Curso de Tarot on-line gratuito Magia do TarôGrupo Magia do Tarô – www.grupos.com.br/magia-do-tarotSite : www.tarotastral....
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outras fontes de informação.Com responsabilidade, seriedade, respeitoao livre-arbítrio (nosso ou do consulente) e ética po...
Abaixo segue uma das formas simples e eficientes de se trabalhar com oTarô enfatizando seu uso terapêutico e individual. S...
respeito `a complementar outras pessoas, fazer parceria, semnecessidade de retorno? Sua introspecção traz bons frutos ou s...
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O Arcano 6, Os Enamorados ou Os Amantes, traz em sua filosofiade base a amorosidade e a opção. Mas qual a melhor forma de ...
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Faça um teste, experimente olhar as semelhanças... Busque numa cartaque você tire aleatoriamente do seu Tarô um reflexo pa...
Toda Arte ou Ciência, Religião ou Crença que nos leve ao crescimentointerior e `a evolução deve ser respeitada, simplesmen...
Afinal, o ideal é começar por nós mesmos, para assim existir apossibilidade de conhecer e transformar o que está `a nossa ...
arbítrio do consulente- as cartas tem duas polaridades e dessa forma,muitas vezes, podem dizer o contrário do que nossa Le...
Vale lembrar que dentro dessas novas opções existem baralhos comalteração no número de cartas, não sendo portanto o Tarô t...
geométricas interpretadas por inteiro.O fato de termos muitas cartas numjogo, ou seja, abrirmos uma série de cartas para s...
E , por fim:TARÔ, escrito de trás para frente tranforma-se em ROTADesta forma, o Tarô pode ser entendido como a rota ou ro...
Os arcanos maiores tratam de questões humanas (personalidade erelacionamento), enquanto os arcanos menores "falam" do coti...
Este é um método simplificado de leitura em que são utilizados apenasos 22 arcanos maiores1. Você pode ler o tarô para out...
Representa os valores materiais da mulher, sua fecundidade e beleza.Dona de muito poder, ela tem o cetro na mão esquerda ,...
Austeridade, imparcialidade, integridade, disciplina, decisão e prontidão.Significa o equilíbrio tanto na vida prática qua...
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Aponta para a realização dos ideais. São sete estrelas e uma grande nocentro, representando a concretização de algo que se...
aparecem nos cantos representam os quatro elementos da natureza queconferem equilíbrio ao mundo. Representa a síntese de t...
Nesses casos, é melhor tentar de novo depois de um intervalo maisprolongado.A quintessência - A soma das cartasEm cada jog...
Traga tudo que for novo à luz e deixe que cresça, crie novas situações,mude o visual, cuide de si mesmo e observe a vida. ...
Recolha-se, introverta-se. Dê tempo a si mesmo, o tempo de queprecisar para descritalizar tudo o que for importante para v...
entanto, na visão do Tarô Terapêutico, a essência do ser humano éimaculada e a programação involutiva.4.Considerar o Tarô ...
energias que a humanidade está presente como um todo, com seueterno registro de idéias e pensamentos.Tradicionalmente, ess...
Dependendo de cada pessoa e do poder de concentração, a mentese enche de pensamentos, sendo alguns diretamente ligados com...
ORIGENS DO TARÔAs origens do tarô são ainda obscuras, as cartas mais remotas parecemter origem no século XIV, na Europa. O...
O tarô de Marseille é uma linguagem suficientemente rica para          responder aos imperativos da vida e servir de métod...
Extremos de       Mudança Súbita      Esperança        Medo              Luzpaixão                  Libertação          In...
perderam e apresenta uma série de referências culturais e literárias paracaracterizar cada arquétipo. Em contrapartida, su...
surgiram devido à “queda” da Humanidade, entendendo por ‘queda’, nãoapenas a expulsão de Adão e Eva do Éden ou o fim catas...
cristã: os 40 dias do dilúvio de Noé, os 40 anos durante os quais osisraelitas erraram pelo deserto, os 40 dias que Moisés...
objetos e pessoas: o Pai, por exemplo, costuma ser projetado no Estado;a Mãe, na escola, na igreja ou na instituição de on...
também, a identidade venusiana                                   Herói. Mas, o fundamental destedas mulheres, sua ‘naturez...
Temos, portanto, uma série de círculos concêntricos, uns dentro dosoutros, mantendo uma relação de polaridade em função à ...
que desejamos fazer um bolo. Este motivo, quando vem à mente,eqüivale à primeira tríade, onde Kether representa o desejo, ...
caminhos que interligam as dez esferas de manifestação da Árvore,representando todas as experiências subjetivas possíveis....
maiores expoentes da ordem, foram responsáveis por belos tarôs e poruma vasta obra teórica (5).Crowley, talvez o mais polê...
Diante desta popularização distorcida promovida pelos movimentosocultistas, nada mais normal do que os estudiosos da Cabal...
Essa meditação - acrescenta - permite ao seu praticante sair de seuuniverso limitado pelos cinco sentidos e ver o futuro c...
profunda. Posteriormente, devemos acrescentar-lhe ritmo, observando aregra: quando o ar entra, a barriga sai; quando o ar ...
interior.    Quanto aos períodos de meditação, o tarólogo lembra que essesvariam e devem ser prolongados de forma natural,...
...O mundo contemporâneo assiste a uma explosão de seitas edoutrinas; gurus aparecem por toda parte oferecendo algo novo q...
desafiar até as mentes dos grandes cientistas, embora uma simplescriança o use com freqüência sem mesmo pensar a respeito....
A estrutura do Tarô: 78 ARCANOS     O tarô é constituído de 78 cartas que denominamos de arcanos(mistério, oculto, o que p...
Os arcanos maiores são estruturados com 21 arcanos numerados e01 arcano sem número totalizando 22 arcanos; todos contêm no...
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  1. 1. Curso de Tarot on-line gratuito Magia do TarôGrupo Magia do Tarô – www.grupos.com.br/magia-do-tarotSite : www.tarotastral.hpg.com.brDúvidas : magia-do-tarot@grupos.com.brModeradora : samarastral@uol.com.brObs* Todas as mensagens abaixo forma enviadas para o grupo magiado tarô, caso queira pegar mensagens antigas que não constam aqui,basta entrar no site do grupo e clicar no link “ ler mensagens”.O BÁSICO SOBRE O TARÔO Tarô é um baralho com 78 cartas `as quais chamamos de Arcanos ,que se subdividem em 2 grupos : Arcanos Maiores e Arcanos Menores.Nos Arcanos Maiores temos 22 cartas e nos Arcanos Menores,naturalmente , 56 cartas . Existem hoje uma infinidade de Tarôs, o quesignifica que muitos estudiosos, magistas e desenhistas criaramvariedades de figuras, cores e formas baseadas em um único tipo deTarô (O Tarô Clássico) fato esse que nos possibilita uma opção maior nahora de escolher o Tarô que queremos jogar. Vale lembrar que dentrodessas novas opções existem baralhos com alteração no número decartas, não sendo portanto o Tarô tradicional que advém do original massim cartas com um sistema próprio, pois `aquele que chamamos Tarônecessariamente deve ter 78 cartas- nem uma a mais nem menos. Aforaisso, a diversidade de nomes e ilustrações fica por conta da preferênciado tarólogo. Por isso, para quem se interessa por aprender vale dizerque quando aprendemos a jogar um Tarô podemos utilizar qualqueroutro. Algumas pessoas preferem trabalhar e ensinar apenas um tipo deTarô mas certamente sabem jogar os outros. Usam um em especial poruma questão de escolha própria.
  2. 2. Sua origem, quem o criou e de que forma o fez é um mistério. Muitospesquisadores buscaram a exatidão desses dados mas sem muitosucesso, pois tudo o que temos são datas aproximadas.O primeiroregistro data do século XIII .Temos a Europa como o lugar mais provávelde ter sido visto pela primeira vez. A partir dessa época, foi disseminadocomo jogo e ensinamento pelo mundo todo, sendo reconhecido porestudiosos como um Livro Sagrado, cujas páginas vêm soltas, parabusca de aprofundamento e conhecimento.Apesar de ser chamado de Oráculo, o Tarô é um jogo. Não se trata deuma conexão direta com Deus ou um instrumento dos Deusesmanipulado por seres humanos , e sim de um baralho que possui osquatro naipes (ouros, copas, espadas e paus) e mais 22 lâminas, citadasanteriormente. Foi criado pelo homem ( e para o homem). Sua função é ,entre tantas coisas, transmitir informações e conhecimentos através desuas imagens. Qual a diferença entre um baralho comum e o Tarô? Aprincípio podemos dizer que o baralho comum possui todos os naipes ea corte ( rei, rainha e valete); o Tarô possui os naipes, a corte- comacréscimo de mais uma carta, a princesa ou pagem- acrescentadas aosArcanos Maiores. Ou seja, temos 26 cartas a mais nos ArcanosMenores, contando-se que temos nelas desenhos, imagens, figuras eformas variadas( na maioria dos Tarôs), com diversas cores einformações para auxiliar a interpretação dos símbolos, a intuição e aimaginação criativa. É uma verdadeira ?chave? para avisualização.Cada carta tem uma filosofia, uma mensagem e acombinação delas a cada jogo é rica e diferente.As formas e tipos de jogos também são numerosos , podemos ter umaleitura a partir de uma carta até figuras geométricas interpretadas porinteiro.O fato de termos muitas cartas num jogo, ou seja, abrirmos umasérie de cartas para serem interpretadas de uma só vez não significaque tenhamos um jogo melhor ou mais completo que os outros. Existemtarólogos que com apenas uma carta passam informações suficientespara muito tempo de reflexão! Sendo assim o importante é aprender comdedicação e fazer o melhor possível em seu jogo a fim de esclarecerdúvidas ou abrir caminhos para quem os busca ( mesmo que essealguém seja você mesmo!!!).Dessa forma, temos em cada lâmina um novo aprendizado, vindoatravés das formas, dos números, do nome, da posição...e de muitas
  3. 3. outras fontes de informação.Com responsabilidade, seriedade, respeitoao livre-arbítrio (nosso ou do consulente) e ética podemos ter no Tarô achave de muitas ? portas? , a saída para diversos caminhos e a buscapelo auto-conhecimento. Tendo em mãos os elementos necessáriospara um bom jogo ou leitura das cartas certamente encontraremos o quebuscamos para nós ou nosso semelhante.REFLEXÃO COM O TARÔParte 01. . . . . .Desde os tempos mais remotos até os dias de hoje o Tarô temuma possibilidade vasta de uso: de um jogo divinatório até a terapia.Muitas pessoas trabalham com as 78 cartas voltadas para o auto-conhecimento e o aprofundamento em torno de si mesmo, expandindoseus jogos para uma reflexão maior dos Arcanos e seus símbolos. Paraisso é necessário estudar o tarô e desejar esse processo de re-descobrimento. A partir daí, todos os dias e a cada carta, aprendemosmais sobre nossos comportamentos e praticamos uma nova forma dereflexão.Cada profissional utiliza as lâminas `a sua manei!ra, o que não altera oresultado, uma vez que se o destino é o interior do indivíduo o caminho aser percorrido é da escolha de quem o fará e também de quem o guiaráou o acompanhará nessa jornada.
