Teoria de Wilhelm Reich

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Trata-se dos fundamentos da teoria de Reich, muito útil como material didático. Histórico, conceito de couraça, auito-regulação, energia, trabalho corporal

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Teoria de Wilhelm Reich

  1. 1. • Por • • • • • Silvia Marina Anaruma Depto de Educação UNESP Campus de Rio Claro –SP out. 2010
  2. 2. Para falarmos de Reich temos que passar pela Psicanálise
  3. 3. Onde está o corpo na Psicanálise?
  4. 4. O divã como símbolo da Psicanálise: confere a posição do corpo como secundária Aqui prevalece a palavra como o mais importante
  5. 5. Como chegamos ao Inconsciente ? O inconsciente para Freud é inatingível, a não ser pela linguagem verbal
  6. 6. ....chega-se no inconsciente através do corpo O corpo fala
  7. 7. O corpo fala?
  8. 8. O que o corpo fala?
  9. 9. Estes corpos falam
  10. 10. Portanto O corpo revela o inconsciente
  11. 11. A partir daí muda-se a dinâmica terapêutica
  12. 12. Começa com a mudança da posição do divã
  13. 13. O ambiente de uma terapia corporal promove a participação do corpo
  14. 14. E envolve uma relação intensa entre o terapeuta - cliente grupo
  15. 15. Envolve o corpo todo Alexander Lowen Pai da Bioenergética
  16. 16. A terapia se concentra mais no que o paciente mostra e menos no que ele diz...
  17. 17. Reich é considerado o precursor das abordagens corporais No símbolo da energia vital – Orgone – corpo de um lado e mente de outro, se encontram em uma unidade
  18. 18. A mudança no entendimento da energia psíquica Sigmund Freud Wilhelm Reich Libido x Orgone Energia sexual Bioenergia Orgasmo
  19. 19. O que é energia denominada de orgone? • Como ela se manifesta? • De onde vem esta energia?
  20. 20. energia = se manifesta na emoção
  21. 21. Temos centros de energia no corpo...somos energia
  22. 22. Os hindus falam nos chackras
  23. 23. Esta energia tem uma pulsação • Como a ameba Contrai Relaxa
  24. 24. O corpo contrai no ..... O corpo relaxa no ...
  25. 25. DEFINIÇÃO DE CARÁTER • De acordo com Reich, o caráter é composto das atitudes habituais de uma pessoa e de seu padrão consistente de respostas para várias situações. Inclui atitudes e valores conscientes, estilo de comportamento (timidez, agressividade e assim por diante) e atitudes físicas (postura, hábitos de manutenção e movimentação do corpo).
  26. 26. • Cada atitude de caráter tem uma atitude física correspondente • O caráter do indivíduo é expresso corporalmente sob a forma de rigidez muscular ou couraça muscular.
  27. 27. Caráter genital x Caráter neurótico Esta tensão diante de um perigo é normal ! Mas permanecer com ela é anormal e forma uma couraça permanente no corpo!!!
  28. 28. Couraça Uma proteção contra tudo que nos ameaça interna ou externamente aparece em forma de tensão no corpo
  29. 29. Sua formação começa na infância A couraça não é natural, ela é construída
  30. 30. Auto-regulação • Os ritmos orgânicos de funcionamento, próprios da criança, devem ser respeitados e devem se desenvolver naturalmente. • Se as necessidades fundamentais da criança são gratificadas, ela aceitará as frustrações e acomodações inevitáveis, implícitas no processo da vida, muito mais rapidamente do que a criança que perdeu seu ritmo básico e aprendeu a reprimir seus sentimentos naturais (Boadella, 1985, p. 215)
  31. 31. COURAÇA ESTASE Retesamento de energia • Se forma através da relação entre a satisfação e a repressão (frustração) dos impulsos
  32. 32. Neurose Bloqueio da energia (orgone) Couraça Caracterológica Muscular
  33. 33. O neurótico tem uma bioenergia mal distribuída, defeituosa Se manifesta na massa muscular COURAÇA HISTÓRIA CONGELADA MEMÓRIA DO CORPO
  34. 34. • Reich descobriu que tensões musculares crônicas servem para bloquear uma das três excitações biológicas: ansiedade, raiva ou excitação sexual. • Ele concluiu que a couraça física e a psicológica eram essencialmente a mesma coisa. Com esse raciocínio, as couraças de caráter eram vistas agora como equivalentes à hipertonia muscular.
