Técnicas 2 - eritro e plaquetograma

9,297 views

Published on

0 Comments
5 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total views
9,297
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
5
Actions
Shares
0
Downloads
0
Comments
0
Likes
5
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Técnicas 2 - eritro e plaquetograma

  1. 1. Faculdade Dom Bosco Hematologia ClínicaTécnicas Hematológicas 2 – Hemograma (parcial):Eritrograma e plaquetograma Prof. Esp. Vitor Yuzo Obara vitorobara@hotmail.com
  2. 2. Nesta aula veremosQuais são os métodos de quantificação de componentes do sangue (Hemácias e seu conteúdo, e as plaquetas)?Como relacionar estes dados encontrados para fornecer novas informações?Como interpretar estes dados fornecidos?
  3. 3. 1 HEMOGRAMAAvaliação morfológica e quantitativa das células sanguíneas: Hemácias; Leucócitos (número total e proporção de tipos celulares); Plaquetas.Não é o exame final, mas adjuvante de outros complementares, podendo direcionar o tratamento;Não faz avaliação funcional, porém, a morfologia pode servir de parâmetro.
  4. 4. 1.1 Contagem de Hemácias (He)Métodos: Manual (Avaliação numérica, leitura em Câmara de Neubauer); Automatizado (Avaliação numérica, tamanho, RDW – Variação do tamanho das hemácias)VR: Homens: 4,5 a 6,0 milhões/mm³ Mulheres: 4,0 a 5,2 milhões/mm³ RN: 5,0 a 6,0 milhões/mm³Interpretação: Aumento: desidratação, queimadura Diminuição: Anemia, hemodiluição
  5. 5. 1.1.1 Contagem manual de HeContagem em câmara de Neubauer;Número elevado → realizar diluição 1:200;Homogeneizar e encher a câmara de Neubauer com ponteira ou capilar;Deixar em repouso por 5 minutos em câmara úmida;Objetiva de 40X, contar 5 dos 25 quadrados do quadrado central da câmara de Neubauer;
  6. 6. 1.1.1 Contagem manual de He
  7. 7. 1.1.1 Contagem manual de HeSe foram contadas X células, quantas células existem por mm3 de amostra? Diluição 1:200 → fator a (x 200) Contar 5/25 quadrados da câmara: fator b (x5) Fator c: então...
  8. 8. 1.1.1 Contagem manual de HeFator c: Cálculo do volume da câmara de Neubauer: Base x altura x profundidade 1mm x 1 mm x 0,1 mm Volume da câmara: 0,1 mm3Volume de referência para con-tagem de hemácias: mm3
  9. 9. 1.1.1 Contagem manual de HeFator c:Se existe 1 célula em 0,1 mm³, em 1 mm³ existem quantas células?1 célula 0,1 mm³x células 1,0 mm³x = 10 células, logo, fator c = (x 10)
  10. 10. 1.1.1 Contagem manual de HeSe foram contadas X células, quantas células existem por mm3 de amostra? Diluição 1:200 → fator a (x 200) Contar 5/25 quadrados da câmara: fator b (x5) Nº de cels/mm³: fator c: (x10)Células contadas x fator a x fator b x fator c X x 200 x 5 x 10R: Existem X x 10.000 células/mm³.
  11. 11. 1.1.1 Contagem manual de HeSe foram contadas 450 células, quantas células existem por mm3 de amostra? Diluição 1:200 → fator a (x 200) Contar 5/25 quadrados da câmara: fator b (x5) Nº de cels/mm³: fator c: (x10)Células contadas x fator a x fator b x fator c 450 x 200 x 5 x 10R: Existem 450.000 células/mm³.
  12. 12. 1.1.2 Contagem automatizada de HeDois canais de contagem: He e plaquetas ou leucócitos (pós hemólise)Medidor da variação da resistência elétrica → pulso elétrico;O número de pulsos obtidos durante o ciclo de contagem é correspondente ao número de células contadas;A amplitude do pulso é diretamente proporcional ao volume de célula contada
  13. 13. 1.1.2 Contagem automatizada de He + - Medição de variação de resistência
  14. 14. 1.1.2 Contagem automatizada de He Número Volume RDW = Red Cell Distribution Width Variação do tamanho das He, caso esteja ampliado = Anisocitose VR: 11,6 – 15,5.
