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(9) teologias contextuais

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As Teologias contextuais. A Universalidade e a particularidade da teologia, suas razões e os passos para sua elaboração

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(9) teologias contextuais

  1. 1. Teologias contextuais Afonso Murad* www.casadateologia.blogspot.com Casa da Teologia (9)
  2. 2. Universalidade – Particularidade da Teologia • Toda reflexão teológica tem traços de universalidade e particularidade. • Universalidade : funda-se na única revelação divina, destinada a toda a humanidade. • Particularidade: provém do caráter situado de todo pensar humano.
  3. 3. Particularidade da Teologia • A teologia: - sofre os condicionamentos dos contextos socioculturais nos quais é gestada. - Participa da condição de finitude de toda atividade que utiliza a linguagem e atua com esquemas mentais superáveis. - Enquanto ato iluminado pelo Espírito de Jesus, reatualiza o mistério da encarnação. * Em suma: a teologia cristã é hermenêutica situada (particular) da única e mesma fé (universal), elaborada, difundida e acolhida nas Igrejas cristãs.
  4. 4. Universalidade da teologia • Universalização quantitativa: diz respeito à extensão geográfica e populacional da obra teológica • Universalização qualitativa: refere-se ao grau de elaboração teórica, à coerência e à genialidade em recolher, integrar e articular os dados provenientes da Escritura, da história e da vida presente da Igreja. • Alto grau de universalidade qualitativa -> capacidade de alimentar a fé em diversos aspectos: cognitivo- intelectual, místico-celebrativo e prático. • Universalidade qualitativa e quantitativa tendem a se combinar. Pressupõem reconhecimento por parte dos fiéis, da comunidade teológica e da autoridade eclesial.
  5. 5. Como considerar a pluralidade? BABEL PENTECOSTES
  6. 6. Porque teologias contextuais? • É necessário rever modelos culturais e formas de pensamento que estão na base da teologia ocidental. • A teologia clássica carregou a ideologia dominante centro-europeia e estadunidense. Considerou universal aquilo que é típico de determinado grupo humano. Legitimou preconceitos e formas de opressão. • A crescente identidade das Igrejas locais demanda teologias contextuais. • Revisão do conceito de “cultura”: elaboração de significados.
  7. 7. Razões teológicas • A natureza encarnada do cristianismo. Deus tanto amou o mundo que compartilhou sua vida divina, fazendo-se carne (Jo 1,14; 3,16). O filho de Deus se encarnou na natureza humana em determinada etnia, gênero e cultura. • A lição da encarnação — fazer-se particular para poder comunicar-se e dialogar — vale como figura inspiradora para a teologia contextualizada.
  8. 8. Razões teológicas • Deus se revelou em Jesus na realidade concreta humana. Por extensão, as coisas ordinárias da existência humana passam a ser transparência da presença de Deus. • Assim, a cultura, a experiência humana, os eventos históricos, os elementos centrais que constituem os contextos tornam-se parte integrante do processo de acolhida da revelação de Deus em Jesus (Fé).
  9. 9. Razões teológicas • Mudança do conceito de revelação: não uma verdade imutável e fora do tempo, e sim como a autocomunicação de Deus por meio de gestos e palavras na história. • Teologia: compreender e interpretar, na história, a oferta divina que gera o diálogo salvífico. • Noção relacional e interpessoal de revelação e de fé: considera o contexto no qual homens e mulheres experimentam a Deus e acolhem sua Palavra.
  10. 10. Passos para elaboração de teologias contextuais Questões novas -> insatisfação (Crítica) Deconstrução Elaboração Teste Consolidação Transmutação
  11. 11. Principais teologias contextuais Teologia da Libertação Teologia de gênero Teologias étnico -culturais Teologia interreligiosa

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