Cultura da Gare
Entre a ilustração do sonho e a captação do real:
o romantismo
Apresentação concebida para o Curso
Profiss...
O Romantismo
(c. 1789-c. 1850)
O triunfo do indivíduo e da emoção;
o passado enquanto refúgio
Nos finais do século XVIII surge uma forte corrente antirracionalista
(anti neoclássico);
Valorizam a sensibilidade, os se...
O Romantismo é um produto da época e das suas contradições:
Os princípios do individualismo, humanismo e nacionalismo
iner...
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O Romantismo defende os seguintes princípios:
A interioridade, o mundo complexo dos sentimentos e das
emoções, os sonhos, ...
O isolamento da alma na comunhão com a Natureza, na exaltação
do mundo rural, puro, e no interesse pelas sociedades primit...
A convicção de que a arte é essencialmente inspiração e criação (não
nasce por receita ou academismo) e obedece unicamente...
A Arquitetura do Romantismo

Rejeitou as regras académicas da arquitectura neoclássica e
os princípios da ordem, da propor...
Os arquitetos românticos procuraram a irregularidade, o
organicismo das formas, os efeitos de luz, o movimento, a
decoraçã...
Jardim romântico com ruínas
Jardim com pagode chinês

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No século XVIII surge um novo tipo de jardim, (oposto ao jardim
neoclássico: geométrico, racional), natural, selvagem com ...
A. Boileau, Igreja de Santo Eugénio, 1854, Paris
Finos pilares de ferro sustentam abóbadas semelhantes às
abóbadas góticas...
A procura de uma nova estética, não conduziu a um novo estilo;
Levou à reprodução de estilos de outros tempos e outros
lug...
Os revivalismos e ecletismos

Revivalismo ou historicismo – tendência para reviver estilos do
passado;
O contexto históric...
A Idade Média foi a época de eleição do primeiro revivalismo,
sobretudo o Neogótico, mas também existiu o neorromânico;
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O Neogótico começa a desenvolver-se em meados do século XVIII,
em Inglaterra;
Com os arquitetos Horace Walpole (1717-1785)...
Principais arquitetos do românico:
Ingleses: August Pugin (1762-1832); Augut Pugin, filho (18121852), John Ruskin (1818-19...
Principais construções neogóticas:

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Charles Barry e August Pugin, filho
Palácio do Parlamento, Londres

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F. Bau e T. Ballu, Igreja de Santa Clotilde, Paris

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G. Von Dollmann, Castelo de Neuschanstein, 1870, Baviera,
Alemanha

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Ao longo do século XIX, foram-se desenvolvendo outros
revivalismos: neorromânico, Neorrenascentista, neoárabe,
Neobizantin...
Charles Garnier, Ópera de
Paris, 1862, combinação de
neoclássico e neobarroco

Desenvolveu-se um verdadeiro
“carnaval de e...
Os exotismos

John Nash, Pavilhão Real de Brighton, Inglaterra, 1821
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O gosto pelas culturas exóticas deu origem aos exotismos;
É uma forma de alimentar o espírito romântico de fuga, de viagen...
A arquitetura recria ambientes de outras culturas, neo-hindu,
neoárabe, e outros estilos de influência chinesa e japonesa;...
Villaseca, Arco do Triunfo, Barcelona

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A arquitetura romântica em Portugal

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Na arquitetura o romantismo entrou em Portugal pela mão do
príncipe D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha, marido de D. Maria ...
D. Fernando de Saxe Coburgo-Gotha (1816-1885) empenhou-se
em atividades culturais;
Praticou o mecenato;
Participou ativame...
Partilhou com o engenheiro de minas, Guilherme von Eschwege
(1777-1855) o projeto revivalista do Palácio da Pena;
A sua pr...
Palácio da Pena

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Palácio da Pena

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Palácio da Pena

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Palácio da Pena, salão árabe

