pag.: 21                                                 Solução à vista                                                  ...
02                                                                      “ABERTURA                                         ...
PRÓXI                                                                                      MA  EDIÇÃ                      ...
04GNR faz levantamentode idosos isolados Sobretudo nas freguesias           GNR, há já um levantamento       com a Cruz Ve...
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A propósito dos    assaltos na                                              Jorge Dias                                    ...
08                                                                            “SOCIEDADE                                  ...
Voz ribatejana 3 agosto 2011
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Voz ribatejana 3 agosto 2011

  1. 1. pag.: 21 Solução à vista António na de PortugalEm frente aos correios de Alvercatel: 21 958 45 37 Web: www.audiovital.pt TNC pag.: 15 homenageado em Vila Franca “ :: número 18 :: ano 1 :: 3 de Agosto de 2011 :: quinzenário regional :: director Jorge Talixa :: preço 0,50 cêntimos ::“Mais Voz Ribatejana crimesAntigaMarinha GNR regista mais roubosassaltada 7 em Vialongavezes este ano e ArrudaOurivesaria de Tiroteio fazAlhandra sofre um morto esegundo assalto dois feridosem 5 semanas em Arcena ialA GNR regista ligeiros aumentos da criminalidade na freguesia de Vialonga e p ec deno concelho de Arruda. Ricardo Bessa, comandante do Destacamento de Vila Es stas to o Fe gos içãFranca destaca, em entrevista, a aposta no policiamento comunitário e assumeque a Guarda gostaria de ter um posto móvel para estar mais presente nas A dfreguesias de Cachoeiras, Calhandriz e São João dos Montes. Alverca, a e estAlhandra, Azambuja e Vila Franca também registaram problemas com-plicados de criminalidade nas últimas semanas. págs.: 2 a 4, 9, 12 e 32 N RESERVA 1º CHURRASCO DO MARINA CAFÉ DE ALMOÇO/CONVÍVIO Estrada Nacional 10, MESAS Dia 4/09/2011 Ementa: nº 30, Alverca a partir das 12 horas - Variedade carnes grelhadas, incluindo junto ao Estádio do 219 584 266 preço 8,5 euros por pessoa Picanha, Maminha e Cupim (bebidas não incluídas) Alverca, em frente ao VAGAS Boa animação com música ao vivo, - Guarnições variadas karaoke , música ambiente - Sobremesa e café. Lar de São Pedro LIMITADAS
  2. 2. 02 “ABERTURA voz ribatejana #18GNR regista aumento de roubosem Vialonga e ArrudaA criminalidade geral, sobretudo os crimes contra o património (roubos) e os crimes contra aspessoas (agressões e conflitos), têm revelado um ligeiro aumento na área do Destacamento daGNR de Vila Franca de Xira. A unidade responsável pela segurança de 12 freguesias dos con-celhos de Arruda, Loures e Vila Franca está a apostar numa relação mais próxima com a comu-nidade e num projecto de policiamento comunitário baseado na partilha de informação e naprevenção de algumas situações. Em entrevista ao Voz Ribatejana, o capitão Ricardo Bessa,comandante do Destacamento sedeado em Vialonga, faz o retrato da evolução da criminalidadena região e aborda temas como a importância da instalação de um posto móvel nas freguesiasrurais de Vila Franca e de melhoria das instalações do posto da Castanheira.Voz Ribatejana – No plano Vialonga é uma área de grande pequena criminalidade eranacional os últimos dados concentração populacional e, principalmente associada àapontam para alguma desci- tradicionalmente, um local toxicodependência. Hoje jáda da chamada criminali- onde alguns conflitos vêm ao haverá alguns outros factoresdade geral e para um acrésci- de cima. A Castanheira do que contribuem para estesmo do crime organizado e/ou Ribatejo é reconhecida como comportamentos. Qual temviolento. Também se verifica uma área de crescimento de sido a postura da GNR, umaesta tendência na área do Vila Franca de Xira, daí ser um postura reactiva ou consegueDestacamento da GNR de local onde se começa a identi- também ter um trabalho pre-Vila Franca de Xira? ficar um crescimento demográ- ventivo?Ricardo Bessa – A tendência fico. Está entre Vila Franca e o O Destacamento de Vilaque temos é um pouco dife- Carregado, dois grandes pólos Franca tenta implementar umrente. Do que temos registado, populacionais e é uma zona conceito de policiamentoa tendência é que os crimes que nos traz algumas preocu- comunitário. Estamos a traba-contra as pessoas e contra o pações. É previsível que os lhar no sentido de, com as ou-património têm aumentado e, chamados pequenos crimes tras entidades presentes,consequentemente, também a possam acontecer. nomeadamente na área docriminalidade geral. Em relação a Arruda dos apoio social, podermos estar Vinhos, não direi que é uma mais próximos da comunidadeEssa tendência é recente ou e dessa forma identificarvem já dos anos anteriores? alguns problemas e trabalharTerá alguma relação com a “Não preventivamente (ver texto nafamigerada crise? página 3).Esta informação é baseada considero quenum comparativo entre o A área à vossa responsabili-primeiro semestre de 2010 e o Arruda seja dade é muito extensa,primeiro semestre de 2011. abrangendo 12 freguesias deAcentua-se mais na compara- uma situação 3 municípios. Há uma pre-ção entre estes dois períodos. ocupação de dar visibilidadeDe alguma forma as dificul- preocupante, à vossa presença?dades que as famílias e as pes- Sem dúvida. É uma preocu-soas em geral poderão estar a até porque de pação eu diria permanente.passar poderão levar a que os Temos patrulhas com girosconflitos e as pequenas alguma forma pré-definidos que nos garan- A nossa articulação é sempre no sentido de que as patrulhasquezílias se acentuem. É um estamos a tem que vamos passando pelos do serviço territorial façamtipo de criminalidade que estáa vir ao de cima, mas não de acompanhar locais de maior visibilidade, não deixando de ser importante uma primeira abordagem. Através dos meios de comuni- Crescimento deforma preocupante. É notório, a visibilidade da presença das cação sabemos que, em situ-mas não muito significativo. de perto e já forças de segurança para aumentar o sentimento de ações que possam passar para um nível de perigosidade Vialonga justificaIsso quer dizer que esse identificámos segurança. Fazemos essas maior, essas equipas aproxi-agravamento não se reflecte patrulhas orientadas, não tão mam-se e, se necessário, têm mais casossó em mais furtos e roubosmas também em conflitos alguns reactivas, mas no sentido de que as patrulhas que lançamos uma intervenção mais muscu- lada e com outra visibilidadeentre as pessoas?Efectivamente