Cg 150 titan 2013-FLEX
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  • 1. 0867D2203-MAN-0867CG150 Titan ESD • EXCG150 Titan ESD • EXwww.honda.com.br/posvenda/motosPRODUZIDO NOPÓLO INDUSTRIALDE MANAUSCONHEÇA A AMAZÔNIAwww.pilotomais.com.br
  • 2. Nível de ÓleoVerifique o nível de óleodo motor diariamente,antes de pilotar a motocicleta,e adicione se necessário.Consulte a página 6-6para mais informações.ATENÇÃO!Revisões PeriódicasEfetue as revisões periódicas dentro dos prazos recomendados e SOMENTE nas Concessionárias Hondano território Nacional.A garantia de sua motocicleta será cancelada se qualquer das revisões periódicas for realizada em oficinasindependentes ou multimarcas.A relação completa de Concessionárias Honda pode ser obtida pelo telefone 0800-7013432 ou pelo sitewww.honda.com.br.Marca inferiorMarca superior
  • 3. Parabéns por escolher uma motocicleta Honda. Quando você adquire uma Honda, automaticamente passa afazer parte de uma família de clientes satisfeitos, ou seja, de pessoas que apreciam a responsabilidade da Hondaem produzir produtos da mais alta qualidade.Sua motocicleta é uma verdadeira máquina de precisão. E como toda máquina de precisão, necessita de cuidadosespeciais para garantir um funcionamento tão perfeito como aquele apresentado ao sair da fábrica.As concessionárias Honda terão a maior satisfação em ajudá-lo a manter e conservar sua motocicleta. Elas estão preparadaspara oferecer toda a assistência técnica necessária com pessoal treinado pela fábrica, peças e equipamentos originais.Leia atentamente este manual do proprietário. Ele contém informações básicas para que sua Honda seja bem cuidada, desdea inspeção diária até a manutenção periódica, além de apresentar instruções sobre funcionamento e pilotagem segura.Aproveitamos a oportunidade para agradecer a escolha de uma Honda e desejamos que sua motocicleta possa rendero máximo em economia, desempenho, emoção e prazer.Todas as informações, ilustrações e especificações incluídas nesta publicação são baseadas nas informações mais recentesdisponíveis sobre o produto no momento de autorização da impressão. A Moto Honda da Amazônia Ltda. se reservao direito de alterar as características da motocicleta a qualquer tempo e sem aviso prévio, sem que por isso incorra emobrigações de qualquer espécie. Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida sem autorização por escrito.MOTO HONDA DA AMAZÔNIA LTDA.CG150 Titan ESD • CG150 Titan EX
  • 4. A relação completa de endereços e telefones das Concessionárias Hondapode ser obtida por meio de um dos canais a seguir:REDE DE CONCESSIONÁRIAS HONDATelefone (ligação gratuita):0800-701 34 32Internet:www.honda.com.br
  • 5. Sua Honda ainda melhorAgora sua Honda está equipadacom o moderno sistema de InjeçãoEletrônica de Combustível MixFuel Injection. Além de todos osbenefícios que o sistema oferece,ele garante que sua motocicletaatenda às normas de emissão depoluentes. Isso significa que vocêe a Honda estão cuidando domeio ambiente. Mas com tantatecnologia é normal surgirem algu-mas dúvidas e os tópicos a seguiresclarecerão as mais importantes.Mas lembre-se! Leia atentamen-te as instruções de abastecimen-to na página 4-10.ICG150 Titan ESD • CG150 Titan EXIndicador ALCn Este indicador está integrado aopainel de instrumentos de suamotocicleta (pág. 4-1).n Ao ligar a chave de ignição,a luz se acenderá por algunssegundos. Esse procedimentoserve para certificar-se de que osistema está funcionando corre-tamente. Após alguns instantes,o indicador se apagará para,a seguir, indicar a pro-porção aproximada deetanol (álcool) presenteno tanque (pág. 4-9).Combustível e Abastecimenton Esta motocicleta foi projetadapara utilizar combustível comum,sendo muito importante que sejade ótima qualidade.n Não utilize combustível diferentede gasolina e etanol (álcool),pois podem ocorrer danos aoscomponentes do sistema.n NÃO EXISTE REGISTRO DECOMBUSTÍVEL EM SUA MO-TOCICLETA. A bomba de com-bustível envia combustível parao motor somente durante ofuncionamento da motocicleta.(Cont.)
  • 6. ETANOLGASOLINAn Fique atento ao medidor decombustível no painel de ins-trumentos e abasteça sempreque o ponteiro do medidor seaproximar da reserva, a fim deevitar falta de combustível e ga-rantir o perfeito funcionamentodo sistema de Injeção Eletrônicade Combustível.n Caso ocorra pane seca (faltatotal de combustível), reabasteçacom no mínimo 1 litro de gasolinae 1 litro de etanol (álcool) (50% /50%) antes da partida do motor.II CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXn Ao ligar a chavede ignição, estaluz permaneceráacesa por doissegundos (teste do sistema) e seapagará em seguida.n Se ao ligar a chave de igniçãoa luz não se acender por doissegundos ou durante o funcio-namento do motor permaneceracesa ou piscando, procure ime-diatamente uma concessionáriaHonda.Luz Indicadora do Sistemade Injeção Eletrônica deCombustívelPartida e Afogadorn NÃO EXISTE AFOGADOR EMSUA MOTOCICLETA, pois osistema identificae ajusta automati-camente a melhorcondição de parti-da, seja com o mo-tor frio ou quente.n NUNCA ACELEREDURANTE A PARTIDA, uma vezque o sistema realiza os ajustesnecessários automaticamente epode interpretar as condiçõeserroneamente, dificultando apartida.n O sistema de Injeção Eletrônicade Combustível ajusta automa-ticamente o funcionamento domotor, de acordo com a suatemperatura, podendo eventu-almente provocar variações narotação, consideradas normais.n Não permaneça com a mo-tocicleta parada com o motorfuncionando durante muitotempo, pois isso pode provocarsuperaquecimento.
  • 7. n A rotação do motor é ajustadaautomaticamente pelo módulo deInjeção Eletrônica de Combustívelde forma que ocorra a melhore mais econômica queima decombustível.n Caso note alguma anormalida-de, procure uma concessionáriaHonda.Sistema de Marcha LentaCG150 Titan ESD • CG150 Titan EXn O sistema de escapamentode sua motocicleta possui umcatalisador interno, o qual temfunção vital no sistema de con-trole de emissão de poluentes.A substituição do escapamentopor outro não original ou mesmode versões anteriores do modeloprovocará um aumento dosníveis de emissão de poluentes.Sistema de EscapamentoIIISensor de Inclinaçãon Em caso de queda, este sensordesliga automaticamente o mo-tor.n Para religar, volte a motocicleta àposição vertical, desligue e liguea chave de ignição, e aperte obotão de partida ou acione opedal.
  • 8. n Realizando as revisões conformeos prazos informados no Planode Manutenção Preventiva, vocêmantém a vigência da garantia,além de aumentar a vida útil desua motocicle-ta. Aproveite aqualidade e osbenefícios quesó os serviçosHonda ofere-cem.Manutenção Periódican Faça todas as revisões progra-madas conforme o Plano deManutenção Preventiva (pág.6-1) e mantenha a qualidadee o funcionamento ideal de suaHonda.n O filtro de combustível presenteno sistema de injeção eletrônicaé fundamental para o seu per-feito funcionamento. Substitua-oconforme estabelecido no Planode Manutenção Preventiva (pág.6-1).n Somente nas concessionáriasHonda você encontra profis-sionais treinados que contamcom ferramentas especiais,manuais de serviços e outraspublicações técnicas desenvol-vidas para garantir a qualidadedos serviços.Manutenção Gratuitan A mão de obradas duas primei­ras revisões desua motocicletaé gratuita.n A primeira revi-são deve ser feitaquando sua motocicleta atingir1.000 km ou 6 meses a partir dacompra (o que ocorrer primeiro)e a segunda, aos 4.000 km ou1 ano a partir da compra (tam-bém o que ocorrer primeiro).n Essas revisões são um direitoseu e podem ser feitas em qual-quer concessionária Honda.IV CG150 Titan ESD • CG150 Titan EX
  • 9. ÍNDICE 1-1CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXINTRODUÇÃO 2-1 Notas importantes.........................................2-1 Assistência ao cliente.....................................2-3 Dados dos proprietários................................2-4LOCALIZAÇÃO DE COMPONENTES 3-1COMANDOS E EQUIPAMENTOS 4-1 Instrumentos e indicadores............................4-1 Medidor de combustível.................................4-2 Interruptor de ignição....................................4-2 Chaves.........................................................4-3 Bloqueador da ignição..................................4-3 Interruptor de partida.....................................4-4 Comutador do farol......................................4-4 Interruptor das sinaleiras...............................4-4 Interruptor da buzina.....................................4-4 Trava da coluna de direção...........................4-4 Espelhos retrovisores.....................................4-5 Tampa lateral direita.....................................4-5 Tampa lateral esquerda.................................4-5 Suporte do capacete......................................4-6 Porta-objetos.................................................4-6 Tanque de combustível..................................4-7 (Cont.)PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-1 Pilotagem com segurança..............................5-1 Transformação de categoria para transporte de cargas.....................................5-6 Acessórios e carga........................................5-9 Inspeção antes do uso.................................5-11 Partida do motor.........................................5-11 Amaciamento.............................................5-12 Pilotagem ..................................................5-13 Frenagem...................................................5-14 Estacionamento...........................................5-15 Como prevenir furtos..................................5-16 Vibrações...................................................5-16
  • 10. 1-2 ÍNDICE CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXLIMPEZA E CONSERVAÇÃO 7-1 Cuidados com a motocicleta..........................7-1 Lavagem......................................................7-2 Conservação de motocicletas inativas............7-5TRANSPORTE 8-1 Reboque.......................................................8-2PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE 9-1 Economia de combustível..............................9-2 Nível de ruídos..............................................9-3 Catalisador...................................................9-3 Programa de controle de poluição do ar........9-4 Controle de emissões....................................9-4ESPECIFICAÇÕES 10-1 Identificação da motocicleta........................10-5MANUAL DO CONDUTORMANUTENÇÃO E AJUSTES 6-1 Plano de manutenção preventiva...................6-1 Cuidados na manutenção.............................6-4 Jogo de ferramentas.....................................6-4 Filtro de ar....................................................6-5 Respiro do motor..........................................6-6 Óleo do motor..............................................6-6 Vela de ignição.............................................6-8 Folga das válvulas.........................................6-9 Embreagem ...............................................6-10 Corrente de transmissão..............................6-11 Cavalete lateral...........................................6-14 Suspensão..................................................6-15 Freios.........................................................6-16 Interruptor da luz do freio............................6-19 Pneus.........................................................6-20 Roda dianteira............................................6-21 Roda traseira..............................................6-23 Bateria........................................................6-24 Fusíveis.......................................................6-26 Lâmpadas..................................................6-28 Farol .........................................................6-30
  • 11. INTRODUÇÃO 2-1CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXNotas importantes As ilustrações apresentadas nomanual referem-se ao modeloCG150 Titan ESD e destinam--se a facilitar a identificação doscomponentes. Elas podem dife-rir um pouco dos componentesde sua motocicleta. Este manual deve ser considera-do parte permanente da motoci-cleta, devendo permanecer coma mesma em caso de revenda. Esta motocicleta foi projetadapa­ra transportar piloto e pas-sageiro. Nunca exceda a capa­cidade máxima de carga (pág.5-9) e verifique sempre a pressãorecomendada para os pneus(pág. 6-20). Esta motocicleta foi projetadapara ser pilotada somente emestradas pavimentadas.Indica a possibilidade de dano àmotocicleta se as instruções nãoforem seguidas.AtençãoNOTAFornece informações úteis. Ao longo do manual você encon-trará informações importantescolocadas em destaque, comomostrado abaixo. Leia-as aten-tamente.Limpeza, conservação de mo-tocicletas inativas e oxidaçãoAbreviaçõesESD: Electric Starter, Disk (Partida Elétrica), Freio a Disco)EX: Electric Starter, Disk (Partida Elétrica, Freio a Disco) Os procedimentos descritos nocapítulo 7 são fundamentaispara manter a motocicleta emperfeitas condições de uso eaumentar sua vida útil. Sigarigorosamente as instruçõesapresentadas. Materiais de limpeza e cui-dados inadequados podemdanificar sua motocicleta. Danos causados pela conser-vação inadequada da moto-cicleta não são cobertos pelagarantia.AtençãoIndica, além da possibilidadede dano à motocicleta, risco aopiloto e ao passageiro se as ins-truções não forem seguidas.Cuidado!(Cont.)
  • 12. 2-2 INTRODUÇÃO CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXGarantiaA garantia Honda é concedidapelo período de 1 ano sem limitede quilometragem a partir da datade compra, dentro das seguintescondições:1. Todas as revisões periódicasdevem ser executadas somentenas concessionárias Honda noterritório Nacional.2. Não devem ser instalados aces-sórios não originais.3. Não são permitidas alteraçõesnão previstas ou não autoriza-das pelo fabricante nas carac-terísticas da motocicleta.Itens não cobertos pela garantiaHonda peças de desgaste natural, comovela de ignição, pneus, câmarasde ar, lâmpadas, bateria, corren-te de transmissão, pinhão, coroa,lonas e pastilhas de freio, sistemade embreagem e cabos em geral; descoloração, manchas e alte-ração nas superfícies pintadasou cromadas (exemplo: escapa-mento); corrosão do produto.Coloração do escapamentoO material empregado na fabrica-ção do tubo de escapamento assimcomo o acabamento superficialpodem sofrer mudanças de colo-ração em razão da temperatura defuncionamento e/ou resíduos pro-jetados pelas rodas. Por se tratar desituações normais da utilização damotocicleta, a mudança da tonali-dade do conjunto do escapamentoNÃO é coberta pela garantia.Veja o verso do Certificado deGa­rantia para mais informações.Revisões com mão de obragratuitaA mão de obra das revisões de1.000 km e 4.000 km é gratuita,desde que executadas em Con-cessionárias Honda no territórioNacional. Essas revisões serãoefetuadas pela quilometragempercorrida com tolerância de 10%(até 1.100 km e até 4.400 km)ou pelo período após a data decompra da motocicleta (6 meses e12 meses), o que ocorrer primeiro.Nível de óleo do motorSempre verifique o nível de óleodo motor, antes de pilotar a mo-tocicleta, e adicione se necessário.Consulte a página 6-6 para maisin­for­mações.Aquecimento do motorComo a motocicleta é arrefecida aar, é necessária a troca de calor como ambiente. Por isso, evite andarem velocidades baixas por longosperíodos ou deixar a motocicletaligada, quando parada, para evitaro superaquecimento do motor.Combustível adulteradoO uso de combustível de baixaqualidade ou adulterado pode: diminuir o desempenho da mo-tocicleta; aumentar o consumo de com-bustível e óleo; comprometer a vida útil do mo-tor e causar o seu travamento emcasos extremos.Defeitos decorrentes do uso decombustível inadequado não serãocobertos pela garantia.
  • 13. INTRODUÇÃO 2-3CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXAssistência ao clienteA Honda se preocupa não só em oferecer motocicletas econômicas e de excelente qualidade e desempenho,mas também em mantê-las em perfeitas condições de uso, contando para isso com uma rede de concessio-nárias Honda. Consulte sempre uma de nossas concessionárias Honda toda vez que tiver dúvidas ou houvernecessidade de efetuar algum reparo.Caso o atendimento não tenha sido satisfatório, notifique o Gerente de Serviços da concessionária. Anote onome do Gerente de Pós-Venda ou Gerente Geral para sua referência.Se ainda assim o problema não for solucionado, entre em contato com o Departamento de Relacionamentocom o Cliente Honda, que tomará as providências para assegurar sua satisfação.NOTAPara facilitar o atendimento, tenha em mãos as seguintes informações: nome, endereço e telefone do proprietário; número do chassi; ano e modelo da motocicleta; data de aquisição e quilometragem da motocicleta; concessionária na qual efetuou o serviço.Departamento de Relacionamento com o Cliente0800-055 22 21Horário de atendimentoSegunda a sexta-feira das 08h30 às 18h (dias úteis)
  • 14. 2-4 INTRODUÇÃO CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXDados dos proprietáriosPreencha os quadros abaixo com os dados dos 1o, 2oe 3oproprietários.Nome:Endereço:Cidade: Estado: CEP:Telefone: Data da Compra:Nome:Endereço:Cidade: Estado: CEP:Telefone: Data da Compra:Nome:Endereço:Cidade: Estado: CEP:Telefone: Data da Compra:
  • 15. LOCALIZAÇÃO DE COMPONENTES 3-1CG150 Titan ESD • CG150 Titan EX1 167523412131110891 Espelho retrovisor2 Comutador do farol3 Velocímetro4 Indicadores5 Reservatório de fluido do freio dianteiro6 Alavanca do freio dianteiro7 Manopla do acelerador8 Interruptor de partida9 Interruptor de ignição/Bloqueador da ignição10 Tampa do tanque de combustível11 Interruptor da buzina12 Interruptor das sinaleiras13 Alavanca da embreagem
  • 16. 3-2 LOCALIZAÇÃO DE COMPONENTES CG150 Titan ESD • CG150 Titan EX1 Porta-objetos2 Filtro de ar úmido (tipo viscoso)3 Pedal do freio traseiro4 Pedal de apoio do piloto5 Tampa/vareta medidora do nível de óleo6 Pedal de apoio do passageiro7 Ajustador do amortecedor traseiro8 Respiro do motor9 Bateria/fusíveis principal e secundário10 Alça traseira11 Suporte do capacete12 Cavalete lateral13 Cavalete central14 Bujão de drenagem do óleo do motor15 Pedal de câmbio13245761012 11138 91415
  • 17. COMANDOS E EQUIPAMENTOS 4-1CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXInstrumentos e indicadoresLocalizam-se no painel de instru­mentos.1. Velocímetro: indica a veloci­dadeda motocicleta em km/h.2. Hodômetro: registra o total dequilômetros percorridos pelamotocicleta.3. Indicador de marcha: indica avelocidade máxima recomen-dada para cada marcha.4. Indicador das sinaleiras (ver-de): pisca quando a sinaleiraé ligada.5. Indicador do ponto morto (ver-de): acende-se quando a trans-missão está em ponto morto.6. Indicador do farol alto (azul):acende-se quando a luz alta éacionada.7. Medidor de combustível: indi­caa quantidade aproximada decombustível no tanque.8. Indicador ALC (âmbar): indica aproporção aproximada de eta-nol (álcool) presente no tanque(pág. 4-9).Se alguma das situações acimaocorrer durante a pilotagem, pareimediatamente em local seguroe providencie o transporte damotocicleta até a concessionáriaHonda mais próxima.AtençãoNOTAApós abastecer e ligar o motor, osistema poderá levar até 5 mi­nutospara identificar a nova proporçãoaproximada de etanol (álcool) notanque antes de indicá-la atravésdo indicador.3 4 5 6 789101121NOTACaso o velocímetro seja substituído,anote a quilometragem do hodô-metro no quadro presente no Planode Manutenção Preventina (pág.6-3) para controle de manutenção.9. Indicador do sistema PGM-FI(âmbar): acende-se por cercade 2 segundos após o inter-ruptor de ignição ser ligado,apagando-se em seguida. Pro-cure uma concessionária Hondacaso o indicador: não se acenda após o inter-ruptor de ignição ser ligado; permaneça aceso após o in-terruptor de ignição ser ligado(mais de 2 segundos); fique piscando.(Somente CG150 Titan EX)10. Hodômetro parcial: registra aquilometragem percorrida porpercurso.11. Botão de retrocesso: zera oho­dômetro parcial ao serpressionado.
  • 18. 4-2 COMANDOS E EQUIPAMENTOS CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXMedidor de combustívelAbasteça assim que o ponteiro(1) atingir a marca vermelha (2),com a motocicleta na vertical,o que significa que há cerca de4,2 litros de combustível (valorde referência).Poderão ocorrer variações entrea quantidade de combustívelpresente no tanque e a indicadapelo medidor de combustível, emrazão da inclinação do piso ou damotocicleta.Interruptor de ignição (1)Possui três posições e encontra-seabaixo do painel de instrumentos.LOCK (trava): Travamento doguidão. O motor e as luzes nãopodem ser acionados. A chavepode ser removida.OFF (desligado): O motor e asluzes não podem ser acionados.A chave pode ser removida.211LOCK (trava)OFF (desligado) ON (ligado) ON (ligado): O motor pode seracionado. A luz de freio, sinaleirase buzina podem ser acionadas. Ofarol, lanterna traseira e luzes dosinstrumentos se acendem somentecom o motor em funcionamento.A chave não pode ser removida.
  • 19. COMANDOS E EQUIPAMENTOS 4-3CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXBloqueador da ignição (1)Localizado ao lado do interruptorde ignição, ajuda a prevenir furtos.Para ativá-lo, remova a chave deignição (2) e encaixe o segredo(3) no bloqueador. Gire a chaveno sentido anti-horário ou movao botão (4) para a posição SHUT.Por conter um segredo magnéti-co, todo o conjunto do blo­quea­dor deverá ser substituído emcaso de perda das chaves.AtençãoPara desativá-lo, encaixe a chaveno bloqueador e gire-a no sentidohorário.Chaves (1)O número de série (2), gravadonas duas chaves que acompanhama motocicleta, é necessário para aobtenção de cópias. Anote-o noespaço abaixo para sua referência.Se necessitar de cópias da cha-ve, procure uma concessionáriaHonda.Node série da chave2131244FecharAbrir
  • 20. 4-4 COMANDOS E EQUIPAMENTOS CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXTrava da coluna de direçãoLocaliza-se no interruptor de ig-nição (1).Para travar, gire o guidão total-mente à esquerda ou direita.Pressione (A) e gire a chave deignição (2) para a posição LOCK(B). Remova a chave.Para destravar, gire a chave paraa posição OFF (C).Comutador do farol (1)Posicione em para obter luz altaou em para obter luz baixa.Interruptor dassinaleiras (2)Posicione em para sinalizarconversões à esquerda e empara sinalizar conversões à direita.Pressione para desligar.Interruptor da buzina (3)Pressione para acionar a buzina.Interruptor de partida (1)Localiza-se próximo à manopla doacelerador e aciona o motor departida ao ser pressionado.Consulte a página 5-11 para osprocedimentos de partida.12312ABC1Para travarPara destravarPara evitar perda de controle damotocicleta, não gire a chavepara a posição LOCK durantea pilotagem.Cuidado!
  • 21. COMANDOS E EQUIPAMENTOS 4-5CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXEspelhos retrovisoresPara regular, sente-se na motoci-cleta em local plano. Vire o espe-lho até obter o melhor ângulo devisão, de acordo com sua altura,peso e posição de pilotagem.NOTANunca force o espelho retro­visorcontra a haste de suporte durantea regulagem. Se necessário, soltea porca de fixação e movimente ahaste para facilitar o ajuste.Tampa lateral direitaPara remover, retire o parafuso(1), a tampa lateral direita (2) eas linguetas (3) das borrachas (4).Para instalar, alinhe as linguetascom as borrachas, pressione atampa lateral na posição e aper-te o parafuso com o torque de1,5 N.m (0,15 kgf.m).Tampa lateral esquerdaPara remover, solte o parafuso(1) e remova a tampa lateral es-querda (2) e as linguetas (3) dasborrachas (4).Para instalar, alinhe as linguetascom as borrachas, pressione atampa lateral na posição e apertefirmemente o parafuso.CorretoParalelo Paralelo1231243 4
  • 22. 4-6 COMANDOS E EQUIPAMENTOS CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXSuporte do capacete (1)Localiza-se no lado esquerdo damotocicleta, abaixo do assento.Para destravar, insira a chave deignição (2) no suporte e gire-a nosentido anti-horário. Coloque ocapacete no suporte e pressioneo pino (3) para travar. Remova achave de ignição.Porta-objetos (1)Localiza-se atrás da tampa lateraldireita e deve ser usado para guar-dar o manual do proprietário (2),jogo de ferramentas (3) e outrosdocumentos.NOTAAo lavar a motocicleta, tenhacuidado para não molhar o porta--objetos.123213Não pilote a motocicleta como capacete no suporte. Use-osomente durante o estaciona-mento. Do contrário, o capacetepoderá entrar em contato com aroda traseira, causando perdade controle.Cuidado!
  • 23. COMANDOS E EQUIPAMENTOS 4-7CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXTanque de combustívelPara abrir a tampa (1), abra acapa da fechadura (2), insira achave de ignição (3) e gire-a nosentido horário. A tampa serálevantada.Para fechar, encaixe e pressione atampa até travá-la. Remova a cha-ve e feche a capa da fechadura.Capacidade do tanque: 16,1 litros (incluindo a reserva)Combustíveis recomendados: Gasolina comum (sem aditivo) Etanol (álcool) comum (sem aditivo)Não há registro de danos causa-dos pela utilização de combustíveladitivado de procedência con­fiável. No entanto, é importanteobservar que sua motocicleta foidesenvolvida para uso com com-bustível sem aditivação, desde quede boa qualidade. O uso de com-bustível de baixa qualidade podecomprometer o funcionamento edurabilidade do motor.O combustível deteriorado (enve-lhecido) é prejudicial ao sistema dealimentação e demais componentesrelacionados ao motor; o uso ou apresença de combustível deteriora-do no tanque pode provocar quedade desempenho e danos ao motor.123 4O etanol (álcool), devido às suascaracterísticas, pode ocasionardificuldades na partida com omotor frio quando a temperaturaambiente estiver baixa (inferior a15°C). Siga atentamente as ins-truções de abastecimento.Atenção(Cont.) Não abasteça em excessopara evitar vazamento pelorespiro da tampa. Não devehaver combustível no gargalodo tanque (4). Se o nível decombustível ultra­passar a bor-da inferior do gargalo, retire oexcesso imediatamente. Após abastecer, verifique sea tam­­­pa do tanque está bemfechada.Cuidado! Após abastecer e ligar o motor,o sistema poderá levar até5 minutos para identificar a novaproporção aproximada de eta-nol (álcool) no tanque, podendoocorrer pequenas oscilações nofuncionamento do motor. Duranteesseperíodo,pilotecomatenção e em baixa velocidade.Cuidado!
  • 24. 4-8 COMANDOS E EQUIPAMENTOS CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXInstruções de abastecimentoVocê pode abastecer sua moto-cicleta somente com gasolina,somente com etanol (álcool) ou atémesmo com a mistura de gasolinae etanol (álcool) de acordo comsua preferência.NOTAO etanol (álcool), devido às suascaracterísticas, pode ocasionardificuldade para a partida domotor a frio caso a temperaturaambiente esteja abaixo de 15°C.NOTALembre-se de que em algumasregiões a temperatura ambientepode mudar bruscamente de umdia para o outro, levando a umasituação de dificuldade de partida.Como obter a proporçãorecomendadaCaso a temperatura ambienteesteja abaixo de 15°C, abasteçada seguinte forma:1 parte de gasolina para cada4 partes de etanol (álcool).Exemplo: 0,5 litro de gasolina com 2 litrosde etanol (álcool) 1 litro de gasolina com 4 litrosde etanol (álcool)Caso não haja risco de que a tem­peratura ambiente seja inferior a15°C, o uso de gasolina não énecessário para facilitar a partidado motor a frio.Na condição acima, recomenda-se adicionar uma proporção degasolina igual ou superior a 20%do total de combustível presenteno tanque para facilitar a partida. Não abasteça em excessopara evitar vazamento pelorespiro da tampa. Não devehaver combustível no gargalodo tanque (4). Se o nível decombustível ultra­passar a bor-da inferior do gargalo, retire oexcesso imediatamente. Após abastecer, verifique sea tam­­­pa do tanque está bemfechada.Cuidado!
  • 25. COMANDOS E EQUIPAMENTOS 4-9CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXIndicador ALCO painel de instrumentos de sua motocicleta possui uma lâmpada indicadora que fornece a proporçãoaproximada de etanol (álcool) presente no tanque.Item Indicador ALC Condições1ApagadoIndica que a quantidade de gasolina presente no tanque é ideal paragarantir a partida do motor a frio em qualquer temperatura.2Aceso Indica que a maioria do combustível presente no tanque é etanol(álcool).Caso a temperatura ambiente esteja acima de 16ºC, não ocorrerádificuldades para a partida do motor a frio.3Piscando Indica que a maioria do combustível presente no tanque é etanol(álcool). Caso a temperatura ambiente esteja abaixo de 15ºC, oindicador ALC poderá piscar quando a chave de ignição for ligada,alertando-o que poderá ocorrer dificuldades para a partida do motor afrio (consulte a página 4-8 para instruções de abastecimento).(Cont.)
  • 26. 4-10 COMANDOS E EQUIPAMENTOS CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXFalta de combustívelSe o motor morrer por falta de com-bustível (pane seca), reabasteçacom no mínimo 1 litro de gasolinae 1 litro de etanol (álcool) (50% /50%) antes da partida do motor.Se ocorrer “batida de pino” oudetonação com o motor em velo-cidade constante e carga normal,use combustível de outra marca.Se o problema persistir, procureuma concessionária Honda. Casocontrário, o motor poderá sofrerdanos que não são cobertos pelagarantia.AtençãoNOTAÉ normal uma leve “batida depino” ao operar sob carga elevada. A gasolina e o etanol (álcool)são inflamáveis e explosivossob certas condições. Abasteçasempre em locais ventilados ecom o motor desligado. Nãopermita a presença de cigarros,chamas ou faís­cas na área deabastecimento. A gasolina e o etanol (álcool)podem causar danos se per-manecerem em contato comas superfícies pintadas. Casoderrame combustível sobre asuperfície externa do tanque oude outras peças pintadas, limpeo local atingido imediatamente.Cuidado! Tome cuidado para não derra-mar combustível. O combustí-vel derramado ou seu vaporpodem se incendiar. Em casode derramamento, certifique-sede que a área atingida estejaseca antes de ligar o motor. Evite o contato prolongado ourepetido com a pele, ou a inala-ção dos vapores de combustível. Mantenha o combustível afas-tado de crianças.Cuidado!
  • 27. PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-1CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXEquipamentos de proteçãoRegras gerais de segurança Pilotar uma motocicleta requercertos cuidados para garantirsua segurança. Leia atenta-mente todas as informações aseguir antes de pilotar. Este manual menciona legis-lações relacionadas ao uso demotocicletas. Além do manualque acompanha esta moto-cicleta, leia também o textointegral dessas legislaçõespara o correto atendimentodos re­qui­sitos.Cuidado!Pilotagem com segurança(Cont.) Para evitar danos e aciden­tes,sempre inspecione a motocicle-ta (pág. 5-11) antes de acionaro motor. Pilote somente se for habilita-do. Não empreste sua motoci-cleta a pilotos inexperientes.Cuidado! Obedeça às leis de trânsito e res­­peite os limites de velocidade. Nunca deixe a motocicleta so­zinha com o motor ligado. Pilote em baixa velocidade erespeite as condições do tempoe das estradas. Faça a manutenção correta­men­te e nunca pilote compneus gastos. Em caso de acidente, avaliea gravidade dos ferimentospessoais e a condição da moto-cicleta para certificar-se de queé seguro continuar pilotando.Se necessário, chame socorroespecializado. Caso o acidenteenvolva terceiros, obedeça àsleis pertinentes. Assim que pos-sível, procure uma concessio-nária Honda para inspecionara motocicleta.Cuidado! Para reduzir as chances defe­rimentos fatais, a resolu-ção CONTRAN no203, de29/09/2006, estabelece a obri-gatoriedade do uso do capacetepelo piloto e passageiro. O nãocumprimento desta implicaránas sanções previstas peloCódigo de Trânsito Brasileiro. Use somente capacetes com oselo do INMETRO. Ele garanteque o capacete atende aos re-quisitos de segurança previstospela legislação brasileira. Aviseira do capacete deve sertransparente (sem película)e estar totalmente abaixadadurante a pilotagem. O uso de óculos de proteção éobrigatório por lei com capace-tes que não possuem viseiras.Cuidado!
  • 28. 5-2 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO CG150 Titan ESD • CG150 Titan EX Escolha um capacete de cor clarae visível com adesivos refletivosde segurança na frente, nas late-rais e na traseira do casco. Ao uti-lizar a motocicleta para transpor-te remunerado de cargas, devemser utilizados os refletivos obriga­tórios para capacete, colete dopiloto e baú, conforme a Reso­lu­­­ção CONTRAN no356, de02/08/2010. O capacete deve ajustar-se bemà sua cabeça. Prenda-o firme-mente ao colocá-lo. Esta motocicleta atende à Re-solução CONTRAN no228, de02/03/2007, e utiliza um sistemade exaustão simples com protetorde escapamento (1). Use roupasque protejam as pernas e osbraços. Não toque no motor eescapamento mesmo após des-ligar o motor. Mantenha sua motocicleta sempreequipada com as peças originaisdo modelo. Use botas ou calçados fechadose resistentes. Use também luvase roupas de cor clara e visível,de tecido resistente ou couro. Opas­sageiro necessita da mesmaproteção. Não use roupas soltas que pos-sam se enganchar nas peçasmóveis.+Capacete com viseirae adesivo refletivoCapacete sem viseiracom óculos de proteção 1
  • 29. PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-3CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXVisãoA visão é responsável por 90% dasinformações necessárias para suasegurança. Antes de sair, regule os espelhosretrovisores (pág. 4-5). Não fixe o olhar num único pon-to; movimente os olhos constan­temente. A velocidade tambémdiminui o seu campo de visão. Use os espelhos retrovisores eolhe sobre os ombros para co-brir as áreas fora do seu campovisual antes de sair, mudar defaixa ou fazer conversões.ApareçaNa maioria dos acidentes, os mo­to­ristas alegam não ter visto a motoci-cleta. Para evitar que isso aconteça: sinalize antes de fazer conver­sõesou mudar de pista. O ta­­manho ea maneabilidade da motocicletapodem surpreender outros mo-toristas; não se coloque no ponto cegode outros veículos.45°(100 km/h)200°paradoVisão peloespelho retrovisorVisão sobreos ombrosPonto Cego Ponto Cego(Cont.)
