Remédios florais

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Remédios florais

  1. 1. Remédios FLORAISCHRISTINE WILDWOODREMéDIOSFLORAISEDITORIAL ESTAMPA1994
  2. 2. FICHA TÉCNICATítulo original: Floiver Remedies. Natural Healing with FloiverEssences Ilustrações: Nancy LawrenceCapa: José AntunesIlustração da capa: Clematis. (Estampa)Fotocomposição: Byblos - Fotocomposição, Lda.Impressão e Acabamento: Rolo & Filhos - Artes Gráficas, Lda.Depósito Legal nº 76063/94ISBN 972-33-0959-9Copyright: (@) Christine Wildwood 1992Edição original publicada por Element Books, Limited Grã-Bretanha 1992 (@) Editorial Estampa, Lda., Lisboapara a língua portuguesa
  3. 3. íNDICEAGRADECIMENTOS .................................................................. 111. O QUE SÃO OS REMÉDIOS FLORAIS DE BACH?......... 13Um método simples depotenciação ....................................... 16Remédios Florais emacção .................................................... 18 Complementares eprofilácticos ........ ...................................... 20 Existem ainda mais Remédios por encontrar?........................ 21O treino em Terapia Floral deBach .......................................22 Bach, o compositor, ou“Batch”? ............................................ 23 Comprar osRemédios ......................... .................................... 232. COMO FUNCIONAM ESTES REMÉDIOS?........................ 25* energiavital ......................................................................... 26* escultura ou orio? .............................................................. 26Vibração ....................................................... ........................... 28 Abarcando o Todo.................................................................. 28 Vibraçõesmedicinais ........................................... .................... 29 Aaura ...................................................................................... 31 Pelas suas próprias palavras........... ......................................... 323. APRENDER ARECEITAR ................................ ................... 33Receitar a si
  4. 4. próprio ................................................................ 34Autoconhecimento ............................................................... 34
  5. 5. Reacções aotratamento ..................................................... 35 Encontrar o Remédiocerto ................................................ 36 Aprender a seleccionar osRemédios .................................37 Análise dossonhos ............................................................. 38 Receitar para osoutros ............................... ............................. 40Aconsulta ........................................................................... 41 Usos especiais dos Remédios Florais...................................... 43Gravidez ............................................................................. 43Bebés .................................................................................. 44Crianças .......... ................................................................... 45Animais ............................................................................... 46Plantas ................................................................................ 464. OS TRINTA E OITOREMÉDIOS ........................................ 47Agrimony ................................................................................. 49Aspen ....................................................................................... 51Beech ....................................................................................... 53Centaury .................................................................................. 54Cerato ...................................................................................... 56 CherryPlum ............................................................................ 57 ChestnutBud ........................................................................... 59Chicory .................................................................................... 61Clematis ................................................................................... 62 CrabApple ..................................................
  6. 6. ............................ 64EIm .......................................................................................... 65Gentian ....................... ............................................................. 67Gorse ....................................................................................... 68Heather .................................................................................... 70Holly ........................................................................................ 71Honeysuckle ............................................................................ 73 Hombeam ................................................................................ 75Impatiens ................................................................................. 76Larch ............................................... ., ....................................... 77Mimulus ............................................................. ...................... 79Mustard .................................................................................... 80Oak .......................................... .... ............................................ 82Olive ......................... ............................................................... 83
  7. 7. Pine .......................................................................................... 84 RedChestriut ............................................................................ 86 RockRose .............................................. ................................. 87 RockWater ............................................................................. 88SclerantIrus ................................... ............................................ 90 Star of Bethlehem................................................................... 91 SweetChesmut ....... ................................................................. 93Vervain ....................................................................................94Vine ......................................................................................... 96WaInut .......................................... ........................................... 98 WaterVíolet ............................................................................ 99 WhiteChestnut ........................................................................ 100 WildOat ................................................................................ .. 102 WildRose ................................................................................ 103willow ..................................................................................... 104 Rescue Remedy....................................................................... 1065. DOSAGENS E OUTRAS APLICAÇõES.............................. 109Preparação dotratamento ........................................................ 110Dosagem .................................................................................. 110Utilizaçãogenérica ............................................................ 110 Bebés e mães aamamentar ............................................. 110Animais ...................................... ......................................... 111Plantas ................................................................................ 111 Aplicações externas
  8. 8. ...................................................... ........... 111Compressas .................................. ....................................... 111Banhos .................................................................... ............112 Tratamento do rosto........................................................... 112Duração dotratamento ................................ ............................ 112 Utilização do Rescue Remedy................................................ 1136. EXPERIÊNCIAS COM A TERAPIA DE BACH......... ......... 115Alguns casosestudados ..................... .......... ............................ 1167. PARA UMA SAúDETOTAL .................. .............................. 125Pôr emprática ........................... .............................................. 128A origem dostress ............................ ................................. 128
  9. 9. Harmonia com anatureza ............................. .................... 129 Procurainterior . ................................................................. 130 Protecçãofísica ........................................................................ 134Fortalecer aaura ............................................................... 135 Criar um canal decura ..................................................... 136 Meditaçãoprojectada ......................................................... 137 Efinalmente ... ........................................................................ 140NOTAS ......................................................................................... 141OUTRASLEITURAS .................................................................. 143MAPA DE CONSULTARÁPIDA.. ....... ..................................... 14510
  10. 10. AGRADECIMENTOSUm “muito obrigado” a todas as pessoas de Mourit Vemon e a todosaqueles que, de alguma forma, contribuíram para o “nascimento”deste livro. Muito obrigado ainda ao Dr. Edward Bach, cujoespírito brilhante continua vivo através do seu trabalho.
  11. 11. O QUE SÃO OS REMÉDIOS FLORAIS DE BACH?Motint Vernon, uma casinha com jardim em Oxfordshire, naInglaterra, é a origem de um curioso sistema de cura conhecidocomo Terapia Floral de Bach.Neste método certas flores silvestres são seleccionadas devido àsua especial capacidade de tratar problemas de personalidade oude ordem emocional que perturbam o doente, mais do que pelapretensão de curar os sintomas físicos de determinada doença.Os trinta e oito remédios, que compõem a farmacopeia dos floraisde Bach, têm vindo a ser preparados em Mount Vemon há cerca desessenta anos. De facto, os actuais responsáveis continuam arecolher flores silvestres dos mesmos locais e a utilizar osmétodos de preparação originais que foram descobertos nos anos30 pelo médico visionário Dr. Edward Bach. A beleza simples dacasa, também conhecida por Centro de Bach, combinada com apersonalidade simples do próprio Dr. Bach, é perfeitamentevisível nas suaves curas com plantas que têm vindo a ser, emborapacificamente, cada vez mais reconhecidas por todo o mundo.Foi em Mount Vernon que Bach passou os seus últimos anos devida. Foi aqui que aperfeiçoou o seu trabalho e foi daqui quepartiu, satisfeito com o facto de a sua missão na Terra ter sidocumprida.Para podermos começar a perceber o sistema de Bach, precisamosde analisar a filosofia em que se baseia. Embora este assunto váser
