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Energia e corpo

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Como a distribuição de energia pode contribuir para determinado estado

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Energia e corpo

  1. 1. Energia e corpoResta a consolação de uma ilusão construída de que somos filhos de Deus e imortais, para nosgarantir a sensação de um ser vivo importante, talvez o mais inteligente e sábio habitando oplaneta terra, para segurar a angústia da morte e a tristeza de um dia partir e não mais voltar.Mas, quando a realidade nos chama e a energia nos abandona para sempre, nenhum de entreos mortos vem até nós em carne e osso para nos contar alguma coisa dessa vida para além davida, que é a morte física e psíquica.De fato somos seres vivos, abandonados á sorte que um dia se evapora por decomposição,corroídos pelos bichos ávidos do repasto, em que apenas parece sobrar o cálcio de nossasvidas como matéria inorgânica representante da existência e da longevidade.Não desejamos dar conta dessa realidade, a morte, nem de muitas outras que nos sãopresentes, como resistência de retornar a um estado de inércia, quase morte, que de formainconsciente o corpo nos faz sentir que estamos à beira de uma forma inorgânica, a que nãodesejamos retornar.Das fraquezas nos fazemos valentes, quando temos força para isso, cuja intenção será superaressa quase morte insuportável, semelhante a um estado de repouso, qual sonho vagabundoque não nos deixa realizar os desejos.Andamos depressa porque andar devagar nos garante a sensação de que estamos parados, perdidos no tempo,em que a motricidade é a liberdade e o segredo para afastar o pensamento da morte que nos atormenta.Para todas estas alterações de estado é exigida uma determinada quantidade de energia, quevai do ponto zero de inércia até um valor que não pode ser mensurável, mas que sabemos queexiste mediante a observação de um corpo, mais ou menos excitado.A fonte de energia encontra-se no corpo proveniente de uma energia cósmica ainda por sabercomo se produz, e logo os homens correm atrás da partícula de Higs na tentativa de sabercomo tudo começou, a vida.Porém, parecem esquecer que para existir vida ela deve existir antes da formação das própriaspartículas, em que as dificuldades aumentam dado tratar-se de um poder oculto, a cargo deelementos químicos e energéticos de que pouco, ou nada sabemos.Mas o que pode ser observado reduz-se a uma determinada quantidade de energia quemantém o corpo em funcionamento num estado de repouso, e o seu aumento corresponde aum desempenho de uma tarefa, que em excesso produz uma excitabilidade de que o corpoapresenta alguma dificuldade em dar conta, prejudicando a própria função.Uma curiosidade mais, aquilo a que designamos por consciência não se dá lá muito bem com aexcitação exagerada de um corpo.Talvez tenhamos que estudar e investigar um pouco mais.João António FernandesPsicanalista FreudianoANALIZZARE – Centro de Estudo e Pesquisa em Psicologia e Psicanálise

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