Psicologia de orientação vocacional

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Psicologia de orientação vocacional

  1. 1. psicologia de orientação vocacional<br />Joana Jorge, Maria João Pereira, Mafalda Araújo<br />
  2. 2. o que é a vocação?<br />“A vocação é a inclinação para uma actividade profissional ou artística definida. A psicologia actual admite uma verdadeira «predestinação» na escolha de um ofício em certos indivíduos. (…) No entanto, esta vocação real pode ser desconhecida ou simplesmente irrealizável. Pode, então, criar perturbações psicológicas, devidas à insatisfação das aspirações profundas do sujeito. Não se pode chamar verdadeiramente vocação senão à do sujeito/ senão à orientação que concilia os desejos conscientes e inconscientes do sujeito e das suas aptidões, o seu potencial. As crises de vocação da adolescência não correspondem sempre a uma tal necessidade interior, mas sim, muitas vezes, a um entusiasmo passageiro por uma vedeta ou herói. “<br /> (Definição retirada e adaptada do Dicionário de Psicologia)<br />
  3. 3. psicologia de orientação vocacional<br />“uma área da psicologia que visa apoiar as pessoas (principalmente adolescentes) a conhecerem as suas capacidades e competências, os seus interesses, necessidades e expectativas, para poderem construir o seu projecto de vida.”<br />
  4. 4. quais a habilitações para se poder praticar a psicologia vocacional?<br />O curso geral de psicologia tem como duração quatro anos, onde os primeiros três anos, as disciplinas são iguais para qualquer área que se queira exercer. Só no ultimo ano é que o aluno terá de escolher qual/quais da(s) área(s) pretende escolher, no caso será psicologia de orientação vocacional. No entanto, quem segue a área psicologia educacional, também poderá exercer a psicologia vocacional. Não existe qualquer pós-graduação, mas pode ainda frequentar o mestrado (que tem uma duração de dois anos).<br />
  5. 5. psicologia de orientação vocacional – aspectos históricos<br />Se pararmos para ver os registos do homem e as suas escolhas, aperceber-nos-emos da visão "elitizada" da construção da orientação profissional, formada ao longo dos anos. <br />
  6. 6. psicologia de orientação vocacional – aspectos históricos<br />Veremos que isso acontece desdea Idade Média, quando o nível e campo ocupacional eram determinados pelo nascimento, sendo a aprendizagem realizada dentro das famílias, ou seja, as ocupações davam-se hereditariamente. <br />Com a Revolução Francesa, em 1789, vem a liberdade de escolha. Assim, estas já não eram determinadas pelas famílias mas sim ocasionadas pela igualdade de direitos dos homens.<br />Com a Revolução Industrial, com a mudança do modo de produção agrário para o industrial, o cenário transforma-se mais uma vez, ou melhor, complementa-se nas relações de trabalho.<br />
  7. 7. psicologia de orientação vocacional – aspectos históricos<br />Exige-se qualificação humana, pois surgem novas ocupações, e a partir desse momento surgem os primeiros sinais da orientação profissional. <br />O objectivo era detectar trabalhadores inaptos para a realização de determinadas tarefas , buscando desta forma a eficiência industrial. Era o homem certo para cada ocupação.<br /><ul><li>Com essa transformação, o capitalismo sofre uma explosão, dando início a uma nova era, quando o que interessava era a lucratividade. </li></li></ul><li>psicologia de orientação vocacional – aspectos históricos<br />Em 1909 ocorre a publicação do 1º livro sobre Orientação Profissional; Escolher uma Profissão, de Frank Parsons, e também o surgimento do primeiro Centro de Orientação Profissional, criado pelo mesmo.<br />
  8. 8. psicologia de orientação vocacional – aspectos históricos<br />Com a 1ª Guerra Mundial, em 1917, amplia-se a demanda por orientação profissional para o recrutamento de novos membros para o exército e com isso o incentivo para surgimento de novos testes como os de inteligência, aptidões, habilidades, interesses e personalidade.<br />Com esses acontecimentos, podemos marcar o início da construção da teoria do Traço e Factor, de Parsons.<br />Esta teoria afirma que para a orientação da escolha é suficiente a aplicação de um instrumento a fim de obter informações sobre as suas aptidões, habilidades e interesses para que possam ser emparelhadas com as características de uma profissão,<br />