  12. 12. aprofundado uns capítulos mais adiante, comecemos pela procurapor Bach de um método de tratamento que abarcasse tanto a mentecomo o espírito das pessoas - um método que não exigisse tanto aprática de medicina, quanto uma sensibilidade natural epreocupação para com os outros.Em 1930, Edward Bach, agora com 43 anos de idade, era jádetentor de um extraordinário talento como consultor,bacteriologista e homeopata.O seu nome foi perpetuado pelos sete “Nósodos de Bach”, que eledescobriu e que ainda são utilizados, hoje em dia, como“remédio” homeopático. (Nósodos são “medicamentos” homeopáticos,preparados com substâncias de origem patológica).Para grande surpresa da classe médica britânica, Bach sentiu-seinspirado (pois nada mais explica o que aconteceu) a deixar asua lucrativa prática médica e a dedicar-se a uma nova forma decura; um método perfeitamente benigno, que não afectasse oshomens nem os animais. Estava convencido de que substânciasvenenosas, de origem animal, vegetal ou mineral, não deveriam serutilizadas para curar - mesmo quando utilizadas em dosesmínimas, como no caso da homeopatia.A sua experiência homeopática abriu-lhe, no entanto, os olhospara uma terapia vibrátil. Tinha a noção de que substânciasmédicas, muito bem diluídas (tão diluídas que não conseguiriamser observadas no laboratório), podiam despertar um poderosoefeito de cura no corpo humano. Esta noção veio a influenciar odesenvolvimento do seu próprio sistema de cura.Igualmente importante para Bach era a percepção de que o stresspermanente, resultante de emoções fortes como a raiva, o medo ouapreocupação, diminuíam a capacidade de defesa contra as doenças.Nessa altura o corpo ficaria mais atreito a todo o tipo deinfecções e doenças, podendo tratar-se de uma constipação,herpes, um problema digestivo, ou algo bastante mais grave.Ao mesmo tempo reparou que o estado de espírito da pessoa temtudo a ver com o percurso, gravidade e duração da doença de quepadece. Bach notou ainda que pessoas sofrendo do mesmo mal etendo o mesmo tipo de personalidade se davam bem com o mesMotipo de “medicamentos”, mas outras pessoas com diferentetemperamento e padecendo da mesma doença precisavam de um“medicamento diferente. Assim, o lema de Bach passou a ser oseguinte:14
  13. 13. “Não prestes atenção à doença; considera, sim, a personalidadeda pessoa doente.”De acordo com as ideias de Bach, a doença é a consolidação de umestado mental e, neste campo, partilhava as opiniões de Platão ede muitos outros praticantes contemporâneos da medicinaholística.Embora inteligentíssimo e com um sólido passado científico, Bachnunca perdeu o contacto com a sua natureza espiritual. Era, maisdo que tudo, um “homem de coração”, guiado pela intuição ou poraquilo a que algumas pessoas chamam inspiração divina.Acreditava cegamente que a chave para a arte da verdadeira curase encontrava, não nos laboratórios, mas no reino das plantas eque estas, tão especiais, poderiam ser encontradas na natureza,alimentadas pela Terra-Mãe e a receber “energia” pela acçãocombinada da água, ar puro e luz solar.Logo depois de deixar Londres, Bach instalou-se numa pequenaaldeia perto de Betws-y-Coed, a norte do País de Gales. Vivendoperto da natureza, a sua sensibilidade inata desenvolveu-se porcompleto. Já tomara consciência do seu dom de cura pois, muitasvezes seguira o impulso de pôr a mão no braço ou sobre o ombrode um dos seus pacientes e, de imediato, estes se sentiaminvadir por uma “onda” de energia “curativa”.Entretanto, no País de Gales, a sua sensibilidade apurou-se detal forma que lhe bastava pôr uma pétala na língua ou pôr a mãosobre uma planta a florescer, para se aperceber das suasrepercussões a nível mental, físico e espiritual.Mais tarde, Bach veio a adquirir conhecimentos por outra via:durante alguns dias, antes de a planta para determinada doençater sido descoberta, sentia com muita intensidade o perturbanteestado de espírito para o qual essa flor constituia o “remédio”.Na verdade, Bach sofreu bastante durante estas pesquisas, tantoa nível físico como mental.Na sua opinião, certas flores pertencem a uma “ordem superior” etêm mais poder do que as plantas medicinais normais, que curam ocorpo a um nível bioquímico. As verdadeiras plantas curativas,dizia ele, resolviam a desarmonia entre o estado espiritual efísico do ser, transformando emoções negativas, como o medo, amelancolia e o ódio, em coragem, alegria e amor; e é desta formaque elas “corrigem” a causa da nossa doença.Os Remédios Florais não abafam simplesmente ossintomas de uma percepção turbulenta, como é o caso de tantassubs-15
  14. 14. tâncias perturbadoras. Em vez disso, agem como um suavecatalisador, gerando a mudança a partir do interior.A maneira exacta como este método se processa, ninguém o sabe aocerto. O seu modo de agir pode ser semelhante ao de outrosmétodos de cura vibracionais (ver Capítulo 2), principalmente ashomeopatias “mentais” , que são receitadas consoante otemperamento da pessoa em questão e não devido aos seus sintomasfísicos. Citando Bach:“Os Remédios curam não por atacarem as doenças, mas porqueinvadem o nosso corpo com as belas vibrações da nossa NaturezaSuperior, na presença da qual a doença começa a derreter, como aneve derrete ao Sol.”Um método simples de potenciação“Que a simplicidade deste método não vos afaste do seu uso, poisdescobrirão que quanto mais as vossas pesquisas avançarem, maisevidente se tornará a simplicidade de toda a Criação. (2)11Enquanto morou no País de Gales, Bach passeava pelos verdesprados onde o orvalho matinal ainda se fazia notar no chão. Foientão que lhe ocorreu que cada gota de orvalho deveria conteralgumas das propriedades da planta sobre a qual caía. Decidiutestar a sua teoria recolhendo orvalho de várias flores etestando-o em si próprio.Através dos seus sentidos bem apurados, Bach chegou à conclusãode que o orvalho continha, realmente, um determinado poder. Maisainda; o orvalho das flores que cresciam ao sol era bem maispotente do que aquele que havia sido recolhido das flores quecresciam à sombra. Chegou também à conclusão de que a energiaessencial das plantas só poderia ser encontrada quando as floresestivessem já completamente desenvolvidas, ouseja, quando tivessem atingido o seu auge de perfeição eestivessemprestes a cair.Tendo provado a si próprio que o orvalho aquecido pelo solabsorvia as propriedades da planta onde caía, decidiu dedicar-seà tarefa de encontrar uma técnica mais simples de obter asenergias da flor (retirar oorvalho das plantas revelou-se uma técnica muito morosa).Ao procurar um método que não destruísse nem danificasse aplanta em si, chegou16
  15. 15. mesmo a descobrir dois métodos de extracção, ou “potenciação”,comoele preferia chamar-lhe: o Método Solar e o Método de Ebulição.No Método Solar, as melhores cabeças de flores sãocuidadosamente escolhidas e colocadas numa fina e límpida taçade cristal ou vidro contendo água da nascente. A taça é depoisposta no chão (perto do local onde as plantas foram recolhidas),e exposta durante algumas horas auma forte luz solar - ou até a energia curativa dos rebentos sertransferida para a água da taça. Depois as plantas sãocuidadosamente retiradas de dentro de água, com uma folha ouramo da planta medicinal, evitando-se assim o contacto físicocom a água vitalizada, ou “essência”. Esta11 essência” é depois vertida dentro de uma garrafa meio cheiade brandy, que actua como conservante, e é rotulada com adesignação de “Tintura-Mãe”.Alguns anos mais tarde, à medida que o seu trabalho foievoluindo, Bach apercebeu-se de que certos rebentos, tais comoStar of Bethlehem, Willow e Ehri exigiam um método de extracçãomuito mais poderoso, embora não tivesse explicado porquê. Foipara estas plantas que criou o Método de Ebulição.Durante este processo, as diversas partes da planta (rebentos,cones ou flores) são colocadas numa panela de esmalte com águada nascente para ferverem em lume brando, durante meia hora.Depois, cobre-se a panela e deixa-se arrefecer. Quando já estáfria, a essência é coada e, tal como no Método Solar, conservadaem quantidades iguais de brandy com o rótulo “Tintura-Mãe”.O passo seguinte, em ambos os métodos, é a diluição da “Tintura-Mãe” numa outra porção de brandy. Esta garrafa é rotulada como“Concentrado de Provisão” e é sob esta forma que os Remédios sãonormalmente vendidos.Embora o Concentrado seja o derivado da tintura original, nãodeixa de ser considerado um Remédio Concentrado por si só, poisrequere diluição adicional em água da nascente, antes de seradministrado (ver Capítulo 5).Dos trinta e oito Remédios Florais, dois são ligeiramentediferentes, pois não são preparados a partir de plantassilvestres europeias. São eles a Rock Water (água da nascente,potenciada) e o Cerato que é uma planta cultivável, provenientedos Himalaias.O facto de Bach ter escolhido a Rock Water como Remédio é fácil17
  16. 16. de perceber, uma vez que esta é preparada com água da nascente,água essa já vitalizada pelas energias da Terra (ver página 88).Porém, a razãopela qual escolheu a ornamental Cerato como planta medicinal,ninguém a sabe.Julian Barriard, autor de vários livros sobre as curas de Bach,propõe uma teoria interessante, segundo a qual a planta,simultaneamente, faz a pergunta e dá a resposta. Cerato é paraaquelas pessoas que sofrem de incerteza!Remédios Florais em acçãoQuem não esteja familiarizado com os princípios da homeopatia,que as plantas medicinais até certo ponto imitam, pode terdificuldade emaceitar o facto de com tão pouco se poder fazer tanto.Tal como temos tido oportunidade de ver até aqui, os RemédiosFlorais representam a energia das plantas e não quantidadesmensuráveis de uma substância terapêutica. Por este facto, osmesmos podem ser descritos como uma forma de energia medicinalou cura espiritual, acessível a qualquer pessoa.Os Remédios são preparados com plantas não venenosas e água purae, por isso, tal como aconteceria com drogas ou medicamentoscompostos de ervas, uma “overdose” seria perfeitamenteinofensiva. Estes não criam dependência e podem ser tomadosindistintamente por adultos, crianças ou mesmo recém-nascidos.Para além disso, muitos utilizadores das curas de Bachverificaram que os Remédios também podem ser benéficos para osanimais, e até para as plantas, o que naturalmente acaba com omito dos placebos frequentemente propagado pelos cépticos.Para podermos utilizar os Remédios Florais com êxito, precisamosde deixar de pensar em termos de sintomas físicos. Pelo simplesfacto de um determinado medicamento natural ter curado o eczemaou a ansiedade de um amigo, isso não significa que a mesmareceita resolva o seu problema de pele. É importante escolher oRemédio, ou a combinação de Remédios, adequados às suasnecessidades emocionais específicas.Como já vimos, Bach reconheceu trinta e oito flores compropriedades medicinais, uma para cada um dos estados deespírito negativos que correntemente ensombram a nossapercepção. Cada medicamento transpõe o aspecto negativo para olado oposto ou positivo. Holly (Sagrado),18
