplastia ................................................................................................................................................. 255.3.1 Mecanismo e Duração ............................................................................................................................ 255.3.2 Classificação........................................................................................................................................... 255.4 Licantropia (Zooantropia) .......................................................................................................................... 265.5 Recursos ideoplásticos nas Reuniões Mediúnicas ................................................................................... 266 FLUIDOTERAPIA ......................................................................................................................................... 276.1 O Passe ....................................................................................................................................................276.2 Água Fluida................................................................................................................................................ 296.3 Irradiação ... ............................................................................................................................................... 296.4 Passe a Distância ...................................................................................................................................... 296.5 Sessões Mediúnicas .................................................................................................................................. 297 A MEDIUNIDADE ATRAVÉS DOS TEMPOS .............................................................................................. 307.1 Índia ..........................................................................................................................................................307.2 Egito ..........................................................................................................................................................317.3 China..........................................................................................................................................................317.4 Israel ..........................................................................................................................................................317.5 Grécia ........................................................................................................................................................317.6 Jesus .........................................................................................................................................................327.7 Idade Média ............................................................................................................................................... 327.8 O Espiritismo ............................................................................................................................................. 328 MÉDIUM: CONCEITO, CLASSIFICAÇÃO E DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO ................................................ 328.1 Médium e Mediunidade ............................................................................................................................. 328.2 Classificação Geral dos Médiuns .............................................................................................................. 338.3 Desenvolvimento Mediúnico...................................................................................................................... 348.3.1 Por que desenvolver a mediunidade? .................................................................................................... 358.3.2 Etapas do Desenvolvimento Mediúnico ................................................................................................. 359 CLASSIFICAÇÃO DOS FENÔMENOS MEDIÚNICOS SEGUNDO SEUS EFEITOS .......................................... 379.1 Fenômenos Objetivos ................................................................................................................................ 379.2 Fenômenos Subjetivos .............................................................................................................................. 389.3 Teoria das Manifestações Físicas ............................................................................................................. 389.3.1 Manifestação Físicas Espontâneas ........................................................................................................ 3910 AS COMUNICAÇÕES MEDIÚNICAS ........................................................................................................ 3910.1 A Natureza das Comunicações ............................................................................................................... 4010.2 Da Identidade dos Espíritos .................................................................................................................... 40
  4. 4. 410.3 Perguntas aos Espíritos .......................................................................................................................... 4110.4 Evocações ............................................................................................................................................... 4210.5 A Caridade no Intercâmbio com os Espíritos Desencarnados................................................................ 4310.6 Fraudes, Mistificações, Contradições ..................................................................................................... 4410.6.1 Fraudes ................................................................................................................................................4410.6.2 Mistificações ......................................................................................................................................... 4410.6.3 Contradições......................................................................................................................................... 4510.7 Abusos no Exercício da Mediunidade ..................................................................................................... 4611 INFLUÊNCIA MORAL DO MÉDIUM E DO MEIO ...................................................................................... 4611.1 Afinidade Fluídica e Sintonia Vibratória .................................................................................................. 4711.2 O Médium na Reunião Mediúnica ........................................................................................................... 4711.3 O Meio ....................................................................................................................................................4912 O PAPEL DO MÉDIUM NAS COMUNICAÇÕES ....................................................................................... 5313 MÉDIUNS ESCREVENTES E FALANTES ................................................................................................ 5513.1 Conceitos e Objetivos .............................................................................................................................. 5613.2 Classificação dos Médiuns Escreventes Segundo o Modo de Execução............................................... 5613.3 lassificação dos Médiuns Falantes Segundo a Mecânica do Processo Mediúnico ............................................. 5613.4 Classificação dos Médiuns Segundo o Grau de Desenvolvimento da Faculdade.................................. 5714 PERIGOS E INCONVENIENTES, PERDA E SUSPENSÃO DA FACULDADE MEDIÚNICA........................................ 5714.1.1 Mediunidade e Estados Patológicos .................................................................................................... 5914.1.2 Mediunidade na Infância ...................................................................................................................... 6014.2 Perda e Suspensão da Faculdade Mediúnica......................................................................................... 6015 AS MANIFESTAÇÕES VISUAIS, BICORPOREIDADE E TRANSFIGURAÇÃO ....................................... 6215.1 Das Manifestações Visuais ..................................................................................................................... 6215.2 Bicorporeidade......................................................................................................................................... 6315.3 Transfiguração ......................................................................................................................................... 6416 MEDIUNIDADE DE CURA ......................................................................................................................... 6516.1 Modalidades de Terapia Espiritual .......................................................................................................... 6516.2 Espiritismo e Médium Curador ................................................................................................................ 6616.3 Finalidade das Curas Espirituais ............................................................................................................. 6717 DESDOBRAMENTO, CATALEPSIA E LETARGIA .................................................................................... 6717.1 Desdobramento (Sonambulismo) ............................................................................................................ 6717.2 Catalepsia e Letargia ............................................................................................................................... 6818 OBSESSÃO: CONCEITO E CAUSAS ....................................................................................................... 6918.1 Patologias ................................................................................................................................................ 7018.2 Causas ....................................................................................................................................................7019 OBSESSÃO: CLASSIFICAÇÃO ................................................................................................................. 7119.1 Obsessão Simples ................................................................................................................................... 7119.2 Fascinação .............................................................................................................................................. 7219.3 Subjugação .............................................................................................................................................. 7220 OBSESSÃO: TRATAMENTO, PROGNÓSTICO E PROFILAXIA .............................................................. 7320.1 Tratamento .............................................................................................................................................. 7320.2 Prognóstico .............................................................................................................................................. 7620.3 Profilaxia .................................................................................................................................................7621 AS DOENÇAS MENTAIS ........................................................................................................................... 7721.1 Classificação............................................................................................................................................ 7721.2 Diagnóstico Diferencial ............................................................................................................................ 7821.3 Tratamento .............................................................................................................................................. 7822 PARAPSICOLOGIA E ESPIRITISMO ........................................................................................................ 7922.1 Fenômeno Anímico e Mediúnico ............................................................................................................. 7922.2 Principais Fenômenos Anímicos ............................................................................................................. 7922.3 Análise Crítica da Divisão Anímico-Mediúnico ........................................................................................ 8022.4 O que é a Parapsicologia ........................................................................................................................ 8022.5 A História do Psi ...................................................................................................................................... 8122.6 Os Fenômenos Psi-Gama ....................................................................................................................... 8122.7 Os Fenômenos Psi-Kapa ........................................................................................................................ 8222.8 Os Fenômenos Psi-Teta .......................................................................................................................... 8222.9 A Memória Extra Cerebral ....................................................................................................................... 8223 A DISCIPLINA COMO A BASE DA CARIDADE ........................................................................................ 8323.1 Da Reunião Propriamente Dita................................................................................................................ 8323.2 Dos Componentes da Reunião Mediúnica .............................................................................................. 8523.3 Outros Aspectos Importantes .................................................................................................................. 86