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Palácio da Pena

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Em Portugal os revivalismo tiveram um carácter marcadamente
nacionalista, revivendo o período áureo dos Descobrimentos –
s...
L. Manini, Palácio da Regaleira, Sintra
José Luís Monteiro, Estação do Rossio, Lisboa

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Albano Cascão, Palácio dos Pestanas, Porto, 1888; Costa Mota Tio,
Jazigo dos Condes do Amial, 1893; Adães Bermudes, Jazigo...
Os exotismos tiveram uma preferência pelo estilo Neoárabe, como
consequência da nossa história;

A. J. Dias da Silva, Praç...
James Knowles, Palacete de Monserrate, 1863, Sintra

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Nos finais do século XIX, divulgam-se em Portugal, os ecletismos;

Palácio da Bolsa, Porto
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Palácio da Bolsa, Porto, Salão árabe

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A pintura romântica
A pintura foi aquela em que o
ideário romântico melhor se
expressou, atingiu o seu
apogeu entre 1820 2...
Nazarenos – Grupo de pintores alemães sediados em Roma;
Reagiram contra o academismo neoclássico, propuserem o
retorno a u...
Jonh Everett Millais – Ofélia Morta;
Burne-Jones – O rei Cophetua e a Mendiga

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Os pintores românticos lutaram pela livre expressão;
Defendiam a imaginação, o sonho, os sentimentos, a sensibilidade;
Vão...
Surge uma pintura
individualizada:
Quer a nível temático
Quer a nível estilístico;

John Constable, Árvore

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Eugéne Delacroix, A liberdade guiando o povo

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Caspar David
Friedrich, Viajante
junto a um mar de
névoa

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William Blake, Piedade, 1795, aguarela

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54
Goya, O 3 de Maio em Madrid, 1814

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55
John Constable, Catedral de Salisbury

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56
Henri Füssli, O pesadelo

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57
Eugéne Delacroix, Mulheres de Argel

Módulo 8, HCA, Curso de Turismo

58
William Turner, O Temerário (pormenor);
Incêndio no Parlamento

Módulo 8, HCA, Curso de Turismo

59
William Turner, Chuva, vapor, velocidade

Módulo 8, HCA, Curso de Turismo

60
Henri Füssli, O despertar de Belinda; Titânia, Bottom e as
Fadas

Módulo 8, HCA, Curso de Turismo

61
Eugéne Delacroix, Massacre
de Quios

Módulo 8, HCA, Curso de Turismo

62
Caspar David
Friedrich, O caçador
na floresta

Módulo 8, HCA, Curso de Turismo

63
Théodore Géricault, A jangada da Medusa

Módulo 8, HCA, Curso de Turismo

64
William Turner,
Funeral no mar

Módulo 8, HCA, Curso de Turismo

65
Goya, Nu

Módulo 8, HCA, Curso de Turismo

66
Eugéne Delacroix, Dante no Inferno

Módulo 8, HCA, Curso de Turismo

67
Eugéne Delacroix, Tânger

Módulo 8, HCA, Curso de Turismo

68
As temáticas românticas:

Históricas: preferência por temas medievais, com uma leitura
exaltada dos acontecimentos e a val...
Temas inspirados no mundo do sonho (onírico): inspiração no
mundo interior, na imaginação, na fantasia, no subconsciente, ...
Os modos de execução (características estilísticas)

Existe uma grande diversidade estilística;
A pintura romântica é cara...
Traços estilísticos comuns:
Prevalece a cor sobre o desenho: paleta cromática variada,
fortes contrastes cromáticos,
inten...
Pincelada larga, fluida, espontânea, definindo formas menos
nítidas (ao contrário dos nítidos contornos da pintura
neoclás...
Principais pintores:
França: Théodore Géricault (1791-1824); Eugéne Delacroix (17981863);
Alemanha: Caspar David Friedrich...
A pintura romântica em Portugal

