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Tcc 2015 húldo tréfzger cândido júnior

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Título: Uma proposta de Ensino de Pintura na ONG Impacto Kids (Licenciatura)

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Tcc 2015 húldo tréfzger cândido júnior

  1. 1. 0 HÚLDO TRÉFZGER CÂNDIDO JÚNIOR UMA PROPOSTA DE ENSINO DE PINTURA NA ONG IMPACTO KIDS UNIVERSIDADE FEDERAL DO MATO GROSSO DO SUL CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS CURSO DE ARTES VISUAIS - LICENCIATURA CAMPO GRANDE 2016
  2. 2. HÚLDO TRÉFZGER CÂNDIDO JÚNIOR UMA PROPOSTA DE ENSINO DE PINTURA NA ONG IMPACTO KIDS Projeto de Trabalho de Conclusão de Curso apresentado a banca examinadora como requisito parcial para aprovação no curso de licenciatura em Artes Visuais, da UFMS, sob a orientação da Profª. Drª. Vera Lúcia Penzo Fernandes. CAMPO GRANDE 2016
  3. 3. AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus com o qual tenho mais que um relacionamento que me ensina sobre a substância mais eterna e absoluta que existe: o amor. Aos meus pais Huldo Tréfzger Cândido e Suenir da Silva Assis que me incentivaram quando minhas forças já tinham acabado há muito tempo, Deus não poderia ter me dado presente melhor! Ao meu irmão Haldo Tréfzger Cândido que por muitas vezes contribuiu direta e indiretamente para que eu chegasse até aqui. À minha esposa Mitilene Síria Bezerra que sem dúvida é a mais bela e preciosa obra de arte que poderia existir. À minha orientadora, amiga e incentivadora Prof. Dra. Vera Lúcia Penzo Fernandes que sem dúvida perdeu muito de sua juventude me aconselhando e me direcionando a ser cada vez melhor. Não teria conseguido sem você! Eternamente grato. À Rosemary Sodré que através da Psicologia e principalmente carinho não permitiu que eu ficasse no meio do caminho. À memória de minha avó paterna Margarida Tréfzger Cândido, que no mesmo ano de minha formação descansou no Senhor. Seus cafés após as aulas ficarão para sempre guardados na caixa das boas lembranças em minha memória. A cada colega, professor que durante o curso tive o privilégio de conviver, especialmente professoras: Aline Sesti Cerutti e Maria Celene Nessimiam que ocupam um lugar especial no meu coração, também, aos professores Rafael Duailibi Maldonado e Adalberto Miranda, Deus vos abençoe! Já estou com saudades!
  4. 4. “Tudo tem seu tempo determinado e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer e há tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar e tempo de curar; tempo de derrubar e tempo de edificar; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de dançar; tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar; tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de deitar fora; tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de estar calado e tempo de falar; tempo de amar e tempo de odiar; tempo de guerra e tempo de paz. Eu disse no meu coração: Deus julgará o justo e o ímpio, pois há um tempo para todo intento e para toda a obra.” Eclesiastes 3:1 a 8 e 17.
  5. 5. RESUMO Este estudo visa analisar a introdução do ensino de pintura na ONG Impacto Kids. Por meio de entrevistas com a presidente da ONG IMPACTO KIDS e observação do espaço físico. A idade dos jovens atendidos na ONG varia entre dez e dezessete anos. Não existe qualquer critério discriminativo em termos de renda familiar ou classe social que impossibilite o atendimento dos mesmos. Também foi realizada pesquisa acerca dos resultados obtidos em outras associações, formalidades necessárias para implantação das mesmas, as diferenças entre ONGs e OSCIPs um seguimento que cresce muito atualmente no país devido a vários fatores dentre eles a transparência na prestação de contas. Contém também uma relação entre ONGs OSCIPs e o ensino de arte no Brasil o que trás um conhecimento geral interessante e necessário para o estudo o qual está proposto. Esta pesquisa aborda também a experiência da professora, autora e artista Lívia Marques que conta como foi sua experiência pessoal na ONG Pequeno Davi em uma comunidade carente de João Pessoa – PE. De acordo com informações obtidas junto à administração da ONG em estudo, é muito grande o número de crianças e adolescentes carentes na região. Atualmente estão sendo atendidas cerca de 20 delas, sendo que este número poderia ser ampliado até 70 desde que houvesse um apoio maior para a manutenção dos trabalhos. A ONG em estudo proporciona aos jovens as seguintes atividades: aulas de reforço escolar; aulas de língua inglesa; aulas de capoeira; aulas de violão e atividades esportivas e recreativas diversas. Está sendo preparado o espaço físico para a implementação de aulas de informática básica, sendo que o ensino de pintura pode ser uma das atividades a serem desenvolvidas na ONG. Palavras-chave: Ensino de Arte. Pintura. ONG.
  6. 6. LISTA DE FIGURAS Figura 1 - VISTA DA FACHADA DA ONG . .................................................................... 24 Figura 2 - ESPAÇO LATERAL PARA EVENTOS E JOGOS . ..................................... 24 Figura 3 - ESPAÇO NOS FUNDOS DA PROPRIEDADE . .......................................... 25 Figura 4 - LOCALIZAÇÃO DA ONG IMPACTO KIDS .................................................. 25 Figura 5 - FUNDADORA E PRESIDENTE DA ONG IMPACTO KIDS . ..................... 26 Figura 6 - COLABORADORES COM A ASSOCIAÇÃO ............................................... 26 Figura 7 - PASTELADA PARA ARRECADAÇÃO DE FUNDOS ................................. 28 Figura 8 - PASTELADA PARA ARRECADAÇÃO DE FUNDOS ................................. 28 Figura 9 - EVENTOS PARA FUNDOS ............................................................................. 29 Figura 10 - DONATIVOS PARA ALIMENTAÇÃO . ......................................................... 29 Figura 11 - BAZAR ............................................................................................................. 30 Figura 12 - DONATIVOS PARA O BAZAR . .................................................................... 30 Figura 13 - DONATIVOS ORGANIZADOS NO BAZAR ................................................ 31 Figura 14 - DONATIVOS ORGANIZADOS NO BAZAR ................................................ 31 Figura 15 - BAZAR . ............................................................................................................ 32 Figura 16 – BAZAR . ............................................................................................................ 32 Figura 17 - JOVENS EM ATIVIDADE RECREATIVA .................................................... 33 Figura 18 - JOVENS E COORDENADORES NA ONG ................................................. 34 Figura 19 - SALA DE AULA . ............................................................................................. 34 Figura 20 - SALA DE AULA . .............................................................................................. 35 Figura 21 - LIVROS PARA ESTUDO ............................................................................... 35 Figura 22 - AULA DE VIOLÃO . ........................................................................................ 36 Figura 23 - AULAS DE VIOLÃO ........................................................................................ 36 Figura 24 - AULA DE VIOLÃO ........................................................................................... 37 Figura 25 - ESPAÇO PARA BRINQUEDOS ................................................................... 37 Figura 26 - ESPAÇO DOS BRINQUEDOS . .................................................................... 38 Figura 27 - ESPAÇO PARA BRINQUEDOS ................................................................... 38 Figura 28 - ESPAÇO DOS BRINQUEDOS . .................................................................... 39 Figura 29 - SALA DE COMPUTAÇÃO ............................................................................. 39 Figura 30 - SALA DE INFORMÁTICA . ............................................................................. 40
  7. 7. LISTA DE SIGLAS ABONG.........................Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais LDB................................................... Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional ONG..........................................................................Organização Não Governamental ONU...........................................................................Organização das Nações Unidas OSCIP........................................Organização da Sociedade Civil de Interesse Público
  8. 8. Sumário 1 INTRODUÇÃO..................................................................................................................8 2 CONHECENDO E ENTENDENDO UM POUCO SOBRE ONG E OSCIPs ............ 10 2.1 ONGS: ASPECTOS GERAIS....................................................................................... 10 2.2 DIFERENÇA ENTRE ONG E OSCIP ......................................................................... 11 2.3 ONGs, OSCIPs E O ENSINO DAS ARTES NO BRASIL ........................................ 14 2.3.1 Aspectos gerais sobre a relação entre Ongs, Oscips e o ensino de Artes no Brasil ....................................................................................................................................... 14 2.3.2 Experiências com atividades artísticas na Ong Pequeno Davi ........................... 16 3.1 LEVANTAMENTO DE INFORMAÇÃO E ANÁLISE DOCUMENTAL .................... 19 3.2 TÉCNICAS PARA A PESQUISA ................................................................................. 21 3.3 RESULTADOS E DISCUSSÕES ................................................................................ 23 4 CONCLUSÕES FINAIS.................................................................................................... 42 REFERÊNCIAS..................................................................................................................... 44 ANEXOS ................................................................................................................................ 46 PLANO DE CURSO ............................................................................................................ 48
  9. 9. 1 INTRODUÇÃO Desde o ano de 2003 minha vida vem passando por um transformar contínuo e acentuado no campo do desenvolvimento pessoal. Meu lado humano tem sido aperfeiçoado e hoje em 2016 percebo que a soma de muitas experiências, várias delas dolorosas inclusive, me permitiram uma identificação ainda maior com as diversas mazelas na sociedade e tal visão gerou também dentro de mim uma missão, que através da arte encontra uma porta promissora para se manifestar. Venho desenvolvendo projetos sociais individualmente há bastante tempo; o contato com essas pessoas me permite aprender e entender as necessidades do meu próximo e me ajuda a criar ferramentas, mecanismos para chegar mais próximo do ser humano ao meu lado. No início de 2011, ingressei no Curso de Artes Visuais na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Nessa época tive o privilégio de ser premiado em um Salão de Arte no mesmo ano, em que concorriam artistas de todo país. A obra intitulada por mim de “árvore da vida pós-moderna”, que hoje pertence ao acervo do Museu de Arte Contemporânea em Campo Grande/MS - MARCO trata justamente de uma reflexão relacionada aos rumos que a sociedade vem tomando e chama o espectador para pensar em seu papel ativo nesse contexto. Este é apenas um exemplo de como a arte tem o poder de abrir caminhos para as questões sociais da nossa cidade e país. A constatação de que cada vez mais diversos grupos sociais e especialmente, crianças e adolescentes estão sendo desprezados e porque não dizer descartados pelo poder público e também pela sociedade em geral impressiona. Os problemas são extremamente graves e não podem ser ignorados. As causas são amplamente discutidas e algumas são apontadas como principais: o desajuste familiar cada vez mais imperante na família atual, o desinteresse cada vez maior pela educação e cultura para as crianças brasileiras, principalmente, nas classes menos favorecidas, a falta ou despreparo das políticas públicas de apoio aos menores carentes, com a consequente quase ineficácia das ações. Através de uma simples análise do cotidiano dessas pessoas comprova-se a realidade, contudo a profundidade do tema parece não merecer a devida atenção. É comum o problema simplesmente fazer parte de uma rotina que não é passível de modificação.
