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  • By Inovação & Marketing www.inovacaomarketing.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 1ConteúdoGoogle Earth facilita descobertas científicas ......................................................................................... 1Recrutar nas redes sociais, a moda está a pegar ..................................................................................... 4Casamento Patrocinado, nova moda? .................................................................................................... 7Riscos e Oportunidades para o Marketing ............................................................................................. 8Hotéis para pecadores .......................................................................................................................... 11O que os portugueses inventam que tem sucesso no estrangeiro ......................................................... 12Exportar para dar a volta à crise........................................................................................................... 15As 20 coisas que passaram de moda esta década ................................................................................. 20As cinco lições de Lady Gaga para um marketing eficaz .................................................................... 21Empresa de calçado criada numa garagem já factura 10 milhões ........................................................ 23Computador portátil indiano custa apenas 27 euros ............................................................................ 24Twitter já tem tweets patrocinados ...................................................................................................... 26CTT recrutam no Facebook ................................................................................................................. 27Descubra as 10 empresas mais valiosas do mundo .............................................................................. 28Apple eleita a mais inovadora do mundo ............................................................................................. 30Os «hotéis» mais estranhos do mundo ................................................................................................. 31Marcas invadem praias à conquista do consumidor em férias ............................................................. 33Portugal cria plataforma para internacionalização de empresas de base tecnológica .......................... 35As melhores empresas exportadoras de Portugal ................................................................................. 41Tecnologias dão mais emprego ............................................................................................................ 43Criada primeira Rede de Economias Criativas .................................................................................... 45Evolução da Distribuição ..................................................................................................................... 46Norte tem de apostar em factores distintivos ....................................................................................... 48Computadores, já não vamos precisar de ratos .................................................................................... 50Redes sociais mais eficazes na divulgação da publicidade .................................................................. 51O que a Nokia está a fazer para não perder a liderança ....................................................................... 52O Segredo está no cheiro ..................................................................................................................... 56Como se preparar para apresentar ideias inovadoras à empresa .......................................................... 57Como começar o seu próprio negócio na Internet ............................................................................... 59Empresas estão a ficar viciadas nas redes sociais ................................................................................ 61Onde estão os apartamentos mais caros do mundo? ............................................................................ 64CiencInvest estimula empreendedorismo de base tecnológica ............................................................ 66Seis dicas de milionários para poupar dinheiro ................................................................................... 68Marketing digital crescerá 90% em três anos no Brasil ....................................................................... 69Marcas portuguesas de calçado diversificam oferta ............................................................................ 71Google, Disney e Apple são as preferidas para trabalhar .................................................................... 73As 11 marcas que mais investem no futebol mundial .......................................................................... 74Sete segredos de inovação de Steve Jobs ............................................................................................. 76Mercado de genéricos vai triplicar até 2015 ........................................................................................ 78Nova fritadeira eléctrica substitui óleo por ar ...................................................................................... 81Nota: O E-Book ―Inovação & Marketing: O Melhor de 2010‖ é constituído pelas publicações do PortalInovação & Marketing que tiveram maior mediatismo no ano de 2010.www.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 2Google Earth facilita descobertas científicas15 de Abril de 2010Uma das mais famosas ferramentas do Google é cada vez mais usada por cientistas.O Australopithecus sediba, um hominídeo com 1,9 milhões de anos, foi revelado pelacomunidade científica na semana passada e marcou um novo passo para um melhorconhecimento da evolução humana. A descoberta, efectuada na África do Sul, foi destacada narevista científica Science, mas demonstrou também o impacto do Google Earth para ainvestigação em diferentes ramos da ciência – algo que não é novidade há vários anos.Como forma de complemento, o YouTube disponibiliza os relatos científicos sobre a descoberta(http://bit.ly/9zFOZw.). A locução é feita por Michael Jones, responsável técnico da Google,acompanhado por texto descritivo.Em Março de 2008, Lee Berger, da Universidade de Witwatersrand (Joanesburgo), começou ausar esta ferramenta da Google – que permite uma visão da Terra a partir de imagens por satélite– para identificar e registar caves e depósitos de fósseis descobertos nas últimas décadas. Nessaaltura, estavam marcados cerca de 150 locais que evoluíram para meia centena, um dos quaiscontinha os fósseis do Australopithecus sediba.Também nesse ano, o geólogo Arthur Hickman usou a aplicação da Google para descobrir umaestrutura circular na Austrália que se revelou ser uma cratera criada por um meteorito,denominada então de cratera Hickman em reconhecimento pelo autor da descoberta.Ainda nesse mesmo ano e país, Chris Simpson usava o Google Earth quando descobriu umabarreira de corais antes desconhecida. Neste caso, Simpson tinha um olho treinado por já antesutilizar outras imagens por satélite e aéreas para estas tarefas.Noutro exemplo, ao usar o Google Earth para determinar zonas com altitude e padrões indicadosà sua pesquisa, investigadores ingleses descobriram dez novas espécies de camaleões eborboletas no Malawi.Também usando as imagens por satélite (e observações de campo num total de 8510 animais em308 locais de pasto), zoólogos da Alemanha e da República Checa tentaram demonstrarmanifestações de magnetismo animal e de ―magnetorrecepção‖, no sentido em que as imagens osmostravam posicionados nos terrenos segundo os pólos magnéticos do planeta, virados de nortepara sul na sua grande maioria – um fenómeno desconhecido dos tratadores.www.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 3Dos animais para os humanos, em 2005 e na cidade italiana de Parma, o informático Luca Moriestranhou a visualização da sua residência no Google Earth, no que veio a revelar-se ser umaantiga villa romana, confirmada por arqueólogos que a dataram com mais de dois séculos.O Google Earth também tem sido eficaz em descobertas como uma plantação de marijuana emThurgau (Suíça), colocada estrategicamente no meio de um campo de cultivo de milho, ou narevelação em 2007 de uma base secreta de submarinos nucleares em Dalian, facto que na alturagerou alguma polémica por se tratar de um segredo do Estado chinês.Fonte: Diário de Notíciaswww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 4Recrutar nas redes sociais, a moda está apegar1 de Julho de 2010Empresas em Portugal como a Sonae, o Ikea ou a Microsoft já aderiram a esta nova forma decontratação de colaboradores. Conheça as vantagens e saiba porque é que deve ter o seucurrículo ‗online‘ sempre actualizado.Não estava nos planos de Andreia Vieira regressar ao Porto nem continuar a trabalhar na área daTelecomunicações, mas um convite irrecusável da Optimus, que surgiu através da Star Tracker,acabou por mudar a sua vida. ―A pessoa que me encontrou na rede, que viria a ser minhadirectora, andava à procura de um candidato exactamente com o meu perfil. Como sempre acheique é importante estarmos receptivos a novas oportunidades, por vezes bem distantes docaminho que traçamos, resolvi responder e ver o resultado‖, diz Andreia Vieira, que actualmentetrabalha como ‗account manager‘ na operadora.Apesar de terem surgido como um meio de comunicação interpessoal, cada vez mais empresastêm vindo a olhar para as redes sociais como uma ferramenta de recrutamento. Daí se explicaque, depois do sucesso do Facebook ter lançado expectativas altas quanto às possibilidadesdestes meios, tenham vindo a surgir redes exclusivamente dedicadas ao recrutamento ecomunicação profissional. LinkedIn, Monster ou mesmo a portuguesa Star Tracker são casos desucesso.Tiago Forjaz, fundador desta última, explica que uma das principais vantagens da fusão entre acomunicação pessoal e a procura de emprego é que ―os nossos amigos podem indicar-nos umnovo emprego ou até referenciar-nos para uma oportunidade. Mas a maior vantagem é aoportunidade encontrar-nos a nós‖, explica.As vantagens são muitas e vão além do investimento reduzido. As redes sociais contêm muitomais informação do que os currículos e, por isso, tornam-se mais ricas enquanto fontes vivas deinvestigação dos talentos que se estão a analisar, como adianta Tiago Forjaz.―As redes são uma forma importante de recolha de informação para além das notas curriculares.Através da Internet é possível saber mais sobre as pessoas e o seu percurso, bem como recolher‗feedback‘ do próprio ou de terceiros‖, concorda Miguel Rangel, director de relaçõesinstitucionais, marca e comunicação da Sonae, uma das empresas que aposta neste sector e queaté já criou a sua própria rede social de recrutamento (Rede Contacto).Também o Ikea utilizou estas novas vertentes da contratação ‗online‘ para colocar novosfuncionários na sua loja de Loures, em Abril passado, o que representou uma ―aposta clara nawww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 5oportunidade, rapidez e amplitude que as novas tecnologias e, em particular as redes sociaisprofissionais, criam‖, afirma Catarina Tendeiro, directora de recursos humanos do Ikea Portugal.―A tecnologia de que dispomos hoje é um facilitador nestes processos, já que nos permite teracesso à informação muito mais rápido e, consequentemente, ter uma maior e melhor capacidadede resposta para as pessoas que nos contactam‖, acrescenta.Aliás, a rapidez, por vezes, surpreende, como aconteceu a André Bergonses: ―Trabalhava naL‘Oréal como gestor de produto, mas não me sentia satisfeito. Estava na altura de mudar. Fiz omeu currículo e nem sequer abri um jornal, comecei logo a pesquisar na Internet. Já estava noStar Tracker e encontrei um anúncio das Páginas Amarelas que me interessou. Respondi e obtiveresposta logo no dia seguinte. Foi o primeiro ponto de contacto e foi muito rápido. Não estava àespera que a resposta chegasse tão rápido‖, afirma. Hoje, André Bergonses continua na empresaque o contratou através desta rede e está a trabalhar em Antuérpia.Mais do que um concorrente, as redes são um complementoEm Portugal, empresas como o Ikea, a Sonae, a Optimus, a Microsoft ou as Páginas Amarelassão exemplos da adesão crescente ao potencial das redes sociais, mas as consultoras do sector dorecrutamento continuam a ser as utilizadoras mais intensivas destes meios. É esse o caso daBoyden. ―As redes sociais são cada vez mais importantes e globais. É uma base de dadosmundial. Um complemento cada vez mais importante, porque cada vez mais pessoas estãoligadas‖, explica Fernando Neves de Almeida. O presidente da empresa de ‗executive search‘lembra, no entanto, que, embora sejam uma boa fonte de recrutamento, ―não são nem nuncaserão a única. Claro que não descuramos essa forma de pesquisa, mas é perigoso quando sepensa que os candidatos se esgotam ali. As redes não servem para avaliar pessoas‖.É uma opinião partilhada por Miguel Rangel, da Sonae. ―As redes sociais têm a vantagem depermitir uma maior interacção entre as empresas e os candidatos, facilitando o processo deselecção. No entanto, devem ser vistas como complementares no processo de recrutamento, jáque ainda há variáveis que apenas o contacto pessoal permite aferir‖, defende.Esta visão traduz a resistência que ainda se vai sentindo a uma aposta mais forte na utilização dasredes sociais. Para além do tabu, por parte dos candidatos, de admitirem que estão à procura deemprego na Internet, ―o principal entrave ainda é a falta de conhecimento e fluência na utilizaçãoda tecnologia e a assiduidade de utilização da Internet por parte da maior parte das pessoas querealmente têm o poder de tomar estas decisões no mundo corporativo‖, salienta Tiago Forjaz.Assim, podemos dizer que as empresas portuguesas já vão utilizando estas novas oportunidadesque surgem com as novas tecnologias, mas ainda pouco. A nossa realidade ainda está aquém doque acontece nos Estados Unidos, ―onde 20% dos empregadores utilizam massivamente as redessociais como fonte de recrutamento‖, revela Tiago Forjaz.www.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 6Recrutados pela rede:Margarida Pedroso, Corretora de seguros Aon, 30 anosMargarida Pedroso foi contactada em Novembro passado no Linkedin, depois de ter sidoindicada por uma pessoa da área de trabalho. Acabou por ser contratada e deu um salto nacarreira. ―Já tinha sido abordada três vezes pela rede por consultoras de recursos humanos, masestava de licença de parto. A Aon contactou-me directamente. Considero o Linkedin muito útilem termos profissionais. A rede acabou por ser um óptimo veículo de comunicação‖, diz acorretora de seguros.André Bergonse, Páginas Amarelas 26 anosAndré Bergonse não estava satisfeito com a sua situação profissional como gestor de produto naL‘Oreal e, no final do ano passado, fez o seu currículo. ―Nem sequer abri um jornal, comeceilogo a pesquisar na Net‖, afirma. Já estava no The Star Tracker e encontrou um anúncio que lheinteressou de emprego das Páginas Amarelas que lhe interessava para mudar de área. ―Respondie obtive resposta logo no dia seguinte. Não estava à espera que a resposta chegasse tão rápido‖,diz.Fonte: Económicowww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 7Casamento Patrocinado, nova moda?27 de Julho de 2010Ideia revolucionária pode lançar a moda. Noiva desempregada recebeu tudo de borla: do vestidoao bolo e à lua-de-mel.A ideia é revolucionária e pode resultar. A filha tinha o sonho de casar com pompa ecircunstância, mas a crise e o desemprego não permitiam desembolsar a choruda quantianecessária. A mãe decidiu não baixar os braços e meteu mãos ao trabalho. O resultado: umcasamento com cerca de cem convidados onde nada faltou e tudo foi oferecido.Gabriela Almeida, a mãe da noiva, enviou mais de dois mil e-mails a empresas propondo umpatrocínio, em produtos das próprias marcas, ao casamento da filha, Sónia. Muitas recusarammas algumas aceitaram o desafio. Sónia recebeu a viagem de lua-de-mel à Madeira (incluindovoos, estadia e carro) o bolo, o vestido de noiva e o fato do noivo, as alianças, as flores, osvinhos, livros, leitões, charutos e até os convites. Tudo num valor aproximado de mais de cincomil euros, segundo disse à Lusa Gabriela Almeida.O casamento realizou-se este sábado na igreja do Cadaval e mostra que os sonhos podem tornar-se realidade com persistência e imaginação.A noiva, Sónia Almeida, de 20 anos, desempregada, considera que a «ideia é fantástica» e nãofica atrapalhada em saber que a maioria das coisas foram oferecidas, reforçando mesmo que«numa altura de crise dá muito jeito».Um centro de estética ofereceu a maquilhagem porque considerou «uma ideia original e jáconhecia a família», sendo uma forma «simples de ajudar o jovem casal», afirmou a esteticistaRaquel Leal.Para as empresas, o casamento, como qualquer evento patrocinado, serviu para darem a conheceros seus produtos às dezenas de convidados.Fonte: Agência Financeirawww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 8Riscos e Oportunidades para o Marketing27 de Agosto de 2010Por Fabrício Saad (estatístico com pós em marketing pela FGV e atualmente cursa MBAExecutivo pela Fundação Dom Cabral)Que fatores são considerados chaves para que as empresas mantenham um sólido relacionamentode longa duração com clientes e stakeholders nos dias de hoje? Como promover uma estratégiade Marketing focada na geração de valor de seus clientes, considerando um mundo cada vezmais competitivo e complexo, um ambiente em que a comunicação rompeu definitivamente abarreira do ―Eu falo e muitos ouvem‖ e evoluiu para o estágio da co-criação, do ―todos ouvem,dão feedbacks e constroem a verdadeira comunicação‖?Um contexto ―apimentado‖ pelas novas tecnologias, entre elas as redes sociais e pela(des)construção de padrões de comportamento promovidas por uma nova geração, ou por quenão dizer por duas novas gerações, denominadas por ―Geração Y‖ e ―Geração Next‖ e,complementando, um mundo que observa um novo comportamento de compra denominado por―neoconsumo‖, dificultando cada vez mais a vida de profissionais de Marketing e executivos emgeral.Nesse cenário, o esforço de Marketing não pode mais ser visto como consequência de produto.Não existe mais espaço também para que as estratégias de Marketing sejam simplesmenteencaradas como estratégias de apoio à vendas. É preciso engajar, conquistar o consumidor, oparceiro e qualquer stakeholder da cadeia. Vender a qualquer preço não pode ser o maisimportante sem se preocupar com a relevância do que está sendo vendido ao cliente e,consequentemente, sem pensar em qual impacto essa ―má venda‖ trará na fidelização destecliente.Cliente insatisfeito com o produto ―empurrado‖ não será alvo fácil de uma estratégia de cross-selling, up-selling, etc… e com certeza causará um impacto negativo na imagem da empresa,entrando ai sim, o papel definitivo das redes sociais. É preciso ser rápido e transparente quandoisso acontece nas redes. Caem no descrédito empresas que tiram do ar os comentários negativospromovidos por consumidores em seus blogs sem se preocupar em dar o minimo de feedback.Existem até (mesmo nos dias de hoje) as empresas que optam por processar clientes que usam arede para critica-las ou a seus produtos, o que acaba por potencializar a crítica, numa estratégiaque me parece equivocada.Também responder a todos os apontamentos negativos com uma frase padrão pode ser até pior eoptar por responder as criticas uma a uma, parece ser inviável. No geral há uma confusão entreser rápido e ser eficiente nas redes: não dá para enviar uma resposta por impulso, para dizerqualquer coisa. Acredito que o mais coerente seja mapear o que está sendo dito de negativo (é owww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 9chamado risco das redes) e criar ferramentas positivas de comunicação, usando a própria redepara gerar um viral e contrapor esses pontos.Pensando nas oportunidades para uma empresa estruturada e que utilize corretamente as mídiassociais, elas são imensas. Por que não utilizar as redes sociais para