Novas regras mobilizam operadores internacionais

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Novas regras mobilizam operadores internacionais de aeroportos

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Novas regras mobilizam operadores internacionais

  1. 1. Imprimir ()(/sites/default/files/gn/13/06/arte18rel-101-concessoes-f3.jpg)18/06/2013 - 00:00Novas regras mobilizam operadores internacionaisPor Juan GarridoAs novas regras do leilão de concessão dos aeroportos internacionais do Galeão (RJ) e Confins (MG)estabelecem que um operador tenha 25% de participação acionária no consórcio privado e que ele tenhaexperiência em transportar anualmente 35 milhões de passageiros, comprovada em pelo menos um ano nosúltimos cinco anos."Isso vai atrair grandes administradores internacionais de aeroportos, o que nos dará maior segurança deque as principais obras estejam operacionais para as Olimpíadas de 2016", sustenta Marcelo Guaranys,diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Ele confirma que também as empresas aéreas queatuam no território brasileiro poderão participar do leilão. "Desde que a soma de suas participações noconsórcio não ultrapasse 4%".Segundo oespecialistaAdalbertoFebeliano,professordeeconomiadotransporte aéreo da Universidade Anhembi-Morumbi, a concessão de aeroportos à iniciativa privadaaparece como solução necessária para tentar acompanhar a velocidade de crescimento do setor. "O númerode passageiros transportados triplicou nos últimos dez anos e, pela forma como a administração pública estáorganizada, tem havido dificuldades para acompanhar uma expansão a taxas tão altas".Os requisitos propostos pela Anac na minuta do edital de leilão e do contrato de concessão de Galeão eConfins estão em processo de audiência pública que deve prosseguir até o final de junho. A previsão é que oedital definitivo seja divulgado em setembro e o leilão realizado em outubro. O diretor da agência confirmaque o aeroporto do Galeão terá prazo de concessão de 25 anos, enquanto o de Confins será de 30 anos, eressalta que os dois contratos poderão ser prorrogados por até cinco anos, uma única vez.No leilão poderão participar consórcios de empresas integrados por pelo menos um operadoraeroportuário. "Os operadores podem ser até dois, desde que ambos cumpram o requisito de habilitaçãotécnica", explica Guaranys. O atual modelo mantém a estatal Infraero como sócia minoritária, com 49% departicipação, e a iniciativa privada com 51%.O leilão dos dois aeroportos ocorrerá de forma simultânea, observada a restrição de que um mesmo grupoeconômico, isoladamente ou em consórcio, poderá ser vencedor de somente um aeroporto. Além disso,uma empresa não poderá participar de mais de um consórcio licitante e está vedada a participação nessa
  2. 2. rodada dos acionistas diretos ou indiretos das concessões anteriores de São Gonçalo do Amarante (RN), em2011, e de Guarulhos (SP), Viracopos (SP) e Brasília (DF), em 2012.Segundo a Secretaria de Aviação Civil (SAC), o valor total da concessão de Galeão e Confins será de, nomínimo, R$ 14,91 bilhões. A soma engloba os lances mínimos exigidos por aeroporto e os valores quedevem ser investidos na melhoria dos terminais durante a concessão. Além do valor no leilão, o edital prevêuma contribuição variável ao Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) de 5% da receita bruta anual, a serpaga anualmente pelas concessionárias para subsidiar outros investimentos no setor.Segundo Guaranys, para melhorar a qualidade do serviço aos usuários é preciso atrair grandes operadoresinternacionais com fôlego para investimentos. "Os melhoramentos de curto prazo que desejamos requeremgestores internacionais com vasta experiência", diz, acrescentando que abrir a concorrência para grandesoperadores de fora "é um caminho bom para o usuário, para a regulação e para o país".No caso dos aeroportos já privatizados - Guarulhos, Viracopos e Brasília -, a exigência foi de experiência namovimentação mínima de 5 milhões de passageiros anualmente e de 10% de participação acionária noconsórcio. Para Febeliano, essas regras não foram adequadas do ponto de vista de atrair os melhoresadministradores internacionais para o país."Os operadores dos aeroportos mais eficientes do mundo - como o de Changi de Cingapura, Houston doTexas e Amsterdam da Holanda - ficaram de fora, quando já poderiam estar aplicando novos conhecimentosà administração aeroportuária brasileira", lamenta.

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