  17. 17. por exemplo, é o medicamento ideal para os que sentem ódio,inveja oususpeita. Uma dose deste remédio permite à pessoa dar sem terque, obrigatoriamente, receber algo em troca e ainda ficar felizcom a felicidade dos outros.Consideremos ainda o tipo Vine: dominador, inflexível e, porvezes, excessivamente ambicioso. Uma dose deste Remédio farátransparecer o lado positivo de uma personalidade com estascaracterísticas, que é própria de um líder duro mas gentil; umtipo de pessoa capaz de inspirar os outros.Analisemos um exemplo tirado da vida real. Quem mais, senão umutilizador habitual das curas florais de Bach, acreditaria que adelicada flor cor-de-rosa do Castanheiro Vermelho (Red Chestnut)poderia ajudar uma pessoa que está, habitualmente, demasiadopreocupada com o bem-estar dos seus entes queridos?Ocorreu-me recentemente a energia específica que este Remédiotransmite quando Mary veio ter comigo. Ela estava deprimida eansiosa pelo facto de o seu sobrinho, Peter, um jovem soldado,estar a fazer a tropa no Golfo, durante a recente guerra. Elatemia pela sua segurança:“E se ele for morto? Como é que a minha irmã irá suportar a dorde o perder? Se ao menos eu o tivesse conseguido convencer a nãose alistar... Ele deve sentir-se tão sozinho, tão assustado... Oque poderei fazer para o ajudar?”Alguns dias depois de começar a tomar o Remédio, Mary telefonou-me a dizer que se sentia muito mais calma e, mais importanteainda, que tinha enviado, para o sobrinho, palavrasencorajadoras de amor e segurança.“Ele afinal de contas é um homem” -- disse ela, -- logo, tem odireito de dar à sua vida o rumo que entender, por mais perigosoque seja.”Depois deu-se o caso de Mark, um homem tímido ao qual faltavaconfiança em si próprio e que previa, antecipadamente, a suaderrota permanente. A certeza desse seu fracasso estavaenraizada e era reforçada por experiências passadas.Aos trinta e sete anos de idade, estava em vias de fazer o seuexame de condução, pela décima vez:“Não vale a pena” dizia ele, “eu não fui feito para conduzir,nunca vou conseguir passar. Nem sei porque continuo a gastar omeu dinheiro.”19
  18. 18. Mark é um exemplo típico do estilo de Larch. O aspecto inclinadoe lânguido das raízes desta árvore espelha exactamente o tipo decaracterísticas ao qual este remédio se destina - falta deconfiança e desespero. Tenho de admitir que Mark não passou notal teste de condução, mas dois meses mais tarde, estando já atomar o Remédio havia duas semanas, conseguiu passar - o queconstitui um milagre, tal como ele próprio explicou!Na maior parte das vezes, as pessoas não se incluem tãofacilmente num só tipo de personalidade, tal como os exemplosanteriores sugerem. A maior parte dos casos necessita de umacombinação de Remédios Florais, para assim lidar com os váriosaspectos negativos que predominam, especialmente em casos deprofunda desarmonia física e emocional (ver Capítulos 3 e 6).Complementares e profilácticosEmbora Bach fosse um idealista, não era irrealista. Por isso,terá sido o primeiro a utilizar outras formas de tratamento,sempre que necessário, como complemento dos Remédios Florais.A filosofia holística diz que o intelecto, o corpo e o espíritoestão interligados e que o que quer que afecte um destesaspectos, afecta os outros também.É sabido que são poucas as pessoas que se ajudam a si próprias,vivendo uma vida o mais saudável possível. Uma pessoa que sealimente, apenas, com comida pouco saudável, fume demasiado enão se levante da cadeira, não pode esperar que os Remédiosfaçam milagres a nível físico, muito embora eles consigamdespertar nas pessoas o desejo de mudar de hábitos.No entanto, até o próprio Dr. Bach, ciente embora da importânciade uma vida saudável e de uma boa dieta, nem sempre aderiu aeste princípio.De facto, não seria exagero dizer que foi o seu própriodesleixo, decorrente do excesso de trabalho e de cigarros, quecontribuiu para o seu fraco estado de saúde e morte precoce.Os Remédios Florais de Bach são um excelente complemento detodas as outras formas de tratamento, quer se trate da Alopatia(medicina ortodoxa), Homeopatia, curas com ervas, Acupunctura,Aromaterapia ouquaisquer outras. Funcionam a nível mental/espiritual seminterferirem20
  19. 19. nas outras curas destinadas ao corpo, reforçando, sim, essasformas de tratamento.Na minha experiência como terapeuta de aromas, os medicamentosnaturais ajudam a libertar certos medos e tensões que, comfrequência, se manifestam através de frio, dores e hiper-sensibilidade em certas áreas do corpo como os pés, o plexosolar, os ombros ou as nádegas. Os Remédios parecem acelerar osprocessos de cura, especialmente naquelas pessoas que não seconseguem desligar dos problemas.Os Remédios de Bach têm um papel muito importante na área dotratamento preventivo. É realmente muito melhor tomá-los comotal, em vez de esperar por estar doente. Estes Remédios ajudam-nos a lidar com os altos e baixos da vida. Agem sobre as emoçõesque, por seu turno, agem sobre o corpo. Se se tentar corrigir umestado de espírito negativo, será possível evitar umaperturbação física antes desta ter tempo de se manifestar comodoença.Existem ainda mais Remédios por encontrar?Embora Bach achasse que o seu trabalho estava completo, seriairrealista pensar que não existem mais plantas de “nívelsuperior”. Pode até já ter deparado com outros medicamentosnaturais conhecidos por11 essências florais”, preparados pelo método de Bach. Emboraestes métodos sejam, sem dúvida alguma, eficazes, não devem serconfundidos com os Remédios Florais de Bach, nem com extracçõesaromáticas conhecidas como óleos de essências, também por vezeschamados “essências”, utilizadas na aromoterapia e na perfumaria.Algumas essências florais são baseadas em Remédios de ervanária:quer-se com isto dizer que, para além dos seus efeitosfisiológicos, se pensa que estas poderão também influenciaralguns estados de espírito. Os medicamentos de Bach lidam, únicae exclusivamente, com estados de espírito negativos.Mimulus, por exemplo, embora tenha propriedades medicinais, seutilizado como chá de ervas ou como remédio homeopático, lidacom o medo e a ansiedade, enquanto Remédio de Bach. Não temqualquer tipo de influência directa no corpo. No entanto, aotransformarem o medo e a ansiedade nos seus pólos positivos decoragem e21
  20. 20. compreensão, uma cura a nível físico é bastante provável. Destaforma os Remédios de Bach, curam indirectamente o corpo.No primeiro contacto com o sistema de Bach, pode ser difícilaceitar que só existem trinta e oito estados de espíritonegativos. Com certeza que deverá haver mais! Por exemplo, nãoexiste nenhum medicamento específico para a fúria.De acordo com John Rainsell e Judy Howard do Centro de Bach, afúria e outros estados de espírito não incluídos, são apenas“derivados” de outros mais importantes. São sentimentos quepodem ser criados ou provocados por um sem número de problemasdiferentes.Precisamos, então, de aprofundar mais as causas, começando pordeterminar como e porquê qualquer condição do intelecto semanifesta.A fúria é muitas vezes associada ao ódio e à inveja, mas podetambém ser causada por uma frustração, preocupação,ressentimento ouqualquer outro tipo de condição mental. Precisamos, então, deperguntar a nós próprios ou à pessoa em tratamento, qual a causada sua fúria?Por outras palavras: é aprofundando as causas da fúria de cadaum que o Remédio, ou combinação de Remédios, se torna evidente.Embora eu por vezes utilize outras essências de flores, fico umpouco desorientada com um estado de espírito não “identificado”.Independentemente daquilo de que uma pessoa sofre, há sempre umRemédio Floral de Bach adequado à sua personalidade e padrão decomportamento em mudança.O treino em Terapia Floral de BachNão há quaisquer qualificações profissionais na Terapia Floralde Bach. A maioria dos praticantes são especializados emqualquer outro tipo de terapia e utilizam os Remédios de Bachcomo complemento de outra cura qualquer. O Dr. Bach pretendiaque o seu tratamento fosse uma medida simples e de auto-ajuda,ao alcance das pessoas dos diversos níveis sociais. Por essarazão os livros e panfletos existentes foram sempre consideradossuficientes por si só.Os Remédios de Bach nunca são publicitados, mas no entanto háseminários e palestras organizados por pessoas cujo intuito éespalhar a ideia da sua existência. Poderá22
  21. 21. encontrar informações sobre essas palestras nos “placards”informativos de lojas de produtos naturais, clínicas naturistase bibliotecas públicas.Se pretender estabelecer-se como praticante de curas com floraisde Bach, seria muito vantajoso aprofundar os seus conhecimentosna área do aconselhamento e obter a respectiva qualificação. Nãodeixe de seinformar sobre os cursos à sua disposição na área onde reside.Bach, o compositor, ou “Batch”?Visitantes de Mourit Vemon decerto já ouviram o nome do médicopronunciado como “Batch”. A família de Bach é oriunda do País deGales onde a palavra bach tem o significado de “pequeno” ou“querido” e é pronunciado guturalmente, como acontece com o nomedo compositor. No entanto, Bach iniciou a sua actividade médicaem Inglaterra onde a maioria dos seus colegas estudantes eramingleses e pronunciavam (ou deturpavam) o seu nome como “Batch”;e é assim que ele é conhecido desde então, pelo menos em MountVemon.Comprar os RemédiosOs Concentrados bem como os Remédios podem ser adquiridos emdiversas lojas de produtos naturais, farmácias homeopáticas ounas ervanárias.23
  22. 22. COMO FUNCIONAM ESTES REMÉDIOS?Até há bem pouco tempo, uma explicação não esotérica do modo deactuar dos medicamentos seria perfeitamente inconcebível.De facto, os autores têm tentado manter-se afastados da dura luzdas razões científicas, para assim se refugiarem nas suavessombras da reflexão espiritual. Finalmente, no entanto, com oexcelente “despertar” da ciência para a física quântica e odesenvolvimento da medicina dirigida para o corpo e para ointelecto, uma explicação equalizada poderá ser possível.Antes de começarmos a perceber como é que os remédios funcionam,precisamos de nos afastar dos preconceitos materialistas.Primeiro que tudo temos que acreditar na existência de uma únicainteligência universal, ou energia vital.Em segundo lugar, temos de analisar o conceito, já antigo, deque o corpo não é uma estrutura sólida, mas sim um rio que estásempre em movimento.Em terceiro lugar, devemos analisar os componentes desse rio, ouseja, as partículas subatómicas, melhor conhecidas como energia,ou vibrações.Por fim, devemos analisar o mundo como um todo e apercebermo-nosde que, longe de sermos meros observadores do universo, somos naverdade parte integrante da sua malha”, uma parte vibrante dotodo.25
  23. 23. A energia vitalA doutrina do materialismo refere que o corpo e toda a vida emgeral têm uma natureza bioquímica e que a realidade da mente nãopassa de uma projecção da matéria.Mas será que podemos reduzir o ser humano a um nível unicamentequímico?Consideremos, por um momento, a espantosa coordenação e acçãosinergética da nossa fisiologia. Temos tendência para ver ocorpo como uma máquina composta por muitas partes e funções,operando em compartimentos separados, quando de facto, tal comoos eco-sistemas terrestres, tudo está ligado por um eloinvisível. Nós conseguimos, simultaneamente, respirar, comer,falar, pensar, digerir a comida, combater infecções, renovar asnossas células e fazer muitas mais coisas.As células sanguíneas, por exemplo, afluem para o local daferida e começam a formar um coágulo. Estas células não sedirigiram para lá por acaso; elas “sabiam” para onde se dirigire o que fazer quando lá chegassem.É um facto que qualquer actividade do organismo é activada poruma força “inteligente” e invisível; uma força que tem a ver como nosso todo, a todos os níveis e não apenas a nível bioquímico.Segundo o físico Dr. Deepak Chopra, “é a inteligência queestabelece a diferença entre uma casa desenhada por umarquitecto e ummonte de tijolos” ou, por assim dizer, depois da morte física oselementos químicos permanecem, mas há algo que desaparece.A escultura ou o rio?O filósofo grego Heraclito de Éfeso acreditava num mundo deeterna mudança ou de “transformação” permanente. Ele fez aseguinte interessante observação: “ninguém se pode banhar no mesmo rio duas vezes” (isto porque orio está constantemente a correr).De igual modo, e de acordo com o Dr. Chopra, se conseguíssemosver o corpo tal como ele é na realidade, nunca veríamos também omesmo corpo duas vezes.
