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Decadência do Império Romano
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Decadência do Império Romano

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  • 1. O espaço civilizacional greco- latino à beira da mudança
  • 2. Na Palestina, por volta do ano 5a.c., nasce Jesus, filho de umartesão.Aos 30 anos inicia a sua vidapública. Proclama ser o Messias(cristo em grego), ou seja osalvador há muito esperadopelos hebreus.Durante cerca de dois anos emeio, acompanhado pelos seusdiscípulos, Jesus, prega pelascidades da Palestina. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 2
  • 3. É uma mensagem universal e revolucionária.Universal, porque não privilegia qualquer povo, por exemplo, osjudeus, acreditam ser o povo escolhido.Revolucionária porque prega a igualdade de todos os sereshumanos. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 3
  • 4. Depois da morte de Jesus, a mensagem cristã, reunida no NovoTestamento, difundiu-se rapidamente.O que terá contribuído para essa rápida difusão?Unidade cultural e política do impérioMesma línguaExcelentes vias de comunicação (terrestres e marítimas) Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 4
  • 5. A nova religião ganha rapidamente muitos adeptos mas tambémmuitos inimigos.Indica algumas razões que levaram a esta situação?Os cristãos desrespeitam os deuses romanos,Recusam prestar culto ao Imperador;Criticam os espetáculos circenses;Defendem a igualdade entre o senhor e o escravo.As adesões terão sido emmaior número entre asclasses altas ou baixas dasociedade romana? Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 5
  • 6. São vistos como perturbadores da estabilidade e da paz.No ano 64 d.c., Roma é assolada por um terrível incêndio, muitosculpam o Imperador Nero, este culpa os cristãos.Inicia-se uma época de sangrentas perseguições.É uma época de mártires. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 6
  • 7. Durante o século III, o cristianismo registou um grandecrescimento;As perseguições, os mártires suscitavam admiração;Os cristãos desenvolviam uma intensa atividade evangélica paraconverter os romanos Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 7
  • 8. Em 312, o Imperador Constantino, converteu-se à nova fé. Foibatizado em 337 (quando estava a morrer).Em 313 publica o Edito de Milão, no qual garante inteira liberdadede culto aos cristãos.Os cristão passam a ocupar os cargos mais importantes do estadoromano. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 8
  • 9. São construídos templos cristãos em todo Império.Convoca o Concílio de Niceia, em 325. Reúnem-se os bispos cristãosque definem as verdades da doutrina cristã. (essência divina deCristo, o mistério da Santíssima Trindade)A partir de Constantino, todos os imperadores romanos são cristãos,a exceção é Julião (361-363).Qual serão as consequências desta situação?A nova religião vai-se tornando cada vez maisimportante, com mais adeptos e ocupam oscargos mais importantes do estado romano. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 9
  • 10. A religião cristã é monoteísta. Todos os outros deuses são falsos.Qual será uma consequência desse facto?Os antigos deuses são abandonados, voluntariamente ou á força.Em 380, o Imperador Teodósio promulga o Edito de Tessalónica,pela qual ordena a conversão ao cristianismo de todos oshabitantes do Império.O cristianismo torna-se a religião oficial do Estado romano. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 10
  • 11. Os deuses pagãos e os seus seguidores são perseguidos;Os templos são destruídos;É proibido o culto quer público quer privado aos deuses pagãos;O império romano (universal) é um império cristão;Um só deus, um só imperador;O imperador é o escolhido de deus para governar o império; Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 11
  • 12. A igreja romano-cristã é um elemento essencial do impérioromanos nos últimos séculos da sua existência.A organização da igreja é decalcada da organização do império.A diocese (cidade) é dirigida por um bispo. Agrupam-se emprovíncias dirigidas por um metropolita, bispo da cidade capitalde província.Roma, a cidade principal vai ganhando importância. O seu bisporecebe o título de papa (pai, em grego), mais tarde reivindicará aautoridade suprema sobre todos os fiéis.A cidade que foi capital do império tornar-se-á a capital docristianismo. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 12
  • 13. O cristianismo assimilou muita da cultura romana. Adaptou-a,reformulou-a e transmitiu-a, mesmo após o fim do Império;É nas cidades que os apóstolos mais exerceram a sua atividadeevangelizadora;Nos campos os camponeses (paganus) resistem à nova religião;O termo paganus (pagão) significa camponês em latim mas tornou-se sinónimo de pessoa que não é cristã Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 13
  • 14. Nos primeiros tempos a religião cristã atrai sobretudo os maispobres. Mas cada vez mais os grupos sociais mais elevados e maiscultos aderem à nova religião;Com a adesão de Constantino, as adesões das classes mais elevadasé maior. Estes vão levar para a nova religião os seus conhecimentos,que são os da cultura grega e romana; Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 14
  • 15. Santo Agostinho é filosofo e professor de retórica. Utilizou osensinamentos da cultura e filosofia grega e romana (greco-romana)para se tornar um dos mais importantes autores cristãos.Os elementos culturais greco-romanos, aos quais retiram oselementos pagãos, vão ser a base da cultura cristã:A Retórica e a Filosofia foram utilizadas pelos primeiros bispos paraas suas pregações e para as fundamentações religiosas;O Direito Romano foi a base do Direito Canónico que regulamenta aatuação no interior da igreja;Na liturgia cristã (celebração religiosa) são incorporados elementospagãos; Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 15
  • 16. A arquitetura religiosa tomou como modelo as construções romanas:As primeiras igrejas são inspiradas nas basílicas romanas; Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 16
  • 17. As artes cristãs (pintura, escultura e mosaico, inspiram-se nosmodelos romanos. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 17
