Aula Abordagem Qualitativa SaúDe (2009 1)

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  • 1. Pesquisa Social em Saúde Pública: introdução às abordagens qualitativas Mestrado em Saúde Coletiva Instituto de Saúde da Comunidade Universidade Federal Fluminense - Niterói Julho de 2009 1 1 segunda-feira, 20 de julho de 2009 1
  • 2. Julio A. Wong Un julio.wong.un@gmail.com Mestrado em Saúde Coletiva Instituto de Saúde da Comunidade Universidade Federal Fluminense - Niterói Julho de 2009 2 1 segunda-feira, 20 de julho de 2009 2
  • 3. Um certo senso comum acadêmico... • “é pesquisa não-científica”; • “difícil de ser replicada”; • “pouco mais do que uma historinha”; • “impressão pessoal ou conjectura”; 3 9 segunda-feira, 20 de julho de 2009 3
  • 4. Teoria e método • Métodos de Pesquisa: conjunto de técnicas empregadas para obter dados do Mundo Social; • Estatégia de Pesquisa: conjunto de decisões sobre o design da pesquisa, idéias sobre como o mundo social pode ser estudado ---- Informa a escolha dos métodos; • Perspectiva teórica: conjunto de conceitos explantatórios que fornece uma estrutura para pensar sobre o mundo social e informar as pesquisas (e a escolha de métodos); 10 4 segunda-feira, 20 de julho de 2009 4
  • 5. Perspectivas teóricas (ex.) Etnografia; Teoria Feminista; Interacionismo Pós-estruturalismo; Simbôlico; Funcionalismo - Etnometodologia; Positivismo e Neo Construccionismo; Positivismo; Fenomenologia; Teoria Queer…. Teoria Crítica e Marxismo; 11 5 segunda-feira, 20 de julho de 2009 5
  • 6. Consequencias da diversidade A pesquisa qualitativa não é unificada nem bem definida; Na prática os contrastes entre perspectivas teóricas (na sua aplicação nas pesquisas) não é muito aparente; A conexão entre pesquisa e perspectiva teórica nem sempre está clara - é implícita, como se fosse um sub-consciente; Na saúde somos extremamente pragmáticos: nossas perguntas, nossos objetos, “pedem” métodos e reflexões. 12 6 segunda-feira, 20 de julho de 2009 6
  • 7. O que é pesquisa qualitativa? É uma pesquisa que não é quantitativa!!! Inexato; Ao invés de perguntar: “qual o tamanho de X?” “quantos X existem”? “quais as características comuns das pessoas para X?” a pesquisa qualitativa….; “O que é X?” “Como X varia segundo culturas, grupos, etc.?” “O que X significa para as pessoas (gestores, profissionais, funcionários, usuários, grupos, etc.?”; 13 7 segunda-feira, 20 de julho de 2009 7
  • 8. O que é pesquisa qualitativa? A PQ está relacionada aos significados que as pessoas atribuem às suas experiências do mundo social e à maneira como as pessoas compreendem esse mundo; Tenta interpretar os fenômenos sociais (interações, comportamentos, imaginário) em termos dos sentidos que as pessoas lhes atribuem; 14 8 segunda-feira, 20 de julho de 2009 8
  • 9. Ideias chave 1 Pesquisa Interpretativa: Interpretar a Cultura; Desde o Ponto de Vista do Nativo: esforço por se colocar no lugar do Outro; Interpretar: com freqüência o pesquisador questiona o senso comum (constrói novas interpretações); Desfamiliarização ou Relativização; 15 9 segunda-feira, 20 de julho de 2009 9
  • 10. Exemplo: suicídio • Parte das medidas sobre suicídio em determinada sociedade; • O que é suicídio para os diversos grupos; • Quem na sociedade elabora a definição oficial de suicídio; • Construção cultural do suicídio; • Diferenças entre países, culturas, sub-culturas, grupos sociais, religiões, épocas, etc. 10 16 segunda-feira, 20 de julho de 2009 10