  5. 5. 5A NOVA ERA ..................................................................................................................................................... 87ESTUDOS SOBRE DOUTRINAÇÃO ................................................................................................................ 8824 CONCENTRAÇÃO/PRONTIDÃO PARA OUVIR ....................................................................................... 9024.1 Formando a corrente ............................................................................................................................... 9024.2 Mantendo a vibração ............................................................................................................................... 9124.3 Prontidão para ouvir ................................................................................................................................ 9124.4 Relacionamento Médium/Doutrinador ..................................................................................................... 9225 PRÁTICA DA DOUTRINAÇÃO .................................................................................................................. 9325.1 Influências do médium e da mediunidade ............................................................................................... 9325.2 As fases da comunicação mediúnica ...................................................................................................... 9326 ESCALA ESPÍRITA: TIPOS DE COMUNICANTES ................................................................................... 9526.1 Terceira Ordem - Espíritos Imperfeitos ................................................................................................... 9526.2 Segunda Ordem - Bons Espíritos ............................................................................................................ 9526.3 Primeira Ordem - Espíritos Puros............................................................................................................ 9626.4 Características dos espíritos ................................................................................................................... 9626.4.1 Espíritos Que Não Conseguem Falar .................................................................................................. 9726.4.2 Espíritos que desconhecem a própria situação ................................................................................... 9826.4.3 Espíritos suicidas .................................................................................................................................. 9826.4.4 Espíritos alcoólatras e toxicômanos ..................................................................................................... 9826.4.5 Espíritos que desejam tomar o tempo da reunião................................................................................ 9926.4.6 Espíritos irônicos .................................................................................................................................. 9926.4.7 Espíritos desafiantes ............................................................................................................................ 9926.4.8 Espíritos descrentes ........................................................................................................................... 10026.4.9 Espíritos dementados ......................................................................................................................... 10026.4.10 Espíritos amedrontados.................................................................................................................... 10026.4.11 Espíritos que auxiliam os obsessores .............................................................................................. 10126.4.12 Espíritos vingativos ........................................................................................................................... 10126.4.13 Espíritos mistificadores..................................................................................................................... 10126.4.14 Espíritos obsessores inimigos do espiritismo................................................................................... 10226.4.15 Espíritos galhofeiros, zombeteiros ................................................................................................... 10226.4.16 Espíritos ligados a trabalhos de magia, terreiro, etc ........................................................................ 10226.4.17 Espíritos sofredores .......................................................................................................................... 10227 A NATUREZA DOS ESPÍRITOS .............................................................................................................. 10427.1 Como avaliar a natureza de um espírito? (lm) ...................................................................................... 10427.1.1 Nas comunicações instrutivas ............................................................................................................ 10427.2 Guias e protetores ................................................................................................................................. 10427.3 A filtragem da manifestação .................................................................................................................. 10527.3.1 Diferença nas atitudes dos bons e dos maus espíritos ...................................................................... 10527.4 Fases da doutrinação ............................................................................................................................ 10627.4.1 Abertura .............................................................................................................................................10627.4.2 O diálogo ...........................................................................................................................................10827.4.3 As ameaças ........................................................................................................................................ 10927.4.4 Propostas e acomodações ................................................................................................................. 11027.4.5 Desvio de atenção .............................................................................................................................. 11127.5 Duplicidade de doutrinadores ................................................................................................................ 11227.6 Fixações mentais ................................................................................................................................... 11227.7 Perguntas ao comunicante .................................................................................................................... 11327.8 Cacoetes/mutilações/deformações ....................................................................................................... 11327.9 Comunicações “simultâneas” pelo mesmo médium.............................................................................. 11427.10 Linguagem enérgica ............................................................................................................................ 11427.11 Tempo de doutrinação......................................................................................................................... 11527.12 Força física .......................................................................................................................................... 11527.13 Dificuldade de se expressar em nossa língua..................................................................................... 11627.14 Espíritos ligados à umbanda ............................................................................................................... 11627.15 Oferendas materiais/objetos/alimentos ............................................................................................... 11727.16 O fechamento da comunicação ........................................................................................................... 11728 TÉCNICAS COMPLEMENTARES ........................................................................................................... 11828.1 A prece .................................................................................................................................................11828.2 O passe ................................................................................................................................................11928.3 O choque anímico ................................................................................................................................. 12228.4 As sessões práticas do espiritismo ....................................................................................................... 12328.5 A regressão de memória ....................................................................................................................... 12428.6 Hipnose .................................................................................................................................................12528.6.1 Fenômenos hipnóticos ....................................................................................................................... 125
  6. 6. 628.6.2 Terapia dos fenômenos hipnóticos .................................................................................................... 12528.6.3 Pensamento/vontade - pensar/agir .................................................................................................... 12529 PROBLEMAS E SOLUÇÕES ................................................................................................................... 12629.1 Contradições e mistificações ................................................................................................................. 12629.2 Animismo ............................................................................................................................................... 12629.2.1 Animismo e mediunidade ................................................................................................................... 12729.2.2 Como reconhecer a produção anímica? ............................................................................................ 12729.3 Os recém-desencarnados ..................................................................................................................... 12829.4 Informação sobre a morte ..................................................................................................................... 12929.5 Charlatanismo e embuste...................................................................................................................... 12929.6 Médiuns iniciantes ................................................................................................................................. 13029.7 Médium de desdobramento ................................................................................................................... 13129.8 Doutrinador e consultas......................................................................................................................... 13129.9 Doutrinador e vaidade ........................................................................................................................... 13129.10 Orientações finais ................................................................................................................................ 132
  7. 7. CONSIDERAÇÕES INICIAISDoutrina Espírita Toda crença é respeitável. No entanto, se buscaste a Doutrina Espírita, não lhe negues fidelidade. Toda religião é sublime. No entanto, só a Doutrina Espírita consegue explicar-te os fenômenosmediúnicos em que toda religião se baseia. Toda religião é santa nas intenções. No entanto, só a Doutrina Espírita pode guiar-te na solução dosproblemas do destino e da dor. Toda religião auxilia. No entanto, só a Doutrina Espírita é capaz de exonerar-te do pavor ilusório doinferno, que apenas subsiste na consciência culpada. Toda religião é conforto na morte. No entanto, só a Doutrina Espírita é suscetível de descerrar acontinuidade da vida, além do sepulcro. Toda religião apregoa o bem como preço do paraíso aos seus profitentes. No entanto, só a DoutrinaEspírita estabelece a caridade incondicional como simples dever. Toda religião exorciza os Espíritos infelizes. No entanto, só a Doutrina Espírita se dispõe a abraçá-los,como a doentes, neles reconhecendo as próprias criaturas humanas desencarnadas, em outras faixas deevolução. Toda religião educa sempre. No entanto, só a Doutrina Espírita é aquela em que se permite o livreexame, com o sentimento livre de compressões dogmáticas, para que a fé contemple a razão, face a face. Toda religião fala de penas e recompensas. No entanto, só a Doutrina Espírita elucida que todoscolheremos conforme a plantação que tenhamos lançado à vida, sem qualquer privilégio na Justiça Divina. Toda religião erguida em princípios nobres, mesmo as que vigem nos outros continentes, embora nospareçam estranhas, guardam a essência cristã. No entanto, só a Doutrina Espírita nos oferece a chave precisapara a verdadeira interpretação do Evangelho. Porque a Doutrina Espírita é em si a liberdade e o entendimento, há quem julgue seja ela obrigada amisturar-se com todas as aventuras marginais e com todos os exotismos, sob pena de fugir aos impositivos dafraternidade que veicula. Dignifica, assim, a Doutrina que te consola e liberta, vigiando-lhe a pureza e a simplicidade, para que nãocolabores, sem perceber, nos vícios da ignorância e nos crimes do pensamento. “Espírita” deve ser o teu caráter, ainda mesmo te sintas em reajuste, depois da queda. “Espírita” deve ser a tua conduta, ainda mesmo que estejas em duras experiências. “Espírita” deve ser o nome de teu nome, ainda que respires em aflitivos combates contigo mesmo. “Espírita” deve ser o claro adjetivo de tua instituição, ainda mesmo que, por isso, te faltem as passageirassubvenções e honrarias terrestres. Doutrina Espírita quer dizer Doutrina do Cristo. E a Doutrina do Cristo é a doutrina do aperfeiçoamentomoral em todos os mundos. Guarda-a, pois, na existência, como sendo a tua responsabilidade mais alta,porque dia virá em que serás naturalmente convidado a prestar-lhe contas. EMMANUEL – Psicografado por F. C. Xavier - Livro “Religião dos Espíritos” - Ed. FEB.
  8. 8. 8Os Obreiros do Senhor Aproxima-se o tempo em que se cumprirão as coisas anunciadas para a transformação da Humanidade.Ditosos serão os que houverem trabalhado no campo do Senhor, com desinteresse e sem outro móvel, senão acaridade! Seus dias de trabalho serão pagos pelo cêntuplo do que tiverem esperado. Ditosos os que hajam dito a seus irmãos: "Trabalhemos juntos e unamos os nossos esforços, a fim de que oSenhor, ao chegar, encontre acabada a obra", porquanto o Senhor lhes dirá: "Vinde a mim, vós que sois bonsservidores, vós que soubestes impor silêncio aos vossos ciúmes e às vossas discórdias, a fim de que daí não viessedano para a obra!" Mas, ai daqueles que, por efeito das suas dissensões, houverem retardado a hora da colheita, pois atempestade virá e eles serão levados no turbilhão! Clamarão: "Graça! graça!" O Senhor, porém, lhes dirá: "Comoimplorais graças, vós que não tivestes piedade dos vossos irmãos e que vos negastes a estender-lhes as mãos, queesmagastes o fraco, em vez de o amparardes? Como suplicais graças, vós que buscastes a vossa recompensa nosgozos da Terra e na satisfação do vosso orgulho? Já recebestes a vossa recompensa, tal qual a quisestes. Nadamais vos cabe pedir; as recompensas celestes são para os que não tenham buscado as recompensas da Terra." Deus procede, neste momento, ao censo dos seus servidores fiéis e já marcou com o dedo aqueles cujodevotamento é apenas aparente, a fim de que não usurpem o salário dos servidores animosos, pois aos que nãorecuarem diante de suas tarefas é que ele vai confiar os postos mais difíceis na grande obra da regeneração peloEspiritismo. Cumprir-se-ão estas palavras: "Os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros no reinodos céus." O Espírito de Verdade. (Paris, 1862.) (ESE - Cap. XX - item 5)Advento do Espírito de Verdade Venho, como outrora aos transviados filhos de Israel, trazer-vos a verdade e dissipar as trevas. Escutai-me. OEspiritismo, como o fez antigamente a minha palavra, tem de lembrar aos incrédulos que acima deles reina aimutável verdade: o Deus bom, o Deus grande, que faz germinem as plantas e se levantem as ondas. Revelei adoutrina divinal. Como um ceifeiro, reuni em feixes o bem esparso no seio da Humanidade e disse: «Vinde a mim,todos vós que sofreis.» Mas, ingratos, os homens afastaram-se do caminho reto e largo que conduz ao reino de meu Pai eenveredaram pelas ásperas sendas da impiedade. Meu Pai não quer aniquilar a raça humana; quer que, ajudando-vos uns aos outros, mortos e vivos, isto é, mortos segundo a carne, porquanto não existe a morte, vos socorraismutuamente, e que se faça ouvir não mais a voz dos profetas e dos apóstolos, mas a dos que já não vivem na Terra,a clamar: Orai e crede! pois que a morte é a ressurreição, sendo a vida a prova buscada e durante a qual as virtudesque houverdes cultivado crescerão e se desenvolverão como o cedro. Homens fracos que compreendeis as trevas das vossas inteligências, não afastais o facho que a clemênciadivina vos coloca nas mãos para vos clarear o caminho e reconduzir-vos, filhos perdidos, ao regaço de vosso Pai.Sinto-me por demais tomado de compaixão pelas vossas misérias, pela vossa fraqueza imensa, para deixar deentender mão socorredora aos infelizes transviados que, vendo o céu, caem nos abismos do erro. Crede, amai,meditai sobre as coisas que vos são reveladas; não mistureis o joio com a boa semente, as utopias com asverdades. Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo. No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana os erros que nele se enraizaram. Eis que do além-túmulo, quejulgáveis o nada, vozes vos clamam: «Irmãos! nada perece. Jesus-Cristo é o vencedor do mal, sede os vencedoresda impiedade.» O Espírito de Verdade. (Paris, 1860).
