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  • 1. Logística inversaOrigem: Wikipédia, a enciclopédia livre.A logística reversa, [1], é a área da logística que trata, genericamente, do fluxo físico de produtos,embalagens ou outros materiais, desde o ponto de consumo até ao local de origem. (Dias, 2005, p.205). Os processos de logística inversa existem há tempos; entretanto, não eram tratados edenominados como tal. Como exemplos de logística inversa, temos: o retorno das garrafas(vasilhame),a recolha / coleta de lixos e resíduos recicláveis. Atualmente é uma preocupaçãoconstante para todas as empresas e organizações públicas e privadas, tendo quatro grandespilares de sustentação: a conscientização dos problemas ambientais;a sobre-lotação dos aterros; aescassez de matérias-primas; as políticas e a legislação ambiental.A logística inversa aborda a questão da recuperação de produtos, parte de produtos, embalagens,materiais, de entre outros, desde o ponto de consumo até ao local de origem ou de deposição emlocal seguro, com o menor risco ambiental possível. Assim, a logística inversa trata de um temabastante sensível e muito oportuno, em que o desenvolvimento sustentável e as politícasambientais são temas de relevo na atualidade.Atualmente a logística não aborda somente os fluxos físicos e informacionais tradicionais, desde oponto de origem até o local de consumo. É muito mais abrangente, envolvendo todos os fluxosfísicos, informacionais, toda a gestão de materiais e toda a informação inerente, nos dois sentidos,directo e inverso (Carvalho, 2002, p. 31). A logística inversa tem um papel preponderante, nestenovo conceito de logística, muito mais global e abrangente, como podemos constatar neste artigo.O conceito de logística inversa tem várias definições, em função dos autores ou organismos emcausa. Apresentam-se de seguida duas definição de logística inversa, segundo o CSCMP (Council ofSupply Chain Management Professionals),uma organização internacional, e segundo os autoresRogers e Tibben-Lembke, que têm dedicado grande parte do seu tempo à investigação,desenvolvimento e sistematização desta área da logística:Segundo o CSCMP, logística é "a parte do processo da cadeia de abastecimento que planeja,implementa e controla o eficiente e eficaz fluxo directo e inverso (logística inversa), e aarmazenagem de produtos, serviços e informação relacionada, desde o ponto de origem até aoponto de consumo, com o propósito de satisfazer os requisitos dos clientes", e devo acrescentardos usuários internos que se utilizam da informação financeira/econômica resultante.Segundo os autores Rogers e Tibben-Lembke (1998), a logística inversa pode ser definida como: "oprocesso de planejamento, implementação e controlo da eficiência e eficácia e dos custos, dosfluxos de matérias-primas, produtos em curso, produtos acabados e informação relacionada,desde o ponto de consumo até ao ponto de origem, com o objectivo de recapturar valor ourealizar a deposição adequada".Em resumo, a logística inversa tem como objetivos planejar, implementar e controlar de um modoeficiente e eficaz:
  • 2. O retorno ou a recuperação de produtos;A redução do consumo de matérias-primas;A reciclagem, a substituição e a reutilização de materiais;A deposição de resíduos;A reparação e refabricação de produtos;Desta forma, o circuito da cadeia de abastecimento é fechado de uma forma completa, sendo ociclo logístico completo (Dias, 2005, p. 206).[editar]EvoluçãoDesde há muito tempo que existem processos de logística inversa, não eram tratados edenominados como tal, como por exemplo, o retorno das garrafas (vasilhame), a recolha de lixos eresíduos. Foi nos finais da década de 80 que teve início o estudo aprofundado e a sistematizaçãodos processos inerentes à logística inversa, tal como ela é nos dias atuais.O desenvolvimento e progresso da logística inversa tem sido impulsionado, em grande parte, pelasquestões ambientais, relacionado com o problema da deposição das embalagens dos produtos, darecuperação dos produtos, partes de produtos ou materiais, das devoluções de produtos em fimde vida, de produtos com defeito.Tem existido