  24. 24. Longe de ser uma “massa” sólida, o corpo está em constantemudança.O esqueleto, por exemplo, pode parecer sólido, mas os ossos quetemos agora não são os mesmos que tínhamos há três meses atrás.As células do corpo estão constantemente a ser substituídas.Produzimos um fígado26
  25. 25. novo cada seis semanas, uma nova pele uma vez por mês e um novorevestimento do estômago de quatro em quatro dias. Aliás,noventa eoito por cento dos átomos existentes no nosso corpo não são osmesmosde há um ano atrás.Por isso, o corpo que nós vimos e tocamos é, nada mais nadamenos, do que uma corrente de energia. Mas e o intelecto?Há muitos séculos que os filósofos têm vindo a contemplar anaturezado intelecto. Uns chegaram à conclusão de que o intelecto é umfenómeno separado da realidade física, um aspecto do espíritoimortal de cada um.Outros decidiram que o intelecto é uma simples função docérebro, umaficção, utilizando o vocabulário médico.Embora nunca venhamos a conhecer a verdade absoluta, a físicamoderna tem começado a aproximar-se da natureza do intelecto.Na década de 70 ocorreram interessantes descobertas centradas emnovos produtos químicos, chamados neurotransmissores eneuropeptídios. Na altura, estes produtos foram consideradosrevolucionários, pois provaram que os nervos não funcionavamelectronicamente como um sistema de telégrafo, tal como sepensava na época, mas sim que os impulsos nervosos tinham umaorigem química.Tal como foi dito pelo Dr. Chopra:“A chegada dos neurotransmissores marcou a interligação entre ointelecto e a matéria de uma forma muito mais móvel e fluente doque alguma vez tinha sido até então considerada: muito próximado modelo de um rio.Ajudam também a preencher o abismo existente entre o intelecto eo corpo, um dos mais fascinantes mistérios com que o Homem setem deparado desde a altura em que começou a considerar a suaprópria existência. (’)”Surpreendentemente, parece que o pensamento não-material dárazão aos neuroquímicos. “Pensar” diz Chopra, “é produzirreacções químicas cerebrais, promovendo uma série de respostaspelo corpo todo”.Outra fascinante descoberta que vem dar razão à convicção de queo intelecto transcende a matéria” é o facto de receptores dos
  26. 26. neuroquímicos poderem ser encontrados em várias partes do corpo,tal como na pele e células do sistema imunológico, chamadasmonócitos. Estas células sanguíneas “inteligentes” circulamlivremente pelo corpo todo, aparentemente enviando e recebendomensagens tão diversas quanto aquelas que se encontram nosistema nervoso central. Isto significa que,27
  27. 27. quando estamos contentes, deprimidos, zangados, apaixonados ousentindo o que quer que seja, produzimos químicos cerebrais emdiversas partes do corpo, e essas partes ficarão igualmentecontentes, deprimidas, zangadas ou apaixonadas.Ainda mais (como se isto não fosse suficientemente espantoso),sabe-se agora que a insulina, uma hormona normalmente associadaao pâncreas, é também produzida no cérebro, tal como os químicoscerebrais transferon e CCK são também produzidos no estômago.Sem dúvida, a fluente inter-relação mente-corpo, é uma realidade.VibraçãoUma fórmula matemática muito conhecida, o Teorema de Bell,formulado em 1964 pelo físico irlandês John Bell, defende que arealidade do universo é um todo inter-relacionado, onde todos osobjectos e acontecimentos reagem às mudanças.O astrónomo inglês Sir Arthur Eddington chegou ao ponto deconcluir que é uma força inteligente que mantém unido ouniverso: “A natureza do mundo é a natureza mental”.Mais recentemente, teóricos como o físico inglês David Bolim,chegaram auma conclusão semelhante: que existe um “campo invisível”mantendo toda a realidade unida, um campo que tem o dom de sabertudo aquilo que se está a passar em todo o lado, ao mesmo tempo.Este é o mundo mecânico dos “quanta”, um mundo para além doátomo, do protão, do electrão e do quark. Se estes podem serdivididos em partículas mais pequenas (pelo menos em teoria),então, ocupam espaço. O que quer que seja que molda o universo elhe concede vida, é não-material e não ocupa espaço. Pensa-seentão que o mundo dos “ quanta” subatómico é aquele que écomposto por energia ou vibração e que é na assumpção destefacto que se dá a união entre ciência e misticismo.A física moderna, em sintonia com o misticismo oriental, vê ouniverso como uma teia de vida contínua, harmoniosa e vibrante.Abarcando o TodoAo nível dos “quanta”, a matéria, desde a de um cristal à de umserhumano, é essencialmente energia ou vibração. Neste âmbito, nãoé feita28
  28. 28. qualquer distinção entre o animado e o inanimado, entre oespírito e amatéria.Nós vemo-nos separados das outras coisas porque diferentes tiposde matéria e de energia, tais como a água, a pedra e as formasde vida sensíveis, vibram em frequências diferentes. A energiado intelecto, por exemplo, vibra tão depressa que aparenta serinvisível, enquanto apedra vibra tão devagar que a pessoa não se apercebe do seudinamismo. Desta forma os humanos são “surdos” no que dizrespeito a frequências altas e baixas, o que não significa quenão possam ser afectados por elas.Segundo -o médico alemão Werner Heisenberg, se fizermos vibraruma única teia cósmica, afectamo-las todas:“Desta forma o mundo parece-nos ser um complicado enredo deacontecimentos no qual diferentes aspectos se alternam,sobrepõem ou combinam, e assim determinam a textura do todo. (’)”Tomando tudo isto em consideração, podemos agora observar o modode actuar dos Remédios Florais de Bach.Vibrações medicinaisBach acreditava que as plantas utilizadas na confecção dosremédios pertenciam a uma “ordem superior”. Ao contrário daservas medicinais que vibram quase ao mesmo ritmo da matéria emsi, os Remédios Florais estão em sintonia com as melhoresfrequências do intelecto e do espírito. Inundando o nosso campode energia (ver página 3 1) com estas frequências superiores,todo o nosso ser (intelecto, corpo e espírito) se alinha com acorrente cósmica.As linhas discordantes das emoções negativas, as quais abrandamas nossas vibrações e nos fazem sentir menos bem, vão tomandouma forma harmoniosa. Tal como foi dito pelo próprio Bach: “Oser, humano volta a ser mais ele próprio exactamente na alturaem que deixou de o ser.”Existem, no entanto, muito mais métodos de cura que funcionam aum nível subtil ou vibrátil: por exemplo a homeopatia, a curaespiritual, a cura por cores, a cura com cristais, a curamusical e a aromaterapia,29
  29. 29. embora esta última necessite de recorrer à massagem, para assimfazer realçar a etérea e vibrátil influência dos óleos deplantas aromáticas.Para podermos analisar melhor a eficácia das substânciasmedicinais vibráteis, voltemos ao mundo da ciência. Embora orelato seguinte fale dos princípios da homeopatia, é tambémrelevante para o modo de actuar dos Remédios de Bach, na medidaem que estes são utilizados emquantidades infinitezimais.Em 1987, um imunobiólogo francês abalou os alicerces da teoriamédica dos “não-quanta”, ao demonstrar que certas substânciasaltamente diluídas podem ser tão potentes como grandesquantidades dessas mesmas substâncias.Em testes de laboratório, o Dr. Jacques Benveniste demonstrouque células vivas podiam ser influenciadas pelo imunoglóbulo E,em diluições tão fortes que seria pouco provável que umamolécula sobrevivesse”.Apesar de as descobertas de Benveniste terem desafiado as leisdo materialismo, este repetiu a experiência 70 vezes e pediu aoutros cientistas que a repetissem em Israel, no Canadá e emItália. Todos chegaram à mesma conclusão. Embora as descobertasde Benveniste tivessem sido publicadas na edição de Junho de1988 da revista inglesa Nature, oseditores continuaram a afirmar o seu cepticismo.Benveniste deu crédito aos métodos homeopatas que implicamquantidades muito pequenas de substâncias antagónicas para curaro corpo. Um mês depois de publicados os resultados daexperiência, a Nature enviou uma equipa de peritos a França,para observar as descobertas de Benveniste. Infelizmente estenão foi capaz de obter os resultados previstos; umas tentativasresultaram, mas outras não. Rapidamente e sem mais delongas, aNature condenou o trabalho de Benveniste, chamando-lhe uma“ilusão” e ignorando o facto de esse mesmo trabalho ter sidoassinado por outros doze investigadores, em quatro paísesdiferentes.Tendo em conta aquilo que já sabemos acerca da natureza dointelecto, será admissível que as vibrações negativasprovenientes dos observadores cépticos, pudessem ter interferidonas tentativas? Por acaso, a Nature “esqueceu-se” de mencionaras tentativas que resultaram. Ao que parece, certos membros damedicina convencional estão bastante relutantes em entrar noreino da realidade quântica.30
  30. 30. A auraComo vimos atrás, os métodos vibráteis de cura, tal como ahomeopatia e os Remédios Florais de Bach, actuam a um nívelmuito subtil. Muitos terapeutas ligados a estes remédios achamque o efeito de cura é accionado no campo de energia do homem,ou na aura, a qual rodeia e interpenetra a forma física.Neste campo, que é essencialmente uma forma de pensamento, oefeito de cura dos Remédios é absorvido “internamente”, a nívelfísico. Por outro lado, outras formas de cura, tais como ervas edrogas, agem de “dentro para fora”, podendo eventualmenteafectar a aura.Embora a Física descreva a aura de uma forma diferente, de acordocom o seu próprio nível de percepção física, acredita-se,tacitamente, que a aura é uma emanação em arco-íris que rodeia ocorpo (algumas pessoas mais sensíveis conseguem ver as suascores). A aura é composta por um mínimo de três e um máximo desete “camadas” de energia, cada camada vibrando numa frequênciadiferente. O corpo, ou matéria, vibra na frequência mais lentaou densa, enquanto que o intelecto, tal como a electricidade,vibra muito mais rapidamente, razão pela qual raramente nosapercebemos da sualexistência. A parte do intelecto mais próximado nível físico, emanando a cerca de dois centímetros e meio docorpo, é o chamado corpo etérico ou vital. É interessantesublinhar que o corpo etérico vibra a uma frequência que podeser detectada por uma técnica de alta voltagem chamadafotografia de Kirlian. A informação adquirida por este processomostra uma espécie de luminosidade e correntes de energia,vindas das mãos ou dos pés. Para um perito, estes esquemasreflectem o estado emocional e físico de um indivíduo e podem serutilizadas como um instrumento de diagnóstico.Uma aura saudável funciona como um filtro, deixando apenaspassar aquilo que for benéfico para a própria pessoa. OsRemédios Florais de Bach procuram harmonizar as subtisfrequências de energia que se encontram dentro da aura, as quaispodem ser enfraquecidas pelo stress edificuldades da vida. Uma aura enfraquecida dará aso a doenças.Para intensificar a acção dos Remédios, podemos aprender acontrolar e a fortalecer a nossa própria aura. Este é umexcelente exercício, pois uma31
  31. 31. aura forte proteger-nos-á das influências mais diversas, desdeos germes ao stress (ver Capítulo 7).Pelas suas próprias palavrasVamos concluir este capítulo com algumas citações retiradas doconciso trabalho de Bach, Heal ThyseIf. (1)“A doença nunca será curada ou erradicada pelos métodosmaterialistas actuais, pela simples razão de que a doença, nasua origem, não é material. ““O outro grande princípio é a compreensão da União existenteentre todas as coisas: que o Criador de tudo é o amor e que tudoaquilo de que temos consciência é, em todas as suas formasinfinitas, uma manifestação desse amor.”“A Escola Médica do futuro não vai interessar-se grandementepelos resultados e consequências da doença... mas, sabendo averdadeira causa das perturbações e consciente de que ossintomas físicos são perfeitamente secundários, ela vaipreocupar-se em promover a harmonia entre o corpo, o intelecto eo espírito, obtendo assim o alívio da doença.”32