  4. 4. Abaixo segue uma das formas simples e eficientes de se trabalhar com oTarô enfatizando seu uso terapêutico e individual. Serão propostosexercícios de reflexão em 6 etapas, utilizando no máximo 5 cartas acada vez. Lembre-se que o ideal é realizar essa tarefa de forma sutil, ouseja, não se obtém resultados de uma só vez. Procure fazer 1 carta pordia, e assim, dar-se tempo de sentir a vibração própria que cada cartaproporciona. Separando os Arcanos Maiores, teremos 22 cartas. Cadauma delas trará `a tona aspectos ligados `a nossa personalidade e `asnossas características, ou seja, em cada carta analisada devemoslevantar seus aspectos favoráveis e desfavoráveis, ver como cada umdeles está dentro e fora de nós ( pois nem sempre aparentamos o querealmente sentimos ou gostaríamos de aparentar) e a partir daíbuscarmos na visualização da lâmina a postura ideal paraharmonizarmos externo com interno, desejo com realidade, anseios comreceios e assim por diante. Nota: Procure fazer essa análise usando umTarô, pois a visualização final é importante para harmonizar os aspectosencontrados e avaliados.Carta I - O MAGO - Aquele que inicia tudo, que promete buscar, tem emsi o talento e as possibilidades, lidera, ousa e almeja. Trata-se de umespírito jovem, um indivíduo que projeta e planeja, promete crescer erealizar!!! Por outro lado, necessita de esforço e persistência para queseu impulso se torne realidade constante... * A partir daí podemos fazeruma re-avaliação: Como andam seus projetos, seus anseios, de queforma os tem trabalhado e respeitado? Será que o plano mental temdado vazão ao plano sentimental ? Como não viver apenas num mundoilusório e partir para a realização e concretização das idéias???Você temacreditado em si mesmo??? Reflita sobre esses aspectos e tantosoutros que esse comportamento provoca...Carta II - A SACERDOTISA - Uma mulher serena, introspectiva,indicando postura reflexiva . Ela compreende a sabedoria que carregadentro de si e também o que deve estar sempre aprendendo. É apolaridade complementar, a parceria, a concessão, o entendimento. *Nesse contexto vale analisar como se encontra a sua reflexão, a suasabedoria. Você tem ouvido `a si mesmo? Tem feito sua parte no que diz
  5. 5. respeito `a complementar outras pessoas, fazer parceria, semnecessidade de retorno? Sua introspecção traz bons frutos ou se torna ,muitas vezes, divagação? Nesses momentos, nada como o silêncio paranos ensinar a convivência com a própria sabedoria e poder assim darsem precisar do retorno alheio...Carta III - A IMPERATRIZ - Uma mulher novamente serena, mais leveem suas vestes e já atuante, mesmo sentada! Traz a noção de iniciativae criatividade, aquele que sabe criar e crescer, desenvolver suas idéiascom sua iniciativa. A produção - fonte inacabável que o ser humano temdentro de si...seus conhecimentos! * Nesses parâmetros, analise comoanda seu Universo criativo, seu Mundo das Idéias ( Não dos sonhos!) esua produção interna. Lembre-se da sensação que tem todas as vezesque resolve um problema, que gera um pensamento novo diante de umafato antigo, da cadeia fantástica que carrega seu cérebro quandosurgem novas saídas... como anda esse Universo?Carta IV - O IMPERADOR - Um homem que sabe sobre o controle e odomínio. Faz seu trabalho com o coração e com precisão. Busca aharmonia coletiva em sua rigidez e seu senso de ordem, segurando eprendendo o que precisa ser preso para assim poder governar em paz. *Quantas vezes fazemos o mesmo com nossos sentimentos? Aocontrário disso, pense quantas vezes não tenta prender o seu ladoemocional e solta apenas o mental...e se fizesse o oposto? Tenteprender e segurar o processo mental que muitas vezes destrói o mesmosentimento que o criou! Vale a pena governar a si mesmo com o coraçãosolto, e a mente controlada...CARTA V - O SACERDOTE - Um homem que atingiu o topo de suareligiosidade ensinando aos seus discípulos o que sabe. Lida comdogmas e princípios de forma bondosa e caridosa, sabendo o peso queas regras limitadoras têm sobre seus instruídos. Sua fé o ensina emotiva. * Partindo dessas palavras vale notar de que forma tem instruídoas pessoas `a sua volta... todos somos instrutores, pois temos nossaexperiência pessoal e sobre ela o conhecimento é total. Quando
  6. 6. ensinamos essa experiência temos importância fundamental na vida dasoutras pessoas. Analise de que forma tem feito isso e se as regras estãodirecionando Através dessas 5 primeiras cartas temos o início de umaauto-análise muito interessante. Os aspectos extraídos das lâminas sãoapenas alguns, visto que a cada dia podemos encontrar novos detalhes,novas posturas e processos. O importante aqui é iniciar uma jornadapessoal e a partir dela buscarmos sempre novos conhecimentos dentrode nós mesmos. O Tarô fará um papel primordial: reavivar o que sempresoubemos e por vezes nos esquecemos que carregamos : nossoCaminho, nossa sabedoria e o Conhecimento. REFLEXÃO COM O TARÔParte 02. Nessa segunda parte faremos um trabalho diferente do textopassado, analisaremos apenas uma carta. Por um motivo simples:seu aspecto é por demais profundo e requer um estudo maisdetalhado.Naturalmente não há Arcano mais importante, nem a carta somentepositiva ou negativa. Todas as cartas carregam em si o positivo enegativo- as polaridades- sendo completas e perfeitas,naturalmente. O fato é que algumas delas contém ensinamentosque para nós se tornam mais delicados ! Sendo assim, existe anecessidade de as pesquisarmos separadamente. Se separarmosas cartas em grupos , como ensina Nei Naiff, teremos Caminhosdistintos: Da carta 1 `a 5 -Caminho da Vontade; Carta 6 - Caminhodo Livre-Arbítrio; Da carta 7 `a 11 - Caminho do Prazer ; Da carta 12`a 16 - Caminho da Dor; Carta 17- Caminho da Esperança; da Carta18 ao Arcano Sem Numero - Caminho da Evolução. A partir dessadivisão, obteremos nossas reflexões. Os detalhes sobre essesCaminhos cabem aos interessados buscarem com o próprio NeiNaiff em seu site , estudando sob sua ótica os passos do Homem.`A nós, compete aqui dar continuidade aos exercícios com osArcanos utilizando uma divisão criada pelo estudioso epesquisador descrito acima.
  7. 7. O Arcano 6, Os Enamorados ou Os Amantes, traz em sua filosofiade base a amorosidade e a opção. Mas qual a melhor forma de uniras duas coisas?Muito bem, a partir de uma noção muito anterior aos conceitos eprincípios da civilização: o livre-arbítrio. Nessa palavraencontramos tantos caminhos que muitas vezes desejamos nãolembramos dela a fim de não experimentarmos a insegurançanatural que ela traz. Revivendo a idéia de que estamos nessa vidapara construirmos nosso próprio destino e que todos os nossossemelhantes também o estão, perdemos um ponto de referênciamuito utilizado e conhecido- o de que o destino já está traçado. Setemos autonomia para fazermos nossa vida, mudarmos tudo o quenão nos agrada e, enfim, podermos caminhar em direção `a nossaVontade, passamos a nos responsabilizar pela nossa própriafelicidade. Portanto, vivenciamos o fato de que a nossa vida éresponsabilidade nossa e tudo o que se trata disso é nossa opção.Opção essa feita com o coração! As decisões fazem parte do nossocotidiano, o tempo todo. Ir ou não ir, fazer ou não fazer, querer ounão querer e assim por diante.Quando nos deparamos com um caso mais sério a ser resolvido,muitas vezes estagnamos perante o mesmo alegando que há umadecisão a ser tomada e ocasionalmente, não conseguimos fazê-la!Basta pensar que opções são feitas todos os dias, o tempo todo eque essa, em especial, não é uma situação inédita. O ato já é bemconhecido. O que varia é a responsabilidade que dele surge, o pesode optarmos com o coração, usarmos nosso livre-arbítrio e dessaatitude podermos encarar a responsabilidade da decisão, semculpas ou medos do pecado, mas sim, aceitando arcar com nossaescolha de peito aberto e cabeça erguida! Nesse contexto,absorvemos profundamente o valor que existe no livre-arbítrio e nopoder de optar com o próprio coração. Basta uma escolha e umnovo Caminho mostra-se `a nossa frente... e dele a vida ( emparceria conosco, sempre!) tece sua teia, podendo ou não mudar orumo de toda uma existência...Por isso, nesse Arcanosencontramos a necessidade do trabalho isolado.A carta, em si, não se faz mais importante. Sua filosofia é que pode vir aexigir mais atenção... Optar com o coração, com o mais profundo amor,
  8. 8. em tudo o que se faz é , antes de mais nada, um ato de liberdade. Emdecorrência disso, se decidimos legitimamente, encaramos nossaresponsabilidade com dignidade e retidão. Assim exercemos o livre-arbítrio e aprendemos a respeitar o Caminho de todos os nossossemelhantes. Reflexão: Num local tranquilo posicione-se de formaconfortável e relaxada.Caso queira, coloque uma música suave e umaroma agradável. Feche os olhos e deixe passarem por sua mente todasas suas opções, passadas e presentes. Reveja também todas as vezesque não optou. Reflita sobre a importância desse ato em sua vida.Quando terminar a prática, escreva em um papel sobre a experiência eguarde-o por alguns dias. Quando se sentir pronto, leia o que escreveu enovamente faça o exercício, mas finalizando-o com a visualização doArcano 6 - um Homem entre duas mulheres em posição de dúvida, eacima de suas cabeças um cupido, apontando para apenas uma delas-trazendo para seu cotidiano essa energia: Quando feita com o coração,sua opção será sempre abençoada!!! Refletindo com os Arcanos MaioresAnalisando os Arcanos Maiores certamente veremos muito mais quebelas ilustrações, elementos conhecidos ou mesmo uma resposta para oque desejamos saber. Por trás de cada Arcano Maior existe umaoportunidade e uma chance (mais uma, quem sabe!) de nos depararmoscom uma parte nossa, um fragmento, uma característica. Não é `a toaque a palavra Arcano significa segredo, mistério... em cada carta existeum conto secreto ao qual podemos nos reconhecer !Quando assistimos a um filme e percebemos que a história relatada éparecida com a nossa, normalmente nos pegamos vivenciando o filmecomo se fôssemos o próprio personagem ou mesmo contando paraalguém como se fôssemos nós que tivéssemos vivido aquele momentona tela. O mesmo ocorre quando nos identificamos com uma música,uma foto...e assim também podemos nos sentir ao analisarmos einterpretarmos uma carta do Tarô! Naquele exato momento podemos veruma parte nossa ali ilustrada e quando nos encontramos emdificuldades, nessa mesma lâmina pode haver uma proposta de solução,ou algumas sugestões para mudarmos o que está nos incomodando...
  9. 9. Faça um teste, experimente olhar as semelhanças... Busque numa cartaque você tire aleatoriamente do seu Tarô um reflexo para o momento devidaatual. Tente ver naquele desenho o seu próprio retrato, entender essemomento para que assim você possa analisar imparcialmente o que seapresenta como a melhor solução. Seja seu consultor, experimente sairdo caminho da dor e do sofrimento e através dessa compreensãoencontrar as suas próprias respostas, podendo obter esse auxílio nascartas do Tarô.Isso não é propaganda,é apenas uma sugestão. A questão aqui éexpandir o entendimento a fim de que não mantenhamos postura deapenas ajudarmos aos outros e nossos problemas pessoais ficarem `aderiva. Através de um boa reflexão feita com um Arcano Maiorcertamente nos sentiremos mais ricos e fortalecidos , utilizando a força,a energia e as informações que brotam desse instrumento...o restoquem faz somos nós! Todos temos imaginação criativa, umdecodificador natural de símbolos que nos auxilia a "entender" uma cartamesmo sem nunca a termos visto anteriormente. Basta confiar no que vê, no que sente e interpretar uma lâmina com o coração. Não existemerros quando se atua com o coração!Analise apenas um símbolo que primeiramente lhe chame a atenção nacarta e não se preocupe em "formular perguntas"...deixe que essesímbolo traga `a tona uma parte sua e fale sobre ela, mostre-lhe umaforma de lidar com ela ou como a mesma se encontra. Assim, quemsabe, esses "mergulhos" possam virar um hábito e a busca peloconhecimento tenha seu papel mais importante desempenhado sempudores, medos ou fugas - caminhar de encontro ao conhecer a simesmo, para poder evoluir como matéria , mente e espírito. O AUTO-CONHECIMENTO ATRAVÉS DO TARÔHoje em dia são tantas as propostas e maneiras de auto-conhecimentoque o termo já se tornou quase um velho conhecido...e é isso que ele é!O único detalhe é que a busca real por ele ainda não é tão grande. Masnão importa, como diria um grande compositor: "qualquer maneira deamor vale a pena..." e nesse assunto eu diria que qualquer maneira debusca vale a pena, desde que seja feita com a alma e com o coração!
