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Material necessário:Kit com posicionadores radiográficos ou suporte porta filme tipo Han Shin autoclaváveis,são compostos ...
Posições das Radiografias Inicial ou de Diagnóstico do tratamento endodôntico, tomada com a técnica do Paralelismo, para d...
Régua milmetrada transparente                  Lupa de aumento com armação plástica            Mensuração do Comprimento A...
Comprimentos: 21, 25 e 31mm - Tipo K - 1a. série (15                                               Diâmetros: 1a. série (1...
O preparo da entrada do canal, normalmente é feito com brocas de Largo e Gates-Glidden de tamanhos compatíveis, respectiva...
incisal    2-) A partir do CAD, subtraímos 3mm ou 5mm, dependendo da técnica preconizada pelo Curso de Endodontia, transfe...
21mm, calibrada com limitador de 2mm,                 introduzidos 19mm                                                   ...
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Radiografia do CRI ou CI  Mensuração do Comprimento Real doInstrumento (CRI) ou Comprimento Inicial      (CI), por meio do...
Transferir a medida (CRT ou CT) para um instrumento endodôntico do tipo K compatível com o comprimento e diâmetro do canal...
Técnica radiográfica da Bissetriz Excêntrica com incidência        Técnica radiográfica          Radiografia para confirma...
Radiografia do CRT ou CT  Mensuração do Comprimento Real de   Trabalho (CRT) ou Comprimento de Trabalho (CT), por meio do ...
Observar a coincidência das aletas vestibular e palatina   dos grampos nas radiografias para cálculo do X e de  confirmaçã...
Nota: é muito importante que o graduando saiba fazer os cálculos odontométricos, descritos acima, tanto para dentes portad...
Nos dentes íntegros, a referência incisal ou oclusal é fácil de ser    determinada, porém, nos cariados ou fraturados, o d...
Nas imagens radiográficas ao lado, do dente 15, tomadas durante o treinamento laboratorial endodôntico (manequim) para cál...
comprimento) e a lima do tipo H no canal                                                                                  ...
Dente 26, radiografia de confirmação do CRT ou CT, tomada com técnica            Dente 27, radiografia para cálculo do X, ...
nitidez das imagens das raízes, ápices e canais em questão. A técnica de Le Master é especialmente aplicada para dissociaç...
zigomático e ápices radiculares.Vale lembrar que, para os molares superiores utilizamos a técnica da bissetriz disto-excên...
Tomada radiográfica com a técnica do paralelismo de formaincorreta, o filme não                 Tomada radiográfica com a ...
Posição incorreta, diminuição do ângulo vertical, consequentemente,alongamento da imagem          Posição incorreta, aumen...
Na imagem radiográfica panorâmica ao lado, chamamos a atenção, principalmente, para oscaninos esquerdos, superior e inferi...
Limite apical do tratamento endodônticoO tratamento endodôntico deve ser realizado nos limites de estrutura dentinária do ...
desrespeito do comprimento de trabalho do canal e consequente laceração do forame apical é um dos gatilhos desencadeadores...
Além disso, a junção CDC se distancia do vértice radiográfico (deposição cementária)  em decorrência da idade (figura. ao ...
Observar o aspecto clínico e principalmente radiográfico do dente 11, polpa morta,diagnóstico: periodontite apical crônica...
Outra razão para não se trabalhar no limite do vértice radiográfico é a limitação da radiografia. Rothier (1975-77)salient...
branca), corremos o risco de provocar                       aquém do vértice (traço azul),                          junção...
2. Por que subtraímos de 1,0mm a 1,5mm para dentes portadores de polpa viva?Por que subtraímos de 0,5mm a 1,0mm para dente...
4. Radiografia do dente 26 para prova dos cones principais de obturação, qual técnicaradiográfica foi utilizada, por que e...
6. Radiografia tomada para confirmação do CRT ou CT dos dentes 21 e 15, descreva o queaconteceu e como corrigir o erro?7. ...
9. Radiografia tomada para confirmação do CRT ou CT do dente 33, além do acadêmico cometer oerro de procurar o canal com b...
12. Descreva como os filmes radiográficos periapicais devem ser preparados antes do uso,os cuidados com o processamento, a...
Pathology, 1960, 13, 728–33.16. ROTIER, A. Estudo radiográfico “in vitro” de canais radiculares obturados até o limite for...
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  1. 1. Odontometria - endo-e Página PrincipalMedidas OdontométricasPara tratarmos endodonticamente um dente énecessário estabelecer o comprimento e o limite deatuação da terapia endodôntica no interior do canaldentinário.Seria ideal, se fosse possível, medir o dente forada cavidade bucal com auxílio de um paquímetrode precisão.A determinação da odontometria é em grande partepassível de erros, provocados desde distorções datécnica radiográfica, falta de contraste e nitidez,medição da radiografia com régua milimetrada, Seria ideal, se fosse possível, medir o dente fora da cavidade bucal, com auxílio de um paquímetro detransferência das medidas obtidas aos precisão. O comprimento do dente 21, do ápice dentário à borda incisal, neste caso é 27,5mm. Oinstrumentos, por meio de cursores ou limitadores comprimento endodôntico de trabalho para dentes portadores de polpa viva (PV) seria 26mm e, parade silicone, entre outros. polpa morta (PM) 26,5mm, devido razões anatômicas, biológicas e patológicas ligadas a reparaçãoAs medidas de odontometria são, no mais das após tratamento endodôntico.vezes, sugestivas e nunca exatas.Assim, para nos certificarmos o comprimento de trabalho de um determinado canal (dentinário) é preciso realizarmos os cálculos odontométricos e, emseguida, confirmarmos radiograficamente, devido haver ainda, possibilidades de distorções radiográficas.Normalmente, têm-se a variação de 0,5 a 2,0mm aquém (antes) do vértice radiográfico, dependendo das condições patológicas do remanescente pulpar,dente portador de polpa viva (saudável ou inflamada) ou mortificada.Dependendo da sua escola, temos variações das nomenclaturas, bem como dos limites de trabalho endodôntico, adaptar-se às nomenclaturas e distânciasdos vértices radigráficos propostos.Por exemplo, se obtivermos, pela odontometria, o comprimento de trabalho igual a vinte milímetros, antes de iniciar a instrumentação, devemos levar uminstrumento endodôntico calibrado nesta medida e, pela avaliação radiográfica nos certificarmos que realmente estamos muito próximos da medidaalmejada, confirmando o comprimento de trabalho (CT) ou comprimento real de trabalho (CRT).A referência incisal (dentes anteriores) ou oclusal (dentes posteriores), como é um ponto clínico visivelmente controlado pelo operador, precisa compreenderum ponto anatômico bem definido para cada canal, que deve ser registrado na ficha clínica do paciente e mantido durante toda a intervenção endodôntica.