  9. 9. psicologia de orientação vocacional – aspectos históricos<br />Os rumos da Orientação Profissional eram de concepção directiva; porém, por volta de 1940, com o surgimento da teoria de CarlRogerscentrada na pessoa, a orientação profissional passa a ter um novo rumo, dando lugar para o surgimento de novas teorias mais "subjectivas”;<br />Para uma certa vertente, a escolha é como manifestação de pulsões inconscientes, um processo desenvolvido durante toda a vida que sofre influências do campo familiar, escolar, social, económico; sendo que a pessoa constrói a sua escolha em contacto com a percepção da sua subjectividade juntamente com a realidade das profissões e contingências sócio-económicas, que mudam constantemente. <br />
  10. 10. Em 1980, Celso Ferrettisugeriu um novo modelo de Organização Profissional, sendo o objectivo a reflexão sobre o próprio processo de escolha profissional e sobre o trabalho. Para esse autor, as escolhas são multideterminadas e com possibilidades relativas, sendo influenciada pela sociedade política e cultural.<br />SilvioBock, em 2002, tomando como alicerce as críticas de Ferretti, nomeia uma nova abordagem, a Sócio-Histórica, da qual critica e separa-se das teorias e técnicas tradicionais no campo da orientação profissional, levantando questões sobre a liberdade e a igualdade de escolha do indivíduo, afirmando que a profissão é construída pela pessoa dentro de um processo social e cultural.<br />psicologia de orientação vocacional – aspectos históricos<br />
  11. 11. quem pratica a psicologia vocacional?<br />       Após a formatura o psicólogo vocacional pode ministrar a sua área em <br />escolas básicas/secundárias e universitárias/superiores.<br />Docente do Ensino Básico e Secundário<br />Ministra ensinamentos em estabelecimentos de ensino básico/secundário; <br /> transmitindo conhecimentos da sua especificidade, utilizando métodos <br /> pedagógicos e técnicas apropriadas;<br />Recolhe elementos de fontes diversas; <br />Elabora planos de lições, tendo em atenção a metodologia a utilizar, a complexidade dos assuntos e as características do grupo a que se destinam;<br />Seleccionam e propõe temas para discussão e orienta a execução de diversos tipos de trabalhos, com o fim de incentivar o interesse, a participação e o espírito crítico dos alunos;<br />Dá informações sobre a bibliografia a consultar e visitas de estudo a efectuar;<br />Acompanha e orienta os alunos na execução de trabalhos práticos; <br />Avalia a evolução do aluno ao nível do aproveitamento e comportamento, através da participação, execução de trabalhos, provas escritas e orais e da assiduidade e observação do comportamento;<br />Elabora relatórios, acerca de cada aluno para a direcção de escola e/ou encarregados de educação; <br />Organiza e/ou participa em actividades extra-escolares.<br />
  12. 12. docente do Ensino Superior<br />Ministra ensinamentos em estabelecimentos de ensino superior, promovendo e divulgando conhecimentos na área da Psicologia e Orientação Vocacional e Profissional, utilizando métodos pedagógicos e técnicas apropriadas: recolhe elementos de fontes diversas;<br />Efectua investigações sobre matéria desta especialidade; elabora planos de lições, tendo m atenção a metodologia a adopta, a complexidade dos assuntos e promove o desenvolvimento das capacidades dos alunos, tais como iniciativa, sentido crítico, espírito de análise e de observação;<br />Informa os alunos sobre documentação e bibliografia a consultar e visitas que podem participar;<br />Orienta os alunos, individual ou colectivamente na realização de trabalhos académicos e na investigação;<br />Avalia a evolução dos alunos ao longo do ano escolar, através <br />da execução de trabalhos práticos, da participação e <br />de provas escritas e orais;<br />Profere conferências, organiza e dirige cursos <br />pós-universitários; <br />Presta serviços à comunidade, nomeadamente consultadoria<br />técnica, nos diferentes domínios desta especialidade;<br />Colabora, do ponto de vista científico e técnico, com outros <br />organismos públicos ou privados;<br />
  13. 13. objectivos de quem a pratica:<br />O papel do psicólogo no contexto escolar não se pode remeter a uma intervenção pontual e individual.<br /> As mudanças sociais implicaram a mudança da escola, que hoje se perspectiva como comunidade educativa, isto é, um conjunto de pessoas implicadas na educação: aluno, professores e família.<br /> E é tendo como pano de fundo a comunidade escolar que o psicólogo de orientação vocacional e profissional define a sua actuação.<br />
