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Construindo redes educacionais (afonso murad)

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Apresentação destinada a gestores de mantenedoras de Redes educacionais confessionais, bem como a gestores e gestoras de Escolas. Originalmente utilizada no Encontro da FTD Integra.

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Construindo redes educacionais (afonso murad)

  1. 1. Construindo Redes Educacionais: Desafios e Modelos Ir. Afonso Murad amurad@marista.edu.br
  2. 2. Vinho novo em odres novos Quando se fazia vinho, o líquido podia ser colocado em um odre novo. À medida em que o vinho fermentava, liberava gás que com a pressão esticava o couro. Mas depois de certo tempo não era possível usá-lo novamente, pois ele havia perdido a elasticidade e rasgaria. Por isso, vinho novo em odres novos! Niko Pirosmanashvil
  3. 3. Rede: uma palavra, muitos sentidos Rede de dormir, rede de pescar, rede de futebol... Rede sociais (facebook, instagram, WhatsApp) Redes de profissionais/artistas. Redes de TV, de supermercados, de farmácias Redes de organizações da sociedade civil Rede de dados Rede de escolas privadas ou públicas Paróquia com rede de comunidades. Rede de pastorais Rede de narcotráfico, de tráfico de pessoas...
  4. 4. O que é comum? Onde estão as principais diferenças?
  5. 5. ● Rede evoca: elementos que se interrelacionam (conectam), buscando benefícios para si e/ou para os outros. ● Há redes de pessoas, de organizações, de informações...
  6. 6. Quando uma rede é útil? Quando todos os seus membros se beneficiam com ela (embora não da mesma maneira e na mesma intensidade)
  7. 7. Por que redes na educação confessional? para responder a: ● Crescentes demandas ● Diminuição de consagrados(as) nos Institutos ● Competição ● Inovação ● Mudanças nas novas gerações, nas famílias, na cultura.
  8. 8. Hoje ninguém dá conta sozinho de... ● Compreender ● Encontrar soluções ● Dominar o conhecimento ● Saber fazer melhor
  9. 9. O que veio antes da rede de educação?
  10. 10. Escolas confessionais. Um pouco de história.. ● Nascem de intuição de um(a) fundador(a), que busca responder ao apelo de Deus na realidade. Visam inclusão social e evangelização. ● São destinada inicialmente aos mais pobres e marginalizados. ● Tem um carisma e uma espiritualidade. Um jeito de ser e atuar.
  11. 11. ● No início, estruturas simples e leves. Pouco profissionalismo. Muito idealismo. ● Com o tempo, cresce a institucionalização, com o modelo piramidal de Igreja. Centrado na autoridade do “Superior”(a). ● Um Instituto -> várias províncias -> várias escolas. ● Padronização nos comportamentos. ● Cada um(a) é independente.
  12. 12. Este modelo deu certo no passado. Mas hoje está se esgotando rapidamente..
  13. 13. I. Tipos predominantes de redes de educação de uma província ou Instituto religioso
  14. 14. (1) Tipo vertical
  15. 15. Mantenedoras, para que? Unidade ● Proposta pedagógica ● Gestão de pessoas ● Contábil ● Marketing e identidade visual ● Jurídica e trabalhista ● Formação de educadores e colaboradores ● Pastoral ● Financeira: investimentos, orçamento, execução orç. ● Administrativa: normas e procedimentos ● Patrimonial: móveis e imóveis, manutenção, reformas ● Logística e suprimentos ● Ação social e filantropia
  16. 16. Em que sentido mantenedoras constituem redes? ● Reúnem unidades educativas que antes atuavam separadamente. ● Mas: podem ser redes muito estruturadas com linha de comando rígida e sem participação efetiva das unidades que a constituem.
  17. 17. Muitos nós, poucas linhas....
  18. 18. O paradoxo: ● Ser uma rede que não atua em forma de rede ● Riscos: Infantilizante, concentradora de poder, com controle inadequado, não estimula iniciativas locais. ● Necessita “gestão do conhecimento”: boas práticas -> compartilhar -> crescer juntos
  19. 19. 2. Rede horizontalizada
  20. 20. 2. Rede horizontalizada ● Funciona como uma soma de unidades autônomas. Estabelecem algumas atividades e procedimentos em comuns. ● Pode ser mais eficiente com poucas escolas. ● Risco: não constrói uma identidade, dispersa as forças.
  21. 21. Risco: muitos fios, sem nós
  22. 22. 3. Rede estruturada e flexível ● Busca conciliar centralização x identidades locais ● Articula normas institucionais com consensos. ● Promove gestão participativa em vários níveis ● Atua com modelo matricial e equipes de várias áreas.
  23. 23. O que é imprescindível numa rede educacional? ● A Finalidade ● Os Fios a tecer ● Os Nós ● O Jeito de tecer
  24. 24. Atuar em rede exige conversão● Espírito de aprendiz. ● Humildade ● Colaboração mais do que competição ● Auto-avaliação e avaliação da equipe ● Promover escutas constantes. ● Coragem -> vencer o medo
  25. 25. Sol (Jota Quest) Ei dor, eu não te escuto mais Você não me leva a nada Ei medo, eu não te escuto mais Você não me leva a nada E se quiser saber pra onde eu vou Pra onde tenha sol É pra lá que eu vou...
  26. 26. Deslocamentos! ● Medo -> Ousadia ● Amadorismo -> profissionalismo ● Espontaneísmo -> metas com acompanhamento ● “Bonzinhos” -> resultados ● Ingenuidade -> lucidez ● Devocionismo -> Espiritualidade
  27. 27. Rede: cultura da interdependência Tudo está interligado Como se fôssemos um Tudo está interligado Nessa casa comum
  28. 28. Novas atitudes ● Cultivar o brilho no olhar ● Bom humor e leveza institucional ● Aumentar nosso capital cultural: respirar para além dos muros ● Associar conhecimento (saber) com habilidades (saber fazer). ● Desenvolver a racionalidade cordial.
  29. 29. Pessoas Estruturas Projetos Espiritualidade
  30. 30. II. Ampliando nossas redes educacionais (redes de redes)
  31. 31. Ampliando nossas redes educacionais ● Entre províncias do mesmo Instituto ● Numa família religiosa ● Fortalecimento de entidades comuns: CRB, ANEC ● Adesão a uma Rede de Prestação de serviços ● Alianças estratégicas ● Iniciativas horizontalizadas
  32. 32. Rede prestadora de serviços educacionais ● Assessoria e acompanhamento a pessoas e processos. ● Produção material didático ● Formação de gestores e educadores ● Pesquisa e desenvolvimento (inovação) ● Mais...
  33. 33. Para funcionar bem... ● Considerar o específico dos carismas ● Confiança mútua ● Clareza das obrigações recíprocas ● Adequação do produto/serviço ao seu público- alvo (ouvir, pesquisar, rever, aperfeiçoar) ● Acolher as diferenças culturais/regionais.
  34. 34. Dias Melhores (Jota Quest) Vivemos esperando dias melhores. Dias de paz, dias a mais. Dias que não deixaremos para trás. Vivemos esperando o dia em que seremos melhores Melhores no amor Melhores na dor. Melhores em tudo. Vivemos esperando o dia em que seremos para sempre Vivemos esperando dias melhores pra sempre Dias melhores pra sempre.
  35. 35. amurad@marista.edu.br afonsomurad.com

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