06 arte e função

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Modernismo na arquitetura, bauhaus, art deco, estilo internacional, organicismo, Le Corbousier, Frank Lloyd Wright

Modernismo na arquitetura, bauhaus, art deco, estilo internacional, organicismo, Le Corbousier, Frank Lloyd Wright

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  • 1. Arte e Função Apresentação concebida para o Curso Profissional de Turismo http://divulgacaohistoria.wordpress.com/ HCA, Módulo 9, Curso de Turismo
  • 2. HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 2
  • 3. Nas primeiras décadas do século XX surgem várias polémicas, no campo da arquitetura e do design, e envolveu engenheiros, arquitetos e artistas, as questões de discussão eram: “Arte e Técnica”; “Forma e Função”; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 3
  • 4. É o reflexo da primeira grande crise de valores das sociedades industrializadas do Ocidente; Presas a concepção mentais e valores estéticos do passado, impostos pela tradição e pelo academismo; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 4
  • 5. A Arte Nova, finais do século XIX e princípios do XX, foi o primeiro movimento a criar as raízes da rutura e o Modernismo abriu caminho às tendências inovadoras da arquitetura e do design no pós Primeira Guerra Mundial; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 5
  • 6. As escolas de Chicago, Glasgow e a Secessão Vienense utilizaram os novos materiais (ferro, vidro, betão) à vista, sem disfarces; Utilizaram os novos sistemas construtivos, esqueleto estrutural em ferro e betão, fachadas sem função sustentadora; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 6
  • 7. Aplicaram critérios cada vez mais racionalistas e funcionalistas que desenvolveram construções de planta livre, a depuração formal e a desornamentação dos edifícios; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 7
  • 8. Surge uma nova arquitetura que procurou responder de forma técnica, racional, pragmática e funcional às novas exigências da sociedade: higiene, luz, ventilação, conforto, etc.); HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 8
  • 9. Antes de 1914 surgem alguns exemplos marcantes desta arquitetura Modernista; Modernismo: Nome dado ao conjunto das vanguardas artísticas do início do século XX, que refletem as influências das várias correntes estéticas da época; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 9
  • 10. França: August Perret (1874-1945), nos finais do século XIX utilizou estruturas de betão armado nas suas construções; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 10
  • 11. Perret, Edifício de apartamentos, Paris HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 11
  • 12. Áustria: Adolf Loos (1870-1933), combate o academismo e historicismos, propõe uma arquitetura racional, pragmática e funcional; Defendeu uma arquitetura urbana, económica e acessível às massas; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 12
  • 13. Loos, casa Steiner, 1910, Viena “Se por estilo se entende ornamento, então a grandeza do nosso tempo está em não termos produzido um novo estilo. Encontrar a beleza da forma, em vez de a fazer depender da decoração, é o objetivo ao qual aspira toda a Humanidade”; Alfred Loos HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 13
  • 14. Loos, casa Steiner, 1910, Viena HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 14
  • 15. Alemanha: A arquitectura e o design modernistas nasceram da actividade da Deutscher Werkbund; Deutscher Werkbund, Associação Alemã para o Trabalho, fundada em 1907 que agrupava industriais, arquitectos e artistas, cuja finalidade era promover a qualidade dos objectos industriais; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 15
  • 16. O seu objetivo era promover a ligação entre arte, indústria e artesanato; Os objetos produzidos industrialmente, com qualidade estética e funcional, podiam alcançar as massas populacionais; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 16
  • 17. A Deutscher Werkbund criou uma nova conceção de design industrial, assente na racionalização dos processos e na estandardização; Contribuiu para a Alemanha alcançar a vanguarda da produção industrial europeia; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 17
  • 18. Na Deutscher Werkbund, ao nível da arquitetura destacou- se Peter Behrens (1868-1940), com construções de carácter utilitário; Aplicou as regras do desenho industrial ao desenho arquitetónico; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 18