  9. 9. 9 Venho instruir e consolar os pobres deserdados. Venho dizer-lhes que elevem a sua resignação ao nível desuas provas, que chorem, porquanto a dor foi sagrada no Jardim das Oliveiras; mas, que esperem, pois que tambéma eles os anjos consoladores lhes virão enxugar as lágrimas. Obreiros, traçai o vosso sulco; recomeçai no dia seguinte o afanoso labor da véspera; o trabalho das vossasmãos vos fornece aos corpos o pão terrestre; vossas almas, porém, não estão esquecidas; e eu, o jardineiro divino,as cultivo no silêncio dos vossos pensamentos. Quando soar a hora do repouso e a trama da vida se vos escapardas mãos e vossos olhos se fecharem para a luz, sentireis que surge em vós e germina a minha preciosa semente.Nada fica perdido no reino de nosso Pai e os vossos suores e misérias formam o tesouro que vos tornará ricos nasesferas superiores, onde a luz substitui as trevas e onde o mais desnudo dentre todos vós será talvez o maisresplandecente. Em verdade vos digo: os que carregam seus fardos e assistem os seus irmãos são bem-amados meus. Instruí-vos na preciosa doutrina que dissipa o erro das revoltas e vos mostra o sublime objetivo da provação humana. Assimcomo o vento varre a poeira, que também o sopro dos Espíritos dissipe os vossos despeitos contra os ricos domundo, que são, não raro, muito miseráveis, porquanto se acham sujeitos a provas mais perigosas do que asvossas. Estou convosco e meu apóstolo vos instrui. Bebei na fonte viva do amor e preparai-vos, cativos da vida, alançar-vos um dia, livres e alegres, no seio dAquele que vos criou fracos para vos tornar perfectíveis e que quermodeleis vós mesmos a vossa maleável argila, a fim de serdes os artífices da vossa imortalidade. O Espírito de Verdade. (Paris, 1861). Sou o grande médico das almas e venho trazer-vos o remédio que vos há de curar. Os fracos, os sofredores eos enfermos sãos os meus filhos prediletos. Venho salvá-los. Vinde, pois, a mim, vós que sofreis e vos achaisoprimidos, e sereis aliviados e consolados. Não busqueis alhures a força e a consolação, pois que o mundo éimpotente para dá-las. Deus dirige um supremo apelo aos vossos corações, por meio do Espiritismo. Escutai-o.Extirpados sejam de vossas almas doloridas a impiedade, a mentira, o erro, a incredulidade. São monstros quesugam o vosso mais puro sangue e que vos abrem chagas quase sempre mortais. Que, no futuro, humildes esubmissos ao Criador, pratiqueis a sua lei divina. Amai e orai; sedes dóceis aos Espíritos do Senhor; invocai-o dofundo de vossos corações. Ele, então, vos enviará o seu Filho bem-amado, para vos instruir e dizer estas boaspalavras: Eis-me aqui; venho até vós, porque me chamastes. O Espírito de Verdade. (Bordéus, 1861). Deus consola os humildes e dá força aos aflitos que lha pedem. Seu poder cobre a Terra e, por toda a parte,junto de cada lágrima o colocou um bálsamo que consola. A abnegação e o devotamento são uma prece contínua eencerram um ensinamento profundo. A sabedoria humana reside nessas duas palavras. Possam todos os Espíritossofredores compreender essa verdade, em vez de clamarem contra suas dores, contra os sofrimentos morais queneste mundo vos cabem em partilha. Tomai, pois, por divisa estas duas palavras: devotamento e abnegação, esereis fortes, porque elas resumem todos os deveres que a caridade e a humildade vos impõem. O sentimento dodever cumprido vos dará repouso ao Espírito e resignação. O coração bate então melhor, a alma se asserena e ocorpo se forra aos desfalecimentos, por isso que o corpo tanto menos forte se sente, quanto mais profundamentegolpeado é o Espírito. O Espírito de Verdade. (Havre, 1863). (“O Evangelho segundo o Espiritismo” - Cap. VI - 5, 6, 7 e 8.)
  10. 10. ESTUDOS SOBRE MEDIUNIDADE Colocamos à disposição dos companheiros do Instituto de Difusão Espírita de Juiz de Fora-MG, aapostila com os Estudos sobre Mediunidade. Este é um trabalho despretensioso, cujo objetivo não é esgotar os assuntos, mas apresentar as idéiasbásicas necessárias em um estudo sobre a Mediunidade. Não se trata de um livro espírita: as obrasdoutrinárias, em especial “O Livro dos Médiuns”, são de leitura obrigatória! Este curso, baseado no COEM do Centro Espírita Luz Eterna (Paraná), tem enriquecido a formaçãoespírita de trabalhadores da área mediúnica, bem como de expositores, doutrinadores, plantonistas, etc. Após cada capítulo, apresentamos uma breve bibliografia que deve ser consultada sempre que possível. Esperamos que este trabalho seja proveitoso a todos. IDE-JF/CVDEE
  11. 11. A PRECE Há quem conteste a eficácia da prece, com fundamento no princípio de que, conhecendo Deus as nossasnecessidades, inútil se torna expô-las. Este argumento não oferece muita lógica porque, independente de Deusconhecer as nossas necessidades, a prece proporciona, a quem ora, um bem-estar incalculável já que aproxima acriatura do seu Criador. A prece é o orvalho divino que aplaca o calor excessivo das paixões. Filha primogênita da fé, ela nosencaminha para a senda que conduz a Deus. Não existe qualquer fórmula para orar. O Espiritismo reconhece comoboas as preces de todos os cultos, quando ditas de coração e não de lábios somente. A qualidade principal da preceé ser clara, simples e concisa. A prece pode ter por objeto um pedido, um agradecimento, ou uma glorificação. Aspreces feitas a Deus escutam-nas os Espíritos incumbidos da execução de suas vontades. Pela prece, obtém o homem o concurso dos bons Espíritos que acorrem a sustentá-lo em suas boasresoluções e a inspirar-lhe idéias sãs. Ele adquire, desse modo, a força moral necessária a vencer as dificuldades ea volver ao caminho reto, se deste se afastou. Por esse meio, pode também desviar de si os males que atrairia pelassuas próprias faltas. Quando Jesus nos disse: “tudo o que pedirdes com fé, em oração, vós o recebereis” [Mateus-21:22] revelou-nos que o ato de orar é algo muito profundo do que se pode observar à primeira vista. Desta máxima: “concedido vosserá o que quer que pedirdes pela prece”, fora ilógico deduzir que basta pedir para obter e fora injusto acusar aProvidência se não acede a toda súplica que se lhe faça, uma vez que ela sabe, melhor do que nós, o que é para onosso bem. É como procede um pai criterioso que recusa ao filho o que seja contrário aos seus interesses.” Devemos cultivar o hábito de orar, porque a prece, inegavelmente, tem sua eficácia. O santuário domésticoque encontre criaturas amantes da oração e dos sentimentos elevados, converte-se em campo sublime das maisbelas florações e colheitas espirituais. A prece não é movimento mecânico de lábios, nem disco de fácil repetição noaparelho da mente. É vibração, energia, poder. A criatura que ora, mobilizando as próprias forças, realiza trabalhosde inexprimível significação. Semelhante estado psíquico descortina forças ignoradas, revela a nossa origem divina ecoloca-nos em contato com as fontes superiores. Os raios divinos, expedidos pela oração santificadora, convertem-se em fatores adiantados de cooperaçãoeficiente e definitiva na cura do corpo, na renovação da alma e iluminação da consciência. Toda prece elevada émanancial de magnetismo criador e vivificante e toda criatura que cultiva a oração, com o devido equilíbrio dosentimento, transforma-se, gradativamente, em foco