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Apostila iet 2013_12
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Apostila iet 2013_12

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  • 1. Departamento-Gerenciais Interpretação e Elaboração Textual Material de Apoio PROFESSORA: RENATA VALENTE FERREIRA VILELA CURSO: _________________________________1/2013 Aluno:_________________________________________RA_____________________Se houver um lugar propício para promover mudanças e inovações em vistada melhoria da qualidade de ensino, esse lugar é o seu curso, com seusprofessores e colegas. “É na aula universitária que, principalmente, setraduzem as ambiguidades e desafios do ensino superior (...) Nela é que sematerializam os conflitos entre expectativas sociais e projeto de cadauniversidade, sonhos individuais e compromissos coletivos, transmissão eprodução do conhecimento, ser e vir a ser”. ( Cunha, 1997, p 80-81). 1
  • 2. PRATIQUE: - Produzir um resumo de filme ou livro (em grupos); - Não colocar o título da obra. -Ler para avaliação da turma.OBJETIVO: Analisar a produção textual a partir dos elementos estudados em LPT:- relembrar o processo de produção de um texto:Pensar em um tema/ levantar idéias sobre ele/ fazer uma primeira versão do texto/ ler/ corrigir/preparar a versão definitiva;-organização do tópico frasal;-apresentação dos elementos de coesão. Por exemplo: quem fez o quê, para quê, onde, como?Processo de produção de um texto;-Cartas do leitor;Processo de produção de um texto: Leia a seguir como Graciliano Ramos falado processo de escrever:“[...] deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício.Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa seja na beira da lagoa ou do riacho,torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcemuma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com amão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem aténão pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram aroupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer amesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso: a palavra foi feitapara dizer.” Escrever não é apenas colocar palavras no papel, não é? Precisamos trabalharmuito, quando queremos escrever. Todo texto é um produto, mas sua elaboração é,antes de tudo, um processo que relaciona, basicamente, duas ordens de fatores: 1)finalidade, leitor previsto, assunto e tipo de texto; e 2) a construção de uma unidade designificação. Imagine que você vai escrever uma carta (ou um e-mail) para um jornalcomentando uma notícia sobre a nova lei de proibição do fumo em lugares públicos.Evidentemente, você leva em consideração: a finalidade de sua carta (participar do debate, dando sua opinião); o que quer comentar (fumo; saúde; mudança de hábitos); para quem está escrevendo (jornal); o tipo de texto: a carta ou e-mail. 2
  • 3. Em função disso tudo, você dá sua opinião, usando elementos da carta e escolhendoargumentos que sustentem suas ideias. Assim, para escrever sua carta, você - comoautor - precisa elaborar um texto coerente não só com suas ideias, mas também coerenteem relação ao seu objetivo, ao leitor que pretende atingir, ao gênero textual que estádesenvolvendo.Leia o que circulou por aí a respeito desse tema......PAINEL DO LEITOR –Folha de São Paulo São Paulo, domingo, 09 de agosto de 2009 O "Painel do Leitor" recebe colaborações por e-mail (leitor@uol.com.br), fax (0/xx/11/3223-1644) e correio (al.Barão de Limeira, 425, 4º andar, São Paulo-SP, CEP 01202-900). As mensagens devem ser concisas e conter nome completo, endereço e telefone. A Folha se reserva o direito de publicar trechos. Lei antifumo "Parabéns ao articulista Luiz Felipe Pondé ("As freiras feias sem Deus", Cotidiano, 7/8). O ponto é exatamente este: o comportamento fascista que se torna a cada dia mais forte, aqui e no mundo. Nunca é demais lembrar que o primeiro regime a combater o tabagismo foi o nazista. Sabe-se lá onde vamos parar com as preocupações e concepções do Estado sobre o que seja bom e "saudável" para os cidadãos. O Estado deve zelar pelos direitos individuais protegendo os não fumantes, mas não pode tratar os fumantes como criminosos, proibindo, por exemplo, que estabelecimentos privados decidam que tipo de clientela querem atender. Sou fumante, consciente dos males que o fumo causa, e tenho certeza de que mal muito maior me causa saber que quatro meses do meu salário viram impostos para sustentar os Sarneys que nos governam. Que tal uma lei para fechar o Congresso em nome da saúde pública? Tenho certeza de que muita gente por aí apoiaria essa proposta. Afinal, quem se importaria com uma ditadura, desde que estivéssemos sãos e salvos?" ELAINE SENISE BARBOSA, historiadora (São Paulo, SP) "Não entendo o porquê de algumas pessoas gritarem histéricas contra essa lei antifumo, a ponto de a rotularem de fascista, mesmo porque nenhum fumante foi proibido do desfrute do seu "saudável" vício. Há liberdade para fumar sem incomodar quem não fuma. Eu mesmo, fumante por mais de 20 anos, carrego um stent no coração, em parte com a ajuda desse hábito -que, reconheço, é difícil de largar." LAÉRCIO ZANINI (Garça, SP) "Será que ninguém comentou com o governador José Serra e o prefeito Gilberto Kassab que, caso eles queiram mesmo evitar gastos com saúde pública e poupar vidas, deveriam colocar esses 500 fiscais com bafômetros nas saídas das baladas e bares? Isso sim salvaria vidas. E, quanto às fumacinhas indesejáveis, deixem que cada bar e local cuide da sua!" ELENI MOROS MOUTA (Curitiba, PR) 3
