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Povos antigos

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  • 1. Babilônios Originários dos povos amoritas que habitavam a região sul do deserto árabe,os babilônios foram uma das civilizações que ocuparam a região mesopotâmica.Promovendo a dominação dos acadianos, os amoritas realizaram um processo deexpansão territorial que alcançou várias cidades da Mesopotâmia. Em meados doséculo XVIII a.C., o rei Hamurábi consolidou o Primeiro Império Babilônico. Durante o seu governo centralizador e autoritário, Hamurábi ergueu a cidadede Babilônia, que se transformou em um dos mais importantes centros urbanos ecomerciais da Antigüidade. Além disso, Hamurábi foi responsável por um importanteconjunto de leis talhadas em um monumento de pedra conhecido como o Código deHamurábi ou Lei de Talião. Esse instrumento jurídico, de forma geral, determinava aexecução de penas que se igualassem aos prejuízos causados por algum delito, falhaou acidente. Mesmo consolidando esse conjunto de leis e conduzindo o crescimento e aprosperidade do Império Babilônico, uma série de revoltas internas e a invasão doscassitas e hititas provocaram o esfacelamento do império babilônico em diferentesreinos. No ano de 1300 a.C., os assírios foram responsáveis por subjugar todos osreinos que outrora eram dominados pelos babilônicos. Somente no século VII a.C., a queda dos assírios mediante as investidas doscaldeus e medos possibilitou o reavivamento do Império Babilônico. Durante o governode Nabucodonosor, a civilização babilônica viveu um período marcado por grandesconquistas militares e a execução de diversas obras públicas. Foi nessa época que osfamosos Jardins Suspensos da Babilônia foram construídos, que figuram entre umadas principais construções arquitetônicas do Mundo Antigo. Além disso, foi no governo de Nabucodonosor que os hebreus foramescravizados pelos babilônios. Esse episódio é marcado dentro da cultura judaicacomo o período do Cativeiro da Babilônia. Após a morte de Nabucodonosor, os persasrealizaram a invasão da Babilônia.Sumérios A vida dos Sumérios era organizada em grandes cidades como, por exemplo,as cidades de Ur, Eridu, Kish, Nippur, Lagash e Uruk. Tais cidades se organizavaminicialmente em torno dos templos e das burocracias sacerdotais. Os territórios aoredor das cidades eram irrigados por sistemas que funcionavam de acordo com os riospróximos. Embarcações, veículos de rodas e fornos já eram utilizados. O cobre já erafundido na Suméria desde por volta de 4000 anos antes de Cristo, e o bronze passoua ser trabalhado não muito tempo depois. Os minérios, assim como os metais e aspedras preciosas, foram obtidos através de embarcações de longo curso e também deempreitadas por caravanas. O ferro passou a ser utilizado a partir de 200 anos antes
  • 2. de Cristo. No entanto, o aprimoramento das técnicas de trabalho com o material sedeu com os Hititas, no período por volta de 1200 anos antes de Cristo, quando oaprimoramento de tais técnicas passou a ser difundido. A região da Mesopotâmia foi governada durante cerca de 1800 anos poracadianos, assírios e amoritas. Houve também governos intermediários dos mitanis,hititas e cassitas: estes últimos tiveram provável origem indo-europeia, enquanto osprimeiros foram constituintes de povos semíticos de cultura derivada dos Sumérios.Portanto, a organização política vigente era regida por estas dinastias reais, quedominaram as regiões centrais e adjacentes à Mesopotâmia. O desenvolvimento científico na região mesopotâmica era bastantedesenvolvido: houve o início das ciências matemáticas, de largo uso prático para asmais diversas atividades do homem daquele período. Havia também o conhecimentosobre ervas benéficas, cujas propriedades medicinais eram aproveitadas para a curade diversos males de saúde da população. Desde este período, o homem tambémparecia interessar-se pelos astros: a observação do céu passou a ser sistematizadadentro das possibilidades científicas do período. Todo o conjunto de conhecimentosadquiridos pelos homens da Mesopotâmia era registrado por escribas: os governantesauxiliavam também na construção e manutenção de vastas "bibliotecas", onde osregistros científicos eram armazenados. A origem da religião está registrada nos escritos destes povos: na poesia