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Centenário da AFL e Concurso Nacional e Internacional de Trovas

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Coletânea de textos premiados

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Centenário da AFL e Concurso Nacional e Internacional de Trovas

  1. 1. CONCURSO NACIONAL E INTERNACIONAL DE TROVAS CONCURSO LITERÁRIO DO CENTENÁRIO DAAFL AFL 1917 2017 AFL 1917 2017
  2. 2. HOMENAGEM AO CENTENÁRIO DA ACADEMIA FLUMINENSE DE LETRAS
  3. 3. AGRADECIMENTOS O Concurso Literário do Centenário da AFL – abrangendo crô- nicas, contos e poesias – e o Concurso Nacional e Internacional de Trovas bem assinalam o transcurso do Centenário da Academia Fluminense de Letras, uma vez que atendem a um dos seus princi- pais objetivos: estimular e promover a cultura, as ciências sociais e as artes, a valorização do idioma e das letras nacionais. Somos reconhecidos pelo trabalho dedicado das Acadêmicas Eneida Fortuna Barros, Márcia Maria de Jesus Pessanha e Alba He- lena Corrêa para o sucesso dos concursos. Agradecemos a todos os concorrentes – são todos eles vitoriosos, porque revelaram ou confirmaram a sua vocação de escritores. De- monstraram interesse de participar e espírito de colaboração, acres- centando seu brilho para mais engalanar a festa do Centenário de nossa Academia. Ser escritor é transformar o pensamento em expressão visível; é revelar sentimentos, externar a alma, sacudir a mente, facilitar o so- nho, revigorar a vida, tocar alguém que nos toca e, sobretudo, deixar nossas marcas do ser para outros seres. Outros concursos virão, para descobrir novos preciosos talentos que engrandecem o movimento cultural fluminense. Waldenir de Bragança Presidente da Academia Fluminense de Letras
  4. 4. A Academia Fluminense de Letras louvada em prosa e versos O presente opúsculo tem por finalidade apresentar o resultado dos textos premiados nos Concursos de Conto, de Poesia e de Trova, cele- brando o Centenário da AFL. Assim, emoldurando a tela da Centenária Instituição, o desenrolar de sua história passa pela fase inicial impulsionada pelo ideal, pelo lirismo de seus fundadores - A criação de uma Academia no período conhecido como o da Renascença Fluminense. Ao mesmo tempo, ressalta-se seu contexto épico, com personalidades patrióticas, heróis que lutaram para preservar a Cultura e as Letras em nosso território. E como só existe conquista, após superação de obstáculos, vários desafios fizeram e fazem parte do cenário de sobrevivência da Academia. Felizmente, nada impediu sua trajetória gloriosa, à semelhança dos versos de Olavo Bilac “Velhas árvores ... vencedoras da idade e das pro- celas/ (...) Envelheçamos rindo. Envelheçamos/ como as árvores fortes envelhecem./ Na glória da alegria e da bondade,/agasalhando os pás- saros nos ramos/dando sombra e consolo aos que padecem.” E a AFL, árvore frondosa, resistiu soberana durante um século e recebe agora em 2017 o título de Academia Oficial do Estado do Rio de Janeiro. Por tudo isso e muito mais, “ na glória da alegria” e no prazer de aco- lher “, tal qual a sombra das velhas árvores, “ as cantigas das aves tagare- las”, a AFL ouve e faz ouvir o cântico das instituições irmãs, promovendo nos festejos de seu Centenário o Iº Congresso Brasileiro das Academias de Letras. E o atual Presidente Waldenir de Bragança “ timoneiro da nau capitâ- nea”, metáfora que bem define nossa Instituição, tudo faz para não dei- xá-la naufragar. E a expressão “Per astra, “, ( para os astros, para além)