  15. 15. 1.1.2 Contagem automatizada de He Número Volume Anisocitose
  16. 16. 1.2.1 Contagem plaquetasManual: Numérica;Automatizada: Numérica, VPM e PDWVR: 150.000 a 400.000/mm³Interpretação: Aumento: Desidratação, queimadura... Diminuição: Anemias e hemodiluição.
  17. 17. 1.2.1 Contagem manual de plaquetasSemelhante à contagem de Hemácias, porém deve-se contar todas as plaquetas dos 25 campos do quadrado central da câmara de Neubauer.Logo, só existe fator a (diluição 1:200) e c (converter de 0,1 mm³ para mm³)
  18. 18. 1.2.1 Contagem manual de plaquetasSe foram contadas 60 plaquetas, logo serão:60 células contadas x 200 (diluição) x 10 (vol.) Resultado: 120.000 plaquetas /mm³
  19. 19. 1.1.2 Contagem automatizada de Plaquetas Hemácias Número Plaquetas Volume RDW = Red Cell Distribution Width Variação do tamanho das He, caso esteja ampliado = Anisocitose VR: 11,6 – 15,5.
  20. 20. 1.3 Dosagem de hemoglobina (Hb)Método Cianometahemoglobina: Cianeto de potássio e ferricianeto de potássio convertem (Reagente de Drabkin) rapidamente os compostos de hemoglobina em cianometahemoglobina; Ler as D.O. em 540 nm, zerando com um tubo branco; Cálculo: Hb (g/dL) = D.O. Teste x fator de calibração
  21. 21. 1.4 Hematócrito (Hto)Volume ocupado pelas células (%) em relação ao sangue total; Quais são os fatores que influenciam no Hto? O que ocorre com o Hto na desidratação? E na hemólise?Método Manual: Microcentrifugação;Método automatizado: Cálculo (Volume globular médio x nº de He) Existe diferença entre Hto manual e o automatizado?
  22. 22. 1.4.1 Hematócrito manual
  23. 23. 1.5 Índices HemantimétricosVolume Globular Médio (VGM ou VCM)Hemoglobina corpuscular média (HCM)Concentração de Hb cospuscular média (CHCM)
  24. 24. 1.5.1 VGMTamanho médio (volume ocupado) das células.Unidade: fentolitro (fL) = 10-15LMétodo manual:VGM = Ht x 10 HemMétodo automatizado: Determinado pela amplitude do sinal gerada pela He
  25. 25. 1.5.1 VGMValores de referência: Adultos: 80 a 100 fLInterpretação: <80 fL : Microcitose >100 fL : Macrocitose.
  26. 26. 1.5.2 HCMQuantidade de Hemoglobina por He;Unidade: Picograma (pg) = 10-12 gramasHCM = Hb x 10 HemValores de referência: 28 – 32 pg
  27. 27. 1.5.3 CHCMProporção de Hb em relação ao tamanho de He (hipocromia);Unidade: %CHCM = Hb x 100 HtValores de referência: 32 a 36%Interpretação: < 32 Hipocromia; > 36 Hemólise ou esferocitose
  28. 28. 2 ANÁLISE DA MORFOLOGIA: microscopiaTamanho (Macro ou microcitose)Forma: Anisocitose, poiquilocitose, elípticas, foice, etc.Coloração: Hipocrômica, basófila;Inclusões eritrocitárias: Anel de Cabot, Hell Jolly, Pontiado basófilo, etc.
  29. 29. 2 ANÁLISE DA MORFOLOGIA: microscopiaAusência de alterações: Normocítica e normocromia;Alterações discretas: (+)Alterações moderadas: (++)Alterações intensas: (+++ ou ++++)
  30. 30. 2.1 Alterações da série vermelhaMORFOLOGIA CARACTERÍSTICA OCORRÊNCIA CELULARMicrocitose Redução do tamanho Anemia ferroprivaHipocromia Talassemia Redução da Hb (↑ halo)Anisocitose Variação de Tamanho Quase todas as anemias (RDW)Poiquilocitose Variação da forma Quase todas as anemiasMacrocitose Aumento de tamanho Anemia megaloblástica Etilismo
  31. 31. 2.1 Alterações da série vermelhaMORFOLOGIA CARACTERÍSTICA OCORRÊNCIA CELULARPolicromasia Hemácias basófilas - Anemias hemolíticas Reticulócitos Carências após tratamentoEsferócitos He esféricas Esferocitose hereditária Outras anemias hemolíticasCélulas em alvo - codócitos “Concentração” de Hb no Hb C centro Talassemias Ferropriva (raro)Acantócitos- Spur cell Espículas irregulares Doença hepáticaDacriócitos He em forma de gota ou Mielofibrose lágrima Talassemias
