Cury et al.                                                                                             TIC e Desenvolvime...
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Tic e desenvolvimento na américa latina uma análise sob a perspectiva da educação - Lucilene Cury (2011)

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As TICs servem ao desenvolvimento da Educação de um país, de uma região e a partir da Educação de base, até níveis
avançados de Educação Permanente, sua utilização tem-se mostrado cada vez mais eficaz como meio de
aprendizagem.Pergunta-se nesta investigação: como se dará, do ponto de vista cognitivo, a grande mudança nos aspectos
cognitivos do Sujeito? A hipótese que orienta este trabalho é que o sujeito, ao ser exposto cada vez mais aos produtos do
mundo digital consegue se adequar às características que o meio exige para sua utilização.Nesse sentido, o que se antevê é
que o cérebro e os sistemas neurais humanos vão se adaptando e se transformando para enfrentar as mudanças ocasionadas
pelo mundo digital, de modo a ser possível afirmar que a Educação é fator decisivo para o desenvolvimento das novas
funções e atividades geradas pelo complexo – corpo-mente-cérebro. Em pauta, portanto, a relação Mundo Digital X
Cognição.

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Tic e desenvolvimento na américa latina uma análise sob a perspectiva da educação - Lucilene Cury (2011)

  1. 1. Cury et al. TIC e Desenvolvimento na América Latina: Uma análise sob a perspectiva da Educação TIC e desenvolvimento na América Latina: uma análise sob a perspectiva da educação Lucilene Cury Luciana de Queiroz Telles Maffra Grupo de Pesquisa Cibernética Pedagógica – Grupo de Pesquisa Cibernética Pedagógica - Laboratório de Linguagens Digitais - LLD Laboratório de Linguagens Digitais - LLD Escola de Comunicações e Artes da Universidade Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo de São Paulo lucilene@usp.br lucmaffra@usp.brBIOGRAFIASLucilene CuryGraduada em Educação-Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho.(UNESP) Mestre e Doutora - Escola deComunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA / USP) Pós-Doutorado, SORBONNE – Université RenéDescartes – Paris V.. Docente da Universidade de São Paulo (ECA). Líder do Grupo de Pesquisa CNPq – Laboratório deLinguagens DigitaisLuciana De Queiroz Tellas MaffraFonoaudióloga pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (1994). Especialista em Comunicação Social pelaFaculdade Cásper Líbero(2009).Mestranda em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicação e Artes daUniversidade de São Paulo (2010). Atua como pesquisadora no Grupo Cibernética Pedagógica – Laboratório de LinguagensDigitais (LLD)- ECA/USP.RESUMOAs TICs servem ao desenvolvimento da Educação de um país, de uma região e a partir da Educação de base, até níveisavançados de Educação Permanente, sua utilização tem-se mostrado cada vez mais eficaz como meio deaprendizagem.Pergunta-se nesta investigação: como se dará, do ponto de vista cognitivo, a grande mudança nos aspectoscognitivos do Sujeito? A hipótese que orienta este trabalho é que o sujeito, ao ser exposto cada vez mais aos produtos domundo digital consegue se adequar às características que o meio exige para sua utilização.Nesse sentido, o que se antevê éque o cérebro e os sistemas neurais humanos vão se adaptando e se transformando para enfrentar as mudanças ocasionadaspelo mundo digital, de modo a ser possível afirmar que a Educação é fator decisivo para o desenvolvimento das novasfunções e atividades geradas pelo complexo – corpo-mente-cérebro. Em pauta, portanto, a relação Mundo Digital XCognição.Palavras-chaveTICs, Educação, Cognição, Mundo Digital.INTRODUÇÃOA chamada “revolução cognitiva” iniciada nos anos cinquenta na Universidade de Harvard trouxe um novo paradigma paraas ciências cognitivas então dominadas pelo behaviorismo1. Foi a partir dessa mudança que a Psicologia uniu-se a outrasáreas como Antropologia, Linguística, Filosofia, História e Direito.Na época, o interesse dos pesquisadores era descobrir edescrever os significados que os seres humanos criavam ao entrar em contato com o mundo.Somava-se a isso a necessidade1 Conjunto de teorias psicológicas baseadas no controle do comportamento pela ação do estímulo-resposta.Anais da V Conferência ACORN-REDECOM, Lima, 19-20 de maio de 2011 385