um forte crescimento desta área da logística, não só pela legislação ambiental, a qualimpõe leis mais exigentes, mas também pela consciencialização ambiental das empresas,organizações e organismos públicos.Em termos económicos e financeiros, a logística inversa já representa cerca de 0,5% do ProdutoInterno Bruto dos Estados Unidos.Esta vertente da logística encontra-se em franco desenvolvimento, e é um grande potencial denegócio emergente para as empresas e organizações, pois as politícas ambientais tendem a sercada vez mais exigentes. Outro factor de grande importância, e que está directamente relacionadocom o grande aumento da logística inversa é a compra de produtos através da internet, ochamado e-commerce (Carvalho, 2003, p. 71-72). Com o crescimento exponencial das vendas on-line, os sistemas de logística inversa, no que diz respeito à questão da gestão das devoluções, temcrescido de uma forma abrupta.A compra on-line leva a que, derivado do facto de no nommento da compra, não ser possívelvisualizar o produto fisicamente, de uma forma tangível, grande parte dos produtos sejadevolvida, por não corresponder às expectativas do cliente, o que faz accionar os sistemas delogística inversa.Podemos mesmo afirmar que a grande maioria dos sistemas de logística inversa aparecem devido
  • 3. à questão das devoluções. Os clientes, quando os produtos não corresponderem a seus requisitosde qualidade, podem accionar o processo de devolução, que é disponibilizado por cada vez maisempresas, de modo a prestarem um serviço de pós-venda de qualidade cada vez melhor, tentandoatingir ou mesmo ultrapassar as expectativas dos clientes. Deste modo é possivel fidelizar ocliente, pois, estes preferem, na maioria dos casos, ter poucos fornecedores, em detrimento devários, mas que correspondam ou mesmo superem as suas expectativas.[editar]Processos e fluxos logísticos reversoComo já foi referido anteriormente, a logística inversa aplica-se a todos os fluxos físicos inversos,isto é, do ponto de consumo até à origem ou deposição em local seguro de embalagens, produtosem fim de vida, devoluções, etc, tendo as mais variadas áreas de aplicação, como, por exemplo:componentes para a indústria automotiva, vendas por catálogo, frigoríficos, máquinas de lavar eoutros electrodomésticos, computadores, impressoras e fotocopiadoras, embalagens, pilhas,baterias, revistas, jornais e livros;Estes fluxos físicos de sentido inverso estão ligados às novas indústrias de reaproveitamento deprodutos ou materiais em fim de ciclo de vida, tais como: desperdícios e detritos, transformaçãode certos tipos de lixo, produtos deteriorados ou objecto de reclamação e consequente devolução,retorno de embalagens utilizadas e a reciclar, veículos e outros tipo de equipamentos em fim devida útil.Os dois sistemas, logística directa (forward) e logística inversa (reverse), integram e acrescentamvalor à cadeia de abastecimento com o ciclo completo, e, para poderem sobreviver devem ser decerto modo competitivos, minimizando os custos de transporte, na medida do possível,optimizando os veículos no retorno, com o transporte de devoluções, material para reciclar,desperdícios e produtos deteriorados, permitindo rentabilizar e optimizar o transporte,minimizando os respectivos custos.As princiapis actividades afectas ao produto, na logística inversa, são as seguintes:Actividades mais comuns do processo logístico inversoretorno do produto à origem;revenda do produto retornado;venda do produto num mercado secundário;venda do produto via outlet;venda do produto com desconto;remanufactura;reciclagem;