  • 19. No seu atelier trabalharam: Mies van der Rohe (1886-1969); Le Corbusier (1887-1965); Max Berg (1870-1947); Adolf Meyer (1881-1929); Walter Gropius (1883-1969); e outros; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 19
  • 20. Behrens, Fábrica das Turbinas AEG, 1909 HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 20
  • 21. Behrens, Fábrica das Turbinas AEG, 1909 HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 21
  • 22. Gropius enunciou os princípios do seu futuro estilo: Estruturas metálicas em ferro e aço (gaiola estrutural); Fachadas em vidro (paredes-cortina); Utilização racional dos novos materiais; Novas formas espaciais adaptadas às funções; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 22
  • 23. Segundo Gropius o papel da arquitetura estava em “dar forma artística ao espaço da técnica e não em decorá-la”; A Deutscher Werkbund gerou uma corrente de arquitetura expressionista que atingiu o seu auge no pós Primeira Guerra Mundial; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 23
  • 24. Gropius, fábrica Fagus HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 24
  • 25. Meyer, edifício de escritórios HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 25
  • 26. Berg, Sala do Centenário HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 26
  • 27. Utopias Arquitectónicas HCA, Módulo 9, Curso de Turismo
  • 28. Entre 1914 e 1920 a construção sofreu um período de estagnação; Desenvolveu-se uma reflexão teórico-prática sobre a nova arquitetura e o seu papel nas sociedades contemporâneas; Os arquitetos foram influenciados pelas teorias dos movimentos plásticos seus contemporâneos: Expressionismo, Cubismo, Construtivismo, Neoplasticismo, etc.; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 28
  • 29. Procuram concretizar nos seus projetos as novas propostas dessas vanguardas artísticas; Procuram encontrar uma arquitetura capaz de responder aos anseios das novas sociedades; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 29
  • 30. Idealizaram verdadeiras utopias arquitetónicas apoiados nos mais modernos e sofisticados processos construtivos; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 30
  • 31. Taut, Pavilhão de Vidro, 1914 O Expressionismo arquitetónico nasceu na Deutscher Werkbund e atingiu o seu apogeu nos anos 20 do século XX; Recorrendo a modernas e arrojadas soluções de engenharia construíram edifícios com um carácter fantasista e bizarro; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 31
  • 32. Mendelsohn, Torre Einstein, 1921, Potsdam Valorizaram a expressividade das formas arquitetónicas, usando a arquitetura com o mesmo valor plástico e conceptual da escultura e da pintura; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 32
  • 33. A expressividade era obtida através das formas, dos volumes e através dos materiais, explorando as capacidades construtivas e plásticas dos diversos materiais; Materiais mais utilizados: vidro e o betão; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 33
  • 34. Höger, Casa Chile, 1924, Hamburgo HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 34
  • 35. Principais arquitetos: Bruno Taut (1889-1938); Eric Mendelsohn (1887-1953); Fritz Höger; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 35
  • 36. O Manifesto da Arquitetura Futurista foi elaborado por António Sant’Elia (1888-1916) em 1914; A máquina era o modelo de estética universal; A funcionalidade e o bem-estar eram elementos fundamentais; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 36
  • 37. Sant’Elia, Projeto para uma central elétrica, 1914, Milão HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 37
  • 38. Preferiam os materiais modernos (aço, betão, vidro); Criaram linha obliquas para criar uma ideia de dinamismo; Propuseram a total abolição da decoração; Propunham uma arquitetura racional e funcional adaptada às necessidades do mundo moderno; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 38
  • 39. O Construtivismo arquitetónico nasceu na Rússia, nos primeiros tempos da Revolução; Influências do Futurismo; É a procura de uma arquitetura funcional aos serviços dos ideais revolucionários que contribuísse para a renovação social e mental do povo soviético; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 39
  • 40. A função da nova arquitetura seria desenhar os objetos da nova cultura material; Surgiram na União Soviética numerosas associações de arquitetos; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 40