  5. 5. escrita em sua Bandeira , é um farol a nos guiar em busca de horizontes luminosos para nosso Templo da Palavra. Palavras revestidas de emoção para celebrar os 100 gloriosos anos de nossa Casa do Saber, fundada no dia 22 de julho de 2017. Escrever o que sentimos e o que pensamos sobre ela, daí a realização dos Concursos de Conto, de Poesia e de Trova para mais um registro ilustrativo e poético de sua relevante história. Nossos parabéns e agradecimentos aos partícipes dos Concursos que souberam louvar em prosa e versos nossa Centenária Academia Flumi- nense de Letras. Comissão Avaliadora dos Concursos de Conto e de Poesia Acadêmicas Eneida Fortuna Barros e Márcia Maria de Jesus Pessanha
  6. 6. CONCURSO DE TROVAS Para celebrar o CENTENÁRIO de fundação da AFL, realizou-se um concurso de trovas. Concorreram mais de 200 trabalhos enviados por trovadores de quase todos os estados do Brasil, e também com participa- ção de Portugal e do Japão. Os temas propostos - Academia, Memória e História, incluídos na mesma trova, foram delicadamente coloridos com as tintas da inspiração e transformaram-se em criações poéticas. Cada trova foi , assim, uma flor de formato diferente que formou um buquê para ornamentar e perfumar o templo da nossa Academia.Que bela homenagem! Nossas congratulações a todos os participantes do evento. A Academia Fluminense agradece o apoio da Secretaria de Cultura/ Fundação de Artes de Niterói e da PROEx/UFF. Alba Helena Corrêa (Coordenadora do Concurso de Trovas)
  7. 7. Resultado do Concurso de Poesia e Conto Centenário da Academia Fluminense de Letras Poesia 1º lugar – “Academia”: autor Antônio Fernandes Rêgo (Doroteu Bueno) 2º lugar: “Lua Cigana”, Carlos Alberto Oliveira (Havengar) 3º lugar: “Palavras ao vento”, Carlos Alberto Oliveira (Havengar) Menção honrosa: “Autorretrato”, Décio Machado (JR) Conto Vencedor: “A Academia”, Antônio Fernandes Rêgo (Doroteu Bueno) Comissão Julgadora Eneida Fortuna Barros Márcia Maria de Jesus Pessanha
  8. 8. CONTO
  9. 9. Vencedor Antônio Fernandes do Rêgo Título: Academia Pseudônimo: Doroteu Bueno Petrônio e a sua companheira eram dois devotados amores, tro- cavam carícias e cafunés a toda hora. Ele, cego de amor, louca- mente apaixonada, e ela o correspondia. Ele, aedo e trovador. Ela, exímia sambista e havia sido rainha da bate- ria da escola de samba do seu bairro. Mas não frequentava mai as rodas de samba. Dizia que era vontade própria, mas uma vez o seu companheiro a havia imposto: “Ou eu, ou o carnaval!” E ela em sua consideração, não frequentava os barracões nem trilhava mais as passarelas. Submetera-se bem ao feitio do seu cônjuge que apesar da boemia, não era chegado a festas momescas. Era o mês de fevereiro. Não chegava a imaginar qual a razão, mas ela se mostrava meio tristonha naqueles dias. Quase sempre, o acompanhava aos festivais lá, de agremiação e espe- cialmente às sextas-feiras. Quando da apresentação de repentistas, trova- dores, cantores e cantadores. Era uma academia de artes da qual ele era membro e onde declamava os seus poemas de amor, cantava loas a sua dileta Musa. Havia chegado a sexta-feira gorda e nesta noite ela não ia acompanha- -lo ao costumeiro festival. Alegara uma enxaqueca. “Não há problema, meu amor, vou só, mas voltarei logo”, confortou-a e para descontrair ainda contou algumas piadinhas. Foi... E terminadas as apresentações, retornou para a sua cabana. Qual foi a sua surpresa ao encontrá-la vazia. Percorreu todos os cômodos e não encontrou a sua cara metade.