revela-se nos suspeitos” sejam para pontos em que, de alguma forma, a comunidade, inclusive. A generalidade das A freguesia de Vialonga tem registado uma tendência para o aumento do número de crimes que chegam ao conhecimento situações são resolvidas eroubos e nos furtos, nos crimes nalguns casos em zonas mais sanadas quase só com a pre- da GNR. “O facto de aumentar aqui de forma relativamentecontra o património de peque- situação preocupante, é um isoladas, possa ver a presença sença de um maior efectivo. superior a outras áreas penso que terá também a ver com ana monta. E tendencialmente fenómeno que aconteceu no da GNR. própria concentração populacional. É a localidade ondetambém nos pequenos confli- início deste ano. Onde acon- Significa isso que os meios haverá mais alvos potenciais e a tendência é para que seja otos. tece pouco, quando acontece Como é que a vossa articu- disponíveis na área do local onde essas situações de pequena criminalidade surjam”, alguma coisa é sempre lação com o PIR (Pelotão de Destacamento de Vila Franca afirma o comandante do Destacamento da GNR, lembrandoA área que está à respons- dramático. Se tivermos dois Intervenção Rápida) que está satisfazem o comando ou que casos como os dos roubos por esticão na rua levam a queabilidade do Destacamento crimes e passarmos para oito, instalado em Vialonga, mas gostariam sempre de ter mais as pessoas tenham algum sentimento de insegurança.de Vila Franca é marcada percentualmente foi um grande que julgo que não está direc- alguns meios? “Continuo a referir que não estamos em níveis preocupantes,por dois ou três pólos mais aumento, mas por comparação tamente dependente do Os meios são aqueles que são mas observamos o fenómeno e estamos a fazer esforços nocomplicados em termos de com Vialonga ou Castanheira Destacamento da GNR de possíveis e que temos de acor- sentido de o identificarmos mais em concreto e para, emsegurança, Vialonga, são sempre poucos casos. Não Vila Franca? do com as nossas necessidades. colaboração com outras entidades, actuarmos de forma pró-Castanheira e um pouco o considero que Arruda seja uma O PIR pertence ao Como qualquer organização ou activa e preventiva”, acrescenta, considerando que não háNorte de Loures, mas parece situação preocupante, até Destacamento de Intervenção qualquer entidade, com mais qualquer sinal de que se tenham voltado a constituir algunsque este tipo de problemas de porque de alguma forma esta- Rápida do Comando Territorial meios poderemos fazer mais e gangs em Vialonga como aconteceu em décadas passadas. “Opequenos roubos se está mos a acompanhar de perto e já de Lisboa. O pelotão sedeado melhor. Mas penso que têm que temos identificado em Vialonga em muitos casos sãoespalhar também a Arruda e identificámos alguns suspeitos. em Vialonga patrulha as áreas sido os adequados e sufi- pequenos grupos, não muito organizados ou até mesmoa freguesias como São João dos destacamentos territoriais cientes, atendendo às circun- acções isoladas”, esclarece.dos Montes? Há alguns anos atrás esta de Vila Franca e de Alenquer. stâncias que estamos a passar.
  3. 3. PRÓXI MA EDIÇÃ O DO JANA 03 IBATE CA! VO ZR NÃ O PER 3 de Agosto de 2011 E AG OSTO A 31 DGNR aposta em programade policiamento comunitárioO Destacamento de Vila Franca de Xira da GNR pré-delinquência.está a desenvolver um projecto de PoliciamentoComunitário que pretende envolver mais os Entende o comando do Destacamento da GNR de Vila Franca que “é pela prevenção que se Suspeitoscidadãos e as entidades locais na identificaçãodos problemas e nas acções de carácter preventi- podem atacar os problemas na sua génese, evi- tando-se mesmo a sua futura eclosão” e que, identificadosvo. De acordo com Ricardo Bessa, este conceito desta forma, os recursos ao dispor da Guardaassenta na ideia de que se trabalharem todos emconjunto os resultados serão muito melhores em “podem ser mais eficazmente balanceados para áreas que estão mais directamente relacionadas em Arrudatermos de segurança e de prevenção da delin- com o bem-estar das populações, influenciandoquência. com maior profundidade o sentimento de segu- O concelho de Arruda dos“O nosso objectivo é que a GNR seja reconheci- rança da comunidade”. Vinhos tem, habitualmente,da como algo que está cá para ajudar e é para O objectivo não é substituir a repressão pela pre- baixos índices de criminali-isso que cá estamos, é essa a nossa missão. E venção, mas utilizar de forma combinada e con- dade, mas no segundoserá sempre muito mais produtivo trabalhar com certada uma ou outra política. E a GNR em con- trimestre deste ano veri-entidades como as IPSS, os centros comu- jugação de esforços com a comunidade torna o ficaram-se, sobretudo nanitários, as escolas, a Associação de Africanos e cidadão o seu centro de gravidade. “A instituição área da sede de concelho,outras entidades com quem pretendemos traba- policial apesar de ser o ‘parceiro’ actua conju- uma série de roubos porlhar em parceria neste conceito de policiamento gadamente com os outros parceiros da sociedade esticão e até mesmo uma ten-comunitário”, sustenta o comandante da GNR, civil, as autarquias locais, a saúde, a educação e tativa de assalto a uma agên-explicando que decorre já uma fase de aproxi- os movimentos cívicos, formando uma estrutura cia bancária. O autor destamação a estas entidades, assente na ideia de que em rede para a resolução do problema emer- tentativa não chegou a sera segurança é um problema de todos e não só das gente”, refere. detido, mas no caso dos rou-forças de segurança. “Se pudermos trabalhar Desta forma pretende-se que o agente policial bos por esticão há suspeitostodos em conjunto, seguramente que os resulta- seja encarado como agente de paz e não só no já identificados. “O fenó-dos serão melhores”, disse ao Voz Ribatejana, seu habitual papel de representante da ordem meno verificado em Arrudafrisando que a partilha de informação entre todas pública, que a GNR promova consultas à popu- não é tão dramático comoestas entidades permite também que a GNR ori- lação actuando proactivamente na resolução dos isso. Numa localidade emente os seus esforços com base em indicações problemas, que a actividade se adapte às neces- que, felizmente, pouco acon-sobre eventuais focos de criminalidade ou que sidade verificadas e que haja uma troca regular tece ao nível da criminali-actue preventivamente junto de comunidades de informação entre a força policial e a popu- dade, quando acontece umonde haja problemas de alguma delinquência ou lação. conjunto de situações em tão pouco tempo, mesmo não sendo muitas, para uma Posto da