aula de Ecg no hospital geral eletrocardiograma

18,333 views
18,000 views

Published on

Aula de eletrocardiograma para a graduação.

Published in: Health & Medicine
1 Comment
15 Likes
Statistics
Notes
No Downloads
Views
Total views
18,333
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
10
Actions
Shares
0
Downloads
401
Comments
1
Likes
15
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

aula de Ecg no hospital geral eletrocardiograma

  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DA GRANDE DOURADOS Faculdade de Ciências da Saúde Curso de Medicina Clínica Médica Willian Pegoraro Kus Interno HU/UFGD Dourados/MS Agosto de 2012
  2. 2.  Friedmann, A. A. Eletrocardiograma em 7 aulas: temas avançados e outros métodos. Barueri, SP: Editora Manole, 2011.
  3. 3. ECG no Hospital Geral Sumário1. Cardiopatias2. Doenças Pulmonares3. Doenças do Sistema Nervoso4. Outras Condições Não Cardíacas5. Efeitos de Medicamentos no ECG
  4. 4. ECG no Hospital Geral 1. Cardiopatias• Pericardite aguda• Derrame pericárdico• Miocardiopatias• Miocardites agudas• Miocardiopatia da doença de Chagas• Cardiomiopatia hipertrófica• Valvopatias• Hipertensão Arterial• Cardiopatias congênitas em adultos
  5. 5. ECG no Hospital Geral 1. Cardiopatias Distúrbios eletrolíticos e outras alterações metabólicas Hiperpotassemia Hipopotassemia Hipocalcemia Hipercalcemia Hipotermia Hipotiroidismo
  6. 6.  Supradesnivelamento de ST  Caráter difuso IAM  Amplitude menor X Localizado não maior que 0,5 mV e maior ampl  “ST feliz”  concavidade superior  Consequente da inflamação miocárdica subepicárdica Infradesnivelamento de PR  + Supra ST = patognomônico de pericardite aguda  Caracteriza comprometimento de câmara atrial e ventricular  Lesão inflamatória dos átrios
  7. 7.  Taquicardia sinusal  Comprometimento epicárdio Arritmias  FA e extrassístoles Onda T  Progressivo achatamento e inversão  Pode ocorrer mesmo após desaparecer elevação ST Diagnóstico diferencial de IAM  Ausência de onda Q patológica na pericardite
  8. 8.  Baixa voltagem  Deflexões maiores que 0,5 mV nas D de plano frontal que 1,0 mV nas D precordiais  Efeito dielétrico do líquido ▪ Quanto mais fibrina, maior o isolamento Taquicardia sinusal  Por tamponamento cardíaco  insuficiência cardíaca diastólica Alternância elétrica  Variações da amplitude QRS
  9. 9. O mesmo que cardiomiopatia“Patologias que se caracterizam pelo acometimento primário do miocárdio, comprometendo sua função.” Três tipos:  Dilatada 1ª. Idiopática 2ª. Inflamatório (miocardite), tóxico, metabólico, infiltrativo, fibrodegenerativo ou isquêmico. Chagas; C. alcoólica; Miocardite viral; Cardiomiocardite periparto, diabética, relacionada ao HIV...  Hipertrófica Hipertrofia excêntrica e concêntrica  Restritiva Fibrose e hipertrofia  redução da complacência  disfunção diastólica
  10. 10. ECG  Alterações inespecíficas Alterações da onda T  Baixa voltagem ou negativa Arritmias cardíacas  Muito frequêntes  Extrassístole e taquiarritmia Sobrecargas  S. de câmara esquerda  miocard. hipertensiva ou valvar
  11. 11.  Distúrbios de condução  Mais encontrada na D. de Chagas pela avidez do parasita ao tecido nervoso Áreas inativas  Confundidas com necrose IAM  Causada por fibrose do miocárdio
  12. 12.  Taquicardia sinusal persistente Alterações inespecíficas da repolarização ventricular ST supra ou infradesnivelado Onda T menor voltagem ou negativa Arritmias: taquiarritmia; extrassístoles ventriculares ou supraventriculares (atriais e juncionais); FADoença reumática: Intervalo PR aumentado indica miocardite