  2. 2. Cury et al. TIC e Desenvolvimento na América Latina: Uma análise sob a perspectiva da Educaçãode formular algumas hipóteses sobre os processos de produção de significação.As tentativas inicias geraram fragmentações econfusões semânticas.Para BRUNER (1997) a ciência cognitiva contribuiu para a compreensão de como a informação é transmitida e processada.Em linhas gerais a informação participa da transmissão de mensagens, não lida com imprecisão ou metáforas e não abstrai;está ligada aos processos automáticos como os sistemas informáticos.Por sua vez, as significações criadas numa comunidadenecessitam de um olhar diferenciado pela lente da cultura,que abrange os sistemas simbólicos, os mitos e a linguagem.Para o autor o “divisor de águas” na evolução humana foi o momento em que a cultura tornou-se o principal modelador dementes,o seu “motor simbólico” e a partir desta experiência, possibilitou que os significados se tornassem públicos,compartilhados e permitissem redescrições. Embora pertencentes a épocas distintas, autores como BERGSON,IZQUIERDO ,MATURANA e VARELA realizaram estudos procurando conhecer as intricadas relações do corpo com o cérebro e a mentee o meio.Isso ocorreu nas áreas específicas de cada autor, respectivamente: Filosofia, Neuropsiquiatria e Biologia.Nesta perspectiva entende-se por evolução, o desenvolvimento de um princípio interno latente de início, que se atualizapouco a pouco e acaba por se manifestar.Portanto, a evolução não pode ser concebida em simples etapas como se fossempartes ,para tanto, o conhecimento integrado dos sistemas que a integram é vital.De acordo com BERGSON (2006b): “Se considero o mundo em que vivemos, descubro que a evolução automática erigorosamente determinada desse todo bem amarrado é ação que se desfaz, e que as formas imprevistas que a vida nelerecorta , formas capazes de se prolongarem a si mesmas em movimentos imprevistos , representam ação que se faz”No mundo atual observa-se um constante movimento muitas vezes imprevisível.Neste contexto a velocidade do pensamentosupera a da ação, as novas tecnologias implicam num intenso fazer, o agir prevalece sobre o pensar. Ocorre um contínuo“diálogo” com a rede em tempo real.Essa velocidade demanda uma constante adaptação cognitiva.Entende-se por adaptaçãoa modificação de uma função ou de um órgão que tem como resultado colocá-lo de acordo como o todo de seuambiente.Assim sob essa perspectiva a utilização de novas tecnologias de Informação e Comunicação em usos educativosexige uma compreensão abrangente das estruturas mentais que participam desses processos.De acordo com CASTELLS(2003) “ O intervalo entre o processo de aprendizagem pelo uso e de produção pelo uso é extremamente abreviado e oresultado é que nos envolvemos num processo de aprendizagem através da produção, num feedback intenso entre a difusão eo aperfeiçoamento das tecnologias”O CÉREBRO E AS FUNÇÕES COGNITIVASO cérebro humano é resultado de milhões de anos de evolução e partilha com o cérebro de outros mamíferos a existência deum sistema nervoso superior, que regula funções básicas, reações, movimentos e aspectos sutis como as emoções.Nestesistema ocorrem modificações de atividade entre seus componentes.A plasticidade característica desta estrutura possibilita odesenvolvimento de processos cognitivos, tais como aprendizagem, linguagem e memória. A aprendizagem e a memóriaestão ligadas ao sistema