  32. 32. APRENDER A RECEITARComo já vimos, o princípio básico dos Remédios Florais de Bach é“tratar o paciente e não a doença”. O Dr. Bach acreditavafirmemente que a doença física era o resultado da desarmoniaentre o intelecto e o espírito. Em psicoterapia, o espírito émuitas vezes designado como o11 eu superior”, omnisciência que se manifesta naquelas raras epreciosas ocasiões de inspiração e clareza; aqueles momentos deintrospecção profunda sobre a verdadeira razão da nossaexistência.O eu superior está consciente da nossa verdadeira missão na vidae procura realizá-la através do intelecto e das emoções: apersonalidade. Contudo, a personalidade nem sempre se apercebeda existência do eusuperior, razão pela qual, muitas vezes, não damos ouvidos ànossa “voz interior”. Vivemos apenas meio acordados,impulsionados pelas condições sociais e pelas nossas respostas,subjectivas, aos acontecimentos da vida. Como resultado disto,segundo Bach, em vez de sentirmos alegria, realização pessoal,sabedoria e coragem, sentimos apenas a desarmonia. Se pudéssemosagir totalmente em harmonia com o nosso próprio espírito ou eusuperior (o qual, por seu lado, é já uma grande parte do Todo,abrangendo a humanidade, o planeta e o Cosmos), conseguiríamosatingir as nossas potencialidades máximas e sentir-nosverdadeiramente felizes. Onde houver uma lacuna entre o eusuperior e a personalidade, há33
  33. 33. doença. O mais recente poder curativo dos Remédios Florais deBach provém da sua capacidade de libertar o bloco de energiaentre a personalidade e o eu superior. É desta forma que osRemédios ajudam amelhorar o aspecto físico da pessoa, sem o qual não poderiahaver umaverdadeira cura.É claro que o corpo físico é uma parte que está interligada como Todo corpo, intelecto e espírito. Daí a importância deestarmos conscientes das nossas necessidades a todos os níveis.Não devemos descurar o corpo com o intuito de atingirmos aespiritualidade nem, por outro lado, seguir a ideia de cuidarmosapenas da parte física/material, ignorando as nossasnecessidades espirituais. O resultado seria um desequilíbrio deenergias.Será certo, no entanto, dizer que algumas doenças têm umaorigem puramente física - intoxicação alimentar, malária, febretifóide e por aí em diante? A resposta será sim ou nãodependendo do ponto de vista de cada um. No que nos dizrespeito, e de um ponto de vista primário, a doença pode terinício a este nível e infiltrar-se até aos mais variados níveisdo nosso Ser, chegando por fim ao nível mental e emocional. Noentanto, e de acordo com a filosofia esotérica (que reflecte osprincípios de Bach), a vida na terra é uma aprendizagem. Oespírito escolheu aprender e crescer através da doença, dosofrimento, das desavenças, de defeitos congénitos, doençasmentais e pobreza. Logo, neste sentido, a verdadeira origem dadoença e do sofrimento (até dos acidentes) é espiritual.A vida nunca teve como objectivo ser fácil - eessa é a lição mais difícil de aprender. Infelizmente, está paraalém da esfera deste pequeno livro aprofundar as causas e osmotivos da filosofia esotérica. Por esta razão eu encorajo oleitor interessado a obter um exemplar do livro de Bachintitulado Heal ThyseIf.Receitar a si próprioAutoconhecimentoAntes de começarmos a receitar para os outros, precisamos deadquirir algum autoconhecimento. Se você for terapeuta ouestiver de algum modo ligado ao “movimento de crescimento”,então terá consciência da34
  34. 34. importância do autoconhecimento como pré-requisito paracompreender os outros. No entanto, o maior obstáculo destatarefa é ser capazes de olhar para a outra pessoa sem nosdeixarmos influenciar pelos nossos pró prios medos, pelas nossasexperiências, condicionamentos sociais, crenças religiosas oupreconceitos. Muito poucos seres humanos chegam a atingir umaposição de não julgamento dos outros, mas podemos todos, pelomenos, tentar fazer o mesmo.Podemos começar por nosconsciencializarmos dos nossos próprios bloqueios,condicionamentos eáreas de crescimento atrofiado. Este será o primeiro passo. Osegundo passo será aplicar os Remédios Florais de Bach.Observe como se sente quando precisa de um Remédio em particulare como se sente depois de o tomar. Se a sua vida está estável,neste momento, então é óbvio que será mais difícil notarqualquer diferença em termos de perspectivas. Contudo, sãopoucas as pessoas que se encontram completamente isentas deconflitos interiores, por isso pode tentar receitar os Remédiosde acordo com os sonhos que tem. O subconsciente nunca esqueceos conflitos não resolvidos, embora o intelecto consciente ofaça muitas vezes (ver “Análise dos sonhos” na pág. 38).Uma dificuldade comum na tarefa de autodiagnóstico,especialmente quando uma pessoa está a passar por uma crise, é aincapacidade da pessoa se “afastar de si própria” o suficientepara se aperceber de que Remédios Florais precisa. É aqui que umamigo ou um terapeuta floral de Bach poderá ajudar. Desabafarcom uma pessoa compreensiva que se consegue relacionar connosco,é já uma parte muito importante do processo de cura e poderáfazer com que encontremos a nossa força interior.Reacções ao tratamentoDurante as primeiras semanas de tratamento, as radiações dasplantas podem abranger apenas as emoções superficiais, em vezdos medos e conflitos profundos, que são a causa do nosso estadofísico e mental. No entanto, lidando com cada estado emocionalnovo que surja, bloqueios mais antigos poderão vir ao de cima e,eventualmente, sair cá para fora. Quando isto acontecer poderásentir os sintomas físicos piorarem eexperimentar maiores ou menores crises de consciência.35
  35. 35. Qualquer agravamento durará, apenas, alguns dias e deverá serencarado como um sinal positivo, pois é a prova de que a pessoaescolheu o Remédio certo. Diz-se, por vezes, que “uma pessoa nãopode fazer sair cá para fora o que não se encontre já ládentro”, por isso tal reacção não é um efeito secundário, comoacontece com as curas com drogas, mas uma indicação de que o seucorpo e mente se estão a corrigir e os Remédios Florais de Bachactuando como um catalisador, no processo. Deverá salientar-seque a intensidade da reacção parece ter a ver com asensibilidade própria e com a abertura de cada um em relação àmudança. A maioria das pessoas passa por mudanças ténues durantealgumas semanas ou meses, sentindo-se, no entanto, cada vez maisoptimistas e capazes de lidar com os altos e baixos da vida.Se, no entanto, se sentir oprimido com as várias mudanças queestão a ocorrer no seu corpo e na sua mente, embora isto sejararo, deverá deixar de tomar os Remédios de Bach e procurarajuda profissional de um terapeuta de Bach ou de um consultorbem formado na área do “crescimento pessoal”.Encontrar o Remédio certoNo primeiro “encontro” com as descrições dos Remédios Florais noCapítulo 5, poderá sentir que precisa de todos eles! Bach fezquestão de testar um composto dos trinta e oito medicamentos,mas não ficou satisfeito com o resultado. Descobriu que avibração de uma só planta, bem escolhida, tinha um efeito maisprofundo do que várias em conjunto, o que não obsta a que possahaver pessoas que, temporariamente, precisem de um composto deseis ou mais plantas.A melhor maneira de começar é registar os nomes dos Remédios deque pensa precisar e depois analisá-los bem, um a um, paradecidir qual será o Remédio-Tipo e quais serão os Remédios deApoio.Remédios-Tipo: o Remédio-Tipo é a flor vibrátil que correspondepor inteiro à sua personalidade. Poderá ser extrovertido, umlíder nato e muito falador. Estas características sugeremRemédios como o Vine, Vervain e Impatiens. Se, por outro lado,você é calado e reservado, então precisaria de Remédios como oMimulus, Centaury, ou Water Violet. Claro que a vibração de cadaplanta tem o seu aspecto positivo e nega-36
  36. 36. tivo. O lado positivo do Impatiens, por exemplo, é notórionaqueles que, embora aprendam depressa, são pacientes ecompreensivos com aqueles que não são tão espertos. Contudo,quando as vibrações do Impatiens começam a diminuir, o aspectonegativo deste tipo de personalidade torna-se evidente:impaciência e falta de tacto com aqueles que não são tãoespertos como eles próprios. O Remédio-Tipo de uma pessoa pode,então, ser necessário em épocas intervaladas da vida de umapessoa.Remédios de Apoio: os Remédios de Apoio destinam-se aos estadosemocionais superficiais que não são característicos, mas simtemporários. Por exemplo, podemos guardar sentimentos de invejaou ódio em relação ao novo companheiro de uma antiga namorada(Holly) ou sentir-mo-nos nervosos e apreensivos antes de um casode tribunal (Mimulus).Curiosamente, Bach descobriu que o modo como a pessoa secomporta quando não se sente bem, é muitas vezes a chave paradescobriro seu Remédio-Tipo. Em geral, a maioria dos trinta e oitoRemédios-Tipo pode ser utilizada como Remédios-Tipo ou Remédiosde Apoio.Aprender a seleccionar os RemédiosNão deverá ser muito difícil reduzir o número de remédios de queprecisa para seis, mas se verifica que poderá vir a precisar desete ou oito não deixe de os apontar, para não acontecer omitiruma das flores essenciais. Com o tempo, o processo de selecçãotornar-se-á cada vez mais fácil.Os seguintes tópicos, testados e comprovados, ajudarão na suafamiliarização com os Remédios Florais:1. Tente “receitar” para personagens das telenovelas ou dosromances. As personagens de ficção são normalmente versõesexageradas de pessoas verdadeiras, logo têm traços depersonalidade muito bem definidos. Ou, para tornar as coisas umpouco mais difíceis, tente diagnosticar Remédios-Tipo parapessoas conhecidas da sociedade em que se insere: políticos,membros da Família Real ou pessoas da televisão, por exemplo.Observe, ainda, a suaprópria família, amigos e vizinhos.37
  37. 37. 2. Faça uma retrospectiva da sua vida e tente identificar osdiferentes estados emocionais que predominam em diferentesépocas. Como é que se sentiu no seu primeiro dia de escola, porexemplo? Sentia-se seguro e com confiança em si próprio, o líderdo grupo (Vine)? Ou sentiu-se intimidado pela exuberância dasoutras crianças e consequentemente demasiado envergonhado parase juntar a elas (Mimulus)? E na sua vida amorosa? Era você aparte sempre rejeitada, o parceiro demasiado dominador queacabava com a alegria e espontaneidade de todas as relações(Chicory)? Ou você foi sempre a vítima, o escravo voluntário deuma personalidade mais forte e vincada (Centaury)?3. Agora pense no presente. Pense na forma como reage a críticas;como reagiria se lhe faltasse dinheiro para pagar a conta nosupermercado; como lida com a doença e com a dor. Observando assuas reacções face às situações da vida, depressa descobrirá oseu Remédio-Tipo.Análise dos sonhosEmbora não seja um modo tradicional de aplicar os RemédiosFlorais de Bach, a experiência ensinou-me que os sonhos são uminstrumento precioso para a terapia de Bach. É um método quetanto pode serempregue num autodiagnóstico como, quando tiver já maisexperiência, no diagnóstico de outrem.A maioria dos sonhos representa situações e padrões aguardandoresolução e, ao contrário do que se possa pensar, os sonhos nãocostumam fornecer resoluções para os nossos problemas (embora jáo tenham feito). Pelo contrário, eles põem questões e pedemrespostas. Por isso, em vez de nos deixarmos inundar pelosimbolismo e interpretação dos sonhos, que podem ser muitoilusórios para os principiantes, concentremo-nos no sentimento enas reacções, ou falta de reacções, que os seus sonhos lheevocam e receite de acordo com elas. Por exemplo, você podeficar chocado por uma expressão de inveja ou violência num sonhoseu (Hollv), ou qualquer outro tipo de reacção forte, queraramente transparece quando você está acordado. É um facto queaquilo com que nós não lidamos na vida, aparecerá retratado nosnossos sonhos - sonhos repetidos são particularmente importantespara explicar este ponto. Da38