  13. 13.  Três fases:  Indeterminada  Avançada ▪ Sem alterações ▪ Extrassístoles ventriculares polimórficas ▪ Taquicardia ventricular  Cardiopatia clínica ▪ BAV avançado ou total ▪ Distúrbios de condução ▪ Ondas Q patológicas ▪ BRD; BDAS; BAV de 1º grau ▪ Q normal até no máximo 25% da onda R ▪ Extrassístoles Ventriculares ▪ Transtornos difusos da condução ▪ FA ▪ Baixa voltagem - Indicado marca-passo
  14. 14. Critérios: Alargamento final do QRS > 3 quadradinhos Em V1: presença de RSR’, volta a ter inscri- ção positiva após onda S; onda R pura Em DI, V5 e V6: ondas S profundas e lentas
  15. 15.  BAV de 1º grau: é caracterizado por um intervalo PR > 0,2 s = 5 q
  16. 16.  BAV de 2º grau Mobitz I: ondas P bloqueadas (ausência de onda P a cada determinado período de tempo). Fenômeno de Wenckebach - É o que caracteriza o Mobitz I ▪ Aumento progressivo do intervalo PR até que a onda P seja bloqueada. Intervalo RR variável Se entre os QRS temos 2 ondas P, diz-se que é um bloqueio 2:1. Quando temos um bloqueio do tipo 3:1 (ou mais de 1 onda P bloqueada em seguida), diz-se que é um BAV avançado.
  17. 17.  BAV de 2º grau Mobitz I
  18. 18.  BAV de 2º grau Mobitz II  Critérios diagnósticos:  Eventuais ondas P não seguidas de QRS  Intervalo PR fixo  Intervalos RR regulares  Em geral, o complexo QRS apresenta padrão de bloqueio de ramo.
  19. 19.  BAV de 2º grau Mobitz II
  20. 20.  BAV de 3º grau ou BAV total (BAVT) Neste bloqueio as ondas P não guardam nenhuma relação com os complexos QRS, o átrio passa a ter os seus ritmos comandados por fontes diferentes.
  21. 21.  BAV de 3º grau ou BAV total (BAVT)
  22. 22.  Três fases:  Indeterminada  Avançada ▪ Sem alterações ▪ Extrassístoles ventriculares polimórficas ▪ Taquicardia ventricular  Cardiopatia clínica ▪ BAV avançado ou total ▪ Distúrbios de condução ▪ Ondas Q patológicas ▪ BRD; BDAS; BAV de 1º grau ▪ Q normal até no máximo 25% da onda R ▪ Extrassístoles Ventriculares ▪ Transtornos difusos da condução ▪ FA ▪ Baixa voltagem - Indicado marca-passo
  23. 23.  Três fases:  Indeterminada  Avançada ▪ Sem alterações ▪ Extrassístoles ventriculares polimórficas ▪ Taquicardia ventricular  Cardiopatia clínica ▪ BAV avançado ou total ▪ Distúrbios de condução ▪ Ondas Q patológicas ▪ BRD; BDAS; BAV de 1º grau ▪ Q normal até no máximo 25% da onda R ▪ Extrassístoles Ventriculares ▪ Transtornos difusos da condução ▪ FA ▪ Baixa voltagem - Indicado marca-passo
  24. 24.  Figura 7,4
  25. 25. Potencialmente Taquicardias síncopes e grave  Ventriculares  morte súbitaHá 2 formas: Septal  Q importante em D inferiores e/ou laterais  Onda R em V1 Apical  Doença de Yamagushi  D precordiais Onda T negativa gigante, > 10 mm
  26. 26.  Septal  Q importante em D inferiores e/ou laterais; Onda R em V1
  27. 27.  Apical  D precordiais Onda T negativa gigante, > 10 mm
  28. 28. Estenose SobrecargaInsuficiência valvar  Cardíaca Lesão mitral  aumento de átrio esquerdo Lesão tricúspide  aumento de átrio direito  Arritmias supraventriculares: FA
  29. 29.  Estenose mitral = SAE + SVD hipertensão pulmonar SAEOnda P ≥ 0,12 s - onda p mitrale Entalhada Índice de Morris - V1: fase (-) > 1mm SVDQRS Desvio de eixo: para direita – QRS negativo em V1 e positivo em aVR ou para frente – V1: ao invés de rS  Rs, qR, qRs, R puro Onda S em V5 e V6 maiores que 5 mm