irradiante de energias da Divindade. Compreende-se tambémque, além da importância do cultivo da oração, devemos aprender a orar e a entender as respostas do Alto àsnossas súplicas. Exporemos em prece ao Senhor os nossos obstáculos, pedindo as providências que se nos façamnecessárias à paz e à execução dos encargos que a vida nos delegou; entretanto, suplicaremos também a Ele nosilumine o entendimento, para que lhe saibamos receber dignamente as decisões. Entre o pedido terrestre e oSuprimento Divino, é imperioso funcione a alavanca da vontade humana, com decisão e firmeza, para que se efetiveo auxílio solicitado. Confiemos em Deus e supliquemos o amparo de Deus, mas, se quisermos receber a Benção Divina,procuremos esvaziar o coração de tudo aquilo que discorde das nossas petições, a fim de oferecer à Benção Divinaclima de aceitação, base e lugar. Em verdade, todos nós podemos endereçar a Deus, em qualquer parte e emqualquer tempo, as mais variadas preces; no entanto, nós todos precisamos cultivar paciência e humildade, paraesperar e compreender as respostas de Deus.Bibliografia1) O Livro dos Espíritos - Allan Kardec2) O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec
  12. 12. 1 CONCENTRAÇÃO - NOÇÕES GERAIS Em Nos Domínios da Mediunidade o Instrutor Albério esclarece André Luiz: “Precisamos considerar quea mente permanece na base de todos os fenômenos mediúnicos...”. É através da mente que se manifestam osvalores adquiridos pelo Espírito, as experiências acumuladas, as virtudes, os conhecimentos, os defeitos, osdramas vividos, as afeições, o rancor, a bondade, o ressentimento, a compreensão, a vingança, a alegria, atristeza, o amor e o ódio. Todas estas características intrínsecas do Espírito exteriorizam-se através da mente,definindo o grau de evolução em que nos encontramos e a faixa vibratória em que vivemos. Deus fez o homem para viver em sociedade. Nenhum homem possui faculdades completas - somentepela união social é que elas se completam, umas às outras. Dependemos dos nossos semelhantes, econstantemente agimos e reagimos uns sobre os outros. Estabelecemos laços, formamos grupos e nosinfluenciamos mutuamente. A natureza dos nossos pensamentos, as nossas aspirações, o nosso sistema devida, a se expressarem através de atos, palavras e pensamentos, determinam a qualidade dos Espíritos que,pela lei de afinidades, serão compelidos a sintonizarem conosco nas tarefas cotidianas e, especificamente, naspráticas mediúnicas. No LM [it 232] somos alertados: Fora erro acreditar alguém que precisa ser médium para atrair a si os seres do mundo invisível. Eles povoam o espaço; temo-los incessantemente em torno de nós, intervindo em nossas reuniões, seguindo-nos ou evitando-nos, conforme os atraímos ou repelimos, A faculdade mediúnica em nada influi para isto: ela mais não é do que um meio de comunicação. Por isso a afirmativa: Mediunidade não basta só por si. O importante é a utilização que fazemos dafaculdade.1.1 Concentração Existe um estado da mente em que ela se atém àquilo que a atrai naturalmente ou para o que ela sepropõe a fazer, estado este que chamamos concentração. Este estado mental é alcançado de duas formas: a) espontânea - inconsciente, involuntária; b) programada - fruto de esforço e de exercício continuado, tendo em vista um objetivo (adaptaçãopsíquica). No caso do médium, o conhecimento deste mecanismo é fundamental. É através desta atitude mentalque se abrirão as portas que permitem o trânsito do plano físico para o espiritual e vice-versa, ou seja, é umestado mental de predisposição perceptiva de outras condições vibracionais que não sejam as dos sentidosfísicos. Podemos utilizar alguns métodos que facilitam alcançar este estado. Através de exercícios respiratórios,de música, de leituras edificantes, nos predispomos a um relaxamento físico e mental. Físico, em relação àmusculatura do corpo físico; mental, em relação à abstração dos problemas que não dizem respeito àfinalidade do momento. Na concentração o médium cria um campo em torno de si, que exerce influência sobre si próprio. Emitevibrações que se estendem pelos espaços e, por um processo natural de sintonia, atuam em outras mentesque lhe são equivalentes, estabelecendo-se uma ligação com estas mentes. O improviso nesta atividade mental, a invigilância, a falta de evangelho, a ociosidade mental e física iráprovocar o cansaço psíquico, a inquietação em decorrência da instabilidade de pensamentos, a polivalência de
  13. 13. 13idéias. Por isso é necessária uma constante preparação íntima, conseguida através da prece, de leiturassalutares, do cultivo de pensamentos equilibrados, do trabalho no bem e dos cuidados com a saúde física.BibliografiaO Livro dos Médiuns - Allan KardecNos Domínios da Mediunidade - André Luiz/Chico Xavier2 O PERISPÍRITO2.1 A Visão do Perispírito antes do Espiritismo Através das épocas mais remotas, as religiões e as filosofias procuraram um elemento fluídico ousemimaterial que pudesse servir de traço de união entre o corpo físico - material, e o Espírito - quintessenciadoe sutil, donde resultou, para o perispírito, uma variada e complexa sinonímia. No Egito, a mais antiga crença, a dos “começos” (5.000 a.C.) já acreditava na existência de um corpopara o Espírito, denominado "kha", que quer dizer “o duplo”. Na Índia, o livro sagrado dos Vedas refere emseus cânticos ao "Linga Sharira". Na China, Confúcio falava sobre "corpo aeriforme". Para os antigos hebreusera o "Nephesch", que levava no seu íntimo o sopro Divino. Na Grécia, os filósofos adotavam variadanomenclatura para designarem o envoltório do Espírito; Pitágoras - "carne sutil da alma"; Aristóteles - "corposutil ou corpo etéreo"; Hipócrates - "Eidolon". Paracelso, precursor da Química moderna, deu-lhe o nome de "corpo astral", baseado na sua corprateada e luminosidade própria. Para os pensadores da Escola de Alexandria, era denominado, "Astroidê","corpo aéreo" e "veículo da alma". Paulo em uma epístola [I Coríntios-cap 15 v.42,44] refere-se ao "corpo espiritual" ou "corpo incorruptível".Tertuliano chama-lhe de "corpo vital da alma". Santo Agostinho, São Bernardo, Santo Hilário e São Basílio,identificaram-no como invólucro da alma, "Pneuma".2.2 A Visão Espírita do Perispírito O termo perispírito foi criado por Allan Kardec: "Envolvendo o gérmen do fruto, há o perisperma; domesmo modo, uma substância que, por comparação, se pode chamar de perispírito, serve de envoltório aoEspírito" [LE - qst 93] É Allan Kardec que explica ser o perispírito laço de união entre a alma e o corpo físico, laço estesemimaterial, ou seja, de natureza intermediária entre o Espírito e o corpo físico. Assim, podemos dizer que o homem é formado de três partes essenciais: a) O corpo físico, ou seja, corpo material, análogo ao dos animais; b) A alma, o Espírito encarnado, que tem no corpo sua habitação, o princípio inteligente, em que residemo pensamento, a vontade e o senso moral; c) O perispírito, substância semimaterial que serve de envoltório ao Espírito, ligando a alma ao corpofísico. A morte é a destruição do invólucro mais grosseiro, o Espírito conserva o segundo, que lhe constitui umcorpo etéreo, invisível para nós no estado normal, mas que pode tornar-se visível e mesmo tangível, comosucedem nos fenômenos das aparições.