  2. 2. Material necessário:Kit com posicionadores radiográficos ou suporte porta filme tipo Han Shin autoclaváveis,são compostos pelo anterior (superior e inferior), direito superior e inferior esquerdo e,esquerdo superior e inferior direito.A técnica radiográfica utilizada é do paralelismo.Durante o treinamento endodôntico laboratorial ou clínico os posicionadores radiográficos devem ser utilizados, como segue:Tomada radiográfica inicial ou de diagnóstico para Tomada radiográfica inicial ou de diagnóstico Tomada radiográfica inicial ou de diagnóstico paratratamento endodôntico com o posicionador para para tratamento endodôntico com o tratamento endodôntico com o posicionador para dentes anteriores, filme colocado na posição posicionador para dentes posteriores, filme dentes anteriores, filme colocado na posição vertical (afastar a lingueta no manequim, tanto colocado na posição horizontal (afastar a vertical e com picote para incisal. para superiores e inferiores) e com picote para lingueta no manequim, tanto para superiores e incisal. inferiores) e com picote para oclusal.O dente que sofrerá intervenção endodôntica deve estar centralizado no filme. A ampola de raios X deve ser então posicionada.Vale lembrar que o tempo de exposição dos raios X deve ser menor para cada grupamento dentário, quando utilizamos o manequim endodôntico, devidoausência do tecido ósseo.
  3. 3. Posições das Radiografias Inicial ou de Diagnóstico do tratamento endodôntico, tomada com a técnica do Paralelismo, para dentes anteriores superiores einferiores o filme periapical deve ser posicionado vertical e, posteriores horizontal, porém com o picote sempre para incisal ou oclusal. Manter sempre a centralização do dente em Radiografia Inicial ou de Diagnóstico do questão para a imagem radiográfica tratamento endodôntico para o dente 11, sofrer menores distorções, quando tomada com a técnicacomparadas com as imagens descentralizadas doParalelismo. Manter sempre no filme radiográfico. acentralização do dente em questão.A radiografia inicial do tratamento endodôntico, além de fazer parte do exame complementar ao diagnóstico clínico provável também será importante para o planejamento do tratamento, como por exemplo para análise do número de raízes, volume da câmara pulpar e canal radicular, presença de nódulos, reabsorções radiculares ou ósseas perirradiculares, curvaturas radiculares, rizogênese incompleta ou completa, entre outras.Entretanto, nesse momento da técnica endodôntica a radiografia Inicialtomada coma técnica do paralelismo será utilizada para medir ou mensurar o comprimento aparentedo dente (CAD - distância em milímetros da borda incisal ou oclusal e vérticeradiográfico) que vai sofrer intervenção endodôntica, porém passível de distorções.Para tanto será necessário utilizar além do RX Inicial o negatoscópio,régua milimetradaplástica transparente, lupa de aumento e além de toda paramentação do operador, fazeruso das sobreluvas para as tomadas radiográficas, processamento da radiografia edurante os cálculos odontométricos. RX Inicial, dente 21 Negatoscópio radiográfico
  4. 4. Régua milmetrada transparente Lupa de aumento com armação plástica Mensuração do Comprimento Aparente de Dente (CAD - distância em milímetros da borda incisal ou oclusal e vértice radiográfico), por meio da radiografia inicial, negatoscópio radiográfico (fundo branco), régua, lupa, luvas e sobreluvas.Após anamnese, diagnóstico clínico provável, valor do CAD, anestesia, isolamento relativo e absoluto, cirurgia de acesso e exploração / esvaziamento /preparo da entrada do canal será necessário a utilização de instrumentos endodônticos do tipo K (representados no cabo por um quadrado), limitadores - cursores - stops de silicone e régua calibradora para instrumentos endodônticos autoclaváveis.De acordo com a anatomia do dente observada na radiografia inicial, comprimento e diâmetro, selecionamos o instrumento do tipo K.Com relação ao comprimento, dentes com o CAD até 21mm é óbvio a seleção de limas com 21mm e, respectivamente para os dentes até 25mme 31mm.O diâmetro é selecionado, por meio da introdução e prova do instrumento previamente calibrado no comprimento desejado (CRI - comprimento real doinstrumento ou CI - comprimento inicial), porém o instrumento a ser provado não deverá ficar folgado nem muito justo no interior do canal, o querepresentaria respectivamente a possibilidade da lima cair durante a tomada radiográfica, bem como a extrusão (empurrar) tecidos saudáveis ou produtostóxicos quando da mortificação pulpar para o periápice, acarretando agudização (dor) ou interferindo negativamente no processo de reparo cicatricial pós-tratamento endodôntico.
  5. 5. Comprimentos: 21, 25 e 31mm - Tipo K - 1a. série (15 Diâmetros: 1a. série (15-40), 2a. série (45-80) e 3a. - 40 - Diâmetros) série (90-140) - Tipo K - 25mm de Comprimento, Obs.: nesta marca de instrumentos endodônticos, as podendo ter diferentes comprimentos: (21, 25 e 31mm) limas de 21mm possuem limitadores branco, 25mm Obs.: os diâmetros dos instrumentos estão expressos amarelo e 31mm preto no cabo em centésimos de milímetroslimitadores, cursores ou stops de silicone autoclaváveis Régua calibradora para instrumentos endodônticos de diferentes espessuras (0,5mm, 1,0mm - ideal, autoclavável 2,0mm, 2,5mm e 3mm) para calibrar os mais variados comprimentos nos instrumentos endodônticosNota:Após a cirurgia de acesso a exploração da entrada do canal é feita com explorador de ponta reta para dentes com a câmara pulpar volumosa e, com lima dotipo K, número 15, 21mm de comprimento e pré-curvada (para ampliar a área de exploração) para dentes que possuem pouco volume na câmara pulpar.