  • 41. Principais arquitetos: Irmãos Vesnine (Alexander, Viktor, Leonid); Konstantin Melnikov (1890-1974); El Lissitzky (1890-1941); HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 41
  • 42. Irmãos Vesnine, Palácio dos Sovietes, projeto não realizado, 1933 HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 42
  • 43. Irmãos Vesnine, Palácio do Trabalho, projeto não realizado, 1933 As propostas arquitetónicas construtivistas raramente foram concretizadas; Demasiado radicais na sua formulação plástica; Não foram entendidas pelo povo e eram demasiado caras; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 43
  • 44. Melnikov, Casa da Rússia, Moscovo, 1928 A partir da década de 30, o governo soviético, retirou-lhes apoio; Estas propostas modernistas foram substituídas pelo Realismo Socialista, de carácter propagandístico; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 44
  • 45. Na arquitetura desenvolveu-se uma corrente ligada às propostas do Neoplasticismo; Procuravam o rigor técnico, a clareza formal, aplicando regras matemáticas e geométricas; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 45
  • 46. Exteriormente os edifícios eram organizados por superfícies planas e retilíneas; Vidraças horizontais criando a comunicação interior e exterior; As plantas privilegiavam a conceção de espaço livre, funcional, quase sem divisões ou utilizando divisórias deslizantes; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 46
  • 47. Nenhum elemento ornamental prejudicava o jogo abstrato das formas; Apresentem algumas notas de cor em elementos lineares verticais e horizontais (vermelho, amarelo, azul, preto); HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 47
  • 48. Rietveld, Casa Schröder, 1924 HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 48
  • 49. Rietveld, Casa Schröder, 1924 HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 49
  • 50. Rietveld, Casa Schröder, 1924 HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 50
  • 51. Oud, Café “De Unie”, fachada e desenho HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 51
  • 52. Rietveld, cadeira, mesa HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 52
  • 53. Principais arquitetos do neoplasticismo: Gerrit Rietveld (1888-1964); Jacobus Johannes Pieter Oud (1890-1963); HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 53
  • 54. Os conceitos arquitetónicos do neoplasticismo estiveram presentes na construção de alguns complexos habitacionais na década de 20 na Europa; Influenciaram os arquitetos da Bauhaus; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 54
  • 55. Sharoun, Bairro Popular, Alemanha Ehn, Pátio Karl Marx, Viena HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 55
  • 56. Em 1919, na Alemanha, surgiu a Bauhaus (Casa das Artes), uma escola das artes; Propunha a integração entre as artes aplicadas e as belas- artes; Desenvolveu o conceito de design industrial; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 56
  • 57. Resulta da fusão da Escola de Artes e Ofícios de Weimar e a Escola Superior de Artes Aplicadas; O seu primeiro diretor foi Walter Gropius; Foram influenciados pelo Arts and Crafts e, pela Deutscher Werkbund; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 57
  • 58. Tinha um projeto pedagógico inovador: Trabalho de equipa; Interação entre a teoria e a prática; Aplicam o conceito de unidade das artes; Grande liberdade de criação e conceção; Reunia no mesmo projeto de ensino a Arquitectura, o Design, as Artes Plásticas, as Artes Decorativas, as Artes Decorativas, o Cinema, a Fotografia, o Ballet, etc.; Breuer, cadeira, 1923 HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 58
  • 59. Jucker, candeeiro, 1924 O projeto era executado por um conjunto de professores (mestres-artesãos, operários e artistas plásticos); A Bauhaus, formou novos artistas e contribuiu para a renovação da pesquisa plástica e do design industrial; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 59
  • 60. Brandt, serviço de chá O projeto passou por 3 fases e cidades diferentes: Weimar de 1919 a 1924; Dessau de 1925 a 1932; Berlim, 1933; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 60
  • 61. Gropius, Escola da Bauhaus, 1925 O período de Dessau foi o mais fecundo da escola; Ultrapassadas as tendências expressionistas da primeira fase a escola orientou-se por critérios mais racionalistas e funcionais; Procuram uma colaboração mais directa com a sociedade e com a indústria; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 61