  • 4. "O teor da entrevista com um humorista (Cotidiano, 8/7) realizada pela Folha mostra o acerto do governador. Ele confessa que fuma em supermercado e nos aeroportos em desrespeito à lei, à cidadania e às pessoas que, como eu, são alérgicas. Não raro sou obrigado a sair de livrarias, lanchonetes e até cinemas porque pessoas se acham no direito de fumar escondidas. A baladas e outras diversões nunca pude ir." REGINALDO SALOMÃO (São Paulo, SP) Você já observou que nos jornais e revistas há um espaço reservado para que aopinião dos leitores seja publicada? Estamos falando das cartas dos leitores quemostram opiniões e sugestões; debatem os argumentos levantados nos artigos efazem críticas a respeito; trazem perguntas, reflexões, elogios, incentivos, etc.Para o leitor é o meio de expor seu ponto de vista em relação ao assunto lido, para oveículo de informação é uma arma publicitária para saber o que está agradando aopinião pública. Não há regras estabelecidas para se fazer uma carta no estilo “CARTA DOLEITOR”, a não ser as que já são preconizadas, ou seja, recomendadas ao escrevermosa alguém: especificar o assunto e ser breve; traçar previamente o objetivo da carta(opinar, sugerir, debater); escrever em uma linguagem clara, precisa e nunca fazer usode palavras de baixo calão, pois a carta não será publicada! O objetivo do leitor ao escrever uma carta para um jornal da cidade ou umarevista de circulação nacional é tornar pública sua ideia e se sentir parte da informação.A carta do leitor é tão importante que pode ser fonte para uma nova notícia, uma vezque ao expor suas considerações a respeito de um assunto, o destinatário podeacrescentar outros fatos igualmente interessantes que estejam acontecendo e possam serabordados! O mesmo cuidado deve ser empregado ao redigir uma carta, pois será lidapor muitas pessoas. Por isso, revise o texto e observe com atenção se há clareza nasfrases, se os períodos não estão muito longos e se não há repetições de ideias oupalavras, se há erros de pontuação e grafia.Importante: é importante dar o ponto de vista, sempre explicando com muita cautela.Se for expor fatos, tenha certeza de que são verdadeiros. PRATIQUE 1: -Mostre o seu ponto de vista a respeito de um tema polêmico usando o seguinte critério: 4
  • 5. -Você é a favor ou contra? Por que tem essa opinião e dê um exemplo.Resumo e Resenha "Planos não são nada; planejamento é tudo." Dwight D. Eisenhower Para quem já tem experiência em pesquisa lhe dirá que é importante aportarseu trabalho em teorias trabalhadas na sua área e este é o princípio básico para quetenhamos um trabalho acadêmico certamente, assim as leituras escolhidas comoaportes teóricos se fazem amplamente necessárias. Essas teorias já foram pensadasantes e são ponto de partida para o que virá de novo. Assim, ao conhecer novasteorias fazem-se necessárias leituras. A pergunta é: Como se lembrar de todas essasleituras? Simples: Faça apontamentos eficazes por intermédio de RESUMOS ERESENHAS.1) O que é um RESUMO? Muito se estuda sobre resumo e sempre ouvimos dos alunos aquela pergunta:“É com as minhas próprias palavras?” É sim! MAS vamos incrementar essa idéia.Façamos um levantamento do que seja resumo:- ato de condensar as idéias principais do texto original (já ouvimos isso)- necessário que se faça uma leitura de todo o texto (também sabemos)Qual é a dica? Ninguém, ao planejar elaborar um trabalho acadêmico, escapa de um resumo.O resumo é um excelente aliado para nosso trabalho acadêmico. Ao escolher abibliografia com a qual iremos trabalhar, há a necessidade de leitura e registro para, 5
  • 6. posteriormente usarmos em nosso trabalho acadêmico. Há técnicas para elaboraçãode um resumo:A – faça a leitura integral do texto - “dê uma lida” sem muita preocupação, a não serresponder à pergunta: “Qual o assunto do texto?”B – Agora, faça uma leitura de estudo, com a caneta ou lápis, sublinhe os pontosimportantes, ressalte as idéias necessárias e importantes, segmente o texto porparágrafos e escreva, ao lado dos parágrafos, as idéias centrais que eles trazem.C – Você terá, ao final, ao lado dos parágrafos do texto original, idéias condensadaspor você e na seqüência em que aparecem no texto. Dê a elas redação final,encadeando as idéias de forma a estruturar outro texto, menor que o original, mas comsuas próprias palavras. Para que serve um resumo? Para registrar por suas palavras o texto lido. Nesse ponto, se faz necessário falarmos sobre direitos autorais. Olhar para uma idéia e dizer que é boa, não é copiá-la, A cópia se iniciaquando “recortamos e colamos” tal qual ela se apresenta. Como fazer para quesejamos corretos com as idéias das pessoas que nos surpreenderam pelo quedisseram? Sempre nos referirmos à fonte que buscamos. Fazer resumo é uma boamaneira. Ao ler o texto de outra pessoa e resumi-lo, é necessário dar conta deinterpretar as ações do autor e nunca omitir esse autor. Observe o plano global dotexto, procure voltar ao seu esquema, às idéias principais de onde o autor partiu.2) ResenhaResumo e resenha: a mesma coisa? Não! Uma resenha contém um resumo, mas um resumo não contém todasas especificações de uma resenha. Como assim? Para entendermos, vejamos onde encontramos resenhas no nossocotidiano e, sobretudo para que servem resenhas? As resenhas são gêneros textuais que têm como objetivo dar conhecimentode algo a alguém. Esse “algo” está sempre no campo das artes, do conhecimento, ou 6
  • 7. seja, aquilo que outra pessoa tenha visto e conheça por completo. No cotidiano, épossível fazer-se resenha de filmes, peças teatrais, de eventos culturais, livros, CDs.As resenhas dão-nos conhecimentos prévios do que poderemos ver se quisermosassistir a um filme ou a peça de teatro, ou ainda o que leremos no livro anunciado.Resenhas são importantes porque nos dão um panorama geral do que poderemos ler,ver, caso nos interessemos por determinado evento. No campo acadêmico, a resenha acadêmica, então, tem a importância denos oferecer um panorama do que temos em mãos e nos dá oportunidade de escolhade um livro teórico, um artigo científico. A ação de leitura de resenhas oportuniza emuito o nosso trabalho na elaboração de um TCC, por exemplo, porque nos dãoparâmetros seguros para escolha do artigo ou livro que iremos utilizar em nossotrabalho. Assim, uma resenha feita por em expert da área, no caso, resenhaacadêmica, nos oferece índices importantes de uma leitura prévia feita e indicaçõespertinentes de leitura. Todo trabalho acadêmico requer leituras teóricas. Essas leituras constroemos aportes teóricos de sustentação do nosso trabalho acadêmico. Uma boa forma deregistrar essas leituras é com a elaboração de resenhas e as resenhas são um bomexercício de reflexão daquilo que lemos e aponta para a compreensão, se houve defato, de nossa leitura, quando bem realizada. E para realizar, construir, escrever uma resenha? Há dois tipos de resenha: resenha, pura e simplesmente e resenhacrítica. Nesse estudo nos interessará a resenha crítica acadêmica. Tecnicamente, a resenha crítica acadêmica apresenta um plano globalbásico:A - Descrição técnicaB – ResumoC – Avaliação crítica Não há uma rigidez em, numa resenha crítica aparecer esses dados nessaordem, mas esses são os aspectos mínimos considerados para que tenhamos umaresenha. 7