límbico, enquanto o pensamento e a linguagem estão ligados ao neocórtex. Em linhas gerais, ohipocampo e o córtex entorrinal relacionam-se aos aspectos da memória, como a evocação e as emoções.MATURANA e VARELA (2001) comentam: A riqueza plástica do sistema nervoso a que ele guarda representações ouengramas das coisas do mundo mas a sua contínua transformação, que permanece congruente com as transformações domeio, como resultado de cada interação que o afeta.Do ponto de vista do observador isto é percebido como umaaprendizagem adequada. Acontece porém, que os neurônios,o organismo de que eles fazem parte e o meio em que esteinterage, funcionam reciprocamente como seletores de suas mudanças estruturais correspondentes e se acoplamestruturalmente entre si. O funcionamento do organismo, incluindo o sistema nervoso, seleciona as mudanças estruturais quepermitem que ele continue a funcionar ”APRENDIZAGEMSeguindo as idéias de PINKER, (2008) vamos salientar que “a mente é o que o cérebro faz; especificamente, o cérebroprocessa informações e pensar é um tipo de computação. A mente é organizada em módulos ou órgãos mentais, cada qualcom um design especializado que faz desse módulo um perito em uma área de interação com o mundo” e é essa idéia quequeremos resgatar neste trabalho, a de que o acesso e o uso adequado das tecnologias digitais podem ser treinados em algumdesses módulos mentais, independentemente da idade, da geração dos sujeitos e de níveis sócio-culturais e econômicosdistintos. Queremos fazer a coleta dos dados empíricos, com amostras de todos os setores da população, a fim de que essaAnais da V Conferência ACORN-REDECOM, Lima, 19-20 de maio de 2011 386
  3. 3. Cury et al. TIC e Desenvolvimento na América Latina: Uma análise sob a perspectiva da Educaçãopluralidade possa ser verificada. Como hipótese secundária de trabalho, temos:- os procedimentos para leitura e escrita dosnovos meios podem ser reeditados, passando do modelo clássico, linear, para um modelo de múltiplas possibilidades como,por exemplo, a movimentação correta dos olhos, para a apreensão total do conteúdo, através da exposição contínua eplanejada aos meios de comunicação digital..Essa perspectiva, além de tratar da complexidade do cérebro e das funções cognitivas do sujeito, que constitui uma pesquisade tipo básico,nós a ampliamos para a pesquisa de tipo finalizado como sugeriu DERRIDA(1999), termo que foi tambémutilizado por CURY(2000) , com o objetivo de tratar da inclusão digital/ social da população brasileira, o grande tema e áreade trabalho do Grupo Cibernética Pedagógica – Laboratório de Linguagens Digitais – LLD.Ainda utilizando a base teórica proposta por PINKER, temos que “para entender o aprendizado precisamos de novasmaneiras de pensar, a fim de substituir as metáforas pré-científicas. .Precisamos de ideias que captem os modos como ummecanismo complexo pode sintonizar-se com aspectos imprevisíveis do mundo e absorver os tipos de dados de que necessitapara funcionar”LINGUAGEMTEIXEIRA (2004) apresenta a necessidade de creditar a Bergson o pioneirismo das concepções contemporâneas da mente eda cognição, sendo que uma primeira aproximação do pensamento de Bergson mostra a ênfase atribuída às relações entremente e linguagem e a proposta de uma crítica da linguagem do mental, ou uma antologia do mental a partir da linguagem. .Eprossegue:“Ao tentarmos reconstruir o que teria sido uma ciência cognitiva bergsoniana não poderíamos deixar de começarpela crítica do modelo computacional da mente ou da chamada inteligência artificial simbólica”MEMÓRIA “ O universo dura.Quanto mais nos aprofundarmos na natureza do tempo,mais compreenderemos que duração significainvenção, criação de formas, elaboração contínua do absolutamente novo.” Bergson Na atualidade observa-se o incremento de estudos sobre a memória humana, devido a fatores como oenvelhecimento da populacão,doenças (Mal