Castanheira Cachoeiras, Calhandriz e São João dos Montes localidade com estas cara- cterísticas tem um impacto precisa de melhores Posto móvel faz falta nas mais significativo”, sustenta Ricardo Bessa, explicando que a GNR conseguiu identi- instalações freguesias rurais ficar rapidamente alguns dos indivíduos supostamente O capitão Ricardo Bessa julga que a instalação de um posto móvel da GNR que circulasse envolvido, já reconhecidos por vários pontos das freguesias de Cachoeiras, Calhandriz e São João dos Montes seria por algumas das vítimas, e No que diz respeito às instalações em que funcionam os cinco postos da importante para melhorar o atendimento dos cidadãos e para reforçar o sentimento de outros suspeitos. “Temos área de influência do Destacamento de Vila Franca da GNR, a principal segurança. Actualmente, o acompanhamento destas 3 freguesias é feito a partir do posto informação sobre alguns preocupação serão as limitações da unidade da Castanheira que, ainda da Castanheira e, apesar das patrulhas regularmente em circulação, há pontos, por exem- indivíduos que podem ser, no por cima, é a responsável por um território mais extenso, que abrange plo da Calhandriz, que distam quase 20 quilómetros da Castanheira. Depois os trans- futuro, acareados no âmbito também as freguesias de Cachoeiras, Calhandriz e São João dos portes públicos entre estas localidades são praticamente inexistentes, o que obriga os do processo-crime”, refere. Montes. “Eu não diria que será uma limitação, mas é uma preocupação, moradores a deslocações complicadas se, por qualquer motivo, precisam de tratar de Certo é que, no entender do no sentido de que temos consciência de que a Castanheira está a crescer algum assunto no posto da GNR. comandante da GNR, o nó da e que instalações mais adequadas a uma força de segurança beneficiari- “O posto situa-se numa extremidade, sendo que as vias para chegar às outras extremi- A 10 contribuiu para o am quer o cidadão fardado, quer os cidadãos que nós servimos. O facto dades não são as mais rápidas. Temos inclusivamente de passar por uma área da respon- crescimento e desenvolvimen- de termos instalações adequadas traria uma forma de funcionamento sabilidade da PSP. E para nós o mais vantajoso, para o nosso conceito de patrulhamento, to de Arruda, mas até não melhor”, admite o capitão Ricardo Bessa, frisando que não é tanto o seria estarmos a circular sempre na nossa área territorial”, sustenta Ricardo Bessa, su- tem sido um factor prepon- problema das limitações do espaço, mas também o facto do posto estar blinhando que, em tempos, foi estudada, em articulação com as juntas de freguesia, a po- derante no que diz respeito à instalado no rés-do-chão de um prédio de habitação, o que levanta sem- ssibilidade de existir um posto móvel da GNR que fizesse sobretudo serviço de atendimen- criminalidade, porque “nem pre questões de ruídos durante a noite ou da própria segurança da to ao fim de dia nestas três freguesias, circulando de acordo com um plano pré-estabeleci- sequer é dos pontos de fuga unidade. “A movimentação de umas instalações de forças de segurança do e divulgado pelas próprias juntas. “Até ao momento não foi possível a implementação utilizados”, uma vez que não tem horas. Podemos estar a trabalhar intensamente durante o dia efectiva deste conceito. Continuamos a considerar que seria vantajosa a existência de um Arruda tem várias vias alter- como a meio da noite e isso traz alguns transtornos e não é de todo serviço de atendimento móvel com estas características, a funcionar tendencialmente num nativas de ligação a Vila agradável que criemos situações de incómodo para os vizinhos”, reco- período reduzido no final do dia, na altura em que as pessoas chegam a casa. Se tiverem Franca, Alhandra, Alverca, nhece o comandante do Destacamento da GNR, vincando que insta- alguma situação, alguma informação, alguma queixa, sabem que existe ali uma instalação Carregado e Sobral. lações construídas de raiz, num local com algum isolamento das con- policial móvel, que apesar de ser móvel tem uma presença permanente e poderá deslocar- “Felizmente Arruda continua struções vizinhas é sempre o mais adequado, dando também mais segu- se pelas freguesias mais afastadas da Castanheira”, explica o comandante da GNR. a ser uma localidade pacata. rança e privacidade à vivência interna do posto. Ricardo Bessa reconhece que, actualmente, as pessoas poderão ser obrigadas a apanhar Este fenómeno percentual- “Estamos conscientes que o cenário económico-social não é muito vários transportes para conseguirem chegar à Castanheira. “Neste momento aqui esse mente pode ser preocupante, propício a que haja investimentos dessa envergadura. Mas realçamos meio móvel não existe. Poderemos tentar tê-lo cá em períodos específicos, mas não vai ser mas se olharmos para ele só que a Castanheira está a crescer e é uma preocupação efectiva criarmos uma solução definitiva. O que procuramos é que seja uma solução que nos desse garantias em termos de percentagem. melhores condições para o futuro. Estamos conscientes de que as enti- de disponibilidade permanente”, prossegue o responsável da GNR, frisando que o mode- Em termos de número efecti- dades que nos podem ajudar, a própria tutela, as autarquias locais, opor- lo de funcionamento já foi estudado e testado com êxito, num período em que foi possível vo de casos não diria que seja tunamente nos poderão dar esse apoio, assim se criem as condições pos- ter uma unidade móvel deste tipo na área do destacamento. “A alternativa têm sido os tão preocupante, porque há síveis”, conclui o capitão da GNR, que acha que, com os cerca de 30 locais de atendimento nas juntas de freguesia. É a solução viável neste momento, mas é outras localidades na nossa militares de que dispõe, o posto da Castanheira “tem o efectivo sufi- uma solução que não traz a visibilidade da presença policial. O facto de se saber que esta- área de responsabilidade que ciente”, mas admite que, num espaço diferente, “a vivência dos mos a fazer atendimento nas juntas de freguesia é útil, mas tendencialmente, com o tempo, têm muito mais roubos e cidadãos fardados seria diferente e melhor”. O posto da Castanheira re- poderá cair no esquecimento. E a presença de um veículo aumentaria o sentimento de assaltos em geral”, diz o gistou, no primeiro semestre, uma subida da criminalidade, mas uma segurança da população”, acredita o capitão da GNR, salientando, contudo, que a crimi- capitão da GNR ao Voz estabilização dos casos de roubo. nalidade registada na área do posto da Castanheira tem estabilizado e até diminuído. Ribatejana.