  35. 35. • A couraça serve para restringir tanto o livre fluxo de energia como a livre expressão de emoções do indivíduo. • O que começa inicialmente como defesa contra sentimentos de tensão e ansiedade excessivos, torna-se uma camisa-de-força física e emocional.
  36. 36. Sintomas... Tensão muscular postura
  37. 37. Outras manifestações de couraças
  38. 38. Biopatias cancer infarto aids
  39. 39. Reich fala do fluxo energético e de como as couraças interferem Anéis segmentares (Keleman, 1992) Como cintas que apertamos ou afrouxamos
  40. 40. Anéis segmentares • Demonstram os bloqueios do fluxo de energia no organismo • Representam emoções contidas • A região da couraça se relaciona com o significado simbólico de cada parte do corpo • O orgasmo corrige a má formação energética • Repressão = rigidez
  41. 41. ANEL OCULAR A couraça dos olhos é expressa por uma imobilidade da testa e uma expressão "vazia" dos olhos, que nos vêem por detrás de uma rígida máscara. A couraça é dissolvida fazendo-se com que os pacientes abram bem seus olhos, como se estivessem com medo, a fim de mobilizar as pálpebras e a testa, forçando uma expressão emocional e encorajando o movimento livre dos olhos, fazer movimentos circulares com os olhos e olhar de lado a lado.
  42. 42. •ANEL ORAL O segmento oral inclui os músculos do queixo, garganta e a parte de trás da cabeça. O maxilar pode ser excessivamente preso ou frouxo de forma antinatural. As expressões emocionais relativas ao ato de chorar, morder com raiva, gritar, sugar e fazer caretas são todas inibidas por este segmento. A couraça pode ser solta encorajando-se o paciente a imitar o choro, a produzir sons que mobilizem os lábios, a morder e a vomitar e pelo trabalho direto com os músculos envolvidos.
  43. 43. •ANEL CERVICAL Este segmento inclui os músculos profundos do pescoço e também a língua. A couraça funciona principalmente para segurar a raiva ou o choro. Pressão direta sobre os músculos profundos do pescoço não é possível, portanto, gritar, berrar e vomitar são meios importantes para soltar este segmento.
  44. 44. • ANEL PEITORAL OU TORÁXICO Este segmento inclui os músculos longos do tórax, os músculos dos ombros e da omoplata, toda a caixa torácica, as mãos e os braços. Ele serve para inibir o riso, a raiva, a tristeza e o desejo. A inibição da respiração, que é um meio importante de suprimir toda emoção, ocorre em grande parte no tórax. A couraça pode ser solta através do trabalho com respiração, especialmente o desenvolvimento da expiração completa. Os braços e as mãos são estimulados à bater, rasgar, sufocar, triturar e entrar em contato com o desejo.
  45. 45. • ANEL DIAFRAGMÁTICO Este segmento inclui o diafragma, estômago, plexo solar, vários órgãos internos e músculos ao longo das vértebras torácicas baixas. A couraça é expressa por uma curvatura da espinha para frente, de modo que há um espaço considerável entre a parte de baixo das costas do paciente e o colchão. É muito mais difícil expirar do que inspirar. A couraça inibe principalmente a raiva extremada. Os quatro primeiros segmentos devem estar mais ou menos livres antes que o diafragma possa ser solto através do trabalho repetido com respiração e reflexo do vômito (pessoas com bloqueio intenso neste segmento acham virtualmente impossível vomitar).
  46. 46. • ANEL ABDOMINAL O segmento abdominal inclui os músculos abdominais longos e os músculos das costas. Tensão nos músculos lombares está ligada ao medo de ataque. A couraça nos flancos de uma pessoa produz instabilidade e relaciona-se com a inibição do rancor. A dissolução da couraça, neste segmento, é relativamente simples, desde que os segmentos mais altos estejam abertos.
  47. 47. • ANEL PÉLVICO • Este segmento contém todos os músculos da pelve e membros inferiores. Quanto mais intensa a couraça, mais a pelve é puxada para trás e saliente nesta parte. Os músculos glúteos são tesos e doloridos, a pelve é rígida, "morta" e assexual. A couraça pélvica serve para inibir a ansiedade e a raiva, bem como o prazer. • A ansiedade e a raiva resultam das inibições das sensações de prazer sexual, e é impossível experienciar livremente o prazer nesta área até que a raiva tenha sido liberada dos músculos pélvicos. A couraça pode ser solta primeiramente mobilizando a pelve e fazendo com que o paciente chute os pés repetidas vezes e também bata no colchão com sua pelve.