construir um relacionamentocontínuo com clientes e sua cadeia de steakholders? Para o incremento do brand awareness,testar a adesão a novos produtos e serviços ou para promover geração espontânea de leads e, aísim, a consequente rentabilização do negócio? Importante, sim, um bom planejamento em midiassociais (cada vez mais) para transformar o investimento nesses canais em oportunidades, aoinvés de risco. Aliás, outros dois grandes desafios se apresentam aos profissionais que atuamnessa área: 1. como criar mecanismos eficazes que comprovem a eficiência do investimento nasredes; e 2. como promover o link entre essas redes e as demais estratégias de comunicação dacia, criando uma estratégia multi-canal.Um outro desafio latente e totalmente menosprezado pelas organizações é o potencial enecessidade de engajar seus colaboradores através das redes sociais para que trabalhem pelaimagem positiva da cia. Dados do meio digital apontam que as empresas brasileiras estão entreas mais controladoras do mundo, impedindo seus colaboradores de acessarem canais comotwitter, monitorando ou proibindo o que cada funcionário expressa nas redes, dificultando atémesmo o acesso à plataformas de community marketing proprietárias desenvolvidas pelaorganização para o público externo.Afinal, cases vencedores dos mercados americano e europeu ainda não nos ensinaram que, nosdias de hoje, temos que encarar o ambiente digital como um aliado, como uma oportunidade?Até quando vamos continuar nos enganando, decepcionando nossos colaboradores, perdendo umimportante canal para engajamento e, o pior, perdendo talentos desistimulados por atitudes comoessas? Pensando na geração Y, esse impacto negativo do ―controle voraz‖ é ainda maior. NosEstados Unidos, por exemplo, esse cenário já é mais animador com empresas como Best Buy eStarbucks utilizando plataformas como o twitter ou o facebook para engajar seus colaboradoresno melhor atendimento ao cliente.Dessa forma, temos um complexo mapa ao tratar desse assunto:Midias sociais e redes socias (como um subconjunto da primeira) sendo impactadas diretamentepor fatores como o Neoconsumidor e o surgimento das gerações Y + Next e, secundariamente,pela necessidade de encontrar medidas de mensuração para o investimento nessas redes eformatação de uma estratégia multicanal que link esse mundo com os outros ambientes. Essasmidias e redes sociais, por sua vez, podem ser potencializadas e co-criadas no âmbito externo àsorganizações (via clientes e demais stakeholders) e no âmbito interno (via colaboradores). E tudoisso sempre envolvendo um risco e dezenas de oportunidades existentes que você, ou seusconcorrentes, podem aproveitar.Por fim, fica a reflexão de que vivemos em um mundo de disruptura onde o papel do digitalmarketing e das redes sociais, com um número cada vez maior de usuários, é crescente e a idéiawww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 10do ―nada do que foi será‖ vira verdade cada vez mais ―rapidamente‖. Interessante pensar que há10 anos era praticamente impensável compartilhar a grande quantidade de videos, fotos e dadosque trafegam hoje pela web – videolog era uma utopia.Interessante também ver o poder da internet para promover o bem, a sustentabilidade, o―cyberativismo‖ ou o uso da web para o empreendedorismo digital. Quer melhor canal paraempreender? Vale lembrar o exemplo dos ―garotos‖ do Google e tantos outros. Não podemostambém esquecer o uso da web para promover o ‗mal‘, para atacar moralmente empresas epessoas. Quem não participou (nem que fosse como expectator) do fenômeno ―Cala a bocaGalvão‖ que tomou conta do país durante a Copa 2010, promovido via Twitter? Nesse novomundo, ganha importância cada vez maior temas como gestão de inovação e gestão doconhecimento. Afinal, é muito complexo viver na era dos fractais, da co-criação. A era ondecada vez mais somos um único organismo vivo e interligado. Somos todos um!Fonte: Mundo do Marketingwww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 11Hotéis para pecadores22 de Setembro de 2010Luxúria, Avareza, Ira, Inveja, Preguiça, Gula e Vaidade são os famosos sete pecados capitais dosquais pode agora usufruir em vários hotéis do mundo. Confira as sugestões da Hotels.com.Se o seu pecado preferido é a vaidade, saiba que o Burj al Arab Hotel, no Dubai, é o único hotelcom sete estrelas do mundo. Construído numa ilha artificial, possui um restaurante debaixo deágua e um court de ténis no topo do edifício.A Indonésia foi eleita como o melhor destino para a preguiça: o The Maya Ubud Resor and SpaHotel é um resort no qual pode desfrutar de um banho de flores tropicais com vista para a selva.Se está com inveja, experimente a sensação de ver um aquário com 50,000 espécies de peixes.Isto só é possível no hotel Atlantis Resort, nas Bahamas, nas Bahamas, palco do concurso MissUniverso e onde a beleza (e a inveja) andam de mãos dadas.Do aquário para o prato, a gula serve-se em Madrid, no hotel The Puerta America. O RestauranteLágrimas Negras é dirigido pelo chef Jose Luis Estevan, e oferece cozinha tradicional espanholacom toques modernos e uma enorme selecção de vinhos. O menu de degustação inclui 10 pratos.Continuamos nos prazeres da carne: a luxúria expulsou Adão e Eva do Paraíso e deu nome aohotel Adam and Eve, na Turquia. Faça parte de uma história árabe, rodeado de espelhos e velas.E se o dinheiro é problema, mesmo para quem tem muito, a avareza leva-o ao Venetian ResortHotel and Casino em Las Vegas, no qual pode jogar naquele eu é considerado um dos melhorescasinos do mundo.Se está zangado, saiba que a ira não o leva a lado nenhum. Vá até à ilha da Madeira e relaxe noThe Choupana Hills Resort and Spa; afinal, também se pode pecar em Portugal.Fonte: Agência Financeirawww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 12O que os portugueses inventam que temsucesso no estrangeiro17 de Maio de 2010Apesar de serem elogiados em Portugal e até ganharem prémios nacionais, a verdade é que umagrande parte das nossas criações são co-mercializadas além-fronteiras, onde ganhamprotagonismo e compradores.O Destak foi perceber quais as funcionalidades e a história de invenções que chegam a vendermais de 600 mil unidades, como é o caso das calças Wonder da Salsa, ou que es-tão presentes em32 países com mais de 30 mil produtos comercializados como é o caso do sistema de navegaçãoNDrive Touch.De salientar que estas duas ideias mereceram uma menção honrosa na 2.ª edição do PrémioProduto Inovação COTEC-Unicer, que tem por objectivo incentivar a inovação empresarial nonosso país e cuja 3.ª edição vai decorrer no final do corrente mês de Maio.Apesar de nem todas as criações made in Portugal serem fáceis de descrever ou de ilustrar, oDestak aceitou o desafio e mostra-lhe algumas novidades, como é o caso da contagem inteligenteda iluminação, a secagem por atomização ou a correcção de textos online.————————————————————————-Tecnologia de partículas por secagem por atomizaçãoO desafio começou em 2004 quando um laboratório norte-americano propôs à empresa Hovionefabricar um produto por secagem por atomização (SAtom) que permitisse a realização de novasformas farmacêuticas que antes eram impossíveis.A tecnologia elevou a Hovione à categoria de referência mundial em desenvolvimento deprocessos, engenharia e produção de produtos farmacêuticos por SAtom e venceu mesmo oprémio da 2.ª edição da COTEC. Esta inovação, que consiste num processo físico de secageminstantânea totalmente inovador, é também usada no desenvolvimento dos próprios genéricos daHovione.Comunicar por texto ou voz com a EdgeBoxA empresa Critical Links criou um produto que reúne diversas funcionalidades avançadas decomunicações integradas de voz, dados, fax, e-mail, colaboração e mobilidade. A EdgeBoxwww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 13permite assim poupanças ao nível de energia, espaço, papel e acondicionamento devido à suagestão e operação unificada, simples e intuitiva.A Critical Links é uma empresa que se dedica exclusivamente ao desenvolvimento ecomercialização da solução edgeBOX™ e à sua integração com os mais populares sistemas decomunicação complementares existentes no mercado.NDrive Touch: um sistema de navegação real em 70 paísesCom mapas digitais de grande detalhe, cobertura de 70 países e instruções de navegação passo apasso em desenho vectorial e em voz alta, o Real Navigation oferece ainda fotografia aéreaoblíqua do percurso em cinco perspectivas e orientações complementares, assegurando umrealismo ainda não disponível na restante indústria.O NDrive Touch é um sistema de navegação pessoal, que, graças à funcionalidade RealNavigation – factor diferenciador do seu software -, permite ao utilizador comum umaexperiência avançada de navegação. Actualmente tem 30 mil unidades comercializadas epresença em mais de três dezenas de países.Correctores ortográficos de autoria portuguesaFoi no início desta década que o conceito de uma plataforma de desenvolvimento de tecnologiasde processamento de linguagem natural independente da língua e da aplicação começou a ganharforma na Priberam.Em menos de cinco anos, esta plataforma – apelidada de a Priberam‘s NLP workbench – tornou-se realidade e foi já utilizada, quer pela Priberam quer por outras empresas, para desenvolverprodutos como é o caso dos correctores ortográficos para português (europeu e do Brasil),espanhol, Bokmål (norueguês), checo e polaco.SmartGate faz a contagem inteligente da iluminaçãoO SmartGate foi concebido pela EFACEC Engenharia para ser utilizado em postos detransformação de média tensão ou baixa tensão, com o intuito de supervisionar o estado dopróprio posto de transformação, bem como de recolher dados de contagem provenientes dedispositivos inteligentes de contagem de energia, relativos a troços da rede baixa tensão a jusantedo respectivo posto.Paralelamente, permite controlar a iluminação pública, executando planos previamenteagendados, e efectuar a contagem de energia da iluminação pública. O SmartGate é uma soluçãopioneira, adequada aos desafios globais das Smart Grids, e ainda sem concorrência.Wonder, as calças que dão elegância à sua silhuetawww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 14A Wonder é um produto da Salsa criado pela empresa portuguesa Irmãos Vila Nova que reúnetécnicas inovadoras e exclusivas ao nível do design, moldagem e confecção. Desde que saiu parao mercado, o modelo já vendeu mais de 600 mil unidades e transformou a Salsa numa das maisconhecidas marcas de jeanwear do Mundo.Este modelo é uma autêntica operação de cosmética corporal, mas ao natural, que torna asilhueta feminina um verdadeiro exemplo de elegância. Os materiais escolhidos para a suaprodução acrescentam um toque de conforto particular.————————————————————————InovaçãoPortugal foi o País europeu que mais progrediu no indicador relativo à despesa das empresas eminvestigação e desenvolvimento (I&D), segundo o último relatório do Instituto Nacional daPropriedade Industrial. O nosso país ocupa assim o 16.º lugar, à frente de países como a Noruegae a Espanha, «fazendo parte do grupo de países moderadamente inovadores».Fonte: Destakwww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 15Exportar para dar a volta à crise15 de Junho de 2010Veja quais são os principais sectores exportadores e o valor económico de cada um deles. É comuma maior aposta nestes sectores que Portugal poderá sair mais facilmente da difícil situaçãoeconómica em que se encontra.TurismoÉ um dos sectores mais promissores ao nível das exportações, e onde Portugal apresenta francasvantagens competitivas, a começar pelo clima, diversidade do território e índices de segurança.Na balança das exportações representa um caso atípico, uma vez que as receitas externas sãoaqui geradas ―dentro da própria casa‖. Com um peso avaliado em cerca de 11% do ProdutoInterno Bruto (PIB), o turismo já tem vindo a ser considerado por sucessivos Governos como ―omotor‖ da economia nacional.O turismo em Portugal teve um pico em 2007, ano em que as receitas externas geradas cresceram11%, atingindo o valor mais alto de sempre: 7,4 mil milhões de euros, seis vezes mais que asexportações da Autoeuropa, 45,5% do total das exportações de serviços, e permitindo cobrir 43%do défice da balança comercial do país. Mas depois entrou numa trajectória de não-crescimento,sendo um sector extremamente volátil e que sofre directamente na pele os efeitos de factoresexternos e tão imprevisíveis como epidemias, crises, ataques terroristas ou catástrofes naturais.No ano passado, a fobia de viajar gerada pela gripe A veio agravar as quebras já evidenciadaspela crise financeira global, que atingiu em cheio o principal mercado turístico de Portugal, oReino Unido – que se ressentiu ainda da desvalorização da libra face ao euro. As receitasturísticas do país com peso nas exportações, geradas por estrangeiros, caíram 6,7% em 2009,para 6,9 mil milhões de euros.Os dados de 2010 parecem ser um pouco mais animadores. Segundo o Banco de Portugal, asreceitas turísticas cresceram 6,3% no primeiro trimestre, atingindo 1,2 mil milhões de euros, e asubida foi particularmente expressiva em Março (12%), este ano o mês em que se celebrou aPáscoa. Mas desde então, não há ainda dados consolidados. E em Abril veio um novo sinalvermelho, com a nuvem de cinzas do vulcão islandês que obrigou ao encerramento aéreoeuropeu, tendo Portugal comunicado à Comissão Europeia que os prejuízos causados no paísforam da ordem dos 35 a 40 milhões de euros.EnergiaOs refinados de petróleo continuam a ser uma das principais exportações portuguesas. Sem tergarantias sobre o comportamento dos mercados até ao fim do ano, a Galp admite que aswww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 16perspectivas existentes são positivas porque no primeiro trimestre de 2010 as exportações maisdo que triplicaram em relação ao primeiro trimestre de 2009.Em 2009, as exportações da Galp ascenderam a 2,4 milhões de toneladas – menos 3% que em2008 -, sendo a gasolina o produto mais exportado, com 34% deste total. O fuelóleo portuguêstambém tem tido bastante procura e no ano passado representou 27% das exportações da Galp.Entre as emportações de refinados ainda figura o gasóleo (5% do total). A empresa de energiatambém exportou gás GPL (2% do total). Na lista dos produtos exportados pela Galp em 2009,ainda contam as naftas (14% do total) e diversos produtos químicos (12%), bem comolubrificantes (4%) e betumes (2%).Os EUA lideraram os mercados de exportações, onde a Galp colocou 18% dos 2,4 milhões detoneladas de produtos vendidos ao exterior. Seguiu-se o México (13%), a Grã-Bretanha (12%), aHolanda (11%), Grécia (8%), Gibraltar (7%) e a Suiça (com 6%). Apesar da queda global de 3%no volume exportado no ano passado, as vendas de gasolinas aumentaram 9% em 2009.Por valores, as exportações de 2009 ascenderam a €1200 milhões, o que corresponde a umaredução de €300 milhões relativamente ao valores exportados em 2008, segundo refere a Galp.A explicação dada para a redução dos volumes exportados em 2009, comparativamente a 2008,relaciona-se com o facto da refinaria de Sines ter parado durante um mês e meio no primeirotrimestre de 2009. Pela mesma razão, as exportações no primeiro trimestre deste ano, triplicaramem relação ao período homólogo de 2009.Atendendo às obras que a REN – Redes Energéticas Nacionais têm em curso no terminal de GásNatural Liquefeito de Sines (GNL), que aumentam a capacidade de abastecimento de GNL pornavio, esta empresa admite que, a partir de 2012, Portugal também terá capacidade excedentáriade GNL, podendo vender este combustível a Espanha. Mas isso dependerá dos operadores demercado que compram GNL – a Galp e a EDP – e da respectiva estratégia comercial que possamvir a ter para o mercado espanhol.No domínio da electricidade, nos primeiros cinco meses do anos Portugal aumentou asexportações para Espanha em 222,8% [TXT](vendemos 982 gigawatts/hora), enquanto que asimportações se cifraram nos 946 Gw/h (uma quebra de 61,1% nas importações). Um saldoclaramente positivo para Portugal, ao que não terá sido alheio o bom ano de chuva e de ventoque estamos a ter, com a produção de energia hídrica e eólica a aumentar consideravelmente.Ainda no domínio das renováveis, Portugal também já está a exportar, tanto tecnologia, paravários países da Europa, África e Médio Oriente, como máquinas, nomeadamente torres eólicas.CalçadoA radiografia da indústria têxtil e do vestuário mostra uma quebra de 20% nas exportações desde2001, a reflectir a abertura gradual do mercado aos produtos asiáticos, a saída do investimentoestrangeiro e a deslocalização de encomendas. Mantém, no entanto, uma balança comercialwww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 17positiva e exporta 2/3 da sua produção, contribuindo com 11% (€3,5 mil milhões) para o totaldas exportações nacionais. A flexibilidade e capacidade de adaptação são trunfos deste sector, ainvestir na especialização, têxteis técnicos, marcas próprias e distribuição. O baixo nível dequalificação da mão-de-obra e da gestão será uma das suas principais debilidades.O diagnóstico para a indústria do calçado é idêntico, mas o sector tem resistido um pouco melhorà queda das exportações e continua a apresentar-se como ―a mais internacional das indústriasportuguesas‖, com as vendas para 132 países a somarem €1,2 mil milhões, ou 93% da suaprodução, enquanto as importações ficam nos €420 milhões. A aposta na valorização do produtoe marcas próprias permitiu aumentar o preço médio do par de sapato para os €20.FlorestaA seguir ao turismo é provavelmente o sector que mais contribui para o PIB e o que mais postosde trabalho pode vir a criar num futuro próximo. No total o sector florestal (que inclui a pasta depapel, a transformação de pasta em papel, a biomassa, a madeira para mobiliário, as resinas,entre outros), gera cerca de €9 mil milhões. Só no ano passado, o sector da pasta e do papel,registou investimentos de €2 mil milhões, claramente em contraciclo com o resto da Europa,onde só se falava em falências, encerramentos e despedimentos. A Portucel, em Setúbal, instalouaquela que agora é considerada a maior máquina de papel do mundo (ver foto ao lado) e já está acolher os frutos desse investimento, com as exportações a aumentarem. Aliás, Portugal continuaa liderar no papel praemium, a nível mundial. Se o cadastro territorial do país estivessedevidamente actualizado o sector da floresta poderia duplicar de valor, segundo algunsespecialistas. Porquê? porque passaria a ser possível plantar mais em zonas cujos donosactualmente são desconhecidos.A fileira da madeira e mobiliário também apresenta uma balança comercial positiva em €250milhões e tem uma quota de 10% (dois mil milhões de euros) nas exportações nacionais. Aaposta das empresas na inovação, qualificação dos recursos humanos, partilha de canais dedistribuição e abertura de novos mercados tem permitido aumentar as vendas no exterior. Paramanter essa tendência, o sector precisa de ganhos de produtividade e de ultrapassar algumasdebilidades ao nível do marketing, do investimento em I&D.ConstruçãoA carteira de encomendas das três maiores construtoras (Mota-Engil, Teixeira Duarte e Soares daCosta) é de ¤7,5 mil milhões. Quase 60% desse valor resulta de obras no exterior. Este factoilustra a nova realidade da engenharia portuguesa. A redução drástica da actividade no mercadodoméstico conduziu à exportação de capacidade e tecnologia para manter facturação, margens esalvar o emprego. Em 2009, a produção em Portugal caiu 10%, para €17,7 milhões.No exterior, terá crescido ligeiramente para €3,5 milhões. A ofensiva em Angola, com centenasde empresas e até subempreiteiros a operar, explica que as construtoras portuguesas representemwww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 1815% do mercado africano, Este desempenho não se reflecte na balança comercial, mas consagrao esforço de uma indústria que não precisa de feiras de moda nem de promoções para se imporno estrangeiro. O negócio internacional representa o triplo das exportações de calçado e 10 vezesas de vinho do Porto.A cruzada internacional combina a investida em mercados emergentes onde há défice deengenharia, com adjudicações em países exigentes e sofisticados, como a Irlanda, Israel ouEstados Unidos. Só a Mota-Engil produziu em 2009 €800 milhões, com mais de 300 obras em 20países.Industria farmacêuticaA indústria farmacêutica é, sem dúvida, um dos sectores que podem ajudar o país a cresceratravés das exportações. Segundo a Associação Portuguesa da Industria Farmacêutica(Apifarma), o valor das exportações de matérias-primas e de produtos farmacêuticos ascendeu a447 milhões de euros no ano passado, mais 9% face a 2008 e mais 45% do que há cinco anos.