A estética romântica entrou tardiamente na pintura portuguesa;
Nunca possuiu um programa ...
Principais autores:
Augusto Roquemont (1804-1852);
Luís Pereira Meneses (1817-1878), excelente
retratista;
Tomás da Anunci...
Augusto Roquemont, Festa popular
Luís Pereira Meneses, retrato de D. Carlota

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Tomás da Anunciação, Vista d’Amora

João Cristino da Silva, Cinco Artistas

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78
Leonel Marques Pereira, Cena de Aldeia

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79
A escultura romântica

Por exigência dos materiais em que se exprime (mármore,
bronze, madeira, etc.) a escultura tem uma ...
A escultura romântica teve um maior desenvolvimento em
França;
As temáticas mais usadas: Inspiradas na Natureza; Carácter
...
Para dar mais força a essa expressividade usaram, na técnica,
o acabamento rigoroso da tradição escultórica neoclássica,
j...
Principais autores:
August Préault (1809-1879);
François Rude (1784-1855);
Antoine Louis Barye (1796-1875);
Jean-Baptiste ...
François Rude, A Marselhesa; Marechal Ney

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84
Antoine Louis Barye, Jaguar

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85
Jean-Baptiste Carpeaux, Ugolino; A dança; Cabeça de
Negra

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86
Em Portugal, apesar da forte tradição neoclássica, distinguem-se
os seguintes escultores românticos:
Vítor Bastos (1828-18...
Costa Mota Tio, Monumento a Afonso de Albuquerque

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88
Anatole Camels, estátua
equestre de D. Pedro IV