  10. 10. Toda Arte ou Ciência, Religião ou Crença que nos leve ao crescimentointerior e `a evolução deve ser respeitada, simplesmente pelo fato defazer o bem sem olhar prá quem ou mesmo por mostrar uma porta aquem procura...É justamente por isso que essas palavras não estão aqui paraimpressionar e mostrar que o Tarô é o melhor método entre tantosoutros. Não quero aqui menosprezar nenhum Caminho, muito menosfalar do meu como a grande solução. Quero lembrar-lhe que no meio demuitos conhecimentos e inúmeras ofertas a fé é a maior arma que umHomem carrega consigo . Ele mesmo pode fazer tudo isso por sipróprio...o método que escolherá para fazê-lo é uma questão totalmentepessoal , intransferível.Por isso quero sempre acreditar que todos os veículos e profissionaisque se predispõem a trabalhar na " totalidade" das pessoas respeitem eesperem a mesma postura uns dos outros. É a partir daí que podemosanalisar as orientações que absorvemos de forma ampla , olhando parao Tarô e vendo-o também como um Caminho, uma Filosofia de Vida enão apenas como cartas que nos responderão o futuro, deixando nossasVidas `a mercê do destino ! Procuremos, nesses casos, trabalhar opreconceito e a idéia antiga de jogos de azar e olhar além , ver o queuma Arte- seja ela qual for - poderá nos oferecer...O Tarô é estudo, é busca, é conhecimento, não está fora de nossoalcance e não foi feito apenas para os "que nasceram com o dom" ouos" escolhidos". É antiga tradição, trabalhada pelo Homem e lapidadaatravés dos séculos para orientar quem busque esse tipo dedirecionamento. É um Livro Sagrado e mágico que oferece através desuas ilustrações uma forma sutil e bela de se desvendar os própriosmistérios. Por isso, como qualquer outra forma de fé ele se fazimportante e respeitado.
  11. 11. Afinal, o ideal é começar por nós mesmos, para assim existir apossibilidade de conhecer e transformar o que está `a nossa volta... se éque depois de estarmos a sós conosco sentiremos ainda a vontade demudar os outros, ao invés de aprendermos a amá-los como são! "Oauto-conhecimento é a chave para o desfrute interno e externo da paz,harmonia e equilíbrio, para uma vida saudável, fluindo do coração abertoque busca a Evolução".Kelma MazzieroAS POLARIDADES DAS CARTAS DE TARÔ..O Tarô carrega em cada carta uma mensagem,uma filosofia , umsentido. Não existe significado para cada uma delas, não há comodecorarmos uma lâmina para assim aprendermos a jogar. Sua função émais complexa e mais profunda, o que gera muitas vezes, um mistérioem torno desse baralho e que possibilita- infelizmente- o excesso demisticismo. Na realidade ele busca a Verdade de cada indivíduoe ,sendo assim, usar apenas um significado decorativo limita eempobrece o uso dessa Arte que é o Jogo de Tarô.....Em função dos métodos atuais de jogo, muito simplificados,aprendemos que uma carta significa algo , dando-nos sempre a idéia deque algumas cartas são boas e outras não, algumas são positivas eoutras negativas. Esse contexto gera um engano, pois não há comotrabalharmos uma lâmina em sua superficialidade e periferia. Se todosnós temos o equilíbrio e tudo no Universo existe dessa forma:claro/escuro, negativo/positivo, feminino/masculino, etc., naturalmenteencontraremos o mesmo em cada carta. Essa idéia elimina a hipótesede uma carta ser boa ou má, tira o preconceito e o medo que existe emtorno de um jogo de Tarô......Na maioria das vezes uma pessoa , quando atendida por umtarólogo, fica muito assustada ao ver em seu jogo a carta do Diabo, daMorte ou da Torre. Dizem que são cartas ruins e que terão azar nofuturo. Isso é fruto da informação enganosa que ocorre com oesoterismo no Brasil. Além de termos um limite para previsões num Jogode Tarô - não há como ditar um futuro se trabalhamos com o livre-
  12. 12. arbítrio do consulente- as cartas tem duas polaridades e dessa forma,muitas vezes, podem dizer o contrário do que nossa Lenda prega.Depende, portanto, de sua posição e do caso a ser tratado no momento!.....Dessa forma vale enfatizar que uma carta considerada boa, numdado momento pode ser desfavorável ou vice-versa.Tudo que é bomdemais, em excesso torna-se ruim! Isso significa que algo favorávelpode vir a ser desfavorável ou o contrário. A Morte traz um medo naturalno consulente, e muitas vezes pode indicar uma transformaçãoextremamente necessária para o momento que ele está vivendo! Assimcomo a Torre pode significar a reestruturação tão esperada por alguém...e o Enforcado dar a mensagem espiritual perfeita para omomento...Numa fase onde a segurança é o mais importante, aImperatriz pode não ser a melhor saída - pois a fertilidade e ocrescimento podem desequilibrar a tentativa de disciplina e ordem........Por isso é muito importante estarmos informados, não termospreguiça de conhecer sempre melhor o que escolheremos como métodode orientação. No caso do Tarô é imprescindível que o consulente saibabuscar auxílio para o momento presente, lembrando que seu futuro elemesmo construirá com as próprias mãos...as cartas não farão nada paraele! E ainda mais importante é estar aberto `as orientações, sempreconceitos ou receios imediatos, pois seu jogo estará sendo feito parabuscar soluções e não criar ainda mais problemas! Portanto, lembre-se:quando sair para você uma carta?ruim?, respire fundo e ouça amensagem que ela traz... em seu momento presente, aquela mesmacarta pode ser a saída que procura.E , como tudo na Vida, essa mesmacarta tem o outro lado e trará sempre, uma segunda opção. Sobre o Tarô :O Tarô é um baralho com 78 cartas `as quais chamamos de Arcanos ,que se subdividem em 2 grupos : Arcanos Maiores e Arcanos Menores.Nos Arcanos Maiores temos 22 cartas e nos Arcanos Menores,naturalmente , 56 cartas . Existem hoje uma infinidade de Tarôs, o quesignifica que muitos estudiosos, magistas e desenhistas criaramvariedades de figuras, cores e formas baseadas em um único tipo deTarô, O Tarô Clássico) fato esse que nos possibilita uma opção maior nahora de escolher o Tarô que queremos jogar.
  13. 13. Vale lembrar que dentro dessas novas opções existem baralhos comalteração no número de cartas, não sendo portanto o Tarô tradicionalque advém do original mas sim cartas com um sistema próprio, pois`aquele que chamamos Tarô necessariamente deve ter 78 cartas- nemuma a mais nem menos. Afora isso, a diversidade de nomes eilustrações fica por conta da preferência do tarólogo. Por isso, paraquem se interessa por aprender vale dizer que quando aprendemos ajogar um Tarô podemos utilizar qualquer outro.Algumas pessoas preferem trabalhar e ensinar apenas um tipo de Tarômas certamente sabem jogar os outros. Usam um em especial por umaquestão de escolha própria. Sua origem, quem o criou e de que forma ofez é um mistério. Muitos pesquisadores buscaram a exatidão dessesdados mas sem muito sucesso, pois tudo o que temos são datasaproximadas.O primeiro registro data do século XIII .Temos a Europacomo o lugar mais provável de ter sido visto pela primeira vez. A partirdessa época, foi disseminado como jogo e ensinamento pelo mundotodo, sendo reconhecido por estudiosos como um Livro Sagrado, cujaspáginas vêm soltas, para busca de aprofundamento e conhecimento.Apesar de ser chamado de Oráculo, o Tarô é um jogo. Não se trata deuma conexão direta com Deus ou um instrumento dos Deusesmanipulado por seres humanos , e sim de um baralho que possui osquatro naipes (ouros, copas, espadas e paus) e mais 22 lâminas, citadasanteriormente. Foi criado pelo homem ( e para o homem). Sua função é,entre tantas coisas, transmitir informações e conhecimentos através desuas imagens. Qual a diferença entre um baralho comum e o Tarô? Aprincípio podemos dizer que o baralho comum possui todos os naipes ea corte ( rei, rainha e valete); o Tarô possui os naipes, a corte- comacréscimo de mais uma carta, a princesa ou pagem- acrescentadas aosArcanos Maiores. Ou seja, temos 26 cartas a mais nos ArcanosMenores, contando-se que temos nelas desenhos, imagens, figuras eformas variadas( na maioria dos Tarôs), com diversas cores einformações para auxiliar a interpretação dos símbolos, a intuição e aimaginação criativa. É uma verdadeira "chave" para a visualização.Cada carta tem uma filosofia, uma mensagem e a combinação delas acada jogo é rica e diferente. As formas e tipos de jogos também sãonumerosos, podemos ter uma leitura a partir de uma carta até figuras
  14. 14. geométricas interpretadas por inteiro.O fato de termos muitas cartas numjogo, ou seja, abrirmos uma série de cartas para serem interpretadas deuma só vez não significa que tenhamos um jogo melhor ou maiscompleto que os outros. Existem tarólogos que com apenas uma cartapassam informações suficientes para muito tempo de reflexão! Sendoassim o importante é aprender com dedicação e fazer o melhor possívelem seu jogo a fim de esclarecer dúvidas ou abrir caminhos para quemos busca ( mesmo que esse alguém seja você mesmo!!!).Dessa forma, temos em cada lâmina um novo aprendizado, vindoatravés das formas, dos números, do nome, da posição...e de muitasoutras fontes de informação.Com responsabilidade, seriedade, respeitoaolivre-arbítrio (nosso ou do consulente) e ética podemos ter no Tarô achave de muitas " portas" , a saída para diversos caminhos e a buscapelo auto-conhecimento. Tendo em mãos os elementos necessáriospara um bom jogo ou leitura das cartas certamente encontraremos o quebuscamos para nós ou nosso semelhante.O NOME TAROTO Tarô é uma poderosa ferramenta nas mãos do homem que desejalibertar-se do medo e da ignorância. Desde seu uso junto às artesdivinatórias até o uso pessoal voltado para o auto-conhecimento, seuestudo, levado com seriedade e honestidade de propósitos, vem abrindoa mente humana e reaproximando o homem de sua Divina Fonte.O nome Tarô ou Tarot, como também é bastante usado, pode seranalisado de várias formas :TAROT escrito de trás para frente é igual a TORAT, que em hebraico é onome da Bíblia Sagrada do povo hebreu.Ao ser considerada a origem egípcia temos:TAR = caminho, Rho = rei ou realPortanto: TARÔ = “ O Caminho Real” ou “Caminho da Vida”
  15. 15. E , por fim:TARÔ, escrito de trás para frente tranforma-se em ROTADesta forma, o Tarô pode ser entendido como a rota ou roteiro de umalonga jornada em que o ser humano se depara com uma série desituações representadas por cada um dos vinte e dois Arcanos Maiores,que juntos, somam todas as experiências possíveis à existência humana- o Caminho Real. Este roteiro, irá sendo revelado arcano por arcano,apresentando-se como portais que se abrem para o mundo doinconsciente individual e coletivo, fazendo o indivíduo entrar em contatocom as muitas lições que cada um deles representa. À medida em queuma etapa (Arcano Maior) é concluída, passa-se ao arcano seguinte. Aosomarem-se os vinte e dois arcanos , um ciclo se completa. Duranteesse percurso , o indivíduo viveu, amou, odiou, sofreu, gozou, ganhou,perdeu, cresceu e aprendeu, com todo o tipo de experiênciasrepresentadas pelos Arcanos Maiores. Agora, ele está pronto, não paraestacionar e dar por encerrada a sua caminhada, e sim para iniciar outralonga jornada em busca de si mesmo. Partirá novamente do ponto zero– O Louco do Tarô – porém, já em um estágio de entendimento superiorao vivido anteriormente. Desta forma, partindo do zero e a eleretornando, sempre em movimento ascendente , seu caminho vaidescrevendo uma espiral rumo ao infinito. COMO JOGAR TARÔPara jogar-se tarô é necessário uma dose de intuição e habilidade,assim você poderá até prever o futuro. Para isso, você precisará dascartas que são vendidas em livrarias ou lojas esotéricas.O baralho de tarô contém 78 lâminas, 56 delas são chamadas deARCANOS (mistérios) MENORES, semelhantes às cartas de baralhocomum, ou seja, divididos em 4 naipes: ouro, paus, espadas e copas. Asoutras 22, são os ARCANOS MAIORES, trazem estampas cheias desimbolismos.