  32. 32. 2.1 Alterações da série vermelhaMORFOLOGIA CARACTERÍSTICA OCORRÊNCIA CELULARDrepanócitos (He em foice) Forma de foice ou uva Anemia falcêmicas Presença de Hb SEliptócitos He em forma de charuto > 25% - EliptocitoseEstomatócitos Aparência de dobradura da Estomatose hereditária membrana Esferocitose hereditária Alcoolismo CirroseMacro ovalócitos He grandes ovaladas Anemia MegaloblásticaEsquisócitos (Helmet cell, He fragmentadas Válvulas cardíacasHe fragmentadas) VasculitesBite cells – células He mordidas Deficiência de G6PDmordidas
  33. 33. 2.1 Alterações da série vermelhaMORFOLOGIA CARACTERÍSTICA OCORRÊNCIA CELULARAnel de Cabot Membrana nuclear (círculo Pós esplenectomia basófilo) Anemias hemolítocasCorpúsculo de Howel-Jolly Esférico, denso e Anemia megaloblástica geralmente único (restos de DNA)Pontiados basófilos Precipitados de Ribossomo Intoxicação (Pb) Anemias
  34. 34. Resumo MANUAL AUTOMATIZADOHemácias Contagem direta em Impedância elétrica câmara de NeubauerHemoglobina Dosagem colorimétrica Dosagem colorimétrica (cianometahemoglobina) (cianometahemoglobina)Hematócrito Microcentrifugação Ht = He x VGMVGM Ht x 10 Impedância elétrica He/mm³HCM Hb x 10 Hb x 10 He/mm³ He/mm³CHCM Hb x 100 Hb x 100 Ht HtRDW NA Coeficiente de variação do VGMPlaquetas Contagem direta em Impedância elétrica câmara de Neubauer
  35. 35. 3 RETICULÓCITOSCélula que contem restos de RNA ribossomal e sua contagem na corrente sanguínea é um parâmetro para avaliar atividade medular no setor eritropoiético: ↑ Reticulócitos (reticulocitose): Hiperatividade medular do setor eritropoiético; ↓ Reticulócitos (Reticulopenia): Hipoatividade medular no setor eritropoiético (Hipoplasia medular)Vida média: Medula: 3 dias Sangue periférico: 1 dia
  36. 36. 3.1 Contagem de Reticulócitos (RET)Método: Coloração supravital com azul de cresil brilhante (ACB);Amostra: Sangue com EDTA;Princípio: ACB cora RNA residual dentro das He;Leitura do esfregaço confeccionado com a mistura Sangue + ACB;Contar 5 campos de 200 hemácias e dividir o resultado por 10. Expressar este valor em %.VR: 0,5 – 1,5%
  37. 37. 3.1 Reticulócitos nas anemias: Reticulócitos corrigidoLiberação precoce do RET pela medula;↑ tempo de permanência na circulação → falso ↑ RET → Corrigir valor de RETIPR – Índice de produção de ReticulócitosIPR = (RET x Ht)/45 nº dias Vida média dos RET de acordo com o Ht Hto Dias 40 1,0 > 3 – Hiperproliferativa 30-40 1,5 < 2 – Hipoproliferativa 20-30 2,0 < 20 2,5
  38. 38. Considerações Eritrograma Hemácias 3,82 3,9 a 5,0 mi/mm³ Hemoglobina 9,4 12,0 a 15,5 g/dL Hematócrito 26,9 35,0 a 45,0% V.G.M. 77,5 82 a 98 fL H.C.M. 24,6 26 a 34 pg C.H.C.M. 31,8 32 a 36 % RDW 19,9 11,0 a 15,5Hipocromia, Anisocitose e Microcitose
  39. 39. Considerações PONTIADOS BASÓFILOS
  40. 40. ConsideraçõesMICROCITOSE, ANISOCITOSE, POIQUIOCITOSE
  41. 41. Considerações CÉLULAS EM ALVO
  42. 42. Considerações ACANTÓCITOS
  43. 43. ConsideraçõesCélula em alvo e corpúsculo de Howell-Jolly
  44. 44. Considerações Anel de Cabot
  45. 45. ConsideraçõesHemácias falciforme e Hemácias em alvo
  46. 46. Considerações Dacriócitos
  47. 47. Considerações Estomatócito
  48. 48. Considerações Esquisócitos
  49. 49. Considerações Esquisócitos
  50. 50. REFERÊNCIALORENZI, T.F. Manual de Hematologia: propedêutica e clínica. 4.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.

×