Água, Vegetação e
 Solo no Bioma
    Cerrado

                    Felipe Ribeiro
Assessor da Diretoria da Embrapa
Objetivos

• Regime Hidrologia no Cerrado
   – No tempo
   – No espaço
• Os Biomas do Brasil
• O bioma Cerrado e suas form...
Fonte: Lima, J.E.F.W. & Silva, E.M. (2002)   Araguaia
                                                 Tocantins       N

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AP
BIOMA CERRADO




                                 Fatores condicionantes e compensadores
   PRECIPITAÇÃO:750-2000
    mm...
Formação do solo
As principais variáveis interdependentes
 responsáveis pela formação do solo são:
 clima, organismos, mat...
Representatividade: Solos da Região
                         Solos da região do Cerrado*
 CLASSES DE SOLOS             OCO...
Bioma Cerrado




                          Ribeiro & Walter (1998




Fonte: Ribeiro e Walter
Florestas
            AP
Mata Ciliar
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                          acompanha as margens
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Mata de Galeria
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acompanha os rios de
pequeno porte e córregos do
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         As espécies mais freqüentes nessa fisionomia são: os
angicos (Anadenanthera spp), os ingás (Inga spp), ...
< 10                      30
Código Florestal           10 – 50                     50
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Espécies indicadoras
                                            C. langsdorfi
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Savana e Campo
                 AP
Parque de Cerrado
Parque de Cerrado   20/35
CAMPO
 LIMPO
Vereda



         a)        c)



    b)




Faixas paralelas com três tipos de vegetação: a)campo úmido (brejo
 estacion...
Vereda/Campo Limpo úmido

• Interface Campo Limpo Úmido e Vereda

 geram consideráveis variações na

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Zonação em Campo Limpo Úmido




Leptocoryphium lanatum (Kunth) Nees
porção mais úmida
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Preferenciais
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                ...
Mauritia flexuosa
       Miconia albicans


                             Trembleya parviflora




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Número de Espécies                   1000
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Fatores condicionantes e compensadores
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Anonna crassiflora
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AP
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Importância dos estudos
• A importância dos ambientes ribeirinhos e mal
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Queimadas/Manejo?
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Projeção do impactos das
     Mudanças Climáticas na
disponibilidade de água no Cerrado




  (Conservação e uso sustentáv...
500,00 /ha ou de graça

Bolso do
Agricultor




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Qual a produção por indivíduo?                            ARL
Cadeia Produtiva
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Espécies companheiras




                                     ARL
Quantos indivíduos produtivos / ha ?
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É isso aí mano,
acelera mesmo!
AVISO
PARA ATACAR ESTA
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Cara, acho que nós não estamos passando qualquer
mensagem para aquele sujeito!
Encruzilhadas da Era Moderna
               Gestão Territorial
          (DIÁLOGO entre parceiros)

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Economia Ecológica              “Puxando”
  “Forças atuantes”
                         Incentivos