  • 8. Imagine que você tenha lido um livro e tenha de contá-lo a um colega. Sevocê tiver um roteiro de como iniciar o trabalho de falar sobre sua leitura terá sido, aofinal, mais eficiente em seu trabalho, ou seja, pense em começar pelo • Título: o que representa o título para a obra? • Fale sobre o autor: esse autor, para a área de estudo, é importante? • Qual a editora do livro? caso seu amigo queira comprá-lo é bom que ele tenha esse dado. • Estamos sempre atarefados, talvez seu amigo queira saber qual o número de páginas, se a linguagem é clara, objetiva, como se organiza o livro (capítulos e, se em capítulos, quantos são os capítulos? • Qual a data do livro: é recente, antigo? Esses dados compõem a descrição técnica do livro. Agora, pense como você falaria sobre o conteúdo do livro. Talvez se vocêpensasse em fazer um resumo. Certo! Bem pensado. Já vimos, na etapa anterior, astécnicas do resumo. Interprete as ações do autor do livro, utilize os verbos de dizerdessas ações. Aqui você terá o resumo da obra. Talvez o livro lido por você, ainda imaginando que você o tenha lido e tenhade contá-lo ao amigo, tenha produzido em você algumas sensações, algumasemoções, alguns novos conhecimentos, despertado em você novas idéias. Como vocêagora traduziria essas sensações. São boas essas sensações? Esse novoconhecimento é importante? Certamente você avaliará suas sensações e utilizará,para tanto, adjetivos avaliativos: “Incríveis idéias a do autor”; “tema importante enecessário para o nosso estudo...” Nesse ponto, você terá feito uma avaliação crítica sobre o que leu. No final de seu trabalho, seu amigo, certamente terá um painel completo ebem próximo do que ele teria se ele próprio tivesse lido o livro, com o acréscimo daavaliação crítica que o estimularia, ou não, a ler o livro, além de dar a eleconhecimento inicial sobre a obra.Nas revistas acadêmicas da UNINOVE, há boas resenhas:Veja um trecho de uma resenha crítica acadêmica: (...) 8
  • 9. “Os autores abordam, de maneira clara e objetiva, a utilização da gestãoestratégica da informação, transformando a carga de dados recebidos em informaçõesúteis à empresa, de forma que essa possa agregar valores a seu ambiente interno,aumentando e racionalizando recursos para se tornar competitiva. (...) Como assunto crepuscular, a obra revela um horizonte de caminhos apercorrer (enfatizando, ainda, que há muitos em estudo), sendo de especialimportância para o conhecimento dos profissionais que têm como desafios a enfrentara velocidade da informação, a computação móvel e até a exploração desse mercadoque ainda engatinha a procura das melhores respostas.”SANTOS, E.S.M. Revista Gerenciais, São Paulo, V. 5, n. especial, p.143-144, jan./jun. 2006.Veja agora um trabalho de análise com a resenha crítica de filme:Diretora aprofunda sua linguagem poéticaJosé Geraldo Couto – Colunista da Folha de São Paulo O cinema de Lina Chamie, como já havia ficado claro em seu primeiro longa-metragem, Tônica Dominante (2000), é menos narrativo do que poético e musical. EmA Via Láctea a diretora amadurece e aprofunda esse seu modo de encarar “o mundo que é” e“o mundo que poderia ser”. A partir de uma situação dramática forte – um amante que atravessa a metrópole embusca da amada, com quem discutiu ao telefone - , o filme desdobra cadências, harmonia,contrapontos e dissonâncias. Não é à toa que um dos livros citados ao longo da odisséiaurbana de Heitor (Marco Ricca) seja Fragmentos do discurso amoroso. O filme, de certo modo,realiza no plano audiovisual uma operação análoga à do livro de Barthes ao identificar, glosar edesconstruir motivos, tropos e clichês do relacionamento amoroso. A viagem de Heitor em busca de Júlia (Alice Braga) é mais musical do que geográfica.Não só porque é pontuada por peças de Mozart, Schubert, Satie, Jobim e Manu Chão, masporque sua progressão não é linear, e sim feita de tema e variações, de motivos recorrentes,de rimas visuais e sonoras. É um deslocamento inverossímil (o protagonista demora horas para percorrer aavenida Paulista), mais espiritual – em falta de palavra melhor – do que físico. Chamie não estápreocupada com o realismo de um draminha psicológico urbano, seu horizonte é cósmico e, nolimite, metafísico. Não é um filme perfeito, e nem poderia, em se tratando de uma obra de risco. (Arriscarimplica também errar, embora nem sempre nos lembremos disso.) Uma certa redundância dalocução em off , em que o protagonista externa pensamentos tornados mais ou menosevidentes pela imagem, indica talvez um receio de perder a inteligibilidade. O mesmo vale paraum recurso excessivo de flashbacks, que em alguns momentos quase afrouxam a tensão dorelato. No mais, A Via Láctea é um banho de invenção em meio a um cinema preocupadodemais em agradar aos espectadores de TV. (Folha de São Paulo, 01 de Nov. 2007) 9
  • 10. Estudaremos, com essa resenha crítica de filme, a presença de 5 elementosfundamentais:Elementos: Comprovação com exemplos do texto:1) Contextualização “O cinema de Lina Chamie, como já havia ficado claro em seu primeiro longa-metragem, Tônica Dominante (2000), é menos narrativo do que poético e musical.” “A Via Láctea a diretora amadurece eTese: aprofunda esse seu modo de encarar “o mundo que é” e “o mundo que poderia ser”.”2) Resumo: “A partir de uma situação dramática forte – um amante que atravessa a metrópole em busca da amada, com quem discutiu ao telefone.”3) Apresentação de argumentos:Argumento 1: “o filme desdobra cadências, harmonia, contrapontos e dissonâncias”. “Não é à toa que um dos livros citados aoComprovação do argumento 1: longo da odisséia urbana de Heitor (Marco Ricca) seja Fragmentos do discurso amoroso. O filme, de certo modo, realiza no plano audiovisual uma operação análoga à do livro de Barthes ao identificar, glosar e desconstruir motivos, tropos e clichês do relacionamento amoroso.” “A viagem de Heitor em busca de Júlia (Alice Braga) é mais musical do que geográfica.”Argumento 2: “Não só porque é pontuada por peças de Mozart, Schubert, Satie, Jobim e Manu Chão, mas porque sua progressão não é linear, eComprovação do argumento 2: sim feita de tema e variações, de motivos recorrentes, de rimas visuais e sonoras.”.4) Contra-argumentos:1) “Não é um filme perfeito, e nem poderia, em se tratando de uma obra de risco. (Arriscar implica também errar, embora nem sempre nos lembremos disso.)” “Uma certa redundância da locução em off , 10