  • 30. 5-4 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXDistância de seguimentoSão necessários dois segundos para identificar o perigo e acionar o freio.Por isso, mantenha sempre uma distância segura de outros veículos.Quando a traseira do veículo à sua frente passar por um ponto fixo,comece a contar “cinquenta e um, cinquenta e dois”. Se ao terminar decontar, a roda dianteira da motocicleta passar pelo mesmo ponto, vocêestará a uma distância segura. Em dias de chuva, dobre essa distância.Cruzamentos A maioria dos acidentes ocorre em cruzamentos. As situações acimasão as mais comuns. Tome muito cuidado, especialmente nas conver-sões à esquerda em ruas de mão dupla (fig. 4). Sempre que possível,faça um retorno para maior segurança. Fique atento aos outros motoristas nos cruzamentos e também emvias expressas, rodovias, entradas e saídas de estacionamentos.Postura Mantenha as duas mãos no gui-dão e os pés nos pedais de apoioao pilotar. O passageiro deve sesegurar com as duas mãos nopiloto e manter os pés nos pedaisde apoio. Para reduzir a fadiga e melhoraro desempenho, mantenha sem-pre uma postura adequada: Cabeça: em posição vertical,olhando para a frente. Braços e ombros: relaxados ecom cotovelos apontados parabaixo. Mãos: punhos abaixados emrelação às mãos, segurando ocentro da manopla. Quadril: junto ao tanque, emposição que permita virar oguidão sem esforço dos ombros. Joelhos: pressionando levemen-te o tanque de combustível. Pés: paralelos ao chão, com osalto do sapato encaixado nopedal de apoio e as pontas dospés sobre os pedais do freio ecâmbio, sem pressioná-los.Nas curvas, incline o corpo juntocom a motocicleta.c i n q ue n t a e u m ,c i n q ue n t a e d o i s2 segundos
  • 31. PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-5CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXAlagamentosEvite a entrada de água pelo filtrode ar. Isso pode causar o efeito decalço hidráulico e consequentesdanos ao motor.Se a água entrar no motor, conta-minando o óleo, desligue o motorimediatamente e procure umaconcessionária Honda para efetuara troca do óleo.OpcionaisProcure uma concessionária Hon-da para informações sobre osopcionais disponíveis para suamotocicleta.Quanto maior a velocidade e me-nor o raio da curva, maior deve sera inclinação. Incline mais a moto-cicleta que o corpo em manobrasrápidas e curvas fechadas.Pilotagem sob más condiçõesde tempoModificaçõesPilotar sob más condições detempo, como na chuva ou nebli-na, requer técnicas de pilotagemdiferentes devido à reduçãoda visi­bilidade e aderência dospneus.Cuidado!A modificação ou remoção depeças originais da motocicle-ta pode reduzir a segurançae infringir às leis de trânsito.Obedeça às normas que regula-mentam o uso de equipamentose acessórios.Cuidado!
  • 32. 5-6 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXTransformação de categoriapara transporte de cargasPara a utilização desta motocicletacom o propósito de transporteremunerado de cargas, devemser atendidos integralmente osrequisitos da Resolução CONTRANno356, de 02/08/2010 disponí-vel no site www.denatran.gov.br.Entre os principais requisitos, des-tacam-se: alterar o registro do veículo paraa categoria “aluguel” junto aoDETRAN; instalar placa de identificação nacor vermelha; atender às dimensões máximasde altura, largura e comprimentopara os dispositivos de trans-porte de carga (bagageiro tipogrelha ou baú); não exceder a carga máximarecomendada para o veículo; instalar os dispositivos de trans-porte de carga somente nospontos de fixação recomendadospelo fabricante do veículo; utilizar os refletivos luminososespecificados na legislação noscapacetes, coletes e baú.Instalação e dimensões máxi-mas dos dispositivos de trans-porte de carga (instalados namotocicleta)Dimensões máximas permitidaspara os dispositivos de transpor-te de cargaBaú: Largura: 60 cm Comprimento: Não exceder a extremidade traseira da motocicleta. Altura: 70 cm, a partir do assentoGrelha: Largura: 60 cm Comprimento: Não exceder a extremidade traseira da motocicleta. Altura: 40 cm, a partir do assento (carga transportada)NOTANo caso do dispositivo tipo aberto(gre­lha), as dimensões da cargaa ser transportada não podemexceder a largura e o comprimentoda grelha.Para transporte de carga epassageiro:Para transporte exclusivo de carga:ComprimentoAlturaExtremidade traseira da motocicletaCARGAA extremidade dianteira dodispositivo não deve interferirna posição normal de pilotagem.Local parafixação doaparadorde linhaLocal parafixação doprotetordo motorAlturaExtremidade traseira da motocicletaComprimentoCARGAA extremidade dianteira dodispositivo não deve interferir naposição normal do passageiro.Local parafixação doaparadorde linhaLocal parafixação doprotetordo motor
  • 33. PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-7CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXCapacidade máxima de carga(peso do dispositivo para transportede carga instalado somado ao pesoda carga transportada) com dispositivo para transporteexclusivo de carga: 20 kg (baú ou grelha que se sobrepõe àárea de assento do passageiro). com dispositivo para transportede carga e passageiro: 7 kg (baú ou grelha que não obstrui oassento e permite transporte decarga simultâneo ao transportede passageiro).NOTA Para assegurar o perfeito aten-dimento dos requisitos legais,leia com atenção todo o con-teúdo da Resolução CONTRANno356, de 02/08/2010 disponí-vel no site www.denatran.gov.br. A Moto Honda da Amazônia Ltda.não se responsabiliza pela insta-lação de acessórios não originaisde fábrica ou por danos causa-dos à motocicleta pela utilizaçãodestes, mesmo que fixados nospontos recomendados. A responsabilidade por proble-mas em acessórios não originaisde fábrica ou na motocicleta, emdecorrência da utilização destes,caberá exclusivamente ao insta-lador/fornecedor do acessório.Pontos de fixação dos dispositi-vos de transporte de carga 4 pontos de fixação das alçastraseiras no chassi eixo de fixação do amortecedordireito eixo de fixação do amortecedoresquerdoDependendo do dispositivo de car-ga utilizado, pode ser necessárioremover as rabetas.Fixação do amortecedoresquerdoArruela lisaPorcaFixação doamortecedor direitoPontos de fixaçãodas alças traseiras(Cont.)
  • 34. 5-8 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXAssegure-se de que o dispositivode transporte de carga estejafirmemente fixado e que o torquede fixação das porcas e parafusosestejam dentro da faixa especifica-da, para sua segurança.Porcas dos amortecedores: Torque: 34 N.m (3,5 kgf.m)Parafusos das alças traseiras: Torque: 42 N.m (4,3 kgf.m)Em qualquer montagem, certifi-que-se de que as roscas dos pa-rafusos utilizados nos pontos de fi-xação das alças traseiras penetrempor completo conforme ilustraçãoabaixo e substitua os parafusos, senecessário, para garantir a perfeitafixação entre as partes.Instalação do bagageiro no pon-to de fixação do amortecedorAo instalar o dispositivo de trans-porte de carga em sua motocicleta,é necessário substituir as arruelaspor arruelas de diâmetro interno10,3 mm, cuja espessura permitaque a rosca de fixação do amor-tecedor fique exposta conformeilustração abaixo.Somente deste modo é possívelassegurar a folga correta entre aborracha do amortecedor e a hastede fixação do bagageiro, evitandoatrito entre as peças e garantindoo movimento livre do amortecedorconforme ilustração abaixo.Roscas ChassiDispositivode transportede carga7 ~ 10 mmPorcaBagageiroArruela lisaAmortecedorNOTA: A folga deve ser mantida para garantiro movimento livre do amortecedor traseiro.EIXO DE FIXAÇÃODO AMORTECEDORCONDIÇÃO DE MONTAGEMBagageiroAmortecedorPorcaArruela lisa
  • 35. PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-9CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXRecomendação de acessórios Use somente acessórios originaisHonda. Verifique frequentemente a ins-talação dos acessórios. Não instale sidecars ou reboquesna motocicleta. Instale somente sistema de alar-me original Honda. A garantiaserá cancelada se for constatadoo uso de algum tipo de sistemade alarme diferente do originalHonda.Acessórios e carga  Certifique-se de que o acessórionão:– afete o farol, lanterna traseira,sinaleiras, placa de licen­ça,distância mínima do solo (nocaso de protetores), ângulode inclinação da moto­cicleta,curso da direção e das suspen-sões dianteira e traseira, visibi-lidade do piloto, acio­na­­mentodos controles, estrutura damotocicleta (chassi), torque deporcas, parafusos e fixadores,sistema de arrefe­ci­mento;– afaste as mãos e os pés doscontroles;– seja muito grande ou inade-quado para a motocicleta;– restrinja o fluxo de ar para omotor;– exceda a capacidade do sis­tema elétrico da motocicleta.Capacidade de carga edistribuição de pesoDistribua a soma dos pesos uni-formemente entre A (assento dian­teiro), B (pedal de apoio dian­teiro),C (assento traseiro) e D (pedal deapoio traseiro).Piloto + passageiro = máximo 166 kg(figura ilustrativa)(Cont.)Cuidado ao pilotar com aces-sórios ou carga. Eles podemprejudicar a estabilidade e odesempenho da motocicleta.Para evitar acidentes, sobrecargae danos, siga as diretrizes apre-sentadas a seguir.Cuidado!Trafegar acima da capacidademáxima de carga pode alterar ascaracterísticas de conforto, diri­gibi­lidade e estabilidade da motoci-cleta, afetando a segurança.Cuidado!
  • 36. 5-10 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXRecomendação de carga Não exceda a capacidade decarga da motocicleta. Mantenha o peso da bagagemperto do centro da motocicleta.Distribua o peso uniformementedos dois lados da motocicleta.Quanto mais afastado o pesoestiver do centro do veículo, maisa dirigibilidade será afetada. Ajuste a pressão dos pneus(pág. 6-20) e os amortecedorestraseiros (págs. 6-15 e 6-16) deacordo com a carga e condiçõesda pista. Verifique frequentemente se abagagem está bem fixada. Não prenda objetos grandes oupesados no guidão, garfos oupara-lama. Este modelo não é homologado(ou especificado) para o trans-porte de semirreboque. Destaforma, a utilização do semir-reboque nesta motocicleta évedada por Lei, conforme esta-belece a resolução CONTRANno197 de 25/07/2006, comple-mentada pela Resolução no273de 04/04/2008. A Moto Honda da AmazôniaLtda. NÃO RECOMENDA ainstalação e/ou utilização desemirreboque nesta motocicle-ta. Para o perfeito entendimen-to dos requisitos legais para otransporte de semirreboque,leia com atenção o conteúdodas resoluções CONTRANnos197 e 273, disponíveis nosite www.denatran.gov.br. A Moto Honda da AmazôniaLtda. NÃO SE RESPONSABILIZApela instalação e/ou utilizaçãode semirreboque nesta moto-cicleta, bem como por danosdecorrentes de sua utilização.Atenção A responsabilidade pela ins-talação e/ou utilização dossemirreboques caberá exclusi-vamente ao proprietário destamotocicleta. Capacidade máxima de tra-ção - CMT: Zero Procure uma concessionáriaHonda se tiver dúvida sobrecomo calcular o peso da cargaque pode ser transportada semcausar sobrecarga e danosestruturais. Danos causados pelo excessode carga não são cobertos pelagarantia. Para uso comercial: o aperto deporcas, parafusos e elementosde fixação deve ser executadocom mais frequência do que oindicado no Plano de Manuten-ção Preventiva.Atenção
  • 37. PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-11CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXInspeção antes do usoSempre inspecione a motocicletaantes de pilotar. Isso requer apenasalguns minutos. Se algum ajuste oumanutenção for necessário, consultea seção apropriada neste manual.1. Motor – verifique o nível do óleoe complete, se necessário (pág.6-6). Verifique se há vazamen-tos. Acione o motor e verifiquese há ruídos estranhos.2. Combustível – abasteça o tan-que, se necessário (pág. 4-7).Verifique se há vazamentos.3. Pneus – verifique a pressão e odesgaste dos pneus (pág. 6-20).Verifique a presença de ceraprotetora e redobre a atençãona pilotagem, principalmentepara pneus novos ou lavados.4. Freios – verifique o funciona­mento, o desgaste das pastilhase sapatas, e se há vazamentos.Ajuste a folga do freio traseiro, senecessário (págs. 6-16 a 6-19).5. Corrente de transmissão – ve-rifique as condições e a folga.Ajuste e lubrifique, se necessá-rio (pág. 6-11).6. Embreagem – verifique o fun-cionamento e a folga da ala-vanca. Ajuste, se necessário(pág. 6-10).7. Acelerador – verifique o funcio­­­na­mento, a posição dos cabos ea folga da manopla em todas asposições do guidão.8. Sistema elétrico – verifiquese todas as luzes e a buzinafuncionam corretamente.9. Interruptores – verifique o fun­­cio­­namento dos interruptores.10. Fixações: verifique o aperto detodos os parafusos, porcas efixa­dores.Corrija qualquer anormalidadeantes de pilotar. Dirija-se a umaconcessionária Honda se não forpossível solucionar algum problema.Partida do motorAtenção Não acelere durante a partida. Nunca tente fazer o motor“pegar no tranco” para evitardanos ao PGM-FI e motor. Para evitar danos ao catalisadore a descarga da bateria, evitemanter o motor em marcha len-ta por períodos prolongados.(Cont.)Se a inspeção antes do uso nãofor efetuada, podem ocorrersérios danos à motocicleta ouacidentes.Cuidado!Nunca ligue o motor em áreasfechadas ou sem ventilação. Osgases do escapamento contêmmonóxido de carbono, que évenenoso.Cuidado!Durante a marcha lenta, não per­mita que folhas secas, grama e ou-tros materiais inflamáveis entremem contato com o escapamento.Cuidado!
  • 38. 5-12 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXOperações preliminaresInsira a chave no interruptor de ig-nição e gire-a para a posição ON.Coloque a transmissão em pontomorto (indicador verde aceso). Oindicador de falha do PGM-FI deveestar apagado.Procedimento de partidaEsta motocicleta está equipadacom sistema de controle automá-tico de marcha lenta.Com o acelerador fechado, pres-sione o interruptor de partida.Assim que o motor ligar, solte ointerruptor.NOTANão pressione o interruptor de par-tida por mais de 5 segundos. Solte-oe espere cerca de 10 segundosantes de pressioná-lo novamente.NOTAAo usar etanol (álcool), é normalocorrer gotejamento de água peloorifício na parte inferior do tubo deescapamento principalmente emmarcha lenta.Partida com o motor frioPor segurança, o sistema desenvol-vido pela Honda exclusivamentepara motocicletas não possui umreservatório de gasolina paraauxiliar a partida do motor emdias frios (temperaturas abaixo de15ºC). Portanto, a gasolina deve seradicionada diretamente no tanquede combustível. Verifique as instru-ções de abastecimento (pág. 4-8).Motor afogadoO motor pode estar afogado senão ligar após várias tentantivas.Para desafogá-lo, abra com-pletamente o acelerador e acio-ne o interruptor de partida por5 segundos. Siga o procedimentonormal de partida. Se o motor nãoligar, espere 10 segundos e siga no-vamente os procedimentos acima.Corte da igniçãoEsta motocicleta foi projetada paradesligar automaticamente o motore a bomba de combustível em casode queda (o sensor de ângulocorta o sistema de ignição). Antesde acionar novamente o motor,desligue o interruptor de igniçãoe então ligue-o novamente.AmaciamentoOs cuidados com o amaciamento,durante os primeiros 500 km deuso, prolongarão consideravelmen-te a vida útil da motocicleta, alémde aumentar seu desempenho. Asrecomendações abaixo aplicam-sea toda vida útil do motor e não ape-nas ao período de amaciamento.a) Não force o motor: evite acelerações bruscas; não ultrapasse as velocidadesmáximas para cada marcha; use as marchas adequadas; não opere o motor em rota-ções muito altas ou baixas,nem com aceleração total embaixas rotações; não pilote por longos períodosem velocidade constante.b) Acione os freios de modo suavepara aumentar a durabilidadee garantir sua eficiência futura.Evite frenagens bruscas.Se o motor for operado em rota-ções muito altas, será seriamentedanificado.Atenção
  • 39. PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-13CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXPilotagem 1. Aqueça o motor. Não o deixe emmarcha lenta por muito tempo,pois a bateria não é carregada.2. Com o motor em marcha lenta,acione a alavanca da embrea­gem e engate a 1amarcha,pressionando o pedal de câm-bio para baixo.3. Solte lentamente a alavancada embreagem e, ao mesmotempo, aumente a rotação domotor, acelerando gradualmen-te. A coordenação dessas duasoperações irá assegurar umasaída suave.4. Quando atingir uma velocidademoderada, diminua a rotaçãodo motor, acione a alavancada embreagem e passe para a2amarcha, levantando o pedalde câmbio.5. Repita a sequência da etapaanterior para mudar progres-sivamente para a 3a, 4ae 5amarchas.Acione o pedal decâm­bio para cimapara engatar umamarcha mais alta.Pressione-o parareduzir as marchas.Cada toque no pe-dal muda para amarcha seguinte, em sequência.O pedal retorna auto­ma­ticamentepara a posição horizontal quandosolto.Acione os freios e o acelerador emu­­de de marcha de forma coor-denada para obter uma desacele­ra­ção progressiva.Velocidades máximas recomenda-das para a troca de marchas 1a↔ 2a 42 km/h 2a↔ 3a 65 km/h 3a↔ 4a 87 km/h 4a↔ 5a 102 km/h(Cont.) Antes de pilotar, leia com aten-ção as informações de seguran-ça nas páginas 5-1 a 5-10. Recolha totalmente o cavaletelateral antes de colocar a mo-tocicleta em movimento, paraevitar que interfira nas curvasà esquerda. Durante a pilotagem, não per-mita que folhas secas, gramae outros materiais inflamáveisentrem em contato com o es-capamento.Cuidado!
  • 40. 5-14 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO CG150 Titan ESD • CG150 Titan EX Para evitar danos ao motor eà transmissão, não mude demarcha sem acionar a em­brea­gem e em velocidades acimado recomendado. Não acelere com a transmissãoem ponto morto ou a embre-agem acionada para evitardanos ao motor.AtençãoNão pilote nem reboque a moto-cicleta em descidas com o motordesligado. A transmissão nãoserá corretamente lubrifi­cada,podendo ser danificada.AtençãoFrenagemÉ possível reduzir em mais de 50% a distância de parada se você souberfrear corretamente. Siga sempre as diretrizes abaixo: Acione os freios dianteiro e traseiro simultaneamente de forma pro-gressiva, enquanto reduz as marchas. Para desaceleração máxima, feche completamente o acelerador e acioneos freios dianteiro e traseiro com maior intensidade. Acione a embrea­-gem antes que a motocicleta pare, para evitar que o motor morra.traseiro +dianteirosó dianteirosó traseiro18 m24 m35 mDistância necessária para frenagem (velocidade: 50 km/h)Não reduza as marchas com omotor em alta rotação. Além dedanos, isso pode causar o trava­mento momentâneo da rodatraseira e consequente perda decontrole da motocicleta.Cuidado! O uso independente do freio dianteiro ou traseiro reduz a eficiên­ciada frenagem. Uma frenagem extrema pode travar as rodas e dificultar o controleda motocicleta. Reduza a velocidade e acione os freios antes de entrar numa curva.Se reduzir a velocidade ou frear no meio da curva, haverá o perigode derrapagem, dificultando o controle da motocicleta.Cuidado!
  • 41. PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-15CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXEstacionamento1. Pare a motocicleta e coloque atransmissão em ponto morto.2. Gire o guidão totalmente àdireita ou es­querda, desligue ointerruptor de ignição e removaa chave.3. Apoie a motocicleta no cavaletelateral ou central.4. Trave a coluna de direção eative o bloqueador da ignição. Estacione em local plano efirme para evitar quedas. Aárea deve ser bem ventilada eabri­gada. Em subidas, estacione com adianteira da motocicleta viradapara o topo do aclive a fim deevitar que ela tombe. Proteja a motocicleta da chuva,especialmente em regiões me-tropolitanas e industriais, paraevitar a oxidação causada pelapoluição. Não estacione sob árvores ouonde haja precipitações dedetritos de pássaros. Para evitar riscos e danos àpintura, não coloque objetossobre o tanque de combustível,especialmente sobre o respiroda tampa. Não se sente na motocicletaenquanto estiver apoiada nocavalete lateral ou central.Atenção Tenha cuidado ao manobrar,acelerar e frear em pistas mo­lhadas ou de areia e terra.Todos os movimentos devemser uniformes e seguros nessascondições. Acelerações e frena­gens bruscas, ou manobrasrápidas, podem causar trava­mento da roda, derrapagemou perda de controle. Em descidas íngremes, use ofreio-motor, reduzindo as mar­­chas com o uso intermiten­tedos freios dianteiro e traseiro.O acionamento contínuo dosfreios pode superaquecê-los ereduzir sua eficiên­cia. Pilotar com o pé apoiado nopedal ou a mão na alavancado freio pode causar o aciona­men­to involuntário da luz defreio, dando uma falsa indica-ção a outros motoristas. O freiotambém pode superaquecer eperder a eficiência, além de tersua vida útil reduzida.Cuidado! Não fume ou acenda fósforospróximos à motocicleta. Não estacione próximo a ma-teriais inflamáveis. Não cubra a motocicleta nemencoste no motor ou esca-pamento enquanto estiveremquentes. Se usar uma capaprotetora, remova-a antes deligar o motor. Não permita que pessoas inex­pe­rientes e sem prática acionemo motor. Mantenha criançasafastadas.Cuidado!
  • 42. 5-16 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXVibraçõesO movimento dos componentesinternos do motor pode causarvibrações e ruídos durante o fun-cionamento.As vibrações também podem surgirao pilotar em pistas irregulares edevido à aerodinâmica.NOTAEssas vibrações são característicasnormais da motocicleta e, portan-to, não são cobertas pela garantia.Como prevenir furtosAo estacionar, trave a coluna dedireção, ative o bloqueador daignição e não se esqueça de tirara chave.Sempre que possível, estacione emlocal fechado.NOTA Mantenha a documentação damotocicleta sempre em ordeme atualizada. Mantenha o manual do proprie­tário junto à motocicleta. Muitasvezes, as motocicletas roubadassão identificadas por meio domanual. Não é permitida a instalaçãode dispositivos antifurto, comoalarmes (com exceção do siste-ma de alarme original Honda),corta-ignição, ras­trea­do­­res porsatélite, etc., pois estes alteramo circuito elétrico original damotocicleta. Além disso, aunidade ECM poderá ser da-nificada de forma irreparável. Não é permitida a gravação decaracteres nas peças da moto-cicleta. Isso pode comprometerseriamente sua durabilidade,criando pontos de oxidação,manchas e descas­ca­mento dapintura, etc. Esses danos nãosão cobertos pela garantia.Atenção As vibrações podem causar oafrouxamento de porcas, pa-rafusos e fixadores, afetando asegurança, especialmente apóspilotar em pistas irregulares. Verifique frequente­mente oaperto de todos os fixa­dores.Siga rigorosamente o Planode Manutenção Preventiva euse so­mente peças genuínasHonda.Cuidado!
  • 43. MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-1CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXPlano de manutenção preventiva Procure uma concessionária Honda sempre que necessitar de manutenção. Lembre-se de que são elasquem mais conhecem sua motocicleta, estando totalmente preparadas para oferecer todos os serviços demanutenção e reparos. O Plano de Manutenção Preventiva especifica com que frequência os serviços devem ser efetuados e quaisitens necessitam de atenção. É fundamental seguir os intervalos especificados para garantir o desempenhoadequado do controle de emissões, além de maior segurança e confiabilidade. Os intervalos de manutenção são baseados em condições normais de uso. Motocicletas usadas em condiçõesrigorosas ou incomuns necessitam de serviços mais frequentes. Procure uma concessionária Honda paradeterminar os intervalos adequados a suas condições particulares de uso.NOTAEstes itens referem-se às notas da próxima tabela.*1. Para leituras maiores do hodômetro, repita os intervalos especificados na tabela.*2. Efetue o serviço com mais frequência sob condições de muita poeira e umidade.*3. Efetue o serviço com mais frequência sob condições de chuva ou aceleração máxima.*4. Verifique o nível de óleo diariamente, antes de pilotar, e adicione se necessário.*5. Troque 1 vez por ano ou a cada intervalo indicado na tabela, o que ocorrer primeiro.*6. Efetue o serviço com mais frequência sob condições de muita poeira.*7. Efetue o serviço com mais frequência sob condições severas de uso, de muita poeira ou lama, e em casosde pilotagem em alta velocidade por períodos prolongados ou acelerações rápidas frequentes.*8. Troque a cada 2 anos. A substituição requer habilidade mecânica.*9. Efetue o serviço com mais frequência ao pilotar em pistas de terra, molhadas ou com muita poeira.Por razões de segurança, recomendamos que todos os serviços apresentados nesta tabela sejam executadossomente nas concessionárias Honda.(Cont.)
  • 44. 6-2 MANUTENÇÃO E AJUSTES CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXPáginaIntervalo (km)*1a cadakm...Itens e operações Página1.000 4.000 8.000 12.000 16.000 20.000 24.000      4.000 Linha de combustível: verificar —  12.000 Filtro de combustível (unidade): trocar —      4.000 Acelerador: verificar — 16.000 Filtro de ar úmido (tipo viscoso): trocar*26-5      4.000 Respiro do motor: limpar*36-6   4.000 Vela de ignição: verificar 6-8   8.000 Vela de ignição: trocar 6-8       4.000 Folga das válvulas: verificar 6-9       4.000 Óleo do motor: trocar*4,5,66-7  12.000 Tela do filtro de óleo: limpar —  12.000 Filtro centrífugo de óleo: limpar —       4.000 Marcha lenta: verificar —      4.000 Sistema de escapamento: verificar —a cada 1.000 kmCorrente de transmissão: verificar, ajus-tar e lubrificar*7 6-11      4.000 Fluido de freio: verificar o nível*86-17      4.000Sapatas/pastilhas do freio: verificar odesgaste*9 6-19       4.000 Sistema de freio: verificar 6-16      4.000 Interruptor da luz do freio: verificar 6-19      4.000 Farol: ajustar o facho 6-30       4.000 Embreagem: verificar 6-10
  • 45. MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-3CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXIntervalo (km)*1a cadakm...Itens e operações Página1.000 4.000 8.000 12.000 16.000 20.000 24.000      4.000 Cavalete lateral: verificar 6-14      4.000 Suspensões dianteira e traseira: verificar 6-15    8.000 Porcas, parafusos e fixações: verificar —       4.000 Rodas: verificar — a cada 1.000 km ou semanalmente Pneus: verificar e calibrar 6-20   12.000 Coluna de direção: verificar —  12.000 Coluna de direção: lubrificar —Controle de substituição do velocímetroData da SubstituiçãoCódigo daConcessionáriaExecutanteNodaOrdem deServiçoKm Indicadano VelocímetroSubstituídoCarimbo da Concessionária1aSubstituição/ /2aSubstituição/ /
  • 46. 6-4 MANUTENÇÃO E AJUSTES CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXCuidados na manutençãoJogo de ferramentas (1)Encontra-se no porta-objetos (2).Para ter acesso, remova a tampalateral direita (pág. 4-5).As ferramentas permitem fazerreparos, ajustes e substituiçõessimples. Procure uma concessioná-ria Honda para efetuar os serviçosque não podem ser executadoscom elas.Ferramentas contidas no estojo: Chave de boca, 10 x 12 mm Chave de boca, 14 x 17 mm Chave Phillips no2 Chave estrela, 22 mm Chave de vela Extensão12 Em caso de queda ou colisão,certifique-se de que sua con-cessionária Honda inspecioneos componentes principais damotocicleta, mes­mo que vocêseja capaz de efetuar os repa-ros. Desligue o motor e apoie amotocicleta num local plano efirme, antes de iniciar os servi-ços. Espere o motor esfriar paraevitar queimaduras. Se for necessário ligar o motor,certifique-se de que a área sejabem ventilada e livre de cha-mas expostas. Tome cuidadopara não encostar nas peçasmóveis da motocicleta. Use somente peças genuínasHonda. Peças de qualidadeinferior podem comprometera segurança e reduzir a eficiên­cia dos sistemas de controlede emissões.Cuidado!
  • 47. MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-5CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXFiltro de arLeia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.Efetue a manutenção de acordocom o Plano de Manutenção Pre-ventiva (pág. 6-1).2 143n Esta motocicleta está equipadacom filtro de ar úmido (tipo vis-coso). Para garantir a vida útildo motor, substitua o filtro con-forme especificado na tabela demanutenção.n Nunca limpe ou aplique jatode ar, pois isto danificará ofiltro de ar e consequentemen-te o motor de sua motocicleta.Atenção1. Remova a tampa lateral direita(pág. 4-5).2. Solte os parafusos (1) e removaa tampa do filtro de ar (2).3. Remova e descarte o filtro (3).4. Limpe totalmente o interior dacarcaça do filtro (4).5. Instale um novo filtro.6. Instale a tampa do filtro e aperteos parafusos com o torque de1,2 N.m (0,1 kgf.m).7. Instale as peças removidas naordem inversa da remoção. Na troca, use somente o filtro dear genuíno Honda especificadopara esta motocicleta. Do con-trário, poderão ocorrer desgasteprematuro do motor e problemasde desempenho.AtençãoNão pilote a motocicleta sem ofiltro de ar para evitar desgasteprematuro do motor, danos erisco de incêndio.Cuidado!
  • 48. 6-6 MANUTENÇÃO E AJUSTES CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXRespiro do motorLeia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.Drene os depósitos do respiro domotor de acordo com o Plano deManutenção Preventiva (pág. 6-1).Drene-os também após a lavagemou queda, ou sempre que ficaremvisíveis na seção transparente dotubo.1. Remova a tampa lateral esquer-da (pág. 4-5).2. Remova o tubo de drenagem(1) e drene os depósitos numrecipiente adequado.3. Reinstale o tubo de drenagem.Óleo do motorLeia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.O óleo é o elemento que mais afetao desempenho e a vida útil do motor.Óleo recomendadopara o motor:SAE 10W-30 SJ ou superior(ver nota)NOTASe for difícil encontrar o óleo espe-cificado, entre em contato com umaconcessionária Honda, que sempreestará preparada para servi-lo.Inspeção do nívelComo o óleo é consumido natu­ral­mente durante o uso da motocicle-ta, sempre inspecione o nível antesde pilotar e adicione, se necessário.1Não adicione quaisquer aditivosao óleo do motor.NOTAA Honda recomendaa utilização do lubrificante:ÓLEO GENUÍNO HONDASAE 10W-30 SJJASO MA A Honda não se responsabilizapor danos causados pelo usode óleos com especifica­çõesdiferentes das recomendadas. Nunca use óleos reciclados,pois suas características, comoviscosidade, lubrificação, etc.,não são mantidas conformeespecificações originais.Atenção Óleos não detergentes, vege-tais ou lubrificantes específicospara competição não sãorecomendados.AtençãoSe o motor funcionar com a quan-tidade menor do que a recomen-dada, poderá sofrer sérios danos.Atenção
  • 49. MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-7CG150 Titan ESD • CG150 Titan EX1. Ligue o motor e deixe-o emmarcha lenta de 3 a 5 minu-tos.2. Desligue o motor e apoie amotocicleta no cavalete central,num local plano e firme.3. Após 2 a 3 minutos, removaa tampa/vareta medidora (1)e limpe-a com um pano seco.Insira-a novamente, mas não arosqueie. Remova-a mais umavez e verifique o nível de óleo. Ele deve estar entre as marcasde nível superior (2) e inferior(3) gravadas na vareta.4. Se necessário, adicione o óleorecomendado até atingir amar­­ca de nível superior. Nãoabasteça em excesso.5. Reinstale a tampa/vareta medi­­­­dora. Ligue o motor e verifiquese há vazamentos.Troca de óleoTroque o óleo do motor de acordocom o Plano de Manutenção Pre-ventiva (pág. 6-1).NOTAPara uma drenagem rápida e com-pleta, troque o óleo com o motorquente e a motocicleta apoiada nocavalete central.NOTAÉ necessário o uso de um torquí­metro para este procedimento.1. Coloque um recipiente sob omotor para coletar o óleo eremova a tampa/vareta medi-dora, o bujão de drenagem (1)e a arrue­la de vedação (2).2. Após a drenagem, apoie amotocicleta na vertical de 10 a15 segundos para drenar o óleoremanescente.3. Verifique se a arruela de veda-ção está em bom estado e ins-tale-a com o bujão. Substitua-aa cada duas trocas de óleo ousempre que necessário. Aperte obujão com o torque de 30 N.m(3,1 kgf.m).(Cont.)3121 2O óleo e o motor estarão quen-tes. Tenha cuidado para não sequeimar.Cuidado!