  16. 16. Os arcanos maiores tratam de questões humanas (personalidade erelacionamento), enquanto os arcanos menores "falam" do cotidiano,das coisas práticas.O tarô possui várias leituras. O ideal é que cada um desenvolva suaprópria técnica de deitar as lâminas. O primeiro passo é analisar ascartas, observar os desenhos, símbolos e textos, os detalhes dasestampas são metafóricos e representativos. Pontos, círculos e triângulos referem-se ao espírito (alma), a cruz e oquadrado representam o sofrimento físico (dor), a Ornada de fitas (formade chapéu do Mago e da Forca) corresponde aos fatos que ocorrem navida do indivíduo sem interferência da vontade (destino).A predominância das cores também ajuda na interpretação da lâmina, overmelho significa agressividade e a atividade, o amarelo, atividadeintelectual, o verde geralmente expresso na vegetação, leva a pensarem renovação, o branco mostra pureza, alma infinita, crescimentointerior.Uma das cartas que melhor caracterizam o equilíbrio entre as cores azule vermelha é a VIII da Justiça.Jogando • Após embaralhar as cartas, abra-as em forma de leque e retire três delas • Disponha as lâminas seguindo a ilustração abaixo • Vire a primeira carta (a da esquerda) e terá simbolizado os elementos favoráveis à realização do seu objetivo • segundo arcano (disposto à direita) vai lhe indicar o que a impede de atingir seu desejo • Revelando a terceira carta (do centro), você terá o conselho que o tarô oferece para a resolução do problemaMétodo de Leitura
  17. 17. Este é um método simplificado de leitura em que são utilizados apenasos 22 arcanos maiores1. Você pode ler o tarô para outra pessoa mas deve deixá-la embaralhar,separar e " deitar" as laminas2. Embaralhe os arcanos pensando firmemente na sua pergunta3. Abra-os em forma de leque4. Com a mão esquerda, retire três deles5. Disponha como mostrado na ilustração acima6. Formule a pergunta7. Primeira carta: Representa o que está favorecendo o jogador8. Segunda carta: Representa a dificuldade do jogador9. Terceira carta: Representa a sugestão do tarô ao jogadorO significado dos arcanosI - O MagoCriatividade, início, esforço incansável, dedicação aos ideais e busca doconhecimento.Representa a habilidade. Ele tem várias coisas sobre a mesa e parecesaber manuseá-las muito bem. O Mago sabe aproveitar asoportunidades da vida. Tem os pés no chão mas o seu chapéu lembra osímbolo do infinito(um oito ao contrario). Isso quer dizer que ele nãoperde a noção da realidade, ao mesmo tempo em que sabe ter comometa o infinito. Recomenda que usemos as armas que estão ao nossoalcance.II - A Grã-SacerdotisaPoder, sabedoria, bom senso, discernimento, moralismo e segurança.É a grande mãe, dona do conhecimento. Repare que seu chapéuultrapassa os limites da carta, o que significa mente poderosa. A suafigura serena recomenda calma e o melhor aproveitamento possível dasnossas experiências. Tem a seriedade de quem trata de assuntosimportantes com harmonia, sabendo conciliar os opostos.III - A ImperatrizProgresso feminino, talento natural, fertilidade, intuição, poder dedecisão e ação.
  18. 18. Representa os valores materiais da mulher, sua fecundidade e beleza.Dona de muito poder, ela tem o cetro na mão esquerda , que por sinalestá aberta. Isso significa um poder receptativo e não autoritário.IV - O ImperadorPoder, honestidade, organização, segurança, realização e apoio.É o grande homem. Tem força e poder. Com o cetro na mão direitafechada, ele olha com firmeza, representando a força por meio dosucesso material. Sua coroa é vermelha e amarela, mostrando força einteligência.V - O Sumo SacerdoteAutoridade, equilíbrio, inteligência, justiça, poder espiritual e dever moral.É o grande pai da espiritualidade. Repare que ele parece estarorientando as duas figuras que estão na parte inferior da carta. Suacoroa, além do vermelho e do amarelo, também tem o verde.VI - O NamoradoMomento de escolha, liberdade, amor, união, beleza e perfeição,confiança, cautela e otimismo. Aparece dividido entre duas mulheres.Não se sabe se elas são sua mãe e namorada ou uma mulher maisjovem e outra mais velha. O seu corpo está voltado para a direita, massua cabeça para a esquerda. Ele representa um momento de indecisãoentre o novo e o velho ou entre o arriscado e o seguro. Recomendareflexão.VII - O CarroEquilíbrio, segurança, domínio, sucesso, triunfo, aproximação amorosa erealização.É o símbolo do sucesso. Aparece como o senhor que controla oscavalos e sabe dar a direção que quiser à sua vida. O Carro mostra queé necessário tomar as rédeas e controlar as forças psíquicas paraconduzir a vida ao caminho que nós escolhemos.VIII - A Justiça
  19. 19. Austeridade, imparcialidade, integridade, disciplina, decisão e prontidão.Significa o equilíbrio tanto na vida prática quanto na espiritual. Ela alertapara o senso de justiça que todos devemos ter. O broto verde queaparece no canto esquerdo simboliza a esperança de que a justiça sejafeita.IX - O ErmitãoInformação, sabedoria, paciência, discrição, conhecimento, estudo eprudência.É a essência da sabedoria. Aquela que só se alcança com a experiênciade vida. Seu manto azul mostra que ele está recoberto de fé no seuconhecimento. A lamparina que traz na mão significa a luz da verdade.O Eremita é bom e nos remete a busca do que há de mais sincerodentro de nós.X - A Roda da FortunaDestino, mudança, ascensão, iniciativa e êxito. Quer dizer que o mundogira e as coisas mudam. O que hoje parece ser uma coisa, amanhãpode ser outra. Representa mudanças ou, muitas vezes, aponta para osucesso inesperado.XI - A ForcaInteligência, sucesso, magnetismo sexual, poder invencível, maturidade,domínio do "eu" e harmonia. A mulher com expressão tranqüilaconsegue controlar o animal. Ela mostra que precisamos dominar o ladoinstintivo, os impulsos, para que atuemos com mais suavidade e belezainterior diante dos problemas.XII - O EnforcadoIdealismo exagerado, abnegação, perfeição moral, hesitação, falta devontade, traição e abandono.Repare que ele não está pendurado pela mão e sim pelo pé, e nãoparece estar sufocado. Pelo contrário, tem uma expressão serena comas mãos nos bolsos, como se estivesse observando. Isso quer dizer que,às vezes, temos que olhar as coisas por um outro ângulo para queposamos compreendê-las. É necessário dar uma parada para ver se nãoestamos esquecendo de levar algo em consideração.
  20. 20. XIII - A MorteTransformação, renascimento, libertação dolorosa, mudança de país,cidade ou casa, lucidez mental, insegurança financeira.Como o nome não está no pé da carta e sim em cima, esse arcano nãorepresenta a morte, mas a superação e a transformação para algo novo.Como é predominantemente bege, aponta para mudanças no campomaterial. E, como as folhas caídas no chão do desenho, nós tambémtemos que derrubar algo de nossas vidas para dar espaço ao novo,assim fazem as árvores no outono.XIV - A TemperançaEquilíbrio, autocontrole, serenidade, harmonia, paciência e estabilidade.É a virtude universal, que derrama a água do seu jarro azul ( o espírito)para o jarro vermelho( a força) . Mostra a importância do equilíbriointerior, da moderação.XV - O DiaboForça misteriosa, egoísmo, sedução sem escrúpulos, sucesso por meiosilícitos e punição. Rege as grandes forças instintivas, a sexualidade, ovigor físico e o poder de atração. Ele também é o senhor do medo. Parase viver bem é preciso superar esse medo, conseguindo, então, dominarnossos instintos.XVI - A Casa de DeusDestruição, dificuldade, presunção, orgulho, fracasso, vaidade, timidez emalogro.Nesta carta, um raio aparece destruindo uma torre e fazendo com queas pessoas caiam. E é isso que ele representa: a destruição de algoestabelecido. Mas, se você olhar com atenção, vai notar que a quedanão é mortal. E ela é a busca de algo novo. Após a destruição, o novoaparece.XVII - A EstrelaEsperança, inspiração criadora, otimismo, autocontrole, energia,satisfação.
  21. 21. Aponta para a realização dos ideais. São sete estrelas e uma grande nocentro, representando a concretização de algo que se deseja muito. Osjarros de água sendo derramada significam que uma nova vida começaquando conseguimos realizar nossos ideais.XVIII - A LuaObscuridade, advertência, forças ocultas, desilusão, entorpecimento esuperficialidade.É o nosso inconsciente, sempre apontando para as sensações maisprofundas que, muitas vezes, não conseguimos explicar e preferimosnão ver. É preciso olhar para dentro e descobrir o que nos faz sentir dedeterminada maneira ou o que nos mantém presos a uma certasituação.XIX - O SolRealização, felicidade, entusiasmo, sinceridade, prazer.É a claridade que nos permite ver as coisas e perceber bem a realidadeque estamos vivendo. Ele traz segurança. Mas preste atenção nascrianças; elas mostram que quando estamos transparentes, semmistério, ficamos com a pureza infantil.XX - O JulgamentoRenascimento, libertação, iluminação do caminho, sentimento de justiça,gênio inventivo, revelação de desígnios ocultos e saúde física.Remete ao apocalipse, onde os puros de alma se levantam ao som dastrombetas. Repare que os corpos são beges, mas seus cabelos sãoazuis, ou seja, suas mentes estão plenas de fé e emoção. O Julgamentodiz que temos que ir em busca do que há de mais puro em nós mesmos.Encontrando o que restou de bom, podemos superar nossos problemas.XXI - O MundoSorte, recompensa, realização, finalização de obras, integridade etotalidade, encontro de amor, lucidez, liberdade e felicidade.É a realização plena e total. A carta mostra uma figura envolta numaguirlanda que começa azul, passa pelo vermelho e chega ao amarelo.Isso quer dizer que, usando nossas emoções e nossa força física,conseguimos alcançar a inteligência e a sabedoria. As quatro figuras que
  22. 22. aparecem nos cantos representam os quatro elementos da natureza queconferem equilíbrio ao mundo. Representa a síntese de tudo queconhecemos.O LoucoIsolamento, precipitação, loucura, confusão. É o único que não temnúmero. Por isso, mesmo significa liberdade. Ele olha para o infinito e,com isso, mostra que a vida é muito mais do que vemos e a felicidadepode estar além das aparências da vida cotidiana. Tem apenas umatrouxinha com o essencial e, no entanto, tem uma expressão tranqüila.Isso quer dizer que muitas vezes nos preocupamos com coisassuperficiais e não percebemos o que é realmente importante.Método de leitura:Como tirar as cartas para si mesmoNaturalmente, também se pode deitar as cartas para si mesmo. A maiordificuldade neste caso está no próprio embaraço de fazer com que aapresentaçãodos próprios desejos corresponda à pergunta ou excitaçãocriada pela própria pergunta. Para anular tanto quanto possível estesfatores de perturbação, há alguns métodos auxiliares que,claro, sãomuito úteis quando se deita as cartas também para outras pessoas.Se você estiver tenso, nervoso ou desesperado, e quiser saberexatamente agora como continuará a situação que o colocou nesteestado, talvez seja melhor pedir parav um amigo deitar as cartas paravocê. Se isso não for possível, pratique primeiro alguns exercícios derelaxamento, ou tente a meditação, que podem deixa-lo menos tenso.Se puder fazer sua pergunta com toda a despreocupação e sem ater-sea esperanças profundamente arraigadas, tire das cartas dispostas emleque as necessárias para o método que escolheu e coloque-as primeirocom a face voltada para baixo em seusd lugares. Só quando todas ascartas estiverem deitadas, vire um apor uma e observe cada uma delasa fim de abstrair a quintessência ( enviarei em breve explicação) .Restrinja-se estritamente ao significado das cartas e dos lugares nosistema que escolheu, sem tenter obrigar que tenham determinadosentido. Justamente em situações cáoticas as cartas muitas vezes"recusam" a dar uma resposta clara sobre o curso dos acontecimentos.
  23. 23. Nesses casos, é melhor tentar de novo depois de um intervalo maisprolongado.A quintessência - A soma das cartasEm cada jogada ainda há a possibilidade de completá-la com umaobservação adicional através do resultado da quintessência. Para tanto,tire de todos os números da carta a soma transversal, até obter umnúmero de um só digito como no exemplo abaixo :O Eremita = 9A Papisa = 2A Roda da Fortuna = 10Somando = 9+2+10= 21 = 2+1= 3Este será o seu resultado final.A soma final, é, então a quintessência o que significa a cartacorrespondente dos trunfos principais de 1 a 9 que mostra o modo quevocê pode lidar imediatamente com este tema.Resultados :I- O caminho da influência e da forçaVocê dispõe da força para dominar ativamente o tema e tem grandespossibilidades de influênciar o curso dos acontecimentos. Use suainfluência e evite intrigas.II- O caminho do amor, da paciência, da esperança, da prontidão edo conhecimento intuitivo.Espere até as coisas estarem maduras. Seja paciente e fique deprontidão; sua intuição lhe mostrará o momento certo para agir. Masnão se perca em devaneios e também não se atormente pela dúvida.III- O caminho do nascimento do novo e do crescimento.