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02 romantismo

  1. 1. Cultura da Gare Entre a ilustração do sonho e a captação do real: o romantismo Apresentação concebida para o Curso Profissional de Turismo http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
  2. 2. O Romantismo (c. 1789-c. 1850) O triunfo do indivíduo e da emoção; o passado enquanto refúgio
  3. 3. Nos finais do século XVIII surge uma forte corrente antirracionalista (anti neoclássico); Valorizam a sensibilidade, os sentimentos e as emoções; Para eles a arte não é um conjunto de regras académicas, mas uma “revelação da alma”, produto da inspiração e do génio; Friedrich, Snow Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 3
  4. 4. O Romantismo é um produto da época e das suas contradições: Os princípios do individualismo, humanismo e nacionalismo inerentes ao Liberalismo; Do idealismo revolucionário, surge o herói romântico; Desilusão causada pelo facto de a burguesia no poder ter virado as costas ao povo e se ter transformado numa nova elite dominadora; O avanço da industrialização e urbanização e dos problemas sociais daí decorrentes; Das novas correntes do pensamento como Kant e Schelling e o pessimismo de Schopenhauer; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 4
  5. 5. Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 5
  6. 6. O Romantismo defende os seguintes princípios: A interioridade, o mundo complexo dos sentimentos e das emoções, os sonhos, os devaneios e as fantasias; As viagens dentro de si mesmo, numa incansável fuga ao real (que desilude e magoa); Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 6
  7. 7. O isolamento da alma na comunhão com a Natureza, na exaltação do mundo rural, puro, e no interesse pelas sociedades primitivas ou exóticas, não maculadas pela civilização oriental; A valorização do passado de cada nação, cujas raízes mergulhavam na Idade Média, agora idealizada através da literatura e das suas ruínas; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 7
  8. 8. A convicção de que a arte é essencialmente inspiração e criação (não nasce por receita ou academismo) e obedece unicamente a impulsos pessoais; O Romantismo quer libertar a criação artística das grandes teorias; A necessidade de cultivar a diferença, modifica o estatuto do artista na sociedade e coloca em questão a sua estabilidade material; O pintor trabalha cada vez menos sob encomenda, porque ele quer ter o controlo absoluto sobre as suas criações; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 8
  9. 9. A Arquitetura do Romantismo Rejeitou as regras académicas da arquitectura neoclássica e os princípios da ordem, da proporção, da simetria e da harmonia que a caracterizaram; Palácio da Pena, Sintra Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 9
  10. 10. Os arquitetos românticos procuraram a irregularidade, o organicismo das formas, os efeitos de luz, o movimento, a decoração pitoresca e exótica; Tudo o que provocasse: encantamento, evasão, estimulasse os sentidos e a imaginação, fosse um convite ao sonho e à fantasia, evocação de realidades imaginárias ou distantes; A arquitetura devia provocar emoções, motivar estados de espírito e transmitir ideias; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 10
  11. 11. Jardim romântico com ruínas Jardim com pagode chinês Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 11
  12. 12. No século XVIII surge um novo tipo de jardim, (oposto ao jardim neoclássico: geométrico, racional), natural, selvagem com pavilhões chineses ou falsas ruínas; Deu menos importância aos aspetos técnicos e estruturais e preocupou-se mais com a forma e a decoração; Preferiam os materiais naturais mas utilizaram o ferro, o aço, o tijolo, o vidro, etc.; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 12
  13. 13. A. Boileau, Igreja de Santo Eugénio, 1854, Paris Finos pilares de ferro sustentam abóbadas semelhantes às abóbadas góticas Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 13
  14. 14. A procura de uma nova estética, não conduziu a um novo estilo; Levou à reprodução de estilos de outros tempos e outros lugares; Sobretudo os não influenciados pelo Classicismo (Idade Média e países do Oriente e África); Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 14
  15. 15. Os revivalismos e ecletismos Revivalismo ou historicismo – tendência para reviver estilos do passado; O contexto histórico-cultural da época fomentou: O interesse pela história, o nacionalismo político, a valorização das tradições nacionais, a exaltação do instinto, as desilusões provocadas pelo Liberalismo e pela industrialização, o desejo de fuga ao presente; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 15
  16. 16. A Idade Média foi a época de eleição do primeiro revivalismo, sobretudo o Neogótico, mas também existiu o neorromânico; O passado era apresentado como uma fonte de inspiração, a partir da qual se pretendia construir o presente; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 16