  6. 6. O preparo da entrada do canal, normalmente é feito com brocas de Largo e Gates-Glidden de tamanhos compatíveis, respectivamente.O esvaziamento do canal, de forma geral é feito, por meio da associação do hipoclorito de sódio a 1% e instrumentos do tipo K, de fino calibre, semprerenovando a substância química, com farta irrigação e aspiração, valendo-se das cânulas fina e calibrosa, respectivamente.Técnica da OdontometriaNa realidade, não existe um procedimento de odontometria capaz de atender a todos os casos. Aliás, a literatura endodôntica registra vários métodos demensuração que comportam entre si múltiplas diferenças no que tange aos seus fundamentos e metodologia de execução. Por essa razão, nos ateremos auma metodologia simples, que tem sido usada, com boa margem de sucesso, na clínica privada e ambulatorial.A descrição da técnica utilizada por esta Disciplina é representada pela técnica de Ingle (1957) modificada, como segue (passos 1 ao 7): 1-) A partir da radiografia de diagnóstico do dente 21 (polpa morta), tomada com a técnica do cone longo ou paralelismo, medimos com auxílio donegatoscópio, lupa e régua milimetrada transparente, o comprimento do dente, calcado nos dois pontos referenciais: o incisal ou oclusal e o vérticeradiográfico de cada raiz, transferindo a medida para a ficha, com o nome de Comprimento Aparente do Dente (CAD). Radiografia de Diagnóstico ou Inicial do Mensuração do Comprimento Aparente de Dente (CAD), por Radiografia de Diagnóstico ou Inicial dotratamento endodôntico do dente 21, tomada meio da radiografia inicial, negatoscópio radiográfico, régua, tratamento endodôntico, tomada com a com a técnica doParalelismo. Manter lupa e sobreluvas técnica do Paralelismo acentralização do dente em questão CAD = 22mm, obtido pela distância em milímetros do vértice radiográfico e borda
  7. 7. incisal 2-) A partir do CAD, subtraímos 3mm ou 5mm, dependendo da técnica preconizada pelo Curso de Endodontia, transferindo o resultado para oinstrumento de odontometria: CAD - 3mm ou - 5mm = CRI ou CI (Comprimento Real do Instrumento ou Comprimento Inicial).A subtração de 3mm ou 5mm do CAD é devido possíveis distorções da imagem na radiografia de diagnóstico, esse espaço serve como margem desegurança para que os tecidos apicais e periapicais não sejam traumatizados quando da introdução do instrumento no canal radicular. Para o Endodontistaexperiente, pode-se subtrair até 1mm a partir do CAD, em função do aprimoramento das técnicas radiográficas, muitas vezes com mínima distorções. 3-) Introduz-se no canal o instrumento até o valor do CRI ou CI, ficando aquém do vértice radiográfico. Cumpre advertir que o instrumento deve ficar justono canal, pois do contrário, corre-se o risco de movimentação durante a tomada radiográfica. Feito isto, radiografa-se o dente, procurando a menor distorçãopossível, por meio da técnica da Bissetriz Excêntrica.Transferir a medida (CRI ou CI) para um instrumento endodôntico do tipo K compatível com o comprimento e diâmetro do canal, ou seja, que fique justo, semforçar, usando-se o número de limitadores de silicone necessários para marcar essa medida. Usar neste momento a régua endodônica milimetrada.O instrumento escolhido deve ser aquele com o comprimento mais próximo do CRI ou CI. O uso de limas números 06, 08 e 10 não são recomendados,devido suas pontas serem muito delgadas e com pequena radiopacidade e praticamente desaparecem, tornando-as imperceptíveis na imagem radiográfica,sempre utilizar no mínimo o instrumento número 15, caso seja volumoso para o diâmetro do canal, ampliar com limas de número inferiores previamente.Introduzir o instrumento no canal.Conferir se o limitador que determina o CRI/CIencosta perfeitamente na referência escolhida, incisalou oclusal. Neste exemplo foi subtraído 3mm do CAD.Atenção para o correto posicionamento do grampo211, é comum o graduando adaptar de forma invertida. CRI ou CI com 19mm Posicionamento da lima devidamente na Obs.: lima tipo K no. 40 (cor preta) de referência incisal, sendo que foram
  8. 8. 21mm, calibrada com limitador de 2mm, introduzidos 19mm possuindo 19mm de comprimento Observar que, devido o grampo, a posição do filme radiográfico fica praticamente "paralela" ao longo eixo do dente, diminuindo significativamente a possibilidade de distorção na imagem. Técnica radiográfica da Bissetriz Cêntrica com incidência do Técnica radiográfica da Bissetriz Excêntrica com incidênciafeixe de raios X no centro do dente, conferindo menor distorção do feixe de raios X no ápice do dente, conferindo menor neste, porém a incisal e principalmente o ápice sofrerão distorção neste, porém a coroa e terço cervical radicular imagens radiográficas distorcidas ou alongadas sofrerão imagens radiográficas cortadas ou distorcidas / alongadas (sem nenhum problema)
  9. 9. Técnica radiográfica da Bissetriz Exêntricacom Radiografia para cálculo do X, tomada com a técnica incidência do feixe de raios X no terço radicular da Bissetriz Excêntrica. Manter a centralização do apical, seta vermelha ápice no filme radiográfico 4-) Processada a radiografia, mede-se, com o auxilio do negatoscópio, lupa e régua milimetrada transparente, o espaço entre a ponta do instrumento e ovértice radiográfico. A esta medida teremos um valor X.
  10. 10. Radiografia do CRI ou CI Mensuração do Comprimento Real doInstrumento (CRI) ou Comprimento Inicial (CI), por meio do negatoscópio radiográfico, régua, lupa e sobreluvas Neste caso o X = 3mm, porém Visualização com a lupa de aumento, X = 3mm dependendo das distorções o X poderá ser zero, 1, 2, 4, 5, 6mm... 5-) De posse desta medida X (neste caso foi igual a 3mm) iremos acrescentar (somar) ao valor determinado pelo CRI ou CI, totalizando desta forma ovalor do Comprimento Real do Dente ou Comprimento do Dente (CRD / CD = CRI / CI + X ). 6-) Com estes valores poderemos indicar o Comprimento Real de Trabalho (CRT) ou Comprimento de Trabalho (CT). 6.1- Dentes com polpa viva. Esta condição implica instrumentar o canal há cerca de 1,0 a 1,5 mm do CRD / CD, dependendo da Escola que você fazparte pode ser até 2mm. Polpa viva: CRT / CT = CRD - 1,0 mm a 1,5 mm 6.2- Dentes com polpa morta. De modo geral ao recuarmos 0,5 a 1,0 mm do vértice radiográfico estaremos no CRT / CT. Polpa morta: CRT / CT = CRD - 0,5 mm a 1,0 mm
  11. 11. Transferir a medida (CRT ou CT) para um instrumento endodôntico do tipo K compatível com o comprimento e diâmetro do canal, ou seja, que fique justo,sem forçar, usando-se o número de limitadores de silicone necessários para marcar essa medida. Usar neste momento a régua endodônica milimetrada.O instrumento escolhido deve ser aquele com o comprimento mais próximo do CRT ou CT. O uso de limas números 06, 08 e 10 não são recomendados,devido suas pontas serem muito delgadas e com pequena radiopacidade e praticamente desaparecem, tornando-as imperceptíveis na imagem radiográfica.Introduzir o instrumento no canal. Conferir se o limitador que determina o CRT / CTencosta perfeitamente na referência escolhida, incisal (dentes anteriores) ou oclusal (dentes posteriores). Neste caso o CRT ou CT foi 21mm, logo não houve necessidade do uso de limitadores. Devido o canal radicular ter um formato tronco-cônico gradual com menor diâmetro apical, por vezes é necessário diminuir o calibre do instrumento endodôntico (nos. 25, 30 ou 35) para alcançar as imediações do CRT ou CT.Atenção para o correto posicionamento do grampo211, é comum o CRT ou CT com 21mm Posicionamento da lima devidamente na graduando adaptar de forma invertida. Obs.: lima tipo K no. 40 (cor preta) de referência incisal, sendo que foram 21mm, sem necessidade do uso de introduzidos 21mm limitadores 7-) Processada a radiografia, mede-se, com o auxilio do negatoscópio, lupa e régua milimetrada transparente, o espaço entre a ponta do instrumento e ovértice radiográfico, dependendo se é polpa viva ou mortificada, esta distância pode ser de 0,5 à 1,5mm.