  38. 38. mesma forma, a falta de sono pode ser explicada pelo facto de apessoa, inconscientemente, não querer lidar com certos problemasreprimidos que precisam de ser expressos.É interessante ver que, se as reacções que a pessoa tem nossonhos forem parecidas com aquelas que tem quando está acordada,significa que já atingiu um certo nível de consciência de siprópria. Se, por outro lado, as reacções forem muito diferentes,isto significa que há muita coisa reprimida que a pessoa tem deenfrentar. De igual modo, se você for apenas um espectador nomundo do sonho, não seria arriscar muito dizer que você serátambém um espectador na vida.Os Remédios Florais tendem a activar o mundo dos sonhos; daí serimportante anotar os seus sonhos durante o primeiro mês,enquanto estiver a tomar os medicamentos (receitados da formahabitual). Quando conseguir identificar temas ou emoçõesrepetidas, estará pronto para começar um trabalho mais profundocom os Remédios. Poderá até “pedir” um sonho em particular antesde adormecer; o subconsciente, normalmente, obedece.Mantenha uma caneta e um bloco ao lado da sua cama e, assim queacordar (pois os sonhos esquecem-se muito rapidamente), escrevatudo aquilo de que conseguir lembrar-se sobre um sonhoimportante (não é preciso anotar todos). Se não conseguirlembrar-se do sonho em si, tente recordar-se daquilo que sentiuou da disposição com que ficou. Depois, tente responder àsperguntas que se seguem, que são baseadas no trabalho doterapeuta do sonho, Strephon Kaplan-Williams. Não se preocupe senão conseguir responder, integralmente, a todas as perguntas;responda somente ao máximo que conseguir. O objectivo doexercício é permitir que você encare os seus sonhos do ponto devista de Bach:1. Que estou eu a fazer e por que o faço?2. O que preciso eu de enfrentar neste sonho?3. Será que eu reagiria desta forma na vida real, ou estarei areagirde uma forma muito diferente?4. O que é que neste sonho tem a ver com outros sonhos que eu játenha tido?5. O que é que neste sonho tem a ver com o que se está a passarcomigo ou com a minha vida presente?39
  39. 39. 6. Porque é que eu tive este sonho? Que será que eu preciso deencarar ou decidir?Considere o seguinte sonho, recordado por Sarah, uma mulher nosseus quarenta anos de idade e prestes a engrenar numa novaprofissão de enfermeira psiquiátrica. Escolheu trabalhar com osRemédios Florais por razões de autoconhecimento. Curiosamente,Sarah tomava Larch devido à sua falta de confiança em siprópria. Uma noite pouco antes de adormecer, pediu ao seu eusuperior um sonho que lhe desse ideias sobre como resolver osseus problemas. O seu pedido foi-lhe plenamente concedido:“Eu tinha acabado de dar à luz um bebé indesejado. Pus a lindacriança,sorridente, dentro de um carrinho, que arrumei em cima doroupeiro para não atrapalhar. A parteira veio examinar-me, maseu sentia-me suja eenvergonhada, pois não me lavava desde a altura em que dei àluz. Mas o sentimento de culpa foi mais forte e fez-me reagir.Corri para o quarto primeiro que a parteira e tirei o carrinhode cima do roupeiro, mesmo atempo! Suspirei de alívio; o meu outro sentimento de culpa nãotinha sido exposto! “Qualquer psicanalista teria um dia em cheio com este sonho! Noentanto, na terapia de Bach, os aspectos mais importantes dossonhos são os sentimentos, acções e reacções das pessoas. OsRemédios Florais farão o resto, ou seja, eles accionarão oprocesso de cura, eliminando ossentimentos de culpa e de falta de higiene, que provêm dainfância rígida e sexualmente reprimida de Sarah. Osmedicamentos naturais escolhidos para este caso foram o CrabApple para a falta de amor próprio e para a necessidade delimpeza e Pine para a culpa.Para terminar este assunto, a minha experiência pessoal diz-meque os Remédios de Bach parecem envolver a pessoa numa espéciede bola de cristal, que a protegerá de sonhos potencialmenteaterradores. É comose os remédios viessem equipados com uma válvula de segurançapsíquica!Receitar para os outrosQuando tiver trabalhado com os Remédios durante algum tempo econseguir receitar para si próprio, deverá ser capaz de receitarpara a sua40
  40. 40. família e amigos. No entanto, alguns utilizadores da Terapia deBach dizem que diagnosticar em nós próprios é por vezes maisdifícil do que diagnosticar em pessoas que conhecemos bem. Istoocorre porque, quando a pessoa está em crise, não é fácil serobjectiva consigo própria. Porém, diagnosticar numa pessoacompletamente estranha requer muito mais perícia, razão pelaqual vamos começar por esse nível.A consultaUm bom terapeuta é uma pessoa que conseguiu desenvolver duascaracterísticas essenciais: a capacidade de se identificar comoutra pessoa e a paciência de ouvir.Identificarmo-nos não é apenas pormo-nos no lugar da outrapessoa; é também a capacidade da pessoa se relacionar com aforça interior da outra e com a sua própria. Ao fazê-lo, estamosa ajudar a pessoa a sair da sua negatividade, sem nos deixarmosenvolver pelo seu sofrimento. É de importância vital distinguiro conceito de identificação e o de compaixão. A capacidade deidentificação está bastante ligada ao nosso ser intuitivo,enquanto a compaixão está mais ligada ao nosso ser em desespero,daí esgotar a nossa energia emocional. Por isso, antes daconsulta, deverá passar algum tempo a concentrar-se na ligaçãoao seu eu superior. (ver pág. 137).Ouvir, como terapeuta, é escutar a vários níveis. Escutamos como intelecto as palavras que eles usam e a maneira como a suahistória é relatada. Por exemplo: “Já tentei tudo, mas nada deuresultado” (Gorse); ou “Eu sei que foi tudo culpa minha; eudeveria ter sido mais compreensiva” (Pine). Será que eles falamnuma voz baixa e ansiosa (Mimulus)? Ou será que eles se inclinampara a frente, agarram o seu braço e o11 afogam” com a sua história, incluindo um relato gráfico detodas as suasdoenças (Heather)?Devemos também escutar com os olhos, observando a linguagemcorporal. Será que estão relaxados e confiantes, sentadosconfortavelmente na cadeira? Ou estarão meio sentados, batendoos dedos em cima da mesa?Acima de tudo deveremos escutar com a nossa intuição, com onosso eu superior. É pelo facto de estarmos ligados a esta fontede amor que41
  41. 41. somos capazes de ler nas entrelinhas”. Talvez haja algo nos seusolhos que demonstre dor, raiva, frieza ou medo, embora nestafase não estejam conscientes de que albergam tais sentimentos.Se uma pessoa tem dificuldade em se expressar, conduza-aimperceptivelmente na direcção certa, perguntando-lhe sobre asua infância, vida doméstica e por aí fora. Tente estabelecer amaneira como essa pessoa reage aos acontecimentos da sua vida.Por exemplo, se esta mencionar algum tipo de perturbação, umdivórcio ou um caso amoroso acabado, tente descobrir como reagiunessa altura. Se recorreu ao álcool, à comida em excesso, ou ocontrário, à droga (incluindo calmantes receitados pelo médico eantidepressivos, ou ainda aos chamados “speeds”)? Quais assituações de que tem medo presentemente: uma operação iminente, onascimento de uma criança, uma mudança de emprego, uma ida paraoutro país, a reforma?Por vezes as repercussões do choque podem ser tão retardadas,que só anos mais tarde se farão sentir - talvez disfarçadas dedepressão, culpa ou medo. O trauma do aborto, um acidente deautomóvel ou a morte de uma pessoa querida, podem ser algumasdas razões para oestado emocional e físico, presente, de uma pessoa. Nestascircunstâncias receite sempre Star of Bethlehem para o choque eoutros remédios para a depressão, medo e culpa, ou para ossintomas que se fizerem sentir.Curiosamente, o Dr. Bach verificou que, quando a pessoa pareceprecisar de muitos Remédios ou não se dá com o tratamento, HollyouWild Oat poderão ser os catalisadores necessários. A vibração deambas as plantas “abrirá uma caixinha”, permitindo desta formaque uma série de emoções recalcadas venha ao de cima. Comoresultado, deverá então ser mais fácil receitar de acordo com asemoções que agora se conhecem. Receite Holly quando a pessoativer uma natureza activa ou intensa e Wild Oat quando se tratarde pessoas mais passivas.Em doenças crónicas como a artrite e os eczemas, a análise dossonhos pode revelar quais os sentimentos desagradáveis que seencontram na origem da doença. Os Remédios Florais, abarcando asemoções recalcadas, accionarão então o processo da verdadeiracura; mas é importante que a pessoa coopere a todos os níveis,buscando uma terapia adequada tal como a medicina com ervas ou aquiroprática e se infor-42
  42. 42. mem o melhor possível sobre a dieta a seguir, no caso da suadoença em particular.Enquanto a pessoa está a falar, não deixe de ir anotando todos osRemédios que lhe vão vindo à cabeça. No entanto, não deixe que otirar de apontamentos se torne demasiado absorvente. Éimportante manter uma relação relaxante e igualitária, umaatmosfera de confiança durante a consulta. Pode sempre tirarapontamentos imediatamente a seguir, enquanto a história dapessoa ainda estiver fresca na sua memória.Quando conversar com a pessoa em questão sobre os RemédiosFlorais a utilizar, frise bem as qualidades ou virtudes queterão de ser alcançadas com eles. Por exemplo: em vez de dizerque o Gentian é para curar uma atitude de desconfiança, diga queeste Remédio ajudá-lo-á ater a certeza de que os seus problemas poderão ser ultrapassados.A minha prática inclui sempre “trabalhos para casa”, tais comoexercícios de respiração, uma cassete de relaxamento,visualização, oumovimentos lentos de elasticidade para libertar a tensão físicae emocional. Se houver muita falta de amor próprio, sugiro modosde fortificar o ego. Isto poderá incluir um banho aromáticodiário, com algumas gotas de Crab Apple adicionada aos óleos daaromaterapia; ou algo ainda mais simples, como comprar umpequeno presente para si próprio, de vez em quando: umas floresfrescas, um pequeno cristal, fruta exótica, um postal bonito ouqualquer coisa do género.Finalmente a coisa mais difícil de aceitar, para um terapeuta, éque a pessoa possa não estar pronta para se desligar da suadoença, embora isto se passe a nível do subconsciente, o que nãodeverá ser encarado como uma falha de qualquer dos lados. Aorigem do seu sofrimento pode ser kármica, o que significa que oseu espírito escolheu a doença comomeio essencial para o seu desenvolvimento. Nora Weeks, umacolega de longa data do Dr. Bach, diz daqueles que tomaram osRemédios antes de falecerem: “Bem, pelo menos morreram felizes”.Usos especiais dos Remédios FloraisGravidezAs belas vibrações dos Remédios Florais são totalmente seguras emuito benéficas, tanto para a mãe como para o seu futuro filho.O mé-43
