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GBM: Crescimento ainda forte do crédito entre os bancos públicos pressiona spreads

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GBM: Crescimento ainda forte do crédito entre os bancos públicos pressiona spreads

  1. 1. [26/04/2013 - 13:28]GBM: crescimento ainda forte do crédito entre osbancos públicos pressiona spreadsSão Paulo, 26/04/2013 - Apesar de os números divulgados hoje pelo Banco Central sobre aoferta de crédito no acumulado do ano não trazerem mudanças de tendências, o crescimentoforte dos empréstimos nos bancos públicos chama atenção, segundo Andre Riva Gargiulo,analista de bancos do Grupo Bursátil Mexicano (GBM). "Os bancos públicos estão demorandoa arrefecer a oferta de crédito e isso está gerando um problema maior para a indústriabancária, uma vez que tem pressionado o nível dos spreads (diferença de quanto o bancopaga para captar e cobra para emprestar)", avalia ele, em entrevista ao Broadcast.Com os spreads caindo, conforme Gargiulo, os bancos privados estão preferindo crescermenos no crédito e optando por riscos menores e, consequentemente, com taxas menores.O estoque de crédito total nos bancos públicos teve expansão de 4,1% no primeiro trimestrede 2013 em relação ao saldo verificado em dezembro de 2012, informou há pouco o BancoCentral, somando R$ 1,180 trilhão. Nas instituições privadas nacionais, a alta foi de 1,5%,para R$ 859 bilhões.Na comparação anual, a oferta de crédito via bancos públicos cresceu 29,0% em 12 mesesenquanto nos privados, a alta foi de apenas 7,1% no mesmo período. Na opinião do analistado GBM, não é sustentável a oferta de crédito apenas via os bancos públicos. "Vai ter umahora que o governo precisará dos bancos privados. As instituições públicas não têm comosustentar o nível de expansão atual por muito tempo", avalia ele.Também preocupa, segundo Gargiulo, o patamar elevado do número de calotes. Ainadimplência do sistema financeiro, referente aos atrasos superiores a 90 dias, permaneceuestável em 3,6% do saldo total dos créditos com recursos livres e direcionados, acumulandodeclínio de 0,2 p.p. em doze meses. Já os calotes acima de 60 dias passaram de 3,90% emfevereiro para 3,96% em março."A inadimplência de curto prazo continua subindo, o que mostra que a situação ainda inspiracuidados", alerta Gargiulo, acrescentando que há preocupação também com o nível deprovisionamento das instituições privadas de controle estrangeiro, que atingiu 107,1% dacarteira vencida há mais de 90 dias versus 140,0% das privadas nacionais e 200,0% das decontrole público.O Banco Central informou nesta manhã que o estoque de operações de crédito do sistemafinanceiro cresceu 1,8% em março ante fevereiro, chegando a R$ 2,426 trilhões. No primeirotrimestre deste ano, a carteira cresceu 2,5% e, em 12 meses, 16,7%. (Aline Bronzati -aline.bronzati@estadao.com)Copyright © 2013 Agência Estado. Todos os direitos reservadosPágina 1 de 1AE Conteúdo26/04/2013http://www.aeconteudo.com.br/negocios/setoriais/financeiro/noticia.htm?d=2013-04-26&id=254

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