  48. 48. A Terapia de Reich tem o objetivo de: • Dissolver as couraças A energia volta a fluir
  49. 49. Através de três ferramentas 1. aumentar a energia no corpo através de respiração profunda; 2. atacar diretamente os músculos cronicamente tensos (através de pressão, compressão, etc.) para afrouxá-los; e 3. manter a cooperação do paciente lidando abertamente com todas as resistências ou restrições emocionais que surgirem.
  50. 50. Toques, movimentos e respiração
  51. 51. O processo de desbloqueio... ... Abrindo cada camada da mais superficial a mais profunda, como uma cebola (nosso inconsciente) ...ou como as camadas geológicas
  52. 52. Certos movimentos ou posturas nos liberam... a raiva o choro a tristeza a agressividade o medo a alegria
  53. 53. • A pessoa vegetativamente saudável consegue unir sentimentos profundos com experiência madura (Boadella, 1985)
  54. 54. • Reich definiu crescimento como o processo de dissolução da nossa couraça psicológica e física, tornando-nos, gradualmente, seres humanos mais livres, abertos e capazes de gozar um orgasmo pleno e satisfatório.
  55. 55. Amor, trabalho e conhecimento são as fontes de nossa vida. Deveriam também governá-las. Wilhelm Reich
  56. 56. Referências Bibliográficas • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • ANARUMA, S.M. Encontro com o corpo: Um programa de intervenção psicológica para o atendimento de pessoas com excesso de peso. 1995. 200 f. Tese(Doutorado em Saúde Mental). Faculdade de Ciências Médicas, UNICAMP, Campinas, 1995. BOADELLA, D. Nos caminhos de Reich. SP, Ed. Summus, 1985 Glossário da Arte Org. Terapia. Disponível em: http://www.arteorg.com.br/metodologia/glossario2.htm#energia_or_dor. Acesso em: 19/10/2010 KELEMAN, S. Anatomia Emocional. 2ªed .,São Paulo: Summus, 1992. LOWEN, A; LOWEN,L. Exercícios de Bioenergética. 2a. ed. São Paulo: Ágora, 1985 REICH, E; ZORNÀNSZKY, E. Energia Vital pela Bioenergética Suave. São Paulo: Summus, 1998 REICH, W. A Função do Orgasmo. 15ª ed. Ed. Brasiliense, 1975. REICH, W. Análise do Caráter. São Paulo: Ed. Martins Fontes, 1972 RIBEIRO, A.R.; MAGALHÃES, R. Guia de abordagens corporais. São Paulo: Summus, 1997. HENRIQUES, A.R. de S.; EISENREICH, A.da S. Potência Orgástica: um desafio para todos nós. Indo além das couraças musculares. In: ENCONTRO PARANAENSE, CONGRESSO BRASILEIRO, CONVENÇÃO BRASIL/LATINO-AMÉRICA, XIII, VIII, II, 2008. Anais. Curitiba: Centro Reichiano, 2008. CD-ROM. [ISBN – 978-85-87691-13-2]. Disponível em: www.centroreichiano.com.br. Acesso em: 20/10/2010 CÂNDIDO, PEF e Mattos, DJ da S. Bioenergética: fundamentos e técnicas corporais. Revista Digital - Buenos Aires - Año 14 - Nº 131 - Abril de 2009. Disponível em: http://www.efdeportes.com/ Acesso em: 19/10/2010 PORTO, S. Couraça muscular, caráter, contato. Disponível em : http://portalreichiano.blogspot.com/2010/07/couraca-muscular-e-oconceito-de.html Acesso em: 19/10/2010 LOWEN – WILHELM REICH e os Mistérios do Organismo. Por Dante Moretti. [entre 1970 e 1979]. video. Disponível em: http://www.youtube.com/results?search_query=Wilhelm+Reich&aq=f. Acesso em 20/09/2010. . disponível em: http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=191 Site Psiweb Obs: As figuras forma retiradas do Google –site de domínio público Out.2011

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