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CYSNEIROS, P. G: “ NOVAS TECNOLOGIAS NA SALA DE AULA MELHORIADO ENSINO OU INOVAÇÃO CONSERVADORA?” revista: Informática Edu...
VILLA, Marcelo: “DISCURSO URBANO CONTRA A EXCLUSÃO” 2002 Correio PopularCampinas -SP in: www.bibliotecadigital.unicamp.br/...
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Software livre na educação publica como forma de estimular a cooperação e combater a desigualdade

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Software livre na educação publica como forma de estimular a cooperação e combater a desigualdade

  1. 1. WESLEY DIAS TAMAGI SOFTWARE LIVRE NAS ESCOLAS PUBLICAS DO PARANÁ : UMA FERRAMENTA PARA ESTIMULAR A COOPERAÇÃO E COMBATER A DESIGUALDADE. CURITIBA2012SOFTWARE LIVRE NAS ESCOLAS PUBLICAS DO PARANÁ : UMA FERRAMENTA PARA ESTIMULARA COOPERAÇÃO E COMBATER A DESIGUALDADE.de Wesley Dias Tamagi é licenciado sobumaLicença Creative Commons Atribuição-CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada. Perssões além do escopo dessa licença podem estar disponível em tama.wes@gmail.com.
  2. 2. DELIMITAÇÃO DO PROBLEMA: O uso do software livre nas escolas publicas é uma pratica que visa doisobjetivos: o primeiro e mais óbvio é economizar, já o segundo seria evitar atos ilegaiscomo a pirataria. Ambas razões acabam sendo um discurso de mercado e não raroquando um país entra em crise financeira o software livre volta à pauta do dediscussão, no Paraná o uso do software livre nas escolas começou a ganhar estimulocom o projeto Paraná Digital do então governador Roberto Requião, onde oscomputadores dos laboratórios de informática tiveram uma versão modificada doDebian Linux instalado mais tarde esta versão começaria a ser substituída pelo LinuxEducacional desenvolvida pelo Centro de Experimentação em Tecnologia Educacional(CETE) do Ministério da Educação (MEC) cuja versão mais recente a 4.0 que ébaseada na versão 10.04 LTS do Ubuntu Linux foi desenvolvida em parceria com oCentro de Computação Científica e Software Livre (C3SL) um grupo de pesquisa doDepartamento de Informática da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Existe uma filosofia de coletividade e compartilhamento dentro do universo dosoftware livre, mas distante da escola onde ora o software livre é encarado como ummero instrumento de redução de custos, ora simplesmente como um produto inferior aosoftware proprietário e restritivo. O potencial que o software livre tem para construir umamplo debate,promover o compartilhamento de ideias e contribuir para a construção de
  3. 3. uma alternativa onde os valores de cooperatividade se façam presente não éaproveitado em sua totalidade isso ocorre por algumas razões: Inicialmente aBurocratização e Mercantilização: A escola na teoria deveria ser um canal para odialogo e construção de valores sociais, existem diversas teorias neste sentido comoos sete saberes necessários a educação do futuro de Edgar Morin, a discussão sobre ocurrículo escolar levantada por Miguel Arroyo, o debate sobre a utilidade atual daescola levantada por Ivan Illich, a educação popular discutida por Carlos RodriguesBrandão entre outras teorias da educação que valorizam o senso de coletividade. A computação ao ingressar na vida escolar trouxe novas possibilidades eincertezas até meados da década de 80 do século XX o software privativomonopolizava o mercado, logo as escolas de regiões pobres ficavam excluídas doprocesso de informatização, ao longo dos anos 90 surgiram estímulos a chamadainclusão digital, mas foi somente com o software livre que o cenário passou a sermodificado, o mesmo permite o acesso e estimula a cooperação entre os sujeitos. Em 1985 Richard Stallman fundou a Free Software Foundation (FSF) nascida doprojeto GNU (Gnu is not Unix) e que, entre outras coisas defende o uso do softwarelivre na educação como forma de promover a união e estimular o compartilhamento dossaberes é importante levantar as razões para o não aproveitamento do software livrecomo ferramenta social, primeiramente existe o fator tempo a escola não tem tempo,os professores não tem tempo e isto dificulta o uso e estimulo de novas ferramentas,depois temos a chamada curva de aprendizagem a maioria das pessoas se acostumoua utilizar um único sistema operacional, um único método de ensino e uma únicarealidade. Com a tecnologia se modificando num ritmo acelerado esta curva de