  12. 12. Técnica radiográfica da Bissetriz Excêntrica com incidência Técnica radiográfica Radiografia para confirmação do CRT ou do feixe de raios X no ápice do dente, conferindo menor daBissetriz Exêntrica com CT, tomada com a técnica daBissetriz distorção neste, porém a coroa e terço cervical radicular incidência do feixe de raios X Excêntrica. Manter a centralização do ápice sofrerão imagens radiográficas cortadas ou distorcidas / no terço radicular apical, seta no filme radiográfico alongadas (sem nenhum problema) vermelha
  13. 13. Radiografia do CRT ou CT Mensuração do Comprimento Real de Trabalho (CRT) ou Comprimento de Trabalho (CT), por meio do negatoscópio radiográfico, régua, lupa e sobreluvas Neste caso (polpa morta) a distância desejada Visualização com a lupa de aumento, CRT ou CT = 21mm, foi 1mm mantendo-se a distância de 1mm do vértice radiográficoPor vezes, necessário se faz acrescentar ou recuar de 0,5 à 1mm no CRT ou CT, em função ainda das distorções radiográficas, normalmente não énecessário fazer nova tomada radiográfica após esse ajuste. Entretanto, para valores superiores é recomendado confirmar radiograficamente as alteraçõesefetuadas no CRT ou CT.Para os cálculos odontométricos foram necessárias 3 radiografias: a inicial com a técnica do paralelismo, cálculo do X com a técnica da bissetrizexcêntrica e a confirmação do CRT ou CT com a técnica da bissetriz excêntrica.
  14. 14. Observar a coincidência das aletas vestibular e palatina dos grampos nas radiografias para cálculo do X e de confirmação do CRT ou CT, mostrando que o feixe de raios X incidiu perpendicular à bissetriz formada entre olongo eixo do dente e do filme, normalmente, quando as aletas são dissociadas na radiografia, o ângulo vertical pode estar indevido, acarretando alongamento ouencurtamento das imagens radiográficas, alterando desta forma os cálculos odontométricos. Dente 21, RX inicial RX cálculo do X RX confirmação do CRT ou CT RESUMO - Cálculos odontométricos para o dente 21, portador de polpa morta:CAD = 22mm Legenda:22 - 3mm = CRI ou CI CAD - comprimento aparente do denteCRI ou CI = 19mm Pode ser subtraído 3mm ou 5mm do CAD - margem de segurança para não correr risco do instrumento endodôntico ultrapassar oX = 3mm comprimento total de dente, em função das distorções radiográficasCRI ou CI + X = CRD CRI ou CI - comprimento real do instrumento ou comprimento inicial19 + 3 = 22mm X - distância em milímetros da ponta do instrumento ao vértice radiográficoCRD ou CD - 1 = CRD ou CD - comprimento real do dente ou comprimento do denteCRT ou CT Polpa morta - subtraímos de 0,5 à 1mm do CRD, neste caso foi 1 milímetro22 - 1 = 21mm CRT ou CT - comprimento real de trabalho ou comprimento de trabalhoCRT ou CT = 21mmNa odontometria do dente 21 o X foi 3mm, porque não houve distorções nas radiografias CAD e cálculo do X, dependendo das distorções radiográficas,alongamento ou encurtamento, esse número pode ser, entre outros, 6, 5 e 4 ou 2, 1 e zero, respectivamente.
  15. 15. Nota: é muito importante que o graduando saiba fazer os cálculos odontométricos, descritos acima, tanto para dentes portadores de polpa viva ou morta, diferentes valores para o CAD, bem como para dentes unirradiculados, birradiculados ou multirradiculados.A ficha de odontometria deve ser preenchida para cada dente, dependendo da sua Escola, conforme figuras ao lado.Ao final do tratamento endodôntico as fichas devidamente preenchidas e acompanhadas pelas radiografias serão entregues ao Professor.A coluna CANAL da ficha será preenchida quando o dente possuir mais de 1 canal, por exemplo: dente 14, devemos escrever V para o canal vestibular na1a, linha e P para o canal palatino na 2a. linha.A ficha de odontometria está disponível para download no link Universidades, sua Universidade.Após a descrição detalhada da técnica de odontometria para o dente 21, algumas considerações a seguir serão complementares às mais diversas situações.