  10. 10. 9 No entanto, a destruição das famílias e a consequente ramificação dos resultados negativos para as crianças e adolescentes é real e pede medidas urgentes. A necessidade de mudanças comportamentais, de valores e de eficiência na produção e aplicação das políticas sociais deve ser amplamente discutida com e em todos os setores da sociedade organizada. Em comum, o fato lógico de que são necessárias ações rápidas e eficientes em caráter de urgência. Várias Ongs (Organizações não Governamentais) e mais recentemente as Oscips (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público) que trabalham com crianças e adolescentes carentes. São grandes exemplos de movimentos que buscam, mesmo que de forma pontual, minimizar os efeitos dos problemas acima relatados, como é o caso de uma ONG Liga Solidária de São Paulo – SP, que desde 2007 já colaborou com a melhora social de mais de 1200 crianças e adolescentes, em que a prioridade são os órfãos ou pessoas em situação de pobreza. Um exemplo de organização a ser seguido. Refletindo sobre todas essas questões considero de grande importância esta pesquisa e o desenvolvimento deste trabalho. O presente trabalho apresenta um estudo de caso acerca do trabalho social realizado pela ONG IMPACTO KIDS e sua busca pelo resgate da educação, cultura e cidadania de crianças carentes. Esta entidade se localiza na Rua da Praia nº166, Coophavila 2, nesta cidade de Campo Grande – Mato Grosso do Sul e atua oferecendo diversas atividades educativas com o intuito de ajudar a minimizar algumas dessas mazelas que atingem nossa sociedade. Logo, o objetivo desta pesquisa é investigar a possibilidade do ensino de pintura em uma ONG, destacando as artes visuais como ferramenta de formação e inclusão social de crianças e adolescentes socialmente marginalizados, fazendo um paralelo com atividades implementadas em ONGs. Este trabalho tem como finalidade solucionar a indagação a respeito se é possível o ensino da pintura expressionista pictórica no contexto de uma ONG, no caso a Impacto Kids.
  11. 11. 10 2 CONHECENDO E ENTENDENDO UM POUCO SOBRE ONG E OSCIPs Neste capítulo serão abordados aspectos gerais a respeito de ONGs e OSCIPs; o que são, suas peculiaridades, diferenças, leis e regulamentações para as mesmas. Tal conhecimento é muito importante, pois ajuda na compreensão a respeito de questões técnicas e legais a respeito delas. São informações necessárias para que se possa pesquisar e até mesmo desenvolver qualquer atividade de qualquer natureza nestas instituições. 2.1 ONGS: ASPECTOS GERAIS As ONGs e OSCIPs são iniciativas do terceiro setor. O termo third sector é de origem americano e muito utilizado no Brasil. No Brasil, o terceiro setor é composto por associações, organizações, institutos e entidades sem fins lucrativos. Segundo a Sociologia, a sociedade civil divide-se em três setores de atuação, sendo: o primeiro setor, composto pelo Governo; o segundo setor, pela iniciativa privada e; o terceiro setor, pelas entidades filantrópicas e sem fins lucrativos. No Brasil, as ONGs estão previstas na Constituição Federal de 1988, no artigo 5º, nos incisos XVII a XX, que versam sobre a plena liberdade de associação para fins lícitos e da vedação da interferência do Estado nas atividades desenvolvidas pelas associações, excetuando-se a possibilidade de suspensão de atividades por decisão judicial (BRASIL, 1988). Desde a abertura do processo democrático no país, a partir da década de 80, as ONGS estão respaldadas juridicamente e também, a própria Declaração Universal dos Direitos Humanos, da qual o Brasil é signatário, trata no artigo 20º sobre a liberdade de reunião e associação pacífica de pessoas (DUDH, 1948). Segundo Bava (1994, p 98), “o perfil político das ONGs brasileiras é fruto de mais de 20 anos de trabalhos que foram legitimando estas ONGs junto aos demais atores da sociedade”. Segundo o autor, um dos traços característicos das ONGs são a autonomia e a fundamentação de suas práticas em valores como a liberdade, igualdade, participação social e solidariedade.
  12. 12. 11 As ONGs se destacam no processo democrático, pois, estão relacionadas à demandas populares, dentro de concepções de integração e promoção de políticas públicas. De acordo com Coutinho (2003), as ONGs dispõem hoje de formas de mobilizar o Estado e a sociedade para criar, empreender, assumir e resolver questões esquecidas por eles. As ONGs atuam em praticamente todos os segmentos da sociedade. Nos últimos anos, vemos no Brasil a crescente mobilização em torno de temas diversos, seja referente aos direitos humanos, direitos dos animais, pela defesa do meio ambiente, na mobilização e ocupação de espaços públicos urbanos, movimentos rurais e pela distribuição de terras, onde as ONGs, movimentos sociais e religiosos têm trabalhado em conjunto, mas também em linhas paralelas ao Estado. Percebe-se que o Estado por sua vez, não consegue atender sozinho a todas as demandas sociais, e algumas instituições acabam por vezes assumindo atividades que seriam essencialmente papel do Estado, como a educação, saúde e cultura, já que somos um país que apresenta grandes desigualdades sociais. Cada dia mais, as ONGs vêm conquistando espaço e maior relevância na sociedade, nacional e internacionalmente. Infelizmente, a mídia do Brasil e do mundo veicula casos em que organizações do terceiro setor, especialmente ONGs, são utilizadas por pessoas que atuam de forma criminosa no que diz respeito à gestão dos recursos, seja através de desvios ou má gestão de projetos, trazendo ao imaginário popular uma ideia errônea sobre as ONGs. Cabe ao poder público e à sociedade investigar e denunciar tais entidades, cobrando transparência nas ações e, se possível, auxiliar as entidades sérias através do trabalho, do voluntariado, de doações para ajudar no fortalecimento do terceiro setor, pois como já vimos, ele é uma importante ferramenta de fortalecimento da democracia. 2.2 DIFERENÇA ENTRE ONG E OSCIP ONGs e OSCIPs são, respectivamente, as siglas para Organizações Não governamentais e Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público. Ambas visam atingir o mesmo objetivo, que é garantir que as ações sejam realizadas em prol de determinada área ou grupo social, de forma não lucrativa, mas são essencialmente diferentes uma da outra.
  13. 13. 12 Segundo Delgado (2005, p. 02): As ONGs são organismos não governamentais, criados pela sociedade civil para auxiliar o Estado na consecução de seu objetivo mais importante: garantir o pleno exercício da cidadania e da democracia. Segundo a Lei n º 9.790/99, as OSCIPs são associações classificadas como pessoas jurídicas de direito privado e sem fins lucrativos, podendo efetuar a formalização de acordos de parceria com o governo, desde que seu Estatuto seja devidamente aprovado pelo Ministério da Justiça (BRASIL, 1999). As OSCIPs possuem mecanismos que garantem uma transparência financeira administrativa maior com relação às ONGs. As parcerias e convênios podem ser acompanhados pela população através da prestação de contas de gastos de forma virtual, o que não é exigido legalmente no caso das ONGs, ainda que estas porventura passem por órgãos de auditoria e fiscalização. Obter o título de OSCIP não é um processo simples, pois se faz necessária a aprovação pelo Ministério da Justiça e o cumprimento de uma lista de exigências, em que destacamos principalmente a transparência administrativa. O cumprimento dessas exigências garante o direito da entidade firmar parcerias e a concorrer a processos de licitação, conforme a Lei 8.666/93, e manifesto do Tribunal de Contas da União (TCU) no Acórdão 1.777/2005. A Lei n º 9.790/99 tem como foco principal o fortalecimento do terceiro setor. Antes de sua elaboração, o setor sem fins lucrativos com finalidade pública não possuía o amparo jurídico necessário. Pode-se dizer que a nova Lei das OSCIPs principiou um avanço no sentido de atualização da legislação, e tem como objetivos específicos: I Qualificar as organizações do Terceiro Setor por meio de critérios simples e transparentes, criando uma nova qualificação, qual seja, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público/ OSCIP. Esta nova qualificação inclui as formas recentes de atuação das organizações da sociedade civil e exclui aquelas que não são de interesse público, que se voltam para um círculo restrito de sócios ou que estão (ou deveriam estar) abrigadas em outra legislação; II Incentivar a parceria entre as OSCIPs e o Estado, por meio do Termo de Parceria, um novo instrumento jurídico criado para promover o fomento e a gestão das relações de parceria, permitindo a negociação de objetivos e metas e também o monitoramento e a avaliação dos resultados alcançados; III Implementar mecanismos adequados de controle social e responsabilização das organizações com o objetivo de garantir que os recursos de origem estatal administrados pelas OSCIPs sejam, de fato, destinados a fins públicos. (BRASIL, 1999).
