Curiosidd Epist DiáLogo E Atv De Ens

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    1. Wania Tedeschi CEFETSP / FEUSP wania . [email_address] A CURIOSIDADE EPISTEMOLÓGICA E A ATIVIDADE DE ENSINO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES
    2. Metáforas para formação do professor
      • O professor técnico especializado e transmissor do conhecimento estabelecido.
      O professor reflexivo , conhecimentos amplificados e formação contínua. Reflexão não é em si, mas um processo coletivo , inserido num ambiente institucional.
      • A prática pedagógica subentende a atividade objetiva do homem que transforma a natureza e o mundo social, como a transformação do próprio sujeito, o currículo como praxis .
      A constituição docente pela praxis Prática e teoria juntam-se no julgamento prático do professor como parte essencial para a construção do currículo com base na experiência , no conhecimento e nas situações práticas.
    3. A REFLEXÃO-AÇÃO E A FORMAÇÃO INICIAL DO PROFESSOR
      • A reflexão pode ser fluxo livre de pensamentos que impulsiona nossas ações em busca de soluções para os problemas.
      Para formar um professor reflexivo, pesquisador na ação e sobre a ação, é necessário relacionar as experiências mais próximas com aquelas já sistematizadas por meio de uma educação problematizadora. Considerando o professor um profissional produtor de conhecimentos ele se faz no diálogo e na ação-reflexão (FREIRE, 2005).
    4. CONTEXTOS, CENÁRIOS E ATIVIDADE DE ENSINO
      • Sobre a atividade Werstsch ( apud Daniels, p.111) considera:
      • “ Uma das características mais importantes de uma atividade é que ela não é determinada , nem mesmo fortemente circunscrita pelo contexto físico ou perceptual em que os humanos funcionam. Ela é, antes, uma interpretação ou criação sociocultural imposta sobre o contexto pelo(s) participante(s)”.
      As experiências mais próximas , estabelecem uma combinação de objetivos, ferramentas e cenários que constituem, simultaneamente, o contexto dos comportamentos e das maneiras em que a cognição pode se relacionar . “ Atuam elementos de uma construção ativa do contexto pela maneira como os indivíduos ou os grupos usam os artefatos e que transformam o modelo dos contextos que existem num dado momento e num cenário particular. (Cole, apud Daniels, p.31)
    5. ATIVIDADE DE ENSINO E A ESPECIFICIDADE DE SE FORMAR PROFESSORES
      • Atividade de ensino é uma possibilidade de construir aquilo que compreendemos ser específico na formação docente que é o estudo, o ensinar e a possibilidade da promoção da aprendizagem dos alunos.
      • A estrutura da atividade ensino é de caráter comunitário e partindo de uma necessidade que cria um motivo para a sua realização, visa permitir que os sujeitos interajam , mediados por um conteúdo e negociando significados, com o objetivo de solucionar coletivamente uma situação problema .
    6. Curiosidade e interesse na formação e na atuação inicial do professor de matemática Sinergia Formação do professor de matemática Ação docente na Educação Matemática da escola básica PROCEDIMENTOS ESTIMULADORES DA CURIOSIDADE INTERESSE NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA
    7. PADRÕES DE COMUNICAÇÃO
      • ALRØ e SKOVSMOSE (2006) nomeiam de paradigma do exercício o modelo tradicional de ensino da matemática no qual o professor confere as respostas a exercícios previamente programados e realizados pelos alunos.
      • Propõem a superação do tratamento burocrático dado ensino da matemática (respostas fechadas) construindo o que nomeiam de cenários de investigação que visa trabalhar sob perspectivas e permitir aproximações e debates sobre os erros.
    8. LIMITAÇÕES SOBRE O USO EXERCÍCIOS
      • Utilizam semi-realidades ou situações artificiais;
      • Privilegiam as informações do enunciado para a resolução;
      • O propósito de um exercício é simplesmente de ser resolvido;
      • Explorá-los por meio de curiosidades não é relevante;
      • A exatidão das medidas está associada à regra de que ‘somente uma resposta está correta’;
      • Para dados reais utilizados, algum nível de confiabilidade passa a ser parte da reflexão da resolução.
    9. CENÁRIOS DE INVESTIGAÇÃO
      • São por natureza cenários abertos;
      • No planejamento de linhas de investigação pode-se encontrar perguntas abertas como: O que acontece se...?
      • Por que é dessa forma...?