  • 62. Gropius, Escola da Bauhaus, 1925 HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 62
  • 63. Foi o período de maior desenvolvimento do design; Preocupam-se com a qualidade do desenho, a modernidade dos materiais e a relação forma/função; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 63
  • 64. Behrens, ventoinha HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 64
  • 65. Foi criado o Departamento de Arquitetura da Bauhaus (1927), que segue os critérios enunciados na Deutscher Werkbund por Walter Gropius, sendo um dos impulsionadores do Movimento da Arquitetura Moderna; A sede da Bauhaus de Dessau é um dos exemplos de arquitetura racionalista; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 65
  • 66. Estruturas metálicas em ferro e aço (gaiola estrutural); Fachadas em vidro (paredes-cortina); Utilização racional dos novos materiais; Novas formas espaciais adaptadas às funções; Segundo Gropius o papel da arquitetura estava em “dar forma artística ao espaço da técnica e não em decorá-la”; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 66
  • 67. Gropius, bairro residencial, 1927 HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 67
  • 68. Gropius, casa HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 68
  • 69. Gropius abandona a Bauhaus em 1928 e em 1937, emigra para os EUA, fugindo do regime nazi; Foi professor de arquitetura em Harvard; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 69
  • 70. Sucederam-lhe no cargo de director Hannes Meyer (1889- 1954) e na fase de Berlim Ludwig Mies van der Rohe (1886-1969); Mies van der Rohe, foi um dos expoentes da Arquitetura Moderna; Criou uma arquitetura racionalista e estruturalista; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 70
  • 71. Van der Rohe, Casa Hermann, 1928 Procurou soluções técnicas avançadas com base no esqueleto estrutural em aço; Utilizou materiais sumptuosos (mármore e vidro); Simplicidade estrutural dos exteriores e interiores; Afirmava: “em arquitectura menos é mais”; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 71
  • 72. Van der Rohe, Casa Tugendhat HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 72
  • 73. Van der Rohe, Pavilhão alemão, Exposição Universal de Barcelona, projeto de 1929, reconstrução 1986 HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 73
  • 74. Van der Rohe, Edifício Seagram Com o encerramento da Bauhaus, em 1933, pelos nazis, van der Rohe emigrou para os EUA, onde vai contribuir para o desenvolvimento do Estilo Internacional com estruturas como o edifício Seagram em Nova Iorque; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 74
  • 75. Art Déco HCA, Módulo 9, Curso de Turismo
  • 76. No período entre as duas guerras mundiais, surgiu a Art Déco, que abrangeu a arquitetura, a decoração de interiores, o design, o cinema, a publicidade, a moda, etc.; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 76
  • 77. “Seguiu-se à Arte Nova, esta baseara-se em motivos florais para modelar e ornamentar, a Art Déco voltou-se para o design abstrato e na Natureza sobretudo representando a beleza feminina e animais”; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 77
  • 78. Caixa de cartão HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 78
  • 79. “Os seus objetos foram confecionados em materiais dispendiosos e estas ideias foram copiadas e fabricadas em alternativas mais baratas; A Art Déco atingiu todas as formas de arte desde a arquitetura até ao design de automóveis ou de mobiliário”; Arie van de Lemme, Guia de Art Déco HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 79
  • 80. Cassandre, Nord Express, 1927 HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 80
  • 81. Aderiu aos novos materiais e aos processos industriais de produção; Inspirou-se nos ideais do Arts and Crafts (unidade das artes) e no Deutscher Werbund; Foi influenciada pelo Cubismo, Construtivismo, Futurismo, na abstração, distorção e simplificação, sobretudo evidentes nas artes decorativas; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo
  • 82. Arte Nova Art Déco Onde a Arte Nova fora pesada complexa a Art Déco era limpa e pura. As linhas se se encurvavam, eram graduais e impetuosas, se eram direitas, apresentavam a retidão de uma régua. HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 82