  4. 4. 04GNR faz levantamentode idosos isolados Sobretudo nas freguesias GNR, há já um levantamento com a Cruz Vermelha e com cada vez alertados para esse rurais, a situação dos idosos com dados sobre cerca de 200 alguns apoios autárquicos para fenómeno”, sublinha. Já quan- isolados é uma preocupação idosos. “Temos militares só instalação de aparelhos de to aos problemas de violência para a GNR, que tem feito le- vocacionados para o apoio aos teleassistência em casa de doméstica e de maus-tratos a vantamentos e acções de reco- idosos, tentamos recolher o alguns idosos que permitam menores, Ana Ribeiro acha lha de dados que lhe permitam máximo de informação po- alertar a Guarda ou os que têm estabilizado na área contactar e chegar mais facil- ssível, ficamos com as coorde- bombeiros em caso de proble- do Destacamento. mente junto dessas popu- nadas do local onde as pessoas ma. Actualmente a GNR dispõe de lações, muitas vezes mais sujeitas a casos de roubo ou de vivem e, com esses dados, ra- pidamente os militares con- A GNR faz também acções de informação e de sensibilização uma unidade especializada no comando distrital e de secções “Chave Segura” burla. No caso das freguesias seguem dar com a casa onde dos idosos para as situações de de programas especiais em do concelho de Vila Franca, segundo a tenente Ana residem esses idosos”, esclarece a oficial da GNR, burla, um fenómeno que ainda vai surgindo regularmente. “É cada destacamento, que abrangem áreas como a escola para um Verão mais Ribeiro, adjunta do coman- lembrando que também se está um problema que continua a segura, o comércio em segu- dante do Destacamento da a tentar desenvolver projectos existir, mas os idosos estão rança ou o Idoso 65. tranquilo A GNR tem um programa de vigilância de residências“Gostei especialmente Militar por vocação durante o período das férias de Verão que procura mi- nimizar os riscos de assalto quando os residentes estão ausentes por tempo mais prolongado. Os interessadosda disciplina militar” com gosto pelas novas podem contactar as unidades da Guarda que, nos períodos de ausência, fazem um patrulhamento regular tecnologiasA tenente Ana Ribeiro tem 27anos e desempenha funções mas a diferença não é muita”, reconhece. garantindo um número de passagens mínimo, no senti- do de detectar alguma anomalia e de que as pessoas sede adjunta do comandante do Ana Ribeiro admite que sintam mais tranquilas.Destacamento de Vila Franca. entrou na vida militar um Ricardo Bessa é natural do ores associados. No dia emJá comandou durante cerca de pouco sem saber ao que ia. concelho de Gondomar e que essas características1 ano o Destacamento da Acabou o 12º. ano, gostava ganhou cedo uma grande intrínsecas à instituiçãoGNR de Alenquer e por cur-tos períodos o próprio desta- de medicina e disseram-lhe que na Academia Militar admiração pelo papel da GNR, enquanto “instituição deixarem de existir, a GNR deixa de ser aquilo que é e Sinistralidade grave de referência neste País, quer fica descaracterizada. A par-camento vila-franquense.Uma experiência gratificante havia medicina. “Concorri e era para medicina. Depois fiz pelas suas tradições, quer pela forma como tem estado tir dessa altura não é uma GNR, é outra coisa qual- está a baixarpara uma mulher que foi mãe a prova de aptidão militar e,há 2 anos e que continua a durante aquele mês, mudei de presente na sociedade”. quer”, sublinha. Decidiu, por isso, ainda Os três concelhos abrangidos A área do Destacamento de Vila Franca é atravessadasentir-se muito motivada com ideias. Gostei essencialmente muito jovem, ingressar na pelo Destacamento de Vila por vários eixos rodoviários de grande circulação comoaquilo que faz na GNR, onde da disciplina da parte militar. Guarda. “Quando tomei esta Franca são bastante dife- as estradas nacionais 1, 248 e 115-5. As principais pre-espera continuar por muitos Foi isso que me atraiu e, decisão foi porque vi a GNR rentes da zona de Gondomar ocupações centram-se na ligação entre Alverca eanos. O comandar mais de depois, dentro da parte mili- como uma instituição a que de onde o militar é orig- Loures e na travessia de Vialonga, onde sobretudo aduas centenas de homens não tar, toda a gente dizia que a gostaria de dedicar a minha inário, sobretudo porque aqui variante tem tráfego intenso e alguns acidentes graves,lhe suscita nenhuma preocu- GNR era o melhor”, sublinha, vida e de dedicar-me à causa há uma muito maior multipli- sobretudo em período nocturno e nalguns dos seuspação especial e acha que explicando que acabou o pública, que, no fundo, é cidade de origens e de cul- cruzamentos. “Os dados comparativos que temos entretodos reagiram bem, até curso com 23 anos e foi logo aquilo que nós fazemos, con- turas. “Esta variedade cultur- o primeiro semestre de 2010 e o de 2011 apontam paraporque a novidade das mul- dar um alistamento de seis scientes da influência que o al acaba por ser também uma um decréscimo na sinistralidade, fenómeno que vemosheres a comandarem meses e comandar um pelotão nosso trabalho pode ter no variável interessante. Vêem- com agrado, que nos permite empenhar efectivosunidades da GNR já tinha na Figueira da Foz. Depois dia-a-dia das pessoas”. se coisas muito diferentes”, noutras actividades, por um lado, e por outro são sem-alguns anos. foi colocada na Brigada 2, Hoje, aos 35 anos, o capitão observa Ricardo Bessa, pre bem vindas notícias de redução da sinistralidade”,“Mulheres na Guarda já exis- esteve um ano a comandar o que comanda a GNR nos explicando que outra das refere Ricardo Bessa, salientando que no troço da EN 1tem desde 1995 ou 96. A Destacamento de Alenquer e concelhos de Vila Franca, suas paixões são as tecnolo- entre Vila Franca e o Carregado há uma grande inten-comandar efectivamente passou para adjunta no Arruda e Loures reconhece gias da informação e que tem sidade de tráfego mas há normalmente fluidez. Já nodestacamentos já para aí Destacamento de Vila Franca. que “às vezes não con- mesmo formação em engen- caso de Vialonga, recorda que foi elaborado um estudodesde 2003/04 e eu, em Entretanto teve 6 meses de seguimos fazer tanto como haria informática. “É uma para a substituição de semáforos por rotundas na vari-2008/09, já não era novidade licença de maternidade, foi gostaríamos, mas estamos área que me agrada particu- ante, medida que poderá melhorar a fluidez do trânsito.para ninguém”, sustenta à para Mafra e regressou a Vilaconversa com o Voz Franca. sempre conscientes de que larmente desde há muitosRibatejana, vincando que as “Quando somos comandantes prestamos um serviço públi- anos e em que já trabalhei co e de que o devemos fazer algum tempo antes de virdiferenças não são muitas.“Se calhar temos uma há sempre problemas para resolver. É uma experiência da melhor forma que souber- mos e pudermos”. A GNR é, para a GNR e trabalhei tam- bém dentro da GNR na área Destacamento demaneira diferente de lidar gratificante e, ao mesmocom eles, por sermos mul-heres se calhar temos uma tempo, trabalhosa. primeiras mulheres a coman- As no entanto, por vezes, vista como uma instituição rígida e das tecnologias. Neste momento não estou ligado a Vila Franca segurasensibilidade e uma maneira dar se calhar tiveram um algo tradicionalista. Ricardo essa área, mas é uma áreade falardiferentes e choque muito maior. Eu já apanhei aquela fase em que já Bessa acha que é importante manter as tradições, porque vocacional não pretendo que ministro das “associado às tradições abandonar”,eles se cal-har também não é novidade, vim quando já toda a gente estava habitu- vêm um conjunto de val- confessa. Finançasnão lidam ada”, conclui.connosco Na reestruturação de 2008 foi atribuída também aoda mesma Ricardo Bessa Destacamento de Vila Franca a responsabilidade deforma, Ana Ribeiro já sempre quis coordenar a unidade da GNR que dá apoio à alfândega do aeroporto e a unidade que faz a segurança do comandou dedicar a Ministério das Finanças, em Lisboa. Significa que as destacamentos sua vida à dezenas de efectivos dedicados à protecção das insta- lações onde trabalham o ministro Vítor Gaspar e todos de Alenquer causa os serviços centrais das Finanças são coordenados a partir de Vialonga. No total, o Destacamento vila-fran- e de Vila pública quense conta com cerca de 240 efectivos distribuídos Franca por sete unidades.