  • 11. Exemplo: aids • O que significa viver com AIDS? • Como a visão de mundo da pessoa, da família e da comunidade influenciam no prognóstico, no comportamento em relação ao tratamento, as reações perante preconceitos e violências? • Casais soro discordantes; • Ser mulher e viver com AIDS; • Ser criança e nascer soro positiva? 11 17 segunda-feira, 20 de julho de 2009 11
  • 12. Ideias chave: 2 A pesquisa qualitativa segue a tradição de tentar estudar as pessoas em seus ambientes naturais, ao vez de em meios artificiais (laboratórios), ou em experiências controladas; Observação de pessoas em seu próprio território, a interação com elas em sua própria língua, com seus próprios termos; Expressão: “métodos naturalistas” (naturalistic methods; settings); 12 18 segunda-feira, 20 de julho de 2009 12
  • 13. Uso de diversos métodos Observar; Juntar-se às pessoas; Conversar; Ler o que elas produziram; 13 19 segunda-feira, 20 de julho de 2009 13
  • 14. Quali-quanti Tradicionalmente foram colocadas em lados opostos e confrontadas; Cada vez se percebe mais a complementaridade; Os referenciais teóricos diferentes acabam impossibilitando diálogos criativos; Moda da Triangulação Metodológica; 14 20 segunda-feira, 20 de julho de 2009 14
  • 15. Quali-quanti Pesquisa Quali como preliminar da Quanti; Pesquisa Quali como aprofundamento (ou exploração de outras dimensões) da Quanti; Pesquisa Quali para desenhar instrumentos de pesquisa quantitativa culturalmente sensíveis. 15 21 segunda-feira, 20 de julho de 2009 15
  • 16. Quantitativo Qualitativo • Predetermined Open to possibility • Narrowly focused • Broadly focused • Black box approach • Complexity of factors • Answers - “What” • Answers- “How & Why” • Numerical abstractions • Realistic representation • Small, strategic • Large, representative • Not straight forward • Standardized measures 16 22 segunda-feira, 20 de julho de 2009 16
  • 17. 17 23 segunda-feira, 20 de julho de 2009 17
  • 18. 18 24 segunda-feira, 20 de julho de 2009 18
  • 19. Para fazer pq: lembrar sempre 19 25 segunda-feira, 20 de julho de 2009 19
  • 20. Diversidades 20 segunda-feira, 20 de julho de 2009 20
  • 21. Singularidades 21 segunda-feira, 20 de julho de 2009 21
  • 22. O Real ou Os Reais 22 segunda-feira, 20 de julho de 2009 22
  • 23. A ordem simbólica configura a realidade A realidade é construída (socialmente) 23 segunda-feira, 20 de julho de 2009 23
  • 24. O cortiço das teorias 24 segunda-feira, 20 de julho de 2009 24
  • 25. As tradições na pesquisa qualitativa Os ismos 25 31 segunda-feira, 20 de julho de 2009 25
  • 26. ★Positivismo; ★Interpretacionismo; ★Criticismo – teoria crítica – e Pós-Modernismo. 26 segunda-feira, 20 de julho de 2009 26
  • 27. POSITIVISM INTERPRETIVISM CRITICAL THEORY/ POSTMODERNISM ASSUMPTION Objective world which Intersubjective world Material world of S science can 'mirror' which science can structured with privileged represent with concepts contradictions and/or knowledge of concepts of actors; exploitation which can social construction of be objectively known reality only by removing tacit ideological biases KEY FOCUS or Search for contextual Search for patterns of Search for disguised IDEAS and organizational meaning contradictions hidden by variables which cause ideology; open spaces organizational actions for previously silenced voices KEY Contingency theory; Symbolic interaction; Marxism; critical THEORIES IN systems theory; ethnomethodology; theory; 'radical' PARADIGM population ecology; phenomenology; perspectives transaction cost hermeneutics PM: poststructuralism; economics of postmodernism; organizing; dustbowl deconstructionism; empiricism semiotics 27 segunda-feira, 20 de julho de 2009 27