  • 83. Numa época de racionalidade e funcionalismo assumiu-se como um estilo decorativo; Uma estética nova, moderna, eclética, aplicável a todas as atividades artísticas; Transformou-se numa moda característica de um tempo e de um modo de pensar; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 83
  • 84. Bagge, quarto HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 84
  • 85. A Art Déco tornou-se conhecida na Exposição de Artes Decorativas e Industriais de Paris, de 1925; Expandiu-se por toda a Europa e América; Esteve presentes em períodos tão distintos como os prósperos Anos Loucos e na miséria da Grande Depressão; Adnet, Aparador HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 85
  • 86. Assimilou e aproveitou os conceitos estéticos e plásticos das vanguardas pictóricas; Foi influenciada pela arte africana; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 86
  • 87. Retirou inspiração da natureza animal, do corpo feminino e das formas geométricas e abstratas; Produziu um desenho estilizado e geometrizado (baseado na linha reta ou quebrada em contraposição com curvas traçadas a compasso associada a um colorido vivo; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 87
  • 88. No design industrial aplicou-se a todo o tipo de objetos utilitários: mobiliário, louças, automóveis, etc.; Utilizou os materiais mais modernos: plástico, baquelite (tipo de plástico), etc.; Usando formas estilizadas, geométricas e cores vivas; Delamane, Grade de radiador HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 88
  • 89. Legran, chaise, biombo, mesa HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 89
  • 90. Saladeira de vidro HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 90
  • 91. Na arquitetura aplicou-se sobretudo na decoração de interiores mas influenciou a construção modernista de muitos edifícios; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 91
  • 92. Wallis, Fábrica da Hoover HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 92
  • 93. Na Art Déco predomina a geometrização e simplificação da estrutura, das plantas e das fachadas; Alternam superfícies planas e retilíneas com curvas pronunciadas de traçado geométrico; A cor aparece condensada em determinados locais: lintéis, puxadores, fechos, etc.; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 93
  • 94. Coufs, Cinema HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 94
  • 95. Hood, entrada do Rockefeller Center HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 95
  • 96. Van Alen, Edifício Chryler HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 96
  • 97. A divulgação industrial e o êxito levou ao cansaço e na década de 30, do século XX, a Art Déco desapareceu; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 97
  • 98. Principais características da Art Déco: Influências da Deutscher Werkbund, Arts and Crafts, Cubismo, Construtivismo e Futurismo; Decoração geométrica; Geometrização da estrutura e da forma; Utilização de materiais exóticos; Valorização estéticas dos materiais; Espírito racionalista nas artes decorativas; Design industrial; Aplicada a tudo transformou-se numa moda; Símbolo de modernismo. HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 98
  • 99. Estilo Internacional HCA, Módulo 9, Curso de Turismo
  • 100. Em 1918 começa a destacar-se um nome na arquitetura europeia, o suíço, Charles-Édouard Jeanneret (1887- 1965), mais conhecido por “Le Corbusier”; Principais obras: Aprés le Cubisme, 1918; Para uma nova Arquitectura, 1923; O Modulor, 1924; Revista L’Esprit Nouveau, 1920; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 100
  • 101. Le Corbusier, O Modulor Nestas obras divulgou as suas ideias sobre a forma pura que implicava uma estética nova e racional; Abriu o seu escritório de arquitetura em 1922 e começou a interessar-se pelos problemas do urbanismo; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 101
  • 102. Dentro do espírito do racionalismo funcionalista propôs a aliança entre a arquitetura e indústria; Na procura de uma construção que respondesse, de forma técnica, racional e materialista, aos problemas das sociedades do seu tempo; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 102
  • 103. Le Corbusier, cidade refúgio Defendeu uma arquitetura prática, liberta de individualismos e sentimentalismos fantasistas, preocupada com a economia de meios e de gastos e socialmente comprometida; apostada em encontrar soluções viáveis para, com qualidade e economia, resolver os problemas de habitação colectiva nas grandes cidades; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 103