  24. 24. Traga tudo que for novo à luz e deixe que cresça, crie novas situações,mude o visual, cuide de si mesmo e observe a vida. Seja criativo e nãose disperse . Aceite as mudanças.IV- O caminho da ordem, da clareza e da realidade.Comtemple a situação de modo realista. Faça uma arrumação. Crierelacionamentos francos; concretize suas idéias e realiza-se. mas não setorne perfeccionista e evite a estagnação.V- O caminho do conhecimento espiritual.Procure pelo significado profundo da situação. Procure a comunhão dascoisas, que só superficialmente parecem não poder ser unidas, Fiqueaberto para conselhos dado com boa intenção. Tenha confiança : Ogrande sacerdote é a sua carta de proteção, e influenciará positivamenteno curso dos acontecimentos. Evite hipocrisias e beatices.VI- O caminho do amor e da decisãoReconheça sem preconceito seu parceiro, a sua tarefa, o seu caminho.Deixe cair todos os preconceitos e aceite o outro ou a situação tal comose apresentam. Não se deixe orientar pelo ciúme, mas também evitedesistir do parceiro .VII- O caminho da partida com toda a tranqüilidade.Caminhe certo da vitória rumo à solução da sua missão. Comeceimediatamente. Você tem a força e a habilidade para dominar asituação , e a capacidade para vencer as contradições e os conflitos.Mas evite o orgulho e a mania de grandeza.VIII- O caminho da justiça e da objetividade.Crie uma imagem tanto quanto possível imparcial da situação; entãoavalie-a com calma e pense no que tem que fazer. Seja honesto, presteatenção para que todos os envolvidos conquistem os seus direitos. Eviteprejulgamentos, unilateralidades e fazer justiça com as próprias mãos.IX- O caminho da reflexão e do ascentismo.
  25. 25. Recolha-se, introverta-se. Dê tempo a si mesmo, o tempo de queprecisar para descritalizar tudo o que for importante para você. Não sedeixe influenciar pelas aparências exteriores, nem se distraia.Concentre-se no seu objetivo. Evite rancor, amargura e medo do novo.Pense : O que quero afinal ?TARÔ:Saiba mais sobre o uso terapêutico desta tradição milenarUsar o Tarô com uma finalidade terapêutica significa:esclarecer e ajudar a resolver os medos, bloqueios e padrões decomportamento que limitam, quando não impedem totalmente, aexpressão espontânea do Ser e a realização pessoal.Para poder trabalhar assim algumas questões precisam ficar bemclaras:1.A questão do destino. Somos os cozinheiros de nosso destino eem todo momento podemos mudá-lo, pois este é a resposta oureação do universo à nossos atos, omissões e pensamentos. OTarô é uma ferramenta para mudar o destino e não umintermediário entre o Todo-Poderoso destino e o ser humanoreduzido, assim a um expectador de sua própria vida. E justamentemudar o destino para melhor, mudar nossas vidas é o objetivo doTarô Terapêutico.2. A questão da responsabilidade. Somos absolutamenteresponsáveis pela vida que temos e esta compreensão, isto é, pararde jogar a responsabilidade (ou a culpa) de nossa situação nosoutros, no companheiro/a, nos pais, no chefe, no governo, etc. É oprimeiro passo para mudar. A felicidade e a fortuna são questõesde escolha e não de sorte.3. A questão do bem e o mal. O bem e o mal não são realidadesabsolutas. O que é bom para uma pessoa hoje pode não seramanhã. O que é ruim para mim pode ser bom para você. No
  26. 26. entanto, na visão do Tarô Terapêutico, a essência do ser humano éimaculada e a programação involutiva.4.Considerar o Tarô formado pelos:Arcanos Maiores que são idéias ou arquétipos universais. A nívelhumano são estados de consciência. As Figuras do corte são tiposde personalidade e também fenômenos da Natureza.Os Arcanos Menores ou expressões de nossa quaternidade: Os dePaus ou de Fogo representam nossa expressão energética. Os deCopas ou de Água, nossa expressão emocional. Os de Espadas oude Ar, nossa expressão mental. Os de Discos (Pentáculos) ou deTerra, nossa condição física e nossa abordagem material.Assim estabelecemos um paralelismo entre a estrutura do Tarô e ado ser humano. Não é qualquer sistema de leitura que nos vaipermitir usar o Tarô com uma proposta terapêutica. Sugerimos aleitura terapêutica, do mago ou astrológica.*Veet Pramad é tarólogoTARÔ:Princípios básicos para quem quer saber o futuro nas cartasUma das grandes utilizações do Tarô, é o uso de suas lâminascomo fonte de inspiração para meditação, seja como Yantras(mantras visuais) ou Mandalas pessoais, de forma que cada lâminainspire mergulhos interiores cada vez mais ricos.Quanto ao baralho, ele diz que podemos usar diversos, sendo quegrandes desenvolvimentos são propostos pelo uso do Tarô deCrowley (ou Livro de Thot) e o Tarô de Mme. Cada uma de suaslâminas ou Yantras (mantras visuais) apresenta um grupo desímbolos que, vistos como conjunto, representam um sistema de
  27. 27. energias que a humanidade está presente como um todo, com seueterno registro de idéias e pensamentos.Tradicionalmente, esses baralhos dividem-se em Arcanos Maiores eMenores, apresentados de forma separada ou como síntese. Hátambém no Tarô, assim como nos baralhos modernos, a divisão emquatro naipes: espadas, paus, copas e ouros. Cada naiperepresenta um dos quatro elementos da natureza: ar, fogo, água eterra, respectivamente.Na 1ª meditação, importante é que o praticante entenda que não háuma maneira certa de usar as lâminas, sendo que o melhor dosmétodos é aquele que emerge de si como numa inspiração.Inicialmente, o praticante deve misturar as cartas e olharlentamente o baralho, lâmina por lâmina, separando em um monteaquelas pelas quais experimenta forte atração ou aquelas queprovoquem alguma sensação desagradável.Em seguida, deve olhar novamente as cartas que o atraem, eguardar mentalmente seus nomes, pois essas serão as cartas queirão ajudá-lo em suas meditações iniciais.Com o passar do tempo, a prática continuada, vai fazer com que asua sensibilidade se aprofunde e mude sua reação ao simbolismode certas lâminas.A relação com o Tarô deve ser de amor e amizade. O local não deveser confuso nem ruidoso, e sim calmo, transmitindo paz e sossego.Se necessário, o praticante pode usar música relaxante e incenso.As roupas devem ser livres e arejadas.Tomadas essas providências iniciais, poderá começar a prática. Érecomendado, também, manter as seguintes regras de postura:costas eretas, o rosto e o restante do corpo descontraídos.Após encontrar a posição correta, deve o praticante olhar a carta oua(s)cartas eleita(s). Também não deve pensar nas imagens. Devedeixar que seu Eu interior, seu mentor ou guia espiritual internotrabalhe a imagem enquanto descansa.
  28. 28. Dependendo de cada pessoa e do poder de concentração, a mentese enche de pensamentos, sendo alguns diretamente ligados comsímbolos do Tarô. Outros, podem não fazer sentido. Isso é normal.São obstáculos que serão vencidos com a prática, bem como sonsambientes. Vencer isso é um passo para atingir a clarividência e aconsciência cósmica.O Tarô foi, durante muito tempo, identificado como uma superstição;mas estudiosos como C.G.Jung descobriram nas lâminas do Tarôalguns arquétipos fundamentais da humanidade. Experimentamos, emnosso dia-a-dia, os arquétipos do Tarô, como: o orgulho do Imperador; aintuição da Papisa; a organização da Imperatriz; a sabedoria do Eremita;o amor dos Enamorados; a desorientação do Louco; o equilíbrio doPapa; a fé e esperança da Estrela; enfim todas as nossas dúvidas,certezas, afetos e experiências estão relacionados com esses símboloscontidos no Tarô. Assim estudar, trabalhar e consultar com o Tarô é seaprofundar na psique humana, conhecer nossa natureza mais íntima. Econhecendo nossa natureza, damos o primeiro passo para aprimorarnossas qualidades, corrigir nossos defeitos e psicologicamente termosdomínio de nós mesmos. Com o Tarô, conseguimos nos libertar dosmedos e inseguranças que nos afligem, nos amarram e que nosimpedem de usar o melhor de nossas potencialidades. O Tarô é,portanto, um instrumento psicológico, que nos guia para oautoconhecimento.TARÔ E PSICOLOGIAObservando por um ângulo mais audacioso, podemos perceber que ascartas do tarô estão ligadas também a alguns tópicos da psicologia, umavez que podem subsidiar aconselhamentos e avaliações neste âmbito,não desprezando a questão das verdades espirituais. Seu simbolismotanto pode servir a um ponto de vista quanto a outro. Carl Jungreconheceu abertamente que o tarô tem suas origens nas imagens dosarquétipos do inconsciente coletivo, e elaborou um estudo sobre isto.Ainda, segundo o depoimento do Dr. Liz Greene " as cartas do tarôrefletem a direção e as motivações mais profundas do inconsciente.
  29. 29. ORIGENS DO TARÔAs origens do tarô são ainda obscuras, as cartas mais remotas parecemter origem no século XIV, na Europa. Os desenhos das cartasfascinavam os artistas, historiadores da arte e investigadores doocultismo, além de intrigá-los com o poder de suas imagenssimbológicas. No entanto, não se deve desconsiderar a influência do"Livro Thot" do Egito, em relação à simbologia.O TARÔ DE MARSEILLEO tarô de Marseille, assim como muitos outros tarôs (cigano, boêmio,egípcio, astrológico, etc.) é composto de 22 cartas, ricas em símbolosalegóricos, as quais chamamos "arcanos maiores". Essas diferenteslâminas são ordenadas num esquema evolutivo que ilustra as variadasetapas emocionais e materiais que o homem pode experimentar em suavida. Este caminho começa com a carta n.º 1 , o Mago, que representa ainiciativa, e termina com a carta n.º 21, o Mundo, que representa aplenitude. A 22a. carta, o Louco, é uma nova viagem que tem a ver comuma outra dimensão. O tarô de Marseille é tido como o jogo maistradicional ao longo dos tempos.Todos os homens, qualquer que seja sua cultura ou civilização,compartilham das mesmas emoções comuns, passam pelas mesmasprovações e conhecem as mesmas contradições. Todos eles seautoquestionam, todos procuram saber de que será feito o amanhã. E,naturalmente, cada civilizaçao oferece meios divinatórios peculiares,com mais ou menos êxito, de aliviar essas dúvidas. O I Ching e o tarô deMarseille são, sem dúvida, os dois meios com maior comprovação desucesso e também os mais praticados.O futuro é o resultado de nossa ação presente, a conseqüência dos atosque se desenvolvem na situação atual. A dificuldade reside no fato deperceber e compreender os signos do presente, que permitirão umadeterminada previsão do que está por vir. Tais signos são captados ememorizados pelo subconsciente. Tudo está escrito aguardando serdecifrado. Por essa razão, faz-se necessário o uso de uma linguagemque permita a tradução desses signos, a compreensão da natureza dasinformações contidas no presente.