  17. 17. O Neogótico começa a desenvolver-se em meados do século XVIII, em Inglaterra; Com os arquitetos Horace Walpole (1717-1785) e James Wyatt (1748-1813); Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 17
  18. 18. Principais arquitetos do românico: Ingleses: August Pugin (1762-1832); Augut Pugin, filho (18121852), John Ruskin (1818-1900), John Nash (1752-1835); Franceses: Viollet-le-Duc (1814-1879); Alemães: Georg von Dollmann (1750-1853); Viollet-le-Duc afirmou que “O Gótico é superior ao classicismo, da mesma forma que o cristianismo é superior ao paganismo”; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 18
  19. 19. Principais construções neogóticas: Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 19
  20. 20. Charles Barry e August Pugin, filho Palácio do Parlamento, Londres Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 20
  21. 21. F. Bau e T. Ballu, Igreja de Santa Clotilde, Paris Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 21
  22. 22. G. Von Dollmann, Castelo de Neuschanstein, 1870, Baviera, Alemanha Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 22
  23. 23. Ao longo do século XIX, foram-se desenvolvendo outros revivalismos: neorromânico, Neorrenascentista, neoárabe, Neobizantino, Neobarroco; Procurando alimentar a imaginação romântica; Em meados do século surgem os ecletismos: combinação de vários estilos no mesmo edifício; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 23
  24. 24. Charles Garnier, Ópera de Paris, 1862, combinação de neoclássico e neobarroco Desenvolveu-se um verdadeiro “carnaval de estilos”, como o designaram os críticos deste revivalismo exagerado; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 24
  25. 25. Os exotismos John Nash, Pavilhão Real de Brighton, Inglaterra, 1821 Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 25
  26. 26. O gosto pelas culturas exóticas deu origem aos exotismos; É uma forma de alimentar o espírito romântico de fuga, de viagens, a procura de terras e ambientes estranhos; Desenvolve-se o colecionismo de estampas japonesas; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 26
  27. 27. A arquitetura recria ambientes de outras culturas, neo-hindu, neoárabe, e outros estilos de influência chinesa e japonesa; John Nash, Pavilhão Real de Brighton, Inglaterra, 1821, Salão de Banquetes Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 27
  28. 28. Villaseca, Arco do Triunfo, Barcelona Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 28
  29. 29. A arquitetura romântica em Portugal Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 29
  30. 30. Na arquitetura o romantismo entrou em Portugal pela mão do príncipe D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha, marido de D. Maria II; Encomendou ao engenheiro, barão de Eschwege, o Palácio da Pena, em Sintra (1838-1868/1885); Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 30
  31. 31. D. Fernando de Saxe Coburgo-Gotha (1816-1885) empenhou-se em atividades culturais; Praticou o mecenato; Participou ativamente no restauro de vários monumentos nacionais; Apaixonado pela Idade Média; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 31
  32. 32. Partilhou com o engenheiro de minas, Guilherme von Eschwege (1777-1855) o projeto revivalista do Palácio da Pena; A sua primeira ideia foi restaurar o antigo mosteiro: A partir de 1840 o projeto sofreu modificações e surgiu o Palácio Novo; Palácio da Pena, planta Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 32
  33. 33. Palácio da Pena Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 33
  34. 34. Palácio da Pena Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 34
  35. 35. Palácio da Pena Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 35
  36. 36. Palácio da Pena Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 36
  37. 37. Palácio da Pena Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 37
  38. 38. Palácio da Pena, salão árabe Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 38
  39. 39. Palácio da Pena Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 39
  40. 40. Em Portugal os revivalismo tiveram um carácter marcadamente nacionalista, revivendo o período áureo dos Descobrimentos – surge o Neomanuelino; Luigi Manini, Palácio-Hotel do Buçaco, 1888-1907 Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 40
  41. 41. L. Manini, Palácio da Regaleira, Sintra José Luís Monteiro, Estação do Rossio, Lisboa Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 41
  42. 42. Albano Cascão, Palácio dos Pestanas, Porto, 1888; Costa Mota Tio, Jazigo dos Condes do Amial, 1893; Adães Bermudes, Jazigo do Visconde de Valmor (Neorromânico) A predominância do Neomanuelino colocou em segundo plano o Neogótico, que se concretizou em igrejas e jazigos fúnebres; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 42
  43. 43. Os exotismos tiveram uma preferência pelo estilo Neoárabe, como consequência da nossa história; A. J. Dias da Silva, Praça de Touro do Campo Pequeno, 1892, Lisboa Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 43
  44. 44. James Knowles, Palacete de Monserrate, 1863, Sintra Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 44