épicasuméria, os deuses eram representados de maneira hierárquica. Os deuses eramhomenageados através de rituais sacrificiais. O lugar destes rituais era consideradosagrado: erigiram-se para estes grandes templos. Talvez a religião tenha sidoinicialmente uma meio que supria a vontade de conhecimento do homem das causasque deram origem ao mundo. Desta forma, os deuses destes povos eram seresresponsáveis individualmente por uma modalidade de força natural (por exemplo,estes povos relacionavam os deuses aos elementos naturais como a terra, a água, océu, o fogo etc. Espelhando-se em seus deuses, o homem os concebia à suasemelhança: os registros de pinturas e esculturas mostram deuses antropomórficos,isto é, à semelhança de homens.Os acadianos Grupos de nômades, vindos do deserto da Síria, começaram a penetrar nosterritórios ao norte das regiões sumerianas. Conhecidos como acadianos, dominaramas cidades-estados da Suméria por volta de 2550 a.C. Um ponto fraco dos Sumérios,foi as constantes guerras pelo poder da região. Isso abriu caminho para os acadianosse fortalecerem.Comandados pelo rei Sargão I, as cidades sumérias foramconquistadas, ele conseguiu unificar politicamente o centro e sul da Mesopotâmia,dando origem ao primeiro império mesopotâmico, que expandiu desde o Golfo Pérsicoaté o norte da Mesopotâmia. Infiltraram-se nas cidades-Estado sumérias, atéconquistar Kish. Estabeleceram Akad como cidade hegemônica e ampliaram seudomínio sobre a Mesopotâmia meridional, Elam e parte da Ásia Menor, formando osEstados de Isin, Larsa e Babilônia. Com essas expansões, Sargão I, tornou-se conhecido como "o soberano dosquatro cantos da terra". Com a união desses povos (do império acadiano junto com a
  • 3. cultura sumeriana), o resultado foi notado na escrita, com destaques para os registrosda nova língua, semítica, junto com caracteres cuneiforme. Na política, os acadianos criam um Estado centralizado e avançam na artemilitar. Desenvolvem a tática do deserto, com armamento leve, como o venábulo(lança), e grande mobilidade. Na religião, politeísta, estabelecem novos deuses epassam a divinizar também o rei. Construíram monumentais palácios ao lado dostemplos sumérios. Avançaram na arte militar, com tropas de grande mobilidade no deserto earmamentos leves, como o venábulo (lança). Deram forma silábica à escritacuneiforme e transcreveram obras literárias sumérias. Assim como os Sumérios, as revoltas internas ajudaram a enfraquecer ogoverno que em 2100 a.C., desapareceu após as invasões dos gutis, povos asiáticosdas montanhas da Armênia.Caldeus Os caldeus eram povos semitas do sul da Mesopotâmia que habitavam namargem oriental do rio Eufrates. Eles iniciaram seu domínio expansionista após ainvasão à cidade de Nínive, que era dominada pelos belicistas assírios, em 612 a.C. O monarca Nabopossalar, que comandou a insurreição, já fora governador deuma província dominada por assírios e ordenou o ataque após perceber a maiorfraqueza desse povo: a administração. Por mais de um milênio (entre 2000 a.C. e 700 a.C.) os assírios conquistaramum grande número de territórios mesopotâmicos, estendendo sua hegemonia paraalém do Mar Mediterrâneo, englobando Chipre, Egito e Núbia. Em 625 a.C., o PrimeiroImpério Babilônico, que fora erigido por acádios, dominou a cidade da Assíria,aumentando a hegemonia da Babilônia – que desta vez tornou-se troféu dos assírios. Apesar de serem grandes estrategistas bélicos e simpatizantes da guerra, osassírios eram fracos como governantes. Com toda a expansão da Babilônia, eles nãosabiam como fazer para unificar todo o território, o que suscitou em inúmeras revoltascivis, facilitando a invasão do povo caldeu. A partir de então, surgia o Segundo Império Babilônico, erguido pelos caldeus.Sete anos após a conquista, o imperador Nabopossalar faleceu, deixando o poder nasmãos de seu filho Nabucodonosor, responsável pelas principais mudanças naMesopotâmia que caracterizaram a importância da cultura caldéia. Ambicioso pelo poder, Nabucodonosor investiu no exército para conquistar osterritórios do Egito e dos assírios em sua totalidade. Não satisfeito, expandiu ahegemonia caldeia para Jerusalém, Fenícia e Arábia, que estavam maisdespreparados para as invasões. Ainda estavam sob seu domínio a Palestina, a Síriae o Elam, tornando-o o mais poderoso rei do Oriente.
