01b história da medicina grécia e roma (Marilene)

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  • 1. História da Medicina:Grécia e Roma AntigasUFF 2012.2Instituto de Saúde da ComunidadeDepartamento de Saúde e SociedadeProfa. Marilene Nascimento
  • 2. Mitologia Grega e Medicina: Apolo: Deus da morte súbita, das pragas e doenças, mas tambémda cura e da proteção contra forças malignas. Teria ensinado asartes médicas à humanidade. Seu olhar claro e penetrante estavarelacionado ao diagnóstico – poder de adivinhar o mal oculto Asclépio: filho de Apolo, sua arte chegou ao ponto de ressuscitar osmortos Higéia: filha de Asclépio, seria a força curativa inerente à natureza –origem dos termos higiene, higienismo Panacéia: filha de Asclépio, seria o poder curativo das ervas, acura pela transmutação, pela mudança oriunda de forças exterioresao homem; mantém proximidade com a magia de Hermes Macaon e Podalírio: filhos de Asclépio, cirurgiões Hermes: deus da música, teria recebido o caduceu de Apolo emtroca da lira que lhe roubara. Teria o poder de enxergar ecaminhar nas trevas: divindade dos magos, do hermetismo, dospoderes herméticos (divindade dos charlatões e curandeiros)
  • 3. Símbolos da Medicina Símbolo de Asclépio (Esculápio), um bastãotosco com uma serpente em volta e o Símbolo de Hermes, chamado caduceu, umbastão mais bem trabalhado, com duas serpentesdispostas em espirais ascendentes, simétricas eopostas, e com duas asas na sua extremidadesuperior. O de Asclépio, deus da medicina, é o símbolo datradição médica; o de Hermes, deus da música, docomércio, dos viajantes, foi introduzidotardiamente na simbologia médica; Não há unanimidade de opiniões entre oshistoriadores da medicina sobre o simbolismo dobastão e da serpente.Fontes: REZENDEhttp://usuarios.cultura.com.SAYD, 1998, p. 27.
  • 4. A medicina religiosa deAsclépio Local do tratamento: santuários edificados em lugaressaudáveis e de grande beleza, com fonte e bosquesagrados Etapas do tratamento:- purificação preliminar através de sacrifícios, lavagens,jejuns, repouso, dieta, exercícios físicos etc.- sonho profético: cura ou instruções que permitiriam acura- ações terapêuticas dos sacerdotes: medicamentos, atoscirúrgicos, aconselhamento (interpretação do sonho) Reconhecimento da cura: através de ofertas e dádivas
  • 5. Medicina naturalista na GréciaAntiga Ceticismo religioso – distanciava-se de explicações situadasalém da physis Physis – noção grega de natureza: totalidade do corpo e alma Medicina – etimologia: mediação; médico, mediador; remédio,instrumento de mediação Pharmakon:ao mesmo tempo corante, remédio e veneno Hipócrates da ilha de Cós (460-390 AC) Corpus Hippocraticum: conjunto de manuscritos70 livros atribuídos a Hipócrates e seus discípulos
  • 6. Juramento de HipócratesJuro por Apolo Médico, por Asclépio (Esculápio), por Higéia, por Panacéia epor todos os deuses e deusas, tomando-os como testemunhas, obedecer, deacordo com meus conhecimentos e meu critério, este juramento:Considerar meu mestre nesta arte igual aos meus pais, e com elecompartilhar minha vida e prover com meus recursos o que lhe faltar.Considerar seus filhos como meus irmãos; ensinar-lhes esta arte sedesejarem aprendê-la, sem remuneração nem contratos. Transmitirpreceitos, instruções orais e todos outros ensinamentos aos meus filhos, aosfilhos do meu mestre e aos discípulos que se comprometerem e juraremobedecer este juramento, e a ninguém mais. Utilizar meu conhecimento paraajudar os enfermos, com o melhor de capacidade e discernimento, e jamais oempregar para causar dano ou malefício. Não dar veneno a ninguém, se mefor solicitado, nem aconselhar tal procedimento. Do mesmo modo não darei amulher alguma substâncias para provocar aborto. Com pureza e santidadeconduzir minha vida e minha arte. Não usar da faca nem mesmo aos doentescom cálculos, mas deixar tais procedimentos aos mais habilitados nessaarte. Nas casas em que ingressar apenas socorrer o doente, resguardando-me de fazer qualquer mal intencional, especialmente ato sexual com mulherou homem, livre ou escravo.Tudo o que eu vir ou ouvir, no exercício de minha profissão ou na vidaprivada, que não deva ser divulgado, guardarei em segredo e não revelarei aninguém.Portanto, se cumprir este juramento e não o violar, possa eu prosperar emminha vida e minha arte, granjeando fama entre todos os homens e parasempre. Mas, se o transgredir e perjurar, que me aconteça contrário.Corporati-vismo;auto-regulaçãoDeusesgregosSigilo
