Economia Brasileira - Aula 01 - Formação Econômica do Brasil

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Este material faz parte da primeira aula da cadeira de Economia Brasileira que faz uma rápida abordagem do período de Formação Econômica do Brasil, desde seu descobrimento até 1930.

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Economia Brasileira - Aula 01 - Formação Econômica do Brasil

  1. 1. Formação Econômica do Brasil Administração de Empresas Economia Brasileira Prof. Vinicius Spader
  2. 2. Formação Econômica do Brasil As épocas históricas (1500 até 1930) Época Colonial (1500 - 1822) ● É o período em que o Brasil era uma colônia de Portugal; ● Encerra com proclamação da independência (7/9/1822); ● Economia baseada no tráfico de escravos, extração do pau-brasil e ouro e início da plantação de cana-de-açúcar. Período Imperial (1822 - 1889) ● Marcada por uma intensa movimentação popular e por diversos confrontos regionais; ● Troca do trabalho escravo pela mão-de-obra dos imigrantes europeus; ● Criação do Banco do Brasil; ● Encerra com a Proclamação da República. República Velha (1889 - 1930) ● Auge da produção cafeeira; ● Intensificação da concentração de renda e de poder (política café com leite); ● Termina com a posse de Getúlio Vargas, após o golpe de 1930.
  3. 3. Formação Econômica do Brasil O modelo agroexportador Os anos pré-industrialização são marcados por um modelo econômico baseado na exportação de produtos agrícolas (agroexportador), também chamado de modelo de desenvolvimento voltado para fora. Características econômicas do modelo agroexportador brasileiro ● Concentração das exportações em poucos produtos: o Brasil é marcado por ciclos em que um produto corresponde a quase totalidade das exportações (pau-brasil, cana-de-açúcar, café, etc.); ● Concentração de recursos e renda: O processo produtivo não tinha um efeito multiplicador muito grande para a economia; ● Vulnerabilidade externa: mesmo quando era o principal produtor do bem exportado no mundo, o Brasil não controlava o preço e a demanda desse bem no mercado internacional; ● Base produtiva vs estrutura da demanda: A demanda nacional não era atendida pelos produtos produzidos no país, aumentando a dependência às importações; ● Deterioração dos termos de troca: as economias com base agrícola tendem a crescer mais devagar do que as economias mais desenvolvidas.
  4. 4. Formação Econômica do Brasil Defesa da economia agroexportadora Em uma economia agroexportadora existem poucos instrumentos disponíveis ao governo para implantação de políticas de defesa da economia. Políticas de proteção da economia cafeeira (agroexportadora) Desvalorização cambial O governo regulava a taxa de câmbio com o objetivo de manter a rentabilidade da produção de café. + Manutenção dos lucros dos cafeicultores e dos empregos - Tendência a superprodução de café Valorização do café Políticas de compra e estocagem da produção de café + Influência sobre o preço do café - Tendência a superprodução e financiamento externo
  5. 5. Formação Econômica do Brasil Crise da Economia Cafeeira (1930) ● No final da república velha, diversos elementos da economia brasileira e mundial, levaram o modelo econômico e político brasileiro a exaustão, incentivando um novo modelo de desenvolvimento. ● Tanto a política cambial quanto a política de valorização do café incentivaram um aumento da oferta muito acima da demanda internacional. ● A partir de 1929 com o crash da bolsa de valores de Nova York, o mundo todo entra em uma crise e a demanda por café despenca. ● O modelo agroexportador - voltado para fora - começa a se fragilizar e aumenta a consciência por um processo de industrialização mais acelerado. ● O golpe de 1930 concentra o poder político no governo federal.
  6. 6. Formação Econômica do Brasil O início do processo de industrialização ● O surgimento da indústria no Brasil está ligado ao desenvolvimento da economia cafeeira; ● Existem dois efeitos que explicam o desenvolvimento inicial da indústria no Brasil: a teoria dos choques adversos e a industrialização induzida pelas exportações; ● Segundo a teoria dos choques adversos o desenvolvimento da indústria é resultado de períodos em que a acontecimentos fora do Brasil dificultavam a importação de bens de consumo interno, como a Primeira Guerra Mundial (1914) e a Crise da Bolsa de Nova York (1930); ● Segundo a tese da industrialização induzida pelas exportações acontecia o inverso, em períodos em que a demanda por café no mundo aumentava, a expansão da economia cafeeira impulsionava (externalidades) renda e emprego no país, consequentemente a demanda por bens industrializados; ● Conjugando essas teorias, é possível identificar que a expansão da economia cafeeira aumentava o investimento industrial (importação de máquinas) enquanto as crises internacionais ajudavam na ocupação da capacidade instalada.

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