  14. 14. 14 O Dr. Encause, escritor neo-espiritualista, que foi médico e professor da Escola de Paris, sugere em AlmaHumana uma engenhosa comparação, própria para a sua época, mas muito explicativa: o homem encarnado écomparado a uma carroça puxada por um animal. O carro da carroça, que por sua natureza grosseiramentematerial e por sua inércia, corresponde bem ao nosso corpo físico. O cavalo seria nosso perispírito, que unidopor tirantes ao carro e por rédeas ao cocheiro, move todo o sistema, sem participar da resolução da direção. Ococheiro é o Espírito, que dirige e orienta a direção e a velocidade. O Espírito quer, o perispírito transmite, e ocorpo físico executa a ordem na matéria. O perispírito, ou corpo fluídico do Espírito, é um dos mais importantes produtos do Fluido CósmicoUniversal; é uma "condensação" desse fluido em torno de um foco inteligente. Sabemos que o corpo físico temo seu princípio de origem nesse mesmo fluido, condensado e transformado em matéria tangível. No perispírito,a "transformação molecular" se opera diferentemente, porquanto, o fluido conserva a sua imponderabilidade esuas qualidades etéreas. O corpo perispiritual e o corpo carnal tem, pois, origem no mesmo elemento primitivo- ambos são matéria - ainda que em dois estados diferentes. Do meio onde se encontra, é que o Espírito extrai do Fluido Cósmico Universal o seu perispírito, dosfluidos do ambiente. Resulta daí que os elementos constitutivos do perispírito, naturalmente variam conforme omundo. A natureza do envoltório fluídico, está em relação com o grau de adiantamento moral do Espírito: nosEspíritos puros será belo e etéreo; nos Espíritos infelizes materializado e grosseiro. O Espírito forma o seuperispírito das partes mais puras ou mais grosseiras do FCU peculiar ao mundo onde vive. Daí deduzirmos quea constituição íntima do perispírito não é a mesma em todos os Espíritos encarnados ou desencarnados queformam a humanidade terrestre. Como afirma Allan Kardec: "O perispírito passa por transformaçõessucessivas, tornado-se cada mais etéreo, até a depuração completa, que é a condição dos Espíritos puros." O perispírito não está absolutamente preso ao corpo do encarnado, irradia mais ou menos fora dele,segundo a sua pureza, com diâmetros variáveis de indivíduo para indivíduo, em cores e aspectos diferentes,constituindo a "aura do homem encarnado". Toda a sensação que abala a massa nervosa do corpo físico,desprende uma energia, uma vibração, à qual se deu muitos nomes: fluido nervoso, fluido magnético, forçapsíquica, etc. Esta energia age sobre o perispírito, para comunicar-lhe o movimento vibratório particular,segundo o território cerebral excitado, de maneira que a atenção da alma seja acordada e que se produza ofenômeno de percepção; o Espírito emite então a ordem da resposta, que, através do perispírito atinge o corpoe efetuará a manifestação material da resposta. Estímulo → → → → Corpo Fluido Perispírito Espírito Físico Nervoso Resposta ← ← ← ← A vibração causada no perispírito pelo fluido nervoso ficará armazenada durante algum tempo em nívelconsciente, para posteriormente passar ao nível inconsciente. Temos assim, no perispírito, um arquivo detodas as experiências do corpo físico, desde o momento da concepção até a desencarnação. Durante o processo reencarnatório, à medida que o novo corpo vai se formando, a união com o perispíritoocorre molécula a molécula, célula a célula. Assim, o perispírito vai moldando o corpo físico que se forma,funcionando, segundo Emmanuel, como o "Mantenedor de união molecular que organiza as configuraçõestípicas de cada espécie."
  15. 15. 15 Outra função importante do perispírito é na mediunidade. Um Espírito só consegue se manifestar emnosso meio, através da combinação de seus fluidos perispirituais com os fluidos perispirituais do médium, quepassam a formar uma espécie de "atmosfera fluídico-espiritual" comum às suas individualidades, atmosferaesta que torna possível os fenômenos mediúnicos nos seus diferentes tipos. Resumindo, as principais funções do perispírito são: servir de veículo de união do corpo físico com oEspírito; arquivar nas suas camadas sutis e permanentes, os conhecimentos adquiridos através de nossaevolução individual; irradiar-se em volta do corpo físico, interpenetrando-o, constituindo um dos componentesda aura humana; servir de molde para a formação do corpo físico; permitir a ocorrência dos fenômenosmediúnicos. "Tão arrojada é a tentativa de transmitir informes sobre a questão aos companheiros encarnados, quão difícil se faria esclarecer à lagarta com respeito ao que será ela depois de vencer a inércia da crisálida colocada no chão, arrastando-se pesadamente, o inseto não desconfia que transporta consigo os germes das próprias asas." (Emmanuel)BibliografiaO Livro dos Espíritos - Allan KardecA Gênese - Allan KardecObras Póstumas - Allan KardecAntologia do Perispírito - José JorgeCorrenteza de Luz - José Raul TeixeiraAlma Humana - Antônio Freire3 OS FLUIDOS ESPIRITUAIS O estudo dos fenômenos espíritas fez-nos conhecer estados de matéria e condições de vida que aCiência havia longo tempo ignorado. Ficamos sabendo que, além do estado radiante, a matéria, tornada invisível e imponderável, se encontrasob formas cada vez mais sutis que se denominam fluidos. À medida que se rarefaz, adquire novaspropriedades e uma capacidade de irradiação sempre crescente; torna-se uma das formas da energia. Esta força, gerada pelo próprio Espírito encarnado ou desencarnado, tem sido designada sob os nomesde força ódica, fluído magnético, força elétrica, força psíquica e, mais recentemente, de Bioenergia. É atravésdessa energia específica que os Espíritos interagem uns com os outros e exercem a sua influência no mundocorpóreo.3.1 Conceitos Básicos Em LE [qst 27] dizem os benfeitores espirituais que todas as coisas que existem no Universo podem sersistematizadas em três elementos fundamentais denominados de TRINDADE UNIVERSAL. Esses elementossão: DEUS - ESPÍRITO – MATÉRIA Deus: a causa primária, a inteligência suprema, cuja natureza não nos é dada conhecer agora; Espírito: o princípio inteligente, uma "energia pensante", com inteligência e moralidade próprias; Matéria: que na definição espírita é "tudo sobre o qual o Espírito exerce a sua ação." Observa-se, portanto, que o conceito espírita de matéria transcende à definição da física oficial (tudo que
  16. 16. 16tem massa e ocupa lugar no espaço). Se retirarmos do Universo os Espíritos e Deus, tudo o que restar ématéria. Reconhece-se três tipos de matéria: a) Matéria Ponderável: é a matéria do mundo físico, que preenche o mundo dos encarnados e dá origemaos corpos físicos; b) Matéria Imponderável: é a matéria do mundo espiritual, num tônus vibratório mais elevado que nãonos é dado perceber. Forma o perispírito, as construções do mundo espiritual e os fluidos espirituais. c) Fluido Cósmico Universal (FCU): é a matéria elementar primitiva, dispersa por todo o Universo. Umamatéria extremamente sutil, cujas modificações e transformações vão constituir a inumerável variedade doscorpos da natureza. É nesse elemento primordial para a vida, que vibram e vivem todos os seres e todas ascoisas: constelações e sóis, mundos e almas (como peixes no oceano). A manipulação desse fluido pelosEspíritos através de seus pensamentos e sentimentos, vai dar origem aos fluidos espirituais.3.2 Mecanismo de Formação O benfeitor André Luiz define Fluido Espiritual como sendo um fluido vivo e multiforme, estuante e inestancável, a nascer-lhe da própria alma, de vez que podemos defini-lo até certo ponto, por subproduto do fluido cósmico, absorvido pela mente humana, em processo vitalista semelhante do Criador, esparsa em todo o cosmos, transubstanciando-a, sob a própria responsabilidade, para influenciar na Criação, a partir de si mesma. Observa-se pela definição de André Luiz que todo um processo dinâmico e complexo envolve a formaçãodos Fluidos Espirituais. Ao ser absorvido pelo corpo espiritual, o Fluido Universal será manipulado na mente. Amente humana, sediada no Centro Coronário é um brilhante laboratório de forças sutis, onde o pensamentoe a vontade estão aglutinando as partículas do Fluido Cósmico Universal e dando a elas as suas própriascaracterísticas. O Fluido Espiritual específico da individualidade, será distribuído por todos os centros deforça, ocupará as regiões mais íntimas do perispírito e ao se exteriorizar para fora da organização espiritualirá constituir a aura, distribuindo-se, logo após, pelo ambiente, formando a atmosfera espiritual do local.3.3 A Aura A aura é o resultado da difusão dos fluidos espirituais para além da organização perispiritual. Forma emtorno do Espírito um envoltório fluídico, de cerca de 20 a 25 cm a partir da superfície do corpo, segundoHernani Guimarães de Andrade, e vai se constituir no retrato de nosso mundo íntimo. O que somos, o quepensamos e o que sentimos será fielmente retratado em nosso campo áurico. Todos os elementos da natureza possuem a sua aura típica, mas será no homem, devido aos seusdiversos estados de sensibilidade e afetividade, que as irradiações áuricas irão sofrer as mais profundasmodificações. No ano de 1939, o técnico em Eletricidade Semyon Kirlian, coadjuvado por sua esposa Valentina, naRússia, construiu uma câmara elétrica de alta freqüência na qual se pode obter fotografias das auras.Denomina-se KIRLIANGRAFIA a técnica que hoje estuda e interpreta a aura humana. Nos dias atuais, existemmuitos trabalhos de registro dessas irradiações áuricas, mostrando, muitos deles, as mudanças do campoáurico relacionadas aos diversos estados emocionais, como também as mudanças relacionadas às condiçõesde saúde e enfermidade.