  43. 43. todo de diagnóstico e tratamento é igual ao de sempre. OsRemédios podem ajudar a minimizar a apreensão e o sofrimento dosperíodos pré e pós-parto. Muitos praticantes sugerem um compostobásico de Rescue Remedy e Walnut. Esta mistura pode ser tomadauns dias antes do dia previsto para o nascimento do bebé,durante o trabalho de parto e, pelo menos, durante um mês depoisdo parto para ajudarem a mãe e a criança a lidarem com asreacções e as mudanças. Tem havido casos em que as mães têm umparto rápido e fácil e uma boa recuperação devido ao facto deterem tomado o Rescue Remedy, pouco antes de dar à luz (1).Para além dos Remédios já mencionados, outros podem seradicionados ou introduzidos em substituição, consoante o caso.Por exemplo: o Mimulus para o medo de dar à luz (ou em casosextremos o Rock Rose); e Impatiens para ajudar aquelas mães quese tornam inquietas e impacientes à medida que a data se vaiaproximando, um estado de espírito muito comum, especialmentequando o bebé já vem atrasado. Durante o parto, outrosmedicamentos tal como o Oak, Hornbeam e Olive são os indicadosse a mulher já estiver exausta e achar que já não conseguecontinuar; durante o período pós-parto, o Mustard, Gorse,Gentian, Sweet Chestnut ou Willow podem vir a ter um papelpredominante no levantar da moral da mãe, sofrendo da depressãopós-parto.BebésPoderá ficar surpreendido com o facto de ser relativamente fácilelaborar diagnósticos para bebés recém-nascidos, embora estessejam incapazes de nos falar do seu estado de espírito, Porexemplo: o bebé Agrimony é normalmente feliz e palra, chega atéa dar poucas preocupações, a não ser que algo de muito grave seesteja a passar; o bebé Chicory é muito exigente, querendosempre atenção e detestando estar sozinho; o bebé Clematismostra muito pouco interesse pelo que quer que seja, dormindomuito e, por vezes, tendo de ser acordado para as refeições; obebé Mimulus é muito nervoso, assusta-se com os sons mais agudose com movimentos bruscos, enquanto o bebé Impatiens, por seuturno, tem um certo mau-génio!Bach acreditava que, observando-se o tipo ou problema dapersonalidade do bebé, as disposições passageiras ou os estadosde espírito44
  44. 44. negativos seriam facilmente contornados, antes de começarem aenraizar-se. Quando um espírito tem oportunidade de receberajuda nesta altura, a sua passagem pela vida será muito maisfácil e feliz e menos conturbada a sua personalidade. Que belopensamento! A dosagem é amesma dos adultos, embora as mães recentes possam, também, tomaroRemédio (ver pág. 110)CriançasAs crianças (tal como os animais) são motivo de alegria para osterapeutas de Bach, pois reagem rápida e eficazmente aosRemédios Florais. Isto porque a criança tende a expressar osseus sentimentos abertamente, pelo menos até à fase deconsciência de si próprios, na adolescência. Os adultos, como éóbvio, não só são condicionados pela sociedade como também pelassuas reacções típicas aos altos e baixos da vida,particularmente a estes últimos. O sentimento de desesperotorna-se, então, mais enraizado e por conseguinte mais difícilde ultrapassar.Primeiro, tente estabelecer o Remédio-Tipo da criança (sepossível). Isto será feito em épocas intervaladas da infância eaté à maturidade, anão ser que a personalidade mude radicalmente (o que não é umfenómeno desconhecido). A seguir estabeleça quais os remédioscomplementares. Por exemplo: Walnut, o remédio para a mudança ea transição será muito útil durante o período da puberdade. OVíne ajudará a transformar a energia agressiva do “brutamontes”da escola em qualidades mais positivas, dignas de um líder.Centaury, por outro lado, ajudará a vítima desse tal“brutamontes”! Holly ajudará a criança que tem ciúmes do seuirmão mais novo, enquanto a Rock Rose ou o Rescue Remedydissiparão os seus pesadelos. Se os pesadelos da criança foremcausados por uma recordação amarga e persistente, então deveráreceitar Honeysuckle. Para o medo do escuro receite Mimulus;para medos vagos, de origem desconhecida, especialmente seacompanhados por suores frios e tremores, deverá receitar Aspen;para a criança que não tem sono ou é demasiado activa, receiteVervain; e para a criança mole ou apática, escolha Clematis.Finalmente, e não esquecendo a criança demasiado ansiosa esofredora, aconselhe o Red Chestnut, para conseguir umsentimento de calma e positividade.45
  45. 45. AnimaisTal como foi verificado através de vários estudos veterinários(’), os animais tendem a corresponder aos Remédios Florais maisrápida e, por vezes, mais profundamente do que os humanos. Odiagnóstico é feito do modo habitual, embora a pessoa devatentar identificar-se com o animal de modo a compreender o seuestado de espírito. O animal nervoso, por exemplo, que tende asaltar com medo do mínimo som ou de qualquer movimento brusco,precisa de Mimulus. Ao cão superpossessivo que põe o dono“doido” por andar sempre atrás dele, não faria mal um pouco deChicory. O cão invejoso e desconfiado que ladra a toda a gente,precisará de Holly. O gato com nove vidas mas que foi jáatropelado por um carro mais do que uma vez, precisa de ChestnutBud para se conseguir que aprenda com erros passados... e por aíadiante.George MacLeod, uma das maiores autoridades do mundo naaplicação de medicamentos homeopáticos em animais, encorajatodos os seus colegas veterinários a utilizar o Rescue Remedypara tratarem os choques, acidentes, feridas, trabalho pré-cirúrgico e coisas do género. “O Dr. Bach foi um génio damedicina” diz ele.PlantasSim, até as plantas se dão bem com os Remédios Florais de Bach;por exemplo, quando sofrem dos malefícios da peste ou quando sãotransplantadas. O Rescue Remedy é indispensável neste aspecto,seguido de Walnut e de Crab Apple (ver Capítulo 5).46
  46. 46. OS TRINTA E OITO REMÉDIOSO Dr. Bach agrupou os Remédios em sete categorias:1. Para aqueles que sentem medo: Rock Rose, Mimulus, Cherry Plum,Aspen, Red Chestnut.2. Para aqueles que sofrem de incerteza: Cerato, Scleranthus,Gentian,Gorse, Hornbeam, Wild Oat.3. Para a falta de interesse pela realidade presente: Clematis,Honeysuckle, Wild Rose, Olive, White Chestnut, Mustard, ChestnutBud.4. Para a solidão: Water Violet, Impatiens, Heather.5. Para aqueles demasiado sensíveis no que diz respeito ainfluênciase ideias: Agrimony, Centaury, Walnut, Holly.6. Para a desilusão e desespero: Larch, Pine, Elm, SweetChestnut,Star of Bethlehem, Willow, Oak, Crab Apple.7. Para a preocupação exagerada com os outros: Chicory, Vervain,Vine, Beech, Rock Water.Para uma mais fácil consulta, os Remédios florais aparecem,neste capítulo, por ordem alfabética, estando cada umapresentado da seguinte forma:47
  47. 47. -Desenho e composição botânica;- Método de potenciação;- Estados de espírito negativos;- Uma descrição pormenorizada dos estados de espírito negativos;- Potencialidades positivas, após o tratamento;- Outras medidas de auto-ajuda;-A criança para a qual o medicamento é indicado.Os dois primeiros tópicos dispensam explicações, por issoconsideremos o estado de espírito negativo.Trata-se de um sumário para facilitar o diagnóstico. Um relatomais pormenorizado vem a seguir, para verificar se escolheu ounão o Remédio certo. No entanto, a pessoa não tem decorresponder exactamente à descrição do Remédio para que estelhe seja adequado. É importante ter-se uma boa noção das váriaspersonalidades do Remédio, juntamente com um pouco de intuição.Com a prática, rapidamente se tornará mais fácil apercebermo-nosdo estado de espírito da pessoa e receitar de acordo com ele.As potencialidades positivas a seguir ao tratamento são,obviamente, a transferência final dos aspectos positivos dointelecto, que são trazidos ao de cima, libertos das correntesdo medo, dúvida, raiva e incerteza.Seria irrealista, no entanto, sugerir que os Remédios Florais deBach, por si só, conseguem em todos os casos tal transformação,especialmente se o problema tem uma origem demasiado profunda.Daí ser importante, no tratamento do próprio e de outrem,reconhecer as limitações de cada um e procurar ajudaprofissional quando necessário, seja sob a forma deconsulta, psicoterapia, ou até mesmo terapia física, tal comomassagens, tratamentos com ervas ou tratamento ortodoxo.Tal como temos visto até aqui, os Remédios funcionam em harmoniacom outro tipo de tratamentos, apressando o processo de cura.Outras medidas de auto-ajuda como o yoga, pensamento positivo,jardinagem, etc., são de aconselhar, sempre que possível, poisencorajam uma participação activa das pessoas na sua própriacura, um princípio muito importante da terapia holística.Qualquer uma destas actividades pode ser praticada ao mesmotempo que (ou substituída pela) Análise dos Sonhos (ver Capítulo3), ou pelas técnicas básicas de relaxamento
  48. 48. 48
  49. 49. e visualização, referidas no capítulo 7.Por vezes acontece que, quando a pessoa está a tomar mais do queum Remédio de cada vez (o que é muito comum), não há necessidadede recorrer a todas as medidas de auto-ajuda aconselhadas paracada um dos Remédios, em particular. Pratique apenas aquelas queachar mais úteis.Por vezes poderá ser difícil escolher entre dois remédios deessências parecidas (os Remédios para o medo: Aspen e Mimulus,por exemplo). Logo, por isto acontecer muitas vezes, foi feitauma comparação para esclarecer melhor o assunto.No caso das crianças, embora estas possam não ser muitodiferentes de um adulto com a mesma disposição, é incluída umapequena descrição, no final de cada esquema, para ajudar aelucidar e a elaborar um padrão.Note, por favor que, embora as Personalidades-Tipo dos Remédiossejam descritas como “ele” ou “ela”, todos os tipos demedicamentos se aplicam a ambos os sexos.Por fim, o Rescue Remedy é abordado na página 106. Este é umremédio de primeiros socorros, que reúne as seguintes plantas:Rock Rose, Clematis, Impatiens, Cherry Plum e Star of BethlehemAgrimony Agrimonia eupatoria AgrimóniaEsta planta tem uma leve penugem e está coberta de tufos deflores amarelas com um leve aroma. Cresce até uma altura entreos 30 e os 60Nota: Os Remédios Florais de Bach são habitualmente conhecidospela suadesignação inglesa. Pareceu, no entanto, ao editor que seriaútil incluir a designação latina, bem como o nome da flor emportuguês (Nota do Editor).49
  50. 50. em. Pode ser facilmente encontrada e é normalmente vista emzonas com muita relva.É uma planta que aparece entre Junho e Agosto.Método de potenciação: o Sol.Estado de espírito negativo: tortura mental envolta numa fachadade alegria.O tipo de pessoa Agrimony é fácil de reconhecer. É o centro dasatenções numa festa: o exuberante mas gentil brincalhão quenunca goza com ninguém, pois só ri de si próprio.E que mal tem isso? poder-se-á perguntar. Não teria mal nenhum sefosse verdadeiro; mas o tipo Agrimony é perito em utilizar amáscara da Comédia ou da Tragédia. A personalidade pública,alegre, é muito diferente da cara marcada pelo sofrimento, quesó aparece em casa.Será muito raro o verdadeiro tipo de pessoa Agrimony procurarajuda por sua própria iniciativa. Prefere continuar a actuar,para o resto do mundo e muitas vezes para si própria, fingindoque a vida lhe corre às mil maravilhas. Quando sozinho (situaçãoque tenta evitar a todo ocusto), tenta ignorar os pensamentos preocupantes quebombardeiam asua consciência, mas com muito pouco êxito. São muitas as vezesemque não consegue dormir e poderá até recorrer ao álcool e àdroga para escapar aos seus problemas.Apenas uma pessoa de quem goste e em quem confie terá alguma vezhipótese de conhecer a verdade -e será essa pessoa quem lhe daráoincentivo e onde, com alguma sorte, poderá encontrar o apoio deque tão desesperadamente necessita.Potencialidades positivas após o tratamento: a capacidade deencarar verdadeiramente a vida a rir, pois os problemas sãoagora vistos de um ponto de vista mais equilibrado, o de umoptimista por natureza, que possui um dom inato para gerar aharmonia onde “mora” o desacordo.Outras medidas de auto-ajuda: dedique-se a aulas de relaxamento,yoga, Tal Chi, ou então obtenha uma cassete de relaxamento.Se existirem problemas relacionados com a bebida ou com droga,não deixe de procurar ajuda profissional. Recorra aos AlcoólicosAnónimos ou a um grupo terapêutico que tenha como objectivoultrapassar