  10. 10. Pensativo lançou a vista ao vaso sobre o bufê e viu que de uma flor branca pendia um bilhete que dizia: “Querido, Estou partindo, amor, e sei que te parto e não perguntes porque parto, mas te digo que parto de coração partido. Adeus amor.” Diná Não acredito!... Resmungou. (Devia estar com saudade das patusca- das e dos préstitos carnavalescos) – Cismou. Lançou-se à sua procura. Por quatro dias e cinco noites, visitou blocos e escolas de samba, mas não a encontrou. Volta para casa, e à noite, debruçando-se sobre a cama, levanta o tra- vesseiro ao lado e viu um papel amassado, abriu, era uma carta que o deixou estupefato nestas linhas: Lembras-te, Diná, daquele dia?... Dos carnavais desta vida, só um que me deixou tão triste: Foi quando no asfalto, tu escorregaste e caíste. Tu deixaste a pista, e eu mesmo em pé fiquei caído. Deixaste o carnaval, e mais duro ainda para mim, depois, foi a tua partida. Quando eu mais te quis, tu também me abandonaste. Era o dia da caça, foste para o final da lista naquele certame. Não faz mal, hoje te convido, meu ex-amor, para lavar a tua alma, im- primindo na Avenida o nosso maior carnaval. Será o dia do caçador, ficas comigo e desta vez, ganharemos na raça. Espero-te no Barração. Jacinto Veio saber depois que aquela que fora sua alma gêmea havia desfilado na Avenida escondida numa fantasia, que aquela Escola havia conquista- do o troféu. E mais nada soubera.
  11. 11. Andava triste e desiludido, a cabeça lhe dopia e os braços lhe pendiam. Por vezes a melancolia em lágrimas amargas lhe escorria pelo rosto. Dos sonhos e das fantasias que criara, de tudo só lhe restara um amargo despertar e o peito triste a soluçar. Agora, uma elegia forjava de cada história e levava a Academia. Por fim passou a imaginar que havia bebido veneno em vez do elixir do amor, que a maldade se vestira de amor só para lhe machucar. O tempo avançou... e a chaga do seu coração sarou. Resignado, na- quele Soligeu, passou a compor e recitar só poemas humorísticos, con- tar causos e anedotas. No seu palco, era feito um saltimbanco. Ninguém conseguia entender como aquele cantador fazia tanta gente sorrir e até mesmo gargalhar. Mas um dia, durante uma de suas apresentações aberta ao público, citava um poema de humor e fazia uma de suas estripulias; de repente, na plateia, dois olhos insistentes lhe fitavam... Era aquela ilusão do passado. Ao vê-la, não pode conter, uma gargalhada rouca soprou no ar, e enquan- to gargalhava pelos olhas as lágrimas rolavam. FIM
  12. 12. POESIA
  13. 13. 1º Antônio Fernandes do Rêgo Título: Academia Pseudônimo: Doroteu Bueno Um dia, Deus deixou a graça Neste chão, e com a magia A arte à cultura se enlaça Nas auréolas da utopia: Mil novecentos dezessete, No exato vinte e dois de julho Há um fato que hoje se reflete, Que aos filhos deste solo é orgulho: Seleto grupo desta terra A tocha de Atena acendeu, Aqui, a pedra angular descerra, Dá-se início a este soligeu. E a Academia Fluminense De Letras com honra acolheu Por padroeiros – que se pense – Pompéia, o autor de “O Ateneu”; E um vulto de claras ideias, Joaquim Manoel de Macedo De “A moreninha”, em que se estreia, No Brasil romântico enredo;
  14. 14. O vigário Júlio Maria, Que entre outros ilustres patronos Nos reflete a luz e a harmonia Que vêm de remotos outonos; E também preenche esta cântara De luzes artes e esplendor, O digno Dom Pedro de Alcântara, O mecenas Imperador. Que não se apague esta memória Tão ornada de poesia... Sempre se fez e faz história No solo desta Academia.
  15. 15. 2º Carlos Alberto Oliveira Título: LUA CIGANA Pseudônimo: HAVENGAR Caminha solva, num desfile casual, E entre as folhagens daquele jardim, rodeado de fantasias em prata-azulada. Ela, a vereda, as plantas e as flores, em destacadas insinuações brilhantes... Ela e a lua arrastando intenções... Criando uma leitura quase cigana, Inspiradora, amante, quase sensual... o quadro registra a natureza lânguida... nua, sem pudor nem recato, só encantanto... tudo... momentaneamente... Um luar quase molhado, inundando-nos... Passeio banhado de prata, na noite feliz, No caminho das flores e pedras lisas, levando nossa vez à sedução e afins... Regando as folhas, os sorrisos, as flores E entre gestos mudos, livres e sensuais, na noite... amor posto aos seus meandros. Vis elos atando fortemente, corpo a corpo, Presos destas ilusões lúdicas e febris afora...