      • Podem se constituir e desenvolver-se com referência a semi-realidade (aspectos de corridas de cavalos, aerodinâmica, etc.);
      • Podem referir-se de entidades puramente matemáticas para refletir e explorar as próprias entidades matemáticas;
      • Cenários com alto grau de referência a situações reais em geral optam por trabalhar com projetos.
      • Nesse tipo de proposta dois elementos são considerados básicos:
      • -Um cenário que represente um convite estabelecendo uma participação voluntária e
      • -O envolvimento dos participantes.
      • Trata-se de uma tentativa de estabelecer qualidades de comunicação e aprendizado em um cenário proposto para atribuir significado às atividades.
      CENÁRIOS DE INVESTIGAÇÃO
    10. O papel da pergunta
      • A curiosidade é ontológica e de caráter relacional vinculada à sensibilidade do sujeito que se atenta para algo.
      • Essa primeira idéia de curiosidade, é um importante ponto de partida, “...afinal: todo conhecimento começa apela pergunta ... Mas curiosidade é uma pergunta !”( FREIRE E FAUNDEZ, 1985, p.46).
      Há uma superação e não a ruptura dessa curiosidade primeira que se criticiza em direção a um maior rigor numa aproximação do objeto que conota achados de maior exatidão.
    11. O diálogo
      • O processo de ensino deve observar,
        • a construção e reconstrução dos saberes no contato com as informações científicas .
        • a possibilidade de reatar o diálogo entre a ciência e cultura .
      No diálogo, o papel fundamental da pergunta é exploração dos aspectos epistemológicos, heurísticos, técnicos, históricos dos temas de ensino articulados como numa rede que se dispõe na intenção de captar respostas e na direção de uma reflexão crítica de todos os participantes. Nessa perspectiva, a resposta, que deve estar coerentemente vinculada à pergunta , não visa preencher simplesmente o vazio deixado pela pergunta ou preparar respostas memorizadas e vazias de significado, o objetivo é a valorização das respostas dos sujeitos estabelecendo um processo de exploração e investigação dos temas.
    12. EXPERIÊNCIAS NA DISCIPLINA DE CÁLCULO
      • Nesse caso, propomos a história das idéias mais difundidas do cálculo como elementos de composição das atividades.
      • Do ponto de vista do formador, a intenção é iniciar uma reflexão sobre o papel das disciplinas específicas nos cursos de formação de professores e sobre o que é valorizado no tratamento desses temas.
      • Para os licenciandos o objetivo é debater sobre a natureza do conhecimento científico, a impossibilidade desse conhecimento avançar à margem de uma investigação do processo sociopsicológico que lhe deu origem.
    13. FUNÇÃO DA ORGANIZAÇÃO DO ENSINO: transformação da atividade de ensino em atividade de aprendizagem MEDIAÇÃO DIDÁTICA: fazer a aquisição do conhecimento (motivo da atividade de ensino) corresponder aos desejos e necessidades do aluno (motivo da atividade de aprendizagem) ATIVIDADE DE ENSINO promoção de pergunta que leve à ação curiosa ATIVIDADE DE APRENDIZAGEM A ação da ATV corresponde aos motivos, desejos e necessidades do aluno Mobilização do pensamento para a aprendizagem
    14. ATIVIDADES
    15. Aquiles e a tartaruga Comente o que pode ocorrer. Discuta possíveis desfechos para esse problema. Outros problemas propostos por Zenão levantam situações que discutem o problema do contínuo, analise esses problemas e suas particularidades. Aquiles vai competir com a tartaruga numa extensão, digamos de 100 m. Uma vez que Aquiles é capaz de correr a uma velocidade dez vezes superior à da tartaruga, é dado um avanço de 10 m à tartaruga. Dá-se início à corrida e Aquiles começa a perseguir a tartaruga.
    16. Os reais não são enumeráveis
      • De um intervalo fechado [0,1] e removemos o intervalo(1/3,2/3) aberto, isso nos deixa dois outros intervalos. Agora dividimos novamente cada intervalo restante em três e removemos cada terço intermediário aberto, temos agora quatro intervalos que permanecem. Continuamos esse processo indefinidamente.
      • O conjunto de Cantor consiste nos números que permanecem em depois de todos esses intervalos terem sido removidos.
        • Desenvolva esse processo e diga se existem números no conjunto de Cantor e se é possível enumerá-los.
        • O intervalo original tem medida 1 (um) qual é a soma das medidas dos intervalos retirados? Qual a lógica presente nessas conclusões?

    + wtedeschiwtedeschi, 2 years ago

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