  14. 14. 13 Surge então o termo parceria, que passa a dar à OSCIP a condição de parceira do governo, conforme explica o parágrafo 2º do artigo 10. As cláusulas do Termo de Parceria devem obrigatoriamente explicitar: I - a do objeto, que conterá a especificação do programa de trabalho proposto pela Organização da Sociedade Civil de Interesse Público; II - a de estipulação das metas e dos resultados a serem atingidos e os respectivos prazos de execução ou cronograma; III - a de previsão expressa dos critérios objetivos de avaliação de desempenho a serem utilizados, mediante indicadores de resultado; IV - a de previsão de receitas e despesas a serem realizadas em seu cumprimento, estipulando item por item as categorias contábeis usadas pela organização e o detalhamento das remunerações e benefícios de pessoal a serem pagos, com recursos oriundos ou vinculados ao Termo de Parceria, a seus diretores, empregados e consultores; V - a que estabelece as obrigações da Sociedade Civil de Interesse Público, entre as quais a de apresentar ao Poder Público, ao término de cada exercício, relatório sobre a execução do objeto do Termo de Parceria, contendo comparativo específico das metas propostas com os resultados alcançados, acompanhado de prestação de contas dos gastos e receitas efetivamente realizados, independente das previsões mencionadas no inciso IV; VI - a de publicação, na imprensa oficial do Município, do Estado ou da União, conforme o alcance das atividades celebradas entre o órgão parceiro e a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, de extrato do Termo de Parceria e de demonstrativo da sua execução física e financeira, conforme modelo simplificado estabelecido no regulamento desta Lei, contendo os dados principais da documentação obrigatória do inciso V, sob pena de não liberação dos recursos. No programa de trabalho deverão constar: o objeto da proposta, os indicadores de avaliação de desempenho, cronograma de execução, metodologia, justificativas, entre outros. Após trinta dias, a OSCIP obrigatoriamente deve publicar oficialmente na imprensa o regulamento de compra de bens, contratação de serviços e obras (BRASIL, 1999). A OSCIP deverá realizar o envio de cópia do regulamento onde constam todas essas informações para o órgão estatal parceiro, onde governo e OSCIP negociam o projeto que tratam do propósito do trabalho a ser desenvolvido e a prestação de contas do mesmo. A fiscalização do Termo de Parceria fica por conta do Estado e Conselho de Políticas Públicas. A entidade que pleitear a qualificação de OSCIP deverá solicitar formalmente junto ao Ministério da Justiça na Coordenação de Outorga e Títulos da Secretaria Nacional de Justiça em anexo ao pedido os seguintes documentos: Estatuto registrado em cartório adequado à Lei 9.790/99; Ata de Eleição de sua atual diretoria; Balanço Patrimonial; Demonstração do Resultado do Exercício; Declaração
  15. 15. 14 de Isenção do Imposto de Renda (Declaração de Informações Econômico-fiscais da Pessoa Jurídica - DIPJ), acompanhada do recibo de entrega, referente ao ano calendário anterior e Inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes/Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CGC/CNPJ). De acordo com o artigo 60 da medida provisória nº 2.158-35, de 24 de agosto de 2001, as empresas que doam recursos às OSCIPS podem deduzir o imposto de renda sobre a doação. Ambas são associações sem fins lucrativos, porém as OSCIPs possuem o reconhecimento de um ou mais organismos governamentais devido a todos os procedimentos de reconhecimento que passam através da transparência e prestação de contas junto à Prefeitura, o Estado ou a União, enquanto a ONG fica isenta destes processos (BRASIL, 2001). 2.3 ONGs, OSCIPs E O ENSINO DAS ARTES NO BRASIL Neste capítulo serão abordadas algumas características brasileiras específicas a respeito de ONGs e OSCIPs, questões presentes na LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: a importância da arte de uma maneira geral no sistema de ensino brasileiro; a importância da arte como forma de expressão humana; a arte não como suporte, mas como área de conhecimento; a arte no cotidiano; arte como instrumento de reconstrução social. Serão também apresentadas experiências dentro de organizações não governamentais onde foram aplicadas atividades artísticas, como foi o caso da artista Lívia Marques na ONG pequeno Davi. Tais registros vêm a somar na exploração de possibilidades a serem trabalhadas em associações do gênero. 2.3.1 Aspectos gerais sobre a relação entre Ongs, Oscips e o ensino de Artes no Brasil A Lei nº 9.394/96, mais conhecida como Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), representa um marco na educação do país ao instituir em diversos níveis da educação básica, a obrigatoriedade do ensino de Artes Visuais (BRASIL, 1996).
  16. 16. 15 Segundo Duarte (1991, p.68), o ensino das Artes “oferta a possibilidade de “sonhar, viver experiências, sentimentos remotos”, oportunizando dessa maneira, instantes de reflexão quanto ao mundo em que vivemos e sobre o próprio indivíduo”. Para o autor, a arte é um instrumento essencial para a construção de diferentes significados junto ao aprendizado conquistado devendo, portanto, ser considerada um instrumento pedagógico essencial no processo educativo. Nesse sentido, é preciso refletir sobre as Artes Visuais, a sua importância enquanto forma de expressão da humanidade e que sempre esteve presente em nossa civilização. Devemos considerar que a educação de um modo geral tem se modificado no Brasil, assumindo novos formatos nos processos de ensino e aprendizagem e assumindo seu papel na promoção da cidadania. A Arte como disciplina obrigatória em sala de aula e em contextos mais amplos, se apresenta como ferramenta de expressão do homem em sua plenitude, revelando seu sentido de vida. Não cabe ao ensino de Arte sua aplicação tão somente enquanto suporte para outras disciplinas, mas sim como uma área do conhecimento. É preciso considerar o ensino da Arte como uma disciplina transformadora, um meio de proporcionar ao indivíduo o ensino enquanto linguagem de expressão do conhecimento, podendo contribuir para, a partir dessa prática, conhecer a História da Arte de maneira lúdica e prazerosa, proporcionando instantes de alegria e reflexão que provocarão desdobramentos em todos os aspectos da vida humana. As Artes Visuais se fazem presentes em nosso dia-a-dia desde as primeiras manifestações de que se tem conhecimento, enquanto linguagem e produto da relação entre o indivíduo e o mundo. A Arte dialoga com as diferentes linhas teóricas no processo de ensino e aprendizagem de forma dinâmica e ativa, formando um sistema articulado de estudos sobre os mecanismos da percepção, imaginação criadora e visualidade. Assim como as escolas, muitas ONGs (Organizações Não Governamentais), principalmente as que prestam serviços voltados para crianças e adolescentes, também desenvolvem projetos com arte e educação. Segundo a ABONG (Organizações em Defesa dos Direitos e Bens Comuns), a nomenclatura ONG surgiu mundialmente na década de 1940 pela ONU (Organização das Nações Unidas), que buscava designar as entidades sociais que executavam projetos humanitários ou então de interesse público.
  17. 17. 16 Atualmente, muitos projetos políticos-pedagógicos de ONGs e OSCIPs (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público) têm como exclusividade na sua área temática de atuação o ensino de Artes como: teatro, pintura, escultura, dança, entre outras expressões artísticas, sendo este um vasto campo de trabalho e estudo e ser explorado. As ONGs e OSCIPs buscam através deste tipo de trabalho atuar junto à sociedade pela reconstrução e ressignificação de conceitos. Algumas ONGs e OSCIPs têm como público alvo grupos em situação de vulnerabilidade tais como sociais, culturais e/ou econômicas, destacando-se no Brasil as que são voltadas à economia solidária, geração de renda, defesa do meio ambiente, direitos humanos e a arte sempre é uma poderosa ação na melhoria dessas questões. Sobre as ONGS e o ensino da Arte no Brasil, Carvalho (2012) aponta no estudo “O Ensino da Arte em ONG: um instrumento para reconstrução pessoal e social”, que o ensino de arte tem sido empregado especialmente por organizações dedicadas à promoção dos direitos fundamentais de pessoas em situação de pobreza. 2.3.2 Experiências com atividades artísticas na Ong Pequeno Davi Os parágrafos seguintes falam sobre a experiência da arte-educadora Lívia Marques Carvalho em projetos educativos voltados mais especificamente a crianças e adolescentes. O projeto foi iniciado em um dos bairros mais pobres de João pessoa, o bairro do Roger. Nele Lívia implantou uma oficina de arte a partir daí a levou para dentro de uma Organização não Governamental chamada Casa Pequeno Davi. Características bem interessantes a respeito do bairro do Roger é que a principal atividade econômica de seus moradores é a coleta de lixo. É um dos bairros mais antigos de João Pessoa, uma comunidade que luta por manter e preservar suas raízes culturais. Tais elementos foram providenciais para que o trabalho fosse implantado naquele local. O ano em que o projeto deu seus primeiros passos foi 1989.