  5. 5. 05 21% Maioria quer extinção das pequenas freguesias não A esmagadora maioria dos leitores do blog do Voz Ribatejana S/NR concorda com a extinção de freguesias com menos de 1000 9% N eleitores. Setenta e sete por cento defende essa medida e ape- nas 13% estão contra. Outros 9% não têm opinião formada 77% sim sobre o assunto. Participe nos nossos inquéritos em www.vozribatejana.blogspot.com. 3 de Agosto de 2011SobralinhoReformado condenado a 14 anosde cadeia por matar o filhoLuís Espalha foi condenado pelo Tribunal de Vila Franca pela autoria do disparo que vitimou o filho Luís Manuel. O colectivo não se deixou convencer pelaversão de que o tiro tinha sido acidental, mas teve em conta algumas atenuantes.Jorge Talixa matar, até porque terá dito a uma teste- munha que matou um mas podia matarO Tribunal de Vila Franca de Xira conde- dois ou três e a outra que matara o filhonou, no dia 22 de Julho, a 14 anos e 4 porque o contrariava. “Há uma ausênciameses de prisão efectiva, um idoso resi- de motivos compreensíveis, uma ele-dente na vila do Sobralinho, acusado de, vadíssima desproporção entre a causa e aem Agosto do ano passado, ter disparado conduta do arguido”, salienta o acórdão,um tiro de caçadeira sobre um filho de 42 vincando que alguns testemunhos e a tra-anos, causando-lhe a morte. O colectivo jectória do tiro identificada na autópsiade juízes presidido por Raquel Costa não apontam para um disparo directo e nãoacreditou na versão do arguido, Luís para um disparo feito inadvertidamenteEspalha, de 75 anos, que alegou sempre em queda. O colectivo de juízes acrescen-que o disparo foi acidental e surgiu quan- ta que Luís Espalha sabia que um disparodo tropeçou numa escada. Luís Espalha naquelas condições seria suficiente parafoi, ainda, condenado a pagar um total de causar a morte do filho, mas que, na114 mil euros de indemnizações à sua avaliação psicológica a que foi submeti-esposa, aos filhos da vítima (seus netos) e do (aponta-lhe algumas limitações cogni-a outros legítimos herdeiros. tivas) assume uma certa desresponsabi-O acórdão considera provado que Luís lização pelo que aconteceu, atribuindoEspalha e o seu filho Luís Manuel viviam responsabilidades a terceiros. Depois, osno mesmo edifício, na Rua dos juízes sublinham que a caçadeira usadaBombeiros Voluntários, no Sobralinho. pelo idoso estava declarada perante aMas acrescenta que, pelo menos nos últi- PSP, mas que Luís Espalha apenas estavamos dois a três anos o relacionamento autorizado a tê-la em casa e não tinhaentre os dois deteriorou-se, porque o pai licença para a trazer para o exterior enão concordava com algumas das com- muito menos para a usar. “É um flagelopanhias do filho e achava que estaria da nossa sociedade a quantidade de armasenvolvido em situações de consumo de não legalizadas, as quais possibilitamdroga e de alguma marginalidade. Ao muitas vezes a prática de crimes”, vincouprincípio da noite de 21 de Agosto passa- Raquel Costa. O colectivo considerou,do, os dois homens entraram em dis- entretanto, não provado que o idoso tenhacussão e terão mesmo trocado algumas escorregado e disparado de forma aciden-agressões. “O arguido entrou na residên- tal e que os desentendimentos com o filhocia e regressou munido de uma caçadeira fossem frequentes. Na definição da pena,de canos justapostos. Sabendo que se Luís Espalha beneficiou de algumas ate-encontrava municiada e pronta a disparar, nuantes por não ter antecedentes crimi-quando se encontrava a 4/5 metros dis- nais e por padecer de uma doençaparou sobre Luís Manuel, atingindo-o no oncológica e foi condenado a 14 anos detórax”, refere o acórdão, frisando que as cadeia pelo crime de homicídio qualifica-lacerações causadas em órgãos como o do, numa moldura penal que vai dos 12peritoneu e o estômago foram a causa aos 25 anos de cadeia. O colectivo conde-directa da morte do filho. nou-o, ainda, a 18 meses de prisão porEmbora admita que Luís Espalha sofria, detenção de arma proibida e a pagar ind-nos últimos anos, de problemas de emnizações à sua esposa e aos filhos dealcoolismo crónico e que naquele dia Luís Manuel. Aplicadas as regras deestaria alcoolizado, o colectivo de juízes cúmulo jurídico foi-lhe fixada uma penaconcluiu que o arguido teve a intenção de unitária de 14 anos e 4 meses de prisão.Detido em PSP vigia residências no Verão CemitérioAlhandra por roubado A Operação Férias 2011, organizada pela PSP, está também a ser desenvolvida nas seis freguesias da áreaassaltar mulher da Divisão de Policial de Vila Franca de Xira. Até 15 de Setembro, agentes da Polícia de Segurança em Muge Pública asseguram alguma vigilância de residências, cujos proprietários se tenham ausentado em férias. Os interessados em aderir a este serviço gratuito da PSP devem solicitá-lo pelo menos 48 horas antes deAgentes da Esquadra da PSP de Alhandra detive- iniciarem as suas férias, dirigindo-se a uma esquadra policial e preenchendo um pequeno formulário.ram, no dia 14, um individuo com 40 anos de Podem, também, optar por preencher o formulário online, no sítio O cemitério de Muge, no con-idade, depois de ter alegadamente roubado um fio https://veraoseguro.mai.gov.pt, onde encontrarão igualmente sobre celho de Salvaterra dede ouro a uma mulher de 35 na zona da estação os comportamentos de segurança a ter nestas fases de ausência da Magos, foi assaltado e van-ferroviária alhandrense. Segundo uma nota da residência. A polícia aconselha ainda os cidadãos a organizarem dalizado na madrugada daDivisão Policial de Vila Franca, o suspeito terá uma lista dos seus bens mais valiosos, que facilitará a sua localiza- passada quinta-feira. Foramusado violência física para consumar o roubo e foi ção em caso de furto. A Divisão Policial de Vila Franca salienta, afectadas cerca de 30 campasdetido poucos minutos depois da ocorrência, cerca contudo, que as pessoas, antes de saírem para férias, devem sem- e do cemitério desaparece-das 8h15 da manhã. De acordo com a mesma pre verificar se as suas residências se encontram devidamente ram crucifixos em metal, ja-fonte, o individuo já fora detido no dia 10 de Julho, fechadas, com as portas e janelas fechadas e trancadas, para que rras, santas, livros em pedra eem Vila Franca, quando foi apanhado em flagrante não se consiga ver o seu interior e não existam “tentações” dos outras peças de arte sacra.delito a furtar combustível de uma viatura. indivíduos que se dedicam a este tipo de criminalidade.