  • 50. 6-8 MANUTENÇÃO E AJUSTES CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXNOTADescarte o óleo usado respeitandoo meio ambiente. Coloque-o numrecipiente vedado e leve-o aoposto de reciclagem mais próximo.Não jogue o óleo usado em ralosou no solo.4. Abasteça o motor com o óleorecomendado. Capacidade de óleo: 1,0 litro5. Instale a tampa/vareta medi­dora.6. Ligue o motor e deixe-o em mar-cha lenta de 3 a 5 minutos.7. Desligue o motor e, após 2 a3 mi­­nutos, verifique se o níveldo óleo atinge a marca superiorda vareta medidora, com a mo-tocicleta apoiada no cavaletecentral, num local plano e firme.Se necessário, adicione óleo. Certifique-se de que não hajavazamentos.Caso não use um torquímetro,procure uma concessionáriaHonda o mais rápido possívelpara verificar a montagem.AtençãoVela de igniçãoLeia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.Efetue a manutenção de acordocom o Plano de Manutenção Pre-ventiva (pág. 6-1).NOTAÉ necessário o uso de uma fer-ramenta de medição para esteprocedimento.1. Solte o supressor de ruídos (1).2. Limpe ao redor da base da velade ignição e remova a vela coma chave de vela (2) disponívelno jogo de ferramentas.12O óleo usado pode causar câncerse permanecer em contato com apele por períodos prolongados.Apesar desse perigo só existir seo óleo for manuseado diaria-mente, lave bem as mãos comsabão e água imedia­tamenteapós o manuseio.Cuidado!
  • 51. MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-9CG150 Titan ESD • CG150 Titan EX Aperte a vela corretamente. Seficar solta, pode danificar o pis-tão. Se estiver muito apertada,a rosca pode ser danifi­cada. Use somente a vela especi­ficada (NGK) CPR8EA-9 ouCPR9EA-9 (opcional) paraevitar danos ao motor.Atenção7. Aperte a vela. Se for usada,aperte-a 1/8 de volta após as-sentá-la. Se for nova, aperte-aem duas etapas. Primeiro, aper-te-a 1/2 volta após assentá-la.Solte-a e aperte-a mais 1/8 devolta.8. Reinstale o supressor de ruídos.Tome cuidado para não prenderos fios ou cabos.3. Inspecione os eletrodos e a por-celana central quanto a depósi-tos, erosão ou carbonização. Seforem excessivos, troque a vela.Para limpar velas carbonizadas,use um limpador de velas ouescova de aço.4. Meça a folga dos eletrodos (3)com um calibre tipo arame.Se necessário, ajuste dobrandoo eletrodo lateral (4).5. Certifique-se de que a arruelade vedação esteja em bomestado.6. Com a arruela instalada, ros­queie a vela com a mão até queencoste no cabeçote.43Folga: 0,8 – 0,9 mmFolga das válvulasLeia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.Verifique e ajuste a folga das válvu-las de acordo com o Plano de Ma-nutenção Preventiva (pág. 6-1).Válvulas com folga excessivaprovocam ruídos no motor. Já aausência de folga pode danificaras válvulas ou provocar perdade potência.AtençãoProcure uma concessionária Hondapara efetuar o serviço.NOTA É necessário o uso de uma fer-ramenta de medição para esteprocedimento. Verifique a folga somente com omotor frio.
  • 52. 6-10 MANUTENÇÃO E AJUSTES CG150 Titan ESD • CG150 Titan EX16B 5A32B4AEmbreagemLeia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.Efetue a manutenção de acordocom o Plano de Manutenção Pre-ventiva (pág. 6-1).O ajuste da folga da alavan-ca da embreagem (1) tambémserá necessário se a motocicletamorrer ao engatar uma marcha,se movimentar à frente com aalavanca acionada, ou ainda se aembreagem patinar, fazendo comque a velocidade da motocicletaseja incompatível com a rotaçãodo motor.Folga: 10 – 20 mm(medida na extremidade da alavanca)1. Levante o protetor de borracha(2).2. Solte a contraporca (3) e gire oajustador (4) na direção A paraaumentar a folga e na direçãoB para diminuí-la. Reaperte acontraporca e verifique a folganovamente.3. Se o ajustador for desrosquea­do até o limite sem que a folgacorreta seja obtida, solte acontra­­porca e rosqueie comple-tamente o ajustador. Reapertea contraporca e recoloque oprotetor de borracha.4. Solte a contraporca (5) do ajus­tador inferior e gire a porca deajuste (6) na direção A paraaumentar a folga e na direçãoB para diminuí-la. Aperte acontraporca e verifique a folganovamente.5. Ligue o motor, acione a alavan-ca da embreagem e engate a1amarcha. Certifique-se de queo motor não morra e a moto-cicleta não se movimente paraa frente. Solte a alavan­ca daembreagem e acelere gra­dati­va­mente. A motocicleta deve saircom suavidade e aceleraçãoprogressiva.
  • 53. MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-11CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXVerifique também o cabo daembreagem quanto a dobras emarcas de desgaste que podemcausar travamento ou afetar oacio­na­mento da embreagem.Lubrifique-o com lubrificante paracabos de boa qualidade, disponívelcomercialmente, para prevenirdesgaste e corrosão.NOTAProcure uma concessionária Hon-da se não obter o ajuste ade-quado, ou se a embreagem nãofuncionar corretamente.Corrente de transmissãoLeia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.A durabilidade da corrente de-pende da lubrificação e ajustescorretos. Uma manutenção ina-dequada pode provocar desgasteprematuro ou danos à corrente,coroa e pinhão.Sempre inspecione a corrente antesde pilotar e efetue a manutençãode acordo com o Plano de Manu-tenção Preventiva (pág. 6-1).Inspeção1. Apoie a motocicleta no cavaletecentral com a transmissão emponto morto e o motor desliga-do.1Folga: 15 – 25 mm2. Verifique a folga da corrente detransmissão (1) na parte centralinferior, movendo-a com a mão.Ajuste se necessário.3. Gire a roda traseira e verifiquese a folga permanece constante.Se houver folga em uma regiãoe tensão em outra, algunselos podem estar engri­pados.Normalmente, a lubrificaçãoelimina o problema.NOTAA corrente com folga excessivapode danificar o motor.(Cont.)
  • 54. 6-12 MANUTENÇÃO E AJUSTES CG150 Titan ESD • CG150 Titan EX4. Verifique a corrente quanto aelos secos, oxidados, presos oudanificados, roletes danificados,pinos frouxos, desgaste excessi-vo e ajuste incorreto. Veri­fi­queos dentes da coroa e pinhão.5. Se a corrente estiver resseca-da, enferrujada ou com elosengripados, lubrifique-a. Senão solucionar o problema,substitua-a.NOTASe a corrente, a coroa e o pinhãoestiverem muito gastos ou danifica-dos, substitua-os em conjunto paraevitar desgaste prematuro.AjusteNOTAÉ necessário o uso de um torquí­metro para este procedimento.1. Apoie a motocicleta no cavaletecentral com a transmissão emponto morto e o motor desliga-do.2. Solte a porca do eixo (1) e ascontraporcas (2) de ambos oslados dos ajustadores da cor-rente (3).3. Gire as porcas de ajuste (4)um número igual de voltas atéobter a folga especificada.Gire-as no sentido horário paradiminuir a folga, ou no sentidoanti-horário para aumentá-la.4. Gire a roda traseira e verifiquese a folga permanece constanteem todos os pontos.5. Verifique se o eixo traseiro estáalinhado. As marcas de referên-cia (5) devem estar alinhadascom as mesmas marcas daescala (6) nos braços oscilantes.6. Se necessário, alinhe-o girandoas porcas de ajuste direita eesquerda. Verifique novamentea folga da corrente.24356413562Dentes normaisDentesdanificadosDentesgastos
  • 55. MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-13CG150 Titan ESD • CG150 Titan EX7. Aperte a porca do eixo com otorque de 88 N.m (9,0 kgf.m).8. Aperte um pouco as porcas deajuste. Fixe-as com uma chavede boca e aperte as contra­por­cas.9. Verifique novamente a folgada corrente.10. Ajuste a folga do freio traseiro(pág. 6-18).NOTASe a folga for excessiva (50 mm oumais), a corrente poderá se soltarda coroa/pinhão ou danificar aparte inferior do chassi.(Cont.)NOTA Se a folga for excessiva e o eixotraseiro estiver no limite de ajus-te, substitua a corrente, a coroae o pinhão em conjunto. Substitua a corrente, a coroa e opinhão em conjunto para evitardesgaste prematuro. Procure uma concessionáriaHonda para remover e trocar acorrente.Corrente de reposição:DID428MX ou RK428SBCaso não use um torquímetro,procure uma concessionáriaHonda, assim que pos­sível, paraverificar a montagem. Uma mon-tagem incorreta pode reduzir aeficiência do freio.Cuidado!
  • 56. 6-14 MANUTENÇÃO E AJUSTES CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXCavalete lateralLeia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.Efetue a manutenção de acordocom o Plano de Manutenção Pre-ventiva (pág. 6-1).Verifique a mola (1) quanto a da-nos ou perda de tensão. Verifiquese o cavalete lateral se movimentalivremente.Se estiver prendendo, limpe elubrifique a articulação com óleopara motor novo.1NOTANão aplique lubrificante em exces-so. Além de favorecer o acúmulode sujeira, areia e terra, o lubrifi-cante sujará a motocicleta com omovimento da corrente.Limpe as superfícies laterais dacorrente com um pano seco. Lu-brifique somente com óleo paratransmissão SAE 80 ou 90. Olubrificante deve penetrar em todosos elos, pinos, roletes e placaslaterais.Não use lubrificantes em spray.Eles contêm solventes que po-dem danificar os retentores.AtençãoLubrificação e limpezaLubrifique a corrente de acordocom o Plano de Manutenção Pre-ventiva (pág. 6-1) ou sempre queestiver ressecada.n Para evitar danos na corrente,não use equipamentos delimpeza a vapor ou de altapressão com água quente,solventes de limpeza fortes ouescovas.n Faça esse procedimento com atransmissão em ponto morto eo motor desligado.Atenção
  • 57. MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-15CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXVerifique se o apoio de borra-cha está deteriorado ou gasto.Substitua-o se o desgaste atingirqualquer ponto da linha de refe-rência (2).Procure uma concessionária Hon-da para efetuar a substituição.2Bom SubstituirSuspensãoLeia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.Efetue a manutenção de acordocom o Plano de Manutenção Pre-ventiva (pág. 6-1).Suspensão dianteira1. Acione o freio dianteiro e forcea suspensão para cima e parabaixo várias vezes. A ação dosamortecedores deve ser suavee progressiva.2. Verifique se há vazamentos deóleo.3. Verifique o aperto de todos ospontos de fixação da suspen-são.Suspensão traseira1. Com a motocicleta apoiada numsuporte, force a roda lateral-mente para verificar se há folganas buchas do braço oscilante.2. Verifique se os amortece­do­-res apresentam vazamentos.Pressio­­­ne a suspensão parabaixo e verifique se há folga oudesgaste nas articulações dosamortecedores.3. Verifique o aperto de todos ospontos de fixação da suspen-são.(Cont.)Os componentes da suspensãoestão diretamente ligados àsegurança. Se detectar algumdano ou desgaste, procure umaconcessionária Honda paraexecutar os serviços necessários,antes de pilotar a motocicleta.Cuidado!
  • 58. 6-16 MANUTENÇÃO E AJUSTES CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXAjusteOs amortecedores traseiros (1) po-dem ser ajustados de acordo comdiferentes condições de pilotagem.Para ajustá-los, utilize a chave paraporca cilíndrica ou procure umaconcessionária Honda.Quanto maior a posição de ajuste,mais dura a suspensão.Posição 1: cargas leves e superfí-cies uniformesPosição 2: posição-padrãoPosições 3 a 5: cargas pesadas esuperfícies irregularesNOTA Sempre ajuste na sequência nu-mérica (1-2-3-4-5 ou 5-4-3-2-1).Do contrário, o amortecedorpode ser danificado. Certifique-se de que os doisamor­­te­cedores estejam ajusta-dos na mesma posição.Efetue a manutenção de acordocom o Plano de Manutenção Pre-ventiva (pág. 6-1).Freio dianteiroInspecione o nível de fluido e odesgaste das pastilhas.Se a folga da alavanca for exces-siva e o desgaste das pastilhasnão exceder o limite de uso (pág.6-19), procure uma concessioná-ria Honda para sangrar o ar dosistema.FreiosLeia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.15 1 2 3 4Os freios são fundamentais paraa segurança. Efetue todos osajustes e serviços de manutençãonuma concessionária Honda.Use somente peças genuínasHonda.Cuidado!
  • 59. MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-17CG150 Titan ESD • CG150 Titan EX O reservatório deve estar nahori­zontal antes de retirar atampa. Use somente o fluido de freioMobil Super Moto BrakeFluid DOT 4 de uma embala-gem lacrada. Não misture tipos diferentes defluidos de freio, pois eles nãosão compatíveis. (Exemplo:DOT 4 com DOT 3). Manuseie o fluido de freio comcuidado. Ele pode danificar apintura, a lente dos instrumentose a fiação em caso de contato.AtençãoInspeção do nível de fluido 1. Com a motocicleta na vertical,verifique se o nível de fluidono reservatório está acima damarca de nível inferior (1).2. Adicione fluido, se necessário.Se o nível estiver baixo, inspe-cione também o desgaste daspastilhas (pág. 6-19). Se estive-rem em bom estado, verifiquese há vazamentos.3. Verifique as mangueiras e co-nexões do freio. Se estiveremdanificadas ou com sinais devazamento, substitua-as ime-diatamente. Não permita a entrada de con-taminantes (poeira, água, etc.)no reservatório. Limpe a parteexterna do reservatório antes deretirar a tampa.Atenção(Cont.)1 O fluido de freio provoca irri­tação. Evite o contato com a pelee olhos. Em caso de contato,lave a área atingida com bas­tante água. Se atingir os olhos,procure assistência médica. Mantenha afastado de crian-ças.Cuidado!
  • 60. 6-18 MANUTENÇÃO E AJUSTES CG150 Titan ESD • CG150 Titan EX432Freio traseiroAjuste da folga do pedalA folga corresponde à distânciaque o pedal do freio (1) percorreantes do início da frenagem.1. Apoie a motocicleta no cavaletecentral.2. Para diminuir a folga, gire aporca de ajuste (2) na direçãoA. Para aumentá-la, gire-a nadireção B.3. Acione o pedal do freio váriasvezes e verifique se a roda giralivremente ao soltá-lo.1Folga: 15 – 25 mm(medida na extremidade do pedal)NOTA Ajuste girando a porca de ajustemeia volta. Certifique-se de queo entalhe da porca de ajuste este-ja assentado sobre a articulação(3). Se a folga correta não for obtida,procure uma concessionáriaHonda.Após o ajuste, empurre o braço dofreio (4) para confirmar se há folgaentre a porca de ajuste (2) e aarticulação (3). Verifique tambéma folga do pedal.Certifique-se de que a varetado freio, braço de acionamento,mola, articulações e fixaçõesestejam em boas condições.Verifique o desgaste das sapatasde freio (pág. 6-19).AB23
  • 61. MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-19CG150 Titan ESD • CG150 Titan EX1B A2Desgaste das pastilhas(Somente freio dianteiro)O desgaste das pastilhas dependeda severidade de uso, modo depilotagem e condições da pista.Verifique as marcas indicadoras dedesgaste (1) em cada pastilha. Sealguma pastilha estiver gasta atéa marca indicadora, substituatodas as pastilhas em conjunto.NOTASubstitua as pastilhas somentenuma concessionária Honda.Desgaste das sapatas(Somente freio traseiro)Substitua as sapatas se a seta (1)ficar alinhada ou ultrapassar amarca de referência (2), com ofreio totalmente acionado.NOTASubstitua as sapatas somentenuma concessionária Honda.Interruptor da luz dofreio (1)Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.Localiza-se no lado direito da mo­to­cicleta, atrás do motor. Verifiqueo funcionamento do interruptor deacordo com o Plano de Manuten-ção Preventiva (pág. 6-1).Para ajustá-lo, gire a porca deajuste (2) na direção A para adian-tar o ponto em que a luz se acendee na direção B para retardá-lo.Gire a porca de ajuste e não ocorpo do interruptor.Atenção112
  • 62. 6-20 MANUTENÇÃO E AJUSTES CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXPneusLeia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.A pressão correta e as condiçõesdos pneus são fundamentais paramaior estabilidade, conforto, segu-rança e durabilidade dos pneus.Inspecione os pneus e aros, e ajustea pressão de acordo com o Plano deManutenção Preventiva (pág. 6-1).Pressão dos pneusNOTAVerifique a pressão com os pneusfrios, antes de pilotar.kPa (kgf/cm2; psi) Somente Piloto e piloto passageiroDianteiro 175 175 (1,75; 25) (1,75; 25)Traseiro 200 225 (2,00; 29) (2,25; 33) InspeçãoVerifique os indicadores de des-gaste (1), observando suas marcasde localização (2). Se estiveremvisíveis, substitua o pneu imedia-tamente.12Verifique se há cortes, pregos ououtros objetos encravados nospneus. Inspecione os aros quantoa entalhes e deformações.Certifique-se de que as tampasdas válvulas estejam bem aper-tadas. Instale novas tampas, senecessário.(Exceto CG150 Titan EX)Verifique se os raios estão frouxos.Não trafegue com pneus gastos.A aderência entre o pneu e o solodiminui, reduzindo a tração eafetando a segurança.Cuidado!Pneus com pressão incorretasofrem desgaste anormal epodem deslizar e sair dos aros,danificando a válvula da câmarade ar e afetando a segurança.Cuidado!A tensão dos raios, centra­gem ealinhamento das rodas são vitaispara a segurança. Nos primeiros1.000 km, os raios afrouxamra­pidamente devido ao assen-tamento inicial das peças. Raiosmuito frouxos causam instabili-dade em alta velocidade, o quepode levar à perda de controle.Cuidado!
  • 63. MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-21CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXRoda dianteiraLeia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.NOTAÉ necessário o uso de um torquí­metro para este procedimento.Remoção1. Levante a roda do chão colo-cando um suporte sob o motor.NOTASe não tiver um suporte ou maca­co apropriado, procure umaconcessionária Honda.2. Pressione a lingueta (1) e desco-necte o cabo do velocímetro (2).3. Remova a porca do eixo (3),o eixo (4), a roda e a buchalateral.(Cont.)3214Não tente remover pneus semo uso de ferramentas especiaise protetores de aros para evitardanos.AtençãoReparo e substituiçãoDirija-se a uma concessionária Hon-da para substituir pneus danificadose câmaras perfuradas. Não tente consertar pneus oucâmaras de ar danificados. Obalanceamento da roda e asegurança dos pneus podemser comprometidos. Na troca, instale somente ospneus especificados. Casocontrário, a dirigibili­dade esegurança serão afetadas.Cuidado!Evite o contato do disco e pasti-lhas com graxa, óleo ou sujeira,para evitar problemas de desem-penho e desgaste prematuro.Cuidado!
  • 64. 6-22 MANUTENÇÃO E AJUSTES CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXNOTANão acione a alavanca do freio,após remover a roda, para evitarvazamento de fluido. Se isso acon­tecer, procure uma concessionáriaHonda para efetuar a manutençãodo sistema.InstalaçãoSiga a ordem inversa da remoção.1. Instale a bucha lateral no cubodo lado direito da roda.2. Posicione a roda entre os garfose insira o eixo pelo lado direito,através do cubo da roda e garfodireito.Para evitar danos, encaixe odisco do freio cuidadosamenteentre as pastilhas.Atenção3. Certifique-se de que a lingueta(5) do garfo esquerdo estejaencaixada na fenda (6) dacaixa de engrenagens do velo-címetro (7).4. Aperte a porca do eixo com otorque de 62 N.m (6,3 kgf.m).5. Conecte o cabo do velocíme-tro.756NOTAAcione a alavanca do freio váriasvezes e verifique se a roda gira li­vremente após soltá-la. Se o freiotravar ou a roda prender, verifiquenovamente a montagem.Caso não use um torquímetro,dirija-se a uma concessionáriaHonda, assim que possível, paraverificar a montagem. Uma mon-tagem incorreta pode reduzir aeficiência do freio.Cuidado!
  • 65. MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-23CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXRoda traseiraLeia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.NOTAÉ necessário o uso de um torquí­metro para este procedimento.Remoção1. Apoie a motocicleta no cavaletecentral.2. Remova a porca de ajuste (1) edesacople a vareta (2) do braçodo freio (3).3. Remova a porca do eixo (4) esolte as contraporcas (5) e asporcas de ajuste (6) da corren-te.4. Remova o eixo (7), os ajustado-res da corrente (8) e as buchaslaterais.5. Empurre a roda para a frente eretire a corrente (9) da coroa.6. Remova a roda.InstalaçãoSiga a ordem inversa da remoção.1. Verifique se a ranhura (10) dobraço oscilante (11) está cor-retamente assentada sobre oressalto (12) do flange do freio.2. Aperte a porca do eixo com otorque de 88 N.m (9,0 kgf.m).3. Ajuste a folga da corrente(pág. 6-12) e do freio traseiro(pág. 6-18).(Cont.)5 6 4821357689101211
  • 66. 6-24 MANUTENÇÃO E AJUSTES CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXNOTAAcione o pedal do freio váriasvezes e verifique se a roda giralivremente após soltá-lo. Se o freiotravar ou a roda prender, verifiquenovamente a montagem.BateriaLeia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.A bateria desta motocicleta éselada e não há necessidade deverificar o nível do eletrólito ouadicionar água destilada. Se abateria estiver fraca, dificultandoa partida ou causando outros pro-blemas elétricos, dirija-se a umaconcessionária Honda.Se a motocicleta for permanecerinativa por longo período, removaa bateria e carregue-a totalmente.Guarde-a em local fresco e seco.Se permanecer na motocicleta,desconecte o cabo negativo doterminal da bateria.NOTAPara maior vida útil, recomen-damos usar a motocicleta, pelomenos, uma vez por semana paraque a bateria seja carregada.Não remova as tampas da ba-teria para evitar danos e vaza-mentos.AtençãoCaso não use um torquímetro,dirija-se a uma concessionáriaHonda, assim que possível, paraverificar a montagem. Uma mon-tagem incorreta pode reduzir aeficiência do freio.Cuidado!
  • 67. MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-25CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXRemoçãoPara evitar um curto-circuito,desligue o interruptor de igniçãoantes de remover a bateria.Atenção1. Remova a tampa lateral esquer-da (pág. 4-5).2. Desconecte primeiro o cabodo terminal negativo (–) (1) dabateria e, em seguida, o cabodo terminal positivo (+) (2).3. Remova o parafuso (3) e osuporte da bateria (4).4. Retire a bateria (5) do compar-timento.315 42(Cont.) A bateria contém ácido sulfú-rico. O contato com a pele ouolhos é altamente prejudiciale pode causar sérias queima-duras. Use roupas protetorase pro­teção facial durante omanuseio. Em caso de contato com a pele,lave com bastante água. Em caso de contato com osolhos, lave com água duran-te, pelo menos, 15 minutose procure assistência médicaimediatamente. Em caso de ingestão, tomebastante água ou leite. Em se-guida, beba leite de magnésia,ovos batidos ou óleo vegetal.Procure um médico imediata-mente.Cuidado! A bateria é explosiva. Mante-nha faíscas, chamas e cigarrosafastados. Mantenha o local decarga da bateria ventilado. Mantenha fora do alcance de­crianças.Cuidado!
  • 68. 6-26 MANUTENÇÃO E AJUSTES CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXPara evitar um curto-circuito,desligue o interruptor de igniçãoantes de verificar ou trocar osfusíveis.AtençãoFusíveisLeia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.Se os fusíveis queimarem comfrequência, dirija-se a uma conces-sionária Honda para inspecionar osistema elétrico.NOTASempre mantenha fusíveis dereser­va na motocicleta para casode emergência.Fusível queimadoNOTA Certifique-se de conectar primei-ro o cabo do terminal positivo(+) e então o cabo do terminalnegativo (–). Verifique se os parafusos e fixa-dores estão bem apertados.InstalaçãoSiga a ordem inversa da remoção.Não use fusíveis diferentes dosespecificados nem os substituapor outros materiais conduto-res. Isso poderá causar danosao sistema elétrico, falta de luz,perda de po­tência e até mesmoum incêndio.Cuidado!
  • 69. MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-27CG150 Titan ESD • CG150 Titan EX5. Ligue o conector e instale o in-terruptor magnético de partidae a tampa lateral esquerda.Fusível principal (1)Localiza-se no interruptor magné-tico de partida.1. Remova a tampa lateral es­quer­da (pág. 4-5).2. Remova o interruptor magnéticode partida (2) das linguetas(3).3. Solte o conector (4) do interrup-tor magnético de partida.4. Retire o fusível queimado e ins-tale o novo. O fusível principalde reserva (5) está localizadona lateral do interruptor mag-nético de partida.51342Capacidade do fusível: 15 AFusível secundário (1)Localiza-se na caixa de fusíveis (2),próxima à bateria.1. Remova a tampa lateral esquer-da (pág. 4-5).2. Abra a tampa da caixa de fusí-veis (3).3. Retire o fusível queimado e ins-tale o novo. O fusível secun­dário de reserva(4) encontra-se dentro da caixade fusíveis.4. Feche a tampa da caixa defusíveis e instale a tampa lateralesquerda.24 31Capacidade do fusível: 10 A
  • 70. 6-28 MANUTENÇÃO E AJUSTES CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXLâmpada do farol1. Remova o tampão do orifício (1)e os parafusos (2).2. Remova a carenagem do farol(3) e solte o conector (4).3. Remova o soquete (5) sem girá-lo.4. Remova a capa de borracha(6).5. Remova a mola do conjunto dalâmpada (7) pressionando-a.6. Remova a lâmpada (8) semgirá-la.7. Instale a nova lâmpada na or­dem inversa da remoção.NOTACertifique-se de que a mola doconjunto da lâmpada esteja fir-memente presa nos rebaixos (9).LâmpadasLeia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.Não toque na lâmpada do farol.Use luvas limpas para a subs-tituição. As impressões digitaisdeixadas no bulbo podem causarqueima prematura. Se tocar nalâmpada, limpe-a com um panoumedecido em álcool.AtençãoNOTA Desligue o interruptor de igniçãoantes de substituir as lâmpadas. Use apenas as lâmpadas reco-mendadas. Após a instalação, verifique se aluz funciona corretamente.43122985 67Espere as lâmpadas esfriaremantes de iniciar a substituição.Cuidado!
  • 71. MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-29CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXLâmpada da lanterna traseira/luz do freio1. Remova os parafusos (1).2. Puxe suavemente a lente dalanterna traseira/luz do freio(2) e remova os ganchos (3).3. Pressione levemente a lâmpada(4) e gire-a no sentido anti-horário.4. Instale a nova lâmpada e aspeças removidas na ordeminversa da remoção.Lâmpadas das sinaleirasdianteiras1. Remova a carenagem do farol(pág. 6-28).2. Remova o soquete (1) giran­-do-o no sentido anti-horário.3. Remova a lâmpada (2) semgirá-la.4. Instale a nova lâmpada naordem inversa da remoção.Lâmpadas das sinaleirastraseiras1. Remova os parafusos (1).2. Puxe suavemente a lente dalanterna traseira/luz do freio(2) e remova os ganchos (3).3. Remova as lâmpadas (4) semgirá-las.4. Instale as novas lâmpadas eas peças removidas na ordeminversa da remoção.34 431 12 212NOTAUse somente:• Lâmpada âmbar (dianteira)• Lâmpada incolor/cristal (traseira)
  • 72. 6-30 MANUTENÇÃO E AJUSTES CG150 Titan ESD • CG150 Titan EX1. Coloque a motocicleta na po-sição vertical, sem apoiá-la nocavalete, com o centro da rodadianteira a 10 m de uma paredeplana, de preferência não refle-xiva.2. Calibre os pneus com a pressãoespecificada.Ajuste verticalPara ajustar o farol, solte o parafu-so (1) e mova o farol (2) para cima(A) ou para baixo (B).Após o ajuste, aperte o parafuso.NOTAObedeça às leis e regulamenta-ções locais.NOTA Considere o peso do passageiroe da carga, pois estes podemafetar a regulagem do farol. Regule o farol na luz baixa. O facho do farol deve alcançar100 m no máximo.Regule o farol de acordo com oPlano de Manutenção Preventiva(pág. 6-1).FarolLeia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.Regulagem do facho do farol1AB2Figuras ilustrativas100 mY = máximo 1,2 mX > Y/510 mYXFigura ilustrativamenos de 20 cm10 mmenos de 10 cmA regulagem correta do farol éfundamental para a segurança.Sempre a verifique antes depilotar e ajuste, se necessário.Cuidado!
  • 73. LIMPEZA E CONSERVAÇÃO 7-1CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXNOTAO desgaste e a corrosão naturaisnão são cobertos pela garantia.Recomendações básicas Limpe a motocicleta regularmen-te para manter sua aparência,aumentar a durabilidade eprote­ger a pintura, componen-tes cromados, plásticos ou deborracha. Elimine o acúmulo de poeira,terra, barro, areia e pedras. Oatrito de pedras e areia podeafetar a pintura.  Remova materiais estranhos doscomponentes de fricção, comotambo­res e discos de freio, paranão prejudicar sua durabilidadee eficiência. Se a motocicleta for permanecerinativa por um longo período,consulte Conservação de Moto-cicletas Inativas (pág. 7-5).Cuidados com amotocicletaPara proteger seu investimento, éfundamental que você seja respon-sável pela manutenção e conser-vação corretas de sua motocicleta.Sempre reserve um pouco de tempopara isso antes e depois de pilotar.A inspeção antes do uso e a lim-peza e conservação diárias sãotão importantes quanto as revisõesperiódicas executadas pelas con-cessionárias Honda.Você mesmo pode efetuar a limpe­za de sua motocicleta, mas se tiverqualquer dúvida ou necessitar deserviços especiais, procure umaconcessionária Honda.OxidaçãoAs motocicletas são diferentes deoutros veículos, pois seu chassi ediversos componentes metálicossão expostos. Além disso, todomaterial metálico pode sofrer oxi-dação pelo simples contato com ooxigênio. Este processo, tambémconhecido como ferrugem, podeser acelerado devido à conser-vação inadequada e ao contatoconstante com água e substânciassalinas. Para controlar os efeitosda oxida­ção, lave a motocicletafrequen­te­m­ente.Lave a motocicleta com água frialogo após pilotar em regiões lito-râneas, em caso de contato comágua de chuva, ou após atraves-sar riachos ou alaga­mentos.Atenção
  • 74. 7-2 LIMPEZA E CONSERVAÇÃO CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXLavagem! CuidadoAntes da lavagem, certifique-sede que o motor e o escapamentoestejam frios. Use sempre luvasapropriadas e botas de borra-cha para evitar ferimentos. Sigasempre os procedimentos delavagem descritos neste manual.NOTAOs resíduos da combustão elimi-nados pelo dreno podem sujar asuperfície do escapamento. Siga osprocedimentos normais de limpe-za. Não obstrua o dreno. Não use equipamentos de altapressão. O jato direto e a altatempe­ratura podem dani­ficaros componentes da moto-cicleta, desprender faixas eadesivos, remover a graxa dosrolamentos da coluna de dire-ção e da suspensão traseira,além de danificar a pintura. Nunca lave a motocicleta expos-ta ao sol e com o motor quente. Não aplique produtos alcalinosou ácidos, altamente prejudi-ciais às peças zincadas e dealumínio.Atenção Nunca use solventes ou pro-dutos abrasivos e detergentespara evitar danos às peçasmetálicas, plásticas e de bor-racha, danos à pintura, perdade brilho e descoloração, eoxidação. Não use lã de aço ou produtosabrasivos para limpar os raiose/ou rodas. Caso contrário, acamada protetora será remo-vida, ini­ciando o processo deoxidação.AtençãoDreno do escapamento(Limpe a sujeira.)1. Pulverize querosene no motor,escapamento, rodas e cavaleteslateral e central, e remova os re-síduos de óleo e graxa com umpincel. Retire incrustações depiche com querosene puro. Emseguida, enxágue com bastanteágua.Manutenção do Tubo de Esca-pamento e SilenciosoQuando o tubo de escapamentoe o silencioso forem pintados,não use produtos de limpeza decozinha abrasivos. Use somentedetergente neutro para limpar asuperfície pintada. Se não tiver cer-teza se eles são pintados, procurea sua concessionária.
  • 75. LIMPEZA E CONSERVAÇÃO 7-3CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXNOTALave a motocicleta pulverizandoágua em formato de leque aberto,sob baixa pressão, a uma distânciamínima de 1,2 m.2. Lave a carenagem, tanque,assento, tampas laterais epara-lamas com água e xampuneutro, fazendo movimentoscirculares. Use um pano ouesponja macia.3. Enxágue completamente a mo-tocicleta e seque com um panolimpo e macio. Retire o excessode água do interior dos cabos.4. Limpe as peças plásticas e su-perfícies pintadas com um panoou esponja macios umedecidosem solução de xampu neutro eágua. Enxágue completamentecom água e seque com umpano macio.5. Se necessário, aplique ceraprotetora nas superfícies pinta-das e cromadas. Aplique comalgodão especial ou flanela,em movimentos circulares euniformes.6. Não aplique cera protetora,massa ou produtos para poli-mento nas peças plásticas sempintura ou com pintura especialtipo fosca. Isso pode danificá-las permanentemente, sendonecessária a sua troca. Outros materiais de limpezaou produtos para polimentopodem danificar as peças. Não remova a poeira com umpano seco para evitar danos àpintura.Atenção(Cont.)NOTAO querosene ataca as peças deborracha. Proteja-as antes daaplicação.