―Existe claramente uma orientação da indústria de base nacional para a exportação, bem comopara a participação em parcerias a nível local de diferentes países‖, foca a Apifarma.O PharmaPortugal, uma parceria público-privada que envolve a Apifarma destinada a estimular ainternacionalização e a exportação por parte dos laboratórios portugueses, deu um forteempurrão. Existem, em Portugal, 25 empresas que produzem medicamentos (19 nacionais e 6multinacionais) e destas 15 fizeram parte desta iniciativa. Na Europa, os principais países paraonde vendemos são a Alemanha, Reino Unido, França, Espanha, Bélgica, Dinamarca e Suíça, naEuropa. Mas também estamos noutros mercados os EUA, países do Magreb, Médio Oriente,Venezuela, Brasil, Rússia África do Sul, Moçambique, Angola, Cabo Verde, São Tomé ePríncipe, Austrália, Japão, Canadá, México e Macau.Bens de equipamentoPortugal conseguiu criar nas últimas décadas um sector industrial de máquinas e aparelhos que,segundo a classificação do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) é, actualmente, o que temmaior peso relativo nas exportações. Nos primeiros três meses de 2010 vendemos ¤993 milhõesem maquinaria, menos 6% do que em igual periodo do ano passado. Uma quebra que se ficou adever à débil conjuntura económica dos principais mercados. É o caso, por exemplo, dosubsector dos moldes que exporta 95% da produção e que sofreu com o adiamento deinvestimentos dos clientes tradicionais (indústria automóvel). O crescimento no futuro passa pelaconquista de novos mercados em países emergentes.MinériosPara além das minas da Panasqueira (volfrâmio), da Somincor (sobretudo cobre) e de Aljustrel(onde se pode vir a extrair zinco), há ainda um projecto de mina a céu aberto, na Guarda, de ondewww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 19se está a extrair lítio. Este mineral, até agora utilizado principalmente na indústria cerâmica,tanto no mercado doméstico como para exportação, vai passar a ter em breve uma novautilização: construção de baterias de iões de lítio para carros eléctricos.Alguns analistas já rebaptizaram o lítio de ―petróleo português‖, precisamente devido aopotencial de procura que irá ter ao longo dos próximos anos, visto que todas as grandesconstrutoras automóveis estão a apostar nos carros eléctricos. E Portugal é já o 5º produtormundial de lítio, mas tem reservas para 70 anos. Estamos perante um sector (extractivo) em quetudo o que se produz é para exportar. Todos os analistas contactados pelo Expresso sobre aevolução previsível deste segmento são unânimes: ―só pode evolui num sentido, o crecimento‖.TransportesSegundo o INE, entre Janeiro e Março de 2010, as exportações de automóveis para transporte depassageiros aumentaram 17,6%. Para dar resposta à procura na Europa, nos primeiros meses de2010, todos os fabricantes de automóveis aumentaram a produção. Entre Janeiro e Abril, aprodução de veículos aumentou 25,3%, tendo sido produzidos 51.127 unidades nas cincofábricas nacionais – VW Autoeuropa, PSA Peugeot-Citroën, Mitsubishi Fuso Truck Europe,Toyota Caetano Portugal e V. N. Automóveis. Segundo a ACAP (Associação Automóvel dePortugal), ―a produção de automóveis ligeiros de passageiros registou um aumento de 15,5%, ade comerciais ligeiros de 58,6% e a de veículos pesados de 88,3%‖. Só a VW Autoeuropa, amaior fábrica portuguesa, tem como objectivo aumentar a produção em cerca de 20% este ano eultrapassar os 100 mil carros. Até Abril já saíram das linhas de montagem da fábrica de Palmela31.747 carros, o que representa um aumento de 17,8% face a idêntico período de 2009.TecnologiasSe há sector onde o país fez assinaláveis progressos, foi no das tecnologias de informação. Em2009, pelo terceiro ano consecutivo, a balança tecnológica foi positiva (€¤85 milhões). E existeuma mão cheia de empresas de base tecnológica em crescimento acelerado que dão cartas a nívelinternacional em alguns nichos. Mas ainda falta lhes volume para fazer mexer o ponteiro dasexportações. Também há muito por fazer ao nível da venda no exterior das capacidades do paísem prestar serviços de outsourcing de processos de negócio (BPO), actividade que, segundo aAssociação Portugal Outsourcing, poderá criar 12 mil novos postos de trabalho e alcançar maisde €1300 milhões de exportações em 2015.Fonte: Expressowww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 20As 20 coisas que passaram de moda estadécada26 de Dezembro de 2010A primeira década do novo milénio foi marcada pelo advento das novas tecnologias. A criaçãode novos aparelhos e gadgets que, de tecnologia de ponta, passaram rapidamente a obsoletos paralogo serem substituídos – e assim sucessivamente – foi deixando para trás alguma tecnologia ehábitos dela dependentes.Desde o ano 2000, foram apresentados os telemóveis 3G, redes sociais e websites demicroblogging, smartphones, o sistema operativo android, consolas com detectores demovimentos, aplicações para telemóveis, tablets, entre outros, o que resultou numdesaparecimento do mercado do que lhe antecedeu.Uma lista publicada recentemente pelo jornal «HuffingtonPost» destaca 20 desses elementos quese foram tornando obsoletas ao longo dos últimos dez anos, entre as quais se encontram desde o«fax» ao acto de telefonar.A lista do jornal é encabeçada pelas cassetes VHS que, refere, depois da invenção do DVDapenas em 1995, viriam a ser removidas do mercado por completo no ano 2000. Pelo mesmocaminho parecem ir as agências de viagens, que foram substituídas pelos sites de busca de voos(Skyscanner) ou de marcação de hotéis (Booking.com) ou, ainda os híbridos (Lastminute).O terceiro lugar é ocupado por aquilo que o jornal chama de «separação entre vida pessoal e otrabalho» que parece ter desaparecido, uma vez que, graças à internet, já não é preciso estar nolocal de trabalho para trabalhar.O «esquecimento» foi também eliminado pela Internet que regista toda a história, tal como aslivrarias abandonadas em favor da Amazon. Já os relógios, antigos símbolos de ostentação eabundância, foram agora substituídos por computadores portáteis e telemóveis topo de gama.A lista seleccionou ainda o sexo por telefone de números pagos, os mapas, jornais declassificados, as páginas amarelas e enciclopédias são outros elementos comuns que foramsubstituídos de maneira gradual por serviços, na sua maioria, gratuitos em rede.Por sua vez, «telefonar» também recebeu um lugar na lista de obsoletos, substituído pelo enviode SMS, tal como os fios dos telefones e dos modems também foram substituídos pelo«wireless» (sem fios).Fonte: Tvi 24 Horaswww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 21As cinco lições de Lady Gaga para ummarketing eficaz9 de Agosto de 2010A excêntrica cantora já conseguiu aquilo que muitas marcas desejam: mil milhões de visitas noYouTube.Pode parecer brincadeira, mas não é. Há lições de marketing que qualquer marca pode retirar dofenómeno Lady Gaga. Afinal, a cantora de visual e performances provocadoras é a primeiraartista a alcançar mil milhões de visitas nos seus vídeos no YouTube. Um trunfo que conseguiu,porque todos os seus ‗vídeoclips‘ são pensados em função da dinâmica do YouTube.De acordo com a Newcast, a responsável pelos conteúdos de marca e entretenimento da Vivaki(do grupo Publicis), as marcas podem aprender com Lady Gaga cinco lições para melhorarem avisibilidade e comunicação com os consumidores.1. Contar uma história consistente e ter visãoO primeiro passo é saber o que se quer e onde deve estar a marca. Ou seja, há que definir umavisão para o futuro, a qual deve depois ser partilhada por toda a equipa, que a deve conhecer atéao mínimo pormenor, e apoiar.2. Envolver os fãs numa conversaProvocar, ouvir e reagir são as palavras-chave para garantir o envolvimento. É quase certo que aspessoas vão gostar de participar se o conteúdo for de qualidade.3. Ligar o conteúdoEstabeleça relações com marcas e fornecedores de conteúdos que complementem o seu perfil. Asua personalidade deve ser multifacetada e dar gosto de descobrir e desenvolver.4. Pescar onde estão os peixesOs conteúdos gratuitos devem ser virais. Deixe que os utilizadores entrem, renovem, comentem epartilhem o conteúdo onde quiserem. À primeira vista, isto parece algo do senso comum, masnão é. No início do ano, a editora Emi proibiu os fãs da Ok Go de colocar os ‗videoclips‘ dabanda em blogues ou em ‗sites‘ pessoais. Com isso, os filmes do grupo ficaram limitados aoYouTube, perdendo a oportunidade de alcançar maior visibilidade.5. Reinventar o negócioCrie relações e parcerias com outras empresas e marcas desde que façam sentido para o seupúblico-alvo no longo prazo. Foi o que fez Lady Gaga quando expandiu a sua marca com owww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 22patrocínio dos ‗batons‘ M-A-C e dos ‗headphones‘ Heartbeats, e depois assumindo-se comodirectora criativa da Polaroid. Tudo isso ao mesmo tempo que mantinha os fãs e a visibilidade.Além disso, usou a sua loja ‗online‘ com um filtro de doações para o Haiti, que promoveu viaTwitter.Fonte: Económicowww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 23Empresa de calçado criada numa garagem jáfactura 10 milhões13 de Julho de 2010Nasceu «numa pequenina garagem em Oliveira de Azeméis com menos de 100 metrosquadrados». Este ano espera facturar «entre os 11 e 12 milhões de euros».Criado há 23 anos numa pequena garagem em Oliveira de Azeméis, o grupo de calçado Cataláfatura hoje mais de 10 milhões de euros e, alheio à crise económica, acaba de adquirir umaempresa falida e planeia contratações.Em entrevista à Lusa, o administrador Carlos Queirós diz que o segredo é a pró-actividade:«Temos sempre agido pró-activamente, não só em métodos de trabalho e em programações, mastambém na estratégia de negócio».Assim, e apesar da difícil conjuntura económica «nacional, europeia e mundial», o crescimento«contínuo e exponencial» das vendas nos últimos anos levou a Catalá a adquirir, em processo deinsolvência, a fábrica de calçado «Outras Matérias», de Castelo de Paiva, agora designada «OQ».Além de reintegrar os mais de 50 ex-trabalhadores daquela empresa, Carlos Queirós já admitiumais alguns e ainda planeia novas contratações.Com a aquisição da «OQ», o grupo Catalá duplicou a capacidade diária de produção directa de800 para 1.600 pares, diminuindo a dependência face à subcontratação de 78 para cerca de 50por cento.Vinte e três anos após ter nascido «numa pequenina garagem em Oliveira de Azeméis commenos de 100 metros quadrados», a Catalá prevê faturar este ano «entre os 11 e 12 milhões deeuros», mais 42 por cento do que 2009, e assegura já 170 empregos directos e mais 200 emregime de subcontrato.Fonte: Agência Financeirawww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 24Computador portátil indiano custa apenas 27euros26 de Julho de 2010Só custa 35 dólares, pouco mais de 27 euros. Pretende ser um computador para estudantes comum preço acessível a todos e pode chegar ao mercado já em 2011 – se o Governo indianoencontrar um parceiro disposto a fabricar e a comercializar o computador portátil que parece umiPad mas custa menos de um quarto do que o badalado touchscreen da Apple. O projecto foiapresentado esta semana pelo ministro do Desenvolvimento e Recursos Humanos da Índia, ShriKapil Sibal.―Esta é a nossa resposta ao computador de 100 dólares do MIT [Instituto de Tecnologia doMassachusetts]―, disse o ministro, citado pela AP. Na verdade, o projecto sem fins lucrativosOne Laptop per Child ainda não conseguiu descer abaixo dos 200 dólares por computador – e aÍndia vai bem lançada nos projectos de tecnologia barata para as massas.Este computador, que se destina especialmente a estudantes, é apenas o mais recente de umaonda de projectos cujo denominador comum é ser ―o mais barato do mundo‖. O mais conhecidoserá o carro compacto Nano, vendido por 100 mil rupias (1653 euros), mas há também aoperação ao coração de 2000 dólares (1550 euros), por exemplo, diz a AP.O computador, um dispositivo com ecrã táctil, tem o Linux como sistema operativo e capacidadepara realizar videoconferências. Não tem disco rígido: usa cartões de memória, como ostelemóveis. Por ter um formato tablet tem custos de hardware reduzidos e usa software decódigo-fonte aberto para ser barato.Foi desenvolvido em institutos universitários indianos, por professores e estudantes, com oobjectivo de custar mais ou menos o mesmo que os telemóveis mais baratos.―Conseguimos o objectivo e agora estamos prontos para conquistar o mercado‖, disse MamtaVarma, porta-voz do Ministério do Desenvolvimento dos Recursos Humanos. Numa primeirafase, o Governo queria produzir um milhão destes computadores, para estudantes universitários,e depois passar para os das escolas primárias e secundárias. Para isso, no entanto, precisa deencontrar parceiros na indústria. Várias empresas estão neste momento em conversações,assegurou o ministro Shri Kapil Siba, incluindo uma de Taiwan.O objectivo futuro passa por baixar ainda mais o preço. Sibal pretende que nos próximos temposo computador venha a custar 20 dólares e que, a longo prazo, esse preço se fixe nos dez dólares.www.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 25A Índia gasta cerca de três por cento do seu orçamento com a educação escolar e, nos últimosanos, tem feito esforços para aumentar a taxa de alfabetização. Segundo dados da UNICEF, 66por cento da população consegue ler e escrever.Fonte: Públicowww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 26Twitter já tem tweets patrocinados23 de Junho de 2010O Twitter já colocou em linha o seu primeiro tweet patrocinado. A ideia é divulgar informaçõessobre produtos e serviços aos utilizadores da rede social. Coube à Disney/Pixar inaugurar ocampo publicitário das mensagens de 140 caracteres. O «produto» escolhido foi o novo filmeToy Store 3.O filme estreou nos EUA e no Brasil na passada quinta-feira. A plataforma de Promoted Tweetsfoi anunciada em Abril pelo Twitter, durante a AdAge Digital, em Nova York, de acordo com a«Terra Brasil».Os anúncios do Toy Story 3 estão a ser divulgados como prometido: aparecem nos resultados dasbuscas efectuadas no Twitter.com. Mas, claro, com a indicação de que são mensagenspatrocinadas.Os anúncios surgem na zona dos Trending Topics da página principal do Twitter, perfeitamenteidentificados como tweets patrocinados.«Existe uma grande diferença entre um tweet patrocinado e um convencional. A publicidadedeve atingir um maior nível, deve ecoar entre os usuários. Isso significa que se os usuários nãointeragem com um tweet promovido, ele poderá desaparecer», explicou um dos fundadores domicroblog, Biz Stone.Fonte: Agência Financeirawww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 27CTT recrutam no Facebook30 de Setembro de 2010Os CTT – Correios de Portugal iniciaram, na semana passada, o recrutamento via redes sociaisnuma página criada para o efeito no Facebook, o que traduz a eficácia desta rede na ―atracção ecaptação de um elevado número de candidatos, num curto espaço de tempo, mesmo quedispersos territorialmente‖.Esta página, que funciona como ―Bolsa de Emprego dos CTT‖, permite, entre outras coisas, oenvio de candidaturas, o preenchimento de fichas de inscrição e a partilha de informação.Em comunicado a empresa informa que ―a primeira oportunidade de emprego foi já publicada epretende identificar carteiros em todo o território nacional‖ e que a ―Bolsa de Emprego dosCTT‖ no Facebook ―está aberta a candidaturas espontâneas e, sempre que necessário, divulgaránovas oportunidades de emprego para o grupo CTT‖.Ainda segundo o comunicado, os CTT esperam complementar/diversificar os actuais canais derecrutamento ―de forma a alargar o seu universo de selecção, minorando as actuais dificuldadesde atracção e captação de candidatos, em algumas zonas do País, designadamente no Interior‖.O grupo CTT emprega cerca de 15 mil trabalhadores.Fonte: Oje – o Jornal Económicowww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 28Descubra as 10 empresas mais valiosas domundo18 de Junho de 2010Cinco das cotadas com maior dimensão do mundo têm uma capitalização bolsista superior aoPIB português.São os ‗pesos-pesados‘ das bolsas mundiais e é difícil até para empresas europeias entrarem nolote das cotadas com maior capitalização bolsista do mundo. Da lista fazem parte seis empresasnorte-americanas, três chinesas e uma suíça. Cinco destas entidades têm um valor de mercadosuperior ao PIB português.A luta pelo título de empresa mais valiosa do mundo é acesa. As petrolíferas Exxon Mobil e aPetroChina têm alternado este ano na liderança. No final de Abril, a lista da Forbes eraencabeçada pela empresa chinesa. No entanto, aos valores actuais a Exxon bate a PetroChina por11 mil milhões de euros, segundo cálculos do Económico baseados em dados da Bloomberg.Mas a estrela em maior ascenção é a Apple. A tecnológica liderada por Steve Jobs ultrapassousete empresas nos últimos meses, entre as quais a rival Microsoft. A fabricante do iPad é já aterceira cotada com maior capitalização bolsista do mundo: 191 mil milhões de euros.Outro dos destaques na lista das empresas mais valiosas do mundo é o sector financeiro chinês.A crise levou os bancos ocidentais a verem o seu músculo financeiro a ficar mais flácido enenhum deles consegue entrar no lote das empresas mais valiosas. Já a China consegue colocardois bancos: o Industrial and Commercial Bank e o China Construction Bank.Tirando os bancos chineses, só Warren Buffett conseguiu colocar uma instituição financeira nalista, com a Berkshire Hathaway a ser a oitava cotada mais valiosa do mundo.A Nestlé é a única empresa europeia a integrar a lista. A cotada vale 141 mil milhões de euros econseguiu subir cinco lugares desde que a Forbes divulgou a sua lista no final do mês de Abril.www.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 29No seu conjunto, as dez cotadas mais valiosas do mundo valem 1,76 biliões de euros. Valor (em mil milhões de Desempenho em 2010Empresa País euros) (%)ExxonMobil EUA 236 -8,74PetroChina China 225 -23Apple EUA 191 23Microsoft EUA 185 -13Industrial and Commercial Bank of China 175 -10ChinaWal-Mart EUA 155 -3,67China Construction Bank China 153 -5,55Berkshire Hathaway EUA 151 16Procter & Gamble EUA 144 1,50Nestlé Suíça 141 7Fonte: Económicowww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 30Apple eleita a mais inovadora do mundo19 de Abril de 2010A Apple é a empresa mais inovadora do mundo para as revistas BusinessWeek e Fortune, dosEstados Unidos.Ambas as publicações apresentaram nesta sexta-feira seus rankings anuais de empresas, queapontam a companhia de Steve Jobs na liderança das inovações. No caso BussinessWeek, aApple foi escolhida pelo quinto ano consecutivo. Apenas em 2005, primeiro ano do ranking, aempresa não foi a vencedora.Numa entrevista em vídeo, James Andrew, executivo-chefe de inovação global do BostonConsulting Group, responsável pelo levantamento para a BusinessWeek, disse que a cada ano aApple tem sido uma escolha fácil enquanto o Google permanece como um forte segundocolocado. Ao ser perguntado sobre qual companhia é capaz de substituí-la como a maisinovadora nos próximos cinco anos, sua resposta foi sucinta: ―Nenhuma‖.No ranking das 500 principais empresas do mundo da Fortune, a Apple está na colocaçãonúmero 56, tendo subido 15 em relação à mesma lista em 2009. Em outro ranking, dascompanhias de computação e escritório, a empresa é a terceira colocada, atrás da Hewlett-Packard e da Dell. Mas, nota a revista, seu faturamento e lucro cresceram em 2009 nacomparação com 2008.