  • 11. Exemplo 1) em que o protagonista externa pensamentos tornados mais ou menos evidentes pela imagem, indica talvez um receio de perder a inteligibilidade” “O mesmo vale para um recurso excessivo deExemplo 2: flashbacks, que em alguns momentos quase afrouxam a tensão do relato”5) Conclusão (ou nova tese) interação “No mais, A Via Láctea é um banho deentre os argumentos e contra-argumentos: invenção em meio a um cinema preocupado demais em agradar aos espectadores de TV.”Baseado in: Caderno do professor: Língua Portuguesa, ensino médio – 3º série, volume 1/Secretaria da Educação. São Paulo, 2009 (Referência completa no final do conteúdo)QUAL A IMPORTÂNCIA DISSO?Ser aluno universitário significa dizer que tenha capacidades para desenvolver pesquisa,assim, utilizarmos de técnicas de memorização: resumos, resenhas e fichamentos são tarefasbem-vindas porque fazem o registro de nossas leituras no âmbito descritivo somente: resumose fichamentos ou no âmbito de avaliações críticas com exposição do conteúdo: resenha crítica,então, as leituras se convertem para a pesquisa como aportes teóricos que são oembasamento teórico necessário para toda pesquisa. “Ninguém cria uma teoria do nada.” Os resumos, resenhas críticas e fichamentos que fizermos serão de grande auxílio nomomento de elaborarmos nossa pesquisa escrita, pois trarão os argumentos teóricos queprecisamos para sustentar nossas teses sobre um assunto que queiramos desenvolver.4) Artigo científico O texto abaixo foi retirado da Revista Gerenciais produzida na Uninove. Veja adescrição da Revista:A Revista Gerenciais é um publicação semestral de caráter acadêmico do Programa de Pós-Graduação em Administração – PPGA da Universidade Nove de Julho - Uninove, sob oscuidados editoriais da Coordenação Editorial - COPE e do Grupo de Pesquisa Gestão Social eAmbiental. O objetivo da publicação é estimular e divulgar pesquisas científicas nas áreas deAdministração, Ciências Contábeis e Ciências Econômicas que contemplem temas quecontribuirão para o alcance do desenvolvimento sustentável. Assim, os artigos submetidosdevem abordar, preferencialmente, as áreas de responsabilidade social, gestão ambiental,inclusão social, terceiro setor, ética, governança corporativa, entre outros que privilegiem adiscussão sobre as dimensões da sustentabilidade social, ambiental e econômica. Conforme já estudamos, toda produção científica segue regras próprias de organizaçãotextual. Vamos fazer uma leitura crítica do artigo O meio ambiente e o desenvolvimento deprodutos : um estudo no setor de reciclagem de plásticos.(disponível emhttp://www4.uninove.br/mkt//gerenciais.php) ( Você deve pesquisar o volume 6. N.2) 11
  • 12. Reforçando 1...Leia agora uma resenha de livro publicada na Revista Gerenciais, em seguida faça umlevantamento por parágrafos das idéias do autor:Fonte: Revista Gerenciais, São Paulo, v. 6, n.2, p. 191-192, 2007.Reforçando 2...Resumo:é a apresentação compacta e fiel dos pontos mais importantes de um texto.Características: - destacar a ideias central, respeitar a estrutura e o encadeamento dasideias; o objetivo do texto e as conclusões do autor; linguagem objetiva; evitarrepetições ou palavras do autor, indicar a fonte. Há dois tipos de resumo: indicativo einformativo.(Medeiros 1984, p.74-75)Pratique:Leia o fragmento de texto que segue: “É mais ou menos consensual que o país precisa de uma reforma tributária,mas o acordo se desfaz quando ela começa a ser concretamente debatida. Aliás éexagero dizer que haja um debate em curso. Os interesses falam mais alto e, até opresente momento, foram capazes de manter a reforma no limbo das intençõessempre reiteradas e nunca realizadas. Nesse contexto de falta de definição, em tudo agravado pela prioridade óbviada crise financeira, vez por outra surgem ideias dignas de nota. Uma delas foiapresentada pelo diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP), David Zylbersztajn:uma sobretaxa para combustíveis. À primeira vista, parece apenas mais um ônus sobre os contribuintes e aatividade econômica. E seria mesmo, caso a medida viesse isolada, como mais umartifício para aumentar a arrecadação – algo inaceitável. Não é com tal feitio que esse tributo vem sendo discutido em paísesdesenvolvidos, em que é encarado como instrumento econômico para obter a reduçãona emissão de poluentes. A ideias foi apoiada por 2500 economistas dos EUA,liderados por dois prêmios Nobel e uma estrela do brilho de Paul Krugman.” 1- Resume-se corretamente o assunto central do texto em: 12
  • 13. a- No contexto indefinido da crise financeira, a falta de debates voltados para nossa reforma tributária impede que sigamos a lição dos economistas dos EUA ; b- Não é com medidas onerosas, como a da sobretributação dos combustíveis, que se vai amenizar esta óbvia crise financeira ou mesmo o nível de poluição ambiental; c- Pode ser oportuna para o país a sobretaxa para combustíveis, medida que os países desenvolvidos vêm discutindo como instrumento para a redução da emissão de poluentes; d- O diretor da ANP, seguindo o caminho dos economistas dos EUA, estuda medidas que tragam efetiva redução no impostos que assolam também o nosso país; e- Em meio aos debates sobre a crise financeira, são oportunas as medidas anunciadas por Paulo Krugman e muitos outros economistas, relativas à nossa reforma tributária. 2- Considere as seguintes afirmações: I- A crise financeira tornou-se um assunto mais preocupante do que a necessidade de uma reforma tributária; II- Uma sobretaxa para combustíveis, além de colocar em debate a reforma tributária, é atraente por seus efeitos ecológicos; III- Será onerosa, e talvez inócua, a medida do diretor da ANP, que visa reduzir a emissão de poluentes.Está correto, em relação ao texto, o que vem afirmado em: a- I,II e III b- I e II, apenas; c- I e III, apenas d- II e III, apenas e- II, apenas Pratique: 13
  • 14. 1) Abaixo, temos alguns períodos tratando de assuntos variados. Por meio da redução seletiva eda reescrita, vamos deixá-los mais concisos. Veja o exemplo:Período original: O Tribunal Superior Eleitoral procedeu a uma verdadeira investigação navida dos candidatos.Período resumido: O Tribunal Superior Eleitoral investigou os candidatos.Obs.: Note que as expressões “a uma verdadeira” , “na vida” foram eliminadas. O verbo“procedeu a“ foi substituído por um mais simples como “investigou” sem prejuízo nosignificado do período.Período original: Estamos envolvidos no processo de fazer uma comparação entre ascapacidades de raciocínio mental do homem de hoje, do século XX, com a capacidade deraciocínio mental do homem do século XV.Período resumido:____________________________________________________________________________________________________________________________________________________Texto original: Carlos Alberto é proprietário da Empresa Noruega Importação e Exportação.Está presente no mercado há aproximadamente 15 anos. Busca manter sua empresa sempre aptaa atuar no mercado com a inserção de recursos externos necessários que possibilitem aoperacionalização de seus processos de forma eficiente e eficaz. Necessita também que asfunções da administração sejam perfeitamente exercidas, pois a base de sua administração estáno Planejamento das atividades. Para exportar seus produtos, Carlos precisou adequar-se às exigências feitas pelosPortos quanto ao preenchimento e determinações que se fazem necessárias para que o processode exportação seja concluído. Para isto, precisa conhecer todos os dados necessários para aexportação destes produtos, pois qualquer alteração nos trâmites legais fará com que sejamalterados e revistos os planejamentos de sua empresa.Texto resumido:_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 14