  • 76. 7-4 LIMPEZA E CONSERVAÇÃO CG150 Titan ESD • CG150 Titan EX7. Logo após a lavagem, lubrifiquea corrente de transmissão e oscabos do acelerador e da em­brea­gem.8. Ligue o motor e deixe-o fun­cio­nar por alguns minutos. Issoajudará a secar os componen-tes e eliminará a conden­saçãode umidade do interior da lentedo farol, que pode se formarapós a lavagem. Para evitar riscos e batidas,tenha cuidado ao manuseara motocicleta e as peças plás-ticas. A aplicação de massa ou pro­dutos para polimento podedanificar o acabamento. As peças injetadas na cor defi-nitiva (sem pintura) não permi-tem retoques. Para mantê-lasem perfeitas condições, tomecuidado ao lavar a motocicletaou aplicar produtos para po-limento. Caso contrário, seránecessário substituí-las paraeliminar marcas ou riscos.AtençãoRodas de alumínio(CG150 Titan EX)Para evitar corrosão, após pilotarem locais com poeira, umidade,água salgada, etc., limpe as rodascom uma esponja umedecida comágua e xampu neutro. Enxágue-ascom bastante água. Use um panomacio e limpo para secá-las. Não use esponjas de aço nemprodutos abrasivos ou compos-tos. Não suba em guias nem encos-te a roda contra obstáculos.AtençãoNOTAAplique spray antioxidante somen-te com o motor frio. O excessopode ser retirado após 24 horas.Não aplique spray antioxidantenas regiões próximas aos freios.Cuidado! A eficiência dos freios podeser temporariamente afetadaapós a lavagem. Teste-os antesde pilotar. Pode ser necessárioacioná-los algumas vezes pararestituir seu desempenho nor-mal. Acione os freios com maiorantecedência para evitar umpossível acidente.Cuidado!
  • 77. LIMPEZA E CONSERVAÇÃO 7-5CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXSe a motocicleta for permanecerinativa por um longo período, sigaos procedimentos abaixo:1. Troque o óleo do motor.2. Drene o tanque de combustívelnum recipiente adequado.NOTAAntes de armazenar a motocicleta,faça todos os reparos necessários.Caso contrário, eles podem seresquecidos quando a motocicletafor novamente usada.Conservação demotocicletas inativasPara maior vida útil da bateria,recomendamos utilizar a moto-cicleta, pelo menos, uma vez porsemana por 10 minutos.Atenção(Cont.)3. Para impedir oxidação no inte-rior do cilindro: Remova o supressor de ruí-dos da vela de ignição. Useum cordão para amarrar osu­pressor em algum compo-nente plástico da carenagem,afastado da vela de ignição. Remova a vela e guarde-a emlocal seguro. Não a conecteao supressor de ruídos. Coloque uma colher de chá(5 – 10 ml) de óleo novo paramotor no interior do cilindro eproteja o orifício da vela comum pano limpo. Acione o motor várias vezespara distribuir o óleo. Instale a vela e o supressor deruídos. Pulverize o interior do tanquecom óleo antioxidante em spray.Feche a tampa do tanque firme-mente.A gasolina e o etanol (álcool)são altamente inflamáveis e atéexplosivos, sob certas condições.Portanto, para drenar o tanquede combustível, procure umaconcessionária Honda.Cuidado!
  • 78. 7-6 LIMPEZA E CONSERVAÇÃO CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXAtivação da motocicletaSiga os procedimentos abaixo an-tes de voltar a usar a motocicleta:1. Lave completamente a motoci-cleta (pág. 7-2).2. Troque o óleo do motor, caso amotocicleta tenha permanecidoinativa por mais de 4 meses.3. Se necessário, recarregue abateria e instale-a na motoci-cleta.4. Limpe o interior do tanquede combustível e abasteça-ocom combustível novo. Casonecessário, procure uma con-cessionária Honda.4. Desconecte os cabos da bateria.Carregue a bateria uma vez pormês.5. Lave e seque a motocicleta. Sigaos procedimentos descritos napágina 7-2.6. Lubrifique a corrente de trans-missão.7. Calibre os pneus na pressãorecomendada.8. Apoie a motocicleta sobre ca-valetes, de modo que os pneusnão toquem o chão.9. Cubra a motocicleta com umacapa apropriada. Não use plás-ticos ou materiais impermeá­veis. Guarde a motocicleta emlocal fresco e seco, sem grandesvariações de temperatura eprotegida do sol.5. Efetue a inspeção antes do uso(pág. 5-11).6. Faça um teste pilotando a mo-tocicleta em baixa velocidade eem local seguro, afastado dotrânsito.
  • 79. TRANSPORTE 8-1CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXSiga as instruções abaixo aotransportar a motocicleta numcaminhão ou carreta.1. Use uma rampa para colocara motocicleta no veículo detransporte.2. Desligue o interruptor de igni­ção e engrene a transmissão.3. Mantenha a motocicleta naposição vertical, usando cintasde fixação apropriadas.Não use cordas. Elas podem sesoltar durante o transporte, cau­sando a queda da motocicleta.Atenção4. Mantenha a motocicleta firme­mente no lugar, apoiando a rodadianteira na frente da caçambado veículo de transporte.5. Prenda as extremidades inferio­res das duas cintas de fixaçãonos ganchos do veículo. Prendaas extremidades superiores dascintas no guidão (uma no ladodireito e outra no lado esquer­do), próximo ao garfo.NOTACertifique-se de que as cintas defixação não fiquem em contatocom os cabos de controle, care­nagem ou fiação elétrica.6. Aperte ambas as cintas até quea suspensão dianteira fiquecomprimida até, no mínimo,metade de seu curso.Apertar as cintas excessivamentepode danificar os retentores dosgarfos.Atenção7. Trave as cintas para que não sesoltem durante o percurso.8. Use outra cinta de fixação paraevitar que a traseira da motoci­cleta se movimente.(Cont.)Figura ilustrativa
  • 80. 8-2 TRANSPORTE CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXReboqueNão utilize dispositivos de reboqueque apoiam a roda traseira no solonem reboque a motocicleta comcorda cambão ou cabo de aço.Caso contrário, a transmissão,suspensão dianteira, coluna dedireção e chassi serão danificados.NOTADanos causados pelo uso de taisdispositivos ou de outros equipa­mentos não recomendados pelaHonda não serão cobertos pelagarantia.NOTAA Honda não se responsabiliza pelofrete, estadia do condutor ou veí­culo, por danos causados duranteimprovisos emergenciais, nem pelotransporte da motocicleta para as­sistência técnica devido à pane queimpeça a locomoção ou execuçãodas revisões estipuladas no Planode Manutenção Preventiva.Figura ilustrativaNão transporte a motocicletadeitada. Isso poderá danificá-la, além de causar vazamentode com­bustível, o que é muitoperigoso.Cuidado!
  • 81. PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE 9-1CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXBaterias usadas: devemser levadas a uma con­cessio­nária Honda paradestinação adequadaem atendimento à Re­solução CONAMA no401, de04/11/2008.Peças plásticas e metálicas:leve-as até uma concessionáriaHonda para reciclagem para evitaro acúmulo de lixo nas grandescidades.Modificações: evite modificações,tais como substituição do escapa­mento e regulagens do sistemade alimentação, diferentes dasespecifi­cadas para este modelo,ou qualquer outra modificaçãoque vise alterar o desempenho domotor. Além de infringir o NovoCódigo Nacional de Trânsito, elascontribuem para o aumento dapoluição sonora e do ar.Seguindo essasrecomendações,você estará aju­dando a preservara natureza, em be­nefício de todos.A Honda, sempre empenhada emmelhorar o futuro do planeta, gos­taria de compartilhar este compro­misso com você, nosso cliente.Para garantir uma relação har­moniosa entre sua motocicleta e omeio ambiente, observe os pontosabaixo:Manutenção preventiva: preser­va e valoriza o produto, além detrazer grandes benefícios ao meioambiente.Óleo do motor: troque nos inter­valos especificados neste manual.Encaminhe o óleo usado parapostos de troca ou concessio­náriaHonda mais próxima.Produtos perigosos: não devemser jogados em esgoto comum.Pneus usados: leve-os até umaconcessionária Honda para reci­cla­gem em atendimento à ResoluçãoCONAMA no258, de 26/08/99.Fios, cabos elétricos e cabosde aço usados: não os reutilizeapós a substituição. Eles repre­sentam um perigo em potencialpara o motociclista. Leve-os atéuma concessionária Honda parareciclagem.Fluidos de freio e embreagem,baterias e solução da bateria:NOTANão queime, enterre ou guarde ospneus em áreas descobertas.Devido a suas características,essas substâncias podem dani­ficar a pintura da motocicleta,causar danos à saúde humana,além de representar sério riscode contaminação do solo e daágua, quando descartadas semdestinação adequada. Manu­seie-as com muito cuidado edescarte com responsabilidade.Cuidado!
  • 82. 9-2 PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXEconomia de combustívelAs condições da motocicleta,maneira de pilotar e condiçõesexternas afetam o consumo decombustível.Os cuidados com o amaciamentodurante os primeiros quilômetrosde uso também contribuem paraeste desempenho.Condições da motocicletaPara máxima economia de com­bustível, mantenha a motocicletaem perfeitas condições de uso euse somente combustível de boaqualidade.Utilize somente peças originaisHonda e efetue todos os serviçosde manutenção necessários nosintervalos especificados, princi­palmente a regulagem do sistemade alimentação e verificação dosistema de escapamento.Verifique frequentemente a pres­são e o desgaste dos pneus. Ouso de pneus desgastados oucom pressão incorreta aumenta oconsumo de combustível.Maneira de pilotarO consumo de combustível serámenor se a motocicleta for pilotadade forma moderada. Aceleraçõesrápidas, manobras bruscas efrenagens severas aumentam oconsumo.Sempre utilize as marchas adequa­das, de acordo com a velocidade,e acelere suavemente. Tente man­ter a motocicleta em velocidadeconstante, sempre que o tráfegopermitir.Condições externasO consumo de combustível serámenor se a motocicleta for pilota­da em rodovias planas e de boaestrutura, ao nível do mar, sempassageiro ou bagagem, e comtemperatura ambiente moderada.Roupas e capacete sob medidatambém contribuem para a eco­nomia de combustível.O consumo será sempre maiorcom o motor frio. Porém, não hánecessidade de deixá-lo em mar­cha lenta por um longo períodopara aquecê-lo. A motocicletapoderá ser pilotada aproxima­damente 1 minuto após ligar omotor, independentemente datempe­ratura externa. O motorse aquecerá mais rapidamente ea economia de combustível serámaior.
  • 83. PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE 9-3CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXNível de ruídosEste veículo está em conformida­de com a legislação vigente decontrole da poluição sonora paraveículos automotores (ResoluçãoCONAMA no2 de 11/02/1993,complementada pela Resoluçãono268 de 14/09/2000).Limite máximo de ruído para fisca­lização de veículo em circulação: 83,8 dB (A) a 4.250 rpm(medido a 0,5 m de distância do es­capamento, conforme NBR-9714)NOTANão remova nenhum elementode fixação e use somente peçasoriginais Honda para evitar ruídosdesagradáveis.RuídosSua motocicleta é propulsionadapor um motor alternativo e muitaspeças móveis são utilizadas noprocesso de fabricação. O meca­nismo possui tolerâncias de fabri­cação que seguem rigorosamenteas normas de engenharia e contro­le de qualidade da fábrica.Dependendo da variação dessastolerâncias, alguns motores podemapresentar ruídos característicosdiferentes dos motores de motoci­CatalisadorO catalisador converte os gasesde escapamento, agindo sobre oHC, CO e NOx, reduzindo assimos níveis de emissões.NOTA Na troca, use somente o catali­sador original Honda ou equiva­lente homologado pela Honda. Não utilize escapamento deversões anteriores do modeloCG150 Titan, pois os mesmosnão possuem catalisador. Um catalisador defeituoso con­tribui para a poluição do ar epode prejudicar o desempenhodo motor. Mantenha o motor em boascondições. Seu funcionamentoinadequado pode superaque­cer o catalisador, danificandoo catalisador ou a motocicleta. Inspecione a motocicleta emcaso de falha na ignição, con­traexplosão, se o motor estivermorrendo ou se houver algumoutro problema afetando apilotagem.Atençãocletas de mesma cilindrada. Essavariação geralmente é percebidacom a alteração térmica do motore é considerada absolutamentenormal.Para evitar um incêndio, não per­mita que folhas secas, grama e ou­tros materiais inflamáveis entremem contato com o escapamentodevido às altas temperaturas defuncionamento do catalisador.Cuidado!
  • 84. 9-4 PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXControle de emissõesPara assegurar a conformidade desua motocicleta com os requisitoslegais, confirme se os níveis deCO e HC atendem aos valoresrecomendados em marcha lenta,como indicado abaixo (Art. 16 daResolução CONAMA no297/02):Regime de marcha lenta: 1.400 ± 100 rpm (na temperatura normal de funcionamento)Valores recomendados de CO(monóxido de carbono): Abaixo de 0,2% (em marcha lenta)Valores recomendados de HC(hidrocarbonetos): Abaixo de 150 ppm (em marcha lenta)NOTA Siga rigorosamente o Plano deManutenção Preventiva, recor­rendo sempre a uma concessio­nária Honda. Observe rigorosamente as re­co­mendações e especificaçõestéc­nicas contidas neste manual.Além de usufruir sempre do me­lhor desempenho de sua Honda,você estará contribuindo para apreservação do meio ambiente.Este veículo atende ao Progra­ma de Controle da Poluição doAr por Motociclos e VeículosSimilares – PROMOT, estabeleci­do pelas Resoluções CONAMAno297 de 26/02/2002 e no342de 25/09/2003.Programa de controlede poluição do arO processo de combustão produzmonóxido de carbono, óxidos denitrogênio e hidrocarbonetos, entreoutros elementos. O controle dehidrocarbonetos e óxidos de nitro­gênio é muito importante, pois, sobcertas condições, eles reagem paraformar fumaça e névoa fotoquími­ca, quando expostos à luz solar.O monóxido de carbono não rea­ge da mesma forma, entretantoé tóxico.As motocicletas Honda possuemsistemas de admissão, alimenta­ção de combustível e escapamentoajustados para reduzir as emissõesdesses elementos.NOTAUse somente peças originais. Elassão imprescindíveis para o funcio­namento correto desses sistemas.
  • 85. ESPECIFICAÇÕES 10-1CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXDIMENSÕESComprimento total 1.988 mmLargura total 730 mmAltura total 1.098 mmDistância entre eixos 1.315 mmDistância mínima do solo 165 mmAltura do assento 792 mmPESOPeso seco 118 kg (CG150 Titan ESD)117 kg (CG150 Titan EX)CAPACIDADESÓleo do motor 1,0 litro (após drenagem)1,2 litro (após desmontagem do motor)Tanque de combustível 16,1 litrosReserva de combustível 4,2 litros (aproximadamente)Óleo da suspensão dianteira 142 cm3Capacidade Piloto e um passageiroCapacidade máxima de carga 166 kg
  • 86. 10-2 ESPECIFICAÇÕES CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXMOTORTipo 4 tempos, arrefecido a ar, OHC, monocilíndrico,acionado por corrente, 2 válvulasDisposição do cilindro Inclinado 15° em relação à verticalDiâmetro e curso 57,30 x 57,84 mmSistema de alimentação Injeção eletrônica PGM-FICilindrada 149,2 cm3Relação de compressão 9,5 : 1Potência máxima 14,2 cv a 8.500 rpm (gasolina)14,3 cv a 8.500 rpm (etanol (álcool))Torque máximo 1,32 kgf.m a 6.500 rpm (gasolina)1,45 kgf.m a 6.500 rpm (etanol (álcool))Vela de ignição NGK CPR8EA-9NGK CPR9EA-9 (Opcional)Folga dos eletrodos 0,8 – 0,9 mmFolga das válvulas (motor frio) Adm 0,08 mmEsc 0,12 mmRotação de marcha lenta 1.400 ± 100 rpm
  • 87. ESPECIFICAÇÕES 10-3CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXTRANSMISSÃOTipo 5 velocidades constantemente engrenadasEmbreagem Multidisco em banho de óleoRedução primária 3,350Redução final 2,687Relação de transmissão I 2,785II 1,789III 1,350IV 1,120V 0,958Sistema de mudança de marcha Operado pelo pé esquerdoCHASSI / SUSPENSÃOCáster/trail 27°36’/104 mmPneu dianteiro (medida) 80/100 – 18M/C 47P(marca/modelo) PIRELLI CITY DEMONPneu traseiro (medida) 90/90 – 18M/C 57P(marca/modelo) PIRELLI CITY DEMONSuspensão dianteira (tipo/curso) Garfo telescópico / 130 mmSuspensão traseira (tipo/curso) Braço oscilante / 101 mmFreio dianteiro (tipo) A disco, simplesFreio traseiro (tipo) A tambor (sapatas de expansão interna)
  • 88. 10-4 ESPECIFICAÇÕES CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXSISTEMA ELÉTRICOBateria 12 V – 5 AhSistema de ignição EletrônicaAlternador 0,13 kW/5.000 rpmFusível principal 15 AFusível secundário 10 ASISTEMA DE ILUMINAÇÃOLâmpada do farol (alto/baixo) 12 V – 35/35 WLâmpada da lanterna traseira/luz do freio 12 V – 5/21 WLâmpadas das sinaleiras 12 V – 16 W x 2 (Dianteira: lâmpada âmbar)12 V – 16 W x 2 (Traseira: lâmpada incolor/cristal)Lâmpadas dos instrumentos 12 V – 2 W x 2Indicador do ponto morto 12 V – 2 WIndicador das sinaleiras 12 V – 3 WIndicador do farol alto 12 V – 2 WIndicador de falha do PGM-FI 12 V – 2 WIndicador ALC (etanol (álcool)) 12 V – 2 W
  • 89. ESPECIFICAÇÕES 10-5CG150 Titan ESD • CG150 Titan EXIdentificação damotocicletaA identificação oficial de sua moto-cicleta é feita por meio do númerode série do chassi (1), gravado nolado direito da coluna de direção,e número de série do motor (2),gravado no lado esquerdo domotor.Identificação do ano defabricação (3)O ano de fabricação de sua mo-tocicleta está indicado à esquerdado sentido de leitura do númerode chassi, em uma gravação dequatro dígitos.A gravação do ano de fabricaçãofaz parte da identificação oficialdo modelo (resolução CONTRANno024/98). AtençãoEsses números devem ser usadoscomo referência para solicitaçãode peças de reposição. Anote-osnos espaços abaixo.Node série do chassiNode série do motor1 32
  • 90. 10-6 ESPECIFICAÇÕES CG150 Titan ESD  CG150 Titan EXEtiqueta com código debarrasSua motocicleta possui umaetiqueta de garantia com doiscódigos de barras colada no ladodireito do chassi. Essa etiquetaserá utilizada pelas Concessioná-rias Honda nos processos de re-visões e solicitações de garantia.NOTAA etiqueta adesiva é feita dematerial inviolável, portanto, nãotente removê-la.ATENÇÃO Não use equipamento delavagem de alta pressãodiretamente na etiqueta afim de não danificá-la. Lã de aço e materiais abra-sivos ou de polimento po-derão manchar ou removera gravação dos códigos debarras, por isso proteja aetiqueta adesiva antes daaplicação desses materiais. Remova cuidadosamente apoeira da etiqueta adesivautilizando um pano seco emacio para evitar riscos ouremoção parcial ou total dagravação dos códigos debarras.
  • 91. M a n u a l B á s i c o d e S e g u r a n ç a no T r â n s i t oNormas Gerais de Circulação __________________________________________________ 2Infração e Penalidade __________________________________________________________ 7Renovação da Carteira Nacional de Habilitação _______________________________ 11Direção Defensiva ______________________________________________________________ 12Noções de Primeiros Socorros no Trânsito ____________________________________ 25Conceitos e Definições Legais __________________________________________________ 42Sinalização _____________________________________________________________________ 491352467Este Manual Básico de Segurança no Trânsito foi elaborado e revisado pela ABRACICLO –Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas eSimilares e seu conteúdo segue as orientações da ABRAMET – Associação Brasileira de Medicinado Tráfego, do DENATRAN – Departamento Nacional de Trânsito e da Fundação Carlos Chagas,e não poderá ser reproduzido por qualquer meio, incluindo fotocópia, gravação ou informaçãocomputadorizada, sem autorização por escrito da ABRACICLO.IMPORTANTEAssociação Brasileira dos Fabricantesde Motocicletas, Ciclomotores,Motonetas, Bicicletas e Similareswww.abraciclo.com.br
  • 92. 2 Manual Básico de Segurança no TrânsitoDetalhadas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) em mais de 40 artigos, as Normas Gerais de Circulação e Condutamerecem atenção especial de todos os usuários da via.Algumas dessas normas podem ser aplicadas com o simples uso do bom senso ou da boa educação. Entre essas destacamos asque advertem os usuários quanto a atos que possam constituir riscos ou obstáculos para o trânsito de veículos, pessoas e animais,além de danos à propriedade pública ou privada. Entretanto, bom senso apenas não é suficiente para o restante das normas.A maior parte delas exige do usuário o conhecimento da legislação específica e a disposição de se pautar por ela.Resumo das normasNas páginas que seguem, procuramos apresentar de forma condensada um apanhado das principais normas de circulação,agrupando-as segundo temas de interesse para mais fácil fixação.Seguir corretamente as determinações implica um processo de aprendizagem e permanente reaprendizagem. No início a tarefaexigirá um pouco de dedicação, mas com o tempo tudo fica automatizado de novo.Dê uma boa leitura e procure memorizar o que lhe parecer mais importante. Mas guarde este Manual para referência futura.Quando o assunto é trânsito, confiar só na memória pode custar caro.Vamos começar pelas recomendações mais gerais e obrigatórias.Deveres do condutorXX Ter pleno domínio de seu veículo a todo momento, dirigindo-o com atenção e cuidados indispensáveis à segurança do trânsito;XX Verificar a existência e as boas condições de funcionamento dos equipamentos de uso obrigatório;XX Certificar-se de que há combustível suficiente para percorrer o percurso desejado.Quem tem a preferência?Atenção aqui. Em vias nas quais não há sinalização específica, terá a preferência:XX Quem estiver transitando pela rodovia, quando apenas um fluxo for proveniente de autoestrada;XX Quem estiver circulando uma rotatória; eXX Quem vier pela direita do condutor, nos demais casos.Fácil, não? Mas lembre-se: em vias com mais de uma pista, os veículos mais lentos têm a preferência de uso dafaixa da direita. Já a faixa da esquerda é reservada para ultrapassagens e para os veículos de maior velocidade.Mas as regras de preferência não param por aí. Também têm prioridade de deslocamento os veículos destinadosa socorro de incêndio e salvamento, os de polícia, os de fiscalização de trânsito e as ambulâncias, bem comoveículos precedidos de batedores. E a prioridade se estende também ao estacionamento e parada desses veículos.Normas Gerais de Circulação1
  • 93. 3Manual Básico de Segurança no TrânsitoNa maior parte das vezes, a circulação de veículos pelas vias públicas deve ser feita pelo lado direito.Mas às vezes é preciso deslocar-se lateralmente, para trocar de pista ou fazer uma conversão à direitaou à esquerda. Nesse caso, sinalize com bastante antecedência sua intenção.Para virar à direita, por exemplo, faça uso das setas e aproxime-se tanto quanto possível da margemdireita da via enquanto reduz gradualmente sua velocidade.Na hora de ultrapassar, também é preciso tomar alguns cuidados. Vejamos.UltrapassagensAqui chegamos a um ponto realmente delicado. As ultrapassagens são uma das principais causas deacidentes e precisam ser realizadas com toda a prudência e segundo procedimentos regulamentares.Algumas regras básicas1. Ultrapasse sempre pela esquerda e apenas nos trechos permitidos.2. Nunca ultrapasse no acostamento das estradas. Esse espaço é destinado a paradas e saídas de emer-gência.3. Se outro veículo o estiver ultrapassando ou tiver sinalizado seu desejo de fazê-Io, dê a preferência.Aguarde sua vez.4. Certifique-se de que a faixa da esquerda está livre, e de que há espaço suficiente para a manobra.5. Sinalize sempre com antecedência sua intenção de ultrapassar. Ligue a seta ou faça os gestos conven-cionais de braço.6. Guarde distância em relação a quem está ultrapassando. Nada de “tirar fininho”. Deixe um espaçolateral de segurança.7. Sinalize de volta, antes de voltar à faixa da direita.8. Se Você está sendo ultrapassado, mantenha constante sua velocidade. Se estiver na faixa da esquerda,venha para a da direita, sinalizando corretamente.Mas há algumas coisas a observar. Para poder exercer a preferência, é preciso que os dispositivos de alarme sonoro e iluminaçãovermelha intermitente — indicativos de urgência estejam acionados. Se for esse o caso:XX Deixe livre a passagem à sua esquerda. Desloque-se à direita e até mesmo pare, se necessário. Vidas podem estar em jogo;XX Se Você for pedestre, aguarde no passeio ao ouvir o alarme sonoro. Só atravesse a rua quando o veículo já tiver passado por ali.Veículos de prestadores de serviços de utilidade pública (companhias de água, luz, esgoto, telefone, etc.)também têm prioridade de parada e estacionamento no local em que estiverem trabalhando.Mas o local deve estar sinalizado, segundo as normas do CONTRAN.!
  • 94. 4 Manual Básico de Segurança no Trânsito9. Ao ultrapassar um ônibus que esteja parado, reduza a velocidade e preste muita atenção. Passageiros poderão estar desem-barcando ou correndo para tomar a condução.Proibido ultrapassarA menos que haja sinalização específica permitindo a manobra, jamais ultrapasse nas seguintes situações:1. Sobre pontes ou viadutos. 4. Nos cruzamentos ou em sua proximidade.2. Em travessias de pedestres. 5. Em trechos sinuosos ou em aclives sem visibilidade suficiente.3. Nas passagens de nível. 6. Nas áreas de perímetro urbano das rodovias.Uso de luzes e faróisO uso das luzes do veículo deve ter em conta o seguinte:XX Luz baixa – durante a noite e no interior de túneis sem iluminação pública durante o dia.XX Luz alta – nas vias não iluminadas, exceto ao cruzar com outro veículo ou ao segui-lo.XX Luz alta e baixa – (intermitente) por curto período de tempo, com o objetivo de advertir outros usuários da via de sua intenção deultrapassar o veículo que vai à frente, ou sinalizar quanto à existência de risco à segurança de quem vem em sentido contrário.XX Lanternas – sob chuva forte, neblina, cerração ou à noite, quando o veículo estiver parado para embarque ou desembarque,carga ou descarga.XX Pisca-alerta – em imobilizações ou em situação de emergência.XX Luz de placa – durante a noite, em circulação.Veículos de transporte coletivo regular de passageiros, quando circulam em faixas especiais, devem manter asluzes baixas acesas de dia e de noite. Isso se aplica também aos ciclos motorizados, em qualquer situação.!Os veículos pesados devem, quando circulam em fila, permitir espaço suficiente entre si para que outros veículosos possam ultrapassar por etapas. Tenha em mente que os veículos mais pesados são responsáveis pela segurançados mais leves; os motorizados, pela segurança dos não motorizados; e todos, pela proteção dos pedestres.!Pode buzinar?Pode. Mas só “de leve”. Em ‘toques breves’, como diz o Código. Assim mesmo, só se deve buzinar nas seguintes situações:XX Para fazer as advertências necessárias a fim de evitar acidentes;XX Fora das áreas urbanas, para advertir outro condutor de sua intenção de ultrapassá-lo.Olho no velocímetroDiz o ditado que quem tem pressa vai devagar. Mas quando a pressa é mesmo grande todo o mundo quer correr além da conta.
  • 95. 5Manual Básico de Segurança no TrânsitoCuidado! A velocidade é outro grande fator de risco de acidentes de trânsito.Além disso, determina, em proporção direta, a gravidade das ocorrências.Alguns condutores acreditam que a velocidades mais altas podem se livrarcom mais facilidade de algumas situações difíceis no trânsito. E que trafegardevagar demais é mais perigoso que andar depressa.Mas não é assim. Reduzir a velocidade é o primeiro procedimento a se tomar na tentativa de evitar acidentes. A velocidade máximapermitida para cada via é indicada por meio de placas. Onde não existir sinalização, vale o seguinte:Em vias urbanas: Em rodovias:XX 80 km/h nas vias de trânsito rápido.  110 km/h para automóveis, camionetas e motocicletas.XX 60 km/h nas vias arteriais.  90 km/h para ônibus e micro-ônibus.XX 40 km/h nas vias coletoras.  80 km/h para os demais veículos.XX 30 km/h nas vias locais.O motorista consciente, porém, mais do que observar a sinalização e os limites de velocidade, deve regularsua própria velocidade — dentro desses limites — segundo as condições de segurança da via, do veículoe da carga, adaptando-se também às condições meteorológicas e à intensidade do trânsito.Faça isso e Você estará sempre seguro. E livre de multas por excesso de velocidade.No mais, use o bom senso. Não fique “empacando” os outros sem causa justificada, transitando a velo-cidades incomumentes baixas.E para reduzir sua velocidade, sinalize com antecedência. Evite freadas bruscas, a não ser em caso de emergência. Reduza avelocidade sempre que se aproximar de um cruzamento ou em áreas de perímetro urbano nas rodovias.Parar e estacionarVamos ao básico: pare sempre fora da pista. Se, numa emergência, tiver que parar o veículo no leitoviário, providencie a imediata sinalização.Em locais de estacionamento proibido, a parada deve ser suficiente apenas para embarque e desem-barque de passageiros. E só nos casos em que o procedimento não interfira no fluxo de veículos oupedestres. O desembarque de passageiros deve se dar sempre pelo lado da calçada, exceto para ocondutor do veículo. Para carga e descarga, o veículo deve ser mantido paralelo à pista, junto aomeio-fio, de preferência nos estacionamentos.Motocicletas e outros veículos motorizados de duas rodas devem ser estacio-nados perpendicularmente à guia da calçada. A não ser que haja sinalizaçãoespecífica determinando outra coisa.Para estradas não pavimentadas, avelocidade máxima é de 60km/h.!Ao parar o veículo, certifique-se deque isso não constitui risco para osocupantes e demais usuários da via.!
  • 96. 6 Manual Básico de Segurança no TrânsitoVeículos de tração animalDevem ser conduzidos pela pista da direita, junto ao meio-fio ou acostamento, sempre que não houverfaixa especial para tal fim, e conforme normas de circulação ditadas pelo órgão de trânsito.Duas rodasMotociclistas e pilotos de ciclomotores e motonetas devem seguir algumas regras básicas:XX Usar sempre o capacete, com viseira ou óculos protetores;XX Segurar o guidom com as duas mãos;XX Usar vestuário de proteção, conforme as especificações do Contran;XX Isso vale também para os passageiros.É proibido trafegar de ciclomotor nas vias de maior velocidade.O condutor de ciclomotor deve se manter sempre na faixa dadireita, de preferência no centro da faixa. Andar de ciclomotores,motonetas ou motocicletas sobre calçadas, nem pensar.!BicicletasO ideal é mesmo a ciclovia. Mas onde não existir, o ciclista deve transitar nos bordos da pista de rolamento, nomesmo sentido de circulação regulamentado para a via.A autoridade de trânsito pode autorizar a circulação de bicicletas em sentido contrário ao do fluxo dos veículos,desde que em trecho dotado de ciclofaixa. A bicicleta tem preferência sobre os veículos motorizados. Mas ociclista também precisa tomar seus cuidados. Deve trajar roupas claras e sinalizar com antecedência todos os seusmovimentos. Siga o exemplo dos ciclistas profissionais, que geralmente levam esses aspectos a sério.SegurançaPara dicas mais precisas sobre como evitar acidentes, consulte o capítulo Direção defensiva. Mas nunca édemais reprisar algumas dicas básicas:1. Os condutores de motocicletas, motonetas e ciclomotores devem circular sempre utilizando capacete com viseira ou óculosprotetor, segurando o guidom com as duas mãos e usando vestuário de proteção.2. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, na ausência de ciclovia, ciclofaixa ouacostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação,com preferência sobre os veículos automotores.Bem, agora Você já tem uma boa ideia do que apresenta o Código de Trânsito Brasileiro em termos de normas de circulação.Se houver dúvida na interpretação ou no entendimento de algum termo, consulte o capítulo 6 Conceitos e Definições Legais.O ideal é que Você procure ler o Código em sua totalidade. Informação nunca é demais.O Código de Trânsito Brasileiro está disponível no site do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) –www.denatran.gov.br, item Legislação - Código de Trânsito Brasileiro.!