―Inovação não é simplesmente fazer algo novo‖, diz o site Mashable a respeito da escolha. ―Oque faz uma companhia como a Apple (e o Google) inovadora não é criar algo completamentenovo a cada vez, mas ser capaz de repetir designs, dispostivos e funcionalidade que fazemprodutos serem populares com consumidores e bem sucedidos financeiramente‖. É o caso doiPad, que aproveita algumas funcionalidades do iPhone, que por sua vez foi sucessor do iPodcomo principal produto da companhia.Fonte: Terrawww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 31Os «hotéis» mais estranhos do mundo6 de Setembro de 2010Dormir numa rede de pano ou numa espécie de nave espacial são algumas das experiências deque pode desfrutar por esse mundo fora.Se ainda não foi de férias e está a pensar nisso, que tal optar por uma experiência diferente? Há«hotéis» espalhados um pouco por todo o mundo que são estranhos, é certo, mas podemproporcionar-lhe umas férias fantásticas. Acampamentos, neve, experiências excêntricas comextra-terrestres ou crânios à mistura e quartos onde as camas são redes de pano constituem assenhas de entrada para estes refúgios da natureza.Spiritualist Camp, Cassadaga, FloridaO Cassadaga Spiritualist Camp é uma pequena comunidade centenária muito zen. As casas decampo são na sua maioria ocupadas por pessoas muito espirituais e que podem adivinhar-lhe avida. O hotel também recebe viagens de negócios. Mas há quem diga que é um localassombrado.Dombai, Karachaevo-Cherkessia, RússiaGosta de neve mas não perde nada que tenha a ver com extra-terrestres? Uma estadia no hotelTarelka é, no mínimo, uma experiência do outro mundo. Aninhado entre as montanhas doCáucaso, o Tarelka está localizado a uma altura de cerca de 7.900 pés e pouco acima da aldeia deDombai. Esqui, escalada, caminhadas e passeios turísticos são actividades a não perder.Liberec, República ChecaA 3.280 pés da antiga capital Sudetan de Liberec este é um local que emergiu no final dos anos60, com um design irreverente, a lembrar uma nave espacial, este espaço funcionasimultaneamente como uma torre de televisão e um hotel.Rialto, CalifórniaUmas férias para quem quer descanso a sério e com uma pitada de irreverência: vale a penapassar um fim-de-semana nesta que é a mais ocidental das Aldeias Wigwam. Limpa econfortável, até tem acesso à Internet sem fios. Os fãs do McDonald¿s não podem perder a lojado museu onde os irmãos McDonald deram início a um fenómeno mundial.www.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 32Puerto Viejo, Costa RicaJá pensou passar férias a dormir numa rede, desprovido do conforto da sua cama? Não se assuste,porque pode bem ser uma experiência a repetir. Pelo menos no Rocking J, na Costa Rica, umhotel localizado no Caribe Afro Rasta, na cidade de Puerto Viejo. Por 5 dólares, pode usufruir darede resistente, de um lençol e de um armário. Perfeito para uma sesta depois de um dia a surfar.Fall River, MassachusettsRéplicas de crânios ou o que restou deles são exibidos no armário de sala de jantar da velha casade Lizzie Borden, em Massachusetts. Uma lenda urbana, que surgiu na sequência do duplohomicídio à machadada do seu pai e da sua madrasta em Agosto de 1892, tendo Lizzie sidojulgada pelos assassinatos. Uma tragédia que pode ser conhecida de perto pelos turistas maiscuriosos. Parece que o «quarto da morte» é o mais procurado: um leilão feito no Ebay para anoite do aniversário do homicídio chegou a render mil dólares¿ com pequeno-almoço incluído.Cordemais, FrançaPassar a noite nas margens do rio Loire, numa casa com um quarto que contém toda a fantasiaidílica da paisagem francesa, constitui uma experiência obrigatória para os mais românticos. Umretiro privado, onde se podem ouvir os pássaros e ver nascer o sol, este santuário surrealchamado Villa Cheminée, oferece a melhor vista de um dos mais ricos estuários da Europa.Baza, EspanhaBaza prima pelas antigas cavernas a nordeste da província espanhola de Granada, na Andaluzia.Nalguns destes recantos ainda vivem famílias, mas muitos deles servem agora como retirossazonais. A cultura muçulmana medieval é uma das atracções deste local e uma das cavernas foiconvertida em piscinas subterrâneas de água quente e fria, tratamentos de spa e massagens.Ilha de Chiloé, no ChileParecem autênticas casas de fósforos. Na ilha de Chiloé, cidade de Castro, o hostal Palafitadestaca-se pela preservação da autenticidade daquele local. Um nascer do sol e uma vista para omar de fazerem perder o fôlego completam a lista de motivos para arriscar dormir nestascasinhas que mais parecem de brincar.Fonte: Agência Financeirawww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 33Marcas invadem praias à conquista doconsumidor em férias26 de Julho de 2010Da distribuição de produtos aos passeios de catamarã, as marcas não se poupam a esforços paracaptar o consumidor nos momentos em que está disposto a receber mensagens publicitárias.Quem é que nunca esteve estendido ao sol, na praia, cheio de vontade de beber algo fresco massem vontade de se levantar e ir até ao bar? Foi a pensar em todas estas pessoas que a Sagres Minicriou a acção de praia para este Verão.Quem estiver na zona concessionada pela marca, só tem de pedir uma Sagres Mini no bar, queserá servido no sítio da areia ou na espreguiçadeira onde estiver. Basta apenas levar consigo umdos sinalizadores disponíveis na entrada das praias aderentes.Esta acção é só uma das muitas que já arrancaram pelas praias portuguesas – em especial as dazona de Lisboa, costa alentejana e Algarve, por serem as mais povoadas – e que se vão prolongaraté meados de Agosto. Tudo porque as marcas acreditam que, desta forma, se aproximam maisdo consumidor, que estará mais disposto a receber mensagens comerciais em momentos de lazer.Ainda assim, estas acções têm de obedecer a algumas regras. ―As marcas têm de ter bemdefinido o seu posicionamento, objectivo da acção e com que pessoas querem comunicar. O quequer que façam deve ir de encontro ao que os consumidores pretendem ou valorizam. Estasacções devem estar alinhadas com a estratégia da marca e integradas num conjunto de outrasiniciativas‖, explica Patrícia Jesus, responsável pela comunicação da marca Lipton.No caso desta acção da Sagres Mini, ―o objectivo é reforçar a proximidade da marca líder no seusegmento como os consumidores, promover um serviço de excelência aos consumidores e aospontos de venda aderentes à promoção, e ainda alavancar a inovação da marca Sagres‖, afirmaCélia Filipe, responsável pela área de ‗customer‘ marketing da SCC.Mas se o serviço ao cliente é importante na estratégia de marketing de uma marca, continua a sê-lo nas acções de praia. Em especial porque no areal há muitas outras marcas a disputarem aatenção dos consumidores. ―Serviço ao cliente e ao consumidor final são o alicerce que distingueas marcas das concorrentes e esta inovação traduz-se nisso mesmo‖, acrescenta a mesmaresponsável. Por isso, a Sagres disponibiliza aos veraneantes em alguns pontos de venda o ―KitConforto‖, cedendo chapéus-de-sol e espreguiçadeiras.António Carriço, director de marketing e CRM da Vodafone Portugal, também sabe que adiferenciação nestas acções é fundamental. Para este Verão, a marca criou mais um ―MomentoVodafone‖ e distribui cerca de 60 mil brindes, entre sofás e almofadas insufláveis. ―Awww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 34diferenciação e a eficácia da acção é visível no retorno positivo obtido e espelhado nas pessoasque positivamente se surpreendem pelo facto da Vodafone lhes estar a oferecer, de formatotalmente desinteressada, algo relevante para elas‖, diz António Carriço. O objectivo final ―é ode proporcionar momentos de surpresa e simpatia‖.É também para surpreender os consumidores que a Coca-Cola Zero vai invadir as praias com a―Brigada Zero‖, na maior acção de ‗sampling‘ da marca em Portugal, com a degustação de maisde 500 mil embalagens. No final espera ter provado que ―é possível ter todo o sabor Coca-Colasem açúcares‖, diz Filipe Bonina, director de marketing da marca.Já a Lipton Ice Tea não se quer limitar ao ‗sampling‘ e à distribuição de ‗flyers‘. ―Queremoscriar um momento de interacção com a marca, reforçando a proximidade aos consumidores paraque Lipton Ice Tea seja a bebida eleita para matar a sede este Verão e que contribua para oaumento de vendas no local onde se realiza‖, conta Patrícia Jesus. Tanto no litoral como naspraias fluviais e em parques aquáticos no interior, a marca vai criar um espaço com ‗puffs‘,sombra e bruma, onde as pessoas se podem refrescar e proteger do sol, com animação ao longodo dia.Outra marca que pretende comunicar de forma inovadora e oferecer uma experiência diferente aoconsumidor é a Vasenol. A marca da Unilever vai ter duas carrinhas decoradas a circular pelaspraias, onde os consumidores podem conhecer a nova loção gel Aloé Fresh e comprar osprodutos.―Deste modo conseguimos não só apresentar a marca e a sua inovação como gerar umaexperiência única junto do consumidor‖, defende Teresa Antas, ‗brand building & trade‘marketing da marca. Na sua opinião, é necessário estar próximo do consumidor e criar umarelação com ele para conseguir boa imagem de marca, e esta é uma das formas de o fazer. Mashá regras.―Não é suficiente colocarmos carrinhas estacionadas nas praias, é preciso toda uma atenção adetalhes, como o elemento surpresa, os promotores, a linguagem que tem com o consumidor, otipo de produtos que se quer promover e a experiência enriquecedora que se consegue junto doconsumidor‖, explica Teresa Antas.A Optimus também está decidida a conquistar o ‗share of mind‘ dos consumidores. Para tal, vaiestar em 15 praias do Algarve onde, além dos passatempos e oferta de brindes – ou de bolas deBerlim – também vai organizar passeios de catamarã ou festas ao pôr-do-sol.Fonte: Económicowww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 35Portugal cria plataforma parainternacionalização de empresas de basetecnológica30 de Julho de 2010Pedro Castro Henriques, presidente da Portic, revelou ao OJE a estratégia desta think tank,criada, este ano, para actuar prioritariamente na Escandinávia, mas que aponta já a outrosmercados de alto potencial como o Reino Unido, EUA, Brasil, Índia e China.A Portic realizou, recentemente, no Porto, a sua primeira iniciativa: um encontro entre empresasportuguesas de base tecnológica e uma comitiva escandinava (Dinamarca e Suécia)representativa das várias áreas de mercado de tecnologias de informação e comunicação doNorte da Europa. Pode dizer-se que começou… fazendo. Pode explicar o que é a Portic?A Portic – ―think tank for Portuguese Internationalization‖ é, como o nome indica, uma entidadeque se dedica a pensar, repensar, incentivar e apoiar a internacionalização das empresasportuguesas de base tecnológica. Para isso, conta nas suas fileiras com uma equipa deespecialistas, líderes, empreendedores, governantes nacionais e internacionais que colaboram deforma muito dinâmica e estão distribuídos em rede por algumas das principais entidadesnacionais e internacionais nos mercados identificados.Que razões levaram à sua criação?Devido à necessidade de mentalizar os empresários portugueses que têm de ter como pilar basedas suas empresas a internacionalização. O crescimento e a sustentabilidade das empresas têm deter na sua base uma percentagem de receita internacional cada vez maior. A dimensão domercado português é ínfima e quem quer ter um negócio competitivo não pode ficar nas saias dasua região ou localização geográfica, mas antes tem de tirar partido da internacionalização,lançar-se e mostrar-se lá fora. Já não há desculpa: os meios de transporte e comunicação têmvalores reduzidos, ainda mais com a introdução dos voos baratos e frequentes e das tecnologiasde comunicação, como é o caso da videoconferência, conference call (skype, MSN, Google talk),e-mail, etc. Temos PME portuguesas que reúnem remotamente, na mesma semana, comparceiros americanos, colaboram com fornecedores espanhóis ―in loco‖ e trabalham comgovernos de Leste e clientes escandinavos, como é por exemplo o caso da GlinttHS, Stongstep –Innovation in Software Quality, OPT, Nvia, Ambisig, Wad software, etc. Algumas das empresasda nossa região têm maioritariamente clientes internacionais, com os quais trabalhamdiariamente, fornecendo-lhes serviços e produtos inovadores.Mas também temos o oposto…www.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 36Justamente. A Portic foi criada para fomentar e entender os casos de sucesso e insucesso dasempresas de tecnologia, criando espaços de debate, troca de ideias, ‗networking‘, organizandoeventos internacionais, quer em Portugal quer nos mercados considerados estratégicos, com oobjectivo de fomentar o crescimento das empresas portuguesas na componente de exportação.Pretende também contribuir para que estas se tornem cada vez mais internacionais em termosrelacionais e de clientela. Acreditamos que algumas das empresas do clube Portic serão grandesdinamizadores económicos locais e que vão alavancar outras mais pequenas e acompanhá-las nassuas rotas internacionais em consórcios e relações ‗win-win‘.Que interesses representa e que empresas aglutina?A Portic representa interesses de uma sociedade civil com um grande desejo de uma mudançapositiva no tecido empresarial português de base tecnológica. A Portic optou por incluir econvidar como sócias do clube Portic, empresas tipicamente PME com vocação exportadora, quetenham produtos e serviços de base tecnológica e líderes activos (Presidente/CEO/ CIO). Osinteresses são o crescimento económico da região assente num ecossistema baseado em empresasexportadoras e tecnológicas, geradoras de uma ecologia que alimenta ―empresas satélites‖ – maispequenas e especializadas, enraizando riqueza a nível da região.Porque definiu a Portic a Escandinávia como mercado-alvo? Que oportunidades oferece aEscandinávia às nossas PME?Os mercados-alvo da Portic são revistos com uma base periódica, sendo que os estabelecidosinicialmente apontaram para regiões com elevado potencial e com grande interesse pelo perfil deempresas que integram a Portic, dos quais destacamos a região de Oresund (a Sillicon Valleyeuropeia), que representa um mercado com um volume de negócios de 23,4 mil milhões de euros(dez vezes mais que o cluster Tice.pt em Portugal), com mais de 100.000 empregados em TI (ocluster Tice.pt em Portugal tem cerca de 14.000), sete parques de tecnologia e mais de 10.000empresas do sector. A região de Oresund tem apenas cerca de 3,6 milhões habitantes. Segundo oestudo Global IT Report 2009/10- ICT For sustainability (do INSEAD/World Economic Forum),a Suécia e Dinamarca estão no topo do ‗top‘ mundial, ultrapassando mesmo os EUA emcaracterísticas como Networked Readiness Index, Environment Component (ambientes: a nívelde mercado, regulação, política e infraestrutura), uso individual de tecnologia e prontidão dosnegócios para utilizar as TIC.Sillicon Valley está naturalmente no vosso mapa…Poucas semanas após a sua constituição, a Portic esteve representada em Sillicon Valley, ondetravou contacto com entidades tecnológicas, que colocaram a possibilidade de ainda este anovirem a Portugal, numa missão semelhante à realizada com os escandinavos que estiveram nonosso país em Abril. Regiões como estas competem entre si para captar as empresas mundiaismais inovadoras e Portugal está a ter resultados notáveis a nível dos seus produtos e serviçoswww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 37tecnológicos. É necessário agora adaptá-los à procura e vender nesses mercados com grandecapacidade de compra.Que parcerias estabeleceram, até ao momento, com empresas escandinavas?Estamos a trabalhar com hubs escandinavos, que conhecem os CEO das empresas da Skania (Sulda Suécia) e da grande Copenhaga (Dinamarca), entre as quais a Tetrapak, Ericsson, IKEA,Volvo, Gambro, Astrazeneca e SonyEricsson. Os representantes escandinavos não só conhecemprofissionalmente, como mantêm contacto pessoal com cerca dos 160 directores das principaisempresas da região. Estamos com estes contactos na fase de estabelecimento de conversas para anossa missão em Novembro.Como vai ser essa missão?Vamos com uma comitiva muito seleccionada de empresas de alto potencial, que têm comoobjectivos a fixação na região, ou o arranjarem parceiros, distribuidores e clientes. Para algumasdas empresas portuguesas, esta pode ser a primeira oportunidade para terem um primeiro grandecliente, dada a avidez das gigantes empresas escandinavas em produtos e serviços inovadores debase tecnológica. Esta é, de facto, uma oportunidade de ouro.Quanto pesa a balança (comercial) tecnológica portuguesa? Quanto vale a Escandinávia nessabalança?A grande exportação portuguesa para a Suécia é feita sobretudo à base de produtos tradicionais, emarginalmente a nível de produtos e serviços tecnológicos. Queremos mudar radicalmente estarealidade. Os dados de comércio externo mostram-nos as expedições de mercadorias e nãoenglobam serviços TIC´s. Em 2009, segundo dados do INE, o valor das expedições demercadorias portuguesas para a Suécia atingiu 350 milhões euros.Como?Para isso, contamos com a colaboração de entidades nacionais de referência, como o AICEP,CCDRN, UP, ADI, TICE, ADDICT e outros clusters nacionais como o UPTEC, CEDUP,Anetie, Inovaria, as embaixadas e câmaras de comércio e outras entidades da União Europeia ede Bruxelas. Existem programas como o ―ON2 – O Novo Norte‖ e o QREN, que apoiamfortemente estas iniciativas e as empresas portuguesas. Contamos também com o firme apoio dosnossos patrocinadores: Oresund IT, Glintt, Casa da Música, UPTEC, Strongstep, Nvia, MausHábitos, Neoscopio, AMBISIG, Alumni EI, Vendder e Saco Azul.O que representam as empresas aglutinadas na Portic na Escandinávia?www.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 38Actualmente, a presença das empresas da Portic na Escandinávia é ainda muito reduzida, sendoque isso se traduz num crescimento percentual grande. Esperamos um crescimento entre 20% a60% do número das empresas Portic com presença escandinava a curto/médio prazo.Quais são as metas a atingir pela Portic nos próximos cinco anos?Os objectivos passam pelo estabelecimento de fortes laços emocionais, relacionais e económicosda Portic e das suas empresas com mercados de alto potencial e acesso aos seus principaisplayers e mercados. Isso passa pela realização de uma a duas missões empresariais anuais apaíses alvo; pela organização de um evento internacional bianual de tecnologia em Portugal; pelacaracterização dos mercados alvos e mapeamento dos contactos e ‗benchmarking‘ das empresasPortic para maior competitividade e ainda pela compilação de boas práticas para ajudar a ajustara oferta de tecnologia portuguesa.Organizámos também recentemente uma missão aos Açores, com empresas do sector TIC, emparceria com a Agência para o Investimento dos Açores, onde demos a conhecer um espaço compotencial para o crescimento do sector, dadas as infraestruturas de fomento económico, os apoiosao investimento, a oferta académica e os parques tecnológicos. Esta região tem relaçõeshistóricas, culturais e económicas muito fortes com a América do Norte.Outros mercados poderão futuramente vir a ser trabalhados pela Portic? Quais?Nos mercados desenvolvidos: Escandinávia, EUA e Reino Unido. Nos mercados emergentes:Índia, China, Brasil e Argentina. Outros mercados de alto potencial, como o Irão e a Líbia, bemcomo mercados de proximidade relacional, como, por exemplo, Cabo Verde. Nestes mercadostemos relações privilegiadas e sabemos que podemos ajudar as empresas portuguesas a vingar.Quais são os principais factores de competitividade das exportadoras portuguesas na áreatecnológica?No Norte de Portugal, a massa crítica a nível das faculdades e universidades, nomeadamente dasuniversidade do Porto e do Minho promovidas fortemente a nível internacional pelos seusreitores, professores Marques dos Santos e António Cunha, em áreas como a engenharia,indústrias criativas e indústrias do mar, que em conjugação podem levar à criação de produtos eserviços em combinações únicas e diferenciadoras internacionalmente; a naturezaempreendedora dos empresários e a possibilidade de se ligarem às fontes universitárias deconhecimento e aos recursos de investigação, aos seus professores e alunos; a criatividade eengenho lusos; a facilidade do povo português em comunicar com outros povos e culturas e emmiscigenar-se.Qual a maior barreira à inovação em Portugal?www.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 39Os ―velhos do Restelo‖! Aqueles que dizem ―não é possível‖; ―não posso‖; ―não vão conseguir‖;―o que é de fora é que é bom‖; ―somos piores que os outros‖.A tecnologia pode ser um catalisador de desenvolvimento para Portugal? O que é necessário paraque isso se verifique?