Aula03
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×
 

Aula03

on

  • 840 views

 

Statistics

Views

Total Views
840
Views on SlideShare
815
Embed Views
25

Actions

Likes
1
Downloads
36
Comments
0

3 Embeds 25

http://www.eca.usp.br 22
http://www.crp.eca.usp.br 2
http://74.125.113.132 1

Accessibility

Categories

Upload Details

Uploaded via as Microsoft PowerPoint

Usage Rights

© All Rights Reserved

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Processing…
Post Comment
Edit your comment

Aula03 Aula03 Presentation Transcript

  • CRP-0357 Produção Gráfica
  • Aula 3 Critérios de avaliação gráfica e alfabetização visual
  • O design depende de:
    • Objetivos
    • Público
    • Formato
    • Resposta
  • O que é direção de arte? Idéia vs. Arte vs. Design
  • Mundo digital (o design faz parte das mudanças)
  • O contato com o mundo:
    • Se tornou artificial e simbólico.
    • É um mundo impessoal, distante e frio.
    • Pior: não é tão estranho.
    • Nós nascemos nele e nos acostumamos muito rápido às coisas sem equivalente material.
      • Um bombardeio em Bagdá é um show de luzes parecido com o ano novo em Copacabana.
      • Um corte no dedo é mais real que gente morrendo queimada no World Trade Center.
    • Examine a situação:
      • Não a classifique, nem a condene, nem tenha “saudades” de tempos em que você não viveu nem pode resgatar.
      • Tente compreender onde voc ê está.
  • Crise de referências
    • Todos buscam rótulos para explicar a situação.
    • Mas os novos objetos, idéias e acontecimentos precisam de novas palavras para descrevê-los.
      • Os conceitos são fluidos, as categorias, rígidas.
    • O design é fundamental: a comunicação se baseia em símbolos exteriores.
      • Os códigos mudam, voc ê é o que consome.
      • O consumidor mimado torna as empresas esquizofrênicas. Elas se desdobram para fazer o que ele quer – e mim á-lo ainda mais.
    • O mundo é um grande espetáculo.
      • O ambiente de símbolos não é novo. Ele se chama interface.
      • Seu planejamento é a principal função do design.
  • A música, por exemplo:
    • Os gregos acreditavam que um som com v ários instrumentos seria como um discurso com vários oradores simultâneos: uma bagunça.
    • O som medieval não conhecia a escala de 12 notas. Seus sons eram compostos com menos acordes.
    • As polifonias perturbaram muitos ouvintes que as percebiam como massas sonoras sem distinção.
    • O Free Jazz de Ornette Coleman até hoje é difícil de se ouvir. A música erudita criada a partir do século XX também.
    • Elvis não morreu: abandonou o rock por não compreendê-lo.
    • Onde estão o Ritmo e a Poesia do RAP?
    • Como colocar scratch, sampling e m úsica eletrônica em uma partitura?
  • O que faz o “bom” design?
    • Harmonia
    • Equilíbrio
    • Imagem vs. Fundo
    • Ênfase, hierarquia
    • Formas
    • Camadas
    • Contraste
    • Fluxo / Ritmo
    • Simplicidade / Síntese
  • Mas isso é muito hermético Design é sentimento e aprendizado, não pode ser transmitido. Já que não se pode transferir experiência, como usar os termos do cliente para transmitir design? Como falar de design em Marquetês?
  • Em Marketês:
    • Coesão e assertividade
    • Estabilidade
    • Foco
    • Ordem
    • Familiaridade
    • Curiosidade
    • Visibilidade
    • Continuidade
    • Visão
  • Ou ainda:
    • Brand Equity
    • Assets
    • Appeal
    • Brand Religion
    • Ownership
    • Mindshare
    • Awareness
    • Synergy
    • Focus
  • O universo cromático do executivo
    • Popstars e estilistas: a vestimenta é metáfora da identidade
    • Por que os outros t êm que se vestir iguaizinhos?
    • Dress code