  14. 14. objectivos de quem a pratica:<br />Cada vez mais se compreende que os projectos de vida dos alunos passam por uma rede de relações que envolvem <br />os professores, os pais e o psicólogo. Nesse sentido, a sua actuação terá de ter sempre em conta a rede social que <br />enquadra os alunos. De entre as suas actividades específicas pode-se registar: <br />Apoiar os alunos no desenvolvimento da sua identidade pessoal e estimular as competências de auto conhecimento;<br />Analisar e trabalhar a informação disponível sobre as várias opções e oportunidades dos percursos escolares e profissionais;<br />Planificar, aplicar e avaliar programas de apoio às opções vocacionais e profissionais dos alunos (Programas de orientação vocacional);<br />Dar a conhecer as características do mundo do trabalho e as exigências de formação;<br />Desenvolver acções de informação e sensibilização dos pais e encarregados de educação sobre as implicações das opções escolares e profissionais;<br />Apoiar os alunos na tomada de decisão;<br />Apoiar as escolas em iniciativas e actividades que promovam os sucessos escolar;<br />Apoio a professores, auxiliares de educação e turmas.<br />Consulta psicológica relacionada com situações problemáticas como depressões, fobias…<br />
  15. 15. provas de orientação profissional<br />Um dos aspectos importantes no trajecto escolar de um adolescente prende-se com a definição da sua vida futura no âmbito profissional. O 9ºano de escolaridade assume-se como a primeira altura em que o jovem tem realmente de decidir qual a área predominante de estudo nos próximos anos de aprendizagem. Por esse motivo, aconselha-se que nesta altura o aluno faça provas de orientação vocacional, que o ajude a esclarecer dúvidas e a tomar uma decisão mais madura e consciente.<br />Estas provas, também denominadas por testes psicotécnicos, irão recolher<br /> dois tipos de informação essenciais: os Interesses e as Aptidões. <br /> Os interesses dizem respeito às áreas pelas quais o jovem demonstra maior<br /> motivação e gosto e também ao que projecta que possa vir a ser a sua <br /> realização profissional, enquanto que as aptidões estão relacionadas com <br /> as suas reais capacidades nas diferentes áreas.<br />Os alunos do 12ºano de escolaridade que pretendam prosseguir estudos<br />também beneficiam de uma orientação vocacional, independentemente <br /> de já ter sido realizada no 9ºano. Isto porque no 9ºano a decisão contempla<br />uma área de estudo que é mais generalista, sendo que a partir do 12ºano a escolha já é específica e reveladora daquilo que será o futuro profissional do jovem. <br />
  16. 16. Para que o aluno obtenha sucesso numa determinada área, é necessário que exista para além<br />dum investimento intelectual, um investimento afectivo e emocional que funcione como a <br />“alavanca” no desejo de aprender. <br /> Um jovem que sempre soube aquilo que quis não é necessariamente o mais bem sucedido. As <br />dúvidas, os receios ou mesmo os erros nas escolhas fazem parte de uma aprendizagem e de um <br />processo de evolução característico de qualquer ser humano e que atinge uma maior intensidade <br />na fase da adolescência, por ser característica de enormes mudanças físicas e emocionais num <br />curto espaço de tempo. Assim, se um jovem está muito indeciso relativamente ao seu futuro e <br />prolonga a sua decisão, isso não é sinónimo de fracasso ou desinteresse no futuro e pode junto <br />dos pais procurar profissionais especializados que certamente o saberão ajudar e orientar nesta <br />fase importante da sua vida.<br />http://www.carlosmartins.com.br/testevocacional.htm<br />
  17. 17. meios de influência àescolha vocacional<br /><ul><li>A escolha profissional esta condicionada por factores de ordem familiar, cultural, economicas, educacional e pelas relaçoes do individuo com a rede social a que pertence.
  18. 18. Factores externos ou socioeconomicos:
  19. 19. A escolha de uma determinada profissao, esta tambem relacionada com o nivel social em que nos enquadramos; assim, os que pertencem a classes mais favorecidas escolhem, muitas vezes, a profissao dos pais.