  • 4. reparação ou reabilitação;doacção;No que concerne à cadeia dos produtos recuperados, grande parte pode não ser reciclável, eassim, não será reutilizável. Alguns podem apenas não ser reutilizáveis, dado tratarem-se deprodutos que, em grande parte dos casos, não podem ou não devem ser reutilizados, por razõestécnicas ou económicas. Estes produtos deverão ser depositados em locais seguros, apropriados elicenciados de acordo com a legislação vigente, para o efeito.Um veículo de compactação em acção num aterro.Isto aplica-se, por exemplo, a produtos rejeitados aquando da separação face ao elevado nímerode componentes, aplica-se também a resíduos perigosos que não podem ser reciclados, ou ainda aprodutos cuja prazo de validade tenha expirado. Nestes casos, os referidos resíduos serão alvo deum processo logístico adicional, dependendo do tipo de resíduo e do grau de perigosidade, queenvolverá a sua destruição ecológica, como por exemplo, a incineração ou a co-incineração,avaliando-se, caso a caso, qual o processo mais apropriado (Alves, 2005, p. 12-13).Os lixos ou resíduos não reciclavéis e não perigosos, são depositados em aterros, em sucessivascamadas, sendo as camadas compactadas através de veículos próprios para eesa finalidade. Oaterro é selado após a sua capacidade estar completa. Após a selagem, grande parte dos aterrospode ser convertida em zonas verdes ou ajardinadas, de modo a melhorar o impacto visual domesmo e poder funcionar de maneira distinta da que teve enquanto era local para a deposição delixos.Por vezes, estes ciclos logísticos completos são mesmo assegurados pelos próprios fornecedoresdos produtos ou materiais, facilitando, deste modo, o trabalho dos clientes (Dias, 2005, p. 207).[editar]Processos de logística inversaAs devoluções representam grande parte dos fluxos físicos inversos, na cadeia de abastecimento edividem-se em duas grandes vertentes: as devoluções pelo consumidor, em venda directa, e asdevoluções por erros de expedição. As devoluções realizadas pelo consumidor final de umproduto, numa venda directa, têm crescido e a tendência é de continuarem a crescer, derivado dofacto de que os clientes são cada vez mais exigentes e as suas expectativas cada vez maiores.[carece de fontes]Em resposta as empresas e organizações, por vezes em cumprimento da legislação própria de cadapaís, mas cada vez mais por sua livre e espontânea vontade, e independentemente da existênciade legislação ou não, permitem ao cliente ou ao consumidor, devolver o produto adquirido, casoeste não corresponda às suas expectativas ou no caso das vendas por catálogo ou as vendas on-line, caso o cliente queira, aceitarem a devolução do produto adquirido sem restrições. Trata-sesobretudo, de um factor de competitividade das empresas, face à globalização do comércio, para aqual tem contribuído em larga escala o e-commerce, que actualmente têm um enorme peso no
  • 5. total das vendas de produtos e serviços, a nível mundial (Carvalho, 2001, p. 116-120)Armazém de devoluções de uma empresa de e-commerceComo é óbvio existe um custo associado a este tipo de devolução, o qual é suportado pelasempresas e que terá tendência para continuar a aumentar, pelas razões anteriormente descritas,pois, trata-se sobretudo de aumentar a competitividade em relação à concorrência, tentandocontinuamente melhorar a qualidade do serviço prestado ao c liente.As devoluções por erros de expedição, são o tipo de devolução que acontece por qualquer erroque tenha existido na expedição de determinado produto. Estes erros têm variadas razões paraacontecerem, entre as quais, destacamos as seguintes: má etiquetagem, falhas do operadorlogístico, erros humanos, coordenação entre diferentes operadores logísticos.Ao contrário das devoluções por venda directa, ao consumidor, as devoluções por erros deexpedição, podem ser reduzidas e minimizadas, através de vários processos de armazenagem eexpedição, que estão hoje disponíveis, no mercado.Destacamos os seguintes: a informatização de sistemas de recepção, expedição e transporte, aleitura por código de barras, o EDI (Electronic Data Interchange), entre outros.Portanto, o custo logístico das devoluções por erros ou falhas de expedição ou transporte, podeser controlado pelas empresas e organizações, estando ao seu alcance a redução destes custos,através das ferramentas referidas no parágrafo anterior.Trata-se, apenas, de escolher as ferramentas que melhor se adaptem a determinado negócio,sendo inclusivé possível personalizar estas ferramentas a cada realidade distinta (Pfutzenreuter,2004).O retorno dos produtos sujeitos ao processo de devolução, ou seja, o fluxo físico inverso desde oponto de venda ou consumo, até à