  16. 16. Nos dentes íntegros, a referência incisal ou oclusal é fácil de ser determinada, porém, nos cariados ou fraturados, o dentista deve preparar o remanescente coronário de modo a apresentar uma superfície plana de estrutura dental, de modo a obter um ponto anatômico passível de ser mantido durante todo o tratamento. Para isso, toda e qualquer estrutura de esmalte sem suporte de dentina deve ser removida e planificada. Do contrario, corremos orisco de rompimento da coroa entre as sessões e perda da referência incisal ou oclusal, conduzindo a erros iatrogênicos durante o tratamento. Dente 21 - referência clínica incisal Devida referência clínica incisal indevidaOutro detalhe importante é determinarmos a referencia oclusal (dentes posteriores) o mais próxima possível do canal radicular que estamosintervindo, ou seja, no canal vestibular do primeiro pré-molar superior devemos utilizar como referência a ponta de cúspide V e no canal palatino a ponta de cúspide P, no canal MV do molar superiordevemos utilizar como referência a ponta de cúspide MV e assim por diante, observar na imagem do dente 16, lima tipo K #20 (amarela) - canal MV; lima tipo K #25 (vermelha) - canal DV e, lima tipo K #35 (verde) - canal P. Dente 14 - referências oclusais V (ponta Dente 16 - pontas de cúspides como de cúspide vestibular) e P (ponta de referências oclusais - MV, DV e P cúspide palatina)
  17. 17. Nas imagens radiográficas ao lado, do dente 15, tomadas durante o treinamento laboratorial endodôntico (manequim) para cálculo do X dos canais vestibular e palatino podemos observar na primeira radiografia, tomada com técnica da bissetriz excêntrica, porém ortorradial, houve sobreposição das raízes, impossibilitando a dissociação dos canais V e P. Nota-se também a sobreposição das aletas do grampo V e P. Entretanto, na segunda imagem radiográfica do mesmo dente 15, observamos a dissociação dos canais V e P, valendo-se da técnica Imagem radiográfica do dente 15, tomada Imagem radiográfica do dente 15, tomada radiográfica da bissetriz excêntrica mesiorradial ou técnica de com a técnica da bissetriz excêntrica com a técnica da bissetriz excêntrica Clark, com variação da angulação horizontal em 20º graus para ortorradial mesiorradial - Técnica de Clark mesial, proporcionando o deslocamento da imagem da raiz palatina para mesial, Nota-se também a dissociação horizontal das aletas do Observar que as coroas foram cortadas nas imagens radiográficas, em função do grampo. uso da técnica da bissetriz excêntrica (terço apical), sem interferir no bom andamento do tratamento endodôntico, porém nas radiografias inicial e final, o ápice e a coroadevem estar bem nítidos e não podem ser cortados nas imagens radiográficas.Nas imagens radiográficas ao lado, do dente 24 e 14, tomadas durante o atendimento clínico para confirmação do CRT ou CT, podemossalientar outro detalhe interessante, utilizar instrumentos com calibresdiferentes em cada um dos canais ou ainda uma lima tipo K e outra do tipo H (Hedströen), permitindo que a identificação de cada um dos canais na imagem radiográfica seja imediata. Imagem radiográfica do dente 24, tomada Imagem radiográfica do dente 14, tomada com a técnica da bissetriz com a técnica da bissetriz mesioexcêntrica, sendo que a lima mais mesioexcêntrica, sendo que a lima do tipo calibrosa localiza-se no canal palatino K localiza-se no canal palatino (maior
  18. 18. comprimento) e a lima do tipo H no canal vestibular Para dentes bi ou multirradiculares, os cálculos Dente 46, posição dos instrumentos nas Dente 46, radiografia de confirmação do CRT ou odontométricos são feitos simultaneamente em referências de pontas de cúspides MV, ML e D CT, devido a utilização da técnica da bissetriz todos os canais, tanto para cálculo do X, bem para tomada radiográfica de confirmação do mesioexcêntrica, a lima da mesial é correspondente como para confirmação do CRT ou CT CRT ou CT ao canal ML, lima do meio - canal MV e na distal - canal DNa radiografia do dente 46 observamos que a lima do canal distal encontra-se centralizada na raiz, caso contrário (deslocamento da lima para mesial oudistal) desconfiar da presença do 4o. canal na raiz distal.Aliás, sempre que nos depararmos com grupamentos dentários que possuem achatamento radicular proximal, devemos ficar atentos com a possibilidade dapresença do 2o. canal, para tanto, sempre fazer uso da variação da angulação horizontal para mesial ou técnica de Clark.Os grupamentos dentários que possuem normalmente achatamento radicular proximal:Superiores: pré-molares e raízes mesiovestibulares dos molares.Inferiores: anteriores e molaresDurante os cálculos odontométricos para os molares superiores existe uma exceção à regra, com relação a variação da angulação horizontal em 20º paramesial ou técnica de Clark, até o momento recomendamos sempre a mesialização, porém é necessário distalizar 20º para que a raiz palatina não sejasobreposta na raiz mesiovestibular, impedindo desta forma a individualização da mesma e, a correta interpretação radiográfica da presença ou não do 4o.canal.
  19. 19. Dente 26, radiografia de confirmação do CRT ou CT, tomada com técnica Dente 27, radiografia para cálculo do X, tomada com a técnica da bissetriz da bissetriz distoexcêntrica, com variação da angulação horizontal ou distoexcêntrica, observar que a lima na raiz MV encontra-se mesializada ou técnica de Clark, porém a única exceção da técnica que distalizamos, deslocada para mesial, canal MV, é necessário localizar o 4o. canal - MPobservar a raiz palatina para distal (maior), bem como a centralização da (mesiopalatino) lima na raiz MV - único canalTécnica de Clark, 1909:Além do uso da técnica radiográfica da bissetriz excêntrica durante o tratamentoendodôntico, por vezes se faz necessário a variação da angulação horizontal paradissociação de imagens sobrepostas.Na figura ao lado podemos observar que as setas brancas representam as posições docabeçote (feixe de raios X), sendo orto-radial (centro do dente) com incidência no centro dodente, sobrepondo as raízes vestibular e palatina (pontos vermelho) do dente 24.A variação da angulação horizontal com incidência mesio-radial em 20º possibilitou adissociação das raízes V e P, sendo que a raiz P encontra-se para mesial (linha vermelhapontilhada) e, na incidência de 20º disto-radial podemos observar que a raiz P deslocou-separa distal (linha vermelha pontilhada).Salienta-se, durante a terapia endodôntica, normalmente utilizamos 20º para mesial, porémcom exceção para os molares superiores, onde a variação da angulação horizontal seria em20º para distal.Quando da tomada radiográfica com a técnica da bissetriz para os molares superiores, geralmente ocorre a sobreposição das imagens do processozigomático da maxila e do osso zigomático sobre seus ápices radiculares, determinando o aparecimento de uma radiopacidade acentuada que impede a