  51. 51. 50
  52. 52. a dependência da droga. Estes grupos não servem apenas para adependência de drogas chamadas “recreativas”; oferecem tambémapoio às pessoas que estão dependentes de drogas originalmentereceitadas pelo médico, tal como é o caso do Valium.Onde encontrar informações: procure nos anúncios dos jornaislocais, ou nos placards de informação da sala-de-espera de umconsultório, clínica ou até em bibliotecas públicas. A sua listatelefónica, local, pode ainda fornecer-lhe alguns contactos.A criança do Tipo Agrimony: esta criança pode parecer alegre porfora mas, tal como a sua mãe ou ama sabem tão bem, sofre pordentro. Confere-se uma grande importância à imagem que elareflecte nos amigos, família e professores.Aspen Populus tremula Faia PretaTrata-se de uma árvore pequena, com cerca de 15 metros dealtura, da família do grande choupo negro. Poderá ser encontradaem solos pobres e terra húmida. Floresce de Fevereiro a Abril.Método de potenciação: fervura.Estado de espírito negativo: medos inexplicáveis de origempsicológica, pesadelos, medo de um mal iminente.Comparação: compare com a Personalidade-Tipo Mimulus cujo medo éconhecido e de carácter circunstancial (medo de um caso queesteja pendente em tribunal, por exemplo).O tipo de pessoa Aspen é tal como a própria árvore que, sendodelicada, treme com a mínima brisa. Será uma pessoa muitosensível àsmás vibrações” de qualquer natureza, sejam elas a atmosfera“esquisita”51
  53. 53. de um prédio, ou o desagradável burburinho provocado pordiferentes grupos de pessoas a falar ao mesmo tempo. Este tipode pessoa será também perturbada pelas “sombras sinistras” queenvolvam certos indivíduos que ela suspeite terem qualquer tipode desequilíbrio mental; poderá ainda acordar durante a noitetremendo e suando, aterrorizada com a impressão de que algo deassustador se encontra atrás da porta.Embora se diga que os medos da Personalidade-Tipo Aspen provêmda mente, isto não quer obrigatoriamente dizer que estes sejamfantasias. Embora possa ser uma pessoa activa, em vez de sevirar para os acontecimentos felizes da vida, tende a virar-separa as catástrofes: a queda recente de um avião ou a explosãode uma bomba, por exemplo.Potencialidades positivas após o tratamento: perda do medoatravés da noção de que o Guardião de cada um é o poderuniversal do Amor.Outras medidas de auto-ajuda: tente um controlo da aura (verpág. 135). A prática regular desta técnica não diminuiráqualquer capacidade psíquica, mas servirá de protecção e defiltro contra pensamentos prejudiciais e influências de qualquernatureza. Mais importante ainda será o facto de permitir àpessoa ter muito mais controlo sobre aquilo que o destino lhereservar.Escolha actividades ligadas à “realidade”, tais como jardinagem,caminhadas a pé, desporto, cozinhar, dar ou receber massagens -ou até assistir a um filme ou peça de teatro cómicos.Evite tudo aquilo que possa perturbar a mente, tal como filmes oulivros de terror; evite também tudo o que for tóxico, sejaingerir álcool ou fumar erva. Será também de evitar qualquerforma consciente de desenvolvimento psíquico, tais como práticasocultas ou o yoga, a não serque seja sob o olhar atento de um professor com experiência.A criança do Tipo Aspen: sofre de pesadelos reincidentes e podeaté ser sonâmbula. Muitas das vezes exige uma luz acesa durantetoda a noite.52
  54. 54. Beech Fagus sylvatica FaiaTrata-se de uma árvore majestosa, que pode crescer até umaaltura de cerca de 30 a 40 metros. As flores femininas emasculinas aparecem no mesmo ramo, formando uma borla em tons deroxo e castanho, assente num longo pé. Floresce entre Abril eMaio.Método de potenciação: fervura.Estado de espírito negativo: intolerância, espírito crítico earrogância.Comparações: compare com a Personalidade-Tipo Vine, cujanecessidade principal é dominar; e com o Tipo Vervain, ofanático que não desiste e cujo objectivo é converter.A Personalidade-Tipo Beech absorve pouco daquilo que é bom oubonito no mundo! Tem poucos amigos, pois a sua naturezahipercrítica e intolerante irrita os outros para além doslimites do razoável. Não vê qualquer virtude na diversidade danatureza humana, sendo o seu lema: “Por que razão não farão elescomo eu faço?”O Tipo Beech várias vezes se esquece do facto de nem toda agente nascer com os mesmos dons, nem pertencer à mesma classesocial e cultural. Até os pequenos hábitos, gestos e maneirasdos outros se tornam irritantes, não tendo o “grau” de desagradoqualquer relação com a causa do desagrado em si,Lamentavelmente, a sua vida pode ter sido composta de ódio,humilhação e desilusão mal “digeridos”. Esta agressividade, quese manifesta muitas vezes em problemas de digestão, é projectadano mundo circundante, pois o Tipo Beech tem ainda de53
  55. 55. encontrar” os seus mais profundos sentimentos. Como resultadodesta situação, é incapaz de penetrar nos sentimentos dos outros.Potencialidades positivas após o tratamento: tolerância ecompreensão pelos sentimentos dos outros; a capacidade de ver o“bem” em tudo e em todos.Outras medidas de auto-ajuda: quando criticar os outros reparese são críticas generalizadas tais como “Ele é estúpido” ou “Elaé uma tonta”. Se assim for, transforme a crítica generalizadanuma descrição específica de comportamento para que a frase “Elaé uma tonta” se transforme em “Ela dá gargalhadas quando estánervosa” ou “Ela é muito espampanante”, por exemplo. Depois,comece a procurar as qualidades positivas das pessoas. Como éque elas se relacionam com os filhos, vizinhos, colegas detrabalho e por aí adiante? Anote as qualificações e ascapacidades dessas pessoas. O acto de, conscientemente, procurartraços positivos nos outros e de os reter pela escrita, vaicontrariar a sua tendência natural de ver tudo e todos de umponto de vista negativo.Comungue com a natureza, o mais que possa. Aprenda um desportoqualquer que acabe com a rigidez do corpo e da mente, tal como adança, o yoga, Tai Chi e actividades do género. Procure algumafrivolidade na vida!A criança do Tipo Beech: pode estar a reflectir as atitudes dospais (considere bem este aspecto), ou talvez se sintainferiorizada por umcompanheiro mais velho, dominador ou mais popular.Centaury Centaurium erythi-aea Centáurea54
  56. 56. Tem uma altura variável entre os 5 e os 35 cm (dependendo dohabitat). É facilmente encontrada em locais pobres, secos e commuita erva, não esquecendo as dunas. As pequenas flores de umrosa-vivo e com o formato das estrelas abrem apenas quando o Solestá a brilhar.Floresce entre Junho e Agosto.Método de potenciação: o Sol.Estado de espírito negativo: falta de força de vontade pararecusaras ordens dos outros tornando-se, assim, facilmente manobrável.A pessoa cuja Personalidade-Tipo é o Centaury acredita que nasceupara servir. Sacrifica as suas próprias necessidadessimplesmente para manter a paz e ser bem vista pelos outros.Pessoas do Tipo Vine ouVervain darão conta dela num instante! O Tipo Centaury pode atédesistir de casar e de ter a sua própria família, para cuidar deum parente idoso. Sente-se muitas vezes cansado, esgotado pelassolicitações dos outros, embora raramente se queixe, pois estáresignado com a sua sorte.Lamentavelmente, um Centaury perde muitas das coisas boas davida, especialmente a alegria e a excitação que a independênciae aaventura por vezes nos fazem sentir.Caso chegue a casar, é provável que atraia um tirano. Mas porque razão terá escolhido uma existência de “gato-sapato”? Já foiposta ahipótese destas pessoas se ligarem a uma personalidade maisforte para evitar ter de passar pelo processo de crescimento queos levaria a ter detomar as suas próprias decisões. No entanto, e tal como umacriança, apessoa do Tipo Centaury submete-se, ainda que inconscientemente,aoutra de carácter forte e com tendência para o abuso, por não seconseguir relacionar com a sua própria força interior.Potencialidades positivas após o tratamento: saber quando dar equando se retrair: a habilidade de se misturar com os outros semperder, no entanto, a sua própria identidade; viver a vida deacordo com a suaprópria missão.Outras medidas de auto-ajuda: aprender uma arte marcial, comopor exemplo o judo, que ajudará a cultivar a sua força interior,postura e autoconfiança; frequentar uma aula de afirmação
  57. 57. pessoal.Pratique a visualização para fortalecimento da aura (ver pág.135).55
  58. 58. A criança do Tipo Centaury: é calma, sensível e reage aestímulos. Quase não dá trabalho, mas poderá vir a ser “presafácil de um brutamontes”.Cerato stigma Willmottiana Orelha de RatoSendo a única planta cultivada utilizada no sistema de Bach,Cerato é um arbusto com flores, proveniente dos Himalaias, comcerca de 60 cm de altura. As bonitas e radiantes flores azuis,abrem em Agosto e em Setembro.Método de potenciação: o Sol.Estado de espírito negativo: falta de confiança em si mesmo paratomar as suas próprias decisões.Comparações: O Tipo Scleranthus está dividido entre duaspossibilidades mas, ao contrário de Cerato, raramente aborreceos outros coma sua indecisão relativa às decisões triviais do dia a dia. OScleranthus pode eventualmente tentar encontrar a respostadentro de si.A pessoa do Tipo Cerato foi amaldiçoada com a incerteza. Muitoembora seja intuitiva e possua um grande bom-senso, raramenteouve asopiniões da sua voz interior, não actuando por conseguintesegundo a suaprópria vontade. Por isso põe a família e amigos “doidos” com osseusincessantes pedidos de opinião, ou de confirmação, acerca detudo aquilo que faz.O Tipo Cerato não só é facilmente influenciado pelas opiniõesalheias, como também poderá imitar a maneira de vestir, osgestos ou o “jeito” daqueles que admira, o que por vezes o levaa fazer “figura de parvo”. Tem, por vezes, momentos de clareza,durante os quais profere56
  59. 59. o seu lamento favorito: “Eu sabia que devia ter feito aquilo.Agora é tarde demais!” Ou, então, depois de ter aborrecido todaa gente que o rodeia, acabará por decidir fazer as coisas à suamaneira!Potencialidades positivas após o tratamento: confiança na suaprópria capacidade de distinguir o bem do mal; facilidade emagir semse deixar influenciar por quaisquer opiniões contrárias à suaresolução.Outras medidas de auto-ajuda: tente a visualização. Utilizando atécnica básica descrita no capítulo 7, concentre-se na ideia de“contactar”com o seu eu superior. Depois, em pensamento, imagine-se a tomarumadecisão e a agir segundo ela. Saiba que o resultado foi positivoe sinta-se feliz por isso. Uma prática regular deste tipo devisualização, poderá eventualmente levar a que os seusobjectivos, neste campo, se realizem.Os sonhos também podem ajudar (ver Capítulo 3).A criança do Tipo Cerato: este estado de espírito, atrásreferido, é mais provável ocorrer durante o período daadolescência. A criança do Tipo Cerato procura constantemente aaprovação dos outros (principalmente dos colegas) e insiste emusar a roupa que estiver mais na moda, quer lhe fique bem ounão! Não será má ideia deixar este jovem sair desta fase por suaprópria iniciativa (pois é uma importante lição da vida). Noentanto, se estiver ligado a “más companhias”, será a combinaçãode Cerato com WaInut que o ajudará a quebrar esses laços.Cherry Plum Prunus cerasifera Ameixoeira (vermelha)Trata-se de uma árvore pequena e sem espinhos que poderá cresceraté uma altura de 6 a 8 metros. As flores são de umbranco-"leite”, pouco maiores que as do abrunheiro (P. spinosa)com a qual é por vezes57

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