  20. 20. As crianças e jovens de origem mais humilde apresentam uma preferencia pelas carreiras de grau medio e de menor prestigio social.
  21. 21. Sendo assim, cada grupo social se alimenta e expande a si mesmo.
  22. 22. Factores internos e individuais</li></ul>O ser humano, apesar de pertencer a uma sociedade, possui as suas características peculiares. <br />A vocação, a margem da capacidade, poderá desenvolver-se no campo dos tempos livres, dos hobbies.<br />Muitas vocações são descobertas durante os tempos livres, dai a sua importância, pois são um meio formativo, que pode alimentar o trazer ao de cima vocações ou determinadas capacidades.<br />
  23. 23. meios de influência àescolha vocacional<br />A escolha profissional e analisada como ponto culminante e critico de um processo de construção de um projecto de vida e do próprio sujeito.<br />Essa construção tem as suas influencias: social, politica, económica, familiar, etc.<br />A problemática da escolha profissional reside no desconhecimento da realidade profissional, do significado do trabalho, do mercado, na euforia da entrada na universidade e na estereotipagem dos papeis profissionais.<br />A orientação vocacional e profissional deve servir de catalisador da apreensão da constituição do sujeito e de como isso interfere na sua escolha profissional, facilitando a reflexão acerca da importância do trabalho na nossa sociedade.<br />Falar do autoconceito do sujeito, dos seus gostos, habilidades, preferências, dificuldades, etc., e’ falar também do meu social onde vive e do seu historial de vida.<br />
  24. 24. meios de influência àescolha vocacional<br />Os meios de comunicação social interferem nos hábitos, costumes, condutas e modo de ver a vida por parte do sujeito, sendo estes um factor de pressão nas escolhas profissionais.<br />No plano individual, a escolha profissional surge como figura num momento de transição, no qual o sujeito, geralmente adolescente, passa pelo processo de saída da escola para se inserir no mundo universitário e de trabalho.<br />A orientação vocacional e profissional e um processo onde emergem conflitos, estereótipos e preconceitos que devem ser superados.<br />O sujeito deve aperceber-se de que o seu auto reconhecimento se constrói na relação com o mundo e não isoladamente. <br />Dá-se então uma limitação no desenvolvimento e crescimento da criança, sendo necessária a intervenção de um psicólogo.<br />
  25. 25. sobredotaçaoe psicologia<br />Sobredotado: alguém que apresenta um desempenho excepcional em todas as áreas e capacidades superiores a media.<br />Noutro prisma, estes indivíduos podem ser vistos como alunos problemáticos, a quem falta capacidades de relacionamento interpessoal e qualidade no desenvolvimento socioafectivo.<br />A intervenção do psicólogo caracteriza-se por realizar um teste de QI, estudar o historial do aluno, testes de aptidão e criatividade, de desempenho escolar, etc.<br />Se o ambiente em casa for de sufoco e asfixia, isto e, se os pais pressionarem o aluno a corresponder as expectativas altas ou se na escola este for mal compreendido, isso pode derivar ao desinteresse do jovem pelas actividades escolares, bem como a escolha de caminhos não correspondentes aos seus interesses, uma vez que também não desenvolvem qualquer tipo de conhecimento acerca das suas vocações, por falta de tempos livres.<br />
  26. 26. conclusão:<br /><ul><li>A psicologia vocacional é uma área que actua principalmente nos jovens e por isso é preciso que quem a exerça seja alguém com uma certa sensibilidade para lidar com várias personalidades e também um certo requinte para persuadir o público, pois os jovens não gostam de ser contrariados;
  27. 27. A área vocacional não é uma área onde apenas se fazem testes vocacionais, mas é também uma área que abrange muitos outros objectivos como o auxílio a nível pessoal (problemas), sempre dentro dos limites do psicólogo;
  28. 28. O indivíduo deve seguir a área a que se sente realizado para não chegar ao ponto de frustração e depressão;
  29. 29. O psicólogo vocacional é muito importante pois dá uma noção</li></ul>do mercado de trabalho conciliando com os nossos interesses <br />pessoais, conseguindo assim um equilíbrio.<br />

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