  4. 4. aprendizagem tornou-se maior o computador passou a ser uma ferramenta de trabalhopara a educação, pesquisas online substituíram as enciclopédias e a escola nãoconseguiu acompanhar este ritmo de mudanças, repetiu velhos discursos para novostempos e mesmo com as novas tecnologias a dinâmica do ensinar pouco mudou,raramente os laboratórios de informática são utilizados para algo além de pesquisaescolar, digitar trabalhos ou preparar uma apresentação. Existem muitos educadores que se envolvem com projetos livres e muitosdesenvolvedores que se interessam pela educação prova disso é que existem projetoseducacionais na FSF, na comunidade LibreOfifice (suíte de escritório), na Open SourceInitiative (OSI) – uma fundação que tem por objetivo estimular de forma pragmática ouso do open source (código aberto) e em diversas distribuições Linux, mas a escolanão aproveita estas experiências, não busca unir os conhecimentos mesmo ainterdisciplinaridade é mais comentário teórico do que ação pratica na escola. É precisolembrar que as condições e desvalorização da escola publica muitas vezes, são osreais empecilhos para inovar ou usar novas ferramentas o mercado muitas vezes ditaas regras na educação: É extremamente preocupante que as politicas curriculares e até reorientações curriculares sigam este servilismo ao movimento do mercado. Currículos no movimento do mercado revelam movimentos de marcha a ré, freando o movimento para frente que nas ultimas décadas luta por reconhecer cada criança /adolescente, jovem e adulto sujeito de direitos, não mercadoria.(ARROYO, 2011 pg.104)O software livre representa uma alternativa ao mercado de certa forma uma libertaçãodestas amarras assim temos uma importante ferramenta reorientação ideológica: Free Software exemplifies this reorientation; it is no simply a technical pursuit but also the creation of a “public”, a collective that asserts itself as a check on other constituted forms of power like states, the church, and corporations – but which remains independent of these domains of power. Free Software is a response to this reorientation that as resulted in a novel form of democratic political action.(KELTY, 2008, pg.7)
  5. 5. Mas como a escola pode fazer ação politica através do software livre? A resposta estáno desenvolvimento e divulgação do software livre, não existe como produzir, manterou propagar o software livre sem um coletivo assim a vaidade individual dá lugar para oesforço em conjunto. No lugar de uma “elite” fechada decidindo os rumos, muitas vezesouvindo o mercado temos grupos discutindo qual o melhor caminho para maioria. Apesar do software livre não ser contra o mercado seu ecossistema representauma forte alternativa para a forma como o mercado age, a escola reproduz muito domercado, começando pela competitividade que não é totalmente negativa O paradigma da competição é uma corrida: recompensado o vencedor, nós encorajamos todos a correr mais rápido. Quando o capitalismo realmente funciona deste modo ele realmente faz um bom trabalho; mas os defensores estão errados em assumir que as coisas sempre funcionam desta forma. Se os corredores se esquecem do porque a recompensa ser oferecida e buscarem vencer, não importa como, eles podem encontrar outras estratégias – como, por exemplo, atacar os outros corredores. Se os corredores se envolverem em uma luta corpo-a-corpo, todos eles chegaram mais tarde.(STALLMAN, 2001 in: http://www.gnu.org/gnu/manifesto.pt-br.html ).Classifica-se, aprova-se certo numero de alunos,segundo uma avaliação uma notaa qual deve se conquistar individualmente e depois o mesmo sistema escolar quepromoveu o egoísmo, passa a defender valores sociais de união e cooperação, acompetividade só tem utilidade se estimula o outro a crescer e desenvolver no casodo educando seria buscar conhecimentos e se aperfeiçoar, mas o que ocorre é umprocesso de exclusão onde ninguém pode auxiliar o outro e todos acabam sendonivelados por baixo. Ora aí está a contradição não permitindo um auxilio mutuo, mastendo que promover o conhecimento curricular o aluno que tem um conhecimentomaior acaba recebendo menos atenção e muitas vezes se vê obrigado a regredir emfavorecimento do mais fraco (em questões de conteúdos específicos).