origem, deverá ser realizado, sempre que fôr possível, pelomesmo meio de transporte pelo qual é realizada a sua entrega no local de consumo, isto é, o fluxofísico directo. Deste modo, é possivel optimizar a cadeia de abastecimento, directa e inversa,rentabilizando o transporte ao máximo.Normalmente os produtos sujeitos a devolução, são armazenados em locais destinados para oefeito, em áreas restritas do armazém , de modo a evitar erros de expedição, evitando quefísicamente os produtos coabitem juntos - ver figura 3.Em relação aos componentes ou produtos em fim de ciclo de vida para reciclagem, o seu númerotem aumentado de uma forma exponencial, derivado de vários factores, de entre os quais,destacamos os seguintes três: o primeiro factor que destacamos é o da consciencialização dasociedade, para a questão da sustentabilidade do meio ambiente. Cada vez mais, a sociedade têmo dever de colaborar nas politícas ambientais, realizando, cada um de nós, a separação dos lixos,de acordo com o tipo de resíduos ou lixos em causa, e depositando-os, nos locais destinados para
  • 6. esse fim (ecoponto).Ecoponto típico.É nos países mais desenvolvidos, e com maior qualidade de vida, onde existe o maior número depessoas conscientes desta realidade, colaborando na separação e recolha dos diferentes tipos deresíduos domésticos, que em grande parte podem ser reciclados, sendo deste modo,reaproveitados ou a sua matéria-prima reutilizada em novos produtos.Deste modo, estamos também a contribuír para que, somente os resíduos orgânicos, tenham deser depositados em local próprio (por exemplo, os aterros). Em relação aos resíduos industriais, apolitíca deverá ser idêntica, ou ainda mais exigente, pois, as indústrias produzem grandesquantidades de resíduos e lixos, e por vezes bastante perigosos e tóxicos.[carece de fontes]Um outro factor é a legislação ambiental, a qual é cada vez mais restritiva[carece de fontes], emrelação à questão dos resíduos, lixos e detritos. As políticas e a legislação ambiental tendem, nosvários países e comunidades, a ser cada vez mais exigente e restritiva.No âmbito da União Europeia, em que Portugal está incluído, existem directivas comuns acercadeste tema. Para os países que não cumpram a legislação, em caso de violação, existem sançõesque se podem traduzir em coimas avultadas, as quais deverão ser aplicadas em função dos danosambientais causados.Há ainda o factor do desenvolvimento e o progresso tecnológico. Os processos industriais e ospróprios equipamentos industriais, das indústrias que se dedicam à reciclagem, estão em evoluçãopermanente, permitindo, deste modo, que cada vez mais componentes de produtos de diferentesmateriais, possam ser reciclados e consequentemente reutilizados ou reaproveitados, comomatéria-prima, em produtos novos.Em Portugal, existem cada vez mais empresas, especializadas na gestão integral de resíduos,realizando, grande parte delas a recolha, transporte, separação e deposição no local próprio, ealgumas delas, executando mesmo a própria reciclagem. (Alves, 2005, p. 77-93).SITE:http://pt.wikipedia.org/wiki/Log%C3%ADstica_inversaA nova onda: Logística Reversalogística reversa: o transporte de trás pra frenteCom o crescente volume de negócios em escala mundial e a imensa quantidade de produtostransportados diariamente, aumenta também a quantidade de lixo gerado e de materiais queprecisam ser mandados de volta à sua origem. Esse tráfego de produtos no sentido contrário dacadeia de produção normal (dos clientes em direção às indústrias) precisa ser tratado