  18. 18. 17 O projeto tinha o objetivo de consolidar um espaço na comunidade onde as crianças, por meio da linguagem plástica, pudessem expressar suas aspirações, vivências e fantasias, estimulando assim a autoexpressão e a conscientização de problemas socioculturais por meio da leitura e elementos gráficos ali representados (CARVALHO, 2008). Segundo a autora o princípio do trabalho não foi nada fácil, sobretudo em função dos desajustes de horários por parte dos participantes. As atividades começaram a ser posicionadas de forma que pudessem ser realizadas em apenas uma seção; com isso quem viesse poderia ter uma participação integral mesmo que não viesse na próxima aula. No entanto, os resultados foram insatisfatórios. É importante sempre ter ideia a respeito do contexto onde o trabalho é realizado, entender a realidade das pessoas que compõe determinada comunidade, seus hábitos, costumes e condição social. Através desse estudo prévio é possível se preparar pedagogicamente para a realização das tarefas, o que não quer dizer que isso imunize o arte-educador de possíveis contratempos, mas ajuda sem dúvida no processo. A solução criada para a melhoria, no que diz respeito à frequência foram medidas simples, porém eficazes: a primeira foi levar o material e não deixar por conta dos participantes; depois providenciou um local mais bem localizado e isto facilitou o acesso das pessoas até o local. Lívia adotou como base para o projeto os princípios da educação libertadora de Paulo Freire, uma forma de construção do conhecimento com base na realidade cultural. O objetivo era a criação de vários painéis no bairro do Roger, trazendo uma espécie de revitalização ao lugar. Para tanto, foram necessárias algumas etapas: definição do tema, que foi feita de uma forma bem dialética, ou seja, o diálogo foi privilegiado especialmente, pois o mesmo exigia uma reflexão a respeito do tema proposto, que era o da realidade cotidiana; para motivar os alunos à reflexão e caracterizar sua vida cotidiana eram feitas perguntas a respeito de como era o bairro onde residiam e como gostariam que ele fosse. Algo interessante que a autora observou foi que as crianças, especialmente os meninos, de uma forma geral não queriam representar o lugar como era, mas sim como gostariam que fosse: Percebemos logo que os meninos ficavam contrafeitos em representar formalmente elementos como urubus, porcos, materiais amontoados, coisas
  19. 19. 18 que os identificassem como meninos vivendo em uma situação de pobreza, rodeados pelos entulhos do lixão. Eles almejavam parecer ou ser como um menino comum (CARVALHO, 2008, p. 37). O processo de execução da proposta foi da seguinte forma: foram estendidos ao longo de uma grande mesa papel craft de rolo. Nele eram desenhados os elementos que cada um havia imaginado. Havia interferências nos desenhos uns dos outros, entre eles, mas não por parte dos professores. Os trabalhos que de forma consensual eram tidos como satisfatórios pelos próprios alunos eram reproduzidos nos muros do local. Para a reprodução foram utilizados materiais de baixo custo como pincéis reutilizáveis, tintas a partir do pigmento “xadrez” e demais materiais acessíveis. Os resultados foram surpreendentes e toda a comunidade manifestava apoio e satisfação com o projeto. A partir disso, muitos outros projetos surgiram e foram encabeçados pela autora, todos tendo impacto muito positivo nas comunidades das quais fizeram parte. CARVALHO (2008, p. 139) reforça a importância das ONGs: A exclusão social penaliza toda uma geração de brasileiros. Enquanto crianças e jovens viverem nessa situação, seu desenvolvimento pessoal estará comprometido e sob ameaça. Acredito ser indispensável criar chances de integração social e, ao mesmo tempo, gerar condições que proporcionem a afirmação pessoal. Para enfrentar o desafio de vida, é necessário empregar uma pedagogia como a educação artística, que tenha a força de interferir positivamente no plano da autoimagem e da autoestima e que estimule os educandos a buscar o seu desenvolvimento como pessoa e como cidadão ou cidadã. O presente Trabalho de Conclusão de Curso apontou as características e diferenças entre ONGs e OSCIPs, isto acorreu por um motivo bem importante e que não pode ser ignorado: o crescimento no surgimento e transformações de ONGs em OSCiPs que inclusive já foi justificado tecnicamente neste e nos capítulos anteriores do presente trabalho. Critérios embasados nas leis relacionadas à transparência na prestação de contas e incentivos por parte do governo a essas instituições desde que se submetam aos critérios necessários, entre outros motivos, tornam a OSCIP no Brasil uma alternativa mais atrativa àqueles que desejam alcançar a sociedade através deste tipo de trabalho.
  20. 20. 19 3 METODOLOGIA Para esse trabalho de pesquisa foi utilizada a abordagem de pesquisa qualitativa: tem caráter exploratório, mostra aspectos subjetivos e atingem motivações não explícitas ou mesmo conscientes, de maneira espontânea. É utilizada quando se busca percepções e entendimento sobre a natureza geral de uma questão, abrindo espaço para a interpretação. Outras características da pesquisa qualitativa são: a fonte dos dados é o ambiente natural, o pesquisador é o instrumento principal, é descritivo-analítica e valoriza muito o processo e não apenas o resultado. Busca profundidade, parte do subjetivo, tenta atingir o objetivo, a amostra é pequena não causal, intencional. Trabalha com valores, crenças, opiniões, atitudes e representações. Todas as variáveis são importantes, parte do todo para o particular, trabalha com pressuposto. Para Minayo (1994), “a pesquisa qualitativa responde a questões muito particulares. Ela se preocupa com um nível de realidade que não pode ser quantificado. Entendo que para alcançar os resultados esperados no trabalho de ensino de pintura em ONGs ou OSCIPs, a pesquisa qualitativa seja a melhor alternativa, pois trabalha a partir do interior para o exterior, levando em consideração aspectos muito importantes, sobretudo para alunos que vêm normalmente de varias mazelas familiares, o que exige muito mais atenção e cuidados na educação. 3.1 LEVANTAMENTO DE INFORMAÇÃO E ANÁLISE DOCUMENTAL A partir do conceito acerca da pesquisa documental definimos como uma técnica que faz toda a diferença nos resultados, uma vez que a maioria das bases dos trabalhos vem da parte escrita, que por sua vez vem de um processo de investigação. É a operação que permite apresentar um documento através das suas referencias bibliográficas seguidas de um resumo do seu conteúdo e da indexação do mesmo. Goldenberg (2002, p. 14) sintetiza esse pensamento: “o que determina como trabalhar é o problema que se quer trabalhar: só se escolhe o caminho quando se sabe aonde se quer chegar”.
  21. 21. 20 A pesquisa e análise documental são feitas por meio de documentação autêntica referente ao objeto investigado, esses documentos podem ser atuais ou antigos, porém devem sempre ter sua autenticidade comprovada. Cellard (2008: 301) lembra-nos que “é importante assegurar-se da qualidade da informação transmitida”. A pesquisa documental é realizada em fontes como tabelas estatísticas, cartas, pareceres, fotografias, atas, relatórios, obras originais de qualquer natureza – pintura, escultura, desenho, notas, diários, projetos de lei, ofícios, discursos, mapas, testamentos, inventários, informativos, depoimentos orais e escritos, certidões, correspondência pessoal ou comercial, documentos informativos arquivados em repartições públicas, associações, igrejas, hospitais, sindicatos (Santos, 2000, p.114). [...] o documento escrito constitui uma fonte extremamente preciosa para todo pesquisador nas ciências sociais. Ele é, evidentemente, insubstituível em qualquer reconstituição referente a um passado relativamente distante, pois não é raro que ele represente a quase totalidade dos vestígios da atividade humana em determinadas épocas. Além disso, muito frequentemente, ele permanece como o único testemunho de atividades particulares ocorridas num passado recente (CELLARD, 2008. p. 295). Segundo Ludke e André: A análise documental constitui uma técnica importante na pesquisa qualitativa, seja complementando informações obtidas por outras técnicas, seja desvelando aspectos novos de um tema ou problema. (1986, p. 28) Podemos caracterizar três principais aspectos desse tipo de pesquisa: A análise documental: “[...] busca identificar informações factuais nos documentos a partir de questões e hipóteses de interesse” (CAULLEY LÜDKE, ANDRE, 1986, p. 38). A pesquisa documental: “Uma pessoa que deseja empreender uma pesquisa documental deve, com o objetivo de constituir um corpus satisfatório, esgotar todas as pistas capazes de lhe fornecer informações interessantes” (CELLARD, 2008, p. 298). Vale ressaltar também que: A técnica documental: ”A técnica documental vale-se de documentos originais, que ainda não receberam tratamento analítico por nenhum autor. [...] é uma das técnicas decisivas para a pesquisa em ciências sociais e humanas” (HELDER, 2006, p. 1-2). A junção desses aspectos na implementação de todo o processo da pesquisa documental desde seu início, desenvolvimento e conclusão são imprescindíveis para
  22. 22. 21 se alcançar um resultado satisfatório. Minayo cita de forma geral essa junção de fatores: A metodologia inclui as concepções teóricas de abordagem, o conjunto de técnicas que possibilitam a apreensão da realidade e também o potencial criativo do pesquisador. (2008, p. 22). O que se fundamenta em: Para pesquisar precisamos de métodos e técnicas que nos levem criteriosamente a resolver problemas. [...] é pertinente que a pesquisa científica esteja alicerçada pelo método, o que significa elucidar a capacidade de observar, selecionar e organizar cientificamente os caminhos que devem ser percorridos para que a investigação se concretize (GAIO, CARVALHO e SIMÕES, 2008, p. 148). É importante também saber que não existe um processo padrão para realizar todo esse processo da pesquisa documental; no entanto, existem apontamentos que auxiliam muito nesse sentido e não podem ser desprezados. Não existem normas fixas nem procedimentos padronizados para a criação de categorias, mas acredita-se que um quadro teórico consistente pode auxiliar uma seleção inicial mais segura e relevante. [...] Em primeiro lugar [...] faça o exame do material procurando encontrar os aspectos relevantes. Verifique se certos temas, observações e comentários aparecem e reaparecem em contextos variados, vindos de diferentes fontes e diferentes situações. Esses aspectos que aparecem com certa regularidade são a base para o primeiro agrupamento da informação em categorias. Os dados que não puderem ser agregados devem ser classificados em um grupo à parte para serem posteriormente examinados (LUDKE; ANDRÉ, 1986, p. 43). A pesquisa documental sem dúvida constitui um procedimento de metodologia providencial no campo das ciências sociais e humanas e isto se deve ao fato de na maioria dos casos a grande parte das fontes se constitui na base do processo de investigação. Logo, a pesquisa documental, bem como outros tipos de pesquisa, se propõem à produção de novos conhecimentos, fenômenos e formas como eles se desenvolvem. 3.2 TÉCNICAS PARA A PESQUISA
  23. 23. 22 Para a realização deste projeto foram adotados os seguintes procedimentos: Revisão bibliográfica: foram realizadas diversas pesquisas em livros, trabalhos científicos, revistas e internet. Visita à ONG estudada, para a coleta de informações teóricas acerca das suas características, através de entrevista com seu representante legal, quando na ocasião foi apresentado um questionário pré-elaborado, visando agilizar o procedimento, facilitando a aquisição das respostas mais importantes. As questões levantadas se encontram em anexo.
