Meios de comunicação e educação

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Meios de comunicação e educação

  1. 1. Meios de Comunicação e Educação: Desafios para a formação de docentes Adilson Odair Citelli Aluna ouvinte: Natália Hernandes Moura Prof Dr Ismar de Oliveira Soares TR44-Grupo 04 ECA-USP
  2. 2. <ul><li>O texto vai discutir a necessidade de aproximar a educação da comunicação, incluindo os processos de formação dos docentes e também verificar como ocorre a produção, circulação e recepção do conhecimento e da informação tendo em vista as singularidades de uma sociedade marcada pelos meios de comunicação. </li></ul><ul><li>Fixando conceitos </li></ul><ul><li>Educomunicação- Necessidade de se formar educomunicadores. Mário Kaplun já utilizava este termo nos anos 80. </li></ul><ul><li>O conceito de Educomunicação com o tempo foi </li></ul><ul><li>se ampliando e ganhando espaço em diferentes </li></ul><ul><li>instituições de ensino e pesquisa. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>O NCE-USP e a revista Comunicação e Educação têm desempenhado importante atuação neste sentido. </li></ul><ul><li>Objetivo do texto: Incorporar o termo Educomunicação e indicar novas possibilidades profissionais capazes de orientar as atividades dos professores em espaços formais e informais como a TV e o Rádio ou `a comunicação responsável, eticamente orientada, aonde se junta ao entretenimento e `a informação, dinâmicas educativas. </li></ul><ul><li>A nova sociedade constrói o conhecimento em rede, em uma teia sustentada por dispositivos técnicos e tecnológicos. As redes têm enorme importância por se oporem, muitas vezes, ao discurso oficial , como a “rádio-peão” usada pelos metalúrgicos do ABC </li></ul>
  4. 4. <ul><li>paulista durante a greve nos anos 80, com o objetivo de divulgar no “boca-a-boca” notícias veiculadas pela grande </li></ul><ul><li>mídia, ou ainda, grupos que tentaram manter fluxos informativos bloqueados pela censura no período do Regime Militar no Brasil; são redes apoiadas em meios técnicos e tecnológicos. </li></ul><ul><li>O educomunicador não é apenas um agente que liga </li></ul><ul><li>as interfaces, mas alguém com conhecimentos e que </li></ul><ul><li>nasce em decorrência da nova ordem social. </li></ul><ul><li>Embora a Educação e a Comunicação possuam áreas próprias de trabalho, metodologias e objetos de pesquisa, falamos na criação de um novo espaço de intervenção social e de um novo agente de formação que pode atuar em diversos “locais”. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>sala de aula, educação `a distância, discussão de telenovela, produção de Rádio, elaboração de textos jornalísticos, etc..... </li></ul><ul><li>O educomunicador não é somente o professor, é também o jornalista, etc...Ex: o dramaturgo que recupera a totalidade de “Os Sertões” de Euclides da Cunha, a história da ocupação da terra no Brasil, para lembrar o trabalho de José Celso Martinez Correa, no teatro Oficina, relendo para o século XXI, o drama canudense. </li></ul><ul><li>Outro exemplo e tópico a se pensar: Gilberto Dimenstein (2003/Folha de SP) apontava a perspectiva educomuni </li></ul><ul><li>cadora no trabalho do Dr. Dráuzio Varella </li></ul><ul><li>por reconhecer no médico alguém que </li></ul><ul><li>havia conciliado o conhecimento </li></ul>
  6. 6. <ul><li>científico qualificado e os mecanismos de divulgação científica através dos meios de comunicação. Os temas abordados (cuidados com a saúde) ganharam o tom didático que somente alguém com domínio da linguagem de comunicação poderia faze-lo. </li></ul><ul><li>O termo educomunicação é menos burocrático e mais algo já parte do conhecimento coletivo fragmentário . Esta consciência pode ser encontrada em muitos dos materiais enviados pelos professores para o Educom TV e também encontrados nos objetivos gerais do mesmo. Educomunicação, uma questão de princípios: “atrair o professor fazendo dele um agente participativo....construção de conhecimento com base na educomunicação.” </li></ul>