de Alzheimer) e desenvolvimento de produtos tecnológicos (e memory). Há mais de um século as funções e características da memória têm sido descritas e revisadas, gerando linhas depesquisa em áreas como Educação, Filosofia, Biologia, Psiquiatria e Psicanálise.A Transdisciplinaridade 2 apresenta-se comoo caminho mais indicado para estudar este tema complexo.A definição de memória no sentido amplo pode ser descrita comoa capacidade de armazenamento de variadas formas de conhecimento adquirido nas relações humanas com o ambiente.Para LALANDE (1999) a memória é uma “função psíquica que consiste na reprodução de um estado de consciência passadocom a característica de ser reconhecido como tal pelo sujeito.”...“A memória é uma função geral do sistema nervoso que tempor base a propriedade dos elementos de conservar uma modificação recebida e formar associações.”.IZQUIERDO (2006), médico e pesquisador dos mais importantes no que se refere ao tema, apresenta algumas característicasda memória:- memória de trabalho (retém informações por pouco tempo);- memória de curta duração, (hipocampo e cortex entorrinal) tem duração de até seis horas e conteúdo que poderá serarmazenado permanentemente ou não;- memória de longa duração, cujo conteúdo poderá ser armazenado por toda vida e resgatado sempre que solicitado.Para este autor a memória é fortemente influenciada por estados emocionais, devido à ação dos neurotransmissores sobrereceptores específicos. Algumas situações são propícias à aquisição e consolidação, no caso de memórias impactantes, aaquisição ocorre pelas vias noradrenérgicas centrais, favoráveis ao armazenamento. A maneira como as informações são armazenadas na memória segue um roteiro que inicialmente contempla aatenção e recepção da informação através dos cinco sentidos; codificação, ou seja, o cérebro seleciona os dados mais2 A transdisciplinaridade é uma abordagem científica que deriva do pensamento comlexo, cujo objetivo é a unidade do conhecimento.Neste ponto de vistaa realidade é compreendida com base na articulação de seus diversos elementos.Anais da V Conferência ACORN-REDECOM, Lima, 19-20 de maio de 2011 387
  4. 4. Cury et al. TIC e Desenvolvimento na América Latina: Uma análise sob a perspectiva da Educaçãoimportantes; armazenamento e resgate. Na recuperação o sujeito tem acesso às suas lembranças.Há hormônios liberados nosangue pela hipófise, supra-renal e outras glândulas que afetam profundamente a formação e a evocação de memórias, emuitas vezes acrescentam seu efeito aos aspectos cognitivos de cada memória, tornando-as dependentes deles.Quanto ao aspecto cognitivo da memória IZQUIERDO (1989) comenta :“As memórias não se adquirem isoladamente, senãouma após a outra: a vida diária pode ser descrita como uma continua experiência, ou como uma continuidade de experiênciasconsecutivas. Muitas vezes, memórias adquiridas em forma consecutiva podem se interligar de tal maneira que, depois, oindivíduo as recorda como uma experiência única. A incorporação de informação cognitiva às experiências ocorrefundamentalmente nas primeiras três horas após cada experiência” Quanto aos registros estes se estruturam durante e depois de cada experiência ou evento memorizado, unindomemórias consecutivas.Para IZQUIERDO o esquecimento é outro aspecto saliente da memória, ao contrário do que muitos pensam, pois é maiscomum esquecer do que lembrar. O esquecimento também tem funções na vida cognitiva, já que possibilita fazergeneralizações e permite a expansão da criatividade.BERGSON discorreu detalhadamente sobre a memória e sua ligação com o cérebro, o espírito e o corpo. .Para ele, a memóriateria por função inicial evocar as percepções do passado que se aproximam das percepções do presente e então possibilitaruma recordação e sugerir uma ação.Ele levantou a hipótese de haver duas memórias independentes, uma que imagina e aoutra que reproduz. Ainda sob o