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A verdadeira abertura de

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Roberto Ticoulat - Presidente do CECIEx - Artigo Revista PIB

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O artigo "A verdadeira abertura de portos", de Roberto Ticoulat, presidente do CECIEx - Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras, traz uma análise sobre as oportunidades para as pequenas e médias empresas participarem do processo de internacionalização por meio de estruturas de fomento e promoção.

O artigo foi publicado na Revista PIB, edição de Outubro/Novembro 2013. Está disponível também online no site www.revistapib.com.br e pode ser acessado na versão tablet.

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Roberto Ticoulat - Presidente do CECIEx - Artigo Revista PIB

  1. 1. Artigo A verdadeira abertura de portos Divulgação Pequenas e médias companhias interessadas em ganhar o mundo têm um aliado nas empresas comerciais importadoras e exportadoras R o b e r t o T i co u l at * B uscamos, neste artigo, não criticar as diversas políticas assumidas por nossos governos, mas, sim, tentar incitar os futuros candidatos a presidente e a governadores a adotar novas políticas econômicas, principalmente para o comércio exterior. Dessa forma, poderemos voltar a crescer e enfrentar os desafios que batem à porta da economia. Fica claro para quem trabalha no setor que o Brasil nunca teve uma política de comércio exterior focada em aumentar a participação do país no vasto mercado mundial. Sempre adotamos, sim, políticas para cobrir déficits de balança de pagamentos, uma praga previsível e resultado do pouco ou ineficaz esforço do Made in Brazil. Projeções comprovam que se o Brasil aumentasse hoje a participação no comércio mundial de irrisório 1,2% para ainda medíocres 2%, a nossa economia poderia crescer cerca de 10% — um verdadeiro salto de quantidade e, fundamentalmente, de qualidade. Em períodos recentes, quando nossa agricultura respondeu aos desafios de abastecimento de comida provocados pelo ingresso de mais consumidores, consegui- 62 revistapib.com.br mos criar excedentes importantes de divisas. O governo, no entanto, nem sequer logrou administrá-los, principalmente pela conjuntura dos altos juros internos. Tardiamente, respondeu com impostos sobre operações financeiras de forma a arbitrar as um segmento, digamos, mais frágil nessa cadeia. Refiro-me às micro, pequenas e médias empresas, cujo esforço de exportação e presença em mercados mundiais podem ser simplesmente barrados pelo emaranhado da burocracia. Para enfrentar a complexidade da legislação e permitir a conquista de consumidores além de nossas fronteiras, as empresas comerciais importadoras e exportadoras são as maiores aliadas das micro, pequenas e médias empresas dispostas a se inserir no mercado mundial. Contando hoje com um universo de cerca de 15 mil empresas comerciais aptas a atender setores e produtos diversos, esse universo empreendedor merece ser mais bem entendido e apoiado por todos os agentes econômicos. Afinal, são elas que têm conquistado mais e mais compradores de produtos brasileiros em mercados nunca antes imaginados em todos os continentes — por exemplo, na Ásia e no Oriente. Na realidade, as características das grandes tradings são mais adequadas aos mercados O país nunca teve políticas para ampliar sua presença no comércio exterior diferenças entre o juro interno e as taxas em outros países. Deixou, portanto, um extraordinário resultado para os especuladores estrangeiros, valorizando artificialmente o real e prejudicando o crescimento do país. Essa valorização favoreceu grandemente o controle inflacionário, mas acabou condenando toda a cadeia da indústria ao baixo crescimento.  Ainda há muito a se fazer em várias frentes para reverter os desincentivos a quem quer participar do mercado global. Mas avançamos consideravelmente para estender o acesso ao comércio internacional a onde existe capacidade de comércio de grandes volumes de exportação e importação. Bons exemplos são as exportações das commodities agrícolas e minerais, assim como as importações de insumos para a indústria, em geral, e, no caso da agricultura, dos insumos para adubos e fertilizantes. As comerciais exportadoras funcionam, ao contrário das tradings, como as exporting houses das pequenas e médias empresas produtoras no mercado interno. Estas companhias não têm a experiência dos mercados internacionais nem a disposição e os recursos para montar e treinar caros departamentos de exportação. A atuação das empresas comerciais é pautada pela facilitação e simplificação dos mecanismos de exportação. As empresas comerciais, por exemplo, mapearam e conhecem grandes importadores em diferentes mercados, sabendo, assim, quais as mercadorias que serão vencedoras ali. E tudo isso sem onerar pesadamente os custos internos das indústrias. Imaginem — como temos tido a oportunidade de reforçar em eventos e encontros com exportadores — os custos fixos para a criação, dentro das empresas, de departamentos para atender o mercado internacional. Arrisco-me a afirmar que, muitas vezes, serão mais caros que os valores finais arrecadados em dólares ou outras moedas conversíveis — e, além disso, com uma carga excessiva de documentos e autorizações regulatórias. Acolhidas dentro do Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais Importadoras e Expor- Ao mesmo tempo, os esforços para participar desse xadrez comercial vão proporcionar novo e estimulante aprendizado para os empresários nacionais, principalmente quando forem confrontados com a competição internacional dentro de casa. As empresas terão de se internacionalizar e, para assegurar bons resultados, o melhor caminho é formar parcerias com as comerciais exportadoras e importadoras. Ao final, restará o aprendizado, tão importante para a modernização de nossas empresas. Um exemplo desses novos desafios concorrenciais é o surgimento, no mercado brasileiro, das cápsulas de café. Mesmo as empresas brasileiras que não competem no mercado internacional precisam estar preparadas para o surgimento dessa forma de consumo, hoje presente em cada esquina, em casa e nos escritórios. Elas devem ter condições de enfrentar novas tecnologias surgidas em outras partes do mundo, até para defender seu mercado interno. O CECIEx, além de promover encontros de negócios com empresas que desejam se integrar ao mercado internacional, também organiza missões internacionais e contribui para familiarizar as empresas de porte médio e pequeno com as demandas de mercados cada vez mais globalizados. Sua maior missão é representar as demandas e pontos de vista dos produtores e promover ações de forma a eliminar os entraves para a internacionalização das empresas brasileiras.  Comerciais exportadoras conhecem as regras dos mercados internacionais tadoras, o CECIEx (criado em junho de 2012), as empresas comerciais empregam especialistas em vários mercados e setores, conhecendo os detalhes de formalização correta de contratos e as regras de ouro da convivência em mercados peculiares, como os que têm orientação religiosa, entre muitos exemplos. * Ticoulat é presidente do Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais Roberto Importadoras e Exportadoras (CECIEx),  empresário e produtor do agronegócio.    revistapib.com.br 63

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