  7. 7. <ul><li>A formação do educomunicador recupera a dialogicidade, aprofundamento da cidadania democrática e participativa. A Educomunicação pode ser pensada nos seguintes eixos: </li></ul><ul><li>Campo de reflexão decorrente dos novos modos de organizar o conhecimento e a informação, onde educação e comunicação se convergem, não apenas em relações sociais, mas também naquelas mediadas pelas novas tecnologias. </li></ul><ul><li>A Educomunicação possui dimensão teórico-prática, um desses aspectos mostra que para levar os meios e as novas tecnologias para a escola é preciso ter objetivos e planejar ações. Não é produtivo trabalhar com os meios a fim de “modernizar o discurso pedagógico”. Trazer os meios para a escola significa incorporar uma nova maneira de organizar a sociedade e reconhecer outra </li></ul>
  8. 8. <ul><li>dinâmica cultural, marcada por forte urbanização e diferentes relações com o tempo e o espaço. Os novos meios e as tecnologias na escola não são somente direito, mas um dever com a cidadania. Alguns avanços já estão ocorrendo nesse sentido. </li></ul><ul><li>Leda Maria Rangearo e Vânia Quintão Carneiro mostram como programas de trabalho podem ser desenvolvidos neste campo e apontam as áreas de abrangência junto ao Ensino Fundamental e Médio. </li></ul><ul><li>No cotidiano escolar: o tratamento dos conteúdos. </li></ul><ul><li>Na educação e na Comunicação: as tecnologias ganham novas funções e interações. Fica evidente como ocorrem os fluxos de comunicação </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Confronto de informações: diversidade de veículos e linguagens, é possível ver como circulam as informações, o que permite comparar visões e conceitos que orientam informações. </li></ul><ul><li>Criar: O aluno sai do papel de consumidor e se torna criador. </li></ul><ul><li>A educomunicação trabalha com quatro variáveis fundamentais, são elas: </li></ul><ul><li>Educação para a Comunicação: Reflexões em torno das relações nos estudos das recepções e no campo pedagógico na formação de receptores críticos aos meios. </li></ul><ul><li>Mediação tecnológica na educação: Reflexões sobre a presença e usos das tecnologias da informação na educação. </li></ul><ul><li>Gestão comunicativa: ações voltadas para o planejamento, execução e avaliação de programas de intervenção social na interface da educação com a comunicação. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Reflexão Epistemológica: Estudo da natureza das interfaces. </li></ul><ul><li>Educomunicação e Formação docente </li></ul><ul><li>As escolas continuam com extrema relevância na constituição de ordens de valores, representações sociais, formação de sujeitos. O espaço educativo formal tem a característica de possibilitar trocas entre professores e alunos, ativando a comunicação interpessoal e intersubjetiva. Por isto, por exemplo, preocupação que professores têm em selecionar conteúdos a serem ministrados, ajustam sistemas retóricos, melhoram conceitos e também passa pelo campo dos afetos e dificuldades que marcam o universo dos alunos. São manifestações para que os propósitos pedagógicos se efetivem. </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Se as práticas educacionais requerem o exercício de procedimentos comunicativos, os próprios meios possuem elementos educativos. A sala de aula e os professores recebem sob mecanismos informais, a mídia que “ensina” hábitos, costumes, comportamentos, etc....Podem-se revelar plenamente ou manter-se numa zona subterrânea. A questão é saber quais são as tendências dominantes, que podem opor o ambiente educativo e as dinâmicas sociais. </li></ul><ul><li>John Dewey – Escola deve manter fluxo entre a vida social, o cotidiano e os meios. Learning by doing, colocar em sintonia dinâmicas sociais e ambientes educativos. </li></ul><ul><li>O número de educadores que pedem cursos de formação para trabalhar com meios na escola mostra a disposição favorável para a ampliação do conhecimento e inovações quanto `a teoria e práticas pedagógicas. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Existem novos modos de ver, sentir e aprender marcados por dispositivos que transcedem o tradicional feito pela escola. </li></ul><ul><li>A docência no contexto da renovação tecno-científica </li></ul><ul><li>Professor- um contínuo refazer-se, resultado das mudanças geradas em diferentes âmbitos da cultura, da sociedade, etc......intelectuais mediadores-simbólicos capazes de identificar problemas e conteúdos. Provocar inovações nos ambientes em que atuam, o que é diferente da visão corrente, aonde o professor é um técnico de disciplinas, cujo trabalho se basta no domínio de conteúdos. </li></ul><ul><li>Precisa-se considerar o fato de que as mudanças que devem ocorrer nas escolas e nos processos de aprendizagem não dizem respeito somente `as mudanças sociais, mas também devido `as lógicas orientadoras do capital e da expansão das novas tecnologias da Comunicação . </li></ul>