  30. 30. O tarô de Marseille é uma linguagem suficientemente rica para responder aos imperativos da vida e servir de método prognóstico, mas não adivinhatório. Como toda linguagem, também possui seus limites e por vezes precisa de práticas suplementares para sua elucidação, como o I Ching e estudos astrológicos, por exemplo. Assim como um espelho que reflete a imagem que o olha, o tarô exprime o estado de nossas fontes internas e do nosso potencial diante das situações de impasse. Ele permite melhor compreender os elementos do presente e, por conseguinte, prevenir o porvir.O louco O Mago Sacerdotisa Imperatriz ImperadoComeços Ação Contemplação Materialismo PaternalismoEspontaneidade Consciência Intuição Abundância EstruturaFé Concentração Potencial Sofisticação AutoridadeLoucura Aparente Poder Mistério Natureza AusteridadeHierofante Enamorados Carro Força EremitaEducação Relacionamento Vitória Força IntrospecçãoCrença Sexualidade Força de Paciência ProcuraSistematica Vontade Convicções Compaixão OrientaçãoConformidade Pessoais Determinação Controle SolidãoIdentidade grupal Escolha de Valores Auto-controleRoda da Fortuna Justiça Enforcado Morte TemperançDestino Justiça Lassidão Fim TemperançaMudanças Responsabilidade Regressão Transição EquilíbrioMovimento Decisão Pendências Eliminação SaúdeVisão Pessoal Causa e Efeito Sacrifício Forças Conciliação InexoráveisDiabo Torre Estrela Lua Sol
  31. 31. Extremos de Mudança Súbita Esperança Medo Luzpaixão Libertação Inspiração Ilusão GrandezaMaterialismo Quedas Generosidade Imaginação VitalidadeIgnorância Revelação Serenidade Deslumbramento SegurançaDesilusãoJulgamento MundoJulgamento IntegraçãoRenascimento CumplicidadeAvaliação EnvolvimentoPerfeição Realização O Tarô, um mapa de desenvolvimento cognitivo III A Psicologia Analítica e Estrutura Simbólica Com sua origem misteriosa e seus diversos enfoques, o Tarô é um múltiplo quebra-cabeça de referências, seja na sua técnica ou na sua história. Estudá-lo é, sobretudo, estudar-se. Os livros, apesar de importantes, são absolutamente secundários. O principal é entrar em contato direto com os arquétipos, é utilizá-los mentalmente como conceitos e sentir sua força viva na realidade quotidiana. Porém, para iniciar seus estudos teóricos é aconselhável começar a ler os trabalhos de psicólogos e pensadores acadêmicos, que recentemente passaram a se interessar pelos arquétipos das cartas, ao invés de enfrentar os complicados clássicos do ocultismo. Neste sentido, ‘Jung e o Tarô’, da já citada Sallie Nichols, e ‘A meditação dos Guias Interiores’ são obras bastantes proveitosas (8). O enfoque de Nichols é particularmente recomendável pois escapa do emaranhado teórico das intermináveis discussões sobre a associação das cartas com outros sistemas simbólicos em que os ocultistas se
  32. 32. perderam e apresenta uma série de referências culturais e literárias paracaracterizar cada arquétipo. Em contrapartida, sua principaldesvantagem é que ela acaba caindo involuntariamente em um dossistemas de correspondência, quando diviniza O Louco e vê O Magocomo um ‘embusteiro mercuriano’ e não como o arquétipo do Pai e daUnidade Primordial. Associando o Tarô à técnica da imaginação criativae ao psicodrama, a meditação dos Guias Interiores é um método simplese fascinante de transformação dos diferentes aspectos arquetípicos dapersonalidade, deduzidos a partir das quadraturas e oposiçõesastrológicas do mapa natal. Infelizmente Steinbrecher também apresentaa mesma deficiência de Nichols, pois utiliza as correspondênciascrowleyianas em detrimento de outras possibilidades. Distantes da discussão esotérica travada entre os ocultistas continentaise anglo-saxões sobre se a unidade primordial da força uraniana deve serrepresentado pelo número um ou pelo zero, muitas outras contribuiçõesvêm enriquecendo o estudo do Tarô no campo da psicologia analítica,algumas bem práticas (9), outras ‘amplificando’ o enfoque junguiano comas diferentes associações ocultistas, como é o caso do excelente livro daDra. Irene Gad (10) - lançado há pouco tempo no Brasil. Talvez a principal contribuição indireta da Psicologia Analítica ao estudosimbólico do Tarô seja do próprio Jung, principalmente na suaInterpretação psicológica do dogma da Trindade, onde se tetêm sobre opapel desempenhado pela Virgem Maria em relação à simbologia cristã.Neste trabalho, Jung apresenta pela primeira vez a noção de que aestrutura quaternária é universal e funciona como um símboloestruturante da psiquê e do inconscinete coletivo. No Brasil, destaca-setambém o trabalho desenvolvido pelo psicólogo Carlos Byington (11),que durante muitos anos problematizou a questão do quaternário comosímbolo estruturante, aplicando-o `a história e à psicoterapia . Como vimos Eliphas Levi e Aleister Crowley, encabeçando os doismaiores movimentos ocultistas modernos, propuseram diferentesassociações entre as linguagens simbólicas do Tarô, da Cabala e daAstrologia. Porém, ambos sistemas de associações se basearam nasemelhança genérico de seus elementos ou nas mesmascorrespondências estruturais: 1 - A equivalência dos 22 Arcanos Maiores às letras hebraicas e aoscaminhos da Árvore da Vida. Segundo os ocultistas estes arquétipos
  33. 33. surgiram devido à “queda” da Humanidade, entendendo por ‘queda’, nãoapenas a expulsão de Adão e Eva do Éden ou o fim catastrófico dascivilização de Atlântida e Lemúria, mas sobretudo “uma deterioração deum estado superior de convivência entre homens dotados de poderespsíquicos para as sociedades mais instintivas e para a percepçãomeramente sensorial da realidade”. Assim, o sonho de uma UtopiaSocial, uma forma de organização social perfeita, sem os conflitos, osdesejos e as desigualdades caracterizados pelos arquétipos dosArcanos Maiores, é um retorno a este estado de consciência coletivo daHumanidade, ao ‘nirvana coletivo’ primordial. Este sentimento deunidade que ultrapassa a simples harmonização das relações sociais e oequilíbrio político entre os diversos grupos que formam uma sociedadepara introjetar psicologicamente em cada indivíduo como umanecessidade de comunhão universal, como um desafio de reconquistado paraíso perdido, como um Desejo de União. 2 - A identidade das l6 cartas de figura às relações do quaternárioelevado ao quadrado, ao Tetragrama Sagrado, o ‘IHVH’, símboloestrutural do universo. Aqui o Desejo de União ultrapassa os problemasdo mundo para se consolidar como um casamento de pólos simbólicosopostos e como uma busca de uma identidade mais profunda, de umnível de autoconhecimento que permita o reencontro com à AlmaGêmea. Na tradição judaico cristã, este reencontro aparece no Cânticodos cânticos, onde a noiva (Israel) espera pelo noivo, o Messias; nasEpístolas Paulíneas, a noiva é a Igreja e o noivo, o Cristo; já na poesiamística de San Juan de La Cruz, o noivo é o espírito e a noiva, a alma eo corpo. Para os ocultistas, as dezesseis cartas de figura representamas relações entre os quatro mundos cabalísticos (Ouros, Espadas,Copas e Paus) e os quatro corpos do Eu Inferior (Rei, Dama, Cavaleiro eValete). Para os cartomantes, as cartas de figura representam relaçõesinterpessoais nos quatro níveis de atividade: material, mental, emocionale espiritual. 3 - A Associação das 40 cartas numeradas aos quatro mundoscabalísticos e a estrutura decimal da Árvore da Vida. Já as quarentacartas numeradas representam as relações transpessoais, aquelas quedizem respeito à compreensão que se tem do Universo e do seudesenvolvimento nos quatro planos de atividade. O número quarentarepresenta a totalidade da existência e da experiência humana. Osperíodos medidos por este número são freqüentes na tradição judaico-
  34. 34. cristã: os 40 dias do dilúvio de Noé, os 40 anos durante os quais osisraelitas erraram pelo deserto, os 40 dias que Moisés passou no Sinai,os 40 dias do jejum de Cristo, entre outros. Todas essas experiênciastêm o mesmo significado: um período de reflexão sobre a totalidade daexistência, a consciência exilada acima e além da manifestação. ODesejo de União neste nível não se refere a realização da Utopia Socialou da felicidade, mas sim à reintegração mística com Deus às viagensempreendidas por Dante, Enoch e pelos místicos sufis através dospalácios celestiais que antecedem o Trono do Altíssimo onde Criador eCriatura se encontrarão frente a frente.Podemos, portanto, dizer que o Tarô esboça uma cartografia completada psique humana, subdividindo suas cartas em 3 grupos distintos,representando 3 ‘profundidades’ do Inconsciente: 22 Arcanos Maiores Relações Pessoais 16 Cartas de Figura Relações Interpessoais 40 Cartas Numeradas Relações TranspessoaisNo livro-jogo A Estrada Iluminada desenvolvi e aprofundei a discussãosobre o significado destes três níveis do inconsciente, bem como doconteúdo simbólico de cada uma das 78 cartas do baralho tradicional. Oleitor interessado em conhecer mais sobre o assunto encontrará nele umsubsídio precioso para aprofundar seu domínio sobre a linguagemarquetípica (12). Neste breve artigo, em que resumimos as idéias do primeiro trabalho, AEstrada Iluminada, gostaríamos ainda de ressaltar a importância donúmero quatro no sistema simbólico do Tarô de uma outra forma e, aomesmo tempo, expor uma maneira fácil de colocar as cartas ou demanipular mentalmente os arquétipos. Trata-se da colocaçãoquaternária, também conhecida como Quadrilho, que consiste emmanter fixos os primeiros quatro Arcanos Maiores (O Mago, A Papisa, AImperatriz e O Imperador) como um modelo estrutural das relações econsiderar todas as cartas restantes em função do significado destesquatro arquétipos fundamentais. Estes quatro arquétipos fundamentaisconstituem cerca de 75% da atividade psíquica, representando osprincipais padrões de troca afetiva da maioria das pessoas. Essesarquétipos podem estar involuntariamente projetados em diversos
  35. 35. objetos e pessoas: o Pai, por exemplo, costuma ser projetado no Estado;a Mãe, na escola, na igreja ou na instituição de onde se tira o sustento;não é raro projetar a Imperatriz na própria casa e o Imperador éfreqüentemente associado às atividades empresariais e a seusprotagonistas. A este fenômeno, os psicólogos chamam ‘transferência’.O MAGO nos mostra como nos A PAPISA encarna o Arquétipo darelacionamos com o Arquétipo do Mãe. Sua associação astrológica é aPai, seja no nível biológico, no Lua e seu poder também se estendepsíquico ou no espiritual. No nível pelos níveis biológico, psíquico ebiológico, ele representa não espiritual de forma semelhante aoapenas a relação de cada um com Arquétipo do Pai. O ‘Eu-Mãe’, noseu progenitor genético, mas entanto, funciona como um superegotambém a relação de cada um com feminino que se preocupaseus filhos e enteados. No nível prioritariamente com a nutrição e compsicológico, este ‘Eu-Pai’ funciona a reprodução, enquanto o ‘Eu-Pai’como um superego, estabelecendo prioriza a produção e a criatividade.regras e princípios - sem o uso de Ao observar o lado materno demétodos coercitivos ou tirânicos alguém, devemos procurar imaginarcomo propôs Freud - mas sim com as relações desta pessoa com suaum ‘duplo’ do Ego, um reflexo ‘mãe-inteior’ a partir de suaidealizado do Eu Superior. O ‘Pai educação: a forma de comer, de setirânico’ do superego edipiano da vestir, de se comportar em grupo,psicanálise é apenas uma distorção etc., Esta características das funçõesde nossa civilização falocrata de de manutenção leva o arquétipo a,um ‘Pai normativo’. A prova maior muitas vezes, ser involuntariamentedesta afirmação é o fato deste projetado em instituições escolaresarquétipo, em seu nível espiritual, ou que provenham o sustento e aser associado universalmente ao vida, seja uma fábrica ou a própriaCéu e a energia uraniana, em Natureza.diferentes culturas.A IMPERATRIZ também evoca O IMPERADOR corresponde ao ‘ego-nosso aspecto feminino, embora masculino’ e representa as idéia desem as características maternas. autoridade, hierarquia e obediênciaAqui trata-se da esposa, da filha, que caracterizam a identidade dosda mulher propriamente dita. É a homens e, sob o prisma feminino,‘alma gêmea’, a ‘anima’, a representa ‘a alma gêmea’, o ‘animus’‘companheira ideal’ que polariza os ou a ‘cara-metade’. Muitas vezesimaginários masculinos e é, assume a forma do Arquétipo do
  36. 36. também, a identidade venusiana Herói. Mas, o fundamental destedas mulheres, sua ‘natureza’. Pode arcano se encerra na idéia defreqüentemente representar a administração, da capacidade deesfera da vida doméstica ou tomar decisões e de realizá-las. Porestética desenvolvida pela imagem ser este ‘gerente da personalidade’, ode cada um - pois ambos os Imperador é constantementesentidos são projeções do associado à vida profissional e aofeminino. Podemos dizer que a poder político.Imperatriz é o ‘ego-feminino’. Ao localizar a existência dessas projeções ou transferências emrelação aos arquétipos do Pai, da Mãe, do Outro-sexo e do Ego, apessoa estará dando um importante passo em direção aoautoconhecimento, pois entenderá como funcionam os principaispadrões de troca afetiva de seus relacionamentos. Aliás, para osiniciantes interessados em manipular o baralho do Tarô, o melhormodelo de colocação de cartas talvez seja justamente esse: manter fixosos quatro primeiros arcanos maiores, sorteando dentre o resto dascartas, quatro lâminas, uma para cada arquétipo fundamental. Estemodelo tanto pode ser utilizado com os dezoito Arcanos Maioresrestantes como também com os cinqüenta e seis Arcanos Menores .A Cabala e o Ocultismo Enquanto Gebelin e Etteilla procuravam zelosamente provar a origemegípcia das cartas do Tarô, Eliphas Levi acreditava que elas fossem umalfabeto sagrado e universal, presente nas culturas grega, egípcia ehebraica. Eliphas Levi, pseudônimo do padre Alfonsé Louis Constant,interessou-se pelo Tarô em l856 e associou os Arcanos Maiores às 22letras do alfabeto hebraico. Além disso, Levi associou também os quatronaipes aos quatro mundos cabalísticos, relacionando as suas dezesseiscartas de figura ao Tetragrama Sagrado - o ‘IHVH’- e as suas 40 cartasnumeradas às 10 Sephiroth de Deus, expressos na Árvore da Vida. As dez Sephiroth - plural de Sephirah - são esferas de energia em que amanifestação se desenvolve. Cada Sephirath está contida na anterior econtém, em si, a possibilidade da próxima Sephirath. Assim, todouniverso repousa em latência em Kether, e dentro dele emana outrocírculo, Chokmah, que apesar de contido no primeiro, se opõe a ele,gerando um terceiro, Binah, que está contido nos dois anteriores.