  • 28. POSITIVISM INTERPRETIVISM CRITICAL THEORY/ POSTMODERNISM KEY FIGURES Lorsch and Lawrence; Goffman; Garfinkel, Marx; Habermas: Offe; Hannan and Freeman; Schutz; Van Maanen, Foucault; Bhaktin; Oliver Williamson David Silverman Derrida; Deleuze: Weber, Geertz GOAL OF Uncover truth and facts Describe meanings, Uncover hidden PARADIGM as quantitatively understand members' interests; expose specified relations definitions of the contractions; enable among variables situation, examine how more informed objective realities are consciousness; displace produced ideology with scientific insights; change NATURE OF Verified hypotheses Abstract descriptions of Structural or historical KNOWLEDGE involving valid, meanings and insights revealing or FORM OF reliable and precisely members= definitions of contradictions THEORY measured variables situations produced in natural contexts 28 segunda-feira, 20 de julho de 2009 28
  • 29. POSITIVISM INTERPRETIVISM CRITICAL THEORY/ POSTMODERNISM CRITERIA Prediction = Trustworthiness Theoretical consistency FOR Explanation Authenticity Historical insights ASSESSING Rigor; internal & Transcendent RESEARCH external validity, interpretations reliability Basis for action, change potential and mobilization UNIT OF The variable Meaning; symbolic act Contradictions, ANALYSIS incidents of exploitation PM: the sign RESEARCH Experiments; Ethnography; Field research, historical METHODS questionnaires; participant analysis, dialectical and secondary data observation; analysis TYPE(S) OF analysis; quantitatively interviews; PM: deconstruction, ANALYSIS coded documents conversational textual analysis, análise Quantitative: analysis; grounded institucional regression; Likert theory development scaling; structural Case studies; equation modeling conversational and Qualitative: grounded textual analysis; theory testing expansion analysis 29 segunda-feira, 20 de julho de 2009 29
  • 30. 30 segunda-feira, 20 de julho de 2009 30
  • 31. 31 segunda-feira, 20 de julho de 2009 31
  • 32. 32 segunda-feira, 20 de julho de 2009 32
  • 33. 33 segunda-feira, 20 de julho de 2009 33
  • 34. 34 segunda-feira, 20 de julho de 2009 34
  • 35. 35 segunda-feira, 20 de julho de 2009 35
  • 36. 36 segunda-feira, 20 de julho de 2009 36
  • 37. 37 segunda-feira, 20 de julho de 2009 37
  • 38. 38 segunda-feira, 20 de julho de 2009 38
  • 39. Métodos e teorias  A escolha de métodos específicos – especialmente de análise, mas também para coleta de informações empíricas e para a construção de categorias e modelos explicativos está sempre relacionada a uma perspectiva teórica particular;  Na prática os contrastes são menos aparentes;  Alguns propõem uma aproximação mais pragmática: 39 segunda-feira, 20 de julho de 2009 39
  • 40. Métodos de Pesquisa Qualitativa 40 47 segunda-feira, 20 de julho de 2009 40
  • 41. 1. O Trabalho de Campo; 2. Observação Participante; 3. Entrevista Individual; 4. Entrevistas em Grupo: Grupos Focais; 5. Estudo de documentos: textos, imagens, sons, vídeos. 41 segunda-feira, 20 de julho de 2009 41
  • 42. O Campo Espaço de Descoberta; Depende do OBJETO; Da PERGUNTA de pesquisa; Pode ser praticamente qualquer coisa: aldeia, tribo, favela, hospital, equipe de saúde, pessoa(s), organização comercial ou empresa, o próprio bairro ou prédio; O pesquisador define o campo: consenso entre os pesquisadores; o que vai ser procurado, percebido e enxergado; 42 segunda-feira, 20 de julho de 2009 42