  24. 24. 23 3.3 RESULTADOS E DISCUSSÕES A partir de uma análise crítica da realidade que acompanhamos nos noticiários televisivos, na própria experiência na ONG Impacto Kids podemos observar a grande quantidade de crianças e adolescentes em situação precária de saúde e cuidados básicos no meio social brasileiro. Na nossa cidade não é diferente. Basta olharmos para o nosso lado para compreendermos a importância de atitudes humanitárias no sentido de minimizar o sofrimento destas pessoas. Sim, pessoas, que nem sempre são consideradas como tal e sim como peças de composição da sociedade brasileira. Neste sentido, ações particulares e pontuais visando a melhoria da condição presente e futura destas crianças e adolescentes são muito bem vindas em nosso meio. A ONG IMPACTO KIDS em estudo faz a sua parte neste mundo tão globalizado e dependente de boa vontade política para a resolução dos seus problemas. Através de ações educativas, cuidados especiais, apoio material e alimentação vêm melhorando a qualidade de vida de dezenas de crianças ao longo do desenvolvimento do seu trabalho. A entidade situa-se fora da região central, em um bairro que possui um número muito elevado de crianças carentes, a Coophavila II, região sul da cidade de Campo Grande.
  25. 25. 24 Figura 1 - VISTA DA FACHADA DA ONG, foto: Huldo T. C. Junior, 2016. Campo Grande – MS. Figura 2 - ESPAÇO LATERAL PARA EVENTOS E JOGOS, foto: Huldo T. C. Junior, 2016. Campo Grande – MS.
  26. 26. 25 Figura 3 - ESPAÇO NOS FUNDOS DA PROPRIEDADE, foto: Huldo T. C. Junior, 2016. Campo Grande – MS. A ONG IMPACTO KIDS está localizada na Rua da Praia nº 166 no Bairro Cophavila II na cidade de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, conforme mapa de localização, figura 3.1. Figura 4 - LOCALIZAÇÃO DA ONG IMPACTO KIDS, fonte Google Maps, 2016.
  27. 27. 26 A ONG é administrada pela sua fundadora e presidente, Sra. Eronilda dos Santos, assessorada pelo vice-presidente Sr. William Henrique Ximenes e conta também com diversos colaboradores para a realização das aulas e tarefas cotidianas. Figura 5 - FUNDADORA E PRESIDENTE DA ONG IMPACTO KIDS, foto: Huldo T. C. Junior, 2016. Campo Grande – MS. Figura 6 - COLABORADORES COM A ASSOCIAÇÃO, foto: Huldo T. C. Junior, 2016. Campo Grande – MS.
  28. 28. 27 A concretização da ideia de ajudar crianças carentes da Sra. Eronilda surgiu há alguns anos, mais precisamente em 2008. Apesar de ser uma vontade antiga, visto a própria condição e dificuldades de quando criança, somente naquele ano, tendo que cuidar sozinha de seu filho de nove anos, resolveu trazer outras crianças para juntamente com ele poder dar amor, carinho, educação e cuidados. Pessoa muito conhecida na região e detentora de grande confiança por parte das mães das crianças e adolescentes, logo se viu cercada de vinte crianças em sua casa. Mas, a IMPACTO KIDS, na verdade, surgiu como entidade assistencial em Ribas do Rio Pardo. Estando naquela cidade realizando um trabalho evangélico, decidiu implantar a sua ideia. Deu certo e a ONG IMPACTO KIDS continua prestando serviços até os dias de hoje agora sendo administrada por uma organização evangélica. A ideia de cuidar de crianças e adolescentes em Campo Grande voltou a ser discutida e decidiram então instalar a IMPACTO KIDS também nesta cidade. Para efeitos de abertura da associação o endereço inicial foi na Rua Tapirapés nº 19, Jardim Leblon, posteriormente, transferida para o endereço atual. Necessário se fazia providenciar a documentação legal e a legalização se prolongou por longos seis meses, até que, finalmente, foi concretizada em 30 de março de 2015. A ONG IMPACTO KIDS, como o nome já diz, está impactando crianças e adolescentes e conta hoje com nenhum recurso formal advindo do poder público ou da classe política. Ela funciona através de doações voluntárias da população e do comércio em geral. Com os donativos de roupas, sapatos e acessórios em geral são promovidas vendas de bazar, em que os recursos auferidos são devidamente registrados e utilizados no prosseguimento dos trabalhos. Outras formas de arrecadação são os eventos promocionais de culinária, como venda de pastéis, arroz carreteiro entre outros.
  29. 29. 28 Figura 7 - PASTELADA PARA ARRECADAÇÃO DE FUNDOS, foto: divulgação interna da ONG, 2016, Campo Grande - MS Figura 8 - PASTELADA PARA ARRECADAÇÃO DE FUNDOS, foto: divulgação interna da ONG, 2016, Campo Grande - MS
  30. 30. 29 Figura 9 - EVENTOS PARA FUNDOS, Foto de divulgação da ONG Impacto Kids, 2016, Campo Grande – MS. Figura 10 - DONATIVOS PARA ALIMENTAÇÃO, foto: Huldo T. C. Junior, 2016. Campo Grande – MS.
  31. 31. 30 Figura 11 - BAZAR, foto: Huldo T. C. Junior, ONG Impacto Kids, 2016. Campo Grande – MS. Figura 12 - DONATIVOS PARA O BAZAR, foto: Huldo T. C. Junior, 2016. Campo Grande – MS.
  32. 32. 31 Figura 13 - DONATIVOS ORGANIZADOS NO BAZAR, foto: Huldo T. C. Junior, 2016. Campo Grande – MS. Figura 14 - DONATIVOS ORGANIZADOS NO BAZAR, foto: Huldo T. C. Junior, 2016. Campo Grande – MS.
  33. 33. 32 Figura 15 - BAZAR, foto: Huldo T. C. Junior, 2016. Campo Grande – MS. Figura 16 - BAZAR, foto: Huldo T. C. Junior, 2016. Campo Grande – MS. A faixa etária dos jovens atendidos na ONG em estudo é entre dez e dezessete anos e não existe qualquer critério discriminativo em termos de renda familiar ou classe social que impossibilite o atendimento dos mesmos. A Associação atende no horário comercial de segunda-feira a sábado.
  34. 34. 33 As características principais entre as crianças e adolescentes atendidos são: a proveniência de famílias totalmente desestruturadas e a presença de traumas existenciais profundos, geralmente, produzidos dentro do próprio lar. Normalmente na ONG são atendidas em média vinte crianças e adolescentes. O espaço físico da entidade, devidamente estruturado e aparelhado com certeza poderia abrigar pelo menos setenta jovens. Também dependeria da maior participação da sociedade, no que tange a recursos financeiros para suprir o aumento expressivo dos custos. Figura 17 - JOVENS EM ATIVIDADE RECREATIVA, foto: Huldo T. C. Junior, 2016. Campo Grande – MS
  35. 35. 34 . Figura 18 - JOVENS E COORDENADORES NA ONG, foto: Huldo T. C. Junior, 2016. Campo Grande – MS. Atualmente são proporcionadas aos jovens atendidos na associação as seguintes atividades: aulas de reforço escolar; aulas de língua inglesa; aulas de capoeira; aulas de violão e atividades esportivas e recreativas diversas. Está sendo preparado o espaço físico para a implementação de aulas de informática básica. Figura 19 - SALA DE AULA, foto: Huldo T. C. Junior, 2016. Campo Grande – MS.
  36. 36. 35 Figura 20 - SALA DE AULA, foto: Huldo T. C. Junior, 2016. Campo Grande – MS. Figura 21 - LIVROS PARA ESTUDO, foto: Huldo T. C. Junior, 2016. Campo Grande – MS
  37. 37. 36 Figura 22 - AULA DE VIOLÃO, foto: Huldo T. C. Junior, 2016. ONG Impacto Kids, 2016, Campo Grande – MS. Figura 23 - AULAS DE VIOLÃO, foto: Huldo T. C. Junior, 2016. ONG Impacto Kids, 2016, Campo Grande – MS.
  38. 38. 37 Figura 24 - AULA DE VIOLÃO, foto: Huldo T. C. Junior, 2016. ONG Impacto Kids, 2016, Campo Grande – MS. Figura 25 - ESPAÇO PARA BRINQUEDOS, foto: Huldo T. C. Junior, 2016. ONG Impacto Kids, 2016, Campo Grande – MS.
  39. 39. 38 Figura 26 - ESPAÇO DOS BRINQUEDOS, foto: Huldo T. C. Junior, 2016. Campo Grande – MS. Figura 27 - ESPAÇO PARA BRINQUEDOS, foto: Huldo T. C. Junior, 2016. ONG Impacto Kids, 2016, Campo Grande – MS.
  40. 40. 39 Figura 28 - ESPAÇO DOS BRINQUEDOS, foto: Huldo T. C. Junior, 2016. ONG Impacto Kids, 2016, Campo Grande – MS. Figura 29 - SALA DE COMPUTAÇÃO, foto: Huldo T. C. Junior, 2016. ONG Impacto Kids, 2016, Campo Grande – MS.