  6. 6. A desigualdade é uma realidade do capitalismo, a escola é vista por muitoscomo espaço de igualdade, porém isso quase nunca acontece de fato: É óbvio que mesmo com escolas de igual qualidade, uma criança pobre rara vezes poderia nivelar-se a uma criança rica. Mesmo frequentando escolas idênticas e começando na mesma idade, as crianças pobres não tem a maioria das oportunidades educacionais que naturalmente uma criança da classe média possui. Essas vantagens vão desde a conversação e livros em casa até as viagens de férias e uma diferente idiossincrasia; isto vale para as crianças que gozam disso, tanto na escola como fora dela. O estudante pobre geralmente ficará em desigualdade porquanto depende da escola para progredir ou aprender.(ILLICH, 1985, pg.21)A ideologia de compartilhamento e auxilio mutuo presente no software livre podeauxiliar a reduzir esta desigualdade, no universo Linux por exemplo mais e maispessoas são estimuladas a testar, usar e divulgar o sistema operacional livre,logicamente que isto só terá efeito se a ideologia do software livre for propagada naescola, em resumo o software livre possui 4 liberdades: A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito (liberdade 0); A liberdade de estudar como o programa funciona e adaptá-lo as suas necessidades (liberdade 1). Para tanto, acesso ao código-fonte é um pré- requisito; A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao próximo (liberdade 2); A liberdade de redistribuir cópias de suas versões modificadas a outros (liberdade 3). Desta forma, você pode dar a toda comunidade a chance de se beneficiar de suas mudanças. Para tanto, acesso ao código-fonte é um pré- requisito.(FREE SOFTWARE FOUNDATION).Estas liberdades poderiam ser temas associados aos conteúdos curriculares defilosofia, sociologia e historia no ensino médio, temas para discussões na educaçãoprofissional e no Ensino de Jovens e Adultos (EJA). Pouco se fala sobre o softwarelivre nas escolas, usam desconhecendo sua historia sua proposta alternativa a ummodelo desigual de desenvolvimento que visa quase sempre ao lucro e transformaos alunos em competidores sem cooperarem para o bem comum. A escola seja porreceio da direção e equipe pedagógica dos alunos danificarem os laboratórios de
  7. 7. informática, seja por falta de conhecimento sobre o tema e ignorância sobre a filosofiacentral do software livre impedem ainda que sem querer uma grande oportunidadede interdisciplinaridade e cooperação. Os alunos seriam responsáveis por escolher emanter a distribuição Linux que mais lhe agradassem, mas teriam que de alguma formacontribuir com a distribuição seja atraindo mais pessoas, ou estimulando doaçõespara os projetos relacionados, igualmente os softwares como navegadores, ambientesgráficos, suítes de escritórios entre outros receberiam igual atenção, esta abertura einteração teria um resultado positivo, os atos de vandalismo raramente ocorrem poroutro motivo que não seja a sensação de exclusão: Atos de vandalismo sobretudo em monumentos públicos, podem ser interpretados como manifestações políticas contra a exclusão social. A analise é da coordenadora do Laboratório de Estudos Urbanos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Eni Orlandi (…). “As pessoas expressam aquilo que elas sentem”. (...) Eni alerta que os atos de vandalismo são sintomas de que as relações sociais estão pautadas pela violência.(VILLA,2002).A escola reproduz o discurso violento e desigual presente no capitalismo, nestesentido estimular o uso e permitir ao aluno ter pleno acesso ao que seria instalado nocomputador da escola (a única obrigatoriedade seria que o software instalado deve sersoftware livre e open source), possibilitaria fazer o aluno especialmente aquele se temo sentimento de exclusão, consiga começar a sentir-se integrado ao coletivo. No Paraná os laboratórios de informática presentes nas escolas publicasreceberam o nome de Paraná Digital um projeto feito em cooperação com aCompanhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (CELEPAR),UFPR, Secretaria do Estado de Educação (SEED) e Companhia Paranaense deEnergia (Copel), estes laboratórios utilizam software livre esta escolha foi um acerto,mas faltou aproveitar melhor a filosofia de cooperação e o estimulo para dividir o