É necessário, acima de tudo, uma mudança de mentalidade, que as pessoas abram os olhos paraas oportunidades únicas na história. Nunca foi tão fácil para um português com uma empresatecnológica angariar investidores, mostrar os seus produtos ao mercado mundial, fazer-seconhecer além fronteiras, ir lá fora vender os seus produtos, exportar produtos e serviçosespecializados e em massa e para fora.Como se põe Portugal no futuro? O país tem uma estratégia empresarial?Portugal tem um conjunto de iniciativas, ‗clusters‘, grupos de empresas que estão virados para osmercados externos. O mercado externo é ―o mercado‖. O mercado nacional é ínfimo e quem nãoestiver preparado para ir lá fora ―combater comercialmente‖ está destinado a morrer em soloportuguês com a competição feroz nacional e a entrada de ‗players‘ internacionais habituados acompetir em mercados concorrenciais.Tal como no futebol, Portugal pode chegar às finais e destacar-se como um dos melhores numaárea como as TIC, que necessita, acima de tudo, de massa cinzenta e engenho, que, nestemomento, abunda em Portugal, mas que não está a ser aproveitado devidamente.Mais do que políticas governamentais, a iniciativa tem de partir dos indivíduos, pois são, essessim, os que podem fazer a diferença. E tudo de preferência sem burocracias estatais e numEstado que promova a meritocracia.O Estado deve ser leve, eficaz e permitir que as empresas compitam entre si, sem superproteger omercado, pois o risco é que as empresas se tornem gordas e pesadas e não consigam correr asmaratonas e olimpíadas internacionais da mesma forma elegante e competitiva que exigimos eque os nossos atletas fazem.Que modelo de desenvolvimento e crescimento defende para o País?Um modelo baseado em modelos nórdicos (há 100 anos, a Suécia era mais pobre que Portugal),que aposte na qualificação e formação dos indivíduos, para que estes possam criar empresascompetitivas baseadas no conhecimento, com valor acrescentado para os seus clientes. É certoque apenas algumas dessas empresas vão vingar e tornar-se empresas de grande porte,multinacionais capazes de serem líderes mundiais em nichos, como já temos alguns exemplos.Tem, no entanto, de haver consciência social de que é necessário trabalhar muito nesta e napróxima geração, para utilizar de forma racional os recursos preciosos que temos, as pessoas, onosso belo país, a nossa costa e, acima de tudo e uma vez mais, a nossa criatividade, tornando aswww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 40visões e os sonhos de líderes portugueses nas caravelas e missões que vão levar novos produtos eserviços tecnológicos a um mundo de oportunidades que está além-fronteiras.―As estratégias de sobrevivência de Portugal passam pela internacionalização‖―A internacionalização deixou de ser opção para se tornar uma questão de sobrevivência‖,salientou Simon Stockley, director do MBA do Imperial College de Londres e membro docomité internacional da Portic, na Oresund@Portic, primeira grande iniciativa da Portic, quetrouxe a Portugal uma comitiva de empresários e investidores escandinavos e serviu igualmentepara apresentar esta organização, criada, em Março de 2010, com o objectivo de incentivar ainternacionalização das empresas portuguesas de base tecnológica.O antigo presidente da CIP, Francisco Van Zeller disse que ―todas as estratégias desobrevivência de Portugal passam pela internacionalização, que contém a exportação.‖Entre os vários membros da Portic encontram-se Francisco Van Zeller, que é o Presidente doConselho de Internacionalização, Simon Stockley, do Imperial College of London, Mário RuiSilva, da FEP/CCDRN, Rui Henriques, da GlinttHS, Emídio Gomes, da Universidade do Porto,Manuel Ferreira da Silva do Banco BPI, Diogo Vasconcelos, da APDC, Joaquim Cunha, daHealth Cluster Portugal, João Falcão Cunha, da FEUP, Nuno Pereira, da EGP, Daniel Pires, daSaco Azul/Addict, o Professor Marques Santos, da Universidade do Porto e António Cunha, daUniversidade do Minho.Fonte: Oje – o Jornal Económicowww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 41As melhores empresas exportadoras dePortugal1 de Abril de 2010―Why should I buy portuguese?‖ Faça esta pergunta em todas as línguas que conhece. Incluindoa portuguesa, nos gerúndios do Brasil. Sim, repita a pergunta ―Por que devo comprarportuguês?‖ tantas vezes quantas precisar até saber a resposta. Não porque queira comprarportuguês. Mas se quer vender português. Porque a Marca Portugal é isso: é a resposta.Centenas de empresas portuguesas sabem a resposta. E muitas delas dão-na ao longo daspróximas páginas desta edição, que inaugura um projecto entre o Negócios e a AICEP. Sejabem-vindo: esta é a Must Portugal Global 2010, a revista das melhores empresas exportadoras doPaís. Entre se faz favor.A economia portuguesa é demasiado pequena para cumprir as ambições de muitas empresas epara viabilizar os seus projectos. As exportações são, pois, o território óbvio de crescimento.Macroeconómico: o PIB, as balanças comerciais, de pagamentos, de transacções, a economiaportuguesa. E microeconómico: as receitas, os investimentos, as expansões, as empresasportuguesas. Mas disputar o enorme mercado global é enfrentar uma concorrência veloz emutante. Não basta a uma empresa fazer bem, é preciso ser reconhecida como aquela que fazbem. A diferenciação do produto. A competitividade no preço. A eficiência na distribuição. Apromoção, os ―stocks‖, as garantias financeiras. E o rótulo: Made in Portugal. Feito em Portugal.É aqui que entra a criação de uma marca global e afirmação dos seus atributos. As campanhaspublicitárias sobre Portugal penduradas nas fachadas de prédios em Madrid, coladas nosmetropolitanos de Londres, fixadas nos candeeiros de Helsínquia. As feiras, conferências, redesde ―networking‖, os apoios, estímulos, incentivos financeiros. E a invisível e laboriosa missão dadiplomacia económica, que abra portas e feche acordos, contratos, candidaturas. Tudo isto deveser exigido a um Estado, ao seu Governo, às suas instituições mandatadas. Mas não é a marcaque faz as empresas. São as empresas que fazem a marca.Esta Must Portugal Global 2010 revela as empresas, num conjunto seleccionado pela AICEP,que fazem a marca, que levam Portugal aos consumidores internacionais. A célebre máximakennediana não está ainda suficientemente batida: também estas empresas fazem pelo País semdepender do que o País faz por elas. Ninguém fará por estas empresas o trabalho de exportar,conquistar mercados, vencer concorrentes – servir o cliente, seja ele um consumidor angolano,um entreposto espanhol, um intermediário americano, um cambista suíço.www.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 42Se hoje somos reconhecidos como um país na vanguarda das energias e da fibra óptica, porexemplo, é porque empresas portuguesas apostaram nesses sectores e neles fizeram projectos deinvestimento – e de retorno.Os exemplos são os que se seguem. É precisamente na energia que está a maior exportadoraportuguesa, a Galp. E é nas telecomunicações que outra está, a Visabeira, aliando a sua presençaexterna com infra-estruturas, construção e engenharia. Como o fazem a Mota-Engil ou a Zagope.Ou, a jusante, o mobiliário da Haut de Gamme, as tintas da CIN, os revestimentos da Revigrés.Foi a engenharia da Brisa, sobre a plataforma unificada e eficiente da SIBS, que no passadofizeram de Portugal ―o País da Via Verde‖, um sucesso ainda hoje por replicar noutros países.Que fazem estas empresas? Exportam o seu conhecimento e os seus serviços. Sim, os serviçosfinanceiros também têm compradores no estrangeiro, como sabem e praticam a Caixa Geral deDepósitos ou o Banif.Mas há mais inovação a ser exportada, por empresas como a Bial, uma multinacionalfarmacêutica em concretização a partir de tecnologia com sede portuguesa. E há mais natecnologia, há a exportação de serviços da Novabase, da Skysoft, da JP Sá Couto. Provando que―sectores tradicionais‖ não é antónimo de ―sectores de ponta‖, empresas de têxtil como a Lanidoraumentam as suas vendas disputando com as maiores multinacionais do mundo. Assim como nocalçado, que se reestruturou depois das avançadas asiáticas e representa mais de 1,2 mil milhõesde euros de exportações por ano. Parte das quais mercado a conquistar pela Fly London. Sãoprodutos de grande consumo, que exigem um controlo logístico e um acesso selectivo àdistribuição. É o que fazem os vinhos João Portugal Ramos, os azeites da Sovena, as águas daUnicer, as cervejas Super Bock. Ou os ―papéis‖ da Renova e da Portucel Soporcel.Estas empresas orgulham-se do passado português e escrevem também o seu futuro. Elas nãodecidiram partir o Galo de Barcelos; decidiram partir do Galo de Barcelos e fazer melhor.Precisam que ―Portugal‖ seja uma marca internacionalmente reconhecível pelos atributos dequalidade. Mas são elas mesmas que, pelo seus próprios atributos, fazem a marca de Portugaltodos os dias, em cada um dos seus mercados externos. E isso vale mais que todas as campanhasde publicidade.―Por que devo comprar português?‖ A resposta está em cada uma das empresas que fazem destepaís o Portugal Global. Nos seus produtos, nos seus serviços, nos seus colaboradores, na suapersonalidade. Por isso se exporta. Por isso é que importa.Fonte: Jornal de Negócioswww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 43Tecnologias dão mais emprego5 de Abril de 2010Esmagadora maioria das profissões em Portugal vão passar a exigir competências tecnológicas.Estudo da IDC aponta para 90%Maiores perspectivas de carreira e melhores salários: a formação tecnológica pode ser um bominvestimento, complementar aos ensinamentos académicos. Para os licenciados à espera deemprego pode ser mesmo a (melhor) solução. As tecnologias estão a crescer e não se cansam deprocurar (e encontrar) mão-de-obra especializada. Melhor ainda, os salários também sãopromissores.«Este é um sector que não parou de ter dinamismo e, por isso, os engenheiros informáticosganham acima da média das outras profissões exercidas por pessoal qualificado», declarou opresidente da Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação(APDSI), José Dias Coelho, à «Exame Informática».Os cursos certificados podem ser o trampolim ideal para obter conhecimentos num curto espaçode tempo, práticas que muitas vezes não são ensinadas nas universidades. As empresas preferemcontratar quem não tem medo da tecnologia e põe mãos à obra sem hesitar.«Já ouvi clientes da nossa empresa a dizer que não se importam de empregar alguém que não éengenheiro, desde que tenha um certificado Cisco Certified Network Associate (CCNA)»,revelou o gestor de programas da Rede de Academias Cisco para Portugal e países nórdicos,Nuno Guarda, à mesma publicação.A Cisco está mesmo entre as empresas que fornecem cursos de grande procura, como o CCNA eo CCNP. A acompanhar a preferência pela formação tecnológica, estão os cursos WindowsServer 2008, programação em Java e as certificações EC Council (segurança electrónica), alémde cursos vocacionados para a virtualização, como o VMWare.A vantagem destes cursos prende-se com a fácil adaptação a outras marcas tecnológicas. Aformação da Cisco, por exemplo, habilita os formandos a uma aprendizagem transversal:«Mesmo nos cursos sobre redes, como o CCNA, 95% do que se aprende» é útil «para outrosfabricantes e, por isso, acaba por ser reconhecido por outras marcas que até podem serconcorrentes», assegurou Nuno Guarda.E, de facto, 66% dos formandos das academias europeias viram melhoras em termos deempregabilidade, depois de se submeterem a uma formação tecnológica. A ajudar, está adependência crescente que as empresas têm da tecnologia.www.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 4490% das profissões vão exigir competências tecnológicasPor iniciativa própria ou da entidade patronal, a formação tecnológica é o que está a dar. Hojeem dia quase todas as áreas profissionais necessitam de tecnologia para trabalhar. «As empresassabem que as tecnologias ajudam a produzir mais e melhor. E há algumas que já só conseguemexistir com tecnologias», afirmou o presidente da AODSI.Como «as empresas não migram de software anualmente» é mais fácil perceber quais são oscursos com maior saída, adiantou a directora adjunta do Centro de Formação da Rumos, MarleneAlmeida. Isso, aliado aos gostos pessoais do potencial trabalhador, é a chave do cofre para que odinheiro e o tempo gastos em formação se traduzam num novo emprego.E as previsões apontam para que tecnologia seja uma palavra cada vez mais recorrente nomercado de trabalho: não há-de faltar muito para que 90% das profissões exercidas em Portugalvão exigir competências desse tipo, segundo um estudo da IDC, encomendado pela Microsoft.Por isso, resta saber escolher bem, para garantir um futuro profissional melhor: os cursos comcertificados reconhecidos por marcas tecnológicas devem ser uma primeira escolha, isto porquesão mais valorizados em termos de currículo profissional.Há cursos para todos os gostos, mas aqueles que privilegiam as aulas práticas e que incluemestágios são os que garantem maior apetência para o mercado de trabalho. Afinal ainda há «luzesao fundo do túnel» para quem está desempregado.Fonte: Agência Financeirawww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 45Criada primeira Rede de EconomiasCriativas9 de Setembro de 2010A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro aprovou a candidatura denove milhões de euros da primeira Rede de Economias Criativas criada a nível nacional,revelaram os municípios que compõem a rede.―Temos investimentos de um total de nove milhões de euros que vamos desenvolver associadosaos eixos da criatividade, empreendedorismo e educação criativa‖, afirmou à agência LusaTelmo Faria, presidente da câmara de Óbidos, que lidera a rede.Um dos projectos a desenvolver passa por investir meio milhão de euros na criação entre osvários parceiros de um canal de televisão, cujos conteúdos são produzidos pelos alunos dasescolas de cada um dos concelhos abrangidos, criando assim uma rede de escolas criativas.―Queremos estimular a criatividade através da multimédia‖, sublinhou o autarca.Entre os vários investimentos, destacam-se também projectos que estimulam oempreendedorismo entre os cidadãos e que apoiam a fixação de indústrias criativas nosconcelhos pertencentes a esta Rede das Economias Criativas.―Queremos que a criatividade seja o motor de desenvolvimento destes municípios, por issoqueremos estimular a criatividade e o empreendedorismo logo a partir das escolas‖, disse.A Rede Portuguesa das Economias Criativas é composta pela Fundação Bissaya Barreto e pelosmunicípios de Óbidos, Guimarães, Montemor-o-Velho, Tondela, Montemor-o-Novo e Seia, entreos quais existem projectos comuns orçados em 2,5 milhões de euros de investimento.―Estamos a preparar o modelo de gestão, que vai passar pela constituição de uma associação paragerir os projectos‖, adiantou o autarca social-democrata.Os parceiros da rede têm até Dezembro de 2013 para concretizar todos os investimentosprevistos.A rede resulta da necessidade dos municípios em encontrarem formas inovadoras de gestãopública e de planeamento conjunto de estratégias de inovação e criatividade.Fonte: Oje – o Jornal Económicowww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 46Evolução da Distribuição1 de Abril de 2010Lidl, Minipreço e Dia perderam clientes para supermercados. Os hipers também perderammercado. Mas lojas como Pingo Doce e Modelo reforçaram a sua quota.Num ano de recessão como o de 2009, as cadeias de ‗discount‘ como Lidl, Minipreço ou Diaviram as suas quotas de mercado caírem 1,2%. Os supermercados, como os Modelo e os PingoDoce, afirmaram-se como o único formato de retalho que cresceu no último ano, com umasubida de 4,2% para os 43,8% de quota de mercado.Segundo Luis Vicente Dias, presidente da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição(APED) – que apresentou ontem o primeiro barómetro de vendas em Portugal – este facto deve-se ao reposicionamento de várias empresas de distribuição como a Jerónimo Martins, que decidiuapostar nos supermercados Pingo Doce. Mas há outras razões, como o ajustamento das empresasàs limitações de aberturas aos domingos à tarde para os hipermercados, estando a apostar emespaços comerciais com menos de 2.000 metros quadrados. Além disso, ―o factor deproximidade é muito valorizado, quer pela comodidade, quer pela poupança de combustível‖,afirmou Vicente Dias.Portugueses vão menos vezes mas gastam maisA maior queda de quota de mercado foi sentida pelos hipermercados, que passaram de 26,1% em2008 para os 24,4% no ano passado, uma descida de 1,7% na procura dos portugueses. Noentanto, esta predominância dos supermercados em detrimento dos grandes formatos é umatendência que se tem sentido nos últimos anos.Segundo o barómetro de vendas da distribuição portuguesa apresentado pela APED, osconsumidores foram menos vezes às compras e gastaram mais em cada ida ao supermercado. Noentanto, o aumento do gasto por acto de compra (1,7%) foi inferior à queda do preço médio dosprodutos (menos 3,5%) devido à deflação de preços vivida no ano passado.No ano passado, as vendas dos bens alimentares cresceram 1% e as de bens não alimentarescaíram 4%. O presidente da APED explica estes números pelo facto de ―os produtos alimentaresterem uma elasticidade reduzida, o que faz com que o sector alimentar não tenha sentido reflexosda crise‖, explicou.Nos produtos não alimentares, os únicos que cresceram foram os bens de entretenimento e osmedicamentos não sujeitos a receitas médicas, que registaram um crescimento de 8% no total defarmácias, parafarmácias e áreas de saúde da grande distribuição.www.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 47A electrónica de consumo caiu 9%, sendo mais acentuada na informática (menos 17%) e nastelecomunicações (menos 12%). No entanto, a venda de televisores LCD e ‗smartphones‘(telemóveis inteligentes) cresceram 12% e 57% respectivamente, contrariando a explicação deadiamento de decisão de compra de produtos de consumo para manter o nível de vida nos bensalimentares.Fonte: Económicowww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 48Norte tem de apostar em factores distintivos28 de Maio de 2010Tal como um produto ou serviço, também as cidades e as regiões devem ser trabalhadas comomarcas para chegar aos seus públicos.Carlos Melo Brito, professor da Faculdade de Economia do Porto, explica as vantagens que umaestratégia de marketing pode trazer à afirmação dos atributos da região Norte.Porque devem as regiões apostar na utilização do marketing?As regiões (e cidades) competem entre si e o marketing é um instrumento necessário para a suapromoção, de modo a realçar características únicas e distintivas.Podem “vender-se” como marcas?Porto, Guimarães ou Norte de Portugal são marcas. E valem tanto mais quanto foremconhecidas. É preciso trabalhar a sua imagem e isso passa pela promoção e criação de eventos,para se ter pólos de atracção e criar afectividade junto de moradores ou visitantes.Para promover a região Norte, qual seria o seu argumento de venda?O modo mais simples de pensar é nos recursos. Temos o Vinho do Porto, o Douro e umpatrimónio arquitectónico rico que pode ser aproveitado. Mas mais do que recursos, precisamosde competências. Temos têxteis, calçado, mobiliário e algumas indústrias de ponta, mas nãochega. Actualmente, as cidades e as regiões competitivas são as mais criativas. O Norte tem essedesafio: o da inovação e criatividade.É algo que começa a aparecer…Ser criativo é essencial para dar a volta à actual conjuntura. No Reino Unido, cidades comoGlasgow ou Manchester, outrora dependentes da indústria transformadora, mudaram atrajectória. Em Bilbao, a aposta na criatividade (impulsionada com o Guggenheim) trouxeriqueza à cidade.A cidade do Porto terá capacidade para percorrer esse caminho?Só depende das pessoas e do seu espírito empreendedor. Será importante ter mais empresasinovadoras a arrastar outras. Temos de pegar no que temos de bom, para levar outras coisas atrás.E qual o papel do marketing aqui?www.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 49O Porto tem três tipos de público: turistas, investidores e habitantes/trabalhadores. Uma cidademá para viver também não é boa para investir ou visitar. É necessário trabalhar estes públicos deforma diferente, mas integrada, para ter capacidade de atracção.