  30. 30.  Insuficiência Mitral Sobrecarga de ambas as câmaras esquerdas ▪ SAEOnda P ≥ 0,12 s - onda p mitrale Entalhada Índice de Morris - V1: fase (-) > 1mm ▪ SVE Sensibilidade EspecificidadeSokolow (V1: S + R em V5 > 35mm) baixa muito altaCornell (aVL: R + S em V3 > 20-28mm) média altaR em aVL > 11mm baixa muito altaRomhilt-Estes média alta
  31. 31.  Critérios de Homhilt  Interpretação  3 pontos cada item  5 pontos ▪ Sokolow ▪ SVE ▪ Padrão strain sem digitálicos  4 pontos ▪ SAE (Morris) ▪ Provável  2 pontos ▪ BDAS  1 ponto ▪ QRS alargado sem bloqueio de ramo ▪ Padrão strain em uso de digitálicos
  32. 32.  Valvopatias aórticas  Sobrecarga VE  aumento da amplitude QRS ▪ Estenose aórtica ▪ SVE + strain  Infradesnivelo de ST  Onda T negativa nas Fig 2.8 D esquerdas ▪ Repolarização invertida: endocárdio  epicárdio
  33. 33.  A causa mais comum de SVE e de BRE SVE com padrão strain  Infradesnivelo de ST  Onda T negativa nas D esquerdas BRE  QRS ≥ 0,12s  Eixo normal  Morfologia em V1 do tipo rS ou QS  Onda T negativas nas D esquerdas  QRS monofásico com ondas R alargadas e entalhadas nas D esquerdas
  34. 34.  C IA C IV PCA Estenose Pulmonar Estenose Aórtica Coarctação da Aorta Tetralogia de Fallot
  35. 35.  C I A ostium secundum  Sobrecarga diastólica do VD ▪ Sobrecarga do AD ▪ Desvio do QRS para D ▪ V1: bloqueio de ramo D C I A ostium primum  BDAS Síndrome de Eisenmenger – HAPulmonar  Acentuada sobrecarga de coração D
  36. 36.  C IV  Sobrecarga Biventricular PCA  SVE Estenose Pulmonar  HVD Estenose Aórtica e Coarctação da Aorta  HVE Tetralogia de Fallot  HVD, BRD
  37. 37.  Hiperpotassemia Hipopotassemia Hipocalcemia Hipercalcemia Alterações de magnesemia Hipotermia Hipotiroidismo
  38. 38.  Bradiarritmias Diminui amplitude da onda P QRS alargado Fibrilação V ou parada cardíaca Supra de ST Onda T  Aumenta amplitude  Alta, pontiaguda, simétrica  padrão “em tenda”
  39. 39.  QRS alargado: Simula BR, até QRS bizarro
  40. 40.  Onda P  Diminuição progressiva  Desaparecimento de P  Ritmo sinoventricular ▪ Origem sinusal sem despolarização atrial Supra de ST  Fase avançada  Simula IAM
  41. 41.  Bradiarritmias  Frequente no Renal Crônico  Inicialmente: aumento intervalo PR  Evolução: BAV 2º ou 3º grau
  42. 42.  Onda T  Amplitude regride progressivamente  Achatamento  Negativa  Infradesnivelo ST
  43. 43.  Arritmias  Principalmente em uso de digitálicos  Extrassístoles e taquicardias atriais ou ventriculares Onda U  Aparecimento próxima e maior à onda T  Positiva X Negativa do IAM
  44. 44.  ST prolongado e retificado
  45. 45. Clínica ECG  Hiperpotassemia Onda T em tenda  Hipocalcemia ST prolongado  SVE Sensibilidade EspecificidadeSokolow (V1: S + R em V5 > 35mm) baixa muito altaCornell (aVL: R + S em V3 > 20-28mm) média altaR em aVL > 11mm baixa muito altaRomhilt-Estes média alta
  46. 46.  ST diminui; QRS se aproxima da onda T; Onda J
  47. 47.  Abaixo de 35ºC  Bradicardia sinusal  Onda J (Tomaszewski, 1938) ▪ Entalhe positivo nas D esquerdas no final no ponto J entre o término do QRS e o início do segmento ST  Prolongamento QTProlongamento Taquicardias síncopes e QT  Ventriculares  morte súbita
  48. 48.  Baixa voltagem  Mixedema + Derrame Pericárdico  QRS ≤ 0,5 mV em D frontais  QRS ≤ 1,0 mV em D horizontais Bradicardia sinusal  Derrame Pericárdico X Hipotireoidismo taquicardia bradicardia