  20. 20. nitidez das imagens das raízes, ápices e canais em questão. A técnica de Le Master é especialmente aplicada para dissociação das imagens.Por vezes, durante o tratamento endodôntico em molares superiores,valendo-se da técnica radiográfica da bissetriz excêntrica, podemosnos deparar com a sobreposição do processo zigomático nos ápicesdesse grupamento dentário, o que dificultaria a interpretaçãoradiográfica para determinação da odontometria, conforme figuras aolado.Apesar que, o grampo muitas vezes tende a proporcionar oparalelismo entre dente e filme, às vezes restando apenas diminuir oângulo de incidência vertical do raio X. Dente 16 - Técnica disto-excêntrica para cálculos odontométricosTécnica de Le Master, 1923:Variação da angulação vertical do feixe de raios X, valendo-se da apreensão do rolete de algodão com fita adesiva (na base do filme - picote para oclusal),conforme figura abaixo e re-posicionamento do cabeçote de raios X (diminuindo a angulação vertical), permitindo a dissociação das imagens, processo
  21. 21. zigomático e ápices radiculares.Vale lembrar que, para os molares superiores utilizamos a técnica da bissetriz disto-excêntrica, conforme citado anteriormente. Apreensão do rolete de algodão com fita Filme com rolete em posição e diminuição Dissociação das imagens, processo adesiva, proporcionando paralelismo do ângulo de incidência vertical do raio X zigomático e ápices radiculares. entre dente e filme Associação das técnicas bissetriz disto- excêntrica e Le MasterA tomada radiográfica inicial ou de diagnóstico do tratamento endodôntico é obtida pelatécnica do paralelismo (filme paralelo ao dente), porém o posicionador deve ser colocadoem posição, de tal forma que, o filme periapical fique o mais paralelo possível em relaçãoao dente, caso contrário a imagem poderá sofrer distorções, como alongamento ouencurtamento, conforme figuras a seguir.Se o alongamento for demasiado, na radiografia do cálculo do X, a distância da ponta doinstrumento ao vértice radiográfico será bem menor do que foi subtraído do CAD (3mm ou5mm, dependendo da sua Escola) podendo até ultrapassar o vértice, lesando os tecidosperiapicais e, ao contrário, se houver encurtamento, na radiografia do cálculo do X, adistância da ponta do instrumento ao vértice radiográfico será bem maior do que foi Tomada radiográfica com a técnica do paralelismo desubtraído do CAD (3mm ou 5mm, dependendo da sua Escola). forma correta, observar que a imagem do vértice radicular do dente 21 é nítida
  22. 22. Tomada radiográfica com a técnica do paralelismo de formaincorreta, o filme não Tomada radiográfica com a técnica do paralelismo de encontra-se paralelo ao dente, diminuindo a angulação vertical e formaincorreta, o filme não encontra-se paralelo ao dente, consequentemente alongando a imagem, quando comparado com a posição anterior, aumentando a angulação vertical e observar que a imagem do vértice radicular do dente 21 não é nítida e esfumaçada consequentemente encurtando a imagem, quando comparado com a figura acima, observar que a imagem do vértice radicular do dente 21 não é nítida e esfumaçadaObservar as três radiografias de confirmação do CRT ou CT com atécnica da bissetriz excêntrica,entretanto foram tomadas com a paciente, filme e lima na mesma posição, variando apenas aangulação vertical, porém visando o terço apical, como segue:Ao contrário, se a incidência do feixe de raios X for cêntrica ou coronária (figuras abaixo) os ápicesserão cortados nas imagens radiográficas que sofreram alongamento e encurtamento. Posição correta, incidência do feixe de raios X perpendicular à bissetriz formada entre o longo eixo do dente e do filme, observar sobreposição das aletas V e P do grampo
  23. 23. Posição incorreta, diminuição do ângulo vertical, consequentemente,alongamento da imagem Posição incorreta, aumento do ângulo vertical,radiográfica,observar que a ponta lima encontra-se mais próxima do vértice, quando comparado com consequentemente,encurtamento da imagem o RX correto, além da dissociação das aletas V e P do grampo radiográfica, observar que a ponta lima encontra-se mais distante do vértice, quando comparado com o RX correto, além da dissociação das aletas V e P do grampoCumpre salientar que, além do conhecimento prévio da anatomia interna dentária, o comprimento médio de cada grupamento é de extrema importância,principalmente no que diz respeito aos cálculos odontométricos, passíveis de distorções radiograficas, muitas vezes aumentando ou diminuindo ocomprimento dos dentes, conforme tabela abaixo: Dentes Superiores Dente: ICS ILS CS 1o. PMS 2o. PMS 1o. MS 2o. MS 20 (Vs) Comprimento Médio: 22mm 23mm 26,5 21,5mm 21,5mm 21,5mm 21 (P) Dentes Inferiores Dente: ICI ILI CI 1o. PMI 2o. PMI 1o. MI 2o. MI Comprimento Médio: 21mm 22mm 25mm 22mm 22mm 22mm 22,5mm
  24. 24. Na imagem radiográfica panorâmica ao lado, chamamos a atenção, principalmente, para oscaninos esquerdos, superior e inferior, observar que, possuem comprimento médioaproximado de 40mm, claro que a tabela acima encontra-se baseada nos estudosanatômicos, conferindo o comprimento médio para os grupamentos dentários, porém asvariações existem.Além do canino superior ser o maior dente da arcada dentária, ao contrário, o incisivo centralinferior é o menor dente, tendo em média 21mm, porém, também podemos nos deparar comum ICI, por exemplo, com 16mm de comprimento, e assim sucessivamente.Conforme descrito no início deste capítulo, os limitadores, cursores ou stops de silicone autoclaváveis encontram-se disponíveis no mercado com diferentesespessuras (0,5mm, 1,0mm - ideal, 2,0mm, 2,5mm e 3mm) para calibrar os mais variados comprimentos nos instrumentos endodônticos. Caso fornecessário, é possível cortar o limitador de 1mm ao meio, obtendo 2 limitadores de 0,5mm, como segue:Limitadores com 0,5mm, 1,0mm, 2,0mm, Apreensão do limitador de 1mm com a Após o corte do limitador de 1mm, 2,5mm e 3mm de espessura pinça Perry e posicionamento da lâmina obtendo 2 limitadores de 0,5mm de de bisturi no. 15 para corte, sobre a placa espessura de vidro estéril