  • 15. 2) Considere o texto abaixo e em seguida, resuma-o:A COISIFICAÇÃO DA VIDA HUMANA (texto de André Petry – fonte desconhecida) No dia 12 de abril, apareceu um policial carregando umcadáver num carrinho de mão, na favela da Rocinha. Pareciaque transportava tijolos, sacos de cimento, entulho,qualquer coisa, menos um ser humano. Cinco dias depois, umcadáver, provavelmente resgatado do mar, ficou pelo menostrês horas jogado nas areias da Praia de Copacabana. Amaioria dos transeuntes dava uma olhada no corpo, meio delonge, apenas para satisfazer a curiosidade, mas sem sinaisde comoção. Em seguida, veio a rebelião no presídio de UrsoBranco, em Porto Velho, capital de Rondônia, onde osrebelados não só mataram desafetos aos olhos da platéia quese concentrava diante da prisão. Num espetáculo de horror,resolveram decapitá-los, esquartejá-los. Deceparam pés epernas e braços e cabeças. Do alto do telhado do presídio,como que desfraldando a bandeira da vitória, jogaram osmembros no pátio interno da prisão. O que existe de comum entre esses três acontecimentosé um dado estarrecedor: o processo de desumanização, decoisificação da vida humana. Em Copacabana, isso aparece naespantosa indiferença com que se trata a macabra presençade um cadáver nas areias da praia, sendo que a vida humanaainda é, ou deveria ser, nosso valor supremo. Na Rocinha, aruína moral está no desrespeito a um cadáver, carregadocomo se fosse lixo. O respeito aos mortos, o ritual doenterro, data de 40.000 anos, antes mesmo da escrita ou daagricultura, e marca a entrada da humanidade nacivilização. Os túmulos, as flores fúnebres, as cerimôniasde adeus são um marco civilizatório, quando o homem começaa se distinguir dos outros animais. Em Porto Velho, aultrajante brutalidade cometida pelos criminosos é a cenaperfeita da redução do homem e sua consciência ao valor deum objeto, ou ao valor de um porco saído do abatedouro. Talvez o único aspecto mais nefasto que tudo isso –mais nefasto que a indiferença, que o desrespeito, que abrutalidade – seja a aparente normalidade com que o Brasilassiste a essas cenas. É quase como se fosse um dadoinescapável da rotina, como o ato de respirar. Algo quepertencesse à categoria das coisas previsíveis, como aschuvas de verão. Nessas horas, é fundamental revisitar aslições da história. Na Alemanha hitleriana, os nazistasconseguiram promover a matança de judeus porque, entreoutras razões, a sociedade alemã da época mergulhou emmassa “no auto-engano, na mentira, na estupidez”, conforme 15
  • 16. definiu a filósofa alemã Hannah Arendt, criadora do famosoconceito da “banalidade do mal”. A barbárie sempre quelogra passar pela fresta da normalidade, arromba a portapara a entrada do caos. Esse é o grande perigo. RASCUNHO :______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ VERSÃO DEFINITIVA :_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________O que é o EnadeO Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), que integra oSistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), tem o objetivode aferir o rendimento dos alunos dos cursos de graduação em relação aosconteúdos programáticos, suas habilidades e competências.(http://www.inep.gov.br/superior/enade/default.asp acesso em 06/02/11)DúvidasfreqüentesO que é?Forma de avaliação de desempenho do aluno que substitui o Exame NacionaldeCursos (Provão).Faz parte do processo de avaliação estabelecido pelo MEC.Para que serve? 16
  • 17. Para aferir o rendimento dos alunos dos cursos de graduação em relação aosconteúdos programáticos, suas habilidades e competências.Por que participar do exame?O Enade é obrigatório.De acordo com a Lei nº 10.861, de 14/04/2004, o Enade é componentecurricular obrigatório. Sem ele, o aluno não cola grau e não recebe o diploma.O resultado passará a fazer parte do currículo pessoal do estudante, bem comodos resultados da Universidade.Quais são os benefícios para você?Valorização do certificado no mercado de trabalho (à medida que os cursosforem bem avaliados pelo Enade).Quem deve se inscrever?Iniciantes – todos os alunos do primeiro ano dos cursos a serem avaliados,desde que, até o dia 1º de agosto do ano da avaliação, tenham concluído entre7% e 22% da carga horária mínima do currículo.Concluintes/formados - todos os estudantes do último ano dos cursos a seremavaliados que, até o dia 1º de agosto do ano da avaliação, tenham concluídopelo menos 80% da carga horária mínima do currículo.Obs.: A inscrição no exame não está condicionada à atualização da matrículanem à regularidade nos pagamentos da mensalidade escolar.(Acesse www.inep.gov.br/superior/enade para esclarecimentos adicionais).Questões discursivas - ENADE- Formação Geral- ENADE 2005(JB ECOLÓGICO. JB, Ano 4, n. 41, junho 2005, p.21.)Agora é vero. Deu na imprensa internacional, com base científica e fotos de satélite: acontinuar o ritmo atual da devastação e a incompetência política secular do Governoe do povo brasileiro em contê-la, a Amazônia desaparecerá em menos de 200 anos. Aúltima grande floresta tropical e refrigerador natural do único mundo onde vivemos irávirar deserto.Internacionalização já! Ou não seremos mais nada. Nem brasileiros, nem terráqueos.Apenas uma lembrança vaga e infeliz de vida breve, vida louca, daqui a dois séculos. Aquem possa interessar e ouvir, assinam essa declaração: todos os rios, os céus, asplantas, os animais, e os povos índios, caboclos e universais da Floresta Amazônica.Dia cinco de junho de 2005.Dia Mundial do Meio Ambiente e Dia Mundial da Esperança. A última.(CONCOLOR, Felis. Amazônia? Internacionalização já! In: JB ecológico. Ano 4, no 41, jun. 2005, p. 14, 15. fragmento)A tese da internacionalização, ainda que circunstancialmente possa até ser mencionadapor pessoas preocupadas com a região, longe está de ser solução para qualquer dosnossos problemas. Assim, escolher a Amazônia para demonstrar preocupação com o 17