  • 104. Le Corbusier, Quartiers Modernes de Frugès Desenvolveu estudos sobre os comportamentos coletivos, e de ergonomia e proporcionalidade (tomaram por medida o corpo humano), para matematização dos espaços e produção de bens de equipamento; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 104
  • 105. Le Corbusier, prédio em Marselha Procurou normas padronizadas para projectar habitações económicas, acessíveis à maioria das pessoas; Com altos padrões de conforto, higiene e funcionalidade; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 105
  • 106. Le Corbusier, prédio em Marselha Definiu o “mínimo vital” e optimizou meios e recursos na sua construção Estas construções, marcadas por uma grande racionalidade e pragmatismo, chegaram a levá-lo a definir as habitações como “máquinas para se viver”; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 106
  • 107. Le Corbusier, Dom-Ino As ideias de Le Corbusier foram materializadas, pela primeira vez, na construção da Casa Dom-Ino (1914) HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 107
  • 108. Em 1926, escreveu Os Cinco Pontos da Nova Arquitetura: HCA, Módulo 9, Curso de Turismo
  • 109. Construção apoiada em pilotis (pilares), colocados livremente em relação à planta, servindo para sustentar e isolar o edifício de humidades; Tetos planos com terraços e jardins na cobertura; Plantas de andar totalmente livres; Fachadas de composição livre; Janelas colocadas em longas faixas horizontais; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 109
  • 110. Le Corbusier, Villa Sabóia HCA, Módulo 9, Curso de Turismo
  • 111. Projetou moradias, prédios de habitação social, blocos de alojamento, pavilhões de exposições, etc.; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 111
  • 112. Le Corbusier, Pavilhão do Espírito Novo HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 112
  • 113. Após a 2ª Guerra Mundial projetou construções mais expressivas, usando o betão em superfícies exteriores com o aspeto de inacabada; São exemplos a Igreja de Nossa Senhora de Romchamp e o Ministério da Educação Brasileiro (colaboração com Lúcio Costa e Óscar Niemeyer); HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 113
  • 114. Le Corbusier, Igreja de Nossa Senhora de Romchamp HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 114
  • 115. Le Corbusier, Niemeyer e Lúcio Costa, Ministério da Educação do Brasil HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 115
  • 116. Projetou espaços urbanísticos funcionalistas; As suas teorias urbanísticas estão no livro A Cidade Radiosa (1930); As ruas cruzavam-se ortogonalmente e existiam 3 zonas diferenciadas: trabalho, lazer e residência; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 116
  • 117. Le Corbusier, projecto urbanístico HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 117
  • 118. Óscar Niemeyer (1907-2012) e Lúcio Costa (1902-1998) inspiraram-se nestes estudos para a construção da cidade de Brasília; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 118
  • 119. Niemeyer, Palácio dos Congressos, Brasília HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 119
  • 120. Brasília HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 120
  • 121. As conceções racionalistas e funcionalistas de Le Corbusier, de Gropius e Mies van der Rohe, foram amplamente divulgadas e expandidas pelos CIAM (Congressos Internacionais de Arquitectura Moderna) que, a partir de 1928, se realizaram em várias cidades europeias HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 121
  • 122. A ética dos CIAM, patenteada na Carta de Atenas, de 1933, norteou a reconstrução das cidades europeias no pós-Segunda Guerra Mundial; pondo a tónica na construção habitacional em torre e nos princípios urbanísticos de Le Corbusier; Contribuíram para organizar o chamado Estilo Internacional; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 122
  • 123. Estilo Internacional foi a designação atribuída pelo historiador de arte Henri Russel Hitchock e pelo arquiteto Philip Johnson, em 1932, para nomear as vanguardas arquitetónicas da época; Estas, apesar de muito diversificadas, correspondiam a certos princípios comuns: HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 123
  • 124. usaram a “estética da máquina” e os materiais modernos (betão, aço, vidro); valorizaram o esqueleto estrutural, plantas flexíveis e um planeamento e funcional dos interiores; projetaram fachadas geometricamente; deram importância às janelas, com armações metálicas leves e colocadas à face das fachadas; preferiram os telhados planos, em terraço; excluíram toda a ornamentação aplicada. HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 124