  8. 8. conhecimento adquirido. Outro quesito pouco trabalhado é a escolha dos softwares,tendo em vista que a palavra-chave no movimento do software livre é a liberdade e ouniverso livre possui uma variedade de opções, nada mais acertado que permitir acomunidade escolar conhecer e escolher quais aplicativos irá utilizar e como o fará. O software privativo volta e meia coloca seus olhares na educação e muitasvezes a escola particular opta por este tipo de software, neste quesito a escola publicaque utiliza software livre obtêm uma vantagem. Não é que o software privativo escolhido pelas escolas não cumpra o proposito para o qual foi projetado. Às vezes até cumpre. O problema é que o proposito educacional, quando o software é privativo, vem sempre acompanhado de outros propósitos indesejáveis. E são esses outros propósitos que criam hábitos prejudiciais e limitam as possibilidades de aprendizado. O objetivo da educação não deve se limitar a transmitir informação. Deve preparar o educando para ser um cidadão livre e independente. (…). Capaz utilizar o conhecimento e técnicas que adquiriu.(OLIVA, 2009 pg. 12-13).O software livre abre a possibilidade de controle ao passo que o software privativotorna a pessoa controlada, primeiro por um contrato unilateral e em seguida acooperação é desestimulada, já no mundo livre a cooperação é estimulada e apessoa/comunidade pode favorecer a si e aos demais com inovações e divisão doconhecimento é necessário observar que esta vantagem da escola publica não éplenamente utilizada sendo muitas vezes uma potencialidade e não realidade. A escola publica possui uma variedade de alunos se somarmos o ensinoprofissional, a EJA e a educação especial bem como as políticas de inclusão estadiversidade aumentará de forma considerável nesta questão a filosofia do software livrepode auxiliar a promover uma interligação entre estes mundos paralelos. Ainda é forteo discurso de mão única na educação que ora não percebe a diversidade, ora a usaapenas no discurso.
  9. 9. Se a diversidade de educandos que chegam às escolas carrega vivências diversificadas do tempo, como trabalhá-las? No fundo, a disputa é de experiências do tempo, na diversidade de sujeitos humanos com que trabalhamos. (…). As outras experiências temporais, do passado, presente e futuro tem impactos seríssimos sobre o currículo, uma vez que foram fechados em uma experiência temporal única, que desconsidera a possibilidade de outras experiências temporais vivida pela diversidade de sujeitos. (ARROYO,2011 pg. 307-308).A diversidade é presente no cotidiano do software livre seu universo não é limitadoapenas as pessoas da área de computação e programadores, mas de entusiastase pessoas que apoiam um outro modelo de desenvolvimento e relações sociais, aescola publica paranaense além de contar com o software livre presente, tem dentrodo Estado uma ampla comunidade que participa de variados projetos livres. Falta,no entanto um estimulo direcionado afim de promover a ideologia do software livre,estimular seu uso e mostrar sua utilidade para a educação.OBJETIVOS: Mostrar como o uso do software livre vem sendo utilizado pelas escolas publicasdo Paraná levando em consideração a importância que as novas tecnologias, podemter para o processo de ensino-aprendizagem verificar até onde sua ideologia éconhecida pela comunidade escolar, estimular o debate sobre a possibilidade de usar osoftware livre como ferramenta de cooperação e redução da desigualdade entre osdiferentes tipos de educandos, uma vez que todos podem cooperar. Realizar umlevantamento do uso e conhecimentos sobre o software livre por parte da comunidadedas escolas publicas paranaenses e por fim promover os valores presentes na filosofiado software livre para auxiliar uma construção cidadã que vise o bem comum.REVISÃO DE LITERATURA:
  10. 10. O uso da tecnologia em sala de aula passou por fases variadas sempre com apromessa de ser algo inovador, no entanto esta inovação muitas vezes ocorreu deforma conservadora e o potencial de uso ficou apenas na teoria. O fato de treinar professores em cursos intensivos e de colocar equipamentos nas escolas não significa que as novas tecnologias serão usadas para melhoria da qualidade de ensino. Em escolas informatizadas, tanto publicas como particulares, tenho observado formas de uso que chamo de inovação conservadora, quando uma ferramenta cara é utilizada para realizar tarefas que poderiam ser feitas, de modo satisfatório, por equipamentos mais simples (atualmente, usos do computador para tarefas que poderiam ser feitas por gravadores, retroprojetores, copiadoras livros, até mesmo lápis e papel).(CYSNEIROS, 1999 pg. 15-16).Hoje o software livre é uma forma de reduzir custos, por exemplo a versão maisbarata da suíte de escritório Microsoft Office versão 2010 (a ultima versão estável)denominada Office Home and Student 2010 em seu web-site custa R$ 199,00 aopasso que a suíte de escritório LibreOffice e a suíte Calligra não possuem custos istose deve ao fato da liberdade de distribuir livremente copias algo que o software livrepermite e os privativos impedem, mas esta não é a principal vantagem, aparentementeo software proprietário tem a garantia de pertencer a uma empresa ao passo que osoftware livre geralmente vem sem garantia alguma. Todavia é possível conseguirsuporte para software livre uma possibilidade é treinar alunos do ensino profissional,para auxiliarem a comunidade escolar a manter, atualizar e usar o potencial dosoftware livre que não se limita ao conhecimento tecnista, mas envolve o sabercooperar e auxiliar aos demais e igualmente ser auxiliado por toda uma comunidade. Somente a partir de 1998 o software livre conseguiu se expandir ¨¨Around 1998Free Software emerged from a happily subterranean and obscure existence stretchingback roughly twenty years¨¨(KELTY, 2008 pg. 1). O mesmo poderia ser dito de outrastecnologias e inovações que levaram um espaço de tempo para serem utilizadas, mas
  11. 11. nenhuma delas possuía, uma preocupação com a educação como o software livre: Atividades educacionais (incluindo escolas) têm o dever se ensinar apenas software livre. Aqui estão os motivos: Em primeiro lugar, o software livre pode poupar dinheiro às escolas. Ele proporciona às escolas, como a outros usuários, a liberdade de copiar e redistribuir o software, de modo que o sistema escolar pode fazer cópias para todos os computadores que possui. Em países pobres isso pode ajudar a acabar com a dívida digital. Essa razão óbvia, embora importante em termos práticos, é um tanto superficial. Desenvolvedores de software proprietário podem eliminá-la ao doar cópias às escolas. (Aviso: uma escola que aceita tal oferta pode ter que atualizar o software mais tarde.) Então vejamos as razões mais profundas. Escolas têm uma missão social: ensinar seus alunos a serem cidadãos de uma sociedade forte, capaz,independente, cooperativa e livre. Elas devem promover o uso de software livre assim como promovem a reciclagem. Se as escolas ensinarem o software livre, os alunos tenderão a usá-lo depois de se graduar. Isso ajudará a sociedade como um todo a escapar do domínio (e abuso) das megacorporações. O que as escolas devem se recusar a ensinar é a dependência. Essas corporações oferecem amostras grátis. (…). Eles não darão descontos a esses estudantes quando adultos e graduados. O software livre permite aos estudantes que aprendam como o software funciona. Alguns estudantes, quando chegam à adolescência, querem aprender tudo o que podem sobre computadores e software. (…). O software proprietário rejeita a sede de conhecimento dos estudantes. (…). A razão mais profunda para se utilizar software livre nas escolas é a educação moral; nós esperamos que as escolas ensinem aos alunos fatos básicos e habilidades úteis, mas isso não é tudo. (FREE SOFTWARE FOUNDATION, 2009 in http:// www.gnu.org/education/edu-schools.html).Diferente das grandes empresas o interesse do software livre não é apenas ganharmercado, mas trazer mais e mais pessoas para uma alternativa que visa antes de tudoa cooperação e respeito pela diversidade. O uso do computador nas escolas pode realmente contribuir com o processoensino-aprendizagem: Assim, à medida que fomos construindo nossa pesquisa, os receios e as duvidas foram sendo trocados pela convicção de que esta tecnologia pode efetivamente contribuir no processo de ensino-aprendizagem. Todavia, acreditamos que mesmo que tenhamos diante de nós um elenco de justificativas para introduzir este recurso didático na escola, esta inserção não se pode dar de forma autoritária.