  41. 41. 40 Figura 30 - SALA DE INFORMÁTICA, foto: Huldo T. C. Junior, 2016. ONG Impacto Kids, 2016, Campo Grande – MS. De acordo com as informações recolhidas junto à presidente e diretora da entidade quando indagada acerca da viabilidade de implantação da atividade de pintura expressionista na ONG IMPACTO KIDS, a mesma foi bastante efusiva salientando a necessidade de mais projetos para a associação e ressaltando a influência positiva da pintura para os jovens, afirmando fazer muito bem para saúde mental e física, deixando-os com toda a certeza mais alegres e tranquilas. Aos pontos mencionados agrega a possibilidade de surgimento de novos talentos que poderão ser orientados devidamente. Partindo das informações anteriormente prestadas, a diretora da entidade a respeito da arte e do ensino da arte expressionista, a mesma qualifica como positiva a aplicação de atividades pictóricas expressionistas dentro da instituição por vários motivos, dentre eles estão: a viabilidade de recursos para execução haja vista que não se demanda tantos recursos financeiros especialmente no principiar das atividades, como foi comprovada neste mesmo trabalho através da experiência relatada pela artista e autora Lívia Marques quando ela explana que se utilizava de tinta acrílica branca e pigmentos variados para tornar a atividade possível a todos, mesmo porque ela entende que o principal é o incentivo as motivações positivas e não a concentração naquilo que não se possui, também incentiva a se utilizar do repertório do próprio aluno também é uma característica que defendo dentro deste
  42. 42. 41 trabalho através da metodologia histórico crítica de Demerval Saviani, a qual é muito bem recebida pela diretoria da ONG também. Logo se entende como positiva a aplicação especialmente da arte expressionista pictórica na entidade. Outro aspecto positivo também apontado é o que foi constatado empiricamente pela diretora: “atividades que se utilizam de processos manuais como pintura, desenho, tendem a deixar as crianças e adolescentes mais tranquilos, o que é muito importante, pois lidamos com crianças e adolescentes que muitas vezes não encontram essa calmaria e tranquilidade dentro de seus lares, muitos inclusive não têm a presença dos pais, moram de favor, ter esse tempo além do incentivo ao aprendizado também serve como um calmante natural para eles”. Segundo a diretora de dez a dezessete anos é a faixa etária com a qual a ONG se propõe a trabalhar com essas crianças dentro das atividades pictóricas expressionistas. Ainda salienta que acredita com grande otimismo, que essas atividades podem contribuir substancialmente para um desenvolver qualitativo na vida dos alcançados pelo projeto. Mesmo o projeto na prática ainda não estar sendo executado, a diretora acha de grande valia a iniciativa de se aplicar tais atividades também em outras entidades. Para implementação das atividades, a ONG Impacto Kids acha interessante pelo menos dois encontros semanais, variando o calendário de acordo com as possibilidades existentes.
  43. 43. 42 4 CONCLUSÕES FINAIS No início deste trabalho a ideia era fazer uma pesquisa intensiva a respeito de ONGs e OSCIPs e a aplicação do ensino da arte pictórica nestes espaços. Não apenas um projeto de pesquisa acerca da implantação de um trabalho nesse tipo de instituição, mas de fato já a própria aplicação de algumas atividades artísticas relacionadas ao tema proposto no segmento da arte expressionista. No entanto, e com o decorrer do tempo e após o amadurecimento e organização das ideias, a conclusão é de que isto não deveria ser feito nesta etapa. A forma mais sensata seria um aprofundamento maior das pesquisas e em outro momento e após as devidas reflexões, estando portanto já melhor preparados no sentido técnico e pessoal, daí então cogitar a realização prática deste projeto. Após a compreensão dos conceitos, das formas de implementação, dos métodos de trabalho, das dificuldades e recompensas, das experiências de atividades, dos depoimentos, da organização e finalmente do que na realidade é uma ONG e uma OSCIP é possível obter uma ideia sobre os desafios e vantagens de implantar o ensino de pintura em uma ONG ou em uma OSCIP. Refletindo através da observação está claro que este é um caminho que não muitos querem trilhar, especialmente pela quantidade e dificuldade de desafios a serem vencidos. Dificuldades na captação de recursos, localização definida nos locais de maior concentração de menores carentes e onde infelizmente os índices de violência são preocupantes, burocracia extrema, corações doadores raros, entre outros tantos fatores. A violência doméstica no cotidiano dos alunos é comum, bem como a falta de alimentação adequada diária. Voluntários para auxiliar nas atividades são muito poucos e as doações são muitas vezes restolhos quase inaproveitáveis para o consumo. A capacitação muitas vezes deixa a desejar e o uso destas entidades para fins duvidosos ou indecorosos infelizmente permeia muitas delas. Entretanto não existem apenas aspectos negativos. Durante a pesquisa, vários testemunhos e relatos pessoais, inclusive de crianças e adolescentes que foram profundamente tocados por tais iniciativas e que produziram de uma forma geral resultados muito positivos. Por maiores que sejam as dificuldades que se
  44. 44. 43 apresentam à frente de um trabalho como este existe a recompensa do privilégio de desenvolver algo que tenha tamanho poder de tocar, aproximar, comover e conduzir pessoas a caminhos mais iluminados. Sentimentos de gratidão que sem dúvida são constantes. A pesquisa se desenvolveu com bastante fluidez, foram conceituados e dados os significados de ONG e OSCIP, estatutos e leis que abrangem este tipo de iniciativa. Foram também feitas pesquisas com pessoas que já desenvolvem este tipo de trabalho, inclusive no contexto da arte, como podemos citar a artista e escritora Lívia Marques de Carvalho. A pesquisa abrangeu também a arte expressionista pictórica e levou em conta a opinião da idealizadora da ONG IMPACTO KIDS, que demonstrou total aprovação no sentido da implantação de um projeto que contemple a arte e especialmente a da pintura expressionista, dentro da ONG IMPACTO KIDS e também fora dela. O desenvolvimento de todo este processo não foi uma tarefa fácil. Grandes superações pessoais foram necessárias, inclusive o tempo bastante escasso. Existe a possibilidade de aprofundamento muito maior no tema e isto é algo que ficará para uma próxima etapa, que com certeza será consolidada. A partir de toda a pesquisa feita, a conclusão final sobre o elemento principal que deve compor qualquer ONG ou OSCIP em seu cotidiano: o amor. Amor esse que leva em seu bojo a esperança e a fé de que ainda é possível fazer algo relevante em prol do ser humano.
  45. 45. REFERÊNCIAS ABONG. Organizações em Defesa dos Direitos e Bens Comum. Disponível em: <http://www.abong.org.br>. Acesso em: 24 jul. 2015. APPOLINÁRIO, F. Dicionário de metodologia científica: um guia para a produção do conhecimento científico. São Paulo, Atlas, 2009. BAVA, Silvio Caccia. As ONGs e as Políticas Públicas no Estado Democrático. Revista do Serviço Público, RSP, ano 45, v. 118, n. 3 (1994). p. 97 – 100. BRASIL. Senado Federal. Medida Provisória nº 2.158-35/2001. Altera a legislação das Contribuições para a Seguridade Social - COFINS, para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PIS/PASEP e do Imposto sobre a Renda. Brasília, 2001. _______. Senado Federal. Lei sobre a qualificação de pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público: nº 9790/99. Brasília, 1999. _______. Senado Federal. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: nº 9394/96. Brasília, 1996. _______. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal: Centro Gráfico, 1988. CARVALHO. Lívia Marques. O ensino de artes em ONG: um instrumento para a reconstrução pessoal e social. Disponível em portal UNESCO. Acesso em novembro de 2015. CELLARD, A. A Análise Documental. In: POUPART, J. et al. A pesquisa qualitativa: Enfoques epistemológicos e metodológicos. Petrópolis, Vozes, 2008. COUTINHO, Joana Aparecida. Organizações Não Governamentais: o que se oculta ou não. Disponível em: <http://espacoacademico.com.br/024/24/ccoutinho.htm>. Acesso em: 10 dez. 2015. DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS, ONU, 1948. DELGADO. Rodrigo Mendes. Artigo. O que é uma ONG. Disponível em: <http://www.direitonet.com.br>. Acesso em: 03 nov. 2015. DICIONÁRIO INFORMAL, pesquisa qualitativa, 2016, disponível em: http://www.dicionarioinformal.com.br/pesquisaqualitativa, acesso em 07/03/2016. DUARTE, João Francisco. Fundamentos Estéticos da Educação. 3 ed. Editora Papirus, Campinas 1991. FERRAZ, Nathaly, Criança ou adulto? - uma reflexão em torno da adolescência – 2001, p. 57. Trabalho de Conclusão de Curso; (Graduação em PSICOLOGIA
  46. 46. 45 CLÍNICA) - UNIVERSIDADE CATOLICA DE PERNAMBUCO; Orientador: Patrícia Wallerstein Gomes, 2001. GAIO, R.; CARVALHO, R.B.; SIMÕES, R. Métodos e técnicas de pesquisa: A Metodologia em questão. In: GAIO, R. (org.). Metodologia de pesquisa e produção de conhecimento. Petrópolis, Vozes. HELDER, R. R. Como fazer análise documental. Porto, Universidade de Algarve, 2006. LUDKE, M.; ANDRÉ. M.E.D. A Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo, EPU, 1986. MINAYO, M.C.S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 11a ed. São Paulo, HUCITEC, 2008. SANTOS, Antonio Raimundo dos. Metodologia Científica: um guia para a produção do conhecimento científico. São Paulo, Atlas, 2009.
  47. 47. 46 ANEXOS Roteiro da entrevista na ONG Impacto kids Este roteiro da entrevista foi realizado como técnica para pesquisa na ONG IMPACTO KIDS, com objetivo de esclarecer e adquirir informações relacionadas a ONG e viabilidades para pesquisa e possível implementação futura de atividades artísticas na instituição. As perguntas realizadas foram respectivamente:  Qual o nome e a qualificação da fundadora da ONG IMPACTO KIDS?  Como surgiu a ideia de montar a ONG e qual o grau de dificuldade para sua criação e legalização?  Como foi, se aconteceu, a questão do apoio financeiro, político, de logística e legal para a criação e a instalação da ONG?  Qual a faixa etária das crianças atendidas pela ONG IMPACTO KIDS?  Existem critérios relacionados à renda familiar para o atendimento destas crianças?  Quais os horários de atendimento?  Quais são as características principais das crianças atendidas atualmente pela entidade?  Quantas crianças são atendidas atualmente?  Qual o número máximo que poderão desfrutar deste atendimento referente a estrutura física do local?  Quais atividades são atualmente desenvolvidas pela entidade em prol da melhoria cultural, física e mental dos participantes?  Qual a opinião da diretora da entidade a respeito do ensino e arte para as crianças?  Caso seja positiva a resposta da questão anterior, a partir de quando poderia ser implantado o sistema dentro da entidade? Existem condições físicas para a implantação?  Evidentemente existe uma vasta amplitude no que diz respeito ao o que ensinar dentro do campo das Artes Visuais, qual sua opinião quanto ao ensino da arte da pintura na ONG Impacto Kids (pergunta realizada a diretora da entidade)?