      • determina em vez de instruir
      • limita em vez de incentivar
      • cria “leis”
      • por falta de crit ério e medo do ridículo, o executivo se uniformiza
      • suas roupas e cores parecem ter a intenç ão de remover qualquer traço de personalidade e identidade.
      • Calças cáqui, camisas brancas, tailleurs beges, ternos azuis, sapatos caramelo, blusas de seda creme e muito, muuuuito preto.
      • O guarda-roupa de uma viúva siciliana é uma policromia quando comparado com o de uma executiva.
  • O universo cromático do executivo
    • Dress code
      • Nesse ambiente, a "casual friday" se torna para muitos uma tortura, por falta de critério de escolha.
      • E obriga o executivo a ter um "uniforme" para as sextas-feiras, da mesma forma que o tem para o resto da semana.
      • As roupas "profissionais" são, por comodismo e/ou conveniência (ou por medo de serem flagrados por colegas), repetidas em ambientes sociais e nos finais de semana
      • Para muitos executivos, a única diferença entre a roupa de trabalho e a de lazer é a ausência de crachá
    • Por que é importante?
      • A falta de referências acaba por prejudicar o trabalho dos profissionais de comunicação que o atendem.
  • O universo cromático do executivo
    • O indivíduo se mimetiza com seu ambiente de carpetes, baias e esquadrias
    • Ele não tem muitas opções de cor.
    • Acaba aprendendo a evitar cores vibrantes, chamativas ou "estranhas".
    • Temos uma tendência natural a achar feio aquilo que desconhecemos.
    • Como alguém que não tenha contato e intimidade com o Amarelo pode escolhê-lo ou aprová-lo?
    • N ão é o mesmo que achar que se possa amar, jogar videogames, lutar kung-fu ou administrar empresas sem experiência prática?
  • Mais argumentos para formar critério
  • Harmonia
  •  
  • Equilíbrio
  •  
  • Imagem vs. Fundo
  • Imagem vs. Fundo
    • O olho separa a imagem do fundo: foco.
    • Ao contrário dos textos, não se "lê" imagens de forma segmentada e contínua.
    • A ordem de “leitura”:
      • A cena.
      • Seus componentes.
      • A relação entre esses componentes.
    • Essa relação não é uma democracia.
    • Cada um "manda" por vez.
    • Quanto mais clara a separação entre imagem e fundo, maior a clareza da mensagem
  •  
  • Atenção:
    • A mensagem monótona ou irritante logo se transforma em fundo, instintivamente.
    • Para tentar recuperar a atenção do leitor a publicidade tenta gritar.
    • Isso tende a irritá-lo ainda mais.
  •  
  •  
  • Contraste
  • Contraste
    • Não é destaque: é o o que torna o mundo visível.
    • Enxergamos as coisas por sua relação com o ambiente em volta.
    • Por isso é necessário ter espaços em branco.
  •  
  • Ênfase e Hierarquia
  • Ênfase, hierarquia
    • Se todos gritam, ninguém escuta.
    • Ênfase:
      • Atrai a atenção do leitor e o guia pelo conteúdo
      • Determina ordem e hierarquia, evita a confusão e transmite a mensagem com maior eficiência.
      • A hierarquia estabelece uma ordem de leitura.
      • Em um design bem executado, nada está em um lugar “por acaso”.
        • Como comida, em que temperos e quantidades não são aleatórios
        • Ou como música, que as notas seguem uma ordem estabelecida
        • Ou como palavras em uma frase.
        • O design funciona como uma expressão verbal.
      • Não seja tímido nem indefinido; seja assertivo e fale claramente.
  •  
  • Formas
  • Formas
    • São facilmente identificáveis.
    • Estabelecem relações entre os elementos visuais do design.
    • O leitor compõe / decompõe o que vê
      • É um exercício interativo.
      • Como em uma língua estrangeira, ele "desvenda" um segredo com cumplicidade.