  • 7. O papel do juramento O juramento introduz elementos caros à profissão: auto-regulação(corporação) e compromisso com o ideal de servir (Porter); Contestação do uso: “Está na hora de acabar com o ritual dojuramento de Hipócrates nas cerimônias de formatura. Para quemanter essa tradição? Os advogados, por acaso, juram quedefenderão a justiça? Engenheiros e arquitetos precisam jurarconstruir casas que não caiam? O juramento de Hipócrates está tãoantiquado que soa ridículo ouvir jovens recém-formados repetirem-nofeito papagaios. Que me desculpem os tradicionalistas, mas fazsentido jurar por Apolo, Asclépio, Higéia e Panacéia não fazer sexocom escravos quando entramos na casa de nossos pacientes?(Dráusio Varela) No Brasil, a maioria das Faculdades utilizam um modelo simplificado,tradução de um texto latino que chegou a ser usado na Faculdade deMedicina da Universidade de São Paulo (http://usuarios.cultura.com.br/jmrezende/juramento.htm);
  • 8. Juramento simplificado Prometo que, ao exercer a arte de curar, mostrar-me-ei sempre fielaos preceitos da honestidade, da caridade e da ciência. Penetrando no interior dos lares, calarei de tudo quanto veja e ouça,dentro ou fora de minha atuação profissional, que se refira àintimidade humana, o que terei como preceito de honra. Nunca me servirei da profissão para corromper os costumes oufavorecer o crime. Se eu cumprir este juramento com fidelidade, goze eu, para sempre,a minha vida e a minha arte, com boa reputação entre os homens. Se o infringir ou dele afastar-me, suceda-me o contrário.
  • 9. Princípios e regras damedicina hipocrática Não lesar o paciente Abster-se do impossível (evitar o excesso de intervenção) Agir contra a causa da doença: meio ambiente (clima, água,terreno), alimentação, regime de vida, transmissão hereditária Atacar a causa da doença pelo seu contrário Crer na força curativa da natureza Educar bem o doente Tratar o doente como um todo Individualizar o tratamento: físico, sexo, idade etc. Agir guiado pela ética
  • 10. A teoria humoral da doença A saúde e a doença explicada pelo equilíbrio ou desequilíbrio doshumores ou líquidos corporais, associados aos elementosfundamentais do universo e aos temperamentos.1. Sangue (ar): fonte da vitalidade, deixa o corpo vermelho,quente e úmido – temperamento sanguíneo2. Biles amarela (fogo): suco gástrico necessário à digestão,deixa o corpo amarelo, quente e seco – temperamentocolérico3. Fleuma (água): todas as secreções incolores, com funçõeslubrificantes e resfriadoras, deixa o corpo pálido, frio eúmido – temperamento fleumático4. Biles negra (terra): responsável pelo escurecimento dosoutros líquidos, deixa o corpo escuro, frio e seco –temperamento melancólico Dos humores dependiam os temperamentos e sua perturbaçãoera a própria doença A medicina hipocrática se baseou na busca doequilíbrio/harmonia entre o organismo e a natureza
  • 11. Diagnóstico e terapêutica:Hipócrates Diagnóstico: desequilíbrio com natureza / cadadoente é um caso individual Meios terapêuticos: conduta e regime de vida(virtude, harmonia com o meio), dieta (caldo epapas de cevada, hidromel, oximel), plantasmedicinais, exercícios físicos ou repouso, banhos,unguentos, medidas higiênicas, sangrias,purgativos etc. Objetivo da terapêutica: permitir que a naturezarealizasse a cura => predomínio de Higéia
  • 12. Saúde Pública no Império Romano(séc. I a IV d.C.) Proposta: prevenção Ações: água limpa (aquedutos), banhospúblicos, coleta de lixo regular, saneamento,vigilância de mantimentos e edificações,controle de saúde das prostitutas,sepultamento ou cremação de cadáveres forados muros da cidade, censos regulares dapopulação.