foco de BERGSON(2006) temos “ Dessas duas memórias, a primeira é verdadeiramenteorientada no sentido da natureza : a segunda entregue a si mesma, iria antes em sentido contrário. A primeira conquistadapelo esforço, permanece sobre a dependência de nossa vontade; a segunda completamente espontânea é tanto volúvel emreproduzir quanto fiel em conservar. O único serviço regular e certo que a segunda pode prestar à primeira é mostrar-lhe asimagens daquilo que precedeu ou seguiu situações análogas à situação presente, a fim de esclarecer sua escolha: nistoconsiste a associação de ideias¨.ALGUMAS QUESTÕES PONTUAISDe que maneira a memória humana é afetada pelas novas tecnologias? Será possível mensurar estas alterações?E o papel do corpo?O corpo permite a ação, é por meio de sua complexa estrutura que os sistemas se organizam, por onde a informação circulaseja como impulso elétrico( neurônios), bioquímico( neurotransmissores e hormônios) e sensorial( auditiva, olfativa, visuais etátil).De acordo com MATURANA et al (2001) o sistema nervoso atua nos fenômenos cognitivos de duas maneiras: a primeiraamplia as configurações sensório motoras que o organismo permite e a segunda ocorre pela abertura deste mesmo organismoa novas dimensões de acoplamento estrutural, ou seja, há uma síntese da grande diversidade de estados internos com a grandediversidade de interações de que o organismo participa.BERGSON (2006b) por sua vez, enfatiza o papel das lembranças na ação presente que se concretizam pelo corpo. “Para queuma lembrança reapareça na consciência é efetivamente preciso que ela desça das alturas da memória pura até o pontopreciso em que se realiza a ação.Em outras palavras é do presente que parte o apelo a que a lembrança responde e é doselementos sensório-motores da ação presente que a lembrança empresta o calor que dá vida.”Ou seja , na ação presente encontramos lembranças, memórias e as dimensões do corpo.Na atualidade, a velocidade das informações e de conteúdos nem sempre confiáveis permitem que surja um ambiente ondeocorre o exercício da escolha, de seleção individual.Ou seja, o usuário precisa reconhecer suas necessidades e desejos ao seconectar.Estar conectado na atualidade exige que o usuário reconheça suas necessidades (informativas, educacionais e de lazer) epossa ir ao seu encontro. Para tanto é importante realizar a diferenciação dos conteúdos e conter a impulsividade, utilizar osenso crítico e questionar as informações recebidas. Para GOLEMAN (1995)“a mente emocional possui uma lógica associativa;elementos que simbolizam umarealidade ou que de alguma forma lembrem esta realidade,são para a mente emocional a própria realidade”. A mente emocional é rápida e age impulsivamente.Desta forma há riscos no acesso ilimitado às informaçõesveiculadas na Internet, sejam elas imagens, sons, metáforas ou símbolos.Este aspecto sombrio da Internet tem sido poucoAnais da V Conferência ACORN-REDECOM, Lima, 19-20 de maio de 2011 388
  5. 5. Cury et al. TIC e Desenvolvimento na América Latina: Uma análise sob a perspectiva da Educaçãodiscutido.Educadores, pesquisadores e profissionais que atuam na criação produção e divulgação de dispositivos para aInternet necessitam estudar as consequências emocionais e cognitivas dos conteúdos deste tipo de veiculação e elaborarestratégias de mediação.No presente caso entende-se por mediação a capacidade de servir de intermediário entre dois seres. Essa atuação pode ocorrernas ações educativas propriamente ditas e no desenvolvimento de novos dispositivos auxiliares para essas práticas.CONCLUSÃOO Projeto de Pesquisa sobre as TICs e a Educação, em desenvolvimento no Grupo Cibernética Pedagógica – Laboratório deLinguagens Digitais – LLD – encontra-se no presente momento relacionado à elaboração e execução de sites / portais, sobreos trabalhos do próprio Grupo, para posteriormente tratar da verificação da hipótese proposta, que