Amor

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Amor

  1. 1. E PARA VOCÊ, O QUE É ISSO? Não tendo certeza sobre o que escrever, com dificuldades de expor umaopinião sobre o amor, questionei algumas pessoas para saber o que elaspensavam a respeito. “Amor entre um casal não é real. Mas entre mãe e filho é verdadeiro”. “Amor é um sentimento incondicional, onde não se mede esforços paradeixar a pessoa feliz ficando ao seu lado”. “O amor verdadeiro deve ser recíproco, pois desta forma todas assituações de conflito que a vida nos apresenta serão resolvidas de uma formamais calma e serena”. “É aquele que sua a mão que bate o coração mais forte. Eu gosto deamar”. “Enquanto para alguns, tudo é um mar de rosas melosas, para mim oamor é um bichinho que rói e machuca”. “Não sei responder, nunca pensei nisso”. “Amor é como uma sociedade dá certo ou falha”. “O amor verdadeiro é apenas entre laços sanguíneos”. “É o que a gente sente pelo pai, a mãe e os irmãos”. Após ouvir todos estes pontos de vista, decido que para mim de fato oamor é sentimento sublime, incondicional e que necessita de reciprocidade.Argumento aqui, se o amor é isso, quem de nós o sente? Responda semhipocrisia. Logo, defino que não sei o que é amor, pois tento cultivar sentimentosbons, porém não chegam a ser sublimes, são passageiros. Incondicional,também não, há decepções que nos alimentam de ira e mágoas. Tampouco,recíproco, não sabemos lidar com isso muito bem, sequer nos entendemos,quiçá compreender coração do outro. O único amor verdadeiro, se assim pode se dizer, é aquele dado ainteligência suprema, causa primária de nossa existência. Neste plano, apossibilidade de amar se baseia em um “gostar”. Assim como se gosta decoisas materiais, gosta-se de pessoas, quase como um botão on/off, como diriaum alguém que conheço, assim como já dizia o poeta: “que seja eternoenquanto dure”. Neste plano é possível compreender que há momentos de alegrias,porém não chegam aos pés do que é a felicidade. Há momentos de bemquerem, porém não passam de resquícios do que é o amor. Entre lapsos depaixões boas e más, que não sabemos controlar ainda, seguimos, cogitandoem amar, pensando em ser feliz, sonhando com sentimentos sublimes ecriando falsas expectativas naquilo que sabemos não ser real. Talvez se olharpelo lado da caridade, benevolência, humildade, trabalho, inicio uma levecompreensão do que seja, mas não posso afirmar. E não julgo aqueles quedizem “amar”.

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