  25. 25. Limite apical do tratamento endodônticoO tratamento endodôntico deve ser realizado nos limites de estrutura dentinária do canal, ou seja,desde a fase de esvaziamento (pulpectomia, penetração desinfetante e desobturação) até a obturaçãodevemos determinar um limite de trabalho dentro das paredes do canal dentinário, onde o instrumentoendodôntico, substâncias químicas e material obturador devem estar contidos.Para isso é preciso levarmos em conta não só o comprimento do dente, como também das condiçõesdo conteúdo do canal radicular (presença de tecido pulpar, restos em decomposição decorrentes damortificação pulpar ou mesmo material obturador antigo).Estes fatores de ordem biológica estão intimamente relacionados aos mecanismos de reparação pós tratamento endodôntico. Realmente, a meta dotratamento endodôntico é conseguir a cicatrização dos tecidos periapicais em um menor lapso possível, permitindo que o dente restabeleça suas funçõesestéticas e mastigatórias.Assim, o processo de reparação só tem início quando os tecidos apicais remanescentes apresentam-se livres de inflamação, infecção ou trauma mecânico,do tipo material obturador além do limite desejável. Cumpre lembrar que além dos fatores externos que levaram a instituir a terapia endodôntica, o próprioprocedimento endodôntico é capaz de gerar injúrias traumáticas, tanto cirúrgicas quanto medicamentosas, potencializadas quando contidas além dos limitesdesejáveis.Por isso, as etapas que compõem a endodontia devem ser cercadas de rigorosos cuidados para que as reações inflamatórias não atinjam níveis elevados deintensidade, sejam capazes de eliminar a infecção sediada no canal e evitar a sua re-contaminação e, desta maneira, não perturbem a evolução normal daferida cirúrgica nem retarde o processo de cicatrização.A maneira pela qual conseguimos identificar a manutenção de inflamação ou infecção é por meio da análise dos sinais e sintomatologia clínica pós-operatória. A presença de dor após qualquer intervenção endodôntica, sem sombra de dúvida, representa a maior expressão da sintomatologia satélite e ossinais, quando presentes, traduzem o agravamento do quadro clínico em questão.É claro que a variação da intensidade dolorosa não deve, por si só, ser tomada como regra para avaliação da resposta inflamatória após o tratamentorealizado. No entanto, não se pode questionar que a presença da dor sugere, invariavelmente, que algo anormal ocorreu durante a intervenção praticada.A sensibilidade pós-operatória pode estar relacionada à múltiplos fatores de natureza mecânica, química e biológica, porém estamos convictos que o
  26. 26. desrespeito do comprimento de trabalho do canal e consequente laceração do forame apical é um dos gatilhos desencadeadores de toda a manifestaçãoálgica.Como já foi dito anteriormente, a manutenção da forma e posição do forame original faz com que se confeccione um limite entre o canal radicular e a regiãoperiapical, preservando os tecidos perirradiculares de agressões e atestando um pós-operatório tranquilo.Cumpre advertir que o temor do profissional em romper a integridade do forame apical (arrombamento do ápice radicular) pode levá-lo a trabalhar aquém dolimite ideal de trabalho (sub-instrumentação). Isso pode explicar o porquê do aparecimento de dores constantes, mas pouco intensas que criam desconfortoao paciente, principalmente quando do tratamento endodôntico de polpa mortificada.O estabelecimento da correta odontometria permite situar todos os procedimentos endodônticos dentro no interior dos canais radiculares e assim, garantircondições técnicas facilitadoras da obturação, tranquilidade pós-operatória e reparação da região apical.Variações do limite apicalPara que se possa realizar a odontometria de qualquer dente é preciso que se tenha dois pontos de referência conhecidos: uma referência oclusal (ouincisal) e outra apical, a partir da qual limitaremos o esvaziamento, preparo e obturação do canal.Não há como negar que é necessário conhecermos a anatomia do local no qual vamos atuar, principalmente da área apical. Além disso, devemos identificarse estamos diante do tratamento endodôntico de um dente portador de polpa viva ou mortificada.No propósito de atender ao exposto, os clínicos têm usado como referência, o vértice radiográfico, porém, baseados nos trabalhos de Weine, 1971; Schilder,1974; Yu e Schilder, 2001, sabemos que trabalhar neste nível significa, invariavelmente, agir fora do canal radicular. Aliás, Machado e Pesce (1990) deixamclaro que o vértice radiográfico constitui apenas o ponto de partida na determinação do comprimento do dente.Pelos estudos de morfologia apical realizados sob a luz da microscopia óptica ouestereomicroscopia (Kuttler, 1955; Green, 1960; Burch e Hullen, 1972) esclarecem que oponto de maior constrição do canal radicular, conhecido por junção cemento-dentina-canal(ou junção CDC) localiza-se aquém do vértice anatômico, geralmente, cerca de 1,0 mm(linha pontilhada amarela). Distância de 1mm da Seta vermelha Junção CDC, seta junção CDC ao ápice azul forame apical dentário - vértice anatômico
  27. 27. Além disso, a junção CDC se distancia do vértice radiográfico (deposição cementária) em decorrência da idade (figura. ao lado), além da deposição dentinária em todo endodonto (câmara pulpar e canal radicular) e, nos casos de mortificação pulpar, aanatomia apical pode se encontrar alterada pela presença de processos patológicos que contribuem para a reabsorção apical (próximas figuras). Distância da junção CDC ao ápice radicular, em função da idade Recomendações para determinação do limite de trabalho para dentesportadores de polpa mortificada, baseado em evidências radiográficas de reabsorções óssea e radicular - Weine, F. (1976). Polpa morta sem lesão: 1mm aquém, com rarefação periapical: 1,5mm aquém e, com rarefação periapical e reabsorção apical: 2,0mm aquém.
  28. 28. Observar o aspecto clínico e principalmente radiográfico do dente 11, polpa morta,diagnóstico: periodontite apical crônica, presença de rarefação óssea periapical difusa ereabsorção apical patológica.Na radiografia a seta vermelha indica o ápice reabsorvido e a seta azul indica o novo vérticeradiográfico.Somados a isso, o forame apical normalmente apresenta, emergência numa posição distal (48%) em maior percentual, e não exatamente no vérticeradicular (Milano, 1983), bem como a distância do centro do vértice ao forame apical pode variar de 0,5 à 3,0mm.Observar na radiografia de confirmação do CT do dente 44 a posição da emergência foraminal e a distância do vértice radiográfico, devido a radiografia serbidimensional podemos concluir que o forame pode estar para mesial, mesiovestibular ou mesiolingual.