  37. 37. Temos, portanto, uma série de círculos concêntricos, uns dentro dosoutros, mantendo uma relação de polaridade em função à esfera anteriorque o engloba e em função à que contém em seguida. A Árvore da VidaKether - A Coroa, onde o Incognicível se manifesta como uma luzextática e apolar, a chama eterna da vida, o centro de todos os círculos. Oponto.Chokmah - A Sabedoria, corresponde à luz que entra em movimento e setorna uma força cinética. É representado geometricamente pela reta oupelo círculo.Binah - A Inteligência, onde a força encontra resistência ao seumovimento e gera a forma, representada pelo triângulo ou pelo prisma.Cheseed - A Bondade, esfera onde, equilibrando as restrições impostaspela forma, a manifestação se realiza através da misericórdia divina. Essaesfera é simbolizada pelos deuses jupiterianos, como Zeus e Xangô.Geburah - A Severidade, esfera onde a força, seja física ou moral, semanifesta com energia e impetuosidade. É simbolizado pela Espada epelos deuses guerreiros, como Ares e Ogum.Tiphareh - A Beleza, esfera que harmoniza a contradição ética entre aseveridade e a clemência. Ela é geralmente representada pelos deusessolares e redentores, que se sacrificam em benefício ao Todo.Netzach - A Eternidade, esfera que representa os sentimentos e osinstintos, o fogo sexual, a segunda luz, o planeta Vênus e,microcosmicamente, o corpo astral, reflexo do mundo da criação.Hod - A Reverberação, esfera que representa o pensamento consciente ea mente concreta, o planeta mercúrio, e é um reflexo microcósmico domundo da formação.Yesod - O Fundamento, esfera que representa a Lua e a essência davida orgânica, o duplo-etéreo, o reflexo do mundo arquetípico.Malkuth - O Reino, esfera que representa a essência inorgânica damaterialidade, a imagem sensorial da realidade, o planeta Terra, o corpofísico concebido dentro do mundo material.Enquanto as três primeiras Sephiroth - Kether, Chokmah e Binah -formam um conjunto denominado macroprosopos, formada pelas TrêsCausas Primárias; as outras sete Sephiroth, por sua vez, formam omicroprosopos e expressam as Sete Causas Secundárias. Imaginemos
  38. 38. que desejamos fazer um bolo. Este motivo, quando vem à mente,eqüivale à primeira tríade, onde Kether representa o desejo, Chokmah, àidéia, e Binah, a sua imagem formal. Porém, o bolo só sairá daimaginação para a realidade se cruzar o abismo, chegando ao sétimonível de materialização: Cheseed corresponderá à escolha dosingredientes; Geburah, ao esforço necessário à preparação da massa;Tiphareh, ao equilíbrio entre a quantidade dos ingredientes e sua corretapreparação; Netzach, ao toque artístico necessário e à intuição; Hod, àsinstruções técnicas da receita; Yesod, ao cozimento no forno; e,finalmente, Malkuth, à forma final do bolo, à sua materialidade. Oscabalistas analisavam todos os fenômenos à luz destes critérios,reduzindo-os sempre aos mesmos elementos, as esferas damanifestação. Além destes processos descendentes e materializantes que baixam daluz ketheriana para concretude de Malkuth, a que se chama criativos;existem os processos evolutivos, que partem da matéria em busca deuma realidade mais sutil. A serpente kundalínica da Árvore da Vidarepresenta este duplo circuito dos processos criativos e evolutivos. AsSephiroth ou esferas de manifestação funcionam como ‘transistores’deste circuito, unidades que recebem e emitem energia transformandosuas características. Outras versões associam a Árvore à imagem doAdão Kadmo, onde cada Sephiroth corresponde a uma parte do corpo,estabelecendo uma relação entre o micro e o macrocosmo. A tríadeformada por Kether, Chokmah e Binah, por exemplo, corresponde àcabeça. Em seguida, formando um triângulo invertido, Geburah,Cheseed e Tiphareh representam os dois braços e o plexo solar. Aspernas, o sexo e o centro de gravidade, por sua vez, são associados asSephiroth Netzach, Hod, Yesod e Malkuth. A Árvore da Vida é um diagrama da estrutura do universo, um eixosobre o qual se organizam os diversos níveis da manifestação. A árvore,no entanto, não forma um sistema fechado; ela é um método ou umachave analógica para decifrar outros sistemas simbólicos. Suascorrespondências, no entanto, além de infinitas, muitas vezes sãocontraditórias, uma vez que permite diferentes associações e analogiasincompatíveis entre si, mas ‘verdadeiras’ do ponto de vista psicológico.O principal benefício da proposta do padre-ocultista foi a instituição daárvore como um ‘centro’, um eixo vertical de associações de todos osarquétipos. Segundo esta lógica, as cartas-letras correspondem aos 22
  39. 39. caminhos que interligam as dez esferas de manifestação da Árvore,representando todas as experiências subjetivas possíveis. Além disso,Levi discutiu exaustivamente o símbolo quaternário e sua relação com aestrutura decimal. Para ele, as quarenta cartas numeradas representama involução do Universo como um processo de quatro fases e dezagentes. O Universo está se desenvolvendo em quatro ‘níveis dedensidade’ da manifestação, em quatro estágios progressivos dematerialização do sutil no denso. Em cada nível, há dez ‘degraus’ ouagentes. Assim, além da árvore principal dos 22 caminhos, Levi propôs aexistência de mais quatro: a árvore das dez emanações arquetípicas, aárvore dos dez arcanjos, a árvore das dez falanges angélicas e a árvoredos dez astros do sistema solar. O pensamento ocultista No entanto, cabe observar que, embora desde Levi os ocultistas nuncamais tenham deixado de admitir a interdependência entre o Tarô e aCabala, a verdade é que, além de um não se encaixar perfeitamente aooutro, não existem quaisquer provas históricas desta ligação. O fato éque não existe um consenso sobre a correspondência entre as duaslinguagens simbólicas e que, adicionando-se as associações com aastrologia, a discussão dos ocultistas se transformou em uma verdadeirababel de imagens sem que nenhum autor tenha conseguido o ‘feito’ deestabelecer um sistema de analogia perfeito. Pode-se distinguir duasgrandes correntes do ocultismo que defendem associações diferentesentre o Tarô, a Cabala e a Astrologia: os seguidores de Eliphas Levi,também conhecidos como ocultistas continentais, e os adeptos dosistema desenvolvido pela ordem Golden Dawn e aperfeiçoado porAleister Crowley, também chamados de ocultistas anglo-saxãos. O primeiro grupo - que conta com os nomes de Oswald Wirth, StanislauGuaita, Gerald Encausse (Papus) e G. O. Mebes - se caracteriza pelaassociação da carta do Louco à letra hebraica Shin e ao trigésimoprimeiro caminho da Árvore da Vida. O pensamento deste grupo foihegemônico até o final do século passado. Neste século, no entanto, oTarô se desenvolveu e popularizou bastante devido ao surgimento daordem ocultista Golden Dawn, fundada por McGregor Master e W. WynnWestcott. A principal característica deste grupo é a associação doArcano do Louco à letra Aleph e ao décimo primeiro caminho da árvore.Seguindo este princípio, Sir Charles Waite e Aleister Crowley, os dois
  40. 40. maiores expoentes da ordem, foram responsáveis por belos tarôs e poruma vasta obra teórica (5).Crowley, talvez o mais polêmico ocultista de todos os tempos, amplioubastante as correspondências simbólicas do Tarô e da Cabala comoutros sistemas como a Astrologia, o I Ching, perfumes, cores, objetosmágicos, lançando as bases da feitiçaria moderna. Mesmo discordandode seus rituais e do seu comportamento excêntrico e macabro, a maioriados pensadores que sucederam Crowley adotaram seus sistema decorrespondência, expressas no seu livro ‘777’. Este grupo de autores épredominante atualmente e conta com nomes como os Dion Fortune,Allan Watts, Gareth Knigth, Israel Regardie e Robert Wang, entre outros.Além desses dois grandes grupos de ocultistas, também existem autoresindependentes que defendem seus próprios sistemas de associação,como Paul Foster Case e o misterioso ‘Zain’ do Templo da Luz, queadota o critério cromático em seu sistema. As hipóteses sobre a origem da Cabala adotadas pelos ocultistas nãosão menos delirantes que as do Tarô. Para uns, ela foi ensinada pelosanjos aos homens para que eles conseguissem voltar ao ParaísoPrimordial. Para outros, ela foi recebida por Set, o terceiro filho de Eva,ou Enoch, Abraaão e Melkisedk. Há também versões de que eladiretamente ditada por Jeová a Moisés, durante sua permanência, porquarenta dias, no monte Sinai.Do ponto de vista historiográfico, no entanto, sabemos que a Cabala,como tradição oral do misticismo hebraico, data da época do segundocativeiro babilônico, sendo uma espécie de adaptação do simbolismoastrológico dos caldeus ao monoteísmo judaico. Podemos inclusivedesconfiar de que a Árvore da Vida é uma interpretação axial do símbolodo Eneagrama mesopotânico. Por muitos séculos, a Cabala foitransmitida oralmente como um tipo de exegese mística do Torah atéque, por volta do ano 100 d.C., surgiram o Sepher Yetzirah e o Zohar.Desde então, a Cabala teve vários ciclos distintos dentro da tradiçãojudaica, com características bastantes diferentes (o ciclo mágico daFloresta Negra, o ciclo filosófico-especulativo da Espanha no Século XII,o ciclo monástico de Safed dirigido por Isaac Luria), mas só sepopularizou quando foi apropriada e deformada pelo pensamentoocultista.
  41. 41. Diante desta popularização distorcida promovida pelos movimentosocultistas, nada mais normal do que os estudiosos da Cabala ligados aojudaísmo protestassem com veemência. Para a maior autoridadehistoriagráfica da Cabala Hebraica neste século, Gershom Scholem, porexemplo:(...) “as atividades dos ocultistas franceses e ingleses foram inúteis eserviram apenas para gerar uma grande confusão entre osensinamentos da Cabala e suas próprias invenções, tais como a supostaorigem cabalística das cartas do Tarô”. (6)Tentando salvaguardar a associação das duas linguagens simbólicas,Robert Wang tentou responder às objeções de Scholem, afirmando quehá uma Cabala HebraicTARÔ (TAROT) Uma das grandes utilizações do Tarô, muito usada em antigascivilizações, bem como no mundo atual por aquelas que mantém suastradições vivas, como alguns povos orientais e os indianos, é o uso desuas lâminas como fonte de inspiração para meditação, seja comoYantras (mantras visuais) ou Mandalas pessoais, de forma que cadalâmina tome-se uma valiosa peça, inspirando mergulhos interiores cadavez mais ricos. Também pode ser usado, segundo o tarólogo e astrólogo,Antonio Zanon Melo, todo o baralho em cada seção, um baralho diferentede cada vez ou uma mistura de baralhos, essa última em estágios maisadiantados. De qualquer forma o mergulho na alma é cada vez mais intenso -afirma ele. Com a evolução nessa meditação, símbolos que passaramdesapercebidos passam a compor um novo sentido. Quanto ao baralho, ele diz que podemos usar diversos, sendo quegrandes desenvolvimentos são propostos pelo uso do Tarô de Crowley(ou Livro de Thot) com sua infinidade de símbolos mágicos e do Tarô deMme. Indira, que traz em si a herança da antiga ciência do"Mahabbarata", ciência que presenteia ao dono desse Tarô, pelo simplesfato de manipulá-lo e usá-lo sempre junto a si, paz interior e serenidade,sendo ainda excelente para o desenvolvimento da clarividência e damediunidade latentes.