  Crédito              ...
“Commodities” ambientais


        • A disputa acirrada pela principal
          matriz das commodities ambientais,
      ...
Tendências
• Apesar da “crise na agricultura”
  a agricultura/ ocupação humana
  continua a expandir
• Nível de impacto at...
Conclusões
• Sucesso de estratégias de
 recuperação/preservação devem
 considerar:
  – diagnóstico das propriedades
  – pe...
Volume I
C 1: O conceito de savana e seu componente Cerrado
C 2: Ocupação indígena do Cerrado
C 3: Caracterização climátic...
Cuidar do
desconhecido
•Sempre tem alguém
“rio abaixo”
•Analisar o que vem
na frente
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  1. 1. Água, Vegetação e Solo no Bioma Cerrado Felipe Ribeiro Assessor da Diretoria da Embrapa
  2. 2. Objetivos • Regime Hidrologia no Cerrado – No tempo – No espaço • Os Biomas do Brasil • O bioma Cerrado e suas formações • Flora • Dinâmica da vegetação • Classes de solo • O Cerrado em pe • Implicações na preservação
  3. 3. Fonte: Lima, J.E.F.W. & Silva, E.M. (2002) Araguaia Tocantins N 78% 71% W S E São Francisco 47% 94% Paraná Paraguai 48% 71% Grandes Limites da Região Cerrado rios Bacias Bacia Amazônica Bacia do Tocantins Bacia Atlântico Norte/Nordeste AP Hidrográficas Bacia do São Francisco Bacia Atlântico Leste Brasileiras Bacia do Paraguai/Paraná Bacia do Uruguai Bacia Atlântico Sul/Sudeste
  4. 4. AP
  5. 5. BIOMA CERRADO Fatores condicionantes e compensadores  PRECIPITAÇÃO:750-2000 mm (1500)  ESTAÇÃO SECA:3-4 até 7 mai-set, veranico 1-3 semanas. Temperatura, UR.  ELEVAÇÃO:100-1500 m  LATOSSOLOS AREIAS QUARTZOZAS  PODZOLS E AFLORAMENTOS CALCÁREOS HIDROMÓRFICOS AP 
  6. 6. Formação do solo As principais variáveis interdependentes responsáveis pela formação do solo são: clima, organismos, material de origem, relevo e tempo (Reatto et al. 1998). Nos Cerrados predominam solos de baixa fertilidade, ácidos e com altos teores de saturação de alumínio (Adámoli et al., 1987). AP
  7. 7. Representatividade: Solos da Região Solos da região do Cerrado* CLASSES DE SOLOS OCORRÊNCIA (%) VEGETAÇÃO NATURAL ASSOCIADA Latossolos 43,1 Cerradão / Cerrado Denso/ Cerrado Típico Latossolo Roxo 3,5 Mata Seca Semidecídua/ Cerradão Terra Roxa Estruturada 1,7 Mata Seca Semidecídua Podzólicos 15,0 Mata Seca Semidecídua/ Cerrado Típico Cambissolo 3,0 Cerrado Típico/ Cerrado Ralo Solos Litólicos 7,2 Campo Rupestre/ Cerrado Rupestre 100% Plintossolos 8,9 Campo Sujo Úmido/ Parque de Cerrado Hidromórficos 2,3 Vereda/ Buritizal Areias Quartzosas 15,1 Cerrado Ralo/ Cerrado Típico AP Outros 0,2 Cerrados *Área total: 204.000.000ha
  8. 8. Bioma Cerrado Ribeiro & Walter (1998 Fonte: Ribeiro e Walter
  9. 9. Florestas AP
  10. 10. Mata Ciliar Vegetação florestal que acompanha as margens dos grandes rios. A vegetação faria o papel dos cílios. Fonte: Ribeiro e Walter
  11. 11. Mata de Galeria “Vegetação Florestal que acompanha os rios de pequeno porte e córregos do planalto central do Brasil, formando corredores fechados (galerias) sobre o curso de água.” Fonte: Ribeiro e Walter
  12. 12. 10/35 As espécies mais freqüentes nessa fisionomia são: os angicos (Anadenanthera spp), os ingás (Inga spp), os ipês (Tabebuia spp), as perobas (Aspidosperma spp), a aroeira (Myracroduon urundeuva), o xixá (Sterculia striata), o grão-de-galo (Celtis iguanaea), o pajeú (Triplaris gardneriana), o pau-de-jangada (Apeiba tibourbou), tamboril (Enterolobium contortisiliquum), dentre outras.
  13. 13. < 10 30 Código Florestal 10 – 50 50 50 – 200 100 Área Preservação 200 – 600 200 Permanente > 600 m 500 m A largura do curso d’água é medida a partir do seu ponto mais alto, ou seja, naquela cota que o curso atinge todos os anos em época de cheia (não considerar as cheias excepcionais). Fonseca et al 2001
  14. 14. Espécies indicadoras C. langsdorfi Especialistas (não inundáveis) Preferenciais (não inundáveis) V. sebifera Generalistas T. guianensis Preferenciais inundáveis Clusia spp. Especialistas T. ovata (inundáveis) C. brasiliense Walter 1995
  15. 15. Savana e Campo AP
  16. 16. Parque de Cerrado
  17. 17. Parque de Cerrado 20/35
  18. 18. CAMPO LIMPO
  19. 19. Vereda a) c) b) Faixas paralelas com três tipos de vegetação: a)campo úmido (brejo estacional de fundo de vale), b)brejo permanente graminoso e na parte mais baixa c)buritizal (Eiten, 1983; Eiten, 2001).
  20. 20. Vereda/Campo Limpo úmido • Interface Campo Limpo Úmido e Vereda geram consideráveis variações na distribuição de importantes espécies nestes ambientes. • Zonas de distribuição/dominância entre espécies vêm sendo indicadas.
  21. 21. Zonação em Campo Limpo Úmido Leptocoryphium lanatum (Kunth) Nees porção mais úmida Paspalum ellipticum Döll. Drosera sessilifolia A.St.-Hil e P. lineare Trin Sol e agua fresca Nemoto & Ribeiro (2006)
  22. 22. Preferenciais (não inundáveis) 500 Cobertura Linear (cm) 400 300 Linha 1 200 Linha 2 100 0 1998 1999 2000 ANO Meirelles et al. 2002 Vochysia pyramidalis Mart