  • 4. O reinado de Nabucodonosor durou 42 anos (604 a.C. – 562 a.C.) e tornou-seo período mais áureo da Babilônia, principalmente com a construção das maravilhasarquitetônicas como a Torre de Babel e os Jardins Suspensos. Mas também foiimpulsionado por violentas repressões contra os inimigos, como o “Cativeiro daBabilônia”, que exigiu a deportação em massa dos judeus de Jerusalém para aMesopotâmia. Em 539 a.C., os persas, liderados por Ciro, o Grande, invadiram o territóriomesopotâmico e dominaram completamente a Babilônia, pondo fim à hegemonia doscaldeus.Os assírios Como a maioria dos povos que reinaram no antigo Oriente Médio, os Assírios,primeiramente um povo de camponeses e guerreiros rudes, tiveram a justiçaamplamente baseada no código promulgado no século XVIII a.C, pelo rei Hamurabi,da Babilônia. A Assíria era essencialmente uma nação de servos que viviam presos à terra quecultivavam; eles podiam ser vendidos juntamente com a propriedade. Deviamobediência à vila mais próxima. Esta, por sua vez, estava presa à cidade pelaobrigação de pagar impostos, participar nos festivais religiosos e obedecer aosmandatos administrativos. As cidades - dentre as quais as principais eram Assur,Nínive, Erbil e Nimrod - estavam sob a autoridade do rei. O rei assírio possuía poder absoluto sobre todos as áreas do governo -econômica, diplomática, política, militar e religiosa. Embora reconhecido comohumano, acreditava-se que fosse um enviado dos deuses, em especial Assur, adivindade principal. A agressão militar era legitimada pela religião assíria: conquistar era a missãodivina dos reis. Além da característica de conquistadores, os assírios eram violentos ecostumavam vangloriar-se dos atos sangrentos, faziam do terror e da atrocidadeinstrumentos de política externa. O fiho de Salmanasar I, Tukulti-Nunurta I, cujo reinado começou em 1244 a.C.,expandiu o território dos assírios que à época já era de mais de 30 mil metrosquadrados, que iam dos contrafortes dos Zagros até o Eufrades. Tukulti-Nunurta Iescravizou e levou para Assur, presos com pesadas correntes de cobre no pescoço,os reis de Nairi que comandavam as tribos que viviam nos Zagros, pois estas durantemuitos anos vinham atacando a fronteira nordestes da Assíria. Tempos depois essesreis tiveram permissão para voltar para casa como vassalos. Quando o rei babilônico Kashtiliash resolveu atacar a Assíria, Tukulti-Nunurtavenceu o exército babilônico e capturou Kashtiliash. Quando mais tarde a Babilônia revoltou-se com êxito, acreditou-se nos altoscírculos assírios que os deuses pilhados anteriormente estavam demonstrando sua iracontra as iniqüidades de Tukulti-Ninurta. E assim, de acordo com uma crônica, o reiassírio, que "tinha colocado sua mão maldosa sobre a Babilônia", teve um triste fim:seu filho e os nobres da Assíria, rebelaram-se contra ele e arrancaram-no do trono.Aprisionaram-no e mataram-no com uma espada. No início do século IX a.C. os Assírios estavam em marcha para o oeste, levandoarmas assírias ao Mediterrâneo pela primeira vez. O imperador era Assurnasirpal II
  • 5. (885-860 a.C.) e este realizaria uma campanha tão terrível em violência que eclipsariaos feitos sangrentos de seus antepassados. O próprio Assurnasirpal II vangloriava-se do grande morticínio entre os guerreirosinimigos. A política de provocar o terror entre os povos subjugados era comum entre osassírios e os episódios narrados por Assurnasirpal II dão uma idéia das formas demorte, como pena, utilizadas pelo povo Assírio: como o empalamento que era umsuplício antigo que consistia em espetar o condenado em uma estaca, pelo ânus,deixando-o assim até morrer; além da morte na fogueira, as mutilações e oesfolamento; torturas mais tarde também utilizadas na Pérsia. Assurbanipal foi o último grande rei dos assírios. Durante o seu reinado (668 -627 a.C.), a Assíria se tornou a primeira potência mundial. Seu império incluía aBabilônia, a Pérsia, a Síria e o Egito. No fim do seu reinado, porém, ou logo depois, o poderio da Assíria desmoronou.Uma década mais tarde o império caía em mãos de babilônios e persas. Assurbanipal era filho de Assaradão (ou Asarhaddão), este que morreu (669 a.C.)tentando reconquistar Mênfis, a capital egípcia que havia se rebelado logo após serconquistada. Assurbanipal não fugiu a regra dos seus antecessores: as conquistas e ocrescimento das fronteiras da Assíria eram seus maiores objetivos, sempre realizadosde forma violenta, mas orgulhando-se das carnificinas. Após a morte de seu pai, o império assírio foi dividido, sendo que seu irmãoChamás-Chum-Uquim reinaria sobre a Babilônia e Assurbanipal governaria o resto.Assurbanipal reconquistou Mênfis e estendeu o domínio assírio para o sul do Egito,até Tebas. Mas Chamás-Chum-Uquim, com ciúmes, por volta de 652 a.C. resolveuatacar uma tropa de Assurbanipal, perto da Babilônia. Logo deflagrou-se uma guerracivil, que só terminou depois de 3 anos de cerco na Babilônia. Como seus antepassados, Assurbanipal vangloriava-se de seus feitossangrentos. Após rechaçar uma rebelião na Babilônia, o monarca deixou registrada aatitude punitiva severa que teve contra o inimigo. Apesar da ferocidade, o rei Assurbanipal seria lembrado como o estudioso que segabava de sua própria instrução, e que criou a grande biblioteca de Nínive com umacoletânea com obras em caracteres cuneiformes, hoje responsável por muito do quese sabe dos povos da Mesopotâmia. Durante o seu reinado, que durou cerca dequarenta anos a técnica do baixo-relevo atingiu grandes proporções. As fachadas e assalas dos palácios estavam, a perder de vista, cobertas de tapeçarias de pedra.
  • 6. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTESCentro de Ciências Exatas e TecnológicasDepartamento de MatemáticaDisciplina: História da MatemáticaProfessora: Grazziella NuzziAcadêmico: Wagner Teixeira dos Reis Povos Antigos Montes Claros/ MG MARÇO/ 2012

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