é a seguinte: Sujeitos sem experiência anterior para o uso adequado das funções mentais que permitam a compreensão das novas linguagens, constituídas por: textos curtos,,com muitas imagens e opções para a interatividade, passam a desenvolver as habilidades necessárias para sua compreensão,desde que a elas expostos sistematicamente.Ao mesmo tempo, durante o mês de Abril, pesquisadores do Grupo de Pesquisa Cibernética Pedagógica – Laboratório deLinguagens Digitais – LLD – passam a executar o mapeamento da questão temática – o mundo digital e a cognição -, com oobjetivo de verificar o estado da arte, do ponto de vista da intersecção entre as áreas, nas quais atuam pesquisadores dos maisdiversos .ramos do saber e esse diagnóstico (quantitativo e qualitativo) será apresentado durante a realização da Conferência(Maio de 2011) em forma de anexo.AGRADECIMENTOSQueremos deixar aqui registrado um agradecimento especial ao trabalho contíno e organizado dos membros da VConferência ACORN-REDECOM, ao mesmo tempo em que registramos nossa satisfação em fazer parte da Rede através doGrupo de Pesquisa CNPQ - Cibernética Pedagógica – Laboratório de Linguagens Digitais – LLD.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Bergson,H. (2006) Matéria e memória:ensaio sobre a relação do corpo com o espírito ,Martins Fontes, São Paulo. 2. Bergson,H. (2006b) Memória e vida:textos escolhidos por Gilles Deleuze, Martins Fontes, São Paulo. 3. Bruner,J. (1997) Atos de significação, Artes Médicas, Porto Alegre. 4. Castells,M.(2003) A galáxia da Internet: reflexões sobre a internet, os negócios e a sociedade, Jorge Zahar,Rio de Janeiro 5. Cury, L.(2000) Reflexões a respeito do papel da Universidade face à Tecno-Ciência. Anais de Congresso.Intercom , Manaus. 6. Cury,L.(2010). “A comunicação digital e sua relação com os aspectos cognitivos do sujeito. Reflexões a partir de uma experiência.”,Comunicação,Cognição e Media, vol.2. Publicações da Faculdade de Filosofia, Universidade Católica Portuguesa, Braga. 7. Deleuze,G.(1999) O bergsonismo, Editora 34, São Paulo. 8. DERRIDA, Jacques.(1999). O olho da Universidade., Estação Liberdade, São Paulo 9. Fialho,F.(1994) Modelagem computacional da Equilibração das estruturas cognitivas como proposto por Jean Piaget,PPG em Engenharia de Produção da UFSC, Florianópolis. 10. Gardner,H.(2003) A nova ciência da mente, EDUSP,São Paulo. 11. Goleman,D.(1995) Inteligência Emocional: a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente,Objetiva,Rio de JaneiroAnais da V Conferência ACORN-REDECOM, Lima, 19-20 de maio de 2011 389
  6. 6. Cury et al. TIC e Desenvolvimento na América Latina: Uma análise sob a perspectiva da Educação 12. Greco, M.(1994) Saber Plural: novo pacto da ciência 3, ECA/USP, São Paulo. 13. http://www.cerebromente.org.br/n04/opiniao/izquierdo.htm 14. Izquierdo,I(1989) Memórias, Estudos Avançados, v.3,n.6, p. 89-112. 15. Izquierdo,I(2006) A arte de esquecer, Estudos Avançados, v. 20, n.58, p. 289-296. 16. Maffra,L.,Moura Filho,W.(2010) As tecnologias digitais e os reflexos nos aspectos cognitivos do sujeito.in Tecnologias Digitais: Reflexões e Perspectivas, São Paulo, no prelo. 17. Magro,C.(1997) Biology, cognition, language and society: workbook, in International Symposium on Autopoiéisis, Belo Horizonte, Brasil,Editora UFMG. 18. Maturana,H.,Varela,F.(2001) A árvore dos conhecimento as bases biológicas da compreensão humana,Palas Athena, São Paulo 19. Maturana, H.(2004) Cognição, ciência e vida cotidiana, Editora UFMG,Belo Horizonte. 20. Pinker,S.(2008) Como a mente funciona, Companhia das Letras, São Paulo. 21.Teixeira,J. de. F.(2000) Mente, cérebro e cognição, Vozes, Rio de Janeiro. 22.Varela, F.(1994) Conhecer: as ciências cognitivas, tendências e perspectivas, Instituto Piaget, Lisboa.Anais da V Conferência ACORN-REDECOM, Lima, 19-20 de maio de 2011 390

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