  48. 48. 47  Qual a opinião da diretora sobre a valorização da arte expressionista no ensino da ONG, tendo como base informações prestadas à mesma e contidas no plano de curso deste trabalho. Seria um diferencial na vida dos alunos?  Qual a importância da expansão da ideia para outras entidades assistenciais?  Na questão dos recursos materiais necessários para a implementação do programa, qual seria a forma e as condições sugestionadas para sua execução?  Qual seria, na visão empresarial, a melhor forma de implantação da ideia na entidade sob a sua direção?
  49. 49. 48 HÚLDO TRÉFZGER CÂNDIDO JÚNIOR UMA PROPOSTA DE ENSINO DE PINTURA NA ONG IMPACTO KIDS UNIVERSIDADE FEDERAL DO MATO GROSSO DO SUL CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS CURSO DE ARTES VISUAIS - LICENCIATURA CAMPO GRANDE 2016
  50. 50. 49 HÚLDO TRÉFZGER CÂNDIDO JÚNIOR UMA PROPOSTA DE ENSINO DE PINTURA NA ONG IMPACTO KIDS Projeto de curso apresentado no curso de licenciatura em Artes Visuais, na UFMS, sob orientação da Profª. Drª. Vera Lúcia Penzo Fernandes. CAMPO GRANDE 2016
  51. 51. 50 INTRODUÇÃO Este Projeto de Curso pretende identificar e aplicar as funções do ensino das Artes Visuais e sua relação com as demandas específicas de crianças e adolescentes, carentes, fragilizados e compreender qual a importância do ensino da arte, especialmente da arte pictórica expressionista, na Instituição Impacto Kids, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Um dos motivos de escolher a técnica artística de pintura para esse trabalho são os incontáveis benefícios que ela traz para o indivíduo, especificamente para crianças e adolescentes, de um a dezesseis anos de idade, que são o objeto de estudo dentro de um contexto de OSCIP. A psicóloga Nathaly Ferraz da universidade de Pernambuco define: A pintura estimula a comunicação, criatividade, sensibilidade, aumenta a concentração e expressão das crianças, e também é indicada em tratamentos terapêuticos, pois reduz a ansiedade, regulariza os medos e expectativas. As crianças que tem contato com a pintura expressam as suas preocupações e as emoções são aliviadas e acalmadas, ao mesmo tempo em que desenvolvem os seus gostos e perfis artísticos. Em suma, a pintura é benéfica para as crianças porque auxilia no desenvolvimento de sua individualidade, autoestima, incentiva a personalidade criativa, desenvolve habilidades para resolver problemas, promove a organização de ideias, incentiva a comunicação tornando-a mais eficaz, favorece a expressão dos sentimentos e tranquilidade (Ferraz, Nathaly, p. 37-39, 2001). Mediante tantos benefícios, fica claro que a pintura vem a ser uma grande aliada como instrumento de aprendizagem e desenvolvimento. O estilo escolhido foi o expressionista que tem também por característica própria trabalhar a expressão, sobretudo dos sentimentos, tal estilo dentro de uma OSCIP pode de forma estimulante ajudar no processo de socialização das crianças e adolescentes, sendo uma técnica que se é trabalhada de dentro para fora do ser. Através da pintura expressionista, podemos dar a chance para essas crianças e adolescentes poderem expressar-se de forma mais livre podendo até inclusive dialogar com aspectos psicológicos que muitas vezes ficam ocultos ou não têm a forma correta de virem à tona para serem tratados, evidentemente, esse não é o foco do presente trabalho, no entanto ele poderá servir como base de estudo para outros setores que envolvem uma OSCIP inclusive no campo da psicologia.
  52. 52. Como se pode comprovar através de CARVALHO (2012): “O Ensino da Arte em ONG: um instrumento para reconstrução pessoal e social”, que o ensino de arte tem sido empregado especialmente por organizações dedicadas à promoção dos direitos fundamentais de pessoas em situação de pobreza. Em tempos onde a vida cotidiana se torna cada vez mais automatizada arte da pintura associada ao estilo expressionista é uma ferramenta eficaz que nos leva a reflexões intrínsecas. EXPRESSIONISMO, CONCEITO GERAL E REPRESENTANTES O movimento Expressionista surgiu na Alemanha no início do século XX, e veio em contraponto à arte Impressionista, que trazia a reprodução e a impressão das formas das pessoas, paisagens e objetos com a valorização das formas e da luz. No Expressionismo, as pinturas retratavam a visão do artista sobre a sua realidade, através da materialização dos sentimentos e dos sentidos, se forma singular e arbitrária ao conceito de arte vigente. No Expressionismo a deformação visual e o choque de cores, exploram as sensibilidades, o drama. Seus principais representantes foram Paul Césanne (1839-1906), Vicent Van Gogh (1853-1890) e Munch (1863-1944). Expressão dos sentimentos, emoções e uma despreocupação na objetivação da representação da realidade subjetiva, tais elementos também compõe o movimento denominado Expressionista. Exagerar, distorcer, impactar tudo isso esta arraigado a fórmula do expressionista, temáticas que muitas vezes causam espanto, uma densidade se sentimentos é esfregada na tela que recebe muito mais que tinta, antes, uma descarga emocional gigantesca. Cores fortes, sem mistura, pasta espessa, movimentos agressivos, formas deformadas, despreocupação com luz e sombra, aspectos que fazem parte de um impacto psicológico por parte de quem produz a pintura expressionista. Quando se fala em expressionismo o nome Van Gogh é o primeiro que vem a mente, mas outros artistas também fizeram parte do movimento cada um a sua maneira, dentre eles estão: As pinturas de Goya, Gaugain, Munch, Ensor, Roault, Modigliani e Chagall, Anita Malfatti, dentre outros.
  53. 53. 52 OBJETIVO GERAL Conhecer, interiorizar, refletir e praticar os conceitos e técnicas relativos ao Expressionismo e seus principais representantes. CONTEÚDO Expressionismo:  Expor a sua realidade interior em sua obra, sendo cada feito uma expressão do seu eu interior, um processo subjetivo e individual. O expressionismo em seu contexto histórico:  Movimento artístico que surge no final do século XIX e início do século XX em resposta ao impressionismo;  O expressionismo esteve presente nos diferentes ramos da arte: na literatura, nas artes plásticas, na música, na fotografia, no cinema, no teatro e na dança, mas sua primeira manifestação aconteceu na pintura, sendo conhecido por ser uma das vanguardas históricas;  Principal concentração expressionista na Alemanha, em função do pós Primeira Grande Guerra, como um movimento de expressão social e política. Na América Latina era utilizado principalmente como forma de manifestação política. Principais representantes do Expressionismo:  Paul Césanne, Vicent Van Gogh, e Munch e Anita Malfatti. Técnicas pictóricas expressionistas:  Cores vibrantes e resplandecentes;  Questões da subjetividade humana;  Processo de interação do pintor com a tela;  Distanciamento da figuratividade;  Imitação das artes primitivas. PROCEDIMENTOS Serão dadas aulas teóricas e práticas na OSCIP Impacto Kids, através da abordagem histórico-critica: Essa pedagogia é tributária da concepção dialética, especificamente na versão do materialismo histórico, tendo fortes afinidades, no que ser refere às suas
  54. 54. 53 bases psicológicas, com a psicologia histórico-cultural desenvolvida pela “Escola de Vigotski”. A educação é entendida como o ato de produzir, direta e intencionalmente, em cada indivíduo singular, a humanidade que é produzida histórica e coletivamente pelo conjunto dos homens. Em outros termos, isso significa que a educação é entendida como mediação no seio da prática social global. A prática social se põe, portanto, como o ponto de partida e o ponto de chegada da prática educativa. Daí decorre um método pedagógico que parte da prática social onde professor e aluno se encontram igualmente inseridos, ocupando, porém, posições distintas, condição para que travem uma relação fecunda na compreensão e encaminhamento da solução dos problemas postos pela prática social, cabendo aos momentos intermediários do método identificar as questões suscitadas pela prática social (problematização), dispor os instrumentos teóricos e práticos para a sua compreensão e solução (instrumentação) e viabilizar sua incorporação como elementos integrantes da própria vida dos alunos. Cada aula terá duração de cinquenta minutos, sendo aulas geminadas ou não. Nas primeiras duas aulas haverá a oportunidade dos alunos estarem se conhecendo melhor, dando espaço para conversa informal e troca de informações e experiências, o objetivo desse procedimento é trazer o aluno mais para perto possibilitando ao professor um entendimento maior sobre o mesmo e por consequência o encaminhamento do conteúdo de forma mais produtiva. A socialização pode ser definida como o processo contínuo de aprendizagem e de interiorização de normas e valores, característicos de um determinado meio social, ao qual um indivíduo faz parte. Tem como objetivo a integração do ser humano à sociedade, e é um processo que nunca se dá por terminado. É através da socialização que este indivíduo se torna um ser social, pensante e atuante, devido a assimilação da cultura, das normas, dos comportamentos e das condutas do grupo social em que está inserido. A escola é também muito importante no processo de socialização. Nesse ambiente, as diferentes maneiras de interação social, denominada “relação social”, é fundamental para o desenvolvimento do ser humano. A convivência com diversos indivíduos, mais especificamente crianças, de diferentes valores e costumes, faz com que o indivíduo vá construindo padrões de comportamentos próprios para
  55. 55. 54 interação com cada grupo, e consolidando seus valores, e determinando suas escolhas. Nenhum ser humano consegue viver sozinho, e todas as pessoas precisam uma das outras para viver. Essa convivência é denominada grupo social. O envolvimento com pequenos grupos sociais à nossa volta conduz o indivíduo a uma maior ligação com a sociedade em geral. Nessa constante interação com o meio em que vive, o indivíduo acaba consolidando as crenças e valores, e construindo padrões de comportamentos próprios para interação com cada grupo. Tais valores se consolidam e determinam as escolhas, dentre elas as escolhas profissionais. Na terceira aula os alunos serão submetidos a escutar vários estilos musicais diferentes, o objetivo dessa atividade é que enquanto eles escutam tais ritmos eles desenham aquilo que sentem através do som, por meio dessa atividade é possível se estimular a percepção e a interiorização do processo o que vai ajudar no entendimento dos conteúdos e práticas posteriores. A percepção auditiva, envolve a recepção e a interpretação desses estímulos. Nesta percepção identificam-se algumas habilidades como a detecção do som, sensação sonora, discriminação, localização, reconhecimento, compreensão, atenção e a memória, sendo assim parte do processamento auditivo que envolve a investigação do sinal acústico integrando a informação em modelos. Através das atividades proporcionadas, é estabelecida uma capacidade única de agir e pensar sobre as situações vividas. Na quarta aula os alunos escreverão a respeito do que sentiram na aula anterior, irão relatar a experiência do processo e a significância do mesmo. Isso ajudará a organizar dentro deles a nova experiência vivenciada. A quinta, sexta, sétima e oitava aulas serão técnicas, será ministrado sobre o Expressionismo, seu contexto histórico, seus representantes, suas técnicas. A oitava e a nona aula serão caracterizadas pelo diálogo, apontaremos os pontos fortes das aulas anteriores, conversaremos sobre os temas e particularidades do expressionismo, o objetivo é tornar mais acessível na mente o conteúdo da matéria de preferência contextualizando com os alunos através do próprio repertório que eles já trazem. A décima aula será uma atividade livre, individual, onde poderão aplicar os conhecimentos adquiridos de forma prática. Serão dadas as opções de desenho livre, pintura e produção textual.