  17. 17. 17 Acredita-se que, no futuro, o estudo da aura, através da fotografia Kirlian, venha a ser de grande utilidadena Medicina, na Psicologia e em muitas outras áreas da Ciência oficial, no entanto, no presente momento,apesar "De inúmeras observações ainda não se chegou a conclusões precisas de como interpretar asmodificações desses campos e seus respectivos reflexos na zona física, principalmente em suas posiçõespatológicas." (Jorge Andréa)3.4 Características dos Fluidos Os fluidos espirituais não possuem qualidade sui generis, mas sim, qualidades do indivíduo que oselaborou. Em decorrência então da evolução espiritual e das peculiaridades particulares de cada pessoa, osfluidos irão assumir características diversas: a) Pureza: varia ao infinito e depende do grau de evolução moral que a criatura já alcançou. Os fluidosmenos puros, densos, grosseiros, formam a atmosfera espiritual do planeta, em decorrência do atrasoespiritual que ainda caracteriza a população de Espíritos vinculados ao orbe terrestre. Os fluidos espirituais vãose eterizando e se sutilizando à medida que se afastam da crosta, assumindo um grau de pureza semprecrescentes. As esferas espirituais mais afastadas da superfície da Terra são formadas dos fluidos mais purosem virtude de serem habitadas por entidades moralmente mais elevadas. b) Propriedades Físicas: os fluidos espirituais apresentam características físicas como: odor, coloração,temperatura, etc. Pessoas portadoras de sensibilidade mediúnica podem perceber essas características. c) Qualidade dos Fluidos: têm conseqüências de importância capital a qualidade dos fluidos espirituais.Sendo esses fluidos formados a partir do pensamento e, podendo este modificar-lhes as propriedades, éevidente que eles devem achar-se impregnados das qualidades boas ou más dos pensamentos que os fazemvibrar. Será, portanto, a soma dos sentimentos da individualidade, o "raio da emoção", na expressão de AndréLuiz, que irá qualificar o fluido, dando a ele potencialidades superiores ou inferiores. Nesse sentido, os fluidos vão trazer o cunho dos sentimentos de ódio, inveja, ciúme, hipocrisia, debondade, de paz, etc. A qualidade dos fluidos será, em síntese, o reflexo de todas as paixões, das virtudes edos vícios da humanidade. Assim sendo, encontrar-se-á fluidos balsamizantes, alimentícios, vivificadores, estimulantes,anestesiantes, curativos, soníferos, enfermiços, etc.3.5 Fluidos e Perispírito Sendo o perispírito dos encarnados de natureza idêntica a dos fluidos espirituais, ele os assimila comfacilidade, como uma esponja se embebe de um líquido. Esses fluidos exercem sobre o perispírito uma açãotanto mais direta, quanto por sua expansão e sua irradiação com eles se confunde. Atuando esses fluidossobre o perispírito, este, a seu turno reage sobre o organismos materiais com que se acha em contato íntimo. Se os eflúvios são de boa natureza, o corpo ressente uma impressão salutar; se são maus, a impressãoé penosa. Se são permanentes e enérgicos, os eflúvios maus podem ocasionar desordens físicas e mentaisdas mais sérias. Muitas enfermidades têm sua gênese nesta absorção de natureza infeliz.BibliografiaA Gênese - Allan KardecNo Invisível - Léon DenisEvolução em Dois Mundos - André Luiz/Chico Xavier
  18. 18. 184 OS CENTROS DE FORÇA E A GLÂNDULA PINEAL Sabemos que os Espíritos encarnados e desencarnados são dotados de um corpo fluídico, semimaterial,isto é, composto de fluidos em diferentes estados de condensação. Esse corpo fluídico é o perispírito ou corpoespiritual. O perispírito está intimamente regido por vários centros de força que trabalham vibrando uns em sintoniacom os outros, sob o poder diretor da mente. A mente é que determina o funcionamento mais ou menosequilibrado destes centros de força e são eles que dão condições para que o perispírito desempenhe as suasvárias funções. A localização desses centros de força no perispírito corresponde a dos plexos no corpo físico, comexceção dos que estão no crânio perispiritual, o coronário e o frontal, que se ligam aos centros encefálicos. Plexos são feixes nervosos do corpo físico onde há maior concentração de nervos. Os centros de força são também denominados de discos energéticos e centros vitais, mas sãovulgarmente conhecidos pelo nome de chacras, por causa das filosofias orientais. Chacra é palavra sânscrita que significa “roda”, pois eles têm forma circular com mais ou menos 5 cm dediâmetro, possuem vários raios de ação que giram, incessantemente, com a passagem da energia, lembrandoum ventilador em movimento. Cada um tem as suas cores próprias, características. Quanto mais evoluída a pessoa, mais brilhantessão essas cores, alcançam maior diâmetro e os seus raios giram com maior desenvoltura. São eles que distribuem, controlam e dosam as energias que o nosso corpo físico necessita, comotambém regulam e sustentam os sentimentos, as emoções, e alimentam as células do pensamento. É através dos centros de força que são levadas as sensações do corpo físico para o Espírito, pois sãoeles que captam as energias e as influências exteriores. O Fluido Cósmico Universal ao ser absorvido é metabolizado pelo centro coronário, em fluido espiritual -uma energia vitalizadora - imprescindível para a dinâmica do nosso corpo físico, sentimentos, emoções epensamentos. Após a metabolização, essa energia circula pelos outros centros de força e é canalizada através da redenervosa para todo o organismo com maior ou menor intensidade de acordo com o estado emocional dacriatura, porque eles estão subordinados a impulsos da mente, irradiando-se, posteriormente, em seu derredor,formando a nossa aura, que é uma espécie de espelho fluídico capaz de refletir o que se passa no campopsíquico. Ela reflete o nosso estado de Espírito. Hábitos, conduta e ações nocivas, todos os atos contrários às Leis Divinas, tornam os chacrasdesequilibrados e comprometem o funcionamento harmonioso do conjunto. Tal seja a viciação do pensamento, tal será a desarmonia no centro de força correspondente que reagirásobre o corpo físico. Exemplo: - maledicência, calúnia -> desequilibra o centro de força laríngeo; - sentimentos inferiores (inveja, ciúme, egoísmo, vaidade, mágoa) -> desequilibram o centro de forçacardíaco; - sexo sem amor, sem respeito ou sem responsabilidade -> desequilibra o centro de força genésico. Quanto mais equilibrados e harmônicos entre si, mais saúde física e psíquica para a criatura e maiorcarga de energias ou forças vitalizadoras teremos para doar no processo de irradiação. O equilíbrio para os nossos chacras conseguiremos através da reforma íntima, pela reforma moral,
  19. 19. 19através do burilamento das nossas facetas negativas, procurando desfazer-nos das imperfeições que aindatrazemos dentro de nós. São em número de sete os principais centros de força: a) Centro Coronário: é o mais importante pelo seu alto potencial de radiações. Nele se assenta a ligação com a mente. Relaciona-se materialmente com a epífise ou glândula pineal,ligando os planos espiritual e material. Recebe, em primeiro lugar, os estímulos do Espírito comandando os demais, vibrando, porém, com elesem regime de interdependência, isto é, são ligados entre si, obedecem ao comando do coronário, mas cada umtem a sua função própria. É como se todos formassem uma orquestra e o coronário fosse o regente. Dele emanam as energias de sustentação de todo o sistema nervoso. É o grande assimilador dasenergias solares e captador dos raios que a espiritualidade superior envia para a Terra, capazes de favorecer asublimação das almas. Esse centro de força desenvolve-se na proporção da evolução espiritual. b) Frontal ou Cerebral: tem grande influência sobre os demais. Relaciona-se materialmente com o córtex cerebral. Trabalha em movimentos sincrônicos e de sintoniacom o centro coronário, do qual recolhe os estímulos mentais, transmitindo impulsos e anseios, ordens esugestões aos órgãos e tecidos, células e implementos do corpo por que se expressa. É responsável pelo funcionamento dos centros da inteligência. Comanda os 5 sentidos: visão, audição,tato, olfato e paladar. Comanda através da hipófise todo o sistema glandular interno, com exceção do timo, tireóide eparatireóide. Administra todo o sistema nervoso. O coronário fornece as energias e ele administra. É por este centro de força que podemos, segundo a nossa vontade, irradiar calma, alívio, equilíbrio,conforto a quem esteja necessitando, bastando usar a força do pensamento. É responsável pelos poderesmentais. c) Laríngeo: controla os órgãos da respiração, da fala e as atividades do timo, da tireóide e paratireóide.Relaciona-se com o plexo cervical. É um centro de força muito desenvolvido nos grandes cantores e oradores. d) Cardíaco: controla, regula as emoções. Comanda os sentimento. É responsável pelo funcionamentodo coração e do aparelho circulatório. Relaciona-se materialmente com o plexo cardíaco. e) Esplênico: responsável pelo funcionamento do baço, pela formação e reposição das defesasorgânicas através do sangue. Relaciona-se materialmente com o plexo mesentérico e baço. f) Gástrico ou Umbilical: responsável pelos aparelhos digestivos. Relaciona-se com o plexo solar.Responsável pela absorção dos alimentos. g) Genésico ou Básico: relaciona-se com os plexos sacro e lombar. Responsável pelos órgãosreprodutores e das emoções daí advindas. Como diz André Luiz, nele se assenta o santuário do sexo. Éresponsável não só pela modelagem de novos corpos físicos como pelos estímulos criadores com vistas aotrabalho, à associação e a realização entre as almas. São essas energias sexuais, quando equilibradas, quelevam os homens a pesquisar no campo da Ciência, da tecnologia com vistas a descobrir remédios, vacinas,inventar aparelhos, máquinas que visem a melhorar a qualidade de vida dos homens. Levam também as pessoas a criarem no ramo das Artes, da Literatura ou em qualquer outro ramocultural ou educacional. Quando equilibradas, levam as pessoas a se dedicarem a obras beneméritas, a seassociarem para promover os homens socialmente, para estabelecerem a paz e a concórdia entre ahumanidade, defenderem a natureza, etc.