  • 97. 7Manual Básico de Segurança no TrânsitoDécadas de uma cultura de impunidade em relação aos crimes de trânsito deixaram os motoristas brasileiros acostumadosa digirir de qualquer jeito, sem prestar muita atenção às regras. Mas a coisa agora deve mudar.Com o Código de Trânsito Brasileiro, o motorista mal-educado pode ter surpresas desagradabilíssimas. A lei decidiu atacar osimprudentes batendo onde lhes dói mais: no bolso. O preço das multas subiu para valer. Pode chegar a 900 UFIR, por exemplo,para quem negar socorro a vítimas de acidentes de trânsito. A estratégia tem tudo para funcionar. Além das multas pecuniárias,o Código introduz um sistema de pontuação cumulativo que castiga o mau motorista.Infração e PenalidadePenalidades e medidas administrativasToda infração é passível de uma penalidade. Uma multa, por exemplo. Algumas infrações, além da penalidade, podem ter umaconsequência administrativa, ou seja, o agente de trânsito deve adotar “medidas administrativas”, cujo objetivo é impedir que ocondutor continue dirigindo em condições irregulares.As medidas administrativas são: As penalidades são as seguintes:XX Retenção do veículo;XX Remoção do veículo;XX Recolhimento do documento de habilitação (CarteiraNacional de Habilitação - CNH ou Permissão para Dirigir);XX Recolhimento do certificado de licenciamento;XX Transbordo do excesso de carga.XX Advertência por escrito;XX Multa;XX Suspensão do direito de dirigir;XX Apreensão do veículo;XX Cassação do documento de habilitação;XX Frequência obrigatória em curso de reciclagem.Por exemplo, dirigir com velocidade superior à máxima permitida, em mais de 50% em rodovias, tem como consequência, além daspenalidades (multa e suspensão do direito de dirigir), também o recolhimento do documento de habilitação (medida administrativa).É assim: cada infração corresponde a um determinado número de pontos, conforme a gravidade. Confira!Gravíssima 7 pontos Multa de 180 UFIRGrave 5 pontos Multa de 120 UFIRMédia 4 pontos Multa de 80 UFIRLeve 3 pontos Multa de 50 UFIRSe Você atingir 20 pontos, terá a Carteira Nacional de Habili-tação suspensa, de um mês a um ano, a critério da autoridadede trânsito. Para contagem dos pontos, é considerada a somadas infrações cometidas no último ano, a contar regressivamenteda data da última penalidade recebida.Para algumas infrações, em razão da sua gravidade e consequên­cias, a multa pode ser multiplicada por três ou até mesmo porcinco. A seguir, apresentamos as infrações segundo sua gravidade:2
  • 98. 8 Manual Básico de Segurança no TrânsitoApreensão: o veículo apreendido permanece sob a guardado DETRAN ou da autoridade legal por até 30 dias. O resgatesó se dá mediante pagamento de todas as multas e demaisdespesas como guincho e estada do veículo no depósito.!Infrações GravíssimasNeste grupo, as multas têm valor de 180 UFIR. Porém, dependendo do caso, este valor pode ser triplicado ou até mesmo multi-plicado por 5 nas ocorrências mais sérias. As multas mais caras são as seguintes:9. Não dar preferência a pedestres cruzando a faixa de pedestres. Multa: 180 UFIR.10. Dirigir com carteira de habilitação vencida há mais de 30 dias. Multa: 180 UFIR. Medidas Administrativas: Retenção dacarteira. Recolhimento do veículo.11. Andar na contramão. Multa: 180 UFIR.12. Retornar em local proibido. Multa: 180 UFIR.13. Não diminuir a velocidade próximo a escolas, hospitais,pontos de embarque e desembarque de passageiros ouzonas de grande concentração de pedestres. Multa: 180 UFIR.14. Conduzir veículo sem qualquer uma das placas de identifi-cação e/ou licenciamento. Multa: 180 UFIR. Penalidade: Apreensão do veículo.15. Bloquear a rua com o veículo. Multa: 180 UFIR. Penalidade: Apreensão e remoção do veículo.16. Estacionar no leito viário em estradas, rodovias, vias detrânsito rápido e pistas com acostamento. Multa: 180 UFIR. Medidas Administrativas: Remoção do veículo.17. Exibir-se em manobras ou procedimentos perigosos. Cantarpneus em freadas e arrancadas bruscas ou em curvas. Fazermalabarismo ou equilibrando-se apenas em uma roda. Multa: 180 UFIR. Penalidade: Suspensão do direito de dirigir.Recolhimento da carteira. Apreensão e remoção do veículo.18. Transportar criança menor de sete anos ou que não tenha, nascircunstâncias, condições de cuidar de sua própria segurança. Multa: 180 UFIR. Medidas Administrativas: Retenção do veículo.1. Deixar de prestar socorro a vítimas de acidentes de trânsito. Multa: 180 UFIR x 5. Penalidade: Suspensão do direito dedirigir e recolhimento do documento de habilitação.2. Dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outrasubstância psicoativa que determine dependência. Multa: 180 UFIR x 5. Penalidade: Suspensão do direito dedirigir por 12 (doze) meses3. Participar de pegas ou rachas. Multa: 180 UFIR x 3. Penalidade: Suspensão do direito de diri­gir.Recolhimento da carteira, apreensão e remoção do veículo.4. Andar por sobre calçadas, canteiros centrais, acostamentos,faixas de canalização e áreas gramadas. Multa: 180 UFIR x 3.5. Excesso de velocidade superior a 20% do limite em rodoviasou a 50% do limite em vias públicas. Multa: 180 UFIR x 3. Penalidade: Suspensão do direito dedirigir e apreensão do documento de habilitação.6. Confiar a direção a alguém que não esteja em condiçõesde conduzir o veículo com segurança, em função de algumaalteração psíquica ou física, ainda que habilitado. Multa: 180 UFIR.7. Condução agressiva em relação a pedestres ou outros veículos. Multa: 180 UFIR. Penalidade: Suspensão do direito de dirigir.Retenção do veículo. Recolhimento da carteira.8. Avançar o sinal vermelho. Multa: 180 UFIR.
  • 99. 9Manual Básico de Segurança no Trânsito19. Ultrapassar pela contramão em faixa contínua ou faixaamarela simples. Multa: 180 UFIR.20. Transpor bloqueio policial sem autorização. Multa: 180 UFIR. Penalidade: Apreensão do veículo e sus-pensão do direito de dirigir.21. Deixar de dar passagem a veículos do Corpo de Bombeirosou a Ambulâncias que estejam em serviço de emergência. Multa: 180 UFIR.22. Falsa declaração de domicílio quando do registro, do licen-ciamento ou da habilitação. Multa: 180 UFIR.23. Sem usar capacete de segurança com viseira ou óculos deproteção e vestuário de acordo com as normas e especifi-cações aprovadas pelo CONTRAN. Multa: 180 UFIR. Penalidade: Apreensão e remoção doveículo. Suspensão do direito de dirigir.24. Transportar passageiro sem o capacete de segurança, oufora do assento suplementar colocado atrás do condutorou em carro lateral. Multa: 180 UFIR. Penalidade: Apreensão e remoção doveículo. Suspensão do direito de dirigir.25. Com os faróis apagados. Multa: 180 UFIR. Penalidade: Apreensão e remoção doveículo. Suspensão do direito de dirigir.Infrações Graves1. Não sinalizar mudanças de direção. Multa: 120 UFIR.2. Estacionar em fila dupla. Multa: 120 UFIR. Medidas Administrativas: Remoção do veículo.3. Estacionar sobre faixas de pedestres, calçadas, canteiroscentrais, jardins ou gramados públicos. Multa: 120 UFIR. Medidas Administrativas: Remoção do veículo.4. Estacionar em pontes, túneis e viadutos. Multa: 120 UFIR. Medidas Administrativas: Remoção do veículo.5. Ultrapassar pelo acostamento. Multa: 120 UFIR.6. Andar com faróis desregulados ou com luz alta que perturbeoutros condutores. Multa: 120 UFIR. Medidas Administrativas: Retenção doveículo até a regularização.7. Excesso de velocidade de até 20% do limite em rodovias, oude até 50% do limite em vias públicas. Multa: 120 UFIR.8. Seguir veículo em serviço de urgência. Multa: 120 UFIR. Penalidade: Suspensão do direito de dirigir.9. Não guardar distâncias de segurança, lateral e frontal, emrelação a veículos ou à pista. Multa: 120 UFIR.10. Ultrapassar veículos parados, em fila, em sinal, cancela,bloqueio viário ou qualquer outro obstáculo. Multa: 120 UFIR.11. Virar à direita ou à esquerda em locais proibidos. Multa: 120 UFIR.12. Dirigir veículos cujo mau estado de conservação ponha emrisco a segurança. Multa: 120 UFIR. Medidas Administrativas: Retenção doveículo até a regularização.Infrações Médias1. Uso de alarme cujo som perturbe a tranquilidade pública. Multa: 80 UFIR. Penalidade: Apreensão e remoção do veículo.2. Dirigir com fones de ouvido ligados a telefone celular ouaparelhos de som. Multa: 80 UFIR.3. Estacionar e parar a menos de 5 metros da via perpendicularem esquinas. Multa: 80 UFIR. Medidas Administrativas: Remoção do veículo.4. Jogar objetos ou derramar substâncias sobre a via a partirdo veículo. Multa: 80 UFIR.
  • 100. 10 Manual Básico de Segurança no Trânsito5. Parar por falta de combustível. Multa: 80 UFIR. Medidas Administrativas: Remoção do veículo.6. Andar emparelhado com outro veículo, obstruindo ou per-turbando o trânsito. Multa: 80 UFIR.7. Uso de placas de identificação do veículo diferentes daquelasespecificadas pelo CONTRAN. Multa: 80 UFIR. Medidas Administrativas: Apreensão dasplacas irregulares. Retenção do veículo até a regularização.8. Não dar passagem pela esquerda quando solicitado a fazê-lo. Multa: 80 UFIR.9. Parar o veículo sobre a faixa de pedestre na mudança desinal luminoso. Multa: 80 UFIR.10. Efetuar transporte remunerado de pessoas ou bens quandonão for licenciado para este fim. Multa: 80 UFIR. Medidas Administrativas: Retenção do veículo.Infrações Leves1. Dirigir sem os documentos exigidos por lei. Multa: 50 UFIR. Medidas Administrativas: Retenção do veículoaté apresentação dos documentos.2. Uso prolongado de buzina entre 22h e 6h. Multa: 50 UFIR.3. Dirigir sem atenção ou sem cuidados indispensáveis à segu-rança. Multa: 50 UFIR.4. Andar por faixa destinada a outro tipo de veículo. Multa: 50 UFIR.5. Uso de luz alta em vias iluminadas. Multa: 50 UFIR.6. Ultrapassagem de veículos em cortejo. Multa: 50 UFIR.7. Estacionar e parar afastado da calçada (50cm a 1m) Multa: 50 UFIR.RecursosApós uma infração ser registrada pelo órgão de trânsito, aNOTIFICAÇÃO DA AUTUAÇÃO é encaminhada ao endereço doproprietário do veículo. A partir daí, o proprietário pode indicaro condutor que dirigia o veículo e também encaminhar defesaao órgão de trânsito.A partir da NOTIFICAÇÃO DA PENALIDADE, o proprietáriodo veículo pode recorrer à Junta Administrativa de Recursos deInfrações – JARI. Caso o recurso seja indeferido, pode aindarecorrer ao Conselho Estadual de Trânsito – CETRAN (no casodo Distrito Federal ao CONTRANDIFE) e, em alguns casos es-pecíficos, ao CONTRAN, para avaliação do recurso em últimainstância administrativa.Crime de trânsitoClassificam-se as infrações descritas no Có-digo de Trânsito Brasileiro em administrativas,civis e penais. As infrações penais, resultantesde ação delituosa, estão sujeitas às regrasgerais do Código Penal e seu processamentoé feito pelo Código de Processo Penal. O infrator, além daspenalidades impostas administrativamente pela autoridadede trânsito, é submetido a processo judicial criminal. Julgadoculpado, a pena pode ser prestação de serviços à comunidade,multa, suspensão do direito de dirigir e até detenção.Casos mais frequentes compreendem dirigir sem habilitação,alcoolizado ou trafegar em velocidade incompatível com asegurança da via, nas proximidades de escolas, gerando perigode dano, cuja pena pode ser detenção de seis meses a um ano,além de eventual ajuizamento de ação civil para reparar prejuízoscausados a terceiros.Infringir asleis de trânsitotambém é umfator de riscode acidente!Este texto está disponível no sitewww.denatran.gov.br, item Material Educativo.!
  • 101. 11Manual Básico de Segurança no Trânsito O artigo 150 do Código de Trânsito Brasileiro exige que todo condutor que não tenha curso de direção defensiva e primeiros socorros deve a eles ser submetido, cabendo ao Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN a sua regula-mentação. Por meio da resolução CONTRAN no168, de 14 de dezembro de 2004, em vigor a partir de 19 de junho de 2005,foram estabelecidos os currículos, a carga horária e a forma de cumprimento ao disposto no referido artigo 150. Há três formaspossíveis de cumprimento ao disposto na lei:Realização do curso com presença em sala de aulaO condutor deve participar de curso oferecido pelo órgão executivo de trânsito dos Estados ou do Distrito Federal (Detran), oupor entidades por ele credenciadas, obrigando-se a frequentar de forma integral 15 horas de aula, sendo 10 horas relativas àdireção defensiva e 5 horas relativas a primeiros socorros. O fornecimento do certificado de participação com a frequência decomparecimento a 100% das aulas pode ser suficiente para o cumprimento da exigência legal.Realização de curso à distância – modalidade ensino à distância (EAD)Curso oferecido pelo órgão executivo de trânsito dos Estados ou do Distrito Federal (Detran) ou por entidades especializadas porele credenciadas, conforme regulamentação específica, homologada pelo Denatran, com os requisitos mínimos estabelecidos noanexo IV da resolução no168.Validação de estudo – forma autodidataO condutor poderá estudar só, por meio de material didático com os conteúdos de direção defensiva e de primeiros socorros.Os condutores que participem de curso à distância ou que estudem na forma autodidata devem se submeter a um exame a serrealizado pelo órgão executivo de trânsito dos Estados ou do Distrito Federal (Detran), com prova de 30 questões, sendo exigidoo aproveitamento de, no mínimo, 70% para aprovação.Os condutores que já tenham realizado cursos de direção defensiva e de primeiros socorros, em órgãos ou instituições oficialmentereconhecidas, podem aproveitar esses cursos, desde que apresentem a documentação comprobatória.Textos sobre Direção defensiva e Primeiros socorros no trânsito podem ser obtidos no site doDepartamento Nacional de Trânsito (Denatran): www.denatran.gov.br, item Material Educativo.!Renovação da Carteira Nacional de Habilitação3
  • 102. 12 Manual Básico de Segurança no TrânsitoSer “veloz”, “esperto”, “levar vantagem” ou “ter o automóvelcomo status”, são valores presentes em parte da sociedade.Mas são insustentáveis do ponto de vista das necessidades davida coletiva, da saúde e do direito de todos. É preciso mudar.Mudar comportamentos para uma vida coletiva com qualidadee respeito exige uma tomada de consciência das questões emjogo no convívio social, portanto, na convivência no trânsito. Éa escolha dos princípios e dos valores que irá levar a um trânsitomais humano, harmonioso, seguro e justo.“O bom condutor é aquele que dirige por si e pelos ou-tros”. Esta máxima, sempre verdadeira, ilustra bem o conceitodo condutor defensivo.Conduzir defensivamente é exatamente isso, planejar todas asações pessoais prevenindo-se contra o comportamento imprudentede outros condutores, adaptando-se ainda às condições adversas.A incapacidade do condutor em antecipar os problemas a seremenfrentados no trânsito e a intensidade das condições adversassão fatores determinantes nas causas de vários acidentes.Direção defensiva ou direção segura é a melhor maneira dedirigir e de se comportar no trânsito, porque ajuda a preservara vida, a saúde e o meio ambiente. Mas, o que é a direçãodefensiva? É a forma de dirigir que permite a Você reconhecerantecipadamente as situações de perigo e prever o que podeacontecer com Você, com seus acompanhantes, com o seuveículo e com os outros usuários da via.Para isso, Você precisa aprender os conceitos de direção de-fensiva e usar esse conhecimento com eficiência. Dirigir semprecom atenção, para poder prever o que fazer com antecedênciae tomar as decisões certas para evitar acidentes.A primeira coisa a aprender é que acidente não acontece poracaso, por obra do destino ou por azar. Na grande maioriados acidentes, o fator humano está presente, ou seja, cabe aoscondutores e aos pedestres uma boa dose de responsabilidade.Toda ocorrência trágica, quando previsível, é evitável. IntroduçãoEducando com valoresO trânsito é feito pelas pessoas. E, como nas outras atividadeshumanas, quatro princípios são importantes para o relaciona-mento e a convivência social no trânsito.O primeiro deles é a dignidade da pessoa humana, do qualderivam os Direitos Humanos e os valores e atitudes fundamentaispara o convívio social democrático, como o respeito mútuo e orepúdio às discriminações de qualquer espécie, atitude necessáriaà promoção da justiça.O segundo princípio é a igualdade de direitos. Todos têm apossibilidade de exercer a cidadania plenamente e, para isso, énecessário ter equidade, isto é, a necessidade de considerar asdiferenças das pessoas para garantir a igualdade que, por suavez, fundamenta a solidariedade.Um outro é o da participação, que fundamenta a mobilizaçãoda sociedade para organizar-se em torno dos problemas dotrânsito e de suas consequências.Finalmente, o princípio da corresponsabilidade pela vida social,que diz respeito à formação de atitudes e a aprender a valorizarcomportamentos necessários à segurança no trânsito, à efetiva-ção do direito de mobilidade em favor de todos os cidadãos e aexigir dos governantes ações de melhoria dos espaços públicos.Comportamentos expressam princípios e valores que a sociedadeconstrói e referenda e que cada pessoa tomapara si e leva para o trânsito. Os valores, porsua vez, expressam as contradições e conflitosentre os segmentos sociais e mesmo entre ospapéis que cada pessoa desempenha.Trânsitoseguroé um direitode todos!Direção Defensiva4
  • 103. 13Manual Básico de Segurança no TrânsitoOs riscos e os perigos a que estamos sujeitos no trânsito estão relacionados com:XX Os veículos;  O ambiente;XX Os condutores;  O comportamento das pessoas.XX As vias de trânsito;Vamos examinar separadamente os principais riscos e perigos.Riscos, perigos e acidentesEm tudo o que fazemos há uma dose de risco: seja no trabalho, quando consertamos alguma coisa em casa,brincando, dançando, praticando um esporte ou mesmo transitando pelas ruas da cidade.Quando uma situação de risco não é percebida, ou quando uma pessoa não consegue visualizar o perigo, aumentam as chancesde acontecer um acidente.Os acidentes de trânsito resultam em danos aos veículos e suas cargas e geram lesões em pessoas. Nem é preciso dizer que elessão sempre ruins para todos. Mas Você pode ajudar a evitá-los e colaborar para diminuir:XX O sofrimento de muitas pessoas, causado por mortes e ferimentos, inclusive com sequelas1físicas e/ou mentais, muitas vezesirreparáveis;XX Prejuízos financeiros, por perda de renda e afastamento do trabalho;XX Constrangimentos legais, por inquéritos policiais e processos judiciais, que podem exigir o pagamento de indenizações e atémesmo a prisão dos responsáveis.Custa caro para a sociedade brasileira pagar os prejuízos dos acidentes: são estimados em R$ 10 bilhões/ano, valor esse quepoderia ser aproveitado, por exemplo, na construção de milhares de casas populares para melhorar a vida de muitos brasileiros. Porisso, é fundamental a capacitação dos motoristas para o comportamento seguro no trânsito, atendendo à diretriz da “preservaçãoda vida, da saúde e do meio ambiente” da Política Nacional de Trânsito.Esta é uma excelente oportunidade que Você tem para ler com atenção este material didático e conhecer e aprender como evitarsituações de perigo no trânsito, diminuindo as possibilidades de acidentes. Estude-o bem. Aprender os conceitos de DireçãoDefensiva vai ser bom para Você, para seus familiares, para seus amigos e também para o País.Manutenção periódica e preventivaTodos os sistemas e componentes do seu veículo se desgastam com o uso. O desgaste de um componentepode prejudicar o funcionamento de outros e comprometer sua segurança. Isso pode ser evitado, observandoa vida útil e a durabilidade definida pelos fabricantes para os componentes, dentro de certas condições de uso.Para manter seu veículo em condições seguras, crie o hábito de fazer periodicamente a manutenção preventiva.Ela é fundamental para minimizar o risco de acidentes de trânsito. Respeite os prazos e as orientações domanual de instruções do veículo e, sempre que necessário, consulte profissionais habilitados. Uma manutençãofeita em dia evita quebras, custos com consertos e, principalmente, acidentes.Acidentenão acontecepor acaso,por obrado destinoou por azar!O hábito damanutençãopreventiva eperiódica geraeconomia eevita acidentesde trânsito!(1) Lesão que permanece depois de encerrada a evolução de uma doença ou traumatismo (Novo Aurélio, 1999) – NE.
  • 104. 14 Manual Básico de Segurança no TrânsitoPneusOs pneus têm três funções importantes: impulsionar, frear e manter a dirigibilidade do veículo. Confira sempre:XX Calibragem: siga as recomendações do fabricante do veículo, observando a situação de carga (vazio e carga máxima).Pneus murchos têm sua vida útil diminuída, prejudicam a estabilidade, aumentam o consumo de combustível e reduzem aaderência ao piso com água.XX Desgaste: o pneu deve ter sulcos de, no mínimo, 1,6 milímetro de profundidade. A função dos sulcos é permitir o escoamentoda água para garantir perfeita aderência ao piso e a segurança, em caso de piso molhado.XX Deformações na carcaça: veja se os pneus não têm bolhas ou cortes. Essas deformações podem causar um estouro ou umarápida perda de pressão.XX Dimensões irregulares: não use pneus de modelo ou dimensões diferentes das recomendadas pelo fabricante, para não reduzira estabilidade e desgastar outros componentes da suspensão.Você pode identificar outros problemas de pneus com facilidade. Vibrações do volante indicam possíveis problemas com o balan-ceamento das rodas. Veículo “puxando” para um dos lados indica um possível problema com a calibragem dos pneus ou com oalinhamento da direção. Tudo isso pode reduzir a estabilidade e a capacidade de frenagem do veículo.Sistema de iluminaçãoO sistema de iluminação de seu veículo é fundamental, tanto para Você ver bem seu trajeto como para ser vistopor todos os outros usuários da via e, assim, garantir a segurança no trânsito. Sem iluminação, ou com ilumina-ção deficiente, Você pode ser causa de colisão e de outros acidentes. Confira e evite as principais ocorrências:XX Faróis queimados, em mau estado de conservação ou desalinhados: reduzem a visibilidade panorâmicae Você não consegue ver tudo o que deveria;XX Lanternas de posição queimadas ou com defeito, à noite ou em ambientes escurecidos (chuva, penumbra): comprometem oreconhecimento do seu veículo pelos demais usuários da via;XX Luzes de freio queimadas ou em mau funcionamento (à noite ou de dia): Você freia e isso não é sinalizado aos outros moto-ristas. Eles vão ter menos tempo e distância para frear com segurança;XX Luzes indicadoras de direção (pisca-pisca) queimadas ou em mau funcionamento: impedem que os outros motoristas com-preendam sua manobra e isso pode causar acidentes.Verifique periodicamente o estado e o funcionamento das lanternas.FreiosO sistema de freios desgasta-se com o uso e tem sua eficiência reduzida. Freios gastos exigem maiores distâncias para frear comsegurança e podem causar acidentes.Os principais componentes do sistema de freios são: sistema hidráulico, fluido, discos e pastilhas ou lonas, dependendo do tipode veículo.Ver e servisto por todostorna o trânsitomais seguro!
  • 105. 15Manual Básico de Segurança no TrânsitoVeja as principais razões de perda de eficiência e como inspecionar:XX Nível de fluido baixo: é só observar o nível do reservatório;XX Vazamento de fluido: observe a existência de manchas no piso sob o veículo;XX Disco e pastilhas gastos: verifique com profissional habilitado;XX Lonas gastas: verifique com profissional habilitado.Ao dirigir, evite freadas bruscas e desnecessárias, que desgastam mais rapidamente os componentes dosistema de freios. É só dirigir com atenção, observando a sinalização, a legislação e as condições do trânsito.Uso correto dos retrovisoresQuanto mais Você vê o que acontece a sua volta enquanto dirige, maior a possibilidade de evitar situações de perigo.Se não conseguir eliminar esses “pontos cegos”, antes de iniciar uma manobra, movimente a cabeça para encontrar outros ângulosde visão pelos espelhos ou por meio da visão lateral. Fique atento também aos ruídos dos motores dos outros veículos e só façaa manobra se estiver seguro de que não irá causar acidentes.O constante aperfeiçoamentoO ato de dirigir apresenta riscos e pode gerar graves consequências, tanto físicas como financeiras. Por isso,dirigir exige aperfeiçoamento e atualização constantes, para a melhoria do desempenho e dos resultados.Você dirige um veículo que exige conhecimento e habilidade, passa por lugares diversos e complexos, nemsempre conhecidos, nos quais também circulam outros veículos, pessoas e animais. Por isso, Você tem muitaresponsabilidade sobre tudo o que faz ao volante.É muito importante para Você conhecer as regras de trânsito, a técnica de dirigir com segurança e sabercomo agir em situações de risco. Procure sempre revisar e aperfeiçoar seus conhecimentos sobre tudo isso.Dirigindo ciclomotores e motocicletasUm grande número de motociclistas precisa alterar urgentemente sua forma de dirigir. Mudar constantemente de faixa, ultrapassarpela direita, circular em velocidades incompatíveis com a segurança e sem guardar distância segura têm resultado num preocupanteaumento do número de acidentes, envolvendo motocicletas em todo o País. Esses acidentes podem ser evitados, simplesmente com umadireção mais segura. Se Você dirige uma motocicleta ou um ciclomotor, pense nisso e coloque em prática as seguintes orientações:Regras de segurança para condutores de motocicletas, motonetas e ciclomotoresXX É obrigatório o uso de capacete de segurança para o condutor e o passageiro, devidamenteafivelado e no tamanho adequado;XX É obrigatório o uso de viseiras ou óculos de proteção;XX É proibido transportar crianças menores de 7 anos;XX É obrigatório manter o farol aceso quando em circulação, de dia ou à noite;Para frearcom segurança,é precisoestar atento.Mantenhadistância segurae freios embom estado!Todas as nossasatividades exigemaperfeiçoamentoe atualização.Viver é um eternoaprendizado!Motocicletas são comoos demais veículos:devem respeitar os limitesde velocidade, manterdistância segura e ultrapassarapenas pela esquerda!
  • 106. 16 Manual Básico de Segurança no TrânsitoXX A velocidade deve ser compatível com as condições e circunstâncias do momento, respeitando os limites fixados pela regu-lamentação da via;XX Ao circular entre veículos, em situação de trânsito parado, ter atenção redobrada e manter velocidade reduzida;XX Condutor e passageiro devem vestir roupas claras;XX Solicite ao “garupa” que movimente o corpo da mesma maneira que você, condutor, para garantir a estabilidade nas curvas;XX Segure o guidom com as duas mãos.Regras de segurança para ciclomotoresO condutor de ciclomotor (veículo de duas ou três rodas, motorizado, até 50 centímetros cúbicos) deve dirigir pela direita da pista derolamento, preferencialmente no centro da faixa mais à direita ou no bordo direito da pista, sempre que não houver acostamento oufaixa própria a ele destinada. É proibida a circulação de ciclomotores nas vias de trânsito rápido e sobre as calçadas das vias urbanas.Condições adversasAs condições adversas que podem causar acidentes de trânsito são:LuzAs condições de iluminação são muito importantes na direção defensiva. A intensidade da luz natural ou artificial, em dado momento,pode afetar a capacidade do condutor de ver ou de ser visto. Pode haver luz demais, provocando ofuscamento, ou de menos, cau-sando penumbra. Ao perceber farol alto em sentido contrário, pisque rapidamente os faróis para advertir o condutor, que vem emsua direção, de sua luz alta. Caso a situação persista, volte a visão para o acostamento do lado direito ao cruzar com ele. Protejaseus olhos da incidência direta da luz solar. Para isso você poderá usar óculos escuros ou uma viseira de capacete especial quefiltre a luminosidade. Os problemas de luminosidade são mais comuns nas primeiras horas da manhã ou à tardinha. Se possível,evite trafegar nesses horários. E se tiver mesmo que pilotar, redobre sua atenção. Como sempre, os faróis devem estar acesos.TempoFrio, calor, vento, chuva, granizo e neblina. Todos esses fenômenos reduzem muito a capacidade visual do condutor,tornando difícil a visibilidade de outros veículos. Para o motociclista, a situação é muito pior. A menos que estejabem protegido, o piloto sentirá os pingos de chuva como agulhadas na pele. Além de dificultarem a capacidadede ver e de ser visto, as más condições de tempo tornam estradas escorregadias e podem causar derrapagens,sobretudo para quem vai em duas rodas. Em situações de mau tempo, é preciso adaptar-se à nova realidade,tomando cuidados básicos: reduza a velocidade e redobre a atenção. Se o tempo estiver mesmo ruim, deixe aestrada e espere as condições melhorarem.ViaProcure adaptar-se também às condições da via. Procure identificar bem o traçado das curvas, das elevações, a largura daspistas e o número delas, o estado do acostamento, a existência de árvores à margem da via, o tipo de pavimentação, a presençade barro ou lama, buracos e obstáculos, como quebra-molas, sonorizadores, etc. Evite surpresas. Mais uma vez a velocidade échave. Se sentir que a via não está em condições ideais, reduza a velocidade. Lembre-se: a sinalização traz os limites máximos develocidade, o que não significa que você não possa ir mais devagar.
  • 107. 17Manual Básico de Segurança no TrânsitoCoisas para se lembrar em relação ao estado das vias:Vias de ConcretoSobre o concreto, os pneus têm o atrito ideal. Porém, cuidado com os pontos de junção das placas de concretagem em estradasantigas. Podem estar desgastadas e apresentar perigo.Pavimentação AsfálticaAndar no asfalto é uma “maciota”. Mas quando a chuva vem, a pista logo fica coberta por uma capa de água que deixa tudomuito mais perigoso. Com o cair da noite a coisa vai piorando, à medida que a visibilidade em relação a obstáculos naturais dapista vai se reduzindo. Cuidado.Pedras Soltas e CascalhoPistas recém-cobertas com cascalho, ou que por falta de chuva não permitem que as pedras da superfíciese misturem à terra, representam um problema para o motociclista. O equilíbrio e o controle da motocicletase tornam bem mais difíceis. Uma boa dica aqui é não acelerar ou frear além da conta, nem entrar muitofechado nas curvas. Outra boa medida é manter-se ligeiramente fora do banco, apoiado nas pedaleiras.Em estradas de cascalho, isso lhe dará um pouco mais de equilíbrio.Chapas de FerroTodo motociclista conhece aquelas pranchas de metal comuns em trechos de pista sob reparos. Se estiverem molhadas viram um verda-deiro rinque de patinação. Previna-se. Identifique com a máxima antecedência a presença dessas chapas e reduza bem a velocidade.VeículoPara que você possa pilotar com conforto e segurança, seu veículo precisa estar em perfeitas condições de uso e adaptado àssuas necessidades. Preste atenção ao seguinte:XX Assegure-se de que seu capacete e seus óculos estejam limpos e com boas condições de visibilidade. Elimine todo e qualquerobstáculo ao seu campo visual;XX Adote uma posição adequada, que lhe permita alcançar sem esforço todos os pedais e comandos do guidom. Não se coloquenem muito próximo nem muito distante do guidom, nem demasiadamente inclinado para frente ou para trás.XX Ajuste os espelhos retrovisores. Você deve ter um bom campo de visão sem que para isso tenha que se inclinar para frenteou para trás.XX Use as roupas corretas e todo o equipamento de segurança. O passageiro que estiver sendo transportado deve fazer o mesmo.Lembre-se, esses detalhes salvam vidas.XX Confira o funcionamento básico dos itens obrigatórios de segurança. Se qualquer coisa estiver fora de especificação oufuncionando mal, solucione o problema antes de colocar seu veículo em movimento.XX Confira se o nível de combustível é compatível com o trecho que pretende cobrir. Ficar sem combustível no meio da rua, alémde muito frustrante, também pode oferecer perigo para todos os usuários da via.
  • 108. 18 Manual Básico de Segurança no TrânsitoXX Mantenha sua motocicleta, motoneta ou ciclomotor em bom estado de conservação. Pneus gastos, freios desregulados,lâmpadas queimadas, componentes com defeito, falta de buzina ou retrovisores, amortecedores e suspensão desgastadossão problemas que merecem atenção constante.TrânsitoO motociclista precisa estar avaliando constantemente a presença de outros usuários da via e a interação entre eles no trânsito,adaptando seu comportamento para evitar conflitos.Os períodos de pico geralmente oferecem os maiores problemas para o motociclista. No início da manhã, no fim da tarde edurante os intervalos tradicionais para almoço, o trânsito tende a ficar mais congestionado. Todo mundo está indo para o trabalhoou voltando para casa. Em períodos como Carnaval, Natal, férias escolares e feriados o congestionamento também é maior. Noscentros urbanos, os pontos de concentração de pedestres e carros estacionados também são problemáticos.Preste bastante atenção ao se aproximar de pontos de ônibus ou estações de metrô. Há sempre alguém com pressa, correndopara não perder a condução. Na correria, acabam atravessando a rua sem olhar.CondutorMuito importante também para a prevenção de acidentes é o fator motociclista. O condutor deve estar emplenas condições físicas, mentais e psicológicas para pilotar. Várias são as condições adversas que podemafetar o comportamento de um motociclista: fadiga, embriaguez, sonolência, déficits visuais ou auditivos,mal-estar físico generalizado. Pilotar cansado é sempre perigoso. Para evitar a fadiga, tome alguns cuidados:1. Sempre que possível, evite pilotar nas horas de pico. Saia um pouco mais cedo pela manhã. Evite as rotasde maior congestionamento, mesmo que precise andar um pouco mais.2. Adapte-se bem à temperatura. Use roupas leves no calor e agasalhe-se bem no frio. O calor ou o frio excessivo causa irritaçãoe estresse, além de afetar os reflexos. Use roupas que o façam sentir-se bem, sem abrir mão da segurança.3. Caso vá cobrir longas distâncias, faça intervalos com frequência, para “esticar as pernas” e ir ao toalete. Não se esqueça dese alimentar adequadamente também.4. Se sentir que o cansaço bateu mesmo, pare. Descanse ou durma um pouco.Abuso na Ingestão de Bebidas AlcoólicasExcessos no consumo de álcool ainda são o principal responsável por acidentes nas ruas e estradas denosso país. A dosagem alcoólica se distribui por todos os órgãos e fluidos do organismo, mas concentra-se de modo particular no cérebro. Cria excesso de autoconfiança, reduz o campo de visão e altera aaudição, a fala e o senso de equilíbrio. Com o álcool, a pessoa se torna presa de uma euforia que, naverdade, é reflexo da anestesia dos centros cerebrais controladores do comportamento.O fato é que bebida e direção simplesmente não combinam. O resultado dessa mistura é quase semprefatal. E o risco não é só de quem bebe. Os passageiros em um veículo guiado por um condutor embria-gado frequentemente também são vitimados.Seu estadoemocionaltambém é muitoimportante. Evitepilotar se sentirque está irritadoou ansioso.