  29. 29. Outra razão para não se trabalhar no limite do vértice radiográfico é a limitação da radiografia. Rothier (1975-77)salienta que a imagem radiográfica é limitada pois é bidimensional, pode haver variações no posicionamentohorizontal e vertical do feixe de Rx e ainda, a sobreposição de estruturas anatômicas impedem a localizaçãoexata da área de maior constrição do canal radicular.Desta forma, é impossível determinar com exatidão o ponto de maior estreitamento do canal radicular, referencial obrigatório na determinação doComprimento Real de Trabalho - CRT ou Comprimento de Trabalho CT. A radiografia é simplesmente um meio para calcularmos o limite de trabalho doendodontista.Também, temos que levar em conta as condições do conteúdo presente no canal radicular. Se estamos diante de um dente portador de polpa viva, mas quenecessita de tratamento endodôntico, o limite de trabalho poderá ficar de 1,0 mm a 1,5 mm aquém do vértice radiográfico, pois o próprio remanescente detecido conjuntivo apical (coto pulpo-periodontal) facilitará a instalação do processo de reparação após o tratamento concluído. A manutenção do coto apicalserve como uma base para que se acelere a cura e o selamento biológico da região apical.Já nos casos de polpa mortificada, o limite de trabalho poderá distar de 0,5mm a 1,0 mm do vértice radiográfico, em virtude da presença de microorganismose suas toxinas em todo o espaço radicular. Neste caso, o quanto mais próximo estivermos da junção CDC, maior a chance de conseguirmos eliminar ainfecção presente no canal durante o preparo químico-cirúrgico. No caso de polpa viva, se trabalharmos Na polpa viva adotaremos o limite (CT) Dente 45, polpa morta, observar os próximo ao vértice (linha com seta para a pulpectomia de 1,0 à 1,5mm traços azul e o branco nas imediações da
  30. 30. branca), corremos o risco de provocar aquém do vértice (traço azul), junção CDC, de 0,5 à 1mm aquém do várias feridas (canal principal e promovendo uma única ferida, vértice radiográfico foraminas), dificultando a reparação favorecendo a reparação ExercíciosApós responder as questões, você poderá levar os exercícios e suas resoluções para o seu Professor verificar:Para baixar os exercícios em PDF para impressão, clique aqui1. Descreva o procedimento de odontometria passo a passo, incluindo a técnicaradiográfica utilizada, tipo de esvaziamento e, determine a odontometria de um incisivocentral superior esquerdo - 21, portador de polpa morta, paciente do sexo masculino e com18 anos de idade, sabendo que o CAD=23mm e X=4mm.Observação: atentar quanto em milímetros sua Escola preconiza subtrair do CAD (3mm ou5mm). Dente 21: distância do vértice Dente 21: distância do vértice radiográfico à borda incisal = radiográfico à ponta do 23mm instrumento: X = 4mm
  31. 31. 2. Por que subtraímos de 1,0mm a 1,5mm para dentes portadores de polpa viva?Por que subtraímos de 0,5mm a 1,0mm para dentes portadores de polpa morta? Dente 35: CRT ou CT para Polpa Viva Dente 11: CRT ou CT para Polpa Morta3. Com relação à posição dos instrumentos endodônticos na referência oclusal do dente 35,durante os cálculos odontométricos, qual das situações seria correta?
  32. 32. 4. Radiografia do dente 26 para prova dos cones principais de obturação, qual técnicaradiográfica foi utilizada, por que e identifique os canais, a partir da mesial?5. Radiografias tomadas durante os cálculos odontométricos A, B e C. Com relação à anatomia dos canais radiculares, responder conforme perguntas naslegendas das imagens radiográficas, bem como a técnica radiográfica utilizada e identifique os canais, a partir da mesial: A. dente 46, PM, RX de confirmação do B. dente 36, PM, RX de confirmação do C. dente 47, PV, RX de confirmação do CT, o que podemos concluir? CT, o que podemos concluir? CT, o que podemos concluir?
  33. 33. 6. Radiografia tomada para confirmação do CRT ou CT dos dentes 21 e 15, descreva o queaconteceu e como corrigir o erro?7. Radiografia de confirmação do CT do dente 11, portador de polpa morta, o limite de trabalhoencontra-se correto, existe algum problema que chama atenção?8. Radiografia tomada para o cálculo do X do dente 25, portador de polpa morta. Qual técnicaradiográfica foi utilizada, identificar os canais e, o que provavelmente aconteceu com relação aultrapassagem dos instrumentos além do vértice radiográfico e quais consequências podemosesperar?
  34. 34. 9. Radiografia tomada para confirmação do CRT ou CT do dente 33, além do acadêmico cometer oerro de procurar o canal com broca esférica (apenas até a câmara pulpar), quase perfurando paradistal, descreva o que aconteceu durante os cálculos odontométricos e como corrigir o erro?10. Quando da sobreposição das imagens do processo zigomático nos ápices do dente 17 (ao lado),valendo-se da técnica da bissetriz excêntrica, qual técnica radiográfica é utilizada para a dissociaçãovertical das imagens?11. Dente 16, durante os cálculos odontométricos, as referências oclusais estão corretas, nas pontasde cúspides, MV, VD e P. Entretanto, o acadêmico cometeu um erro, qual seria?
  35. 35. 12. Descreva como os filmes radiográficos periapicais devem ser preparados antes do uso,os cuidados com o processamento, armazenamento das radiografias e como as fichasodontométricas ou de pacientes com as devidas radiografias (documentos) devem serentregue ao Professor, após cada tratamento endodôntico?Obs.: Consultar o Link Preparo para Terapia, final do Capítulo. Caixa de filme radiográfico periapical e Ficha de Odontometria (laboratorial) ou Ficha Clínica (paciente) com radiografias anexo, para cada denteBibliografia:1. PAIVA, J.G. & ANTONIAZZI, J.H. Endodontia: Bases para a prática clínica . 2ª. ed. São Paulo. Ed. Artes Médicas. 1991, p.485-498.2. BERGER, C.R. e Colab. Endodontia, Ed. Pancast. São Paulo, 1998, p.305-316.3. LOBATO, N.A.M.; PESCE H.F.; PAIVA, J.G. Avaliação através dos exames radiográficos e visual de um novo método de odontometria. Rev PaulOdontol. 1986; 8(4): 2-4.4. LOPES, H.P. & SIQUEIRA, J.F. Endodontia: Biologia e Técnica. 2ª. ed. Rio de Janeiro. Ed. Medsi – Guanabara Koogan S. A. 2004, p.307-322.5. MACHADO, M.E.L. & PESCE, H.F. Rev Ass. Paul. Cirurg. Dent., v. 35, n. 6, 1981.6. MILANO, N.F.; WERNER, S.M.; KAPCZINSKI, M. Location of the principal foramen. True location versus methods using conductometry. RGO.1983, jul-set, 31(3):220-47. SWARTZ, D. et al. Twenty years of endodontic success and failure. Journal of Endodontics, v.9, n.5, p.198-202, 1983.8. FERNANDES, K.P.S. e Cols. Guia Visual de Endodontia. 1ª. Ed. Livraria Santos Editora, São Paulo, 2003. 82p9. LAURETTI, M.B. et al. Manual de técnica endodôntica. 2.ed. São Paulo: Ed. Santos, 2008. p. 215-224.10. YU, D.C., SCHILDER H. Cleaning and shaping the apical third of a root canal system. Gen Dent 2001; 49 (3):266-70.11. WEINE F. Endodontic Therapy, 2nd ed., Saint Louis: The CV Mosby Company, 1976, 920pp.12. SCHILDER H. Cleaning and shaping the root canal. Dent Clin North Am 1974;18:269-96.13. KUTTLER, Y. Microscopic investigation of root apexes. Journal of American Dental Association. 1955, 50, 544–52.14. BURCH, J.G., HULEN, S. The relationship of the apical foramen to the anatomic apex of the tooth root. Oral Surgery, Oral Medicine and OralPathology. 1972, 34, 262–7.15. GREEN, D. Stereomicroscopic study of 700 root apices of maxillary and mandibular posterior teeth. Oral Surgery, Oral Medicine and Oral
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