(OLIVEIRA,1997. pg. 17.).Do mesmo modo o software livre não deve simplesmente ser instalado é importantemostrar sua filosofia e razões para usá-lo, mostrar que o mesmo permite estreitar oslaços sociais e rompe as barreiras do egoísmo existente no capitalismo. Para a escola
  12. 12. publica em especial avançar em desenvolvimento tecnológico o software livre é umaimportante ferramenta para o processo educacional: O texto Software livre na educação trata da escolha dos softwares a serem utilizados nas escolas. (…). A livre circulação de softwares com códigos abertos e contribuição de todos, é imprescindível para a evolução do computador no processo educacional. A utilização de software livre de custos autorais reduz o custo da implantação e facilita o amplo acesso das escolas a essa nova tecnologia.(MERCADO,2002. Pg. 07)Do contrario corre-se o risco de transformar uma importante ideologia em meramercadoria a ser esquecida no tempo e espaço, para isto deve-se buscar o que acomunidade escolar pensa e sabe sobre a tecnologia além de verificar o conhecimentosobre o software livre por parte desta mesma comunidade no caso dos docentes comoas novas tecnologias podem auxiliar seu trabalho: Por outro lado, os professores manifestando suas representações sobre as relações entre tecnologia e trabalho ou atividades correlatas destacaram que a tecnologia é: - O uso da ciência, do saber, no trabalho em busca de novos métodos para otimizar seu trabalho. - Aplicação e implantação de conhecimentos científicos para o melhor desenvolvimento do trabalho. (LIMA FILHO; QUELUZ, 2006. pg. 12).A liberdade que o software livre oferece ao educando e ao educador liberdade traza possibilidade, capaz de transformar o meio social e contribuir para o processo deensino-aprendizagem: ¨¨O software livre não é simplesmente uma questão técnica;é uma questão ética, social e politica. É uma questão de direitos humanos que osusuários devem ter. ¨¨ (FREE SOFTWARE FOUNDATION, 2012 in http://www.gnu.org/education/education.pt-br.html)REFERÊNCIAS:ARROYO, M. G: “CURRÍCULO TERRITÓRIO EM DISPUTA”. 2012 ed. VozesPetrópolis – RJ.
  13. 13. CYSNEIROS, P. G: “ NOVAS TECNOLOGIAS NA SALA DE AULA MELHORIADO ENSINO OU INOVAÇÃO CONSERVADORA?” revista: Informática Educativa –UNIANDES – Vol. 12 n°1, 1999 pg. 11-24FREE SOFTWARE FOUNDATION: TEXTOS DIVERSOS in: http://gnu.org/education.Acessado em 20/10/2012.ILLICH. Illich: “SOCIEDADE SEM ESCOLAS”. 1985 ed. Vozes Petrópolis- RJ.KELTY, C. M “TWO BITS: THE CULTURAL SIGNIFANCE OF FREE SOFTWARE”2008 ed. Duke University Press in twobits.net. Acessado em 10/09/2012.LIMA FILHO,D.L. ;QUELUZ, G. L. : “ A TECNOLOGIA E A EDUCAÇÃOTECNOLÓGICA: ELEMENTOS PARA UMA SISTEMATIZAÇÃO CONCEITUAL”inrevista Educação e Tecnologia, Belo Horizonte, v.10, n°1, pg.19-28, 2005disponível em: http://files.dirppg.ct.utfpr.edu.br/ppgte/selecao2013/bibliografia/LimaFilhoeQueluz.pdf - acessado em 15/10/2012MERCADO, L. P. L: “NOVAS TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO: REFLEXÕES SOBREA PRÁTICA” 2002 ed. Edufal, Maceió -AL.OLIVA, ALEXANDRE: SOFTWARE PRIVATIVO É FALTA DE EDUCAÇÃO” in: http://revista.espiritolivre.org/pdf/Revista_EspiritoLivre_007_outubro09.pdf. Acessado em 20/10/2012.OLIVEIRA, Ramon de “INFORMÁTICA EDUCATIVA:DOS PLANOS E DISCURSOS ASALA DE AULA” 1997 ed. Papirus Editora, Campinas -SP.STALLMAN, Richard: “O MANIFESTO GNU” in: http://www.gnu.org/gnu/manifesto.pt-br.html acessado em 20/10/2012
  14. 14. VILLA, Marcelo: “DISCURSO URBANO CONTRA A EXCLUSÃO” 2002 Correio PopularCampinas -SP in: www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?down=CMUHE031586acessado em 18/10/2012.

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