  • 43. Trabalho de Campo É o processo de viver e estudar entre outras pessoas em seu próprio contexto, com sua autorização e cooperação; É fundamental a fase de “entrada” para criar “aproximação” ou “conexões” (rapport) adequadas e intensas com os sujeitos pesquisados e sua realidade; Aproximação gradual / cada dia avaliado e refletido / consolidar relação de respeito efetivo pelas pessoas e suas manifestações; Apresentação da proposta de estudo aos grupos envolvidos; 43 segunda-feira, 20 de julho de 2009 43
  • 44. Trabalho de Campo Relação com os Atores Sociais: cultivarmos um envolvimento compreensivo, com uma participação marcante em seus dramas diários; Postura do pesquisador em relação à problemática a ser estudada. Procurar ter “mente de principiante” (zen mind, beginners mind); Cuidado teórico-metodológico com a temática a ser explorada é fundamental; Bom planejamento e cronograma – mesmo que seja de 2 anos!! 44 segunda-feira, 20 de julho de 2009 44
  • 45. Etnografia • A Estratégia Clássica Antropologia; • A clássica é longa e cara; • Na saúde se fazem etnografias rápidas; 45 segunda-feira, 20 de julho de 2009 45
  • 46. O Básico na etnografia Descrição densa, profunda, reflexiva; Interpretação… Experiência transformadora no Campo; Tradução do vivido em texto denso; 46 segunda-feira, 20 de julho de 2009 46
  • 47. Observação Participante • Observar: examinar com todos os sentidos um evento, um grupo de pessoas, um indivíduo dentro de um contexto, com o objetivo de descrevê-lo; • Observação voltada para uma problemática específica, previamente definida • Exige Treinamento específico; experiência e sensibilidade cultural; 47 segunda-feira, 20 de julho de 2009 47
  • 48. Observação Participante • Acompanhar a vida das pessoas; • Observar, registrar, escrever, descrever; • Quanto maior o tempo e a profundidade melhor a percepção [sempre a partir de um recorte prévio, recorte que pode ir mudando]; • Contradição: ao mesmo tempo, tem que estar longe e perto (distante e próximo) – dentro e fora do evento observado; • IMPORTANTE: perceber, saber medir os efeitos do observador no fato observado. Quanto as pessoas mudam com a presença do estranho? 48 segunda-feira, 20 de julho de 2009 48
  • 49. Entrevistas • São o “coração” da maioria das pesquisas qualitativas; • Procedimento mais usual; • Não é neutra nem despretensiosa – insere-se num contexto de pesquisa; • Comunicação Verbal – Importância da Linguagem e Significado da Fala; • Meio de Coleta de Informações sobre o tema da pesquisa 49 segunda-feira, 20 de julho de 2009 49
  • 50. Entrevistas • Estruturadas (dados de base); • Semi-estruturadas (guia de entrevista); • Não-estruturadas (grandes temas). • Pontuais; • Em profundidade – vários encontros – informante “chave”; 50 segunda-feira, 20 de julho de 2009 50
  • 51. Entrevistas • Contato Inicial: apresentação mútua, objetivos do estudo e da entrevista, adaptação da linguagem aos termos do entrevistado; • Aquecimento: aspectos descritivos, dados pessoais, “quebrar o gelo”, criação de clima de descontração; • A questão desencadeadora – preparar com cuidado a pergunta de vai “abrir” o diálogo “profundo” do tema da discussão; 51 segunda-feira, 20 de julho de 2009 51
  • 52. Grupos Focais • Entrevista coletiva; • 8-12 pessoas; • Característica Principal: Foco – Tema Específico; • Essencial: perceber que a informação é produto da interação; • Origem no marketing – psicologia social – antropologia (entrevistas em grupo: famílias, amigos, líderes comunitários, equipes de saúde) 52 segunda-feira, 20 de julho de 2009 52