  • 125. Breuer, Sede da UNESCO Hoody, Edifício do Daily News HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 125
  • 126. Organicismo HCA, Módulo 9, Curso de Turismo
  • 127. A partir dos anos 30, surge uma primeira reação ao funcionalismo racionalista da arquitetura europeia; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 127
  • 128. Wright, Casa Robbie Resposta a uma evolução demasiado tecnológica, a arquitetura procurava vias mais humanas e sensitivas, que evidenciassem preocupações com o ambiente circundante e respeitassem as tradições locais, a nível do uso de materiais e das técnicas construtivas; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 128
  • 129. O contexto regional e as preocupações ambientais, a nível estético e ecológico; Foram para o Organicismo, aspetos importantes na construção e no urbanismo; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 129
  • 130. Wright, Casa Charles Ennis Destaca-se o trabalho do arquiteto americano Frank Lloyd Wright (1869-1959), que iniciou a sua atividade cerca de 1890, junto da Escola de Chicago; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 130
  • 131. Wright desenvolveu, desde a sua fase das casas da pradaria (c. 1893-1916) uma arquitetura organicista onde: as divisões da planta não resultavam da “divisão distributiva do volume”, mas integravam-se umas nas outras, como num sistema vivo (orgânico) coerente; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 131
  • 132. Wright, Casa W. Fricke Rejeitando os historicismos influenciado também pelas conceções construtivas japonesas, F. L. Wright associou a estas ideias a recusa do maquinismo tecnológico, enquanto estandardização; Valorização do individualismo; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 132
  • 133. Relação intima entre artesanato e indústria e a utilização dos materiais tradicionais em cada região; Conceções espaciais e estéticas baseadas na pureza das linhas horizontais; No equilíbrio das massas e volumes; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 133
  • 134. Wright, Casa da Cascata Na perfeita integração do edifício no meio envolvente, algo que sempre respeitou como elemento estético; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 134
  • 135. O espaço arquitetónico é concebido como expressão da própria vida do homem que o habita, obedece à escala humana; Os aspetos estruturais, espaciais e mesmo decorativos da sua arquitetura têm uma função orgânica, de modo a adaptarem-se à vida como organismos vivos da natureza; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 135
  • 136. Wright, Casa da Cascata HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 136
  • 137. Wright, Casa da Cascata HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 137
  • 138. Wright, Casa da Cascata HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 138
  • 139. Wright, Casa da Cascata HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 139
  • 140. Wright, Casa da Cascata HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 140
  • 141. Wright, Casa da Cascata (Modelo) HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 141
  • 142. Wright, Casa da Cascata HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 142
  • 143. Após 1930, trabalhou principalmente com betão, explorando a criação de maior variedade de formas, assentes sempre em critérios geométricos; Museu Guggenheim (Nova Iorque, 1959) concebido a partir de uma rampa em espiral que liga os diversos pisos; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 143
  • 144. Wright, Museu Guggenheim HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 144
  • 145. Ligada a esta conceção organicista e mais sensitiva da arquitetura está o arquiteto finlandês Alvar Aalto (1898- 1976); Procurou uma arquitetura integrada que respeitasse o ambiente e as “necessidades psicológicas” do Homem; As ideias de Aalto dominaram toda a escola nórdica de arquitetura, nos anos 50, exerceu importante influência noutros países da Europa; HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 145
  • 146. Aalto, Villa Mairea Sanatório Paimio Centro Municipal, Finlândia Esta a apresentação foi construída tendo por base o manual, História da Cultura e das Artes,, Ana Lídia Pinto e outros, Porto Editora, 2011 HCA, Módulo 9, Curso de Turismo 146