  • 18. futuro da humanidade é louvável se assumido também, com todas as suasconseqüências, que o inaceitável processo de destruição das nossas florestas é omesmo que produz ereproduz diariamente a pobreza e a desigualdade por todo o mundo.Se assim não for, e a prevalecer mera motivação “da propriedade”, então seriajustificável também propor devaneios como a internacionalização do Museu do Louvreou, quem sabe, dos poços de petróleo ou ainda, e neste caso não totalmente desprovidode razão, do sistema financeiro mundial.(JATENE, Simão. Preconceito e pretensão. In: JB ecológico. Ano 4, no 42, jul. 2005, p. 46, 47. fragmento)A partir das idéias presentes nos textos acima, expresse a sua opinião, fundamentadaem dois argumentos sobre a melhor maneira de se preservar a maior florestaequatorial do planeta.(máximo de 10 linhas) (valor: 10,0 pontos) RASCUNHO:___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 18
  • 19. 19
  • 20. Interpretação de chargesInterpretação de charges: Assim como as piadas, as charges são textos humorísticos que requerem amobilização de conhecimentos prévios para que seja possível a interpretação. Queconhecimentos prévios são esses? Conhecimentos de fatos que circulam nasociedade, de questões culturais e ideológicas etc. Um exemplo: na piada “feliz foiAdão que não teve sogra”, NÃO HÁ COMO INTERPRETÁ-LA E RIR DELA sem oconhecimento de quem foi Adão, na história (o primeiro homem), de quem foi Eva (aprimeira mulher), de que sogra é a mãe da mulher ou do homem com quem se écasado e, ainda, de que ter sogra, em nossa cultura, é algo ruim. UFA!!!Esse simples exemplo (que não é um texto simples) nos mostra que a linguagem nãoé um código. Na piada, os sentidos foram veiculados, mesmo sem estaremcodificados, entende? Conceber a língua como um código é assumir que o conteúdosemântico está integralmente explicitado por estruturas sintáticas (Coudry & Possenti,1993), o que não é verdade. Mas isso é um papo para depois, ok!? Continuemos nacharge…http://www.acharge.com.br/index.htm 20
  • 21. PRATIQUE: 1- Quais conhecimentos prévios precisam ser mobilizados para a compreensão da charge acima?ENADE-20051-Leia e relacione os textos a seguir. O Governo Federal deve promover a inclusão digital, pois a falta de acesso às tecnologias digitais acabapor excluir socialmente o cidadão, em especial a juventude.Projeto Casa Brasil de inclusão digital começa em 2004. In: MAZZA, Mariana. JB online.)Comparando a proposta acima com a charge, pode-se concluir que(A) o conhecimento da tecnologia digital está democratizado no Brasil.(B) a preocupação social é preparar quadros para o domínio da informática.(C) o apelo à inclusão digital atrai os jovens para o universo da computação.(D) o acesso à tecnologia digital está perdido para as comunidades carentes.(E) a dificuldade de acesso ao mundo digital torna o cidadão um excluído social.2- 21
  • 22. (Laerte. O condomínio)(Disponível em: http://www2.uol.com.br/laerte/tiras/index-condomínio.html)As duas charges de Laerte são críticas a dois problemas atuais da sociedade brasileira, quepodem ser identificados pela crise(A) na saúde e na segurança pública.(B) na assistência social e na habitação.(C) na educação básica e na comunicação.(D) na previdência social e pelo desemprego.(E) nos hospitais e pelas epidemias urbanas.Eletrodomésticos: menos IPI poderá gerar mais empregos no setorO ministro da Fazenda, Guido Mantega confirmou, nesta sexta-feira (17), aredução do IPI para quatro produtos da linha branca por três meses, em maisuma medida para aliviar os efeitos da crise global sobre o País e querepresentará renúncia fiscal de R$ 173 milhões.Mantega afirmou ainda que o Governo pode tomar outras ações e quemudanças na remuneração da poupança ainda estão sendo estudadas. 22
  • 23. Os produtos contemplados são geladeira (redução de 15 para 5% da alíquota),fogão (de 5% para zero), máquina de lavar roupa (de 20 para 10%) e tanquinho(de 10% para zero).A desoneração havia sido antecipada pouco antes pelo presidente da ForçaSindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT/SP).Segundo Mantega, há um acordo entre varejistas, atacadistas e o Governopara que não haja demissões, mas nada foi formalizado, uma vez que adesoneração não cobre todos os produtos comercializados por eles."Com o Governo aumentando o crédito (em geral) e reduzindo os preços dosprodutos ao baixar o IPI, esperamos aumento das vendas e,consequentemente, do emprego", disse o ministro a jornalistas.Ele acrescentou que 600 mil trabalhadores estão envolvidos direta ouindiretamente na indústria de eletrodomésticos da linha branca. A redução doIPI entra em vigor ainda nesta sexta-feira (17).O ministro acrescentou que o Governo continua trabalhando em um projeto desubstituição de geladeiras antigas e mais nocivas ao meio ambiente.(Disponível em http://www.diap.org.br/index.php/agencia-diap/8685-eletrodomesticos-governo-corta-ipi-da-linha-branca-e-conta-com-empregos em 17/04/2009)Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a redução do IPI paraprodutos de linha branca:a) Levará a demissões de 600 mil trabalhadores envolvidos nessa indústria;b) Pode levar ao aumento das vendas desses produtos e evitar demissões;c) Será antecipada por três meses pela Força Sindical, de Paulo Pereira daSilva;d) Aumentará os encargos fiscais e representará grande renúncia fiscal;e) Aumentará o crédito em geral, devido à renúncia fiscal por parte do governo. 23
  • 24. QUESTÃO 2Google diz que roteadores causaram falha de conexão no BrasilO Google informou que o problema de acesso a alguns de seus serviçosregistrado nesta quinta-feira (07/05) no Brasil ocorreu em razão de uma falhaem um grupo de roteadores, durante uma manutenção de rotina. Segundo aempresa, uma falha na programação dessa inspeção afetou o funcionamentodos equipamentos, responsáveis por interligar as redes de computadores epermitir a troca de dados, o que limitou o acesso no Brasil. "Não houve falhaem nenhum dos nossos servidores", diz o Google, em nota. De acordo com aempresa, "o acesso foi restabelecido prontamente", entretanto ainda háusuários relatando dificuldades de usar serviços como o buscador Google, oOrkut e o YouTube. "Sabemos quão importante é a disponibilidade dos nossosserviços e lamentamos qualquer inconveniente", diz a companhia. Como jáhavia ocorrido em ocasiões anteriores, o episódio levou pânico a internautas -alguns chegaram a falar em "Apocalipse". "É incrível como eu fico inútil quandocai o Google", afirmou um deles, no Twitter, completando não ser nada semferramentas como Gmail e Google Reader. "Apocalipse! Google e seus sitesrelacionados (YouTube, Orkut...) estão fora do ar", exclamou outro.(Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u562293.shtml em 7/5/2009) 24