  20. 20. 20 Quanto mais evoluída a pessoa, mais ampliação terá das forças sexuais em inúmeras atividades para obem. Vai havendo maior diversificação na canalização dessas energias. Elas deixam de ser canalizadassomente para o erotismo, como acontece nas pessoas menos evoluídas. As que já conseguem viver emregime de castidade sem tormento mental podem canalizar estas energias para o trabalho em benefício dopróximo, para o campo da Ciência, da Cultura, da Mediunidade. Pituitária Coronário Pineal Frontal ou Cerebral Tireóide e Paratireóide Laríngeo Coração e Timo Cardíaco Pâncreas Supra-renais Esplênico Gástrico ou Umbilical Baço Genésico ou Básico Cóccix4.1 A Glândula Pineal Jorge Andréa, médico psiquiatra, expositor e escritor espírita, que há muitos anos tem se dedicado aosestudos da mediunidade e das obsessões, afirma-nos em Nos Alicerces do Inconsciente: A tríade por excelência, da mais alta expressão no mecanismo mediúnico,seria representada: a) pela glândula pineal; b) pelos centros de energia vital ou chacras; c) pelo sistema neuro-vegetativo. Como podemos notar, a glândula pineal e o sistema neuro-vegetativo são órgãos do corpo físico e oscentros de energia vital são órgãos do corpo perispiritual. A glândula pineal foi bastante conhecida dos antigos, fato observado através de descrições existentes. Aescola de Alexandria participou ativamente dos estudos da pineal que achavam-se ligados a questõesreligiosas. Os gregos conheciam-na como conarium, e os latinos como pinealis, semelhante a uma pinha.Estes povos, em suas dissertações, localizavam na pineal o centro da vida. Mais tarde, os trabalhos sobre aglândula pineal se enriqueceram com estudos de De Graff, Stenon e Descartes que, em 1677, fez uma
  21. 21. 21minuciosa descrição da glândula, atribuindo-lhe papel relevante que se tornou conhecida até os nossos dias.Para ele: "A alma é o misterioso hóspede da glândula pineal." No início do séc. XIX, embriologistas relacionaram a pineal ao terceiro olho de alguns répteis lacertídeosda Nova Zelândia e passaram a considerá-la como um órgão vestigial, abandonado pela natureza, o queatrasou, em muito, os estudos sobre a pineal. Porém, em 1954, vários estudiosos publicaram um livro como osomatório crítico de toda a literatura existente sobre a glândula pineal, chegando a algumas conclusões queforam comprovadas em trabalhos subseqüentes. Dentre estas: que a glândula pineal passou de um órgão sensorial a uma glândula de secreção endócrina, entretanto, permanece sofrendo influência da luz, ou seja: a luz inativa a pineal e a ausência de luz, ativa a pineal; a pineal teria influência sobre o amadurecimento das glândulas sexuais - ovários e testículos; quando atuante, a pineal inibiria o desenvolvimento destas glândulas, e a inatividade da pineal permitiria o seu desenvolvimento ocorrendo assim o aflorar da sexualidade; seus hormônios favoreceriam o sono, diminuiriam crises convulsivas, sendo por isso conhecida como glândula da tranqüilidade; atuaria ainda como reguladora das funções da tireóide, pâncreas e supra-renais; seria ainda uma reguladora global do sistema nervoso central. Temos, até aqui, um ligeiro resumo do que a Ciência oficial conhece hoje sobre a glândula pinealBusquemos agora, algumas considerações espíritas. Allan Kardec [LM-it 226] questiona aos Espíritos: "Odesenvolvimento da mediunidade guarda relação como o desenvolvimento moral do médium? Não, a faculdadepropriamente dita se radica no organismo não depende da moral." Tecem a seguir valiosos comentários quanto ao problema do uso da faculdade. Interessa-nos, porém, aexpressão textual dos Espíritos: "a faculdade propriamente dita se radica no organismo", esta afirmação aguça-nos a sã curiosidade de pesquisar em torno da sede da mediunidade. Qual seria o órgão responsável por talaquisição fundamental do Espírito encarnado? Na época em que Kardec codificou o Espiritismo pouco seconhecia da anatomia e estrutura microscópica da pineal e muito menos ainda de suas funções. Com o avançoda Ciência, porém, houve condições de recebermos informações mais amplas dos Espíritos através das obrascomplementares da codificação. André Luiz, é, sem dúvida alguma, o autor espiritual que mais amplaselucidações nos faz sobre o assunto. Em Missionários da Luz [cap I e II] André Luiz estudando um médium psicógrafo com o instrutorAlexandre, observa a epífise - ou pineal - do médium que está a emitir intensa luminosidade azulada, e oinstrutor Alexandre esclarece: No exercício mediúnico de qualquer modalidade, a pineal desempenha o papel mais importante. André Luiz observa: - Reconheci que a glândula pineal do médium expedia luminosidade cada vez mais intensa... a glândula minúscula transformara-se em núcleo radiante e ao redor, seus raios formavam um lótus de pétalas sublimes. André Luiz prossegue narrando o que vê: - Examinei atentamente os demais encarnados, em todos eles a pineal apresentava notas de luminosidade, mas em nenhum brilhava como no médium em serviço. Alexandre esclarece: pode reconhecer agora que todo centro glandular é uma potência elétrica. Através de suas forças equilibradas, a mente humana intensifica o poder de emissão e recepção de raios peculiares à nossa esfera espiritual, é na pineal que reside o sentido novo dos homens, entretanto, na grande maioria, a potência divina dorme embrionária. Em Evolução em Dois Mundos [cap IX], que fala da Evolução do cérebro, André Luiz explica a evoluçãoda pineal, que deixou de ser um olho exterior, como era nos lacertídeos da Nova Zelândia, para fazer parte do
  22. 22. 22cérebro em seu interior na zona mais nobre o tálamo, relacionando às emoções mais sutis. Em Missionários daLuz, o instrutor Alexandre fornece ainda outras informações a André Luiz: Não se trata de um órgão morto segundo as velhas suposições, é a glândula da vida mental. Ela acorda no organismos do homem na puberdade, as forças criadoras, e em seguida continua a funcionar como o mais avançado laboratório de elementos psíquicos da criatura terrestre. Aos 14 anos aproximadamente, a glândula reajusta-se ao concerto orgânico e reabre seus maravilhosos mundos de sensações e impressões da esfera emocional. Entrega-se a criatura à recapitulação da sexualidade, examinando o inventário de suas paixões vividas em outras épocas, que reaparecem sob fortes impulsos. Ela preside aos fenômenos nervosos da emotividade, como órgão de elevada expressão no corpo etéreo. Desata de certo modo os laços divinos da natureza, os quais ligam as existências umas às outras, na seqüência de lutas pelo aprimoramento da alma e deixa entrever a grandeza das faculdades criadoras de que a criatura se acha investida. Vemos então atribuídas à glândula pineal funções que só agora estão sendo esclarecidas pela Ciênciaoficial. Segundo revelações dos instrutores espirituais, ela domina o campo da sexualidade e estabelececontato com o mundo extracorpóreo. Continuando as elucidações doutrinárias, voltemos a Missionários da Luz e vamos encontrar André Luizsurpreso com a amplitude de funções da pineal, e, a certa altura, interroga Alexandre sobre o papel dasgônadas (testículos e ovários) no desencadeamento e preservação das energias sexuais. Alexandre esclarece: As glândulas genitais são demasiadamente mecânicas para guardarem os princípios sutis e quase imponderáveis da geração. Acham-se absolutamente controladas pelo potencial magnético de que a pineal é a fonte fundamental. As glândulas genitais segregam hormônios psíquicos ou unidades-força que vão atuar nas energias geradoras. Os cromossomos da bolsa seminal não lhe escapam a influenciação absoluta e determinada. Alexandre prossegue fornecendo valiosas informações sobe a influência do nosso estado emocional,sobre as gônadas - via glândula pineal, o que é de grande importância para os padrões de conduta íntima quedevem vigorar em cada um de nós.BibliografiaLivro dos Médiuns - Allan KardecMissionários da Luz - André Luiz/Chico XavierEvolução em Dois Mundos - André Luiz/Chico XavierGrilhões Partidos - Manoel Philomeno de Miranda/Divaldo FrancoEntre a Terra e o Céu - André Luiz/Chico XavierForças Sexuais da Alma - Jorge AndréaNos Alicerces do Inconsciente - Jorge Andréa5 O PENSAMENTO: IDEOPLASTIA E CRIAÇÕES FLUÍDICAS O Princípio Inteligente (P.I.), através de sua longa viagem pelos Reinos da Natureza, foi desenvolvendocaracterísticas e aptidões importantes e indispensáveis para a sua evolução. Funções rudimentares e simples,se transformaram, com o passar do tempo, em funções cada vez mais especializadas e complexas. Da funçãodesenvolvida por uma única organela celular tivemos o aparecimento de maravilhosos e competentesaparelhos e sistemas orgânicos. Tudo isso exigiu um controle eficiente e preciso; assim o P.I. foidesenvolvendo simultaneamente o sistema nervoso, para desempenhar esta tarefa. Após milênios, deevolução estava pronto o espetacular órgão do corpo humano, o cérebro, que passou a ser o dirigente e ogerente de cada repartição do corpo físico do homem.