  23. 23. Mauritia flexuosa Miconia albicans Trembleya parviflora CT1 CSÚ1 VE Fonte: D.B. Silva
  24. 24. Número de Espécies 1000 Lenhosas 12000 2008 Mendonça et al ? 1000 Herbáceas 6600 2000 Florestas 4600 Savanas e Campos 3600 Bioma herbáceas 1000 Lenhosas (38 generalistas) AP Mendonça et al 1998
  25. 25. Fatores condicionantes e compensadores Dormência Anonna crassiflora araticum Deiscente Caryocar brasiliense pequi Lavoisiera.bergii Macairea.radula Trembleya.parviflora Miconia.albicans AP Oliveira 1993
  26. 26. AP 1 cm
  27. 27. Importância dos estudos • A importância dos ambientes ribeirinhos e mal drenados do bioma Cerrado destaca sua influência na manutenção do regime hídrico de rios e perenização dos cursos d’água, • Contém flora específica que contribui significativamente para a grande riqueza florística do bioma. • Refúgio para a fauna (água, alimentação e local para reprodução). • estudos ecofisiológicos amplos resposta das plantas à inundação padrões de adaptação das espécies mais comuns nestes ambientes do Cerrado.
  28. 28. Queimadas/Manejo? Focos em 2001 Fatores condicionantes e compensadores N=146.697 Fonte: INPE 70% No. de focos AP Meses Fonte: Machado et al. 2001
  29. 29. Projeção do impactos das Mudanças Climáticas na disponibilidade de água no Cerrado (Conservação e uso sustentável do Cerrado
  30. 30. 500,00 /ha ou de graça Bolso do Agricultor AP
  31. 31. ARROZ SOJA 60/70 1o ano 3o ano 80/90 1o ano 5o ano SOJA Abacaxi SOJA > 90 Correção 1 ano química 4 - 5o ano Milho Banana o Alternativas Perenes ? AP
  32. 32. Quantos indivíduos produtivos / ha ? Qual a produção por indivíduo? ARL Cadeia Produtiva Produção anual? Qual o mercado real e potencial (local, regional e mundial)? AUA
  33. 33. Espécies companheiras ARL Quantos indivíduos produtivos / ha ? Qual a produção por indivíduo? Cadeia Produtiva Produção anual? Qual o mercado real e potencial (local, regional e mundial)?
  34. 34. É isso aí mano, acelera mesmo!
  35. 35. AVISO PARA ATACAR ESTA CIDADE VOCE PRECISA SER MAIOR QUE ESTA SETA.
  36. 36. Area Reserva Legal APP Área de Uso Alternativo Resumidamente temos a seguinte equação: Área da Propriedade Rural = AUA + RL + APP Onde: Se APP = 0 então RL = 20% e a AUA= 80% Se 0<APP<30% então RL=20% e a AUA vai ser = 100-(RL+APP) Se 30<APP<50% então RL =50-APP e AUA = 50% Se APP>50% então RL = 0 e AUA = 50%
  37. 37. Cara, acho que nós não estamos passando qualquer mensagem para aquele sujeito!
  38. 38. Encruzilhadas da Era Moderna Gestão Territorial (DIÁLOGO entre parceiros) Governo Inic. Privada Sociedade • Objetivos    • Estratégias    Incongruências e Conflitos
  39. 39. Economia Ecológica “Puxando” “Forças atuantes” Incentivos Crédito Sustentavel Mercado Mercado Assistência Manejo Técnica Conservação Nao sustentavel Informação e tecnologia Políticas Públicas AP “Empurrando” Fiscalização Estratégias MMA/MAPA
  40. 40. “Commodities” ambientais • A disputa acirrada pela principal matriz das commodities ambientais, a água, é realidade. • Safra 2003/2004, muitos rizicultores ficaram privados da água os tempos de escassez. • Pela primeira vez Justiça impôs normas para o uso da água em Santa Catarina. • Explosão demográfica, a destruição de mananciais, e todos usos modernos, causando grande pressão sobre a água doce.
  41. 41. Tendências • Apesar da “crise na agricultura” a agricultura/ ocupação humana continua a expandir • Nível de impacto atual x tendências das futuras pressões antrópicas (agroenergia).
  42. 42. Conclusões • Sucesso de estratégias de recuperação/preservação devem considerar: – diagnóstico das propriedades – percepção dos produtores – motivos que levaram ao desmatamento • Agricultores são gerentes dos recursos naturais. (Manejo)
  43. 43. Volume I C 1: O conceito de savana e seu componente Cerrado C 2: Ocupação indígena do Cerrado C 3: Caracterização climática do bioma Cerrado C 4: Recursos hídricos do bioma Cerrado: importância e situação C 5: Solos do bioma Cerrado: aspectos pedológicos C 6: As principais fitofisionomias do bioma Cerrado C 7: Padrões fitogeográficos e sua relação com sistemas de terra no bioma Cerrado C 8: Ecorregiões, unidades de conservação e representatividade ecológica C 9: Fenologia e biologia reprodutiva C 10: Biologia reprodutiva de plantas herbáceo-arbustivas C 11: Coleta, propagação e desenvolvimento inicial de plantas do Cerrado C 12: Frutas nativas do Cerrado C 13: Conseqüências ambientais da fragmentação de ambientes no Cerrado C 14: Conservação dos recursos naturais em terras privadas: O papel das ARLs Volume II (em CD-Rom) C 14. Flora vascular do bioma Cerrado: checklist com 12.423 espécies
  44. 44. Cuidar do desconhecido •Sempre tem alguém “rio abaixo” •Analisar o que vem na frente

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