  • 13. Aqueducto romano junto a Spoletto, Itália.A cidade de Roma, no século I era abastecida por onze aquedutos, o maiordeles com 90Km de extensão
  • 14. Claudio Galeno (129 – 201 d.C.) Figura mais importante da medicina de Roma Influenciou a Medicina durante mais de1.500 anos: será copiado, traduzido,comentado e venerado como autoridadeincontestável Causas da doençaar e ambiente, comida e bebida, trabalhoe descanso, sono e vigília, excreções esecreções, movimentos e sentimentosda alma
  • 15. Teoria Humoral: continuidade Os humores fundamentais, no seu equilíbrioe na correta proporção de sua mistura, erama condição de uma estado de saúde. O corpo humano é constituído por humores epartes sólidas, as doenças derivam daalteração dos humores ou da modificação daconstituição das partes sólidas.
  • 16. Galeno: anatomia e fisiopatologia Praticou dissecções e vivissecções em animais Notável neurofisiologista: secção da medula e lesões experimentais nocérebro e cerebelo => efeitos sobre a motilidade e sensibilidade Chama da vida: o ar penetra pela traquéia, enche os pulmões e ao chegarao ventrículo esquerdo, transmite ao sangue uma qualidade que dá origema uma combustão invisível, fonte de calor do corpo. Se a respiração cessa,logo se extingue a chama da vida. Circulação do sangue:Artérias conduzem o sangue carregado do espírito vital e sua parede é maisconsistente e espessa.Veias levam aos órgãos e às diferentes partes do corpo o sangue nutriente,espesso e escuro, e sua parede é mais delgada e flácida.Fígado é o órgão formador do sangue e origem das veias. O fluxo do sangueparte do fígado, de forma centrífuga. O sangue se desloca dentro das veiasem um sentido, ou no contrário, em diferentes horas do dia: fluxo e refluxo(desconhecimento das válvulas venosas).
  • 17. Medicina Galênica: diagnóstico Observação minuciosa dos sintomasobjetivos e subjetivos Exame das excreções e produtospatológicos Estudo do pulso: mais de 40 variedadesdescritas Avaliação dos humores Determinação da sede da doença
  • 18. Medicina Galênica: terapêutica Polifarmácia: complexa matéria médica. Ex: theriaka, antídotocontra venenos e remédio curativo e preventivo de valoruniversal, composto de 64 até 100 ingredientes => predomíniode Panacéia Catárticos: sangrias, purgantes, exsudatórios, eméticos Higiene e prevenção: dietética, repouso ou exercício físico,hidroterapia, massagem, ventosas Não se vê em Galeno o mesmo respeito pelo organismo, apreocupação em não corrompê-lo, nem a idéia de cura comoresultado de auto-desenvolvimento, essenciais para oshipocráticos
  • 19. Ventosaterapia: aumenta a resistência contra doenças, desintoxica os tecidos, ajudadesfazer nódulos gordurosos.
  • 20. ExercícioQual as principaisdiferenças entre asmedicinas deHipócrates e Galeno?
  • 21. Referências PORTER, R. Das tripas coração, uma breve história da medicina. Rio deJaneiro: Record, 2002. PORTO, MAT & MOREIRA, MFS. Temas de História da Medicina. Niterói(RJ): UFF - CCM/ISC/DSS, 2000. SAYD, JD. Mediar, medicar, remediar, aspectos da terapêutica na medicinaocidental. Rio de Janeiro: EdUERJ, 1998. REZENDE, JM. Forma simplificada do juramento de Hipócrates.(http://usuarios.cultura.com.br/jmrezende/juramento.htm) REZENDE, JM. O símbolo da medicina: tradição e heresia (http://usuarios.cultura.com.br/jmrezende/simbolo.htm). SEVALHO, G. Uma abordagem histórica das representações sociais desaúde e doença. Cad. Saúde Pública vol.9 no.3 Rio deJaneiro July/Sept. 1993. VARELA, D. O juramento de Hipócrates(http://www.drauziovarella.com.br/artigos/jhipocrates.asp)