  • 25. Segundo o texto, o problema de acesso a alguns dos serviços do Google,registrado nesta quinta-feira (07/05), no Brasil:a) Deveu-se à falha de um dos seus servidores, o que limitou o acesso no Brasil;b) Levou pânico a internautas, pois era o início do “Apocalipse” anunciado;c) Tornou muitos internautas inúteis, pois não sabem viver sem o Orkut;d) Deveu-se apenas a uma falha na programação de inspeção, que gerou falha no acesso;e) Foi rapidamente resolvido, mas revela a possibilidade de um “Apocalipse”.QUESTÃO 3(http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&q=chargeonline&meta=&aq=0&oq=chargeon)Gripe Suína: ContágioA gripe suína tem seu contágio através das vias aéreas, como a gripe comum,com contato diretamente ou indiretamente, por meio das mãos com objetoscontaminados, o vírus também se espalha, inclusive pelo próprio ar ambiente.A contaminação pela carne suína, esta descartada, desde que se cozinha amesma à 71 graus Celsius, eles afirmam que o vírus não sobrevive. 25
  • 26. Sintomas da Gripe SuínaOs sintomas são muito parecidos com a gripe comum; estão incluídos: febrealta, cansaço, dores musculares, tosse, fadiga. Surgiram também pessoas comvômitos e diarréias.Para os porcos já existem vacinas, mas para os seres humanos ainda nãotemos nada, e pode levar uns seis meses para que isso ocorra.O medicamento oseltamivir, segundo a OMS, mostrou eficiência nos primeirostestes contra o vírus H1N1, mas não se pode afirmar totalmente ainda talefeito.O que podemos fazer é sempre lavar as mãos, mesmo porque temos queevitar as gripes comuns, que também podem trazer consequências.O governo deve ser rigoroso nos vôos vindo do exterior, certificando-se de quenenhum passageiro esteja contaminado, pois mesmo que os sintomas da gripenão estejam aparentes, temos que estar alerta por um período, pois algunsdeles vieram de países que já estão contaminados. Ter a lista de passageirosdesse período, e verificar se após alguns dias no nosso país, nenhum delesesteja apresentando algum sintoma, é sempre bom; deve-se estar em alerta econscientizar a todos.A informação nesses momentos é um fator determinante para combater aGripe Suína.(Disponível em http://www.vaicomtudo.com/2009/04/gripe-suina-sintomas.html em 10/05/2009)A gripe suína, segundo o texto:a) geralmente é contraída pelo nariz e pela boca;b) é contraída em transportes aéreos;c) é a única que traz consequências negativas para o ser humano;d) leva-nos à preocupação de lavar as mãos, diferentemente das gripescomuns;e) apresenta sintomas e tem vacina idêntica aos das gripes comuns. 26
  • 27. INTERPRETAÇÃO DE GRÁFICOSOs gráficos são utilizados extensivamente em nossas vidas cotidianas e é importante sabersuas aplicações. Em uma das aulas anteriores você analisou uma situação-problema deuma mulher à procura de emprego e um gráfico que apresentava o número de internautasno Brasil e no mundo.1-Agora apresente uma conclusão na forma de um parágrafo-padrão que pode serextraída da análise do gráfico:Conclusão:______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 27
  • 28. 2- O gráfico analisado fez parte de uma reportagem publicada na Folha de São Paulo do dia16 de agosto de 2009.Leia agora a reportagem disponível no site do jornal: 28
  • 29. São Paulo, domingo, 16 de agosto de 2009Próximo Texto | ÍndiceLei antifumo de SP é aprovada por 88%Entre fumantes, aprovação atinge 71%; apoio cresceu oito pontospercentuais na cidade de São Paulo de maio a agostoInstituto Datafolha ouviu 2.052 pessoas em todo o Estado na semanapassada, após o primeiro final de semana com a lei em vigorEVANDRO SPINELLIDA REPORTAGEM LOCALA lei que proíbe fumar em lugares fechados de uso coletivo no Estado deSão Paulo agradou os paulistas.Pesquisa Datafolha feita na semana passada aponta que 88% dos moradoresdo Estado aprovam a lei. Outros 10% se declararam contra a restrição e 2%disseram ser indiferentes.A restrição agradou até mesmo os próprios fumantes, que agora precisamsair de bares e restaurantes para fumar na calçada ou outros locais ao arlivre -os fumódromos também estão proibidos.Segundo o Datafolha, 71% dos fumantes estão a favor da lei, 26% sãocontra e 3% se declaram indiferentes.A lei entrou em vigor no dia 7 deste mês. O Datafolha foi às ruas entre osdias 11 e 13, após o primeiro fim de semana da restrição. Foramentrevistadas 2.052 pessoas com 16 anos ou mais em 56 cidades do Estado.A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.Este é o primeiro levantamento com esta abrangência feito pelo Datafolhasobre a lei antifumo. Em maio, logo após a lei ser sancionada pelogovernador José Serra (PSDB), o instituto ouviu apenas moradores dacapital.Na ocasião, 80% dos paulistanos se declararam favoráveis à medida, 14%eram contrários e 5%, indiferentes. De lá para cá, a adesão dos moradoresda capital cresceu para 87%. Outros 11% são contrários e 2% estãoindiferentes.No Estado de São Paulo, 24% dos moradores com mais de 16 anos sãofumantes. No interior fuma-se mais (26%) que na capital (23%) e nosdemais municípios da região metropolitana de São Paulo (19%).O Datafolha apurou que 99% dos paulistas tomaram conhecimento dasnovas regras sobre o fumo no Estado, e que 79% se consideram beminformados.Neste aspecto, há um dado curioso na pesquisa: 18% disseram ter tomadoconhecimento da restrição, mas confessaram estar mal informados sobre oassunto. Pois são justamente estes que mais reprovam a medida: 24% dosmal informados confessos são contra a lei.A pesquisa demonstrou ainda que os fumantes estão mais bem informados 29
  • 30. sobre as restrições que os não-fumantes. De acordo com o Datafolha, 84% dos fumantes se consideram bem informados sobre a lei. Entre os não- fumantes, o índice cai para 77%. Segundo a pesquisa, os paulistas acreditam que a lei será positiva para os bares e restaurantes (71%) e principalmente para os não-fumantes (91%).Como foi a sua análise? Fugiu muito do texto acima? Você interpretou algum dadoincorretamente? Por que você acha que aconteceu isso?3- Analise agora outro gráfico:Agora apresente uma conclusão na forma de um parágrafo-padrão que pode serextraída da análise do gráfico acima.Agora leia o texto que acompanhava o gráfico: São Paulo, sábado, 24 de outubro de 2009 30