  • 109. 19Manual Básico de Segurança no TrânsitoSe beber, não pilote sob nenhuma hipótese.Se for a uma festa onde sabe que irá beber, deixe o veículo em casa. Se preferir, deixe as chaves comum amigo que não vá beber, ou com o dono da casa, com a recomendação expressa de só lhe devolverdepois de se certificar de que você está absolutamente sóbrio. Não seja passageiro de ninguém quetenha bebido mesmo que só um pouco. Mesmo doses pequenas podem comprometer grandemente ahabilidade do motociclista. E a vítima pode ser você.Maneira de PilotarO comportamento do motociclista, seu modo de pilotar, também é determinante para a prevenção de acidentes. Quando estápilotando, deve dar atenção máxima à condução do veículo. Comportamentos inadequados devem ser evitados. Tenha sempreas duas mãos sobre o guidom. Evite surpresas.XX Não sobrecarregue seu veículo. Leve apenas um passageiro, não exagere na bagagem e não abuse da velocidade. O excessode volumes dificulta a mobilidade do condutor do veículo.XX Não se curve para apanhar objetos com o veículo em movimento.XX Não acenda cigarros enquanto estiver pilotando.XX Não se ocupe em espantar ou matar insetos enquanto estiver pilotando.XX Evite manobras bruscas com seu veículo.XX Não beba ou coma nada enquanto pilota.XX Não fale ao telefone enquanto pilota.O código de trânsito fornece muitas informações que o motociclista deve receber. Além do código, há livros e revistas especializados.Leia tudo o que puder. Informe-se. O motociclista precisa desenvolver ao máximo sua habilidade. Estamos falando da capacidadede manusear os controles do veículo e executar com perícia e sucesso quaisquer manobras básicas de trânsito. Precisa saber fazercurvas com segurança, ultrapassar, mudar de pista com prudência e estacionar corretamente. A habilidade do motociclista sedesenvolve por meio de aprendizado. A prática leva à perfeição. Algumas dicas úteis:Distância de SeguimentoUm dos principais cuidados para evitar colisões e acidentes consiste em manter a distância adequada em relação ao carro quesegue à frente. Esta distância, chamada de Distância de Seguimento (DS), pode ser calculada segundo uma fórmula bastantecomplicada que envolve a velocidade do veículo em função de seu comprimento.Mas ninguém quer sair por aí fazendo cálculos e contas matemáticas enquanto pilota. Por isso, bom mesmo é usaro bom senso. Mantenha um espaço razoável entre você e o veículo que vai à sua frente. À medida que a velocidadeaumenta, vá aumentando também a distância, pois precisará de mais espaço para frear caso surja algum imprevisto.Atente para a distância a que vem o veículo de trás. Se sentir que o motorista está muito próximo, mude de pista paradar-lhe passagem. Lembre-se: não aceite provocações. Muito cuidado com os veículos de transporte coletivo, escolarese veículos lentos, que podem parar inesperadamente. Quando estiver atrás de um desses veículos, aumente aindamais a distância que o separa dele. Evite também pilotar prensado entre dois veículos grandes. É muito perigoso.Concentraçãoe reflexos diminuemmuito com o uso deálcool e drogas.Acontece o mesmo seVocê não dormir oudormir mal!Evitecolisões,mantendodistânciasegura!
  • 110. 20 Manual Básico de Segurança no TrânsitoVeículos ParadosAtenção ao passar ao lado de veículos parados. De repente alguém pode abrir a porta, levando você ao chão. Olhe para o interiordos veículos e certifique-se de que estão desocupados.Acidentes: Como PrevenirO método que se segue se aplica a qualquer atividade do dia a dia que envolva risco de vida. Assim, pode ser aplicado à pilo-tagem de uma motocicleta.Sempre que for guiar um veículo, procure se preparar mentalmente para a tarefa com alguma antecedência. Antes de sair paraqualquer viagem ou passeio, examine bem seu veículo. Em seguida faça a si mesmo as seguintes perguntas:Piso molhadoreduz a aderênciados pneus.Velocidade reduzida epneus em bom estadoevitam acidentes!XX Em que estado se encontra o meu veículo?XX Como me sinto física e mentalmente?XX Estou em condições de pilotar?XX Estou cansado ou descansado, calmo ou emocionalmenteperturbado?XX Estou tomando algum medicamento que poderá afetar aminha habilidade de pilotar?XX Poderá ocorrer alguma condição adversa relativa à luz,tempo, via e trânsito?Considere bem as respostas a essas autoindagações e só então dê partida ao veículo, depois de colocar o capacete. Se sentir que nãoestá bem em relação a qualquer dessas respostas, tome a decisão de não colocar o veículo em movimento até resolver o problema.Evite Colisões por Trás“Colar” demais no veículo que vai à frente é causa constante de acidentes. Para minimizar os riscos dessetipo de acidentes, há algumas coisas que você pode fazer:1. Inspecione com frequência as luzes de freios para certificar-se de seu bom funcionamento e visibilidade.2. Preste atenção ao que acontece às suas costas. Use os espelhos retrovisores.3. Sinalize com antecedência quando for virar, parar ou trocar de pista.4. Reduza a velocidade gradualmente. Evite desacelerações repentinas.5. Mantenha-se dentro dos limites de velocidade. Trafegar demasiadamente devagar pode ser tão perigoso quanto andar muito depressa.Aquaplanagem ou HidroplanagemA falta de aderência do pneu com a pista faz com que ele derrape e o condutor perca o controle do veículo. Esse processo échamado de hidroplanagem ou aquaplanagem. Para motociclistas, a menos que haja muito cuidado, é tombo certo.Alta velocidade, pista molhada, pneus mal calibrados e em mau estado de conservação são os elementos comumente presentesem ocorrências de aquaplanagem. Para manter-se livre desses riscos, tome os seguintes cuidados:1. Em dias de chuva, reduza a velocidade.2. Rode com pneus novos ou em bom estado de conservação, com boa banda de rodagem.3. Calibre os pneus segundo as especificações do fabricante e do veículo. Verifique a calibragem pelo menos uma vez por semana.4. Identifique o tipo de pista e assuma velocidade compatível com as condições correntes.
  • 111. 21Manual Básico de Segurança no TrânsitoPedestresO comportamento do pedestre é imprevisível. Tenha muita cautela e dê sempre preferência aos pedes-tres. Problemas com o álcool não são exclusividade dos condutores. Pedestres também se embriagam egeralmente acabam atropelados. Quase todas as vítimas são pessoas que não sabem dirigir, não tendoportanto noção da distância de frenagem. Muitos são desatentos e confiam demais na ação do condutorpara evitar atropelamentos.O piloto defensivo deve dedicar atenção especial a pessoas idosas e deficientes físicos, que estão maissujeitos a atropelamentos. Igualmente, deve ter muito cuidado com crianças que brincam nas ruas, correndoentre carros estacionados, atrás de bolas ou animais de estimação. Geralmente atravessam a pista semolhar e estão sob alto risco de acidentes.Faixa de PedestresReduza sempre a velocidade ao se aproximar de uma faixa de pedestres. Se houver pessoas querendo cruzara pista, pare completamente o veículo. Só retome a marcha depois que os pedestres tiverem completado atravessia. Tome cuidado na desaceleração, para evitar colisões por trás. Advirta os outros condutores quantoà presença de pedestres.AnimaisTodos os anos, muitos condutores são vitimados em acidentes causados por animais. Esteja atento, portanto, ao trafegar porregiões rurais, de fazendas ou em campo aberto, principalmente à noite. A qualquer momento, e de onde menos se espera,pode surgir um animal. E chocar-se contra um animal, mesmo um animal de pequeno porte como um cachorro, geralmente temconsequências graves. Ainda mais de veículo de duas rodas. Tome cuidado também ao passar por entre postes ou mourões. Vádevagar e certifique-se de que não há arame farpado esticado entre as hastes. A consequência de se chocar, de veículo de duasrodas, contra um fio teso de arame é catastrófica. Ao perceber a presença de animais, reduza a velocidade e siga devagar atéque tenha ultrapassado o ponto em que se encontra. Isso evitará que o animal se sobressalte e, na tentativa de fugir, venha deencontro ao seu veículo.BicicletasA bicicleta é um veículo de passageiros como qualquer outro. A maioria dos ciclistas, porém, é feita de menores que não conhecemas regras de trânsito. Por isso, mesmo a chance de acidentes com ciclistas é grande. Além daqueles que se utilizam da bicicletaapenas como meio de transporte, há também os desportistas, os ciclistas amadores ou profissionais. Estes em geral fazem uso detodo o equipamento de segurança. Com frequência usam roupas coloridas que permitem sua fácil visualização. Mas, por outrolado, circulam em velocidades bem altas, sobretudo em descidas. Fique atento com os ciclistas. A bicicleta é um veículo silenciosoe muitas vezes o condutor de outro veículo não percebe sua aproximação. Se notar que o ciclista está desatento, dê uma levebuzinada antes de ultrapassá-lo. Mas cuidado: não carregue na buzina para não assustá-lo e provocar acidentes.Atravessar arua na faixaé um direitodo pedestre.Respeite-o!
  • 112. 22 Manual Básico de Segurança no TrânsitoOutras regras gerais e importantesAntes de colocar seu veículo em movimento, verifique as condições de funcionamento dos equipamentos de uso obrigatório, sistemade iluminação e buzina, além de observar se o combustível é suficiente para chegar ao local de destino. Tenha, a todo momento,domínio de seu veículo, dirigindo-o com atenção e com os cuidados indispensáveis à segurança do trânsito.Dê preferência de passagem aos veículos que se deslocam sobre trilhos, respeitadas as normas de circulação.Reduza a velocidade quando for ultrapassar um veículo de transporte coletivo (ônibus) que esteja parado efetuando embarqueou desembarque de passageiros.Aguarde uma oportunidade segura e permitida pela sinalização para fazer uma ultrapassagem, quando estiver dirigindo em viascom duplo sentido de direção e pista única, e também nos trechos em curvas e em aclives. Não ultrapasse veículos em pontes,viadutos e nas travessias de pedestres, exceto se houver sinalização que o permita.Numa rodovia, para fazer uma conversão à esquerda ou um retorno, aguarde uma oportunidade segura no acostamento. Nasrodovias sem acostamento, siga a sinalização indicativa de permissão.Não freie bruscamente seu veículo, exceto por razões de segurança.Não pare seu veículo nos cruzamentos, bloqueando a passagem de outros veículos. Nem mesmo se Você estiver na via preferenciale com o semáforo verde para Você.Aguarde, antes do cruzamento, o trânsito fluir e vagar um espaço no trecho de via à frente.Em locais onde o estacionamento é proibido, Você deve parar apenas durante o tempo suficiente para o embarque ou desembarquede passageiros. Isso, desde que a parada não venha a interromper o fluxo de veículos ou a locomoção de pedestres.O embarque e o desembarque devem ocorrer sempre do lado da calçada.Mantenha a atenção ao dirigir, mesmo em vias com tráfego denso e com baixa velocidade, observando atentamente o movimentode veículos, pedestres e ciclistas, tendo em conta a possibilidade da travessia de pedestres fora da faixa e a aproximação excessivade outros veículos, ações que podem acarretar acidentes.Essas situações ocorrem em horários preestabelecidos, conhecidos como “horários de pico”. São os horários de entrada e saída de traba-lhadores e acesso a escolas, sobretudo em polos geradores de tráfego, como “shopping centers”, supermercados, praças esportivas, etc.Mantenha uma distância segura do veículo à frente. Uma boa distância permite que Você tenha tempo de reagir e acionar osfreios diante de uma situação de emergência e haja tempo também para que o veículo, uma vez freado, pare antes de colidir.Respeito ao Meio Ambiente e Convívio SocialPoluição veicular e sonoraA poluição do ar nas cidades é hoje uma das mais graves ameaças à qualidade de vida. Os principais causadores da poluiçãodo ar são os veículos automotores. Os gases que saem do escapamento contêm monóxido de carbono, óxidos de nitrogênio,hidrocarbonetos, óxidos de enxofre e material particulado (fumaça preta). A quantidade desses gases depende do tipo e da quali-dade do combustível e do tipo e da regulagem do motor. Quanto melhor é a queima do combustível ou, melhor dizendo, quantomelhor regulado estiver seu veículo, menor será a poluição. A presença desses gases na atmosfera não é só um problema paracada uma das pessoas, é um problema para toda a coletividade do planeta.
  • 113. 23Manual Básico de Segurança no TrânsitoO monóxido de carbono não tem cheiro, nem gosto e é incolor, sendo difícil sua identificação pelas pessoas. Mas é extremamentetóxico e causa tonturas, vertigens, alterações no sistema nervoso central e pode ser fatal, em altas doses, em ambientes fechados.O dióxido de enxofre, presente na combustão do diesel, provoca coriza, catarro e danos irreversíveis aos pulmões e também podeser fatal, em doses altas.Os hidrocarbonetos, produtos da queima incompleta dos combustíveis (álcool, gasolina ou diesel), são responsáveis pelo aumentoda incidência de câncer no pulmão, provocam irritação nos olhos, no nariz, na pele e no aparelho respiratório.A fuligem, que é composta por partículas sólidas e líquidas, fica suspensa na atmosfera e pode atingir o pulmão das pessoase agravar quadros alérgicos de asma e bronquite, irritação de nariz e garganta e facilitar a propagação de infecções gripais.A poluição sonora provoca muitos efeitos negativos. Os principais são distúrbios do sono, estresse, perda da capacidade auditiva,surdez, dores de cabeça, distúrbios digestivos, perda de concentração, aumento do batimento cardíaco e alergias.Preservar o meio ambiente é uma necessidade de toda a sociedade, para a qual todos devem contribuir. Alguns procedimentoscontribuem para reduzir a poluição atmosférica e a poluição sonora. São eles:XX Regule e faça a manutenção periódica do motor;XX Calibre periodicamente os pneus;XX Não carregue excesso de peso;XX Troque de marcha na rotação correta do motor;XX Evite reduções constantes de marcha, acelerações bruscas e freadas excessivas;XX Desligue o motor numa parada prolongada;XX Não acelere quando o veículo estiver em ponto morto ou parado no trânsito;XX Mantenha o escapamento e o silencioso em boas condições;XX Faça a manutenção periódica do equipamento destinado a reduzir os poluentes — catalisador (nos veículos em que é previsto).Você e o meio ambienteA sujeira jogada na via pública ou nas margens das rodovias estimula a proliferação de insetos e de roedores, o que favorece atransmissão de doenças contagiosas. Outros materiais jogados no meio ambiente, como latas e garrafas plásticas, levam muitotempo para ser absorvidos pela natureza. Custa muito caro para a sociedade manter limpos os espaços públicos e recuperar anatureza afetada. Por isso:XX Não jogue lixo na via, nos terrenos baldios ou na vegetação à margem das rodovias;XX Entulhos devem ser transportados para locais próprios. Não jogue entulho nas vias e suas margens;XX Faça a manutenção, conservação e limpeza do veículo em local próprio. Não derrame óleo ou descarte materiais na via enos espaços públicos;XX Ao observar situações que agridem a natureza, sujam os espaços públicos ou que também podem causar riscos para o trânsito,solicite ou colabore com sua remoção e limpeza;XX O espaço público é de todos, faça sua parte mantendo-o limpo e conservado.Preservar omeio ambienteé um deverde toda asociedade!
  • 114. 24 Manual Básico de Segurança no TrânsitoVocê e a relação com o outroNa introdução deste capítulo, falamos sobre o relacionamento das pessoas no trânsito. Para melhorar o convívioe a qualidade de vida, existem alguns princípios que devem ser a base das nossas relações no trânsito, a saber:Dignidade da pessoa humanaPrincípio universal do qual derivam os Direitos Humanos e os valores e atitudes fundamentais para o convíviosocial democrático.Igualdade de direitosÉ a possibilidade de exercer a cidadania plenamente por meio da equidade, isto é, a necessidade de considerar as diferenças daspessoas para garantir a igualdade, fundamentando a solidariedade.ParticipaçãoÉ o princípio que fundamenta a mobilização das pessoas para se organizarem em torno dos problemas do trânsito e suas con-sequências para a sociedade.Corresponsabilidade pela vida socialValorizar comportamentos necessários à segurança no trânsito e à efetivação do direito de mobilidade a todos os cidadãos. Tantoo Governo quanto a população têm sua parcela de contribuição para um trânsito melhor e mais seguro. Faça sua parte.O respeitoà pessoae a convivênciasolidária tornamo trânsitomais seguro!Este texto está disponível no site www.denatran.gov.br, item Material Educativo.!1. Use todos os equipamentos de segurança: capacete, luvas, roupas de couro, botas, tirasreflexivas, etc. Proteja-se.2. Ande sempre com os faróis ligados. Se possível, use alguma peça de roupa mais clara, de modoa permitir melhor visualização do conjunto. Use adesivos refletivos no capacete.3. Mantenha-se à direita, sobretudo em pistas rápidas. Facilite as ultrapassagens.4. Evite os pontos cegos. Mantenha-se visível em relação aos outros veículos.5. Não abuse da confiança. Pilote conservadoramente.6. Evite pilotar sob chuva ou condições de pista escorregadia.7. Cuidado com os pedestres, sobretudo quando o trânsito estiver parado. Muitos deles atravessam fora da faixa.8.Evite a proximidade de veículos pesados.9. Tome cuidado com as linhas de pipa, pois podem estar com “cerol”. As linhas com cerol possuem uma enorme capaci-dade cortante e é a causa de muitos acidentes graves que podem levar à morte ou deixar sequelas terríveis em suas vítimas.JAMAIS DISCUTA NO TRÂNSITO OU ACEITE PROVOCAÇÕES.DicasdeSegurançasobre2Rodas
  • 115. 25Manual Básico de Segurança no Trânsito IntroduçãoEducando com valoresO trânsito é feito pelas pessoas. E, como nas outras atividades humanas, quatro princípios são importantes para o relacionamentoe a convivência social no trânsito.O primeiro deles é a dignidade da pessoa humana, do qual derivam os Direitos Humanos e os valores e atitudes fundamentais para oconvívio social democrático, como o respeito mútuo e o repúdio às discriminações de qualquer espécie, atitude necessária à promoçãoda justiça. O segundo princípio é a igualdade de direitos. Todos têm a possibilidade de exercer a cidadania plenamente e, para isso,é necessário ter equidade, isto é, a necessidade de considerar as diferenças das pessoas para garantir a igualdade que, por sua vez,fundamenta a solidariedade. Um outro é o da participação, que fundamenta a mobilização da sociedade para organizar-se em tornodos problemas do trânsito e de suas consequências. Finalmente, o princípio da corresponsabilidade pela vida social, que diz respeito àformação de atitudes e a aprender a valorizar comportamentos necessários à segurança no trânsito, à efetivação do direito de mobili-dade em favor de todos os cidadãos e a exigir dos governantes ações de melhoria dos espaços públicos. Comportamentos expressamprincípios e valores que a sociedade constrói e referenda e que cada pessoa toma para si e leva para o trânsito. Os valores, por sua vez,expressam as contradições e conflitos entre os segmentos sociais e mesmo entre os papéis que cada pessoa desempenha. Ser “veloz”,“esperto”, “levar vantagem” ou “ter o automóvel como status” são valores presentes em parte da sociedade. Mas são insustentáveisdo ponto de vista das necessidades da vida coletiva, da saúde e do direito de todos. É preciso mudar. Mudar comportamentos parauma vida coletiva com qualidade e respeito exige uma tomada de consciência das questões em jogo no convívio social, portanto, naconvivência no trânsito. É a escolha dos princípios e dos valores que irá levar a um trânsito mais humano, harmonioso, seguro e justo.Riscos, perigos e acidentesEm tudo o que fazemos há uma dose de risco: seja no trabalho, quando consertamos alguma coisa em casa, brincando, dançando,praticando um esporte ou mesmo transitando pelas ruas da cidade. Quando uma situação de risco não é percebida, ou quandouma pessoa não consegue visualizar o perigo, aumentam as chances de acontecer um acidente.Os acidentes de trânsito resultam em danos aos veículos e suas cargas e geram lesões em pessoas. Nem é preciso dizer que elessão sempre ruins para todos. Mas Você pode ajudar a evitá-los e colaborar para diminuir:XX O sofrimento de muitas pessoas, causado por mortes e ferimentos, inclusive com sequelas1físicas e/ou mentais, muitas vezes irreparáveis;XX Prejuízos financeiros, por perda de renda e afastamento do trabalho;XX Constrangimentos legais, por inquéritos policiais e processos judiciais, que podem exigir o pagamento de indenizações e aindaa prisão dos responsáveis.Custa caro para a sociedade brasileira pagar os prejuízos dos acidentes: são estimados em R$ 10 bilhões/ano, valor esse quepoderia ser aproveitado, por exemplo, na construção de milhares de casas populares para melhorar a vida de muitos brasileiros.Noções de Primeiros Socorros no Trânsito(1) Lesão que permanece depois de encerrada a evolução de uma doença ou traumatismo (Novo Aurélio, 1999) – NE.5
  • 116. 26 Manual Básico de Segurança no TrânsitoPor isso, é fundamental a capacitação dos motoristas para o comportamento seguro no trânsito, atendendo à diretriz da “preser-vação da vida, da saúde e do meio ambiente” da Política Nacional de Trânsito.Acidentes de trânsito podem acontecer com todos. Mas poucos sabem como agir na hora que eles acontecem.Por isso, para a renovação da Carteira Nacional de Habilitação, todos os motoristas terão que saber os procedimentos básicosno caso de um acidente de trânsito.Assim, este capítulo traz informações básicas que Você deve conhecer para atuar com segurança caso ocorra um acidente. Para isso, ele foiescrito de forma simples e direta, e dispõe de um espaço para Você anotar informações que podem ser úteis por ocasião de um acidente.Mas, atenção: não é objetivo deste capítulo ensinar primeiros socorros que necessitem de treinamento.Medidas de socorro, como respiração boca a boca, massagens cardíacas, imobilizações, entre outros procedimentos, exigem treina-mento específico, dado por entidades credenciadas. Caso esses aprendizados sejam de seu interesse, procure uma dessas entidades.Importância das Noções de Primeiros SocorrosSe existem os Serviços Profissionais de Socorro, como SAMU e Resgate, por que é importante saber fazer algopela vítima de um acidente de trânsito?Dirigir faz parte da sua vida. Mas cada vez que Você entra num veículo surgem riscos de acidentes, riscos a sua vida e a de outraspessoas. São muitos os acidentes de trânsito que acontecem todos os dias, deixando milhares de vítimas, pessoas feridas, às vezescom lesões irreversíveis e muitas mortes.Cada vez se investe mais na prevenção e no atendimento às vítimas. Mas, por mais que se aparelhem hospitais e pronto-socorros,ou se criem os Serviços de Resgate e SAMUs (Serviços de Atendimento Móvel de Urgência), sempre vai haver um tempo até achegada do atendimento profissional. E, nesses minutos, muita coisa pode acontecer. Nesse tempo, as únicas pessoas presentessão as que foram envolvidas no acidente e as que passam pelo local. Nessa hora duas coisas são importantes nessas pessoas:1. O espírito de solidariedade;2. Informações básicas sobre o que fazer e o que não fazer nas situações de acidente.São conceitos e técnicas fáceis de aprender que, unidos à vontade e à decisão de ajudar, podem impedir que um acidente tenhamaiores consequências, aumentando bastante as chances de uma melhor recuperação das vítimas.O que são Primeiros Socorros?Primeiros Socorros são as primeiras providências tomadas no local do acidente. É o atendimento inicial e temporário, até a chegadade um socorro profissional. Quais são essas providências?XX Uma rápida avaliação da vítima;XX Aliviar as condições que ameacem a vida ou que possam agravar o quadro da vítima, com a utilização de técnicas simples;XX Acionar corretamente um serviço de emergência local.Simples, não é? As técnicas de Primeiros Socorros têm sido divulgadas para toda a sociedade, em todas as partes do mundo. Eagora uma parte delas está disponível para Você, neste capítulo. Leve as técnicas a sério, elas podem salvar vidas. E não há nadano mundo que valha mais que isso.
  • 117. 27Manual Básico de Segurança no TrânsitoA Sequência das Ações de SocorroO que devo fazer primeiro? E depois?É claro que cada acidente é diferente do outro. E, por isso, só se pode falar na melhor forma de socorro quando se sabe quaissão as suas características. Um veículo que está se incendiando, um local perigoso (uma curva, por exemplo), vítimas presas nasferragens, a presença de cargas tóxicas, etc., tudo isso interfere na forma do socorro.Suas ações também vão ser diferentes caso haja outras pessoas iniciando os socorros, ou mesmo se Você estiver ferido.Mas a sequência das ações a serem realizadas vai sempre ser a mesma:1. Manter a calma; 4. Controlar a situação;2. Garantir a segurança; 5. Verificar a situação das vítimas;3. Pedir socorro; 6. Realizar algumas ações com as vítimas.Cada uma dessas ações é detalhada nos próximos itens. O importante agora é fixá-las, ter sempre em mente a sequência delas.E também saber que uma ação pode ser iniciada sem que a anterior tenha sido terminada. Você pode, por exemplo, começar agarantir a segurança sinalizando o local, parar para pedir socorro e voltar depois para completar a segurança do local.Com calma e bom senso, os primeiros socorros podem evitar que as consequências do acidente sejam ampliadas.Como Manter a Calma e Controlar a Situação? Como Pedir Socorro?Vamos manter a calma?Você já viu que manter a calma é a primeira atitude a tomar no caso de um acidente.Só que cada pessoa reage de forma diferente, e é claro que é muito difícil ter atitudes racionais e coerentes nessa situação: osusto, as perdas materiais, a raiva pelo ocorrido, o pânico no caso de vítimas, etc. Tudo colabora para que as nossas reaçõessejam intempestivas, mal-pensadas. Mas tenha cuidado, pois ações desesperadas normalmente acabam agravando a situação.Por isso, é fundamental que, antes de agir, Você recobre rapidamente a lucidez, reorganize os pensamentos e se mantenha calmo.Mas, como é que se faz para ficar calmo após um acidente?Num intervalo de segundos a poucos minutos, é fundamental que Você siga o seguinte roteiro:1. Pare e pense! Não faça nada por instinto ou por impulso; 4. Avalie a gravidade geral do acidente;2. Respire profundamente, algumas vezes; 5. Conforte os ocupantes do seu veículo;3. Veja se Você sofreu ferimentos; 6. Mantenha a calma. Você precisa dela para controlar a situação e agir.E como controlar a situação?Alguém já tomou a iniciativa e está à frente das ações? Ótimo! Ofereça-se para ajudar, solidariedade nunca é demais.Se ninguém ainda tomou a frente, verifique se entre as pessoas presentes há algum médico, bombeiro, policial ou outro profissionalacostumado a lidar com esse tipo de emergência. Se não houver ninguém mais capacitado, assuma o controle e comece as ações.Com calma, Você vai identificar o que é preciso fazer primeiro, mas tenha sempre em sua mente que:XX A ação inicial define todo o desenvolvimento do atendimento; XX Você precisa identificar os riscos para definir as ações.
  • 118. 28 Manual Básico de Segurança no TrânsitoNem toda pessoa está preparada para assumir a liderança após um acidente. Esse pode ser o seu caso, mas numa emergênciaVocê poderá ter que tomar a frente. Siga as recomendações adiante, para que todos trabalhem de forma organizada e eficiente,diminuindo o impacto do acidente:XX Mostre decisão e firmeza nas suas ações;XX Peça ajuda aos outros envolvidos no acidente e aos queestiverem próximos;XX Distribua tarefas às pessoas ou forme equipes para executaras tarefas;XX Não perca tempo discutindo;XX Passe as tarefas mais simples, nos locais mais afastados doacidente, às pessoas que estejam mais desequilibradas oucontestadoras;XX Trabalhe muito, não fique só dando ordens;XX Motive todos, elogiando e agradecendo cada ação rea-lizada.Como acionar o Socorro?Quanto mais cedo chegar um socorro profissional, melhor para as vítimas de um acidente. Solicite um, o mais rápido possível.Hoje, em grande parte do Brasil, podemos contar com serviços de atendimento a emergências.O chamado Resgate, ligado aos Corpos de Bombeiros, os SAMUs, os atendimentos das próprias rodovias ou outros tipos de socorrorecebem chamados por telefone, fazem uma triagem prévia e enviam equipes treinadas em ambulâncias equipadas. No própriolocal, após uma primeira avaliação, os feridos são atendidos emergencialmente para, em seguida, serem transferidos a hospitais.São serviços gratuitos, que têm, em muitos casos, números de telefone padronizados em todo o Brasil. Use o seu celular, o deoutra pessoa, os telefones dos acostamentos das rodovias, os telefones públicos ou peça para alguém que esteja passando pelolocal que vá a um telefone ou a um posto rodoviário acionar rapidamente o socorro.A seguir estão listados os telefones de emergência mais comuns.SERVIÇOS ETELEFONESQUANDO ACIONARResgate doCorpo deBombeiros193Vítimas presas nas ferragens.Qualquer perigo identificado como fogo, fumaça, faíscas, vazamento de substâncias, gases, líquidos,combustíveis ou ainda locais instáveis como ribanceiras, muros caídos, valas, etc. Em algumas regiões doPaís, o Resgate-193 é utilizado para todo tipo de emergência relacionado à saúde. Em outras, é utilizadoprioritariamente para qualquer emergência em via pública. O Resgate pode acionar outros serviços quandoexistirem e se houver necessidade. Procure saber se existe e como funciona o Resgate em sua região.SAMU – Serviçode AtendimentoMóvel de Urgência192Qualquer tipo de acidente.Mal súbito em via pública ou rodovia. O SAMU foi idealizado para atender a qualquer tipo de emergênciarelacionado à saúde, incluindo acidentes de trânsito. Pode ser acionado também para socorrer pessoasque passam mal dentro dos veículos. O SAMU pode acionar o serviço de Resgate ou outros, se houvernecessidade. Procure saber se existe e como funciona o SAMU em sua região.
  • 119. 29Manual Básico de Segurança no TrânsitoRodovias Sempre que ocorrer qualquer emergência nas rodovias.Polícia RodoviáriaFederal ouEstadualTodas as rodovias devem divulgar o número do telefone a ser chamado em caso de emergência. Pode serda Polícia Rodoviária Federal, Estadual, do serviço de uma concessionária ou do serviço público próprio.Esses serviços não possuem um número único de telefone, mudam de uma rodovia a outra.Serviço deAtendimento aoUsuário – SAUMuitas rodovias dispõem de telefones de emergência nos acostamentos, geralmente (mas nem sempre)dispostos a cada quilômetro. Nesses telefones é só retirar o fone do gancho, aguardar o atendimento eprestar as informações solicitadas pelo atendente.ServiçosRodoviáriosFederais ouEstaduaisO Serviço de Atendimento ao Usuário-SAU é obrigatório nas rodovias administradas por concessionárias.Executa procedimentos de resgate, lida com riscos potenciais e realiza atendimento às vítimas. Seus telefonesgeralmente iniciam com 0800. Mantenha sempre atualizado o número dos telefones das rodovias que Vocêutiliza. Anote o número da emergência logo que entrar na estrada. Regrinha eficiente para quem utilizacelular é deixar registrado no aparelho, pronto para ser usado, o número da emergência.Serviços dosmunicípiosmais próximosNão confie na memória.Procure saber como acionar o atendimento nas rodovias que Você utiliza.Outros recursosexistentes nacomunidadeAlgumas localidades ou regiões possuem serviços distintos dos citados acima. Muitas vezes não têm res-ponsabilidade de dar atendimento, mas o fazem. Podem ser ambulâncias de hospitais, de serviços privados,de empresas, de grupos particulares ou ainda voluntários que, acionados por telefones específicos, podemser os únicos recursos disponíveis.Se Você circula habitualmente por áreas que não contam com nenhum serviço de socorro, procure saberou pensar antecipadamente como conseguir auxílio caso venha a sofrer um acidente.Além desses números listados anteriormente, Você tem um espaço, na última página deste capítulo, para anotar todos os telefonesque podem ser importantes para Você numa emergência. Anote já, nunca se sabe quando eles vão ser necessários.Você pode melhorar o Socorro, pelo telefoneMesmo com toda a urgência de atender ao acidente, os atendentes do chamado de socorro vão fazer algumas perguntas a Você.São perguntas para orientar a equipe, informações que vão ajudar a prestar o socorro mais adequado e eficiente. À medida dopossível, ao chamar o socorro, tenha respostas para as seguintes perguntas:XX Tipo do acidente (carro, motocicleta, colisão,atropelamento, etc.);XX Gravidade aparente do acidente;XX Nome da rua e número próximo;XX Número aproximado de vítimas envolvidas;XX Pessoas presas nas ferragens;XX Vazamento de combustível ou produtos químicos;XX Ônibus ou caminhões envolvidos.