  45. 45. Nos finais do século XIX, divulgam-se em Portugal, os ecletismos; Palácio da Bolsa, Porto Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 45
  46. 46. Palácio da Bolsa, Porto, Salão árabe Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 46
  47. 47. A pintura romântica A pintura foi aquela em que o ideário romântico melhor se expressou, atingiu o seu apogeu entre 1820 2 1850; Antecedentes: Pintura pré-romântica de finais do século XVIII e do grupo “Os Nazarenos” e dos “Pré-Rafaelitas”; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 47
  48. 48. Nazarenos – Grupo de pintores alemães sediados em Roma; Reagiram contra o academismo neoclássico, propuserem o retorno a uma pintura mística de inspiração cristã que copiasse a estética dos frescos renascentistas; Pré-rafaelitas – grupo de pintores ingleses, surgido nos meados do séc. XIX, que procuraram recriar a pureza e a simplicidade da arte primitiva italiana a arte produzida antes de Rafael, considerado o fundador do academismo; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 48
  49. 49. Jonh Everett Millais – Ofélia Morta; Burne-Jones – O rei Cophetua e a Mendiga Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 49
  50. 50. Os pintores românticos lutaram pela livre expressão; Defendiam a imaginação, o sonho, os sentimentos, a sensibilidade; Vão-se emancipar da encomenda, pintando segundo a inspiração; Géricault, Retrato de um alienado Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 50
  51. 51. Surge uma pintura individualizada: Quer a nível temático Quer a nível estilístico; John Constable, Árvore Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 51
  52. 52. Eugéne Delacroix, A liberdade guiando o povo Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 52
  53. 53. Caspar David Friedrich, Viajante junto a um mar de névoa Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 53
  54. 54. William Blake, Piedade, 1795, aguarela Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 54
  55. 55. Goya, O 3 de Maio em Madrid, 1814 Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 55
  56. 56. John Constable, Catedral de Salisbury Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 56
  57. 57. Henri Füssli, O pesadelo Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 57
  58. 58. Eugéne Delacroix, Mulheres de Argel Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 58
  59. 59. William Turner, O Temerário (pormenor); Incêndio no Parlamento Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 59
  60. 60. William Turner, Chuva, vapor, velocidade Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 60
  61. 61. Henri Füssli, O despertar de Belinda; Titânia, Bottom e as Fadas Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 61
  62. 62. Eugéne Delacroix, Massacre de Quios Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 62
  63. 63. Caspar David Friedrich, O caçador na floresta Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 63
  64. 64. Théodore Géricault, A jangada da Medusa Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 64
  65. 65. William Turner, Funeral no mar Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 65
  66. 66. Goya, Nu Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 66
  67. 67. Eugéne Delacroix, Dante no Inferno Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 67
  68. 68. Eugéne Delacroix, Tânger Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 68
  69. 69. As temáticas românticas: Históricas: preferência por temas medievais, com uma leitura exaltada dos acontecimentos e a valorização do herói; Literárias: inspiração na literatura do passado, sobretudo medieval (romances de cavalaria); Mitológicas: relevo para a mitologia cristã e nórdica; Retrato: não apenas os retratos oficiais mas também de pessoas anónimas, tentativa de realizar o retrato psicológico; Costumes populares: feiras, romarias, festas, etc.; Vida animal: animais selvagens; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 69
  70. 70. Temas inspirados no mundo do sonho (onírico): inspiração no mundo interior, na imaginação, na fantasia, no subconsciente, no absurdo; Paisagens: retratada de uma forma bucólica ou dramática; Temas exóticos: inspiração em civilizações não europeias, África, China, Índia, etc.; Temas da atualidade político-social da época: naufrágios, revoltas sociais, lutas nacionalistas e independentistas; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 70
  71. 71. Os modos de execução (características estilísticas) Existe uma grande diversidade estilística; A pintura romântica é caracterizada pela espontaneidade e individualismo; Apresenta um tratamento realista da forma e a cor é utilizada de uma forma livre, emocional; Alguns autores apresentam significativas inovações: Simplificação do desenho das formas e no tratamento do claroescuro; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 71