  6. 6. 06 “ FAÇA OUVIR A SUA VOZ em www.facebook.com/ vozribatejana TODOS COM VOZEditorial InquéritoA crise e a Impacto das obras do novoinsegurançaA região a que nos dedicamos tem hospital revolta moradores As obras do novo hospital de Vila Franca de Xira, iniciadas em Maio próximo de Povos, estão a gerar protestos de vários moradores vizinhos, inco-vindo a ser assolada, nas últimas modados pelas ondas de poeira que se levantam e invadem tudo, mas sobretudo pelo facto dos trabalhos e do ruído se terem prolongado, nalguns dias,semanas, por uma onda de crimina- pela noite dentro. O Voz Ribatejana ouviu alguns dos afectados, que reclamam mais regas e mais cuidados no transporte de terras e horários de obralidade invulgar. Embora os registos menos alargados.das forças de segurança não refli-ctam agravamentos exagerados, o Tiago Filipe, 28 anos, residente na Praçacerto é que as situações de pequenos Patrícia Lavareda, 29 anos, residente doroubos que geram muito alarme Família Hustarte Largo Júlio Sabinosocial, porque são feitas cada vezmais às claras e sem qualquer sinal O maior inconveniente que noto é o pó, que é transportado pelo vento e que Na semana passada estiveram a trabalhar até à uma e pouco da manhã. acaba por sujar o prédio todo, por entrar pelos próprios respiradouros. E só sede receio, crescem a olhos vistos. Contactei a PSP e perguntei se podiam estar a fazer barulho àquela hora. pode colocar roupa no estendal aí depois das 21h00. A minha mulher tem queSão os assaltos por esticão que se O senhor disse-me que não sabia se tinham alguma licença especial. Se lavar sempre a corda da roupa. Estes apartamentos têm bom isolamento e nãomultiplicam, grupos de indivíduos têm foi a Câmara que passou. Não tenho nada contra o hospital, se é para noto o barulho por trabalharem até mais tarde. Mas já tiveram que cá vir repararque circulam e “atacam” onde melhorar a vida das pessoas tudo bem, tenho é contra não respeitarem as os estores por causa da fuligem acumulada. Deviam regar mais as zonas de obraencontram pessoas mais debilitadas pessoas. Escrevi também um e-mail à Câmara, que me disseram que ia ser e assumir uma limpeza geral dos prédios no fim das obras. As paredes estãoou isoladas e roubos dos mais diver- reencaminhado para o vereador Rui Rei. Também disse que os camiões cobertas de pó. O patamar da casa está completamente cheio deste pó amarelo,sos bens em equipamentos públicos transportam a terra sem nenhuma protecção. A mim incomoda-me mais o as caixas de correio, as janelas, as portas. Está tudo cheio deste pó.como caso que relatamos da antiga barulho, mas também há o pó.Marinha em Vila Franca. Mas há A partir dessa altura têmtambém cada vez mais casos de feito barulho normalmenteassaltos violentos e à mão-armada a só até às 20h00, o que meagências bancárias ou ourivesarias. dá a entender que foram João Costa, 61 anos,Ou conflitos como o tiroteio que, nosábado, em Arcena, originou um esticando e, se ninguém se residente no Largo Júlio queixasse, desconfio quemorto e dois feridos. iam começar a fazer turnos. SabinoSe, por um lado, parece crescer um É uma obra pública, se nóscerto sentimento de desespero pelas temos que cumprir as Há sempre muito barulho, ás vezes atédificuldades e pela falta de perspec- regras, eles também. Há depois da meia-noite. Sai muita terra dastivas e de emprego. Por outro, vai-se horas para tudo. Tenho uma obras, não têm respeito pelas pessoas. Háacentuando o sentimento de que vale filha pequena e o barulho aqui crianças, gente que trabalha e tem quetudo e de que muitas destas situ- tornava-se ensurdecedor. dormir. Não quer dizer que seja todas asações ficarão para sempre na Também houve obras aqui noites, mas no dia 21 foi barulho até às 2h00impunidade. para o Recheio e quase que da madrugada, com as máquinas a par-Um comerciante da região dizia-nos não se dava por nada. tirem pedra ali em cima. Não se pode esten-há dias: se o Governo não põe mão der roupa. É difícil mesmo de se aguentar. Deviam regar a terra.nisto e não reforça a segurança ondeé que vamos parar! Tem razão. Masé também ao nível do Governo que,nas muitas exigências de austeridadeque agora se colocam, se equa-cionam também formas de pouparnas forças de segurança e nos tri- OMelhor e o Pior da Quinzenabunais e, quiçá, também nospróprios sistemas prisional e correc-cional. Os assaltos sucedem-seNeste clima, com meios cada vez na região, sejam osmais reduzidos e uma justiça casos de roubos pordemasiado lenta, não é de estranhar esticão feitos à descara-alguma desmotivação no seio das da em zonas movimen-próprias forças de segurança. Urge, tadas, sejam os roubospor tudo isto, olhar com atenção mais discretos feitos pelaredobrada para este tipo de proble- calada da noite. Asma e talvez também escutar os forças de segurança difi-desafios que têm sido colocados cilmente conseguempela PSP e pela GNR, de que a segu- resolvê-los e são cadarança é cada vez mais uma respon- vez mais comuns ossabilidade de todos e de que as insti- casos de indivíduos rein-tuições e os cidadãos devem tentar cidentes, que são detidoscontribuir para ela, alertando para sucessivas vezes e logosituações suspeitas, tomando mais colocados em liberdade Um projecto dinamizado pela associaçãoprecauções, denunciando comporta- pelos tribunais Animar dá o exemplo e ajuda algumas dezenasmentos irregulares. É do conjunto de pessoas e criarem as bases para desen-do esforço de todos que se pode volverem o seu próprio negócio. Numa épocafazer uma sociedade mais segura e em que as alternativas escasseiam e o desem-com um espírito cívico mais adequa- prego aumenta, apoios deste tipo podem serdo às realidades que enfrentamos. decisivos para dar um rumo melhor a muitas famílias Jorge TalixaFicha técnica: Voz Ribatejana Quinzenário regional Sede da Redacção e Administração – Centro Comercial da Mina, Loja 3 Apartado 10040, 2600-126 Vila Franca de Xira Telefone geral – 263 281 329Correio Electrónico – vozribatejana@gmail.com director.vozribatejana@gmail.com redaccao.vozribatejana@gmail.com comercial.vozribatejana@gmail.com Proprietário e editor – Jorge Humberto PerdigotoTalixa - Director – Jorge Talixa (carteira prof. 2126) Redacção – Miguel António Rodrigues (carteira prof. 3351), Carla Ferreira (carteira prof. 2127), Paula Gadelha (carteira prof. 9865) e Vasco Antão (carteirade colaborador 895) Paginação - António Dias Colaboradores: Adriano Pires, Hipólito Cabeça, Paulo Beja Concessionário de Publicidade – PFM – Radiodifusão Lda. 