  • 7. adequadamente, para evitar trabalho e custos extras.A logística reversa é a área responsável por este fluxo reverso de produtos, seja qual for o motivo:reciclagem, reuso, recall, devoluções, etc. A importância deste processo reside em dois extremos:em um, as regulamentações, que exigem o tratamento de alguns produtos após seu uso (como asembalagens de agrotóxicos ou baterias de celulares); na outra ponta, a possibilidade de agregarvalor ao que seria lixo. Veremos mais detalhes ao longo deste artigo.Com o aumento das pressões da sociedade para produtos e processos ecologicamente corretos, areciclagem ganha força e a logística reversa é um dos principais motores deste movimento. Alémde contribuir legitimamente para a redução dos impactos ao meio ambiente há um ganho deimagem para a empresa que o faz. Há exemplos de reciclagem que já são práticas comuns: latas dealumínio, garrafas pet, papel, dentre outros itens de pós-consumo.Há também a reutilização, notadamente com as sobras industriais, partes de equipamentos esucatas em geral. No entanto, existe também o fluxo de produtos do consumidor de volta aovendedor por iniciativa do usuário: quando ele não está satisfeito com uma compra, ele devolve oproduto (bastante comum no comércio eletrônico ou erro de escolha do produto em lojas físicas).De maneira geral, três fatores estimulam o retorno de produtos: (1) consciência cada vez maior dapopulação para a necessidade de reciclar e de se preocupar com o meio ambiente; (2) melhorestecnologias capazes de reaproveitar componentes e aumentar a reciclagem; (3) questões legais,quando a legislação obriga que as empresas recolham e dêem destino apropriado aos produtosapós o uso.Logística Reversa: meio ambiente e produtividadeLogística Reversa é a “bola da vez”Logística Reversa e Logística VerdeLogística reversa e sustentabilidadeLogística Reversa – um nicho repleto de oportunidadesDo ponto de vista das empresas, alguns cuidados precisam ser tomados. Nos locais dearmazenagem, faz-se necessário estruturar sistemas capazes de lidar com estes volumescrescentes (e dificilmente previsíveis). Além disso, assim como a logística tradicional, a logísticareversa tem como um dos principais componentes os sistemas de transporte. É necessário que ossistemas de roteamento sejam capazes de solucionar os complexos problemas de entregas ecoletas simultaneamente, levando em conta, dentre outras restrições, as capacidades doscaminhões e os intervalos de tempo (este problema é chamado tecnicamente de pickup anddelivery routing problem).Identificar as melhores estruturas de transporte capazes de recolher estes produtos, normalmentemuito dispersos nos centros de consumo, e levá-los de volta às fábricas ou centros de tratamentoé um grande desafio que precisa ser corretamente modelado. As práticas neste recente segmentoainda não estão consolidadas, e há espaço para diversas inovações.Portanto, faz-se necessário planejar estrategicamente os sistemas internos (gerenciamento deestoques, sistemas de informação, espaço físico) e externos (transporte e relacionamento com
  • 8. clientes), a fim de aproveitar este novo mercado, atraindo e fidelizando clientes com mais umaopção de serviço pós-venda.A dinâmica da Logística ReversaEntenda como funciona a devolução de produtos no pós-consumo ao fabricante. Para muitos, este é omecanismo – já regulamentado na Europa – que vai salvar o planeta das montanhas de lixo eletrônico. NoBrasil, a legislação se arrasta- A A +Manoella Oliveira - Edição: Mônica NunesPlaneta Sustentável - 21/05/2009Logística é um processo que pode ser dividido em várias etapas: envolve compra e venda, devolução de mercadoria pormotivo de desistência ou de defeito e, finalmente, se preocupa com o destino de um produto ao final de sua vida útil. Apreocupação da Logística Reversa (LR) é fazer com que esse material, sem condições de ser reutilizado, retorne ao seuciclo produtivo ou para o de outra indústria como insumo, evitando uma nova busca por recursos na natureza e permitindoum descarte ambientalmente correto. Parece simples e inteligente, mas o processo ainda não funciona bem.Nos Estados Unidos, as pessoas normalmente têm duas ou três garagens em casa, sendo uma delas desviada de suafunção principal: vira depósito de entulhos. Boa parte dele é formada por equipamentos velhos e sem uso que estãoabandonados - mas guardados - porque não se sabe o que fazer com aquilo.Quem conta isso é Gailen Vick, presidente da RLA - Reverse Logistics Association, um especialista de mercado queconhece bem os gastos do país com Logística Reversa de mais de US$ 750 bilhões por ano mas que afirma,categoricamente, que as empresas não prestam muita atenção nisso, especialmente porque não têm consciência de quantodinheiro poderia ser economizado com a adoção da prática.