  23. 23. 235.1 O Cérebro Ao nascimento, o cérebro humano pesa aproximadamente 500 gramas e possui cerca de 100 milhões deneurônios (células nervosas). No adulto o cérebro pesa aproximadamente 1500 gramas e tem também cercade 100 milhões de neurônios. Sabemos, que a partir do nascimento, o homem vai desenvolvendo cada vezmais as suas aptidões, e este desenvolvimento, como vimos, não decorre da multiplicação das célulasnervosas. Hoje sabemos que este fato se dá pelo aumento crescente da união entre estas células, ou seja, desinapses nervosas (nome que a Ciência dá à união entre as células nervosas). Assim, o que diferencia o cérebro de uma criança do cérebro de um adulto é o número de sinapsesnervosas. A Ciência atual aceita que a maior ou menor aptidão cerebral, se deve ao maior ou menor número desinapses nervosas. Podemos também estender estes conhecimentos aos animais, diferenciando-os emaptidões de acordo com o número de sinapses nervosas. O que é muito interessante, é que o fator determinante para termos mais ou menos sinapses édiretamente proporcional ao exercício e ao estímulo constante ao sistema nervoso, e também, que essacapacidade de formar sinapses, ao contrário que muitos pensam, é a mesma do nascimento ao túmulo, ou sejaindepende da idade do indivíduo demonstrando cientificamente que, realmente, nunca é tarde para estudar eaprender. Qualquer atividade nossa é comandada pelo cérebro, desde as mais simples, como o piscar dosolhos, até as mais complexas como escrever, falar, etc. Se acompanharmos a evolução do P.I., vamos observar que as aptidões após serem conquistadas, sãoarmazenadas como patrimônio eterno do ser. À medida que aptidões mais complexas se desenvolvem, asmais simples passam ao controle do inconsciente (automatismo). Podemos assim dizer que: o cérebrocomanda o nosso corpo físico utilizando-se de ordens conscientes (falar, escrever, andar, etc.) e ordensinconscientes (piscar os olhos, bater o coração, respirar, etc.). A Ciência da Terra consegue explicar como ocorrem as alterações cerebrais diante de um estímulo, quala área do cérebro responsável pelo controle de certa função orgânica, explica como a ordem, partindo docérebro, atinge o órgão efetor. A Ciência terrena se perde quando não consegue entender o motivo pelo qual, aum mesmo estímulo, duas pessoas respondem de forma tão diferente em certas circunstâncias. Por que duaspessoas ao ouvirem uma mensagem ou uma música, uma chega às lágrimas, enquanto a outra mostra-seindiferente. Para entendermos este aspecto, temos de recorrer à ciência não convencional. O Espiritismo nosexplica este fato com clareza. Nós espíritas sabemos a diferença entre o Espírito encarnado e o Espírito desencarnado, e entre outrascoisas, que o encarnado, por precisar atuar sobre a matéria densa, necessita do corpo físico. A DoutrinaEspírita, nos ensina que o corpo físico desde o momento da concepção é formado tendo como molde operispírito. Nosso corpo físico é uma cópia de nosso corpo perispiritual (réplica rudimentar). Guardando certos limites, podemos afirmar que o cérebro humano é uma réplica do cérebro perispiritual,e que este cérebro físico seria rudimentar quando comparado ao cérebro perispiritual, pois nem todas ascaracterísticas são passadas ao corpo físico, mas apenas as possíveis e necessárias a cada reencarnação.Seriam dois computadores de gerações diferentes.5.2 O Pensamento A ciência espírita nos ensina que a ordem realmente nasce na vontade do Espírito que, por uma"vibração nervosa", faz vibrar certa região de nosso cérebro perispiritual e este emite uma outra "vibraçãonervosa" que faz a área correspondente no cérebro físico emitir uma ordem ao órgão efetor do corpo físico.
  24. 24. 24 Ou seja, quem realmente responde ao estímulo do meio é o Espírito, e a resposta ganha o corpo físicoatravés do perispírito. O Espírito pensa e manda, o perispírito transmite e o corpo físico materialmenteresponde. No exemplo que citamos, o Espírito ao ouvir a mensagem ou a música responde ao estímulo. apósjulgá-lo utilizando-se de todo seu patrimônio moral e intelectual, adquirido em reencarnação sucessivas,explicando assim a resposta diferente de dois Espíritos ao mesmo estímulo. Ou seja, ocorre na matéria aexteriorização de tudo aquilo que existe no Espírito como um todo. Albert Einstein afirmava que todos nósvivemos em um Universo de energias, que a matéria é, na verdade, a apresentação momentânea da energia,como a água que pode apresentar-se em seus três estados (sólido, líquido e gasoso). O sábio cientista nos ensinou que toda fonte de energia propaga sua influência no Universo através deondas (ex.: fonte de calor com ondas de calor, fonte sonora com ondas sonoras, fonte luminosa como ondas deluz, etc.), e que esta influência vai até ao infinito. Ao campo de influência, existente ao redor de toda fonte deenergia (matéria), a Ciência deu o nome de "CAMPO DE INFLUÊNCIA DE EINSTEIN". Se analisarmos ocampo de influência de uma fonte de energia, vamos conseguir deduzir aspectos importantes desta fonte,mesmo sem conhecê-la diretamente (o estudo feito pelos astrônomos com a irradiação emitida das estrelas).Cada fonte de energia tem o seu campo de influência próprio. Quando o Espírito pensa, estando encarnado ou não, pois como vimos, quem pensa é o Espírito e não océrebro físico, ele funciona como uma fonte de energia, criando as ondas mentais (partículas mentais) gerandoem torno de si o CAMPO DE INFLUÊNCIA DA MENTE HUMANA, conhecido com o nome de hálito mental,como nos ensina o autor espiritual André Luiz. Como cada um de nós pensa de acordo com o seu patrimôniointelecto-moral, emitimos ondas mentais diferentes, ou seja, cada um de nós tem o seu Hálito Mental próprio -HÁLITO MENTAL INDIVIDUAL. Projetamos constantemente uma vibração nas partículas que compõem nossoperispírito de acordo com a nossa evolução (cor, cheiro, sensação agradável) ou desagradável e alguém quese aproxima de nós. A espiritualidade nos ensina que um grupo de Espíritos (encarnados ou desencarnados)que pensa da mesma forma (evolução semelhante) formam um Hálito Mental de um Grupo, HÁLITO MENTALDE UMA COLETIVIDADE. Como vimos, a energia de uma fonte se propaga através de ondas. A Física nos ensina que o quediferencia uma onda de outra, são suas características físicas como: amplitude, freqüência, comprimento, etc.Assim, uma onda seria luminosa, outra de calor, outra sonora, outra mental, segundo estas característicasfísicas. Para simplificarmos a análise, utilizaremos apenas a freqüência de uma onda, ou seja, o número deciclos em determinado tempo (ciclos por segundo). Assim teríamos ondas de alta, média e baixa freqüência. A física também nos ensina que o campo de influência das ondas que esta fonte emite é maior quandomaior a freqüência (ex.: emissoras de rádio que emitem ondas de mais elevada freqüência atingem maiordistância de seu sinal). A espiritualidade nos ensina que esta lei é obedecida na Ciência espiritual, ou seja,quanto mais evoluído moralmente é o Espírito (encarnado ou desencarnado) mais alta a freqüência de suasondas mentais. Assim Espíritos muito evoluídos emitem ondas de altíssima freqüência (maior o seu campo deinfluência) e Espíritos pouco evoluídos ondas de baixa freqüência (menor o campo de influência). Assim,obedecendo a uma lei física, podemos afirmar que o poder de influência do Bem é muito maior do que do Mal. A Física da Terra nos diz que fontes que emitem ondas de freqüências iguais se atraem e fontes queemitem ondas de freqüência deferentes se repelem. Assim também ocorre com o Espírito, esteja eleencarnado ou não. O local (dimensão) do Universo onde Espíritos que emitem o mesmo tipo de HÁLITOMENTAL se encontram recebe o nome de FAIXA VIBRATÓRIA, ou FAIXA DE PENSAMENTO, ou FAIXA DEINFLUÊNCIA. Quando se acha em uma faixa vibratória, o Espírito que aí está atrai e é atraído para esta faixa,ou seja, alimenta e é alimentado dos sentimentos dessa faixa de pensamentos ou de sentimentos. Devemos

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