É assim que se deve pensar a promoção turística?Há que definir os mercados prioritários onde vale a pena promover. Os eventos ajudam a colocaras cidades no mapa e o Porto tem acautelado isso melhor com a Red Bull Air Race, Circuito daBoavista, concertos e exposições. Há pouco tempo tinha apenas um evento marcante: a noite deSão João. Era muito pouco.Disse uma vez que não se captam turistas com centros comerciais…Ninguém vai a uma cidade para ver o mesmo que tem perto de casa. O que atrai um turistaestrangeiro são factores distintivos como zonas históricas e comércio tradicional. Nesse aspecto,o Norte tem centros históricos que permitem uma oferta diferenciadora.Também referiu que o Porto parte com 30 anos de atraso…Porque não há um plano de marketing para a cidade. E já devia ter havido. Veja-se a quantidadede marcas que tem o Porto. Cada um trabalha para o seu lado e não há uma estratégia comum. Épor isso que estamos atrasados.O Porto é a capital da euroregião Galiza-Norte de Portugal?Acho que assume esse papel e é importante que tenha uma estratégia de reforço dessa posição.Tem uma dimensão e oferta que não se compara com as cidades da Galiza. Muitos espanhóisvêm mesmo apanhar um avião ao Porto ou comprar móveis ao IKEA.Mas há algo a aprender com os galegos no marketing das regiões?Sim. O espanhol está mais evoluído, porque aprendeu a importância da criação de valor. Umsítio bom para atrair turistas tem de ser bom para viver e investir. Nós também podemos chegarlá.Está optimista?Tenho de estar. Não somos menos que os outros e não temos menos recursos. O sucesso dependede cada um de nós.Fonte: Jornal de Notíciaswww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 50Computadores, já não vamos precisar deratos22 de Junho de 2010Tecnologia a laser criou um mouse invisível. São as nossas mãos que comandam as tarefas.A tecnologia é cada vez mais invisível. Estranho? A verdade é que agora «nós» podemossubstituí-la. É que até os ratos de computador estão a desaparecer e passam a ser as nossaspróprias mãos que comandam as tarefas do computador. Tudo graças ao laser.Parece que já lá vai o tempo dos mouses sem fios, agora é tempo de «aparecerem» os ratosinvisíveis. Esta invenção com recurso à tecnologia laser cabe ao investigador do MassachusettsInstitute of Tecnology (MIT) , Pranav Mistry, revela o jornal «El País».Uma tecnologia de «sexto sentido» é o que propõe este «brinquedo» invisível, já que pressupõeum sistema em que os movimentos que fazemos com as mãos e com os dedos transmitemindicações ao computador, como se fôssemos um rato. A tecnologia laser interpreta, espera-seque com sucesso, o que queremos fazer no computador.Ou seja, graças a uma webcam e a um emissor de laser é controlada a posição da mão sobre asuperfície e os gestos de pressão dos dedos para levar a cabo diversas acções no computador,sem qualquer intermediário.Fonte: Agência Financeirawww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 51Redes sociais mais eficazes na divulgação dapublicidade28 de Junho de 2010Especialistas defendem que estas ferramentas sociais estão a alcançar relevância semprecedentes.Alguns dos maiores anunciantes do mundo, como a Coca-Cola, Unilever y Procter & Gamblerealçaram, no 57º Festival Internacional de Publicidade Cannes Lions, a importância dos meios eferramentas sociais como o Twitter ou o Facebook,Martin Sorrell, presidente executivo do grupo de publicidade britânico WPP WildworldWorldwide, disse no evento, que decorreu no passado fim-de-semana, que este tipo deferramentas sociais está a alcançar uma ―relevância sem precedentes entre os processos emétodos de comunicação, coincidindo com a opinião de David Eastman, director para a regiãoda América do Norte da agência JWT. David Eastmen afirmou mesmo que as redes sociais estãojá a serem utilizadas como um ―apoio às novas propostas publicitárias e criativas‖.Para Martin Sorrell as redes sociais ganham valor ―por serem realmente constituídas porconteúdos editoriais‖, constituindo ―a forma de divulgação mais eficaz da publicidade‖. O CEOda WPP realçou, em Cannes, que há cada vez mais ―diversas formas de conseguir oreconhecimento de uma marca‖ e que as empresas devem ―utilizar todas as armas disponíveis‖.A verdade é que apesar das recentes polémicas à volta da privacidade e segurança da informaçãopessoal dos utilizadores das redes sociais, os principais anunciantes mundiais mostraram umenorme entusiasmo nestas ferramentas como meio de divulgação da publicidade, integrando-asnas estratégias das suas empresas.Fonte: Económicowww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 52O que a Nokia está a fazer para não perder aliderança15 de Novembro de 2010A mais inovadora e famosa empresa de telemóveis do mundo tem perdido terreno para asrivais e as mais recentes tecnologias.Tem mais de 145 anos, mas só se tornou uma marca conhecida internacionalmente nos últimos20 anos. A Nokia começou como fabricante de papel higiénico e galochas de borracha, efuncionou ainda como produtora de electricidade. Depois de ser um conglomerado global depapel, borracha, cabos, electrónica e telecomunicações que durou até aos anos 90, o grupo fezuma viragem estratégica em 1994 e traçou um novo objectivo: ser líder nas comunicaçõesmóveis, um segmento emergente. No final dos anos 80, o grupo esteve à beira do colapso, tendoquase sido vendido à Ericsson, em 1991, e sondado pela Siemens.Hoje o grupo finlandês vale 1,6% do PIB finlandês e 15% das suas exportações. Mas nos temposáureos, na altura da ―bolha da nova economia‖, a Nokia chegou a valer 100% do PIB daFinlândia e as suas vendas representavam quase 25% da riqueza nacional criada anualmente. Osanalistas costumavam dizer que ―se a Nokia espirrar, a economia finlandesa constipa-se. E se aNokia der uma gargalhada, os indicadores macro-económicos finlandeses disparam‖.Embora ainda seja a líder mundial no mercado de telemóveis e ‗smartphones‘, a Nokia já nãonavega à velocidade de cruzeiro a que os mercados estavam habituados. Com um valor bolsistade 30 mil milhões de euros, a Nokia perdeu o lugar que manteve durante anos como uma das 100maiores empresas do mundo, no ‗ranking‘ da revista Forbes. Mesmo assim, no ano passado, aNokia vendeu 442 milhões de telemóveis, algo como 14 unidades por segundo. Até Setembrodeste ano já foram vendidas 329,3 milhões de unidades.Nokia perde terreno para rivaisCom a introdução dos equipamentos na era digital, a Nokia começou a perder terreno para outrosfabricantes que se assumiram mais inovadores. Em 2007, surge o iPhone, da Apple, queintroduziu os telemóveis com ecrã táctil e criou uma nova tendência. A RIM diversificou oportefólio da BlackBerry e a Samsung e LG tornaram-se mais agressivas.O problema da Nokia é que, apesar de ter equipamentos para todos os segmentos, não tem umaplataforma que marque uma tendência. ―A Nokia deve investir mais no desenvolvimento deplataformas inovadoras para conseguir competir com os equipamentos da Apple e com aplataforma Android. Estas plataformas surgiram focadas no segmento dos ‗smartphones‘, quetem o maior potencial de crescimento dentro do mercado maduro de telefones móveis‖, dizwww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 53Gabriel Coimbra, director de pesquisa da IDC Portugal, ao Diário Económico. Nas condiçõesactuais, e apesar da actual liderança da Nokia, a previsão da IDC é que o Symbian, sistemaoperativo da finlandesa, passe de 45% de quota de mercado em 2009 para apenas 33% em 2014,altura que continuará a liderar, mas com a plataforma Android estará no segundo lugar com 27%(em 2009, tinha apenas 4% de quota de mercado).A nível mundial, no último trimestre de 2010, a Nokia baixou a sua quota nos telemóveis de 37%para 32%, enquanto a Apple, que não figurava no ‗top 5′ de telefones móveis, por só se dedicaraos ‗smartphones‘, entrou pela primeira vez neste ‗ranking‘. No caso concreto dos‗smartphones‘, no mesmo período, a Nokia também viu reduzir a sua quota de 38% para 33%,enquanto a Apple e a RIM mantiveram a sua posição, e os fabricantes com terminais Androidviram a sua quota aumentar significativamente – principalmente a Samsung e a HTC. Com aquota a cair, os resultados financeiros também já se ressentiram, levando mesmo a empresa adispensar milhares de colaboradores. A 30 de Setembro de 2010 a Nokia empregava um total de131.553 pessoas, das quais 66.090 eram funcionários da Nokia Siemens Networks, ‗jointventure‘ da Nokia com a Siemens.Novo presidente vai marcar a diferença?Perante os números, havia que tomar decisões. Em Setembro, a finlandesa anunciou que StephenElop, presidente da unidade de negócios da Microsoft, iria substituir Olli-Pekka Kallasvuo,marcando assim a história da empresa como tendo o primeiro presidente executivo que não éfinlandês. A contratação de Elop surge no âmbito da estratégia da Nokia para conseguir fazerfrente à concorrência da Apple nos ‗smartphones‘. Em comunicado, Elop disse estar pronto para―levar a organização a entender melhor o mercado, de modo a conseguir atender às necessidadesdos clientes‖.A chegada de Stephen Elop à Finlândia foi vista (quase) como a de um ―salvador da pátria‖,devido ao peso que a empresa representa para o país. Mas também como uma forma deconseguir competir em força no mercado norte-americano. Segundo um estudo da empresa JDPower, a Nokia está em último lugar nas preferências dos consumidores americanos. Os analistasmostram-se cautelosos nas previsões sobre o novo presidente. ―Elop é um engenheiro deprogramas de software. Como tal, deverá ajudar a Nokia a dar o salto para a Internet, mastambém a melhorar o portefólio de telemóveis topo de gama. Porém, não está ainda claro que umengenheiro conseguirá melhorar o ‗design‘ dos equipamentos, que nos últimos modelos nãoforam considerados bem sucedidos‖, diz Neil Wawston, analista da consultora StrategyAnalytics.O homem responsável pela mudançaJorma Ollila entrou na Nokia em 1985, mas só foi eleito presidente da multinacional finlandesaem Dezembro de 1991, assumindo o posto formalmente em meados de Janeiro do ano seguinte.Em seis anos, o homem que veio do Citibank, já percorrera um trajecto carregado de simbolismowww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 54dentro do grupo – tinha na altura 41 anos. Como líder, apresentou à administração do grupo ummemorando de ideias estratégicas que viriam a marcar o novo rumo: desinvestimento em áreashistóricas do grupo, colocando um ponto final no trajecto de conglomerado global, focando-senas telecomunicações e nos telefones móveis. Foi graças às suas ideias que a Nokia se consagroulíder mundial na área de telemóveis.Nome de roedor, mas líder nos telemóveisCuriosidade: o nome Nokia vem de um rio e de uma cidade perto de Tampere, onde em 1865 umengenheiro de minas criou uma fábrica de papel com a designação sueca de Nokia Ab. Emfinlandês, ―nokia‖ é nome de um roedor negro e peludo da família das doninhas. Nomes à parte,a Nokia é líder mundial nos telemóveis. O primeiro telemóvel pesava 10 quilos, era utilizado nocarro, tinha pouca autonomia e apenas permitia chamadas de voz. Hoje os equipamentos pesamalguns gramas e são pequenos computadores de bolso, permitindo enviar ‗e-mails‘, aceder àinternet e até tirar fotografias com a qualidade de uma câmara de verdade.A linha do tempo1981 A primeira rede de telefonia móvel internacional, denominada NMT, começou a funcionarna Escandinávia com a Nokia.1984 Lançamento do telefone NMT portátil para viaturas, chamado Nokia Talkman1987 Lançamento do telefone NMT portátil Nokia Cityman1990 Introdução dos primeiros ‗pagers‘ de texto Radio Data System e Mobile Search.1991 A Nokia realiza a primeira chamada GSM do mundo feita na rede da Radiolinja naFinlândia e é o primeiro fabricante a ter um telemóvel GSM pronto para produção em massa.1992 Lançamento do Nokia 1011 á primeiro telemóvel digital para redes GSM; lançamento dasérie 100 Nokia, primeira linha de telemóveis para todas as redes analógicas; a Nokia transmitepela primeira vez uma mensagem de texto via telemóvel através do sistema GSM. Foi o primeiroindício de que seria possível ligar um telemóvel a um computador.1994 Primeiro fabricante a lançar várias séries de telemóveis para todos os sistemas digitais(GSM, TDMA, PCN, Japan Digital); lançamento do Nokia 2100 á, até então o menor e mais levetelemóvel do mundo; primeira chamada GSM oficial na República Popular da China foi feitacom um telemóvel Nokia; primeiro fabricante europeu a vender telemóveis no Japão; lançamentodo famoso ‗ringtone‘ da marca, que rapidamente ficou conhecidono mundo todo (baseado numa composição do século XIX chamada Gran Vals, do músicoFrancisco Tarrega).www.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 551996 Lançamento da família de telemóveis Nokia 8100, a primeira com um design inovador,ergonomicamente confortável.1997 Fornecedor de GSM para 59 operadores de telemóveis em 31 países.1999 Anunciou o primeiro telefone multimédia baseado no‘ Wireless Application Protocol‘(WAP) in Mobile Media Mode. O telefone Nokia 7110 á de duas redes, GSM 900/1800, foidesenvolvido para permitir fácil acesso aos conteúdos da Internet a partir de um telemóvel;lançamento do Nokia 650, primeiro telemóvel com rádio FM incorporado; lançamento da sérieNokia 5100, primeiros telemóveis com tampas intercambiáveis pelos próprios utilizadores;lançamento do Nokia 9110 Communicator á, primeiro dispositivo móvel de mão a suportarimagens sem fios.2000 Em parceria com a companhia aérea Scandinavian Airlines Systems, os telemóveis daNokia podem ser adquiridos em todos os vôos internacionais da SAS. É a primeira vez que ostelemóveis estão à venda em aviões.2002 Lançamento do Nokia 6650 á, primeiro telemóvel com tecnologia 3G.2003 Lançamento do Nokia N-Gage, um ‗smartphone‘ que se mistura com uma consola portátil,MP3, gravador, rádio, telemóvel, servindo ainda para receber e enviar e-mails e SMS, e navegarna Internet; lançamento do Nokia N82, um telefone que além de acessórios tradicionais comocâmara e e-mail, possui GPS de 150 países e permite aceder a mais mil estações de rádio emtempo real; Lançamento do Nokia N95, um ‗smartphone‘ com funções de GPS, câmara digitalcom lente Carl Zeiss incorporada de 5 megapixels.2009 Lançamento da loja Ovi: site online que permite fazer o ‗download‘ de musicas, jogos,aplicações, etc.2010 Lançamento dos ‗smartphones‘ Nokia C7 e Nokia N8.Fonte: Económicowww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 56O Segredo está no cheiro13 de Agosto de 2010Na publicidade, já se tornou clichê dizer que uma imagem vale mais que mil palavras. Bebêsfofos, bichinhos de estimação carentes, praias paradisíacas, tudo isso já foi exaustivamente usadopelos publicitários para atrair os consumidores. Agora, empresas de setores tão diversos quantovestuário e automobilístico estão descobrindo o que parece ser a nova máxima da publicidade: ade que um aroma pode valer mais que mil imagens. Cerca de 20 empresas especializadas nochamado marketing olfativo já movimentam quase 100 milhões de dólares por ano em todo omundo. Suas fragrâncias vêm sendo disputadas por marcas como a coreana Samsung, a inglesaRolls-Royce e até a brasileira O Boticário. ―Nos últimos tempos esse setor tem crescido mais de70% ao ano‖, diz Roberto Álvarez Del Blanco, professor de marketing da IE Business School emMadri. ―Muitas empresas desejam contar com uma espécie de assinatura olfativa.‖A julgar pelos resultados obtidos por algumas marcas, dá para entender o apelo da mais novaestratégia de marketing. A pedido da Samsung, a americana International Flavors & Fragrances(IFF) desenvolveu no final do ano passado uma fragrância à base de melão para ser borrifada nas52 lojas-conceito da fabricante de eletroeletrônicos espalhadas pelo mundo. Nesses pontos devenda, os consumidores passaram a gastar até 30% mais tempo interagindo com os eletrônicosdo que nas lojas convencionais – e, de quebra, identificaram o aroma do ambiente acaracterísticas como inovação e sofisticação. Há cerca de dois anos, a rede de vestuárioamericana Abercrombie & Fitch começou a perfumar os corredores de suas lojas com umafragrância à base de rosas e laranja. Fez tanto sucesso que a empresa decidiu engarrafar aessência e vendê-la aos clientes – a fragrância funciona como uma extensão do perfume Fierce,que já rendeu mais de 250 milhões de dólares à empresa. A rede paranaense O Boticário foi umadas primeiras brasileiras a embarcar nessa onda. Em agosto do ano passado, a companhia lançouo primeiro cartão de crédito perfumado do mundo, em parceria com o Bradesco. Ao passar ocartão pela maquininha ou esfregá-lo com as mãos, o atrito libera um odor com notas de rosas ejasmim – algo que, para a maioria das mulheres, só vem aumentar a sensação de bem-estar apósas compras. A iniciativa deu tão certo que, no primeiro semestre deste ano, as vendas do talcartão aromatizado cresceram 20% – ante a média de 12% do mercado. ―Você não podesimplesmente ‗desligar‘ o olfato‖, diz Harald Vogt, presidente da consultoria americana ScentMarketing Institute. ―O aroma fica na cabeça dos consumidores.‖Fonte: Portal Examewww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 57Como se preparar para apresentar ideiasinovadoras à empresa7 de Junho de 2010No mundo corporativo, é comum dizer que os profissionais devem ser pró-ativos e não ter medode arriscar, seja na carreira ou ao fazer sugestões ao seu gestor. E devem ser mesmo: ideiasinovadoras sempre são bem-vindas. Mas não sem avaliar os riscos inerentes a todas as novaspropostas.O momento da apresentação de uma nova ideia para o chefe e colegas de trabalho pode sercomparado a uma entrevista de emprego, diz Nathália Pacheco Junior, professora da Faculdadeda Academia Brasileira de Educação e Cultura (Fabec). Nunca se sabe como será, nem qual arepercussão futura na empresa. Como se diz no futebol, é uma ‖caixinha de surpresas‖. Sendoassim, ressalta a professora, o profissional deve conhecer ao máximo a potencialidade do projeto,do mesmo modo como suas possíveis fragilidades.- As dúvidas e perguntas são inevitáveis, logo, deve-se estar preparado para encará-las semsustos.O que levar em conta antes de propor uma ideiaA preparação para o momento da apresentação da proposta deve ser feita como uma espécie desimulado, no qual o funcionário deve fazer um esforço no sentido de imaginar quais os possíveisimprevistos e dificuldades da inovação, diz Nathália.Para que possa argumentar e fundamentar as ideias que propõe, o profissional precisa, antes detudo, ter uma boa formação técnica, diz Fábio Alexandre, especialista em RH da Academia doConcurso. Logo, ele deve investir na sua carreira técnica, através de cursos, de boas leituras e dabusca por estar sempre bem informado, a fim de que este conhecimento lhe dê o suportenecessário para esses momentos:- O conhecimento técnico é importante, mais por si só não é suficiente para garantir o sucesso deuma empreitada arriscada dentro da organização. Daí a importância do famoso jogo de cintura,que só pode ser conquistado através da experiência. E só adquire experiência aqueles que tentamo novo, que fazem o diferente e se laçam sem medo em busca do sucesso.Além disso, é importante que a apresentação da proposta, como todas as atitudes da vida, sejaprecedida de um planejamento que ofereça subsídios para execução de um projeto, acrescentaDaniel Cardoso, assessor de RH da Fibras Arte. Segundo ele, os fatores externos (demanda,economia do país, entre outros) precisam estar bem evidentes neste planejamento e os fatoreswww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 58internos (pessoal, financeiro, cultural) solidamente definidos para um diagnóstico que reduza apossibilidade de erro, por mais arriscado que seja esse projeto.Para inovar, no entanto, é preciso já ter conquistado espaço na empresa, sentir-se até certo pontoestável e seguro de que sua capacidade e potencial são reconhecidos por seus superiores, ressaltaNathália. Isso porque, diante de tal quadro torna-se muito mais viável encarar a proposta comoalgo positivo à empresa.