  16. 16. 3º Carlos Alberto Oliveira Título: PALAVRAS AO VENTO Pseudônimo: HAVENGAR Como as gotas de chuva, As palavras flutuam ao vento Como uma chuva fina e sem fim No branco duma folha de papel. Elas se mexem selvagemente Enquanto deslizam pelo olhar... Mágoas, punhados de alegrias Passando por minha mente. Imagens de feixes... quebrados, dançando na minha frente, como milhões de olhos... sobre mim. Os pensamentos se movem junto Ao vento incansável e débil... Dentro de uma caixa de segredos, Onde tropeça-se cegamente Tateando solto pelo caminho. Frases ditas sem motivo, Sons de risos, sombras de amor. Meus ouvidos a descoberto Me convidam para “Babel”... Para amores incondicionais Sem limites, sem poção, sem explicação Que brilham como milhões de sóis Convidando para o êxtase.
  17. 17. Menção Honrosa Décio Machado Título: Autorretrato Pseudônimo: JR Sou bom? Sou mal? Não sei quem sou, neste planeta que um dia me adotou Sou pedra ou sou flor? Sou jardineiro ou sou lenhador? Mas ainda não sei o que bem sou e o que vim fazer aqui Se estou para plantar e colher, ou apenas destruir Contudo, olho-me no espelho, tentando decifrar, Se vou crescer tomando banho de lua, Beber da fonte mais pura, ou poluir o mar Mas que loucura esse autorretrato, Falar de mim e não definir o conflitante sentimento E vagar nesse tormento Que pena ser assim, viver nessa eterna indecisão E assistir a minha própria destruição
  18. 18. TROVASVencedores, Menções Honrosas e Menções Especiais por ordem alfabética
  19. 19. VENCEDORES Nos pilares da Memória, louvemos a Academia que eterniza a sua História entre a prosa e a poesia!!! Eduardo A. O. Toledo Pouso Alegre – MG. Com história e com poesia, eis que a memória constrói a glória da Academia, que dá glória a Niterói. Francisco Gabriel – Natal – RN. Épreservando a memória da cultura e da poesia, que um poeta conta a história na história da Academia... Giovanelli – Nova Friburgo – RJ. Que bela História traçaste, Centenária Academia, pois em Memória deixaste Cultura, Arte e Poesia! Marialice Araujo Velloso De luminares, memória, refletes, Academia, em teus 100 anos de história, a luz da sabedoria! Wanda de Paula Mourthé
  20. 20. MENÇÕES HONROSAS Que bom celebrar a história de uma ilustre Academia que honra e engrandece a memória do povo que a tem por guia! Antonio Augusto de Assis Maringá – PR. Academia é cultura com história, tradição, traz memória de alma pura e letras no coração! Abílio Kac – RJ. Através da Academia a história se configura; na memória se avalia quem luta pela cultura! Glória Tabet Marson S. José dos Campos, SP. Academia, és gigante nos anais da nossa história, com teu passado vibrante brilhando em nossa memória. Pedro Albeirice – Joinville, S C. Cem anos de muita história da memória nacional, a Academia é uma glória, Patrimônio Cultural! Therezinha Tavares Nova Friburgo, RJ.
  21. 21. MENÇÕES ESPECIAIS Este século de História, além da imensa alegria, representa na memória cem anos da Academia! Antônio Colavite Filho Santos, SP. Guarda-se bem na memória, a Academia que traz Letras e Artes à História e contribui para a paz. Antonio Fernandes do Rêgo Natal, RN. Toda a cultura irradia, enaltecendo a memória, dessa Régia Academia, nos seus cem anos, de história! Fabiano de Cristo Magalhães Wanderley – Natal, RN. Revendo os anais da História que muito nos prestigia, fui gravando na memória, as glórias da Academia! Josafá Sobreira da Silva – RJ. Com memória em euforia, numa história que só vence, cem anos da Academia são o orgulho fluminense. Plácido Ferreira da Amaral Júnior Caicó, RN.

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