“Ser ambientalmente correto afeta a satisfação do cliente. Se você não faz porque é ambientalista, faça pelo lucro e pelaimagem corporativa. O que é lixo, hoje, pode valer dinheiro se for bem empregado no futuro”. Mas além dodesconhecimento do assunto, existe ineficiência na própria implementação da LR, que exige, de fato, uma estruturacomplexa para recolher, armazenar e tratar resíduos e um investimento inicial alto.“E quais são as ferramentas usadas para medir a eficiência da Logística Reversa? Se você não sabe mensurar, como vaifalar que tem um problema?”, questiona. De acordo com Vick, nem mesmo os CEOs sabem muito bem como executar oprocesso, por isso, eles devem ser educados sobre os valores recuperados, pela própria cultura da empresa.Logística Reversa é a estratégia que, na visão de André Saraiva, diretor de Responsabilidade Socioambiental da Abinee –Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – permite um aumento de participação da empresa no mercadoa partir de um programa de take back. “A conscientização e a destinação ambientalmente adequada de um produto podetrazer, a esse consumidor, o entendimento sobre uma marca muito mais responsável e direta do que qualquer comercial. Éuma aposta no consumo consciente”, diz.CONSCIENTIZAÇÃO BASTA?Esse é outro ponto fundamental. Além da responsabilidade dos fabricantes ao se desfazerem daquilo que criaram com omenor impacto para o meio ambiente, precisa haver o compromisso dos clientes de fazer a melhor compra e não se guiarapenas pelo menor preço. A LR reversa começa no momento em que o produto é produzido, se estende ao ato da compra ereinicia o ciclo quando é devolvido como matéria-prima para ser reinserido.Há inúmeras empresas que diminuíram o tamanho das embalagens de seus produtos sem afetar seu conteúdo para gerarmenos lixo, que montam os equipamentos que comercializam pensando na facilidade que terão em desmontá-los parareciclá-los depois e claro que procuram utilizar materiais reciclados e, principalmente, recicláveis em sua confecção.SITE: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/conteudo_471850.shtmlLogística Reversa – Reversa Logística
  • 9. 26/07/2007Nos últimos anos, a Logística Empresarial vem sofrendo uma constante evolução, sendo considerado um dos principais elementos naelaboração do planejamento estratégico, e muitas vezes responsável por enorme geração de vantagem competitiva às empresas. Apartir dos anos 90 com a constante preocupação sobre a utilização dos recursos naturais, assim como o acúmulo de produtosindustrializados nos grandes centros. As grandes empresas passaram a ser as culpadas pela sociedade por este problema. As grandesorganizações passaram a ter uma nova preocupação; como seria possível encontrar a resolução para esta situação sem geraraumento de custos e despesas. Com o advento deste cenário surgiu o conceito de Logística Reversa.Define-se como Logística Reversa, a área que planeja, opera e controla o fluxo, e asinformações logísticas correspondentes ao retorno dos bens de pós-venda e de pós-consumoao ciclo de negócios ou ao ciclo produtivo, através dos Canais de Distribuição Reversos,agregando-lhes valor de diversas naturezas: econômico, ecológico, legal, competitivo, deimagem corporativa, dentre outros.Enquanto a Logística Tradicional trata do fluxo dos produtos fabrica x cliente, a LogísticaReversa trata do retorno de produtos, materiais epeças do consumidor final ao processoprodutivo da empresa. Devido à severa legislação ambiental e também por grandeinfluência da sociedade e organizações não governamentais, as empresas estão adotando autilização de um percentual maior de material reciclado ao seu processo produtivo, assimcomo também passaram a adotar procedimentos para o correto descarte dos produtos quenão possam ser reutilizados ou reciclados.A implantação da Logística Reversa vem atender ao público cada vez mais consciente esensível quanto à prevenção do meio ambiente, tanto que se tornou uma das maisimportantes decisões estratégicas face ao crescente ambiente de competitividade presentenas empresas