- Não se deve de modo algum propor grandes mudanças em momentos de instabilidadefinanceira ou mesmo durante processos de reestrutura interna.Intuição aliada à experiênciaDecidir o momento de apresentar uma nova ideia é sempre uma missão complicada, concordamos especialistas. Entretanto, é preciso saber aliar intuição e experiência, para ponderar os prós econtras na tomada de decisão.- O primordial é sentir-se preparado e ter certeza de que a ideia a ser proposta já foi bemestudada e amadurecida – diz Nathália.Michelle Werfel, pós-graduada em RH e diretora regional da Agência de Educação InterculturalWorld Study, lembra que, quando se assume um risco, há sempre a probabilidade de dar certo ouerrado.- Se der certo, o profissional será vangloriado e vice-versa. É importante saber com quem vocêtrabalha e medir os riscos do mercado, mas a responsabilidade de um erro não deve serdirecionada apenas a pessoa que deu a ideia.Nos negócios, a área de atuação é muito importante para definir a percentagem de atitudes derisco que se deve ter, mas vale lembrar que para arriscar é necessário pensar, principalmente, naascensão da empresa, diz Michelle.- É preciso se mostrar para o mercado, por isso, quando a empresa já está em uma linha maisestável, significa que pode arriscar menos. Medir o risco é sempre essencial tanto para quemquer arriscar, quanto para quem quer propor uma nova ideia.Na opinião de Nathália, o comodismo muitas vezes é o maior empecilho para o crescimentoprofissional. É preciso arriscar, afirma ela, com ponderação.- Ponderar a relação custo-benefício é o melhor mecanismo para se precaver contra os resultadosnegativos que podem advir de uma inovação.Fonte: O Globowww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 59Como começar o seu próprio negócio naInternet6 de Julho de 2010Primeiro passo: plano de negócios. Segundo: financiamento. Terceiro e não menos fundamental:estar sempre online e não desistir.O que é preciso são ideias. Se já as tem, mas não consegue desenvolver o seu projecto para umnovo produto ou um serviço que pensa que tem tudo para ser um sucesso, experimente criar umaempresa a partir da Internet.Hoje em dia as pessoas recorrem cada vez mais ao WWW para comprar bens e serviços. Emuitos negócios conseguiram sobreviver porque se ligaram à Net ou porque foram criados apartir dela. Moneysupermarket.com tornou-se o segundo site com maior tráfego na Internet. Àsua frente, só o gigante motor de pesquisa Google.Plano de negócios: é preciso conhecer o mercadoNão é tarde nem é cedo. Comece já a criar o seu plano de negócios, o ponto de partida para quequalquer projecto vingue no mercado, aponta o director de negócio empresarial da Deloite, TonyCohen, citado pelo «The Independent».«Precisa de conhecer o seu mercado alvo, conhecer os seus concorrentes, atrair financiamento,estar seguro de bons recursos, criar a fidelidade do consumidor, especialmente o blogger, e obteralianças com parceiros estratégicos». Tony Cohen resume:«Preparação e investigação sãofundamentais».Em termos práticos, o plano de negócio deve contar uma história simples, mas convincente, quedeixa ao leitor a vontade de conhecer a equipa de gestão e descobrir mais sobre» a empresa.«Deve ser tão sucinta e acessível quanto possível, e ter no máximo 20 páginas», explica JeffreyMacklin, da empresa financeira FDUK. É importante saber com que mercado podemos contar, irà procura de nichos.Financiamento: cuidado com o que escolheMas esses são só os primeiros passos. Muito importante também é o financiamento. E hoje emdia há muitas opções diferentes para os vários tipos de aspirantes a empreendedores.Empréstimos, vendas de acções, investimento de capital sem aumentar o nível de endividamento.São processos a ter em conta para abrir um novo negócio.www.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 60Se está a pensar ir pela via do investimento de capital, pode optar, por exemplo, pelos chamadosbusiness angels, indivíduos ricos que procuram investir em empresas em crescimento e que sãoboas fontes de contactos no mundo empresarial.«Um erro comum que as empresas cometem é pedir muito pouco apoio financeiro, na esperançade conseguir pelo menos alguns dos fundos de que necessitam», aponta o director de negóciobancário da Alliance & Leicester Commercial Bank, Steve Jennings. «Mas esta é,potencialmente, uma receita para o desastre».Mantenha o site sempre actualizadoO preço do site da sua nova empresa é variável. Há valores para todas as carteiras. Mas se nãoquer construir o seu próprio site, pode procurar online os especialistas na matéria, oswebdesigners. Se os utilizadores encontrarem facilmente o que desejam no site, vão confiar nasua empresa.«Comprometa-se a actualizar o conteúdo do seu site constantemente». Inovação, imaginação einvenção «são essenciais se quiser ter sucesso no longo prazo», aconselha um consultor deempresas de pequena dimensão. «Também se torna mais fácil para as pessoas entrarem emcontacto com a sua empresa. Ela precisa apresentar um rosto humano».Um site deve servir assim de senha de entrada e deve ser fácil de navegar para que osutilizadores não saiam frustrados e não deixem de comprar. Manter os dados dos utilizadores emsegurança é meio caminho andado para os conquistar.Muito trabalho e não desistir são as premissas para que um site resulte e seja reconhecido. «Osucesso na Web é raro», alerta Tony Cohen. Mas quando se alcança, também é o «maisgratificante».Fonte: Agência Financeirawww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 61Empresas estão a ficar viciadas nas redessociais27 de Março de 2010As redes sociais estão a transformar-se num meio de eleição para a comunicação das empresas.A facilidade na segmentação do público é uma das razões apontadas para o fenómeno.A notícia provocou algum espanto, mas foi apenas a confirmação de um fenómeno do qual já sedesconfiava: em Março, o Facebook ultrapassou pela primeira vez a Google, sendo agora o sitemais visitado nos Estados Unidos. O sucesso desta rede social – que foi considerada a empresamais inovadora do mundo no ranking anual da revista ―Fast Companyé‖ – não é um fenómenoisolado dentro das redes sociais. E as empresas parecem já o ter percebido.―As marcas estão sempre à procura da forma mais inteligente de comunicar e é lógico queesbarrem nas redes sociais‖, começa por explicar o especialista de marketing do InstitutoSuperior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), Pedro Dionísio (que começou a suaapresentação com o vídeo Prometeus – The Media Revolution ).No Merging 2010 – evento promovido pela Escola de Artes da Universidade Católica do Porto -,houve pelo menos um consenso geral: hoje, o poder está do lado do consumidor. É ele quemdecide o que quer e as marcas apenas lhe seguem as pegadas. ―Dantes as marcas falavam e osconsumidores ouviam, hoje é ao contrário‖, conta Pedro Dionísio.E o responsável pelo ―Mercado de Ideias‖ da PT Inovação, Ricardo Rosado, faz eco: ―Oconsumidor tem tanta informação disponível que não há influência possível sobre ele. Temos quenos unir a ele e deixarmo-nos levar. É aí que ganhamos o consumidor‖.Público segmentado, margem de erro reduzidaAs redes sociais transformaram-se num local perfeito para a união e proximidade com oconsumidor. A Bydas – empresa portuguesa pioneira em acções de marketing social -, fala dasredes sociais não só como um sector estratégico, mas também – e sobretudo – como o futuro domarketing.Luís Cordeiro, responsável da empresa, explica: ―As redes sociais são o local onde o público émais facilmente segmentado. Por idade, por sexo, por interesses‖. Desta forma, a empresa ―sóinveste nas pessoas que quer‖, acrescenta. ―Se fizermos um anúncio para passar na televisão, noprime-time, o target é muito mais alargado e a margem de erro também. Nas redes sociaisreduzimos essa margem de erro quase a zero.‖www.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 62No final de 2008, a PT investiu 150 milhões de euros em inovação, investigação edesenvolvimento. Foi assim que nasceu o Programa de Inovação OPEN, uma iniciativatransversal a toda a organização, que procura incentivar práticas de inovação entre oscolaboradores (são 12 mil). É uma plataforma online, em tudo semelhante ao Facebook ou aohi5, mas ―virada para a geração de ideias‖, explica Ricardo Rosado.―Assenta numa filosofia de mercado de ideias, em que os colaboradores interagem, comentam einvestem nas ideias uns dos outros, numa espécie de bolsa com opens, a moeda corrente domercado. E depois julgam e votam as ideias uns dos outros‖.Para Ricardo Rosado, as potencialidades das redes sociais ainda estão ―muito aquém‖ daquiloque se pode fazer, porque há ―alguma incerteza sobre qual o melhor mercado para apostar‖.―Fala-se do Crowd Sourcing , redes sociais em proveito das empresas e de Open Innovation ,mas há muitas possibilidades‖, exemplifica.Power to the people―No me gusta la publicidad‖. Foi com esta frase que o director criativo da McCann EricksonBarcelona, Jordi Bosch, iniciou o seu discurso. E justifica: é que em alguns casos ―as marcasdizem-nos o que fazer, quando fazer, dão ordens‖. Agora, ―as marcas já perceberam que não têmde falar para as pessoas, mas sim com as pessoas‖.É o afamado ―power to the people‖, que se ouviu repetidamente nesta edição do Merging. ―Asredes sociais são uma forma de fazer publicidade mais personalizada e mais educada, são o fimdas técnicas de enganar pessoas‖, acrescenta Jordi Bosch, que admite que começa a gostar maisde publicidade agora.Para a descoberta de talento português por todo o mundo, nasceu a rede social The Star Tracker .Tiago Forjaz fala dos três ingredientes – um herói, afinidade com os utilizadores e aspectodiferenciador – que deram vida a esta rede e falou da necessidade de encontrar um ―denominadorcomum‖ entre as pessoas, mais do que falar das diferenças: ―Esse denominador pode ser otalento‖.A Star Tracker vai adoptar um modelo de negócio semelhante ao do LinkedIn: as pessoas têm otalento, as empresas dão o dinheiro.No ano de 2009, o estudo Netpanel da Marktest contabilizou 3,6 milhões de internautas anavegar a partir de casa em redes sociais, o que corresponde a 87,2% dos internautas nacionais,e, no ano de 2010, prevê-se que o investimento na Internet online cresça 10% (não se sabe aocerto que percentagem caberá às redes sociais).www.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 63Na Inglaterra, o investimento em publicidade na Internet já ultrapassou o da televisão, e oresponsável da Bydas, Luís Cordeiro, acredita que ―em Portugal o investimento em publicidadena Internet vai ultrapassar o investimento na televisão nos próximos três anos‖.―É uma questão das pessoas ganharem consciência da potencialidade deste meio‖, justifica.Fonte: Expressowww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 64Onde estão os apartamentos mais caros domundo?24 de Setembro de 2010O actual apartamento mais caro do planeta foi vendido em Agosto, e custou 170 milhões deeuros.Londres começa a ficar conhecida como a cidade com os apartamentos mais caros do mundo.Em meados de Agosto, em pleno período de férias, a capital inglesa foi palco de uma dasmaiores transacções imobiliárias do ano com a venda, por 170 milhões de euros (140 milhões delibras), da ‗penthouse‘ do empreendimento One Hyde Park. Um negócio que fez daqueleapartamento o mais caro do planeta até à data, mas que aconteceu numa altura em que os preçosdas casas mais caras dos Estados Unidos – um dos principais mercados de habitação de luxo –continuavam a cair.Contudo, nada disto é novo para os britânicos. Em Março de 2008, pouco antes de estalar a criseeconómica e um ano depois de a recessão que abalou o mercado imobiliário norte-americano,Londres já tinha sido palco da venda do apartamento mais caro do mundo até então. A casa ficanum empreendimento situado na Saint-James Square, perto de Downing Street (onde fica aresidência do primeiro ministro) e de Buckingham Palace, e custou 139 milhões de euros, ouseja, cerca de 115 milhões de libras ao câmbio actual. Tal como no One Hyde Park, também oapartamento da Saint-James Square foi vendido em planta, ou seja, antes de estar pronto. Até noarrendamento, Londres era conhecida por praticar rendas que ultrapassavam os 19 mil euros (16mil libras ao câmbio actual) por mês.Em Nova Iorque, por exemplo, onde costumam estar algumas das casas mais luxuosas domundo, a mais cara colocada à venda nos últimos anos custou 118 milhões de euros (150milhões de dólares ao câmbio actual) e foi vendida em Novembro de 2007, segundo o ―NewYork Post‖.Hoje, os preços das casas de luxo mais comuns no mercado oscilam entre 26 e 50 milhões deeuros. Aliás, é ao comparar com os preços praticados hoje nos EUA que se percebe a realdimensão da crise. De acordo com o ―Wall Street Journal‖, que citava a publicação especializada―Luxist‖, o preço da ‗penthouse‘ do One Hyde Park está bem acima dos 36 milhões de eurospagos por uma propriedade de 1,4 hectares no Texas.‗Penthouse‘ custa 11 vezes mais que a casa mais cara de PortugalEsta será uma das razões por que os promotores de casas de luxo novas optaram por, em respostaà crise, colocar as vendas em ‗stand by‘, mas mantendo os preços. Como aliás se passou com owww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 65empreendimento One Hyde Park, cujas vendas foram congeladas durante um ano. Um sistemaque parece funcionar. A ‗penthouse‘ promovido pela Candy and Candy, uma das mais reputadasempresas de imobiliário de luxo do Reino Unido, chegou a estar à venda por 100 milhões delibras, mas acabou por ser vendida por 140 milhões.A ‗penthouse‘ do One Hyde Park não só é 11 vezes mais cara que a residência mais cara dePortugal (avaliada em 15 milhões de euros), como é também a terceira propriedade mais cara domundo, depois de Antilla, em Mumbai, na Índia, avaliada em cerca de 779 milhões de euros e damansão Villa Leopolda, na Riviera Francesa, cujo preço chega aos 390 milhões de euros.One Hyde ParkLocalização: Em Hyde Park, Londres, uma das zonas mais caras da capital inglesa.Empreendimento: São quatro edifícios com 86 apartamentos.Vendas: Além da ‗penhouse‘, 65% das casas já estão vendidas.Preços: O mais baixo começa nos 24 milhões de euros.Arquitectura: Richard Rodgers, vencedor do Prémio Pritzker, o ‗Nobel‘ da arquitectura.„Penthouse‟: Duplex de seis quartos, com vidro à prova de bala, sala de pânico, vista sobre acapital inglesa e acesso ao serviço de quartos do hotel Mandarin Oriental, que fica mesmo aolado do condomínio.Casas mais caras em Portugal e no mundo:15 milhões de euros – Quinta da GramelaÉ a casa mais cara de Portugal, no valor de 15 milhões de euros, e fica em Pombal. Data doséculo XVI e foi a residência do Marquês de Pombal.779 milhões de euros – AntillaA casa do homem mais rico da Índia, Mukesh Ambani, não está à venda. Está a ser construídapara uso próprio e vai ter 27 andares.390 milhões de euros – Villa LeopoldaÉ uma das casas mais conhecidas da Europa. Fica na Riviera Francesa e já teve váriosproprietários, um deles Bill Gates, o ‗chairman‘ da Microsoft.130 milhões de euros – Mansão HearstPropriedade de William Randolph Hearst, importante empresário da comunicação social norte-americana, tem 29 quartos e três piscinas.Fonte: Económicowww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 66CiencInvest estimula empreendedorismo debase tecnológica3 de Junho de 2010―É fundamental continuar a incrementar o empreendedorismo qualificado, especialmente o debase tecnológica, único que poderá contribuir, de forma decisiva, para o incremento daexportação de bens transaccionáveis‖, salienta Clara Braga da Costa, Presidente do Conselho deAdministração da CiencInvest, promotora do seminário ―Empreendedorismo na Universidade‖que levou ao Instituto Superior de Agronomia em Lisboa representantes de oito universidadesportuguesas.Clara Braga da Costa anunciou a criação de dois prémios para estímulo do empreendedorismo debase tecnológica, um dirigido às unidades de transferência de tecnologia que promovam novosprojectos e outro, com um primeiro prémio de 10 mil euros aos promotores vencedores entre ascandidaturas dos projectos contratualizados com investimento do Fundo Inovcapital ACTec.Este fundo, com um valor global de 7,5 milhões de euros, destina-se a financiar provas deconceito de empresas de base tecnológica e é, segundo sublinhou a gestora, o primeiro com estadimensão em Portugal.Gerido pela InovCapital em parceria, na sua operacionalização, com o ACT da COTEC,―pretende ser um acelerador de criação de empresas de base tecnológicas por empreendedoresqualificados que se afirmem em mercados regionais e mundiais‖.O Presidente do Conselho de Reitores, António Rendas, da Universidade Nova de Lisboa, referiuum estudo europeu em que se evidencia que ―em Portugal continua a haver um défice derelacionamento da Universidade com as empresas, o que deverá estimular a Universidade naparticipação activa na regeneração do tecido empresarial‖.Por seu turno, José Mendes, Vice-Reitor da Universidade do Minho e Presidente do ConselhoEstratégico da CiencInvest, defendeu ―a cooperação entre as Universidades para obter ganhos deeficiência e escala na abordagem às muitas questões que o estímulo e a prática doempreendedorismo levantam, incluindo a valorização da propriedade intelectual e a detenção departicipações em start-ups‖.A Ciencinvest tem como objectivo promover a transferência de tecnologia dos centros deInvestigação e Desenvolvimento Tecnológico associados aos seus Accionistas para o mercado,participando com um milhão de euros no fundo de capital de risco FCr Inovcapital ACTec.www.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 67O seu Conselho Estratégico é integrado pelas oito maiores universidades portuguesas: Minho,Porto, Aveiro, Católica, Coimbra, Lisboa, Técnica de Lisboa e Nova, bem como pela FLAD,COTEC e InovCapital.De acordo com dados do Orçamento de Estado revelados durante o seminário, Portugal investemais de 1.000 milhões de euros por ano em investigação.―Fomentar o empreendedorismo nas universidades é tarefa prioritária em qualquer País quepretenda ter um papel de relevância económica mundial, por forma a garantir a valorizaçãoeconómica do conhecimento―, salienta Clara Braga da Costa, adiantando que Portugal tem dado―passos de gigante‖ nesta área, mas precisa de políticas sustentadas e estáveis no fomento doempreendedorismo qualificado, ―cujos frutos são dificilmente mensuráveis no imediato masmuito visíveis no longo prazo e distinguem os países com futuro‖.O presidente do IAPMEI, Luís Filipe Costa, que encerrou o seminário, referiu o papel central dofundo de capital de risco ACTec para sustentar este estímulo do empreendedorismo qualificado ea valorização económica do conhecimento.Fonte: Oje – O Jornal Económicowww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 68Seis dicas de milionários para poupardinheiro13 de Setembro de 2010Tenha uma casa simplesOs milionários podem comprar as mansões mais exclusivas e luxuosas que se pode imaginar.Mas Warren Buffett ainda vive na casa que comprou em 1957 por 31 mil dólares (na foto aolado). Já Carlos Slim viveu durante quase 40 anos na mesma casa.Ande a pé ou de transportes públicosMuitos milionários preferem andar a pé ou de transportes públicos ao invés de usar o seu luxuosocarro ou pagar ao motorista. Experimente. Não só é bom para a carteira como ainda ajuda oambiente.Não compre roupa de „designers‟Apesar de muita gente acreditar que usar roupa exclusiva é sinal de ‗status‘, a verdade é quemuitos dos bilionários preferem usar simplesmente calças de ganga e t-shirt – como é o caso doscriadores do ‗Google‘.Mantenha as tesouras afiadasCortar o cabelo pode sair caro se escolher alguns dos salões mais elegantes. Os milionáriospodem, certamente, pagar, mas muitos preferem mesmo cortar o cabelo em casa.Utilize um carro comumSe é certo que muitos adoraram gastar milhões em carros, a verdade é que há outros, como ocaso do fundador do Ikea, Ingvar Kamprad, que conduzem o mesmo carro há anos (na foto aolado). No caso de Kamprad é um Volvo que comprou há uma década.Dispense os bens de luxoCarlos Slim, o homem mais rico do mundo, não tem um avião privado nem um barco. WarrenBuffett, que também dispensa bens de luxo, costuma dizer que ―muitos desses ‗brinquedos‘ sónos trazem chatices‖.Fonte: Económicowww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 69Marketing digital crescerá 90% em três anosno Brasil26 de Novembro de 2010Pesquisa da McKinsey indica que interação entre consumidor e empresa aumenta a influência nadecisão da compra em cinco vezes.Pesquisa da consultoria McKinsey com 12,5 mil pessoas indica que a maioria dos consumidoresacessa a internet em média três vezes antes de escolher o que e onde comprar. A utilização demídias digitais para a decisão de compra já atinge 56% dos consumidores. Eles utilizam a redepara pesquisar as características de produtos, consultar avaliações de outros usuários e compararpreços. Os resultados foram apresentados nesta quarta-feira, 24, no Fórum FWD – Finding yourWay to the mind of the Digital Consumer, em São Paulo.