      • O olho humano procura a simplicidade
        • Formas são estáveis, neutras, isoladas da confusão geral.
        • Formas são simples, regulares, simétricas, fechadas.
  •  
  • Camadas
  • Camadas
    • Como um decote ou a janela do vizinho:
      • O que não é mostrado, mas sugerido, provoca
      • Atiça a curiosidade e o interesse ativo do leitor.
      • Estimula os sentidos na busca de descobertas.
      • Deixa transparecer, sugere novos tópicos.
      • A satisfação do usuário não está com nada.
      • O bacana é a sedução do usuário
  •  
  • Fluxo e Ritmo
  • Fluxo / Ritmo
    • Como em música: orientam o público para uma rota específica.
    • Estabelecem continuidade, são extremamente confortáveis.
    • Pode-se variar, mas a estrutura básica não deve mudar.
    • Interromper o ritmo chama a atenção
    • A palavra em latim que dá origem a "texto" é a mesma que dá origem a "textura" e a "tecido".
    • A idéia era que o Calígrafo "costurava" o fio do pensamento. Quanto mais uniforme, melhor.
      • Linha de pensamento
      • Fio da meada
  •  
  • Simplicidade e Síntese Regra única: a mensagem deve ser CLARA e DIRETA, como uma bronca de pai.
  •  
  • Design: função
    • Para quem nunca pensou em design e eficiência, imagine que ele deve agir como aquela citação ou piada (não muito) previsível que se vê em sitcoms .
      • Ele n ão deve ser hermético, nem óbvio
      • Deve gerar cumplicidade.
      • Deve compartilhar referências exclusivas a um grupo.
      • Deve ter sua identidade e personalidade.
    • Assim, no ambiente em que tudo é possível, ele funciona como ponto de referência.
  • O que faz o “bom” design?
    • Harmonia
    • Equilíbrio
    • Figura vs. Fundo
    • Ênfase, hierarquia
    • Formas
    • Camadas
    • Contraste
    • Fluxo / Ritmo
    • Simplicidade / Síntese
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  • Alguns argumentos técnicos:
    • Proximidade e alinhamento
    • Proporção
    • Consistência
    • Legibilidade
  • Proximidade e alinhamento
    • Gestalt: reconhecemos, agrupamos e damos sentido a elementos que estão próximos.
    • Além de agrupados, os elementos devem estar alinhados, e esse alinhamento deve ser consistente: é bom repeti-lo em todas as páginas, sempre que o assunto ou a hierarquia de elementos forem os mesmos.
    • Para romper com um alinhamento é preciso consciência (para calcular o impacto) e coragem: o novo alinhamento deve ser evidente e chamar a atenção. Se for só um pouquinho dá a impressão de descuido.  
  • Proximidade e alinhamento
    • Defeito principal: elementos que parecem estar “soltos”, jogados em algum lugar sem nenhuma relação com as margens ou mesmo com os outros elementos de texto.
    • Isso costuma dar um enorme trabalho e desconforto ao leitor, que fica tentando procurar os pontos em comum.
    • O agrupamento evidente dá ums sensação de harmonia e consistência gráfica.
  • Proporção Elementos complementares são proporcionais
    • Componentes de uma mesma mensagem devem ser complementares – assim serão vistos como um todo.
    • Dois elementos que tenham tamanhos, cores, formas ou direções diferentes têm naturalmente pesos diferentes.
    • Uma das melhores formas de equilibrá-los é a proporção.
  • Consistência Crie as regras que quiser, mas depois respeite-as
  • Legibilidade Textos existem para serem lidos, Imagens existem para ser vistas.
  • Tarefa: WECA
    • Cada aluno deve analisar, segundo os tópicos de design abordados na aula, as seguintes peças:
    • Fotografia
    • Quadro de Artes Plásticas
    • Cartaz
    • Basmala
    • Mosaico
    • Sumi-e
    • Iluminura
    • Caligrafia oriental
    • Anúncio
    • Website