  56. 56. 55 AULAS 01 e 02 OBJETIVO ESPECÍFICO Conhecer uns aos outros, estabelecer maior proximidade com o colega. Socializar-se, mostrar interesse, valorizar o outro respeitando sua subjetividade. Ler, identificar e descrever o outro se abstendo de pré-conceitos. PROCEDIMENTO DE ENSINO Cada aula possui cinquenta minutos de duração, serão utilizadas duas aulas para a realização desta tarefa. Primeiramente os alunos serão organizados preferencialmente em círculo/roda; Através do diálogo em tom informal de conversa será promovida a comunicação entre os alunos de forma ordenada, serão abordados assuntos e temas que tenham a ver com as especificidades de cada um, facilitando o relacionamento e criando um ambiente mais propício a aprendizagem. Como professor, irei contribuir para o envolvimento, interesse e participação de toda a turma através do levantamento de questões, perguntas a respeito do nome, características, facilitação do diálogo para que a atividade tenha maior fluidez. RECURSOS Estrutura física da sala de aula. AULA 03 OBJETIVO ESPECÍFICO Representar a sensação gerada pelos diversos tipos de ritmos musicais que serão apresentados em sala, essa representação será feita através do desenho livre. PROCEDIMENTOS DE ENSINO Serão reproduzidos diversos ritmos musicais; Em posse de lápis preto e papel os alunos irão desenhar as sensações advindas pelos diversos ritmos musicais reproduzidos.
  57. 57. 56 Através do exercício os alunos se permitirão sentir, absorver, representar pelo sentir, diferentemente do que aconteceria através do desenho de memória figurativo, o aluno será incentivado nesse sentido, o que irá gerar uma ampliação do repertório pessoal do aluno. Tais registros servirão como base para perceber o grau de aproveitamento dos alunos. O tempo total da aula será de 50 minutos. RECURSOS Lápis, papel, computador, caixas de som, relação de músicas para reprodução. AULA 04 OBJETIVO ESPECÍFICO Nessa aula a intenção é desenvolver a expressão descritiva dos alunos sobre a experiência que tiveram na aula anterior, no caso, os desenhos feitos à partir das sensações geradas pelos diferentes ritmos musicais. PROCEDIMENTOS Os alunos irão descrever em uma folha de papel a experiência da aula anterior em forma de relatório que será entregue ao professor ao término da aula. Tais registros servirão como base para perceber o grau de aproveitamento dos alunos. A aula terá 50 minutos de duração. RECURSOS Papel e caneta. AULAS 05, 06, 07 e 08 OBJETIVO ESPECÍFICO Explicar a respeito do expressionismo, seus principais representantes e características técnicas pertencentes: O Expressionismo envolve:
  58. 58. 57  Expor a sua realidade interior em sua obra, sendo cada feito uma expressão do seu eu interior, um processo subjetivo e individual. O expressionismo em seu contexto histórico trata:  Movimento artístico que surge no final do século XIX e início do século XX em resposta ao impressionismo;  O expressionismo esteve presente nos diferentes ramos da arte: na literatura, nas artes plásticas, na música, na fotografia, no cinema, no teatro e na dança, mas sua primeira manifestação aconteceu na pintura, sendo conhecido por ser uma das vanguardas históricas;  Principal concentração expressionista na Alemanha, em função do pós Primeira Grande Guerra, como um movimento de expressão social e política. Na América Latina era utilizado principalmente como forma de manifestação política. Principais representantes do Expressionismo:  Paul Césanne, Vicent Van Gogh, e Munch e Anita Malfatti. Técnicas pictóricas expressionistas:  Cores vibrantes e resplandecentes;  Questões da subjetividade humana;  Processo de interação do pintor com a tela;  Distanciamento da figuratividade;  Imitação das artes primitivas. PROCEDIMENTOS Para essa atividade serão utilizadas 4 aulas de 50 minutos cada; Será apresentado a turma os dados históricos a respeito do movimento expressionista através de vídeos e explanações; Serão listados os principais artistas que compõe o movimento e será debatido a respeito dos mesmos; Serão também utilizadas: imagens e vídeos relacionados, para uma melhor assimilação do conteúdo. RECURSOS Data Show.
  59. 59. 58 AULAS 08 e 09 OBJETIVO ESPECÍFICO Dialogar o que foi aprendido e assimilado nas aulas anteriores de forma informal, coletivamente através do diálogo, associar também a primeira experiência de sentir o som, realizada na aula três, a esse momento; Promover a argumentação com os colegas a respeito do conteúdo expressionista e técnicas pertencentes tratados nas aulas 05, 06, 07 e 08, onde foram tratados assuntos técnicos a respeito do expressionismo em seu significado, contexto histórico, principais artistas e obras; Discriminar, descrever, criticar, justificar opiniões manifestas relacionadas ao expressionismo. PROCEDIMENTOS Para essa atividade serão utilizadas duas aulas contendo cinquenta minutos cada; A turma será organizada em roda/círculo para que haja uma proximidade maior com o colega; Será promovida uma comunicação entre os alunos através do diálogo em tom de conversa informal; Haverá a contribuição para o envolvimento, interesse e participação de toda turma através de indagações e incentivos diversos. RECURSOS Estrutura física da sala de aula. AULA 10 OBJETIVO ESPECÍFICO Colocar em prática o conhecimento técnico adquirido nas aulas anteriores através de um exercício prático. PROCEDIMENTOS Será aplicado um exercício prático livre sendo ele: desenho, pintura ou texto descritivo, a escolha ficará por conta do aluno, a respeito dos conteúdos e
  60. 60. 59 experiências vivenciadas nas aulas anteriores, se utilizando de repertório próprio, e de preferência implementar as técnicas adquiridas nas aulas anteriores. RECURSOS Estrutura física da sala de aula.
  61. 61. 60 REFERÊNCIAS BARLACH, Bruna. Expressionismo – História, conceito e características. Disponível em: <http://www.fontedosaber.com/artes/expressionismo-historia- conceito-e-caracteristicas.html>. Acesso em: 08 dez. 2015. DUARTE, João Francisco. Fundamentos Estéticos da Educação. 3 ed. Editora Papirus, Campinas 1991. GOMBRICH, Gombrich E. H. A História da Arte. Rio de Janeiro LTC 2000. MÚSICA instrumental romântica. Seleção anônima de composições com saxofone. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=DQjzwmSW89Q>. Acesso em: 08 dez. 2015. MUSICA instrumental rock. Seleção anônima de Rock Melódico. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=1OdTWnOdK4A>. Acesso em: 08 dez.2015. MÚSICA instrumental folck. Seleção anônima de músicas Folk. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=RsJCz9YQrcY>. Acesso em: 08 dez. 2015. MÚSICA instrumental indiana. Seleção anônima de canções populares indianas. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=oFEdkHnxwtg>. Acesso em: 08 dez. 2015. MÚSICA instrumental clássica. Seleção anônima de música clássica. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=aBYAByd38m0>. Acesso em: 08 dez.2015. MÚSICA instrumental techno. Seleção de composições tecno. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=_obioG5zQSM>. Acesso em: 08 dez. 2015. MÚSICA instrumental sertaneja. Seleção de músicas sertanejas. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=2ZHAJZcgEkM>. Acesso em: 08 dez. 2015. PACIEVITH, Thais. EXPRESSIONISMO. Disponível em: <http://www.infoescola.com/artes/expressionismo2/>. Acesso em: 08 dez. 2015. SAVIANI, Dermeval. Pedagogia Histórico – Crítica: primeiras aproximações/Demerval Saviani – 8.ed. Revista e ampliada - Campinas, São Paulo: Autores Associados, 2003. ___________________. Pedagogia Histórico-Crítica. Disponível em: <http://www.histedbr.fe.unicamp.br/navegando/glossario/verb_c_pedagogia_historico .htm>. Acesso em: 08 dez. 2015.

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