―O reconhecimento do potencial dos meios online na construção da marca e nas vendas dasempresas motivará um incremento nos investimentos em marketing digital‖, afirma VijayGosula, sócio da McKinsey e responsável pelo estudo. Hoje, cerca de 10% da verba demarketing das empresas é direcionada para a internet. A expectativa da McKinsey é que estepercentual pule para 19% nos próximos três anos. Nos países desenvolvidos, cerca de 40% dosrecursos de marketing são direcionados para mídias digitais.A maior dificuldade das empresas para lançar iniciativas de marketing digital é a contratação deprofissionais capacitados, de acordo com a pesquisa. Dentre as 50 companhias de grande porteconsultadas, 90% afirmaram que não têm equipe interna preparada para enfrentar os desafiosdigitais. Entre as empresas que participaram do levantamento estão Carrefour, Itaú, MagazineLuiza e Microsoft.Os consumidores já demandam o serviço, mas se mostram descontentes com os canais decomunicação online das empresas. A pesquisa da McKinsey aponta para um índice de satisfaçãodos clientes de apenas 34% com as plataformas digitais de comunicação das empresas.A agência Talk, de marketing digital, consultou 75 consumidores para entender queposicionamento eles esperam das empresas na internet. A conclusão aponta para umanecessidade de atendimento personalizado, oferta de serviços úteis na internet e uma exigênciapor respostas. ―Eles não querem só ser ouvidos, querem ser respondidos‖, afirma Dudu Fraga,diretor da Talk.A disseminação do uso de redes sociais entre pessoas de todas as idades e classes sociais exigeque as empresas criem perfis nestas plataformas para se comunicar. ―As marcas têm de sewww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 70deslocar para onde as empresas conversam‖, afirma Yacoff Sarkovas, CEO do grupo Edelman,de comunicação. ―Não adianta ignorar os clientes que reclamam fora da central de atendimento.‖Os canais nos quais há uma interação entre o consumidor e a empresa, como chats e redessociais, influenciam cinco vezes mais na decisão de compra do que aqueles em que a informaçãovem por uma via única, aponta o estudo da McKinsey. ―Essas ferramentas estão sendosubestimadas pelas empresas‖, diz Gosula.Iniciativas bem-sucedidasEmbora as empresas brasileiras ainda destinem uma parcela não tão grande dos investimentosem marketing para a área digital, algumas companhias apostaram na área e apresentamresultados de sucesso. A Tecnisa vai destinar no ano que vem 55% do seu orçamento decomunicação para a internet, superando os investimentos em veículos tradicionais, como jornais,revistas e a televisão.Com investimentos baixos, a empresa conseguiu ser pioneira no ramo. Um aplicativo da empresapara o iPhone e o lançamento de uma plataforma de inovação aberta (sistema que recebesugestões de consumidores) custaram cerca de R$ 25 mil cada uma. A empresa tambémmonitora o uso de palavras-chave nos buscadores e nas redes sociais e, com isso, conseguiuvender 62 imóveis pelo Twitter.A subsidiária brasileira da Fiat deu um passo à frente para ouvir os clientes no projeto Fiat Mio.A empresa recolheu sugestões de 17 mil pessoas de 160 países para lançar um novo modelo. Ocarro foi construído com base nas ideias dos internautas e apresentado neste ano no Salão doAutomóvel de São Paulo.Fonte: Economia IG – Brasilwww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 71Marcas portuguesas de calçado diversificamoferta24 de Setembro de 2010Depois de ganharem fama nos pés, as empresas nacionais de calçado estão a diversificar a ofertacom o lançamento de novos produtos que complementam as colecções de sapatos e algumasquerem tornar-se grupos de moda.A Fly London, do grupo Kyaia, deu na maior feira de calçado, em Milão, mais um passo nacaminhada ―para se transformar numa marca do segmento de moda‖ com o lançamento de umalinha de óculos de sol, cintos e bijutaria.Em declarações à Lusa, o sócio gerente da Fly London adiantou que depois da colecção devestuário, apresentada em Janeiro, ―os acessórios estão a dar os primeiros passos‖, admitindo queo objectivo é ―cortar com a ideia de uma marca de sapatos e transformá-la numa marca dosegmento da moda‖.Amílcar Monteiro explicou que ―ao fim de 15 anos, chegou o momento de dar o salto para outrasáreas e as lojas próprias são um instrumento para suportar a marca‖, que recentemente abriu doisnovos espaços comerciais em Lisboa e em Londres, que se juntam à loja no Porto.A Fly London, comercializada em mais de 1.500 postos, aumentou o volume de vendas em 20%nos primeiros oito meses do ano, prevendo aumentar a faturação de 20 milhões de eurosregistada no ano anterior.Com quatro anos de existência, a Goldmud dedicou grande parte do seu espaço na feira decalçado de Milão à nova aposta: carteiras em pele cujo valor oscila entre os 300 e os 450 euros.―A Goldmud não é uma marca de calçado, é uma marca‖, disse à Lusa Miguel Abreu, realçandoque começou pelo calçado por vocação familiar já que a família se dedica à produção de calçado.―As carteiras vieram responder a uma necessidade do mercado e era um objectivo antigo, mas sólançámos o produto quando achámos que tínhamos um bom parceiro para estar ao nível dosnossos sapatos‖, explicou, revelando que ―o interesse dos clientes é tanto que vai ser antecipadaa entrega dos primeiros modelos‖.Os cintos e outros artigos de marroquinaria serão os próximos produtos a alargar a oferta daempresa de Felgueiras.www.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 72A Chibs, do grupo Evereste, está a pisar um caminho paralelo com a criação de sacos e malas deviagem como ―parte de uma estratégia de diversificar os conceitos para chegar a um maiornúmero de clientes‖.Em declarações à Lusa, o director comercial da Chibs, André Fernandes, adiantou que a marca jálançou cintos que ―conjugam com os sapatos‖ e ―em breve vai lançar sacos e malas de viagem‖.O designer Luís Onofre, que já há alguns anos dividia a passarelle entre o calçado e as carteirasde senhora, lançou uma colecção de malas de viagem que ―tem tido uma procura excelente‖.Em declarações à Lusa, o empresário adiantou que ―os 15 modelos de malas já estão à venda emvários mercados e, em especial, em lojas de aeroporto‖.Fonte: Oje – o Jornal Económicowww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 73Google, Disney e Apple são as preferidas paratrabalhar3 de Maio de 2010Um bom salário e um ambiente profissional agradável são o mais desejado pelos recém-licenciados dos EUA na hora de procurar emprego. A Google e a Disney estão no ‗top‘ daspreferências.Há quatro anos consecutivos que a Google é a empresa favorita dos jovens norte-americanospara trabalhar. Entre outras características, os recém-licenciados preferem empresas que tenhamvisibilidade no mercado (30%), que ofereçam produtos e serviços atractivos (29%) e quegarantam bons salários.Características que colocam a Google no ‗top‘ das preferências dos jovens que estão a terminaros seus cursos e prestes a entrar no mercado de trabalho. O estudo feito pela ‗BloombergBusinessweek‘ revela que a Walt Disney, o FBI, a Apple e a Ernst&Young são as escolhas quecompletam o ‗top 5′ dos estudantes, à semelhança dos anos anteriores.―A surpresa é que não há surpresa alguma‖, disse Camille Kelly, uma especialista emrecrutamento, à Bloomberg.‖ Quando olhamos para o ‗top‘ dos empregadores, não há grandesdiferenças‖ face aos anos anteriores, acrescentou.―O elo comum entre estas empresas é o facto de todas terem muito sucesso no mercado, e osalunos procuram os empregadores que queiram oferecer oportunidades de aprendizagem,produtos ou serviços apelativos, ou um ambiente que lhes permita prosperar‖, concluiu Kelly.Fonte: Económicowww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 74As 11 marcas que mais investem no futebolmundial23 de Agosto de 2010O desporto mais rentável do mundo tem nomes grandes como os jogadores. Saiba quais.Das contratações ao ‗merchandising‘, passando pelos contratos publicitários: o futebol mede-seem números XXL. Os valores milionários que se investem ajudaram a que este desporto setornasse ‗rei‘, mas há marcas com maior empenho, como elegeu o ‗site‘ SoccerLens. Conheça as11 marcas titulares que os clubes querem nas suas equipas1. Coca-ColaO primeiro anúncio da marca de refrigerantes associado ao futebol surgiu em 1950, mas tornou-se patrocinador oficial do Mundial em 1978 (onde a anfitriã Argentina venceu a Holanda), tendojá contratos até 2022. A marca tem também acordos com a UEFA, e marcará presença nos Euros2012 e 2016. A última campanha esteve em 170 países.2. NikeManchester United, Barcelona, Portugal ou Brasil, são alguns dos equipamentos desportivos quecarregam o símbolo da Nike. Patrocinou jogadores como Ronaldinho Gaúcho ou CristianoRonaldo e, apesar de nunca ter sido patrocinador oficial, nunca está ausente dos relvados.3. McDonald‟sÉ difícil ter atletas de competição patrocinados pela McDonald‘s, a maior cadeia de ‗fast food‘do mundo, mas a UEFA e a FIFA agradecem os 30 milhões anuais de patrocínio.4. AdidasA marca alemã é, desde 1970, o principal fornecedor de bolas para os Mundiais da FIFA, tendoacordos semelhantes com a UEFA. Veste ainda Real Madrid, Bayern de Munique e o Ac Milan.5. BarclaysO banco patrocinador da 1ª Liga inglesa desde 2001 tem contrato até à época 2012/2013, comdireitos de ‗naming‘ que custaram perto de 100 milhões de euros.www.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 756. BudweiserA produtora alemã de marcas como a Budweiser fazem dela a cerveja oficial do Mundial daFIFA e da Premier League.7. PumaAlém de patrocinar 12 selecções africanas, em Portugal veste o Sporting. Ocupa posiçõescimeiras pela aposta em várias equipas.8. AonO patrocínio da empresa de serviços financeiros à camisola do Manchester, até 2014, foi de 97milhões de euros.9. VisaDepois de destronar a rival Mastercard ao investir o que se estima terem sido 117 milhões deeuros nos torneios de 2010 e 2014, a empresa de cartões de crédito ganha um lugar cativo noplantel dos maiores patrocinadores.10. PepsiFernando Torres, Messi, Drogba ou Thierry Henry são algumas das caras da Pepsi, quesucederam a David Beckham depois de um contrato de dez anos. Patrocina ainda a liga defutebol norte-americana.11. SamsungA empresa sul-coreana de electrónica patrocina o Chelsea desde 2005 com acordo até 2013.Colabora ainda com a Taça das Nações Africanas.Fonte: Económicowww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 76Sete segredos de inovação de Steve Jobs13 de Outubro de 2010Livro usa a trajetória do executivo da Apple para abordar como empresas e executivos podemcriar ideias inovadoras.Em 1972, com apenas 17 anos, Steve Jobs – que hoje ocupa a posição de CEO da Apple e éreconhecido como um dos executivos mais inovadores do mundo – decidiu largar a universidadede artes, que ele tinha começado a cursar a apenas um semestre. ―Eu não tinha ideia do quequeria da minha vida‖, diria Jobs, alguns anos depois, para justificar sua decisão. ―Lá eu gastariatodo o dinheido que meus pais tinham economizado a vida toda. Assim, decidi desistir e confiarque tudo daria certo‖.Essa coragem de tomar decisões, seguindo os próprios instintos, é uma das características quegarantiram o sucesso do CEO da Apple, segundo o mais recente livro sobre o executivo, TheInnovation Secrets of Steve Jobs (ainda sem versão em português), escrito por Carmine Gallo. Aobra tenta abordar Jobs fora da competência de markeing e busca mostrá-lo como um exemplode inovação, que pode ser seguido por outros executivos e empresas.A autora revela, por exemplo, como a imagem de Jobs está associada um super herói, pelo fatodo executivo conseguir entregar não o que as pessoas querem, mas algo que elas nem sabemainda que desejam e que será essencial.Um dos temas mais recorrentes do livro é a capacidade da Apple de buscar a inovação por meioda valorização de pessoas e pensamentos diversos. Não por acaso, a empresa é composta pormúsicos, poetas, artistas, zoólogos e historiadores.O último capítulo da obra, intitulado ―One More Thing‖ (mais uma coisa, em tradução para oportuguês) – fazendo referência a uma frase recorrente de Jobs nos eventos da Apple), a autoracita que a maioria dos indivíduos não tem a coragem para ser inovador. ―A inovação é um lugarsolitário, porque pouquíssimas pessoas conseguem lançar novas ideias e ter a confiança paramanter sua convicção‖, conclui.www.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 77A seguir, confira sete princípios de inovação defendidos pelo livro:1 – Faça o que você ama2 – Deixe uma marca no universo3 – Acelere seu cérebro4 – Venda sonhos, não produtos5 – Diga não a mil coisas6 – Crie experiências insanamente boas7 – Domine a mensagemFonte: Computer Worldwww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 78Mercado de genéricos vai triplicar até 201526 de Maio de 2010As necessidades de poupança na factura da saúde obrigam Estado, utentes e empresas a apostarmais nos genéricos.Primeiro estranha-se, depois entranha-se. Esta máxima resume o arranque do mercado degenéricos em Portugal há cerca de 20 anos. Numa primeira fase, a desconfiança dos médicos eutentes aliada a alguma má publicidade ditaram um início pouco auspicioso para as fabricantesde medicamentos genéricos. Até ao ano 2000 o volume de vendas deste segmento era quaseinexistente. Mas depois de se ter chegado à evidência científica de que os genéricos tinhamresultados iguais aos de marca ―já não se pode dizer que não são bons‖, como afirma opresidente da Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos (APOGEN). Paulo Lilaia dizque se tivermos em conta a tendência demográfica de envelhecimento da população portuguesa,é inevitável que, para se tratar as pessoas todas bem, a única hipótese é comprar um volumemaior de medicamentos por um preço unitário mais baixo que, neste caso, oscila entre os 30% eos 35% a menos.Na União Europeia a quota de mercado em embalagens já ultrapassou a fasquia dos 50%, peloque, em Portugal, ainda há potencial de crescimento nos próximos cinco anos e mesmo espaçopara triplicar a actual quota.Nesta fase são cerca de trinta as empresas – portuguesas e multinacionais – que operam nosegmento de genéricos, e cujas estratégias passam por aproveitar esta onda de crescimento nosector. É o caso da Bluepharma, que aspira a estar entre as empresas mais representativas dosector. Paulo Barradas, director geral da empresa, referiu que em 2010 o objectivo é atingir umvolume de negócios de 25 milhões de euros face aos 13,7 milhões de 2009. O responsávelexplicou que já disponibiliza ―medicamentos correspondentes a cerca de 40 princípios activosque cobrem a generalidade das necessidades terapêuticas.‖ Hoje está presente em mais de 35países, sendo que conseguiu a certificação de qualidade FDA que abriu portas para o mercadoexigente dos Estados Unidos da América.Miguel Ruas, administrador do grupo Tecnimede, salientou que o segmento dos genéricos éinevitável e que sem ele ―não poderão existir sistemas de saúde baseados na comparticipação doEstado.‖ O grupo não negligencia esta oportunidade e já disponibiliza mais de 80 moléculasdistribuídas por nove áreas terapêuticas. A estratégia é transpor da 12ª posição do ranking globale estar no top 10 deste mercado. Para tal, está preparada para lançar por ano entre dez a 14 novasmoléculas, aposta que consome cerca de 17% da facturação da empresa.www.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 79Se há 20 anos tudo se fazia para descredibilizar o mercado de genéricos, hoje este negóciotornou-se tão apetecível que mesmo as empresas farmacêuticas dedicadas aos chamadosmedicamentos originadores criaram também marcas neste segmento. Pfizer, grupo Novartis coma Sandoz, a Sanofi Aventis são algumas das grandes farmacêuticas que já estão a dar osprimeiros passos no mercado de genéricos, havendo ainda notícias de um eventual interesse daAstra Zeneca em criar uma marca para alguns países onde está presente. A Associação Nacionaldas Farmácias (ANF) vê esta aposta como uma ―reorientação estratégica‖, já que hoje osgenéricos deixaram de ser considerados medicamentos menores. Para Paulo Duarte, secretário-geral da associação, a lógica era de ―vamos continuar a controlar o mercado onde actuamos,impedindo que se construam empresas de genéricos fortes que tenham capacidade económicapara concorrer connosco.‖A introdução de nova legislação que incentivava o consumo, a partir de 2001, a par dacomparticipação extra de 10% e uma forte campanha publicitária ajudaram a impulsionar omercado. O segmento dos genéricos em Portugal tem vindo a ganhar volume de vendas, sendoque em 2009 atingiu uma quota de mercado de cerca de 17,79% em valor e 15,93% em unidades.Ainda no ano passado o sector sofreu um corte de 30% no preço o que fez com que mesmo que omercado continue a crescer em unidades, em valor ainda estagna ou cai. Na venda a PVP omercado de genéricos caiu 5%, mas o crescimento em unidades foi de 18,5%.Perante este desempenho, o secretário-geral da ANF estima que um aumento em 20% na quotade mercado destes medicamentos implicaria uma poupança global de 70 milhões de euros, sendo43 milhões para os doentes e 27 milhões para o Estado.Empresas que mudaram a estratégia1 – PfizerA meta da Pfizer nos genéricos é disputar a liderança do mercado. A farmacêutica tem vindo aalargar o portfólio tendo já mais de 100 genéricos disponíveis na América do Norte, Europa,Austrália e Nova Zelândia. Portugal não é excepção, onde através da marca Parke Davis e da suasolução de anti-depressivos quer estar nas primeiras três empresas do segmento.2 – NovartisPara o grupo farmacêutico ―inovação e genéricos não são incompatíveis‖, afirma Luís Rocha,director de relações externas e acesso ao medicamento da Novartis. Por isso, apostaram naSandoz que desempenha um papel importante na estratégia da empresa ao oferecer uma vastagama de genéricos de alta qualidade a preços acessíveis.www.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 803 – Sanofi AventisA estratégia de diversificação do negócio e de crescimento nos países emergentes levou o grupoa apostar na aquisição de empresas fabricantes de genéricos. O portfólio das empresas Zentiva,Medley e Kendrick estão a contribuir para concretizar este objectivo. Esta aposta da SanofiAventis fez com que já seja líder de mercado neste segmento na América Latina e Central eEuropa de Leste.Fonte: Económicowww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  • Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 81Nova fritadeira eléctrica substitui óleo por ar9 de Setembro de 2010Os fritos podem ser bastante saborosos, mas têm alguns inconvenientes: o mal que causam àsaúde, a sujidade que fazem durante o preparo e também o perigo do óleo quente. Pensandonesses problemas, a fabricante Philips apresentou na IFA 2010, feira internacional de produtoselectrónicos e utilidades domésticas, uma fritadeira que não precisa de óleo nem água parafuncionar. No lugar desses itens, entra o ar (sem alterar o sabor dos alimentos).O produto, baptizado de AirFryer, é ligado à tomada e precisa de alguns ajustes antes do uso. Deseguida, inicia um processo de alta rotatividade de ar sobre o alimento, que produz os mesmosefeitos do processo de fritura convencional. Essa tecnologia, chamada Rapid Air, elimina até80% da gordura das batatas fritas, segundo o fabricante.Além de batatas, também é possível fritar nuggets, frango, carne e peixe. Inicialmente, oAirFryer só será vendido em países europeus, por um preço sugerido de 199 euros.Fonte: Diário Digitalwww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
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