  • 120. 30 Manual Básico de Segurança no TrânsitoA Sinalização do Local e a SegurançaComo sinalizar? Como garantir a segurança de todos?Você já leu que as diversas ações num acidente de trânsito podem ser feitas por mais de uma pessoa, ao mesmo tempo. Enquantouma pessoa telefona, outra sinaliza o local e assim por diante. Assim, ganha-se tempo para o atendimento, fazer a sinalização egarantir a segurança no local.A importância de sinalizar o localOs acidentes acontecem nas ruas e estradas, impedindo ou dificultando a passagem normal dos outros veículos. Por isso, estejacerto de que situações de perigo vão ocorrer (novos acidentes ou atropelamentos), se Você demorar muito ou não sinalizar o localde forma adequada. Algumas regras são fundamentais para Você fazer a sinalização do acidente: Inicie a sinalização em um ponto em que os motoristas ainda não possam ver o acidenteNão adianta ver o acidente quando já não há tempo suficiente para parar ou diminuir a velocidade. No caso de vias de fluxorápido, com veículos ou obstáculos na pista, é preciso alertar os motoristas antes que eles percebam o acidente. Assim, vai dartempo para reduzir a velocidade, concentrar a atenção e desviar. Então, não se esqueça de que a sinalização deve começarantes do local do acidente ser visível. Nem é preciso dizer que a sinalização deve ser feita antes da visualização nos dois sentidos(ida e volta), nos casos em que o acidente interferir no tráfego das duas mãos de direção. Demarque todo o desvio do tráfego até o acidenteNão é só a sinalização que deve se iniciar bem antes do acidente. É necessário que todo o trecho, do início da sinalização atéo acidente, seja demarcado, indicando quando houver desvio de direção. Se isso não puder ser feito de forma completa, faça omelhor que puder, aguardando as equipes de socorro, que deverão completar a sinalização e os desvios. Mantenha o tráfego fluindoOutro objetivo importante na sinalização é manter a fluidez do tráfego, isto é, apesar do afunilamento provocado pelo acidente,deve sempre ser mantida uma via segura para os veículos passarem.Faça isso por duas razões: se ocorrer uma parada no tráfego, o congestionamento, ao surgir repentinamente, pode provocar novascolisões. Além disso, não se esqueça que, com o trânsito parado, as viaturas de socorro vão demorar mais a chegar.Para manter o tráfego fluindo, tome as seguintes providências:XX Mantenha, dentro do possível, as vias livres para o tráfego fluir;XX Coloque pessoas ao longo do trecho sinalizado para cuidarem da fluidez;XX Não permita que curiosos parem na via destinada ao tráfego. Sinalize no local do acidenteAo passarem pelo acidente, todos ficam curiosos e querem ver o que ocorreu, diminuindo a marcha ou até parando. Para evitarisso, alguém deve ficar sinalizando no local do acidente, para manter o tráfego fluindo e garantir a segurança.
  • 121. 31Manual Básico de Segurança no TrânsitoQue materiais podem ser utilizados na sinalização?Existem muitos materiais fabricados especialmente para sinalização, mas, na hora do acidente, Você provavelmente terá apenas otriângulo de segurança à mão, já que ele é um dos itens obrigatórios de todos os veículos. Use o seu triângulo e os dos motoristasque estiverem no local. Não se preocupe, pois com a chegada das viaturas de socorro os triângulos poderão ser substituídos porequipamentos mais adequados e devolvidos a seus donos.Outros itens que forem encontrados nas imediações também podem ser usados, como galhos de árvore, cavaletes de obra, latas,pedaços de madeira, pedaços de tecido, plásticos, etc.À noite ou sob neblina, a sinalização deve ser feita com materiais luminosos. Lanternas, pisca-alerta e faróis dos veículos devemsempre ser utilizados.O importante é lembrar que tudo o que for usado para sinalização deve ser de fácil visualização e não pode oferecer risco,transformando-se em verdadeira armadilha para os passantes e outros motoristas.O emprego de pessoas sinalizando é bastante eficiente, porém é sempre arriscado. Ao se colocar pessoas na sinalização, énecessário tomar alguns cuidados:XX Suas roupas devem ser coloridas e contrastar com o terreno;XX As pessoas devem ficar na lateral da pista, sempre de frente para o fluxo dos veículos;XX Devem ficar o tempo todo agitando um pano colorido para alertar os motoristas;XX Prestar muita atenção e estar sempre preparadas para o caso de surgir algum veículo desgovernado;XX As pessoas nunca devem ficar logo depois de uma curva ou em outro local perigoso. Elas têm que ser vistas, de longe, pelosmotoristas.Onde deve ficar o início da sinalização?Como Você já viu, a sinalização deve ser iniciada para ser visível aos motoristas de outros veículos antes que eles vejam o acidente.Não adianta falar em metros, é melhor falar em passos, que podem ser medidos em qualquer situação. Cada passo bem longo(ou largo) de um adulto corresponde a aproximadamente um metro.As distâncias para o início da sinalização são calculadas com base no espaço necessário para o veículo parar após iniciar afrenagem, mais o tempo de reação do motorista. Assim, quanto maior a velocidade, maior deve ser a distância para iniciar asinalização. Na prática, a recomendação é seguir a tabela abaixo, onde o número de passos longos corresponde à velocidademáxima permitida no local.
  • 122. 32 Manual Básico de Segurança no TrânsitoDistância do acidente para início da sinalizaçãoViaVelocidade máximapermitidaDistância para início da sinalização(pista seca)Distância para início da sinalização(sob chuva, neblina, fumaça, à noite)Vias locais 40 km/h 40 passos longos 80 passos longosAvenidas 60 km/h 60 passos longos 120 passos longosVias de fluxo rápido 80 km/h 80 passos longos 160 passos longosRodovias 100 km/h 100 passos longos 200 passos longosNão se esqueça que os passos devem ser longos e dados por um adulto. Se não puder, peça a outra pessoa para medir a distância.Como se vê na tabela acima, existem casos nas quais as distâncias devem ser dobradas, como à noite, sob chuva, neblina, fumaça.À noite, além de aumentar a distância, a sinalização deve ser feita com materiais luminosos.Há ainda outros casos que comprometem a visibilidade do acidente, como curvas e lombadas. Veja como proceder nesses casos: Curvas e lombadasQuando Você estiver contando os passos e encontrar uma curva, pare a contagem. Caminhe até o final da curva e então reco-mece a contar a partir do zero. Faça a mesma coisa quando o acidente ocorrer no topo de uma elevação, sem visibilidade paraos veículos que estão subindo.Como identificar riscos para garantir mais segurança?O maior objetivo deste capítulo é dar orientações para que, numa situação de acidente, Você possa tomar providências que:1. Evitem agravamento do acidente, tais como novas colisões, atropelamentos ou incêndios;2. Garantam que as vítimas não terão suas lesões agravadas por uma demora no socorro ou uma remoção mal feita.Sempre, além das providências já vistas (como acionar o Socorro, sinalizar o acidente e assumir o controle da situação), Você devetambém observar os itens complementares de segurança, tendo em mente as seguintes questões:XX Eu estou seguro?XX Minha família e os passageiros de meu veículo estão seguros?XX As vítimas estão seguras?XX Outras pessoas podem se ferir?XX O acidente pode tomar maiores proporções?Para isso, é preciso evitar os riscos que surgem em cada acidente, agindo rapidamente para evitá-los.
  • 123. 33Manual Básico de Segurança no TrânsitoQuais são os riscos mais comuns e quais são os cuidados iniciais?É só acontecer um acidente que podem ocorrer várias situações de risco. As principais são:XX Novas colisões;XX Atropelamentos;XX Incêndio;XX Explosão;XX Cabos de eletricidade;XX Óleo e obstáculos na pista;XX Vazamento de produtos perigosos;XX Doenças infectocontagiosas.1. Novas colisõesVocê já viu como sinalizar adequadamente o local do acidente. Seguindo as instruções, fica bem reduzida a possibilidade de novascolisões. Porém, imprevistos acontecem. Por isso, nunca é demais usar simultaneamente mais de um procedimento, aumentandoainda mais a segurança.2. AtropelamentosAdote as mesmas providências empregadas para evitar novas colisões. Mantenha o fluxo de veículos na pista livre. Oriente paraque curiosos não parem na área de fluxo e que pedestres não fiquem caminhando na via.Isole o local do acidente e evite a presença de curiosos. Faça isso, sempre solicitando auxílio e distribuindo tarefas entre as pessoasque querem ajudar, mesmo que precisem ser orientadas para isso.3. IncêndioSempre existe o risco de incêndio. E ele aumenta bastante quando ocorre vazamento de combustível. Nesses casos é importanteadotar os seguintes procedimentos:XX Afaste os curiosos;XX Se for fácil e seguro, desligue o motor do veículo acidentado;XX Oriente para que não fumem no local;XX Pegue o extintor de seu veículo e deixe-o pronto para uso, a uma distância segura do local de risco;XX Se houver risco elevado de incêndio, principalmente com vítimas presas nas ferragens, peça aos outros motoristas que deixemseus extintores prontos para uso, a uma distância segura do local de risco, até a chegada do socorro.Há dois tipos de extintor para uso em veículo: o BC, destinado a apagar fogo em combustível e em sistemas elétricos, e o ABC, quetambém apaga o fogo em componentes de tapeçaria, painéis, bancos e carroçaria. O extintor BC deverá ser substituído pelo ABC,a partir de 2005, assim que expirar a validade do cilindro (Resolução no157, Contran*). Verifique o tipo do extintor e a validadedo cilindro. Saiba sempre onde ele está em seu veículo. Normalmente, seu lugar é próximo ao motorista para facilitar a utilização.Dependendo do veículo, ele pode estar fixado no banco, sob as pernas do motorista, na lateral, próximo aos pedais, na lateral dobanco ou sob o painel do lado do passageiro. Localize o extintor e assinale sua posição no espaço reservado no final destecapítulo. Verifique também como é que se faz para tirá-lo; não deixe para ver isso numa emergência. O extintor nunca deve serguardado no porta-malas ou em outro lugar de difícil acesso. Mantenha sempre seu extintor carregado e com a pressão adequada.
  • 124. 34 Manual Básico de Segurança no TrânsitoTroque a carga ou substitua conforme a regulamentação de trânsito e também sempre que o ponteiro do medidor de pressãoestiver na área vermelha. Para usar seu extintor, siga as seguintes instruções:XX Mantenha o extintor em pé, na posição vertical;XX Quebre o lacre e acione o gatilho;XX Dirija o jato para a base das chamas, e não para o meiodo fogo;XX Faça movimentos em forma de leque, cobrindo toda a áreaem chamas;XX Não jogue o conteúdo aos poucos. Para um melhor resulta-do, empregue grandes quantidades de produto, se possívelcom o uso de vários extintores ao mesmo tempo.4. ExplosãoSe o acidente envolver algum caminhão de combustível, gás ou outro material inflamável, que esteja vazando ou já em chamas,a via deve ser totalmente interditada, conforme as distâncias recomendadas, e todo o local evacuado.5. Cabos de eletricidadeNas colisões com postes, é muito comum que cabos elétricos se rompam e fiquem energizados, na pista ou mesmo sobre osveículos. Alguns desses cabos são de alta voltagem, e podem causar mortes. Jamais tenha contato com esses cabos, mesmoque ache que eles não estão energizados.No interior dos veículos as pessoas estão seguras, desde que os pneus estejam intactos e não haja nenhum contato com o chão. Seo cabo estiver sobre o veículo, as pessoas podem ser eletrocutadas ao tocar o solo. Isso já não ocorre se permanecerem no interiordo veículo, que está isolado pelos pneus. Outro risco é do cabo chicotear próximo a um vazamento de combustível, pois a faíscaproduzida pode causar um incêndio. Mesmo não havendo esses riscos, não mexa nos cabos, apenas isole o local e afaste os curiosos.Caso exista qualquer dos riscos citados ou alguém eletrocutado, use um cano longo de plástico ou uma madeira seca e, num movi-mento brusco, afaste o cabo. Não faça isso com bambu, metal ou madeira molhada. E nunca imagine que o cabo já está desligado.6. Óleo e obstáculos na pistaOs fragmentos dos veículos acidentados devem ser removidos da pista onde haja trânsito de veículos. Se possível, jogue terra ouareia sobre o óleo derramado. Normalmente isso é feito depois, pelas equipes de socorro, mas se Você tiver segurança para seadiantar, pode evitar mais riscos no local.7. Vazamento de produtos perigososInterdite totalmente a pista e evacue a área, quando veículos que transportam produtos perigosos estiverem envolvidos noacidente e existir algum vazamento. Faça a sinalização como foi descrito.8. Doenças infectocontagiosasHoje, as doenças infectocontagiosas são uma realidade. Evite qualquer contato com o sangue ou secreções das vítimas. Tenhasempre no veículo um par de luvas de borracha para tais situações. Podem ser luvas de procedimentos usadas pelos profissionaisou simples luvas de borracha de uso doméstico.9. Limpeza da pistaEncerrado o atendimento e não havendo equipes especializadas no local, retire da pista a sinalização de advertência do acidentee outros objetos que possam representar riscos ao trânsito de veículos.
  • 125. 35Manual Básico de Segurança no TrânsitoIniciando o Socorro às VítimasO que é possível fazer? As limitações no atendimento às vítimasVocê não é um profissional de resgate e por isso deve se limitar a fazer o mínimo necessário em favor da vítima até a chegadado socorro. Infelizmente, vão existir algumas situações em que o socorro, mesmo chegando rapidamente e com equipamentos eprofissionais treinados, pouco poderá fazer pela vítima. Você, mesmo com toda a boa-vontade, também pode vir a enfrentar umasituação em que seja necessário mais que sua solidariedade. Mesmo nessas situações difíceis, não se espera que Você faça algopara o qual não está preparado ou treinado.Fazendo contato com a vítimaDepois de garantido pelo menos o básico em segurança e feita a solicitação do socorro, é o momento em que Você pode iniciarcontato com a vítima. Se a janela estiver aberta, fale com a vítima sem abrir a porta. Se for abrir a porta, faça-o com muitocuidado para não movimentar a vítima. Você pode pedir a algum ocupante do veículo para destravar as portas, caso necessário.Ao iniciar seu contato com a vítima, faça tudo sempre com base em quatro atitudes: informe, ouça, aceite e seja solidário.Informe à vítima o que Você está fazendo para ajudá-la e, com certeza, ela vai ser mais receptiva a seus cuidados.Ouça e aceite suas queixas e a sua expressão de ansiedade, respondendo às perguntas com calma e de forma apaziguadora.Não minta e não dê informações que causem impacto ou estimulem a discussão sobre a culpa no acidente.Seja solidário e permaneça junto à vítima em um local onde ela possa ver Você, sem que isso coloque em risco sua segurança.Algumas vítimas de acidente podem tornar-se agressivas, não permitindo acesso ou auxílio. Tente a ajuda de familiares ou conhe-cidos dela, se houver algum, mas se a situação colocar Você em risco, afaste-se.Cintos de segurança e a respiraçãoVeja se o cinto de segurança está dificultando a respiração da vítima. Nesse caso, e só nesse caso, Você deve soltá-lo, semmovimentar o corpo da vítima.Impedindo movimentos da cabeçaÉ procedimento importante e fácil de ser aplicado, mesmo em vítimas de atropelamento. Segure a cabeça da vítima, pressionandoa região das orelhas, impedindo a movimentação da cabeça. Se a vítima estiver de bruços ou de lado, procure alguém treinadopara avaliar se ela necessita ser virada e como fazê-lo, antes de o socorro chegar. Em geral ela só deve ser virada se não estiverrespirando. Se estiver de bruços e respirando, sustente a cabeça nessa posição e aguarde o socorro chegar.Se a vítima estiver sentada no carro, mantenha a cabeça na posição encontrada. Como na situação anterior, ela pode ser movi-mentada se não estiver respirando, mas a ajuda de alguém com treinamento prático é necessária.
  • 126. 36 Manual Básico de Segurança no TrânsitoVítima inconscienteAo tentar manter contato com a vítima, faça perguntas simples e diretas, tais como:— Você está bem? Qual é seu nome? O que aconteceu? Você sabe onde está?O objetivo dessas perguntas é apenas identificar a consciência da vítima. Ela pode responder bem e naturalmente a suas perguntas,e isso é um bom sinal, mas pode estar confusa ou mesmo nada responder.Se ela não der nenhuma resposta, demonstrando estar inconsciente ou desmaiada, mesmo depois de Você chamá-la em voz alta,ligue novamente para o serviço de socorro, complemente as informações e siga as orientações que receber. Além disso, indagueentre as pessoas que estão no local se há alguém treinado e preparado para atuar nessa situação. Em um acidente, a movimentaçãode vítima inconsciente e mesmo a identificação de uma parada respiratória ou cardíaca exigem treinamento prático específico.Controlando uma hemorragia externaSão diversas as técnicas para conter uma hemorragia externa. Algumas são simples e outras complexas, e estas só devem seraplicadas por profissionais. A mais simples, que qualquer pessoa pode realizar, é a compressão do ferimento, diretamente sobreele, com gaze ou pano limpo. Você pode necessitar de luvas para sua proteção, para não se contaminar. Naturalmente Você devecuidar só das lesões facilmente visíveis que continuam sangrando e daquelas que podem ser cuidadas sem a movimentação davítima. Só aja em lesões e hemorragias se Você se sentir seguro para isso.Escolha um local seguro para as vítimasMuitas das pessoas envolvidas no acidente já podem ter saído sozinhas do veículo, e também podem estar desorientadas e trau-matizadas com o acontecido. É importante que Você localize um local sem riscos e junte essas pessoas nele. Isso irá facilitar muitoo atendimento e o controle da situação, quando chegar a equipe de socorro.Proteção contra frio, sol e chuvaVocê já deve ter ouvido que aquecer uma vítima é um procedimento que impede o agravamento de seu estado. É verdade, masaquecer uma vítima não é elevar sua temperatura, mas, sim, protegê-la, para que ela não perca o calor de seu próprio corpo.Ela também não pode ficar exposta ao sol. Por isso, proteja-a do sol, da chuva e do frio, utilizando qualquer peça de vestimentadisponível. Em dias frios ou chuvosos as pessoas andam com os vidros dos veículos fechados, muitas vezes sem agasalho. Apóso acidente ficam expostas e precisam ser protegidas do tempo, que pode agravar sua situação.O que NÃO SE DEVE FAZER com uma vítima de acidenteNão movimente. Não tire o capacete de um motociclista.Não faça torniquetes. Não dê nada para beber.
  • 127. 37Manual Básico de Segurança no TrânsitoVocê só quer ajudar, mas muitos são os procedimentos que podem agravar a situação da vítima. Os mais comuns e que Vocêdeve evitar são:XX Movimentar a vítima.XX Retirar capacetes de motociclistas.XX Aplicar torniquetes para estancar hemorragias.XX Dar algo para a vítima tomar.Não movimente a vítimaA movimentação da vítima pode causar piora de uma lesão na coluna ou em uma fratura de braço ou perna.A movimentação da cabeça ou do tronco da vítima que sofreu um acidente com impacto que deforma ou amassa veículos, ou numatropelamento, pode agravar muito uma lesão de coluna. Num acidente pode haver uma fratura ou deslocamento de uma vértebra dacoluna, por onde passa a medula espinhal. É ela que transporta todo o comando nervoso do corpo, que sai do cérebro e atinge o tronco,os braços e as pernas. Movimentando a vítima nessa situação, Você pode deslocar ainda mais a vértebra lesada e danificar a medula,causando paralisia dos membros ou ainda da respiração, o que com certeza vai provocar danos muito maiores, talvez irreversíveis.No caso dos membros fraturados, a movimentação pode causar agravamento das lesões internas no ponto de fratura, provocandoo rompimento de vasos sanguíneos ou lesões nos nervos, levando a graves complicações.Assim, a movimentação de uma vítima só deve ser realizada antes da chegada de uma equipe de socorro se houver perigosimediatos, tais como incêndio, perigo do veículo cair, ou seja, desde que esteja presente algum risco incontrolável.Não havendo risco imediato, não movimente a vítima.Até mesmo no caso de vítimas que saem andando do acidente, é melhor que não se movimentem e aguardem o socorro chegarpara uma melhor avaliação. Aconselhe-as a aguardar sentadas no veículo, ou em outro lugar seguro.Não tire o capacete de um motociclistaRetirar o capacete de um motociclista que se acidenta é uma ação de alto risco. A atitude será de maior risco ainda se ele estiverinconsciente. A simples retirada do capacete pode movimentar intensamente a cabeça e agravar lesões existentes no pescoço ouno crânio. Aguarde a equipe de socorro ou pessoas habilitadas para que eles realizem essa ação.Não aplique torniquetesO torniquete não deve ser realizado para estancar hemorragias externas. Atualmente esse procedimento é feito só por profissionaistreinados e, mesmo assim, em caráter de exceção; quase nunca é aconselhado.
  • 128. 38 Manual Básico de Segurança no TrânsitoNão dê nada para a vítima ingerirNada deve ser dado para ingerir a uma vítima de acidente que possa ter lesões internas ou fraturas e que, certamente, serátransportada para um hospital. Nem mesmo água. Se o socorro já foi chamado, aguarde os profissionais, que vão decidir sobrea conveniência ou não. O motivo é que a ingestão de qualquer substância pode interferir de forma negativa nos procedimentoshospitalares. Por exemplo, se a vítima for submetida a cirurgia, o estômago com água ou alimentos é fator que aumenta o riscono atendimento hospitalar.Como exceção, há os casos de pessoas cardíacas que fazem uso de alguns medicamentos em situações de emergência, geralmenteaplicados embaixo da língua. Não os impeça de fazer uso desses medicamentos, se for rotina para eles.Primeiros Socorros: A importância de um curso práticoVocê estudou este capítulo e já sabe quais são as primeiras ações a serem tomadas num acidente. Mesmo assim, é importantefazer um Curso Prático de Primeiros Socorros?Um treinamento em Primeiros Socorros vai ser sempre de grande utilidade em qualquer momento de sua vida, seja em casa, notrabalho ou no lazer. Podem ser muitas e variadas as situações em que seu conhecimento pode levar a uma ação imediata e garantir asobrevida de uma vítima. Isso, tanto em casos de acidente como em situações de emergência que não envolvem trauma ou ferimentos.Atuar em Primeiros Socorros requer o domínio de habilidades que só podem ser adquiridas em treinamentos práticos, como acompressão torácica externa, conhecida como massagem cardíaca, apenas para citar um exemplo.Outras técnicas de socorro são diferentes para casos de trauma e emergências sem trauma, como, por exemplo, a abertura dasvias aéreas para que a vítima respire, ou ainda a necessidade e a forma de se movimentar uma vítima, etc. Essas diferençasimplicam procedimentos distintos, e as técnicas devem ser adquiridas em treinamento sob supervisão de um instrutor qualificado.Outras habilidades a serem desenvolvidas em treinamento são as maneiras de se utilizar os materiais (tais como talas, bandagenstriangulares, máscaras para realizar a respiração), como atuar em áreas com material contaminado, quando e quais materiaispodem ser utilizados para imobilizar a coluna cervical (pescoço), etc. São muitas as situações que podem ser aprendidas em umcurso prático. Mesmo assim, nenhum treinamento em Primeiros Socorros dá a qualquer pessoa a condição de substituir comple-tamente um sistema profissional de socorro.ResumoXX Por que um motorista deve conhecer noções de Primeiros Socorros relacionados a acidentes de trânsito? Para reduzir alguns riscos e prestar auxílio inicial em um acidente de trânsito.XX Para que Você possa auxiliar uma vítima em um acidente de trânsito, é necessário: Ter o espírito de solidariedade e os conhecimentos básicos sobre o que fazer e o que não fazer nessas situações.XX Se após um acidente de trânsito Você adotar corretamente algumas ações iniciais mínimas de socorro, espera-se que: Os riscos de ampliação do acidente fiquem reduzidos.
  • 129. 39Manual Básico de Segurança no TrânsitoXX Uma boa sequência no atendimento ou auxílio inicial em caso de acidente é: 1. recobrar a calma; 2. garantir a segurança inicial, mesmo parcial; 3. pedir socorro.XX Considerando a sequência das ações que devem ser realizadas em um acidente antes da chegada dos profissionais de socorro,pode-se afirmar: Podemos passar para a ação seguinte e depois retornar para ações anteriores para completá-las, melhorá-lasou revisá-las.XX Respirar profundamente algumas vezes, observar seu corpo em busca de ferimentos e confortar os ocupantes do seu veículosão providências que devem ser tomadas para: Recobrar a calma.XX Você pode assumir a liderança das ações após um acidente automobilístico: Sentindo-se em condições, até a chegada do profissional do socorro.XX Você sabe quais as providências iniciais que devem ser tomadas em um acidente. As maneiras abaixo são as mais adequadasna tentativa de assumir a liderança: Sempre motivar todos, elogiando e agradecendo cada ação bem-sucedida.XX Na maioria das regiões do Brasil, os telefones dos Bombeiros, SAMU - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e PolíciaMilitar são: Bombeiros: 193; SAMU: 192 e Polícia Militar: 190.XX Por que devemos sinalizar o local de um acidente? Para alertar os outros motoristas sobre a existência de um perigo, antes mesmo de que tenham visto o acidente.XX Em um acidente com vítimas, quando possível, devemos manter o tráfego fluindo por vários motivos. Para a vítima, o motivomais importante é: Possibilitar a chegada mais rápida da equipe de socorro.XX Qual a distância correta para iniciar a sinalização em uma avenida com velocidade máxima permitida de 60 quilômetros porhora, em caso de acidente? 60 passos largos ou 60 metros.XX Qual a distância correta para iniciar a sinalização em uma rua com velocidade máxima permitida de 40 quilômetros porhora, em caso de acidente? 40 passos largos ou 40 metros.XX Você está medindo a distância para sinalizar o local de um acidente, mas existe uma curva antes de completar a medidanecessária. O que Você deve fazer? Iniciar novamente a contagem a partir da curva.XX Em relação às condições adotadas durante o dia, a distância para sinalizar o local de um acidente à noite ou sob chuva deve ser: Dobrada, com a utilização de dispositivos luminosos.
  • 130. 40 Manual Básico de Segurança no TrânsitoXX Ao utilizar o extintor de incêndio de um veículo, o jato de seu conteúdo deve ser: Dirigido para a base das chamas, com movimentos horizontais em forma de leque.XX O extintor de incêndio do veículo deve ser recarregado sempre que: O ponteiro estiver no vermelho ou se já venceu o prazo de validade.XX O extintor de incêndio do veículo sempre deve estar posicionado: Em local de fácil acesso para o motorista, sem que ele precise sair do veículo.XX Sempre que auxiliar vítimas que estejam sangrando, é aconselhável: Utilizar uma luva de borracha ou similar.XX Quais são os aspectos que Você deve ter em mente ao fazer contato com a vítima? Informar, ouvir, aceitar e ser solidário.XX Em que situação e como Você deve soltar o cinto de segurança de uma vítima que sofreu um acidente? Quando o cinto de segurança dificultar a respiração; soltá-lo sem movimentar o corpo da vítima.XX Segurar a cabeça da vítima, pressionando a região das orelhas é procedimento para: Impedir que a vítima movimente a cabeça.XX O que Você pode fazer para controlar uma hemorragia externa de um ferimento? Uma compressão no local do ferimento com gaze ou pano limpo.XX Qual é o procedimento inicial mais adequado, se Você não estiver treinado e encontrar uma vítima inconsciente (desmaiada)após um acidente de trânsito? Ligar novamente para o serviço de emergência, se a ligação já tiver sido feita, completar as informações e depoisindagar entre as pessoas que estão no local se há alguém treinado e preparado para atuar nessa situação.XX Que atitude Você deve tomar quando uma vítima sai andando após um acidente? Aconselhá-la a parar de se movimentar e aguardar o socorro em local seguro.XX As lesões da coluna vertebral são algumas das principais consequências dos acidentes de trânsito. O que fazer para não agravá-las? Não movimentar a vítima e aguardar o socorro profissional.XX Em qual situação devemos retirar uma vítima do veículo, antes da chegada do socorro profissional? Quando houver perigo imediato de incêndio ou outros riscos evidentes.XX Quanto ao uso de torniquete, podemos afirmar que: É utilizado apenas por profissionais e, mesmo assim, em caráter de exceção.XX Como proceder diante de um motociclista acidentado? Não retirar o capacete, porque movimentar a cabeça pode agravar uma lesão da coluna.
  • 131. 41Manual Básico de Segurança no TrânsitoXX Por que é importante ter algum treinamento em Primeiros Socorros? Porque são diversas as situações em que uma ação imediata e por vezes simples pode melhorar a chance desobrevida de uma vítima ou evitar que ela fique com graves sequelas1.XX Por que é importante frequentar um curso prático para aprender Primeiros Socorros? Porque muitas técnicas precisam ser praticadas na presença de um instrutor para que seja possível realizar asações de socorro de forma correta.XX “Um curso prático de Primeiros Socorros deve ser ministrado por um instrutor qualificado.” Com essa afirmação se quer dizer que: Um instrutor qualificado está preparado para ensinar técnicas atuais e corretas de Primeiros Socorros.AnotaçõesAnote abaixo os telefones dos serviços de emergência de sua cidade, dos locais que visita regularmente, do seu local de trabalho,das estradas que costuma utilizar e outros que julgar importantes para Você.Local Nome do serviço TelefoneNa minha cidadeNo meu trabalhoOutra cidadeOutra cidadeRodovias/EstradasRodovias/EstradasOutros locaisOutros locaisOutros telefones importantesEste texto está disponível no site www.denatran.gov.br, item Material Educativo.!(1) Lesão que permanece depois de encerrada a evolução de uma doença ou traumatismo (Novo Aurélio, 1999) – NE.
  • 132. 42 Manual Básico de Segurança no TrânsitoACOSTAMENTO — parte da via diferenciada da pista de rolamento destinada à parada ou estacionamento de veículos, emcaso de emergência, e à circulação de pedestres e bicicletas, quando não houver local apropriado para esse fim.AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO — pessoa, civil ou policial militar, credenciada pela autoridade de trânsito para oexercício das atividades de fiscalização, operação, policiamento ostensivo de trânsito ou patrulhamento.AUTOMÓVEL — veículo automotor destinado ao transporte de passageiros, com capacidade para até oito pessoas, exclusive o condutor.AUTORIDADE DE TRÂNSITO — dirigente máximo de órgão ou entidade executivo integrante do Sistema Nacional de Trânsitoou pessoa por ele expressamente credenciada.BALANÇO TRASEIRO — distância entre o plano vertical, passando pelos centros das rodas traseiras extremas e o ponto maisrecuado do veículo, considerando-se todos os elementos rigidamente fixados ao mesmo.BICICLETA — veículo de propulsão humana, dotado de duas rodas, não sendo, para efeito deste Código, similar à motocicleta,motoneta e ciclomotor.BICICLETÁRIO — local, na via ou fora dela, destinado ao estacionamento de bicicletas.BONDE — veículo de propulsão elétrica que se move sobre trilhos.BORDO DA PISTA — margem da pista, podendo ser demarcada por linhas longitudinais de bordo que delineiam a parte davia destinada à circulação de veículos.CALÇADA — parte da via, normalmente segregada e em nível diferente, não destinada à circulação de veículos, reservada aotrânsito de pedestres e, quando possível, à implantação de mobiliário urbano, sinalização, vegetação e outros fins.CAMINHÃO-TRATOR — veículo automotor destinado a tracionar ou arrastar outro.CAMINHONETE — veículo destinado ao transporte de carga com peso bruto total (PBT) de três mil e quinhentos quilogramas.CAMIONETA — veículo misto destinado a transporte de passageiros e carga no mesmo compartimento.CANTEIRO CENTRAL — obstáculo físico construído como separador de duas pistas de rolamento, eventualmente substituídopor marcas viárias (canteiro fictício).Conceitos e Definições Legais6
  • 133. 43Manual Básico de Segurança no TrânsitoCAPACIDADE MÁXIMA DE TRAÇÃO (CMT) — máximo peso que a unidade de tração é capaz de tracionar, indicado pelofabricante, baseado em condições sobre suas limitações de geração e multiplicação de momento de força e resistência doselementos que compõem a transmissão.CARREATA — deslocamento em fila na via de veículos automotores em sinal de regozijo, de reivindicação, de protesto cívicoou de uma classe.CARRO DE MÃO — veículo de propulsão humana utilizado no transporte de pequenas cargas.CARROÇA — veículo de tração animal destinado ao transporte de carga.CATADIÓPTRICO — dispositivo de reflexão e refração de luz utilizado na sinalização de vias e veículos (“olho de gato”).CHARRETE — veículo de tração animal destinado ao transporte de pessoas.CICLO — veículo de pelo menos duas rodas a propulsão humana.CICLOFAIXA — parte da pista de rolamento destinada à circulação exclusiva de ciclos, delimitada por sinalização específica.CICLOMOTOR — veículo de duas ou três rodas, provido de um motor de combustão interna, cuja cilindrada não excedaa cinquenta centímetros cúbicos (3,05 polegadas cúbicas) e cuja velocidade máxima de fabricação não exceda a cinquentaquilômetros por hora.CICLOVIA — pista própria destinada à circulação de ciclos, separada fisicamente do tráfego comum.CONVERSÃO — movimento em ângulo, à esquerda ou à direita, de mudança da direção original do veículo.CRUZAMENTO — interseção de duas vias em nível.DISPOSITIVO DE SEGURANÇA — qualquer elemento que tenha a função específica de proporcionar maior segurança aousuário da via, alertando-o sobre situações de perigo que possam colocar em risco sua integridade física e dos demais usuáriosda via ou danificar seriamente o veículo.ESTACIONAMENTO — imobilização de veículos por tempo superior ao necessário para embarque ou desembarque de passageiros.ESTRADA — via rural não pavimentada.FAIXAS DE DOMÍNIO — superfície lindeira às vias rurais, delimitada por lei específica e sob responsabilidade do órgão ouentidade de trânsito competente com circunscrição sobre a via.FAIXAS DE TRÂNSITO — qualquer uma das áreas longitudinais em que a pista pode ser subdividida, sinalizada ou não pormarcas viárias longitudinais, que tenham uma largura suficiente para permitir a circulação de veículos automotores.