  72. 72. Traços estilísticos comuns: Prevalece a cor sobre o desenho: paleta cromática variada, fortes contrastes cromáticos, intensos efeitos de claro-escuro; A luz foi, frequentemente, focalizada para o assunto que se queria evidenciar, iluminando sentimentos; Utilizam, por vezes, sombras coloridas, conseguidas com cores opostas, que ajudam a definir esta pintura vigorosa e dinâmica; O assunto base era, muitas vezes, envolvido por um cenário natural dramático, animado pela violência dos elementos, de modo a reforçar a emotividade da cena principal; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 72
  73. 73. Pincelada larga, fluida, espontânea, definindo formas menos nítidas (ao contrário dos nítidos contornos da pintura neoclássica); Composição com estruturas agitadas, movimentadas, linhas obliquas e sinuosas que reforçam o dramatismo; Figura humana por vezes representada em atitudes contrastadas, reforçando o dramatismo; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 73
  74. 74. Principais pintores: França: Théodore Géricault (1791-1824); Eugéne Delacroix (17981863); Alemanha: Caspar David Friedrich (1774-1840); Espanha: Francisco Goya (1746-1828); Inglaterra: William Blake (1757-1827); John Constable (1776-18379; William Turner (1755-1851); Suíça: Henri Füssli (1741-1825); Estados Unidos: Benjamim West (1738-1820); John Singleton Copley (1738-1815); Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 74
  75. 75. A pintura romântica em Portugal A estética romântica entrou tardiamente na pintura portuguesa; Nunca possuiu um programa concreto nem objetivos bem definidos; Os temas pintados foram sobretudo cenas de género, e paisagens, pintura histórica (sobretudo medieval) e festas populares; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 75
  76. 76. Principais autores: Augusto Roquemont (1804-1852); Luís Pereira Meneses (1817-1878), excelente retratista; Tomás da Anunciação (1818-1879), pintor de temas rurais e campestres; João Cristino da Silva (1829-1877), paisagista e pintor de género; Leonel Marques Pereira (1828-1892), pintor de costumes populares; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 76
  77. 77. Augusto Roquemont, Festa popular Luís Pereira Meneses, retrato de D. Carlota Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 77
  78. 78. Tomás da Anunciação, Vista d’Amora João Cristino da Silva, Cinco Artistas Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 78
  79. 79. Leonel Marques Pereira, Cena de Aldeia Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 79
  80. 80. A escultura romântica Por exigência dos materiais em que se exprime (mármore, bronze, madeira, etc.) a escultura tem uma conceção mais lenta e por isso menos espontânea; Esta situação opunha-se à espontaneidade defendida pelos artistas românticos; A escultura ocupou um lugar secundário no movimento romântico; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 80
  81. 81. A escultura romântica teve um maior desenvolvimento em França; As temáticas mais usadas: Inspiradas na Natureza; Carácter alegórico e fantasista; Temas históricos e literários; Retrato; Procuram o sentido dramático, as emoções, os contrastes de luz e sombra e cheio/vazio; As composições são movimentadas; Exaltação da expressividade; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 81
  82. 82. Para dar mais força a essa expressividade usaram, na técnica, o acabamento rigoroso da tradição escultórica neoclássica, juntamente com as novas técnicas do inacabado e do propositadamente indefinido, realçadas pelas texturas ásperas e contrastantes; Rejeitam os cânones clássicos nas proporções e modelados dos corpos como no tratamento das vestes; As esculturas não representam um tipo, mas o indivíduo; Emoções e sensações fortes substituem a frieza da escultura neoclássica; Intenso dinamismo e exotismo; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 82
  83. 83. Principais autores: August Préault (1809-1879); François Rude (1784-1855); Antoine Louis Barye (1796-1875); Jean-Baptiste Carpeaux (1827-1904); August Préault, Massacre, Bronze Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 83
  84. 84. François Rude, A Marselhesa; Marechal Ney Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 84
  85. 85. Antoine Louis Barye, Jaguar Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 85
  86. 86. Jean-Baptiste Carpeaux, Ugolino; A dança; Cabeça de Negra Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 86
  87. 87. Em Portugal, apesar da forte tradição neoclássica, distinguem-se os seguintes escultores românticos: Vítor Bastos (1828-1894); Costa Mota Tio (1861-1930); Anatole Camels (1822-1906), francês estabelecido em Portugal; Vítor Bastos, Monumento a Camões Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 87
  88. 88. Costa Mota Tio, Monumento a Afonso de Albuquerque Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 88
  89. 89. Anatole Camels, estátua equestre de D. Pedro IV Esta a apresentação foi construída tendo por base o manual, História da Cultura e das Artes,, Ana Lídia Pinto e outros, Porto Editora, 2011 Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 89

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