  49. 49. ECG no Hospital Geral 2. Doenças Pulmonares Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica Tromboembolismo pulmonar Padrão de Doenças  Hipertensão  SobrecargaPulmonares Pulmonar Câmaras direitas
  50. 50.  Onda P pulmonale  Negativa em aVL e V1, maior amplitude em D2, D3 e aVF QRS  Amplitude diminui  V1-V6: rS  V1 e V2 sem R  Sem enfisema – SVD Arritmias  Extrassístoles  FA  Flutter atrial  Taquicardia atrial ▪ T A Multifocal após broncodilatador com teofilina ou agonistas ß-adrenérgicos
  51. 51. Padrão de Doenças  Hipertensão  SobrecargaPulmonares Pulmonar Câmaras direitas ECG exclui IAM, Exame clínico e RX são de pouca ajuda Taquicardia sinusal  O mais frequente Alterações inespecíficas de onda T  Inversão em D3, avF, V1 a V4
  52. 52.  Padrão S1Q3T3  D1: onda S  D3: onda Q e onda T negativa Distúrbio do condução do ramo direito  R’ em V1 Pequeno desvio para direita comparado com ECG prévio
  53. 53.  O
  54. 54. ECG no Hospital Geral 3. Doenças do Sistema Nervoso• Lesões agudas do sistema nervoso central• Estresse emocional• Distrofias musculares• Doença de Parkinson
  55. 55.  AVE hemorrágico e TCE  Liberação de noradrenalina  Acidente vascular isquêmico, tumores, infecções do SNC e durante neurocirurgia. Onda T cerebrais  Ondas negativas gigantes (> 1mV)  Diagnóstico diferencial IAM
  56. 56.  O
  57. 57.  Prolongamentos QT  Causado por injúria cerebral aguda  Predispõem à Arritmias Ventriculares malignas e morte súbita Síndrome do miocárdio atordoado  Onda Q transitórias sem isquemia de miocárdio Arritmias  Bradi ou Taquicardia sinusal  Extra sístoles  Taquiarritmias ventricular e supraventriculares
  58. 58.  Pode causar insuficiência coronária aguda sem doença coronariana ECG com padrão de infarto, mas o acometimento é difuso Eco: miocardiopatia dilatada
  59. 59.  Cardiomiopatia pseudo-hipertrófica Atrofia de miofibrinas Fibrose intersticial Miocardiopatia dilatada ECG com hipertrofias, dist. de condução, arritmias... Duchenne e Becker Em V1: Ondas R com relação R/S >1 D1, aVL, V5 e V7: ondas Q
  60. 60.  O
  61. 61.  Simula flutter atrial
  62. 62. ECG no Hospital Geral 4. Outras Condições Não Cardíacas• Desvio de eixo - pneumotórax, proc expansivo do mediastino• Alterações de ST-T - DRGE• BAVT congênito – RN de mães lúpicas
  63. 63. ECG no Hospital Geral 5. Efeitos de Medicamentos no ECG• Ação digitálica• Intoxicação digitálica• Antiarrítmicos• Antidepressivos• Outras drogas
  64. 64.  Onda T achatada ST infradesnivelado e côncavo QT diminuído PR aumentado
  65. 65.  O
  66. 66.  Arritmias  Bradi ou taquiarritmias e arritmias complexas Intoxicação digitálica = interrupção do tratamento Bloqueio AV parcial na FA  Diminui FC – melhora condições cardiocirculatórias Extrassístoles ventriculares bigeminadas Extrassístoles ventriculares polimórficas Taquicardia atrial com bloqueio AV variável Taquicardia juncional não paroxística Dissociação AV Taquicardia bidirecional FA e flutter atrial
  67. 67.  Quinidina:  Reduz amplitude onda T e infradesnivelo de ST  QT prolongado ▪ Predispõem arritmias ventriculares graves  QRS alargado ▪ Acima de 25% é característico de intoxicação
  68. 68.  QT prolongado - tricíclicos e tetracíclicos  Taquiarritmias ventriculares Distúrbio de condução de ramo direito  Sinal precoce de intoxicação
  69. 69.  Cisaprida  Prolonga IQT Ensaios clínicos  atenção ao efeito no intervalo QT

×