  • 134. 44 Manual Básico de Segurança no TrânsitoFISCALIZAÇÃO — ato de controlar o cumprimento das normas estabelecidas na legislação de trânsito, por meio do poderpolícia administrativa de trânsito, no âmbito de circunscrição dos órgãos e entidades executivos de trânsito e de acordo com ascompetências definidas no Código.FOCO DE PEDESTRES — indicação luminosa de permissão ou impedimento de locomoção na faixa apropriada.FREIO DE ESTACIONAMENTO — dispositivo destinado a manter o veículo imóvel na ausência do condutor ou, no caso deum reboque, se este se encontra desengatado.FREIO DE SEGURANÇA OU MOTOR — dispositivo destinado a diminuir a marcha do veículo no caso de falha do freio de serviço.FREIO DE SERVIÇO — dispositivo destinado a provocar a diminuição da marcha do veículo ou pará-lo.GESTOS DE AGENTES — movimentos convencionais de braço, adotados exclusivamente pelos agentes de autoridades detrânsito nas vias, para orientar, indicar o direito de passagem dos veículos ou pedestres ou emitir ordens, sobrepondo-se oucompletando outra sinalização ou norma constante deste Código.GESTOS DE CONDUTORES — movimentos convencionais de braço, adotados exclusivamente pelos condutores, para orientarou indicar que vão efetuar uma manobra de mudança de direção, redução brusca de velocidade ou parada.ILHA — obstáculo físico, colocado na pista de rolamento, destinado à ordenação dos fluxos de trânsito em uma interseção.INFRAÇÃO — inobservância a qualquer preceito da legislação de trânsito, às normas emanadas do Código de Trânsito, doConselho Nacional de Trânsito e a regulamentação estabelecida pelo órgão ou entidade executiva do trânsito.INTERSEÇÃO — todo cruzamento em nível, entroncamento ou bifurcação, incluindo as áreas formadas por tais cruzamentos,entroncamentos ou bifurcações.INTERRUPÇÃO DE MARCHA — imobilização do veículo para atender circunstância momentânea do trânsito.LICENCIAMENTO — procedimento anual, relativo a obrigações do proprietário de veículo, comprovado por meio de documentoespecífico (Certificado de Licenciamento Anual).LOGRADOURO PÚBLICO — espaço livre destinado pela municipalidade à circulação, parada ou estacionamento de veículos,ou à circulação de pedestres, tais como calçada, parques, áreas de lazer, calçadões.LOTAÇÃO — carga útil máxima, incluindo condutor e passageiros, que o veículo transporta, expressa em quilogramas para osveículos de carga, ou número de pessoas, para os veículos de passageiros.LOTE LINDEIRO — aquele situado ao longo das vias urbanas ou rurais e que com elas se limita.LUZ ALTA — facho de luz do veículo destinado a iluminar a via até uma grande distância do veículo.
  • 135. 45Manual Básico de Segurança no TrânsitoLUZ BAIXA — facho de luz do veículo destinado a iluminar a via diante do veículo, sem ocasionar ofuscamento ou incômodoinjustificáveis aos condutores e outros usuários da via que venham em sentido contrário.LUZ DE FREIO — luz do veículo destinada a indicar aos demais usuários da via, que se encontram atrás do veículo, que ocondutor está aplicando o freio de serviço.LUZ INDICADORA DE DIREÇÃO (pisca-pisca) — luz do veículo destinada a indicar aos demais usuários da via que o condutortem o propósito de mudar de direção para a direita ou para a esquerda.LUZ DE MARCHA A RÉ — luz do veículo destinada a iluminar atrás do veículo e advertir aos demais usuários da via que oveículo está efetuando ou a ponto de efetuar uma manobra de marcha a ré.LUZ DE NEBLINA — luz do veículo destinada a aumentar a iluminação da via em caso de neblina, chuva forte ou nuvens de pó.LUZ DE POSIÇÃO (lanterna) — luz do veículo destinada a indicar a presença e a largura do veículo.MANOBRA — movimento executado pelo condutor para alterar a posição em que o veículo está no momento em relação à via.MARCAS VIÁRIAS — conjunto de sinais constituídos de linhas, marcações, símbolos ou legendas, em tipos e cores diversas,apostos ao pavimento da via.MICRO-ÔNIBUS — veículo automotor de transporte coletivo com capacidade para até vinte passageiros.MOTOCICLETA — veículo automotor de duas rodas, com ou sem side-car, dirigido por condutor em posição montada.MOTONETA — veículo automotor de duas rodas, dirigido por condutor em posição sentada.MOTOR-CASA (MOTOR-HOME) — veículo automotor cuja carroçaria seja fechada e destinada a alojamento, escritório,comércio ou finalidades análogas.NOITE — período do dia compreendido entre o pôr do sol e o nascer do sol.ÔNIBUS — veículo automotor de transporte coletivo com capacidade para mais de vinte passageiros, ainda que, em virtude deadaptações com vista à maior comodidade destes, transporte número menor.OPERAÇÃO DE CARGA E DESCARGA — imobilização do veículo, pelo tempo estritamente necessário ao carregamento oudescarregamento de animais ou carga, na forma disciplinada pelo órgão ou entidade executivo de trânsito competente comcircunscrição sobre a via.OPERAÇÃO DE TRÂNSITO — monitoramento técnico baseado nos conceitos de engenharia de tráfego, das condições defluidez, de estacionamento e parada na via, de forma a reduzir as interferências, tais como veículos quebrados, acidentados,estacionados irregularmente atrapalhando o trânsito, prestando socorros imediatos e informações aos pedestres e condutores.
  • 136. 46 Manual Básico de Segurança no TrânsitoPARADA — imobilização do veículo com a finalidade e pelo tempo estritamente necessário para efetuar embarque ou desem-barque de passageiros.PASSAGEM DE NÍVEL — todo o cruzamento de nível entre uma via e uma linha férrea ou trilho de bonde com pista própria.PASSAGEM POR OUTRO VEÍCULO — movimento de passagem à frente de outro veículo que se desloca no mesmo sentido,em menor velocidade, mas em faixas distintas da via.PASSAGEM SUBTERRÂNEA — obra de arte destinada à transposição de vias, em desnível subterrâneo, e ao uso de pedestresou veículos.PASSARELA — obra de arte destinada à transposição de vias, em desnível aéreo, e ao uso de pedestres.PASSEIO — parte da calçada ou da pista de rolamento, neste último caso, separada por pintura ou elemento físico separador,livre de interferências, destinada à circulação exclusiva de pedestres e, excepcionalmente, de ciclistas.PATRULHAMENTO — função exercida pela Polícia Rodoviária Federal com o objetivo de garantir obediência às normas detrânsito, assegurando a livre circulação e evitando acidentes.PERÍMETRO URBANO — limite entre área urbana e área rural.PESO BRUTO TOTAL (PBT) — peso máximo que o veículo transmite ao pavimento, constituído da soma da tara mais a lotação.PESO BRUTO TOTAL COMBINADO (PBTC) — peso máximo transmitido ao pavimento pela combinação de um caminhão-tratormais seu semirreboque ou do caminhão mais o seu reboque ou reboques.PISCA-ALERTA — luz intermitente do veículo, utilizada em caráter de advertência, destinada a indicar aos demais usuários davia que o veículo está imobilizado ou em situação de emergência.PISTA — parte da via normalmente utilizada para a circulação de veículos, identificada por elementos separadores ou pordiferenças de nível em relação às calçadas, ilhas ou aos canteiros centrais.PLACAS — elementos colocados na posição vertical, fixados ao lado ou suspensos sobre a pista, transmitindo mensagens de caráterpermanente e, eventualmente, variáveis, mediante símbolos ou legendas pré-reconhecidas e legalmente instituídas como sinais de trânsito.POLICIAMENTO OSTENSIVO DE TRÂNSITO — função exercida pelas Polícias Militares com o objetivo de prevenir e reprimiratos relacionados com a segurança pública e de garantir obediência às normas relativas à segurança de trânsito, assegurandoa livre circulação e evitando acidentes.PONTE — obra de construção civil destinada a ligar margens opostas de uma superfície líquida qualquer.REBOQUE — veículo destinado a ser engatado atrás de um veículo automotor.
  • 137. 47Manual Básico de Segurança no TrânsitoREFÚGIO — parte da via, devidamente sinalizada e protegida, destinada ao uso de pedestres durante a travessia da mesma.REGULAMENTAÇÃO DA VIA — implantação de sinalização de regulamentação pelo órgão ou entidade competente comcircunscrição sobre a via, definindo, entre outros, sentido de direção, tipo de estacionamento, horários e dias.RENACH — Registro Nacional de Condutores Habilitados.RENAVAM — Registro Nacional de Veículos Automotores.RETORNO — movimento de inversão total de sentido da direção original de veículos.RODOVIA — via rural pavimentada.SEMIRREBOQUE — veículo de um ou mais eixos que se apoia na sua unidade tratora ou é a ela ligado por meio de articulação.SINAIS DE TRÂNSITO — elementos de sinalização viária que se utilizam de placas, marcas viárias, equipamentos de controleluminosos, dispositivos auxiliares, apitos e gestos, destinados exclusivamente a ordenar ou dirigir o trânsito dos veículos e pedestres.SINALIZAÇÃO — conjunto de sinais de trânsito e dispositivos de segurança colocados na via pública com o objetivo de garantirsua utilização adequada, possibilitando melhor fluidez no trânsito e maior segurança dos veículos e pedestres que nela circulam.SONS POR APITO — sinais sonoros, emitidos exclusivamente pelos agentes da autoridade de trânsito nas vias, para orientarou indicar o direito de passagem dos veículos ou pedestres, sobrepondo-se ou completando sinalização existente no local ounorma estabelecida neste Código.TARA — peso próprio do veículo, acrescido dos pesos da carroçaria e equipamento, do combustível, das ferramentas e acessórios,da roda sobressalente, do exterior de incêndio e do fluido de arrefecimento, expresso em quilogramas.TRAILER — reboque ou semirreboque tipo casa, com duas, quatro, ou seis rodas, acoplado ou adaptado à traseira de automóvelou camioneta, utilizado em geral em atividades turísticas como alojamento, ou para atividades comerciais.TRÂNSITO — movimentação e imobilização de veículos, pessoas e animais nas vias terrestres.TRANSPOSIÇÃO DE FAIXAS — passagem de um veículo de uma faixa demarcada para outra.TRATOR — veículo automotor construído para realizar trabalho agrícola, de construção e pavimentação e tracionar outrosveículos e equipamentos.ULTRAPASSAGEM — movimento de passar à frente de outro veículo que se desloca no mesmo sentido, em menor velocidadee na mesma faixa de tráfego, necessitando sair e retornar à faixa de origem.UTILITÁRIO — veículo misto caracterizado pela versatilidade do seu uso, inclusive fora de estrada.VEÍCULO ARTICULADO — combinação de veículos acoplados, sendo um deles automotor.
  • 138. 48 Manual Básico de Segurança no TrânsitoVEÍCULO AUTOMOTOR — todo veículo a motor de propulsão que circule por seus próprios meios, e que serve normalmentepara o transporte viário de pessoas e coisas, ou para a tração viária de veículos utilizados para transporte de pessoas e coisas.O termo compreende os veículos conectados a uma linha elétrica e que não circulam sobre trilhos (ônibus elétrico).VEÍCULO DE CARGA — veículo destinado ao transporte de carga, podendo transportar dois passageiros, exclusive o condutor.VEÍCULO DE COLEÇÃO — aquele que, mesmo tendo sido fabricado há mais de trinta anos, conserva suas característicasoriginais de fabricação e possui valor histórico próprio.VEÍCULO CONJUGADO — combinação de veículos, sendo o primeiro um veículo automotor e os demais reboques ou equi-pamentos de trabalho agrícola, construção, terraplenagem ou pavimentação.VEÍCULO DE GRANDE PORTE — veículo automotor destinado ao transporte de carga com peso bruto total (PBT) máximosuperior a dez mil quilogramas e de passageiros, superior a vinte passageiros.VEÍCULO DE PASSAGEIROS — veículo destinado ao transporte de pessoas e suas bagagens.VEÍCULO MISTO — veículo automotor destinado ao transporte simultâneo de carga e passageiro.VIA — superfície por onde transitam veículos, pessoas e animais, compreendendo a pista, a calçada, o acostamento, ilha ecanteiro central.VIA DE TRÂNSITO RÁPIDO — aquela caracterizada por acessos especiais com o trânsito livre, sem interseções em nível, semacessibilidade direta aos lotes lindeiros e sem travessia de pedestres em nível.VIA ARTERIAL — aquela caracterizada por interseções em nível, geralmente controlada por semáforo, com acessibilidade aoslotes lindeiros e às vias secundárias e locais, possibilitando o trânsito dentro das regiões da cidade.VIA COLETORA — aquela destinada a coletar e distribuir o trânsito que tenha necessidade de entrar ou sair das vias de trânsitorápido ou arteriais, possibilitando o trânsito dentro das regiões da cidade.VIA LOCAL — aquela caracterizada por interseções em nível não semaforizadas, destinada apenas ao acesso local ou a áreas restritas.VIA RURAL — estradas e rodovias.VIA URBANA — ruas, avenidas, vielas, ou caminhos e similares aberto à circulação pública, situadas na área urbana, caracte-rizadas principalmente por possuírem imóveis edificados ao longo de sua extensão.VIAS E ÁREAS DE PEDESTRES — vias ou conjunto de vias destinadas à circulação prioritária de pedestres.VIADUTO — obra de construção civil destinada a transpor uma depressão de terreno ou servir de passagem superior.
  • 139. 49Manual Básico de Segurança no Trânsito Sinalização verticalDe acordo com sua função,a sinalização vertical podeser de regulamentação, deadvertência ou de indicação.XX Placas de regulamentaçãoAs placas de regulamentaçãotêm por finalidade informaros usuários sobre condições,proibições, obrigações ourestrições no uso da via. Suasmensagens são imperativas eo desrespeito a elas constituiinfração. São elas:Proibidoretornarà direitaSentidoproibidoProibidovirar àdireitaProibidovirar àesquerdaDê apreferênciaParadaobrigatóriaProibidoretornarà esquerdaProibidoestacionarEstacionamentoregulamentadoSinalização7Proibidoparar eestacionarProibidoultrapassarProibido mudarde faixa oupista de trânsitoda esquerdapara a direitaProibido mudarde faixa ou pistade trânsito dadireita paraa esquerdaProibidotrânsito decaminhõesProibidotrânsito debicicletasProibidotrânsitode veículosautomotoresProibidotrânsito deveículos detração animalProibidotrânsito detratores emáquinas deobrasConserve-seà direitaPeso brutototal máximopermitidoAlturamáximapermitidaLarguramáximapermitidaPeso máximopermitidopor eixoComprimentomáximopermitidoProibido acionarbuzina ou sinalsonoroAlfândega Usoobrigatóriode correntesPassagemobrigatóriaSentido decirculação davia/pistaVire àesquerdaVire àdireitaSiga em frenteou à esquerdaSiga em frenteou à direitaSigaem frenteÔnibus, caminhões eveículos de grande portemantenham-se à direitaDuplosentido decirculaçãoProibidotrânsito depedestresVeículosLevesVeículosPesadosFISCALIZAÇÃOELETRÔNICAPedestre, andepela esquerdaPedestre, andepela direitaCirculaçãoexclusiva debicicletasCirculaçãoexclusivade ônibusSentido decirculação narotatóriaCiclista,transite àesquerdaCiclista,transite àdireitaProibidotrânsito demotocicletas,motonetas eciclomotoresCiclistas àesquerda,pedestresà direitaPedestresà esquerda,ciclistas àdireitaProibidotrânsito deônibusCirculaçãoexclusiva decaminhãoTrânsitoproibido acarros de mão
  • 140. 50 Manual Básico de Segurança no TrânsitoXX Informações complementares às placas de regulamentaçãoSinais de regulamentação po-dem ter informações comple-mentares (tais como períodode validade, característicase uso do veículo, condiçõesde estacionamento). Algunsexemplos:
  • 141. 51Manual Básico de Segurança no TrânsitoXX Placas de advertênciaA sinalização de advertênciatem por finalidade alertar osusuários da via sobre condi-ções potencialmente perigo-sas, indicando sua natureza.São as placas seguintes:Peso brutototal limitadoPeso limitadopor eixoComprimentolimitadoRuasem saídaPista divididaInício depista duplaVento lateralFim depista duplaAeroportoAlturalimitadaLargura limitada Cruz deSanto AndréPassagem de nívelcom barreiraPassagem de nívelsem barreiraAnimaisselvagensAnimaisPassagem Sinalizadade pedestresPassagem sinalizadade escolaresÁrea escolarTrânsito depedestresCriançasTrânsito de tratoresou maquinariaagrícolaTrânsito deciclistasPassagem sinalizadade ciclistasTrânsitocompartilhado porciclistas e pedestresProjeção decascalhoPistaescorregadiaJunções sucessivascontrárias,primeira à direitaParada obrigatóriaà frenteConfluênciaà direitaInterseçãoem círculoSemáforoà frenteConfluênciaà esquerdaPistairregularDepressão AcliveacentuadoSaliência oulombadaBonde DecliveacentuadoObras Sentido único Sentido duploPonte móvel Mão duplaadianteÁrea comdesmoronamentoEstreitamento depista ao centroEstreitamento depista à esquerdaEstreitamento depista à direitaPonte estreitaAlargamentode pista àesquerdaAlargamento depista à direitaCurva acentuadaà direitaCurva acentuadaà esquerdaCurva em“S”à esquerdaPista sinuosaà esquerdaCurva àesquerdaCurva àdireitaCurva acentuadaem “S” à direitaCurva acentuadaem “S” à esquerdaPista sinuosaà direitaVia lateralà direitaEntroncamentooblíquoà esquerdaEntroncamentooblíquoà direitaBifurcaçãoem “Y”Interseçãoem “T”Cruzamentode viasVia lateralà esquerdaCurva em “S”à direitaJunções sucessivascontrárias,primeira à esquerda
  • 142. 52 Manual Básico de Segurança no TrânsitoXX Sinalização especial de advertênciaSinais empregados nas situ-ações em que não é possívela utilização das placas deadvertência. Referem-se àsinalização especial de fai-xas ou pistas exclusivas deônibus; sinalização especialpara pedestres; e sinalizaçãoespecial para rodovias, estra-das e vias de trânsito rápido.Alguns exemplos:PedestresRodovias, estradas e vias de trânsito rápidoÔnibus
  • 143. 53Manual Básico de Segurança no TrânsitoXX Informações complementares de advertênciaPlacas de advertência podemter informações complemen-tares. Alguns exemplos:(*) Cruzamento rodoferroviário.
  • 144. 54 Manual Básico de Segurança no TrânsitoXX Placas de indicaçãoAs placas de indicação têm por finalidadeindicar as vias e locais de interesse, bemcomo orientar os condutores de veículosquanto a percursos, destinos, distâncias eserviços auxiliares, podendo também tercomo função a educação do usuário. Suasmensagens possuem caráter informativo oueducativo.São placas de identificação de rodovias eestradas (Pan-Americana, federais e estadu-ais); de municípios; de regiões de interessede tráfego e logradouros; de pontes, via-dutos, túneis e passarelas; de identificaçãoquilométrica; de limite de municípios, divisade estados, fronteira e perímetro urbano; ede pedágio.Há ainda placas de orientação de destino(placas indicativas de sentido ou direção;placas indicativas de distância; e placasdiagramadas). Há também placas educativase placas de serviços auxiliares, estas podendoser placas para condutores e placas parapedestres.Finalmente, há placas que indicam atrativosturísticos (naturais, históricos e culturais,locais para prática de esportes, áreas derecreação e locais para atividades de inte-resse turístico). As placas podem indicar, demaneira geral, o atrativo turístico, o sentidode direção do atrativo turístico e a distânciado atrativo turístico. Alguns exemplos:Identificação
  • 145. 55Manual Básico de Segurança no TrânsitoAtrativos turísticosServiços auxiliaresPara condutoresEducativasPara pedestresOrientaçãoDistância de atrativo turísticoSentido de atrativo turísticoIdentificação
  • 146. 56 Manual Básico de Segurança no TrânsitoSinalização horizontalSinalização viária que utilizalinhas, marcações, símbolos elegendas, pintados ou apos-tos sobre o pavimento dasvias. Sua função é organizar ofluxo de veículos e pedestres;controlar e orientar os deslo-camentos; e complementaros sinais verticais de regu-lamentação, advertência ouindicação. Alguns exemplos:XX Marcas longitudinais (separam e ordenam as correntes de tráfego)Linhas de divisão de fluxos opostosSimples contínuaSimples seccionadaDupla contínuaDupla contínua / seccionadaDupla seccionadaUltrapassagem permitida para os dois sentidosUltrapassagem permitida somente no sentido BUltrapassagem proibida para os dois sentidosUltrapassagem proibida para os dois sentidosExemplos de aplicaçãoLinhas de divisão de fluxo de mesmo sentidoContínuaSeccionadaProibida a ultrapassagem e a transposição de faixa entre A-B-CPermitida a ultrapassagem e a transposição de faixa entre D-E-FExemplo de aplicaçãoLinha de bordo (delimita a parte da pistadestinada ao deslocamento de veículos)ContínuaExemplo de aplicaçãoPista única – duplo sentido de circulação
  • 147. 57Manual Básico de Segurança no TrânsitoXX Marcas transversais (ordenam os deslocamentos frontais dos veículos)Linha de retenção (local limite onde deve parar o veículo)Linhas de estímulo à redução de velocidadeExemplo de aplicação antecedendo um obstáculo transversalFaixas de travessias de pedestresZEBRADA PARALELAExemplos de aplicaçãoLinha de “Dê a preferência”(local limite onde deve parar o veículo)Exemplo de aplicaçãoExemplodeaplicação
  • 148. 58 Manual Básico de Segurança no TrânsitoMarcação de cruzamentos rodocicloviários(travessia de ciclistas)Marcação deárea de conflito(não parar eestacionar veículos)Exemplo de aplicaçãoMarcação de área de cruzamento com faixa exclusivaExemplo de aplicaçãoExemplo de aplicaçãoCRUZAMENTO EM ÂNGULO RETO CRUZAMENTO OBLÍQUObranco: fluxoamarelo: contrafluxo
  • 149. 59Manual Básico de Segurança no TrânsitoExemplos de aplicaçãoExemplo de aplicaçãoOrdenação de movimentos em trevos com alçase faixas de aceleração/desaceleraçãoOrdenação de movimentos em retornos com faixa adicional para o movimentoIlhas de canalização e refúgio para pedestresXX Marcas de canalização (direcionam a circulação de veículos)Separação de fluxo de tráfegodo mesmo sentidoSeparação de fluxo detráfego de sentidos opostos
  • 150. 60 Manual Básico de Segurança no TrânsitoXX Marcas de delimitação e controle de estacionamento e/ou parada (para áreas onde é proibido ou regulamentado o estacionamento e a parada de veículos)Linha de indicação de proibição deestacionamento e/ou paradaExemplo de aplicaçãoMarca delimitadora de parada de veículos específicossarjetaguiaExemplos de aplicaçãoMarca delimitadora para parada de ônibus em faixa de trânsito Marca delimitadora para parada de ônibus em faixa de estacionamento
  • 151. 61Manual Básico de Segurança no TrânsitoXX Marca delimitadora de estacionamento regulamentadoMarca delimitadora para parada de ônibus em faixa de trânsitocom avanço de calçada na faixa de estacionamentoMarca delimitadora para parada de ônibusfeita em reentrância da calçadaExemplos de aplicaçãoMarca delimitadora de estacionamento regulamentadoParalelo ao meio-fio: linha simples contínua ou tracejada Em ângulo: linha contínua
  • 152. 62 Manual Básico de Segurança no TrânsitoMarca sem delimitação da vagaMarca com delimitação da vagaEstacionamento em ânguloEstacionamento em áreas isoladasExemplos de aplicaçãoEstacionamento paralelo ao meio-fio
  • 153. 63Manual Básico de Segurança no TrânsitoXX Inscrições no pavimentoSetas direcionaisIndicativo de mudançaobrigatória de faixaIndicativo demovimento em curva(uso em situação decurva acentuada)(cruzamentorodoferroviário)(via, pistaou faixade trânsitode uso deciclistas)(área/localde serviçosde saúde)(local deestacionamentode veículos quetransportam ousejam conduzidospor pessoasportadoras dedeficiência física)SímbolosLegendasExemplos de aplicação
  • 154. 64 Manual Básico de Segurança no TrânsitoDispositivos auxiliaresElementos aplicados ao pavimentoda via, junto a ela, ou nos obstáculospróximos, de forma a tornar maiseficiente e segura a operação da via.São constituídos de materiais, formase cores diversos, dotados ou não derefletividade, com as funções de incre-mentar a percepção da sinalização, doalinhamento da via ou de obstáculosà circulação; reduzir a velocidadepraticada; oferecer proteção aos usu-ários; alertar os condutores quantoa situações de perigo potencial ouque requeiram maior atenção. Osdispositivos auxiliares são agrupados,de acordo com suas funções, emdelimitadores; de canalização; desinalização de alerta; de alterações nascaracterísticas do pavimento; de prote-ção contínua; luminosos; de proteçãoa áreas de pedestres e/ou ciclistas; ede uso temporário. Alguns exemplos:XX Dispositivos delimitadoreselemento refletivoamarelo refletivoTachas e tachões(contêm unidades refletivas)TachasTachõesExemplo de aplicaçãoCilindros delimitadores (contêm unidades refletivas)elementorefletivoBalizadores de pontes, viadutos, túneis,barreiras e defensas
  • 155. 65Manual Básico de Segurança no TrânsitoMarcadores de obstáculosXX Dispositivos de sinalização de alerta (objetivam melhorar a percepção do condutor)Obstáculoscom passagemsó pela direitaObstáculoscom passagem porambos os ladosObstáculoscom passagemsó pela esquerdaUtilizado naparte superiordo obstáculoMarcadores de perigoMarcador deperigo indicandoque a passagemdeverá ser feitapela direitaMarcador de perigoindicando que apassagem poderá serfeita tanto pela direitacomo pela esquerdaMarcador deperigo indicandoque a passagemdeverá ser feitapela esquerdaMarcador de perigo indicando quea passagem poderá ser feita tantopela direita como pela esquerdaXX Dispositivos de canalização Prismas – substituem a guia dacalçada (meio-fio) quando não forpossível sua construção imediataSegregadores – segregam pistapara uso exclusivo de determinadotipo de veículo ou pedestreMarcadores de alinhamento(unidades refletivas fixadas emsuporte, que alertam o condutorsobre alteração do alinhamentohorizontal da via)
  • 156. 66 Manual Básico de Segurança no TrânsitoGrade de contençãoDispositivos de contenção e bloqueioXX Dispositivos de proteção contínua (têm por objetivo evitar que veículos e/ou pedestres transponham determinado local ou evitar ou dificultar a interferência de um fluxo de veículos sobre o fluxo oposto)Para fluxo de pedestres e ciclistasGradis de canalização e retençãoGradil maleável Gradil rígidoPara fluxo veicularSimples Dupla Simples DuplaDefensas metálicas Barreiras de concreto Dispositivos antiofuscamento
  • 157. 67Manual Básico de Segurança no TrânsitobrancarefletivabrancarefletivaConeXX Dispositivos de uso temporário (para operações de trânsito, obras ou situações de emergência ou perigo)Cilindrobrancarefletivabranca refletivaBalizador móvel TamboresFita zebrada Dispositivos luminosos (advertem, educam, orientam, informam, regulamentam)Painéis eletrônicosPainéis com setas luminosasCavaletessentido de circulaçãoBarreirassentido de circulação
  • 158. 68 Manual Básico de Segurança no Trânsitosentido de circulaçãoTapumesDobrávelFixoGradisTela plásticaModuladoGradisElementos luminosos complementaresluz intermitenteCancelasBandeirasFaixasPlásticasbranca refletiva
  • 159. 69Manual Básico de Segurança no TrânsitoSinalização semafóricaConjunto de indicações lumi-nosas acionadas alternada ouintermitentemente por meiode sistema elétrico/eletrônico,cuja função é controlar osdeslocamentos. Os sinais po-dem ser de regulamentaçãoou de advertência.XX Sinalização semafórica de regulamentação (Sua função é efetuar o controle do trânsito num cruzamento ou seção da via.)Para veículosPararAtençãoProsseguirControle de fluxoControle de acesso específico(praças de pedágio, balsas, etc.)Direção controlada Controle ou faixa reversívelDireção livreNo amarelo, o usoda seta é opcionalNão atravessarAtravessarPara pedestresVermelho intermitente:indica que a fase na qual ospedestres podem atravessarestá prestes a terminar. Os pe-destres não podem começar aatravessar a via, e os que te-nham iniciado a travessia nafase verde devem deslocar-seo mais breve possível para olocal seguro mais próximo.
  • 160. 70 Manual Básico de Segurança no TrânsitoXX Sinalização semafórica de advertência (Sua função é advertir a existência de obstáculo ou situação perigosa, devendo o condutor reduzir a velocidade e adotar as medidas de precaução compatíveis com a segurança para seguir adiante.)Funcionamento intermitente ou piscante alternado,no caso de duas indicações luminosas.Sinalização de obrasTem como característica a utilização de sinalização vertical,horizontal, semafórica e de dispositivos e sinalização auxiliarescombinados de forma que os usuários da via sejam advertidossobre a intervenção realizada e possam identificar seu carátertemporário; sejam preservadas as condições de segurança efluidez do trânsito e de acessibilidade; os usuários sejam orien-tados sobre caminhos alternativos; sejam isoladas as áreas detrabalho de forma a evitar a deposição e/ou lançamento demateriais sobre a via. Alguns exemplos:
  • 161. 71Manual Básico de Segurança no TrânsitoGestosXX De agentes da autoridade de trânsito (prevalecem sobre as regras de circulação e normas definidas por outros sinais de trânsito). São eles:SINAL SIGNIFICADOBraçolevantadoverticalmente,com a palmada mão paraa frente.Ordem de parada obri-gatória para todos os veí-culos. Quando executadaem intersecções, os veícu-los que já se encontremnela não são obrigadosa parar.Braçosestendidoshorizontal-mente, coma palma damão para afrente.Ordem de parada obri-gatória para todos osveículos que venham dedireções que cortem or-togonalmente* a direçãoindicada pelos braçosestendidos, qualquer queseja o sentido de seu des-locamento.Braçolevantadoverticalmente,com a palmada mão paraa frente.Ordem de parada obri-gatória para todos osveículos que venham dedireções que cortem or-togonalmente* a direçãoindicada pelo braço es-tendido, qualquer queseja o sentido de seu des-locamento.(*) Ortogonal: que forma ângulos retos – Novo Aurélio, 1999 (NE).SINAL SIGNIFICADOBraço estendi-do horizontal-mente, coma palma damão parabaixo, fazen-do movimen-tos verticais.Ordem de diminuição davelocidade.Braçoestendido ho-rizontalmente,agitando umaluz vermelhapara umdeterminadoveículo.Ordem de parada para osveículos aos quais a luz édirigida.Braço levan-tado, commovimento deantebraço dafrente para aretaguarda ea palma damão voltadapara trás.Ordem de seguir.
  • 162. 72 Manual Básico de Segurança no TrânsitoXX De condutoresVálidos para todos os tipos de veículos.Dobrar à esquerda Dobrar à direita Diminuir a marcha ou pararSinal de apito Significado EmpregoUm silvo breve SeguirLiberar o trânsito em direção/sentido indicado pelo agente.Dois silvos breves Parar Indicar parada obrigatória.Um silvo longoDiminuir amarchaQuando for necessário fa-zer diminuir a marcha dosveículos.Sinais sonoros (de agentes da autoridade de trânsito)Os sinais sonoros somente devem ser utilizados em conjuntocom os gestos dos agentes.Créditos autorais / Referências legaisXX Capítulo 1 — Normas Gerais de Circulação | AssociaçãoBrasileira dos Educadores de Trânsito (Abetran), prof.Miguel Ramirez Sosa.XX Capítulo 2 — Infração e Penalidade | Fundação CarlosChagas, com apoio do Departamento Nacional deTrânsito (Denatran).XX Capítulo 3 — Renovação da Carteira Nacional de Habilita-ção | Fundação Carlos Chagas, com apoio do Denatran.XX Capítulo 4 — Direção defensiva | Fundação Carlos Chagas,com apoio do Denatran.XX Capítulo 5 — Noções de Primeiros Socorros no Trânsito |Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet),com apoio do Denatran.XX Capítulo 6 — Conceitos e Definições Legais | Códigode Trânsito Brasileiro (CTB), lei federal no9.503/1997,anexo I – Dos conceitos e definições.XX Capítulo 7 — Sinalização | Conselho Nacional de Trânsito(Contran) – Resolução no160/2004 – Aprova o Anexo IIdo CTB – Sinalização.XX Coordenação e edição: Associação Nacional dos Fabri-cantes de Veículos Automotores (Anfavea).XX Revisão e adaptação: Associação Brasileira dos Fabrican-tes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletase Similares (Abraciclo).Reprodução proibida por qualquer meio, incluindo fotocópia,gravação ou informação computadorizada sem autorizaçãopor escrito da ABRACICLO.São Paulo, Março de 2010Ver a íntegra da Resolução no160/2004no site do DenatranA resolução no160/2004, do Conselho Nacio-nal de Trânsito (Contran), que aprovou o Anexo IIdo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que trata dasinalização vertical, horizontal, dispositivos auxiliares,sinalização semafórica, sinalização de obras, gestos esinais sonoros pode ser obtida no site do DepartamentoNacional de Trânsito (Denatran) — www.denatran.gov.br,ícone Legislação, Contran – Resoluções.ATENÇÃO
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