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  7. 7. A propósito dos assaltos na Jorge Dias "Belas instalações para o futuro hospital de Vila Franca... Será que Mónica Silva Costa “Que vergonha a Maria Rodrigues "O que querem um espaço daquela dimensão votado ao abandono, cada um puxa para seu lado e ninguém quer resolver a situação, até fogem de 07 antiga Marinha onde anda a policia” ninguém consegue ver arranjar soluções. Mas qualquer dia aparece aí isso????????" um esperto e fica resolvido. É assim"Povos ArcenaObras do hospital Tiroteio faz umgeram queixas morto e dois As obras do novo hospital de Vila Franca de Xira seguem a bom ritmo na encosta sobran- ceira ao Centro Equestre da Lezíria, em Povos. Boa parte do terreno já está moldado, mas feridos graves a obra é bastante complexa, pelas características do local. Na sequência das reclamações Um tiroteio ao que tudo indica originado por uma discussão entre famílias de origem indiana de vários moradores da zona mais próxima, o Voz Ribatejana tentou obter esclarecimen- e de etnia cigana, originou, ao princípio da noite do passado sábado, a morte de um imigrante tos e respostas do consórcio construtor, liderado pela Somague, e da Câmara de Vila indiano de 40 anos e ferimentos graves em mais duas pessoas da mesma família. O presumí- Franca de Xira, mas até ao fecho desta edição não tivemos resposta. Percebe-se, todavia, vel autor dos disparos foi presente ao tribunal de Vila Franca de Xira na segunda-feira e vai que a maquinaria envolvida gera, necessariamente, problemas de ruído, pelo que devem aguardar julgamento em prisão preventiva. Os feridos, com 24 e 48 anos, estão internados ser evitados trabalhos em horário nocturno. Nos últimos dias mais quentes percebeu-se nos hospitais de Vila Franca e de São José livres de perigo. que já eram mais frequentes as acções de rega, para evitar a maior libertação de poeiras. Aconteceu tudo por volta das 19h30 e, segundo algumas testemunhas, o desentendimento Curioso foi verificar que muitos dos camiões envolvidos não cobrem as cargas de terra e terá surgido porque uma criança de etnia cigana terá urinado junto à porta de uma garagem que um deles até o fez já só à beira da Nacional 1. da família indiana. O dono do espaço terá confrontado o pai da criança com o sucedido e gerou-se o conflito. Da discussão aos tiros foram poucos minutos, gerando o pânico entre alguns moradores da Rua Diamantino de Sousa Barros. O presumível autor dos disparos foi detido pela PSP, que reforçou a vigilância do bairro de Arcena com efectivos da Esquadra de Intervenção Rápida. No local estiveram também inspectores da Polícia Judiciária, que vão desenvolver a investigação. EDITAL Nº 371/2011 MARIA DA LUZ GAMEIRO BEJA FERREIRA ROSINHA, PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE VILA FRANCA DE XIRA FAZ SABER, que por despacho da Srª Vereadora Maria da Conceição dos Santos, datado de 04/01/2011, proferido ao abrigo das competências delegadas pela signatária, por despacho nº 34/2009, de 4 de Novembro, e para o dispos- to na alínea h), do nº 2, do artigo 68º, da Lei nº 169/99, de 18 de Setembro, alterada pela Lei nº 5-A/2002, de 11 de Janeiro, e Declaração de Rectificação nº 4/2002, de 6 de Fevereiro: - Foi tomada a decisão final de proceder à desocupação/despejo administrativo da habitação municipal sita no Bairro Municipal da Quinta da Piedade, Lote 5, 3º B, 2625 Póvoa de Santa Iria.Utentes protestam com corte Tal decisão, fundamenta-se nos seguintes factos: - O arrendatário da fracção faleceu em 22 de Setembro de 2008, e residia so- zinho na fracção pelo menos há mais de um ano a contar da data do óbito, pelo que o arrendamento não é transmissível.da linha - Não foi apresentada qualquer pronúncia escrita que pudesse alterar o sentido provável da decisão. Mais ficam os eventuais ocupantes e demais interessados notificados de que dispõem de um prazo de 60 dias para desocupar a referida fracção e devolverem as chaves, sendo que se não o fizerem até ao final do prazo que lhes é facultado será imediatamente efectuado o despejo, com recurso à autori-O descontentamento pela entrada em vigor das novas dade policial, sendo removidos todos os bens que se encontrem na fracção, ostarifas dos transportes levou à realização, na segunda- quais serão depositados em local designado para o efeito, onde poderão ser levantados pelos proprietários, dentro do prazo de um ano a contar da presentefeira, de várias acções de protesto. Na estação fer- notificação, data a partir da qual serão declarados perdidos a favor doroviária da Póvoa de Santa Iria, um grupo de utentes Município, nos termos do artigo 1323º do Código Civil.colocou-se à frente de um comboio, impedindo assim a Para constar se publica o presente Edital e outros de igual teor que vão ser afi-circulação na Linha da Azambuja. Segurando tarjas xados nos locais de costume e publicados nos jornais locais.com a inscrição E eu, Maria Paula Cordeiro Ascensão, Directora do Departamento de“O aumento dos transportes é um roubo”, os manifes- Administração Geral, o subscrevi.tantes permaneceram no local durante cerca de meiahora e a circulação foi retomada perto das 9h30, depois Paços do Município de Vila Franca de Xira, 5 de Julho de 2011dos manifestantes terem desmobilizado voluntaria- A Presidente da Câmara Municipal,mente. - Maria da Luz Rosinha -