  • 53. Grupos Focais • Possibilidades de Abordagem: Um tema, Um Grupo Específico; ou Ambos; • Fases: • Fase I: Convite, seleção com base em critérios preestabelecidos, esclarecimento e informações, data, local e tempo de duração, logística; • Fase II: Encontro (facilitador, diálogo, garantir a palavra a todos; auxiliar: registrar, linguagem não verbal, apoio logístico); Mapeamento dos Participantes (entrevista breve, dados s-e); • Fase III: transcrição, organização dados, codificação. 53 segunda-feira, 20 de julho de 2009 53
  • 54. Grupos Focais • Critérios dependem do objetivo e interesse do estudo: fumantes? Ex-fumantes? Misto ou só meninos? Grupo social? Certinhos ou bagunceiros? • O valioso do grupo focal é a interação – o diálogo – as relações entre os participantes – registrar com cuidado (gravar, anotar); • Valiosos para estudar atitudes e experiências. 54 segunda-feira, 20 de julho de 2009 54
  • 55. Análise documental • Documentos Oficiais: leis, regulamentos, projetos; • Pessoais (cartas, diários, autobiografias); • Documentos Públicos (jornais, livros, revistas, discursos); • Vídeos – Fotografias – Programas de Rádio – Propagandas; 55 segunda-feira, 20 de julho de 2009 55
  • 56. Pesquisa Ação • Praticamente qualquer modalidade de pesquisa qualitativa pode virar pesquisa ação; • São preferidas misturas de técnicas e abordagens; • Pode ser libertária e transformadora ou repressiva e hierárquica; • Comporta uma intervenção – a intervenção faz parte da pesquisa – mudar, estimular, promover; 56 segunda-feira, 20 de julho de 2009 56
  • 57. Pesquisa Participante (1) • As pessoas – todas – possuem saberes e conhecimentos valiosos que devem ser respeitados; • O conhecimento se faz em diálogo; • O conhecimento deve ser orientado para o conhecimento crítico do mundo e sua transformação – sempre há armadilhas, coisas ocultas e veladas, relações de poder e exploração, criatividade marginalizada; • Deve investir-se em habilidades/valores como: escuta, diálogo, acolhimento, cuidado, respeito, solidariedade, opção pelos pobres, etc. 57 segunda-feira, 20 de julho de 2009 57
  • 58. Pesquisa Participante (2) • Sugere a participação crítica de todos os envolvidos (pesquisadores e sujeitos da pesquisa) em todas as fases do estudo; • Na prática inúmeras variações: falsa participação  mais participação do que pesquisa; • Dificuldade de encontrar o caminho do meio; • É – ética, política e esteticamente – a proposta a ser aprofundada, criticada, aprimorada se queremos sociedades mais justas, democráticas e culturalmente sensíveis. 58 segunda-feira, 20 de julho de 2009 58
  • 59. Pesquisa Participante (3) • Os resultados são também criticados coletivamente; • É eminentemente aplicada  orientada à mudança social (micro ou macro); • Valorização dos saberes, culturas, lógicas de ação comunitária; • Próxima à abordagem comunitária (community based approach) (Fran Stillman); • Risco de idealização – sempre ser crítico aos próprios pressupostos e formas de olhar o objeto e a realidade percebida. 59 segunda-feira, 20 de julho de 2009 59
  • 60. Estudos sobre redes sociais em saúde • Idéia de sistema: relações entre os “pontos” da rede – se salientam as interações; • Níveis de complexidade: a cada nível novas propriedades surgem; o inesperado; o todo mais do que as partes; • Relações sociais em rede: fragmentárias, temporárias, soltas, mutáveis, as pessoas mudam, surgem criatividades (poéticas) • Estudam-se as “formas de fazer”, as “práticas das redes sociais em saúde”; • Importância do Apoio Social ou Suporte Social. 60 segunda-feira, 20 de julho de 2009 60