  • 18. A igreja preservou o legado político da Antiguidade:A ideia de um poder forte e centralizado numa pessoa (como oimperador) nunca foi esquecida, mesmo quando o poder realestava diminuído pelo poder dos grandes senhores feudais; Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 18
  • 19. No século XIII, quando começa a centralização do poder real, osmonarcas vão procurar as justificações nos textos religiosos. Os reis,tais como os últimos imperadores romanos, pretendem sermandatados por Deus, para governarem os seus reinos.O Papa, tem sobre os fiéis a autoridade suprema que lhe éconcedida por Deus. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 19
  • 20. Prenúncios de uma nova geografia políticaA partir do século III, o império romano entrou em crise:A partir de meados do século instalou-se uma época de caos políticoe militar, é a chamada época da anarquia militar.Os imperadores sucediam-se rapidamente uns aos outros;Eram nomeados pelas legiões que rapidamente os assassinavam sedeixassem de lhes pagar ou se houvesse outro candidato queprometia mais dinheiro. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 20
  • 21. O perigo bárbaro aumentava;As fronteiras (limes) do Império eram constantemente atacadas porpovos bárbaros;As legiões romanas tiveram muitas dificuldades em impedir essasinvasões. Sofreram muitas derrotas.Era o fim da pax romana (época de paz e propsperidade). Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 21
  • 22. O imperador Diocleciano (284-305) conseguir recuperar aautoridade;Efetuou grandes reformas na administração e no exército. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 22
  • 23. Diocleciano percebeu que o Império, nesta época conturbada, erademasiado grande para ser governado por uma única pessoa;Adotou um companheiro de armas, Maximiano, e ficaram com onome de “augustos”, cada um deles escolheu um “césar” e assimo Império ficou divido por 4 autoridades;Tetrarquia Imperial Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 23
  • 24. Esta divisão do Império não deu os resultados esperados e emboraAlguns imperadores tenham recuperado o poder absoluto comoConstantino (312-337) e Teodósio (378-395), o império erademasiado grande para ser governado por uma só pessoas, atéporque a pressão dos bárbaros, nos finais do século IV, aumentou. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 24
  • 25. O Imperador Teodósio, face ao agravar da situação militar, dividiu oImpério definitivamente, entre os seus dois filhos, em 395, data dasua morte.A capital do Império do Oriente ficou Constantinopla (antiga cidadede Bizâncio). Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 25
  • 26. Constantinopla vai crescer e transformar-se numa segunda Roma.O Império Romano do Oriente (ou Império Bizantino) irá resistirdurante quase mais mil anos, embora tenha passado por grandesdificuldades e tenha perdido grande parte dos territórios.Em 1453 é conquistada pelos turcos. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 26
  • 27. Nas fronteiras norte do Império viviam um conjunto de povos queos romanos denominavam de Germanos;Eram um conjunto diverso de povos. As lutas entre eles eramfrequentes.Desde o século III que diversas tribos germânicas penetravam noImpério, quer de forma violenta quer pacífica. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 27
  • 28. Muitos foram-se estabelecendo no Império. Alguns serviram naspróprias legiões romanas como mercenários. E foram-seromanizando.No século IV, um povo vindo do oriente, os Hunos, ataca os povosgermânicos, obrigando-os a invadir o império romano. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 28
  • 29. O mundo romano está ameaçado por este turbilhão de povos.O Imperador abandona Roma e instala a capital em Ravena, em 404,cidade rodeada por pântanos e por isso mais fácil de defender;Todo o império está em guerra. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 29
  • 30. Em 410, os Visigodos, chefiados por Alarico, atacam e saqueiamRoma;Em 434, os Hunos, liderados por Átila, (O Flagelo de Deus), invademo império, são derrotados em 451, por uma coligação de visigodos eromanos;O Império está completamente destroçado;Em 476, Odoacro, chefe dos hérulos, depõe o último imperadorromano, Rómulo Augusto;Termina o Império Romano do Ocidente. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 30
  • 31. O fim do Mundo AntigoA antiga unidade política do Império foi substituída por umamultiplicidade de novos reinos;São, na sua maioria reinos instáveis, e rapidamente desaparem e sãosubstituídos por outros;Só o dos Visigodos e o dos Francos se conseguiram estabelecerdurante séculos; Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 31
  • 32. Consequências do fim do Império romanoInstala-se o caos político. As leis deixam de ser respeitadas. A lei é ado mais forte;A guerra e insegurança permanentes destruturaram a vidaeconómica. Os campos são abandonados, as indústrias paralisam, ocomércio desaparece;Fomes e epidemias tornam-se constantes. Muitas mortesprovocadas pela guerra. Forte diminuição da população.As cidades, alvo preferencial, diminuem o seu número dehabitantes, muitas desaparecem. Os seus habitantes tinhamprocurado refúgio nos campos. A sua importância económica aquase desaparece;A vida cultural sofre um retrocesso. O império barbarizou-se. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 32
  • 33. Nesta Europa em crise e em mudança a Igreja Cristã, assumiu umimportante papel:É a única instituição que permaneceu com uma hierarquia quecontinuou a funcionar;Iniciou a conversão dos povos bárbaros. Após a sua conversão aIgreja volta a ocupar um papel importante no poder;Deste embate entre o mundo romano e o mundo bárbaro, nasceuuma nova época a Idade Média. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 33
  • 34. A Idade Média é uma época diferente da Idade Antiga (IdadeClássica).No entanto a cultura clássica não morreu.A Europa é uma civilização que nasceu da miscigenação (mistura)das culturas greco-romana, dos povos bárbaros e da génese dasnações europeias que se vai desenrolar durante a Idade Média;A Europa tem um cunho civilizacional e uma identidade culturalpróprias. Vítor Santos, 2012/2013, 10º ano 34

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