  13. 13. <ul><li>haverem mudado os modelos de gerenciamento e práticas profissionais, incluindo os professores. </li></ul><ul><li>Marilena Chauí- A idéia e a prática social como elaborada no séc XVIII, está sendo substituída pela da organização. Competência técnica e racionalidade do sistema (dinâmica do capital), interesse do mercado, corporações transnacionais. </li></ul><ul><li>A idéia clássica das instituições como formações sociais, ética, etc vem se transformando em algo nostálgico. </li></ul><ul><li>Hoje em dia se pede a reengenharia funcional. Escolas operam em modelos gerenciais, firmados na qualidade total, com padrões e referenciais, busca de eficácia e eficiência, apresentada, busca por melhoria de fluxos( privada e pública)- Instrumentalidade da razão ou procedimentos reguladores que dificilmente irão proporcionar conhecimento emancipatório. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>O fatod de uma escola não possuir TV, não impede que os temas postos em circulação cheguem `as aulas, aos pátios, etc....O que circula nos meios é o reconhecimento social e corre o risco de ser, simplesmente, expressão única da verdade e da realidade. </li></ul><ul><li>As escolas não podem ter seus limites funcionais determinados por conceitos de organização. A formação de um professor requer mais matérias e dinâmicas distintas do vendedor de supermercado, etc...O professor está sempre em formação. Muitos docentes encaram cursos de reciclagem como um rótulo de que buscou niva formação permanente. “promover um ambiente educomunicacional na escola em que professores e alunos possam adquirir competências necessárias para o seu crescimento pessoal e manifestação de sua criatividade” programas de treinamento não se ajustam mais aos objetivos de muitos docentes. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>O ensinamento deve ser compreendido no aprender a aprender, a percepção dos sentidos que orientam as mudanças, a aceitação da incerteza como aquisição de conhecimento. </li></ul><ul><li>Deve ser parte do nvestimento universitário a abertura para a formação permanente dos professores, ao mesmo tempo em que estes podem realimentar com desafios teórico-práticos, o sistema de ensino superior aonde ocorre a formação inicial para o magistério. </li></ul><ul><li>Segundo Bartlett, Knight e Lingard há 4 grandes vertentes de políticas neoloberais na formação de professores: </li></ul><ul><li>Neocorporativismo: Tipo de pacto entre Estado, setor privado e sindicatos. Promove ajustes entre interesses e discursos, em diferentes âmbitos profissionais. Os professores realizam cursos de formação dos quais pouco ou nada participam no sentido de educação ou formatação. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>Racionalismo Econômico- Pragmatismo no campo da formação continuada, tomada quase sempre como treinamento, capacitação, etc </li></ul><ul><li>Gerenciamento- Conceito de organização, vindos do setor privado, que alcançaram os ambientes educacionais. </li></ul><ul><li>Teoria do capital humano- Disponibilidade de pessoas disputando exiguo mercado de trabalho, para a sorte dos empregadores. </li></ul><ul><li>Mais do que preparar mão-de-obra com melhor qualificação para as escolas (ou mercado), estabelecer projetos de formação voltados a aprender a pensar....propósitos compromissados com as mudanças sociais, trabalhando a consciência ecológica, ética, solidária, etc.....forma pela qual Edgard Morín(2000) vê a possibilidade de se enfrentar a discriminação e a violência. </li></ul>
  17. 17. <ul><li>Como os meios se reconstituem segundo novas tecnologias e exigências sociais, passando por mudanças internas e que muitas vezes, mal lançados já sem vêem obsoletos, o conceito de formação continuada necessita uma reflexão interna sobre as mensagens geridas pelas mídias. </li></ul><ul><li>Os docentes precisam então não só tornar sua atividade socialmente reconhecida, mas transformar-se. </li></ul>
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