  • 61. Outras formas de pesquisar Arqueologia – Foucault; História Local; Cartografias; Auto-etnografia; Ficção e Pesquisa Social; Arte como forma de conhecimento; Vídeos, fotografias, sons como produtos de pesquisa. 61 segunda-feira, 20 de julho de 2009 61
  • 62. Quando usar o que? Observação direta: papeis sociais, organizações sociais; Grupos focais: atitudes e experiências, interações; Entrevistas: saber, visão, biografia particular; Grupos focais: como o conhecimento e as idéias se desenvolvem, operam e expressam num dado contexto cultural. Questionários: informação quantitativa sobre opiniões; Grupos focais: como essas opiniões são construídas, como se expressam e mobilizam diferentes discursos; 62 segunda-feira, 20 de julho de 2009 62
  • 63. Tratamento de dados qualitativos 63 70 segunda-feira, 20 de julho de 2009 63
  • 64. Preparação dos Dados • Transcrições; • Imagens: fotos e vídeos; • Sons; • Anotações de campo; • Documentos – arquivos; 64 segunda-feira, 20 de julho de 2009 64
  • 65. Processo da análise • Determinar a unidade – palavra, sentença, tempo, parágrafo; • Definir temas e marcar nas fontes. • Codificar Várias Unidades – pode haver vários para uma unidade; a teoria influencia a codificação; necessidade de codificar os mesmos dados várias vezes; ajuda dos computadores; • Processo de indexação: lento, longo, repetido, às vezes tedioso, • Desenvolver Categorias, Subcategorias, Categorias Super- ordinais. Estas precisam de definições. Estas – categorias e definições – serão revisadas várias vezes na medida que a análise avança. Registrar, em anotações teóricas, as revisões e as razões pelas quais revisam-se categorias e conceitos 65 segunda-feira, 20 de julho de 2009 65
  • 66. Processo de análise • Nas notas teóricas dar exemplos de categorias, indexadas por página, parágrafo, número de linha, etc. da fonte de dados específica; • Relações entre categorias – links – devem ser especificados, e também anotar os tipos de relações envolvidas: tempo, espaço, causalidade, social, interpessoal, outros... • Na grounded theory (teoria fundamentada) acontece um processo de comparação constante: cada item é revisado e comparado com o resto dos dados para estabelecer categorias analíticas. É necessária uma abordagem coerente e sistemática. i.e.: grupos focais... Busca de certas linguagens / narrativa: piadas anedotas; ou tipos de interação como perguntas, desafios, censuras ou mudanças de opinião. 66 segunda-feira, 20 de julho de 2009 66
  • 67. Processo de análise • Geração de muitas categorias “fuzzy” – superposição e repetição; • Processo progressivo de refinamento e reduzidas em número agrupando-as; • Seleção de temas ou categorias chave; • Cortar e colar... Agrupamento de categorias. Softwares: Atlas-ti, Nudist, Anthro 67 segunda-feira, 20 de julho de 2009 67
  • 68. 68 75 segunda-feira, 20 de julho de 2009 68
  • 69. 69 76 segunda-feira, 20 de julho de 2009 69
  • 70. E Depois da Análise? 70 segunda-feira, 20 de julho de 2009 70
  • 71. Interpretar - Escrever - Criar Interpretação; Escrita; Estilo; Síntese; Narrativas; Filtros e Escolhas 71 segunda-feira, 20 de julho de 2009 71
  • 72. Para Saber Mais 72 segunda-feira, 20 de julho de 2009 72
  • 73. 73 segunda-feira, 20 de julho de 2009 73
  • 74. 74 81 segunda-feira, 20 de julho de 2009 74
  • 75. 75 segunda-feira, 20 de julho de 2009 75
  • 76. 76 83 segunda-feira, 20 de julho de 2009 76
  • 77. 77 84 segunda-feira, 20 de julho de 2009 77
  • 78. 78 85 segunda-feira, 20 de julho de 2009 78
  • 79. 79 86 segunda-feira, 20 de julho de 2009 79
  • 80. 80 87 segunda-feira, 20 de julho de 2009 80