  • 31. BrasileiBrasileiro prevê mais vagas, mas pretende gastar menos Pesquisa da FGV aponta ainda que os consumidores pretendem gastar menos Intenção de compra de bens como carros cai pelo 3º mês; para FGV, antecipação de aquisição em razão do IPI pode explicar tendência CIRILO JUNIOR DA FOLHA ONLINE, NO RIO Ainda em meio à retomada do crescimento da economia, o brasileiro nunca esteve tão otimista em relação ao emprego, conforme dados revelados pela Sondagem do Consumidor de outubro, da FGV (Fundação Getulio Vargas). Mesmo assim, a pesquisa mostra que a cautela aparece na hora de gastar, já que a intenção de compra de bens duráveis (como veículos e eletrodomésticos) caiu pelo terceiro mês consecutivo. O levantamento, colhido em pouco mais de 2.000 domicílios, em sete capitais, aponta que 24,7% acreditam que será mais fácil encontrar emprego nos próximos seis meses. Na outra ponta, 18% acham que será mais difícil. O restante avalia que será igual. O índice sobre emprego local futuro atingiu 106,7 pontos, maior nível da série histórica, iniciada em novembro de 2005. Em dezembro de 2008, quando o índice alcançou o pior nível durante a crise, 12,8% estavam otimistas em relação ao emprego, e 38,4%, pessimistas. Naquela época, o índice não passava dos 74,4 pontos. O otimismo sobre o mercado de trabalho é ainda maior em São Paulo, onde 34,3% dos entrevistados disseram que haverá perspectivas favoráveis para encontrar emprego e 12,5% acreditam que a busca por trabalho será mais complicada. A intenção de compra de bens duráveis, no entanto, registrou a terceira queda seguida em outubro. De acordo com a FGV, 9,7% têm mais expectativa de adquirir itens como automóveis e eletroeletrônicos, e 27,8% consideram menores a chance de obter esses produtos. Antecipação de compras Em julho, último mês de alta nesse índice, 15,1% pretendiam comprar, e 29%, não. Aloisio Campelo, economista da FGV, disse que essa cautela pode ser atribuída a dois fatores: um endividamento maior recente por parte dos consumidores, no período pré-crise, ou mesmo a antecipação das compras, em razão da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Importados) sobre automóveis e eletroeletrônicos da linha branca. "A pesquisa não mede as razões dessa expectativa, mas esses fatores devem estar influenciando a expectativa de compras do brasileiro." No plano geral da pesquisa, a consumidor retomou a confiança em patamar semelhante ao que era verificado antes da crise. O ICC (Índice de Confiança do Consumidor) teve alta de 2,2% ante setembro, para 113,6 pontos. Trata-se do 31
  • 32. maior nível desde maio de 2008. Entre os mais pobres, no entanto, a confiança se encontra aquém dos níveis pré- crise. Entre os que ganham menos de R$ 2.100, o ICC está 5,7% abaixo de setembro de 2008. Na faixa entre R$ 2.100 e R$ 4.800, a confiança cresceu 2,2%, na mesma comparação. No intervalo entre R$ 4.800 e R$ 9.600 a alta é de 8,4%. Acima dessa faixa, o incremento é de 3,2%.PRATIQUE: Revista Isto É Independente. São Paulo: Ed. Três [s.d.] 1- O alerta que a gravura acima pretende transmitir refere-se a uma situação que(A) atinge circunstancialmente os habitantes da área rural do País.(B) atinge, por sua gravidade, principalmente as crianças da área rural.(C) preocupa no presente, com graves conseqüências para o futuro.(D) preocupa no presente, sem possibilidade de ter conseqüências no futuro.(E) preocupa, por sua gravidade, especialmente os que têm filhos.2- Os países em desenvolvimento fazem grandes esforços para promover a inclusão digital,ou seja, o acesso, por parte de seus cidadãos, às tecnologias da era da informação. Um dosindicadores empregados é o número de hosts, isto é, o número de computadores que estãoconectados à Internet. A tabela e o gráfico abaixo mostram a evolução do número dehosts nos três países que lideram o setor na América do Sul. 2003 2004 2005 2006 2007 32
  • 33. Brasil 2.237.527 3.163.349 3.934.577 5.094.730 7.422.440Argentina 495.920 742.358 1.050.639 1.464.719 1.837.050Colômbia 55.626 115.158 324.889 440.585 721.114 Fonte: IBGE (Network Wizards, 2007)Dos três países, os que apresentaram, respectivamente, o maior e o menor crescimentopercentual no número de hosts, no período 2003−2007, foram(A) Brasil e Colômbia.(B) Brasil e Argentina.(C) Argentina e Brasil.(D) Colômbia e Brasil.(E) Colômbia e Argentina.3- Desnutrição entre crianças quilombolas“Cerca de três mil meninos e meninas com até 5 anos de idade, que vivem em 60comunidades quilombolas em 22 Estados brasileiros, foram pesados e medidos. O objetivoera conhecer a situação nutricional dessas crianças.(...)De acordo com o estudo,11,6% dos meninos e meninas que vivem nessas comunidadesestão mais baixos do que deveriam,considerando-se a sua idade, índice que mede adesnutrição. No Brasil, estima-se uma população de 2 milhões de quilombolas. Aescolaridade materna influencia diretamente o índice de desnutrição.Segundo a pesquisa, 8,8% dos filhos de mães com mais de quatro anos de estudo estãodesnutridos. Esse indicador sobe para 13,7% entre as crianças de mães com escolaridademenor que quatro anos. A condição econômica também é determinante. Entre as criançasque vivem em famílias da classe E (57,5% das avaliadas), a desnutrição chega a 15,6%; ecai para 5,6% no grupo que vive na classe D, na qual estão 33,4% do total das pesquisadas.Os resultados serão incorporados à política de nutrição do País. O Ministério deDesenvolvimento Social prevê ainda um estudo semelhante para as crianças indígenas.”BAVARESCO, Rafael. UNICEF/BRZ. Boletim, ano 3, n. 8, jun. 2007. 33
  • 34. O boletim da UNICEF mostra a relação da desnutrição com o nível de escolaridade maternae a condição econômica da família. Para resolver essa grave questão de subnutriçãoinfantil, algumas iniciativas são propostas:I − distribuição de cestas básicas para as famílias com crianças em risco;II − programas de educação que atendam a crianças e também a jovens e adultos;III − hortas comunitárias, que ofereçam não só alimentação de qualidade, mas tambémrenda para as famílias.Das iniciativas propostas, pode-se afirmar que(A) somente I é solução dos problemas a médio e longo prazo.(B) somente II é solução dos problemas a curto prazo.(C) somente III é solução dos problemas a curto prazo.(D) I e II são soluções dos problemas a curto prazo.(E) II e III são soluções dos problemas a médio e longo prazo. 34