  42. 42. Essa meditação - acrescenta - permite ao seu praticante sair de seuuniverso limitado pelos cinco sentidos e ver o futuro com lucidez eclareza. Importante é que cada uma de suas lâminas ou Yantras (mantrasvisuais) apresenta um grupo de símbolos que, vistos como conjunto,representam um sistema de energias em que a humanidade estápresente como um todo, com seu eterno registro de idéias e pensamentos(Akashico), assim como Hecate com todo o mal do mundo. Zanon diz que, tradicionalmente, esses baralhos dividem-se emArcanos Maiores e Menores, apresentados de forma separada ou comosíntese. Há também no Tarô, assim como nos baralhos modernos adivisão em quatro naipes: espadas, paus, copas e ouros. Esses naipesrepresentam os quatro elementos, respectivamente: ar, fogo, água e terra. Na 1ª meditação - explica - importante é que o praticante entenda que,para essa finalidade, não há uma maneira certa de usar as lâminas,sendo que o melhor dos métodos é aquele que emerge de si como numainspiração (Escola Interna, o aprendizado com com o mentor ou guiaespiritual Interno). Então, inicialmente, deve o praticante misturar ascartas e olhar lentamente o baralho, lâmina por lâmina, separando em ummonte aquelas pelas pelas quais experimenta forte atração, bem comoem outro, aquelas que provocam urna sensação desagradável. Deve,então, novamente olhar as cartas que o atraem e guardar mentalmenteseus nomes, pois essas serão as cartas que irão ajudá-lo em suasmeditações iniciais. Também devem ser registradas as lâminas que não oagradaram nessa vista. Segundo Zanon, com o passar do tempo, prosseguindo na práticacontinuada com as lâminas, sua sensibilidade irá mudar sua reação aosimbolismo de certas lâminas. Dai, sua relação com o Tarô deve ser deamor e amizade. Quanto ao local de meditação, ou intimismo com o Tarô,esse não deve ser confuso nem ruidoso, e sim calmo, transmitindo paz esossego. Se necessário. pode o praticante usar música relaxante externa(ou interna, dependendo de seu grau de desenvolvimento) e incenso,cultivando cada vez mais sua intimidade com o Tarô. Suas vestes devemser livres e arejadas. Tomadas essas providências iniciais, poderá começar a prática -recomenda. Primeiro, com a respiração, que deve inicialmente ser
  43. 43. profunda. Posteriormente, devemos acrescentar-lhe ritmo, observando aregra: quando o ar entra, a barriga sai; quando o ar sai, a barriga entra. Ele recomenda também que devem ser observadas as seguintesregras de postura: as costas devem estar eretas, o rosto e o restante docorpo descontraídos, os olhos. vendo sem forçamento, sendo que arespiração deve ser exclusivamente via nasal e silenciosa. Então, após ainspiração profunda deve o praticante reter o ar por expirando, visualizar esentir suas tensões corporais deixando seu corpo. Assim deve continuarpor algum tempo, por mais três ou quatro vezes. Esse exercício derespiração é apenas um início do preparo para a meditação, limpando ocorpo, desimpedindo os canais para a abertura do espírito. Após os respiratórios - diz Zanon, deve o praticante olhar (sem seconcentrar, apenas olhar) a carta ou cartas eleita(s). Também não devepensar nas imagens. Deve deixar que seu Eu interior, seu mentor ou guiaespiritual interno trabalhe a imagem enquanto descansa. Nesse momento,pode o praticante sentir sua mente cheia de pensamentos, sendo algunsdiretamente ligados com símbolos do Tarô. Outros que não fazem sentidono momento. Isso é normal cm meditação. São obstáculos que serãovencidos com a prática, bem como sons ambientes. Vencer isso é umpasso para atingir a clarividência e a consciência cósmica. Mas, segundo o tarólogo, a grande barreira é o pensamento "meditocerto?". Então, não existe uma forma correta de meditar, apenasinicialmente deve haver menos preocupação com a técnica e mais com orelaxamento. Isso irá acelerar o caminhar do praticante para o contatocom seu mentor. E recomendável que, quando o praticante sentir ospensamentos derivados chegarem à mente, aumente o relaxamento e,também, aumente vagarosamente sua atenção ao Tarô. Devesuavemente olhar a(s) lâmina(s), seu simbolismo, sem estudá-los, apenasolhar. Deixar que os símbolos o conduzam ao seu interior, sabendo que opensamento inspirado pela lâmina não é importante, e sim a inspiração,oinspirar (respirar) a lâmina e deixar que essa atue internamente. Zanon Melo diz que esse é o caminho do Tarô para a criatividade, oseu centro interior, o encontro com seu mentor e sua exaltação. Aocompletar essa viagem interior. as cartas terão um novo significado,assim como tudo a sua volta, pois estará repleto de uma imensa paz
  44. 44. interior. Quanto aos períodos de meditação, o tarólogo lembra que essesvariam e devem ser prolongados de forma natural, de acordo com aevolução de cada praticante. Diferentes escolas recomendam temposdiferentes. E recomendável que seja regular e sempre no mesmoambiente. Swami Sivananda, recomenda uma vez ao dia entre 4 e 6 damanhã, pois nesse horário a mente está calma e fresca, bem como aatmosfera. A Linha Transcendental recomenda duas vezes ao dia. Semembargo, a meditação nas lâminas é parte essencial à tirada das cartascom vidência e inspiração, garantindo previsões cada vez mais acertadas,assim como insights inusitados para o praticante.Alberto Lyra " Qabalah - A doutrina secreta dos judeus numaperspectiva ocidental" - Editora IbrasaA Qabalah é geralmente considerada uma doutrina mística da religiãojudaica. Na realidade, ela é mais do que isso: seu pensamento,extremamente rico, não se enquadra num sistema filosófico ou religioso,não tem nada de dogmático.De acordo com a tradição judaica, historicamente a Qabalah teriasurgido da seguinte forma: "Moisés recebeu (Kibel:deste termo derivakabala ou Qabalah) a Tora (o Ensinamento, a Lei) sobre o Monte Sinai;ele transmitiu( ou-messara) a Josué, que por sua vez a remeteu aosprofetas e estes últimos a transmitiram aos membros da GrandeSinagoga.A Qabalah, entretanto, segundo os estudiosos, entre estes AlexandreSafran (La Cabale - Ed. Payothéque), ultrapassa, em antiguidade, aRevelação Judaica. Ela remonta aos tempos pré-históricos. Moisés ateria introduzido na história de Israel. A Qabalah transpôs os limites deuma mística religiosa, para ser mais bem compreendida como umatradição esotérica.
  45. 45. ...O mundo contemporâneo assiste a uma explosão de seitas edoutrinas; gurus aparecem por toda parte oferecendo algo novo que namaioria das vezes não é mais que uma mistura de fragmentos dedoutrinas reunidos em visões pessoaos, nas quais os aspectos práticosdo misticismo (exercícios, meditações etc,) são afastados de seucontexto de origem, criando assim graves perigos para quem os praticae dos quais, portanto, esses mesmos gurus não se fazem responsáveis.Esta explosão não é casual. É a resposta que o homem modernoencontrou para enfrentar a grave crise espiritual que sofre. Defende-se,diríamos, buscando misticismo, ocultismo ou religião. O homem vive emum mundo mecanizado, cheio de técnicas, preso por uma razão que nãoo envolve totalmente e, ao mesmo tempo, desamparado em suaangústia existencial.Frente a esse inúmeros "messias" de ocasião existem outros homens,pouco comuns, que renunciam inventar "sua" própria doutrina paradedicar-se paciente e laboriosamente a resgatar as verdades que asabedoria dos antigos mestres nos deixou e que o passar do temporelegou a livros guardados em museus ou a grupos iniciáticos,hermeticamente fechados, que guardam essas mensagens até quechegue uma hora propícia."O que é Cabalá?Cabalá é uma palavra em hebraico que significa "Recebimento". Masreceber o quê? Receber respostas.Os conhecimentos da Cabalá são estas respostas. A humanidadesempre sentiu a necessidade de definir o seu papel dentro do infinitomistério do universo.Como chegamos aqui? Por que existimos? Por que coisas negativasacontecem com pessoas boas? Quais são os caminhos para umarealização plena e constante?Infelizmente as respostas são poucas e muito distantes. A Cabaláfornece essas respostas.Em geral vivemos em constante oscilação e caos. Mas nós podemosmudar tudo isso através de um poder tão misterioso que chega a
  46. 46. desafiar até as mentes dos grandes cientistas, embora uma simplescriança o use com freqüência sem mesmo pensar a respeito.Este poder é chamado Cabalá, e com ele nós podemos refazer nossasvidas. Nós podemos mudar o nosso destino e a nós mesmos numextraordinário reino que existe por trás de nossos cinco sentidoslimitados.Este outro reino consiste em infinita plenitude, realização e ordem. É omundo dos milagres constantes.É o lugar onde o prazer, a alegria, a cura e a felicidade se originam.E embora não possamos tocar fisicamente e ver essa realidade nestemomento, você deve saber que ela é tão incontestável quanto agravidade e tão verdadeira quanto os átomos no ar.Embora esse reino exista por toda a eternidade, somente agora ele estáemergindo num mundo em que as pessoas estão prontas e capazes decompreendê-lo à luz da tecnologia e das maravilhas do século 20. E elechega bem a tempo! Os cabalistas sabem como fazer as coisas boasacontecerem, por saber em primeiro lugar porque as coisas ruinsacontecem.
  47. 47. A estrutura do Tarô: 78 ARCANOS O tarô é constituído de 78 cartas que denominamos de arcanos(mistério, oculto, o que precisa ser desvelado) e estão divididos em doisgrupos: 22 arcanos maiores, um conjunto de símbolos estruturados com atributos evolutivos e sintomáticos, caracterizando-se pela complexidade ornamental. 56 arcanos menores, um conjunto de símbolos estruturados com atributos sinalizadores e secionados em quatro níveis, caracterizando- se pela simplicidade. Os arcanos maiores se reportam à mente abstrata, ao mundosubjetivo, aos poderes da criação, diretos e árbitros, que a consciênciamanipula para seu universo; os arcanos menores se lançam à menteracional, ao mundo do objeto, aos poderes da concretização,independente da vontade e ação dos primeiros --- Os arcanos maioresé a energia de uma situação e os arcanos menores a forma dessaenergia ---. Um se relaciona com a formação da VIDA e o outro com a manifestação da FORMA. Ambos os caminhos explicam a trajetória do homem, de seu nascimento à morte; ou a criação do próprio universo, de seu despertar ao seu adormecer; ou ainda as vias percorridas em alguma situação específica, seu avanço ou retrocesso, seu declínio ou progresso. 22 arcanos maiores
  48. 48. Os arcanos maiores são estruturados com 21 arcanos numerados e01 arcano sem número totalizando 22 arcanos; todos contêm nome esimbologia extremamente diferentes um do outro. Eles formam umacadeia simbólica, individual e evolutiva, sempre com o arcanonumericamente sucessor: o arcano 01, O Mago (livre-arbítrio, início),evolui simbólica e sintomaticamente para o Arcano 02, A Sacerdotisa(reflexão, passividade). Por sua vez o Arcano 02, A Sacerdotisa, evoluipara o Arcano 03, A Imperatriz (dedução, desenvolvimento), este para oArcano 04, O Imperador (controle, autoridade), e assim, sucessivamenteaté o último arcano numerado - o arcano 21, O Mundo (conclusão,realização). Complementando o circuito evolucional surge o arcano SemNúmero, O Louco (nada, vácuo), revelando-se um elo de ligação entre oarcano 21 e o arcano 01 para a formação de uma nova fase de açãoe/ou desejo; este processo simboliza uma ponte entre o fim e o começo,o passado e o futuro, a continuidade da vida. Todos os arcanos maioresse reportam ao eterno ciclo natural da existência: começo-meio-fim...nascimento... começo-meio-fim... nascimento... e assim eternamente navida humana e cósmica. 56 arcanos menores Os arcanos menores são estruturados em quatro séries de 14arcanos (4 x 14), que denominados de naipes de Ouros, Espadas,Copas e Paus, totalizando 56 cartas. Cada série contém quatro arcanosdenominados de "Corte": Pajem, Cavaleiro, Rainha e Rei, e mais dezarcanos numerados de 01 (Ás) ao 10. As quatro séries — Ouros (planomaterial), Espadas (plano mental), Copas (plano sentimental) e Paus(plano transcendental), formam cadeias simbólicas sinalizadoras elineares do Pagem ao Rei, seguida do Às ao 10. Ao contrário dosarcanos maiores, não têm função cíclica, delimitam a trajetória de umdeterminado plano: material, mental, sentimental ou espiritual. Embora acorte e os numerados tenham evolução entre si, cada qual representaum aspecto individual e particular de manifestação da série

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