modernas, que vivem em constante busca por soluções que agreguem valorperceptível aos seus consumidores finais. Frente a estes novos paradigmas empresariais dalogística moderna, a alta velocidade de reação garantida por sistemas de manufaturaflexíveis e de informatização logística, como também ao alto nível de relacionamento comos clientes e consumidores finais criando ligações duradouras, são ações que estão sendoadotadas na maior parte destas empresas.Esta preocupação pela melhoria na performance e na qualidade do produto, se transformaem condições básicas e qualificadoras, consideradas essenciais e necessárias para participardo mercado, porém não mais suficientes, pois já tem sido observado que tais condiçõesconferem à empresa e ao produto diferenciais competitivos por períodos de tempo cada vezmais curtos.A questão principal da Logística Reversa é a viabilização do retorno de bens através de suareinserção no ciclo de produção ou de negócios e para que isso ocorra, faz-se necessárioque se desenvolva numa primeira etapa a análise destes bens de pós-venda e de pós-consumo no intuito de definir o estado destes bens e determinar o processo no qual deveráser submetido. Os materiais podem retornar ao fornecedor ou podem ser revendidos seainda estiverem em condições adequadas de comercialização. Além disso, os bens podemser recondicionados, ou reciclados, portanto, um produto só é descartado em último caso.Sobre a Logística Reversa de Pós-venda específica área de atuação que se ocupa do equacionamento e operacionalização do fluxofísico e das informações logísticas correspondentes de bens de pós-venda, sem uso ou com pouco uso, que por diferentes motivosretornam aos diferentes elos da cadeia de distribuição direta, que se constituem de uma parte dos Canais Reversos pelo qual fluemestes produtos. Seu objetivo estratégico é o de agregar valor a um produto logístico que é devolvido por razões comerciais, erros noprocessamento dos pedidos, garantia dada pelo fabricante, defeitos ou falhas de funcionamento no produto, avarias no transporte,entre outros motivos. Este fluxo de retorno se estabelecerá entre os diversos elos da cadeia de distribuição direta dependendo doobjetivo estratégico ou motivo de seu retorno (OLIVEIRA, 2005).Denominaremos de Logística Reserva de Pós-consumo à área de atuação da Logística Reversa que igualmente equaciona eoperacionaliza o fluxo físico e as informações correspondentes de bens de pós-consumo descartados pela sociedade em geral que
  • 10. retornam ao ciclo de negócios ou ao ciclo produtivo através de canais de distribuição reversos específicos. Constituem-se bens de pós-consumo os produtos em fim de vida útil ou usados com possibilidade de utilização e os resíduos industriais em geral. Seu objetivoestratégico é o de agregar valor a um produto logístico constituído por bens inservíveis ao proprietário original, ou que ainda possuamcondições de utilização, por produtos descartados por terem atingido o fim de vida útil e por resíduos industriais. Estes produtos depós-consumo poderão se originar de bens duráveis ou descartáveis e fluírem por canais reversos de Reuso, Desmanche, Reciclagematé a destinação final (OLIVEIRA, 2005).O objetivo estratégico mais evidente na implementação da Logística Reversa nas empresas,é o de agregação de valor econômico, porém observa-se que mais recentemente, dois novosfatores incentivam decisões empresarias em sua adoção: o fator competitividade comintuito da fidelização do consumidor e o fator da conscientização ecológica.Quando todas as empresas constatarem os benefícios da implementação da Logística Reversa em sua organização, seus principaisobjetivos passarão a ser de responsabilidade pelos seus produtos e embalagens, desde o projeto até a sua disposição final,desenvolvendo assim entre a empresa e seus clientes, relacionamentos colaborativos dentro e além dos limites da sua própriaorganização, proporcionando a preservação da natureza e conseqüentemente colaborando com a melhoria na qualidade de vida dasociedade em geral.SITE: http://www.revistaportuaria.com.br/site/?home=artigos&n=zTq&t=logistica-reversa-reversa-logistica