  8. 8. 08 “SOCIEDADE voz ribatejana #18AlvercaDemolição de capelasetecentista gera críticasA recente demolição do que restava da pequena, na Verdelha”, explicou ocapela setecentista de Nosso Senhor autarca do PS, referindo que estaJesus Crucificado, à beira da Nacional demolição foi feita agora por questões10, entre Alverca e a Verdelha, suscitou de segurança e porque vai avançar noalgumas críticas. O edifício, bastante próximo ano o arranjo urbanísticodegradado, tinha alguma importância daquele espaço nobre da entrada sul dahistórica mas, como o Patriarcado de cidade. Garante Afonso Costa que osLisboa, considerou que não teria azulejos já anteriormente retirados (háimportância patrimonial, foi agora 7/8 anos) foram devidamente guarda-demolido para um arranjo urbanístico dos na Quinta do Palácio doda zona. A ideia de construir uma nova Sobralinho e que todos os pórticos ecapela, um pouco mais a sul, já na pedras do edifício da capela agora der-Verdelha, está entretanto dependente rubados também serão guardados noda confirmação do envolvimento Sobralinho. “Até o antigo pórtico definanceiro de dois empresários locais. entrada, em madeira toda grampeada aOs vestígios da demolição e de algu- ferro, está guardado no nossomas das cantarias dos pórticos da cemitério”, acrescenta, frisando que seCapela de Nosso Senhor Jesus considerou importante guardar estaCrucificado estão ainda visíveis junto à memória da capela.rotunda sul de Alverca. Afonso Costa, Entretanto, a ideia de construir umapresidente da Junta alverquense, disse, nova capela na Verdelha não temao Voz Ribatejana, que o edifício avançado. “Dois empresários da zonaserviu como capela, mas, depois da propuseram-se construir essa capela.implantação da República, passou a Mas, com o passar do tempo e com asservir de celeiro. “Foi um processo dificuldades que surgiram, isso está umlongo em que houve alguma troca de pouco parado”, admite, explicandocorrespondência com o Patriarcado de que, de qualquer forma, a ideia da novaLisboa, ainda no tempo do padre José capela mantém-se e até poderão serMaria. O Patriarcado achou que não usados aí alguns dos elementos retira-havia interesse patrimonial e ficou dos do antigo templo. Pórtico que nos últimos dias ainda seassente que aquela capela seria demol- encontrava no local da demoliçãoida e seria construída outra, mais Jorge Talixa sáveis do reino, a quinta passou definitivamente para A história a sua posse. Ali, o conde Joaquim Pedro Quintela, figura muito destacada do reino, fundou uma fábrica de produtos químicos (a primeira em Portugal) e mandou edificar uma casa de campo a o lado da capela já existente. A casa apalaçada foi muitas vezes Segundo os registos históricos existentes, a Capela de visitada pelo Rei D. Carlos e pela família real, que Nosso Senhor Jesus Cristo Crucificado terá sido con- assistiram a missas rezadas na capela. Todos os anos struída por volta de 1750, numa grande quinta que se realizavam, também, festejos em honra de Nosso chegou a ser propriedade dos Padres de São Paulo do Senhor Jesus Cristo Crucificado. Convento do Santíssimo Sacramento de Lisboa. Em 1910, com a implantação da República, a capela Já em 1758, o padre Manuel Henriques escrevia foi encerrada ao culto, as imagens foram arrumadas sobre alegados milagres feitos pela imagem de Nosso numa arrecadação e acabaram por desaparecer. A Senhor Jesus Cristo Crucificado da capela da Quinta imagem de Jesus Crucificado foi para a Igreja de da Verdelha. Em 1834, o 1º. Conde de Farrobo era Alverca. Progressivamente, a capela foi despojada das rendeiro da Quinta da Verdelha e, com a extinção das pedras que a ornavam e reduzida à condição de ordens religiosas decidida nesse ano pelos respon- celeiro. Moradores querem problemas resolvidos na Malva Rosa Com alguma regularidade moradores da urban- uma série de questões por resolver nos espaços abilidade de resolver, tentamos que as resolva. para resolver as questões que são da sua respon- ização da Malva Rosa (Alverca) apresentam públicos da Malva Rosa. Algumas coisas estão a ser feitas, ainda muito sabilidade”, prometeu. problemas nas sessões camarárias. Na quarta- Alberto Mesquita, vice-presidente da Câmara devagarinho para a rapidez que gostaríamos”, Marina Silva quis saber se há alguma garantia feira, na reunião realizada no salão do agrupa- com responsabilidades no urbanismo, afiançou observou, salientando que continua a pensar que possa ser accionada para resolver algumas mento de Alverca do Corpo Nacional de que a autarquia tem vindo a acompanhar a situ- que a Malva Rosa é uma urbanização de quali- situações e vincou que gostava de ver as artérias Escutas, Marina Silva lembrou que expôs várias ação “procurando encontrar soluções e que a dade. da urbanização mais limpas. Maria da Luz questões à Câmara já em Fevereiro e nunca teve urbanização se conclua o mais rapidamente “No seu todo é uma boa urbanização”, afirmou, Rosinha admitiu que a recolha do lixo é uma resposta. possível”. O edil explicou que há várias situ- reconhecendo, no entanto, que recebe quase responsabilidade do Município e assegurou que A munícipe cita os casos dos ecopontos fre- ações que são da responsabilidade do promotor diariamente e-mails de moradores que apontam tem havido um esforço de pressão junto do quentemente sobrelotados de lixo, os restos de e que há, ainda, vários lotes por construir e questões ainda por resolver. “Apesar da nossa urbanizador, mas que algumas medidas têm resíduos que acabam por ficar espalhados pela questões por resolver como a do parque infan- insistência e fiscalização, ainda não con- demorado. urbanização, os sumidouros “completamente til. “Temos vindo a acompanhar junto do pro- seguimos encontrar uma forma satisfatória. entupidos”, os sinais a obstruírem passeios e motor, porque é ele que ainda tem a respons- Vamos continuar a insistir junto do urbanizador J.T.

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