Pancreatite canina

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Pancreatite canina

  1. 1. Pancreatite Aguda Canina WWW.VETLABORATORIO.COM.BR
  2. 2. PANCREATITE AGUDA <ul><li>A pancreatite aguda é um processo </li></ul><ul><li>inflamatório e apresenta duas formas clínicas: pancreatite aguda leve, intersticial ou edematosa; e a pancreatite aguda purulenta </li></ul>
  3. 3. EPIDEMIOLOGIA DA PANCREATITE <ul><li>A pancreatite aguda é uma doença comum em cães, fêmeas e machos castrados tem maior risco de desenvolver pancreatite aguda que machos sexualmente intactos. </li></ul><ul><li>Em relação à idade, os cães de meia idade a idosos estão mais predispostos a desenvolver pancreatite </li></ul>
  4. 4. EPIDEMIOLOGIA DA PANCREATITE <ul><li>Comparando as diversas raças, constatou-se que as raças do tipo terrier (Schnauzer Miniatura, Airedale, Cairn Terrier) e não-esportivas (Poodle miniatura, Lhasa Apso) possuem risco potencial para desenvolver a doença, embora seja possível que o estilo de vida, especialmente em relação a dieta e exercício, constitua o fator determinante e não a raça em si. </li></ul>
  5. 5. FATORES PREDISPONENTES <ul><li>Obesidade </li></ul><ul><li>Dieta com Alto Teor de Gordura </li></ul><ul><li>Drogas ( azatioprina, furosemida, diuréticos tiazídicos, Sulfonamidas, Tetraciclinas, Clorpromazina, brometo de potássio, estrogênio, ácido valpróico e agentes quimioterapicos) </li></ul><ul><li>Doenças Intercorrentes </li></ul><ul><li>Uremia </li></ul><ul><li>Isquemia Pancreática </li></ul><ul><li>Infecção </li></ul><ul><li>Hipercalcemia </li></ul><ul><li>Hiperlipoproteinemia </li></ul><ul><li>Obstrução dos Ductos Pancreáticos </li></ul><ul><li>Trauma Abdominal e procedimentos Cirúrgicos </li></ul>
  6. 6. Sinais Clínicos e Achados Físicos <ul><li>Os sinais clínicos variam em severidade de um vago mal-estar à morte súbita </li></ul><ul><li>Em cães a doença geralmente se manifesta com um início súbito de vômito severo, dor abdominal, anorexia, depressão, icterícia, fraqueza, desidratação e febre </li></ul>
  7. 7. Sinais Clínicos e Achados Físicos <ul><li>O vômito pode levar o paciente a um quadro de alcalose metabólica e o choque pode resultar em acidose metabólica </li></ul><ul><li>A dor abdominal pode se severa aguda e particularmente evidente no quadrante abdominal superior direito </li></ul><ul><li>Podem ocorrer sinais clínicos indicativos de distúrbios da coagulação, tais como petéquias, equimose, epistaxe e hematomas. </li></ul>
  8. 8. Exames Laboratoriais <ul><li>O exame laboratorial é essencial para um diagnóstico preciso </li></ul><ul><li>Nas fases iniciais da pancreatite aguda, a resposta leucocitária é típica de estresse, com leucocitose por neutrofilia acompanhada de linfopenia e eosinopenia </li></ul><ul><li>Com a evolução do processo, pode haver exacerbação da neutrofilia, surgindo por vezes desvio nuclear à esquerda regenerativo leve que nos estágios terminais pode se tornar degenerativo </li></ul>
  9. 9. Exames Laboratoriais <ul><li>A urina para análise deve ser obtida antes de se administrar fluidos para avaliar melhor a patogenia da azotemia. Outros aspectos importantes para verificar a progressão da doença e estabelecer comparação com os valores séricos são os teores de glicose e bilirrubina na urina </li></ul>
  10. 10. Exames Laboratoriais <ul><li>Amilase e lipase geralmente aumentam paralelamente, mas a avaliação simultânea de ambas é melhor para o diagnóstico. Quando há pancreatite severa, uma enzima ou ambas podem estar normais, provavelmente devido a depleção de enzimas armazenadas no pâncreas </li></ul>
  11. 11. Exames Laboratoriais <ul><li>A magnitude do aumento na atividade das enzimas pancreáticas nem sempre reflete a severidade da inflamação pancreática </li></ul>
  12. 12. Exames Laboratoriais <ul><li>Como amilase e lipase são excretadas na urina, uma insuficiência renal pode resultar no aumento destas </li></ul><ul><li>A administração de corticosteróides, como a dexametasona, eleva significativamente a atividade da lípase sérica e diminui ou mantém normal a atividade da amilase sérica sem evidencias clinicas e histológicas de pancreatite </li></ul>
  13. 13. Exames Laboratoriais <ul><li>Por ser de origem especificamente pancreática no cão, a Lipase Imunorreativa é um teste específico para pancreatite aguda, sendo um indicador mais precoce que as atividades de amilase e lípase séricas. </li></ul>
  14. 14. Exames Laboratoriais <ul><li>Em contraste com a atividade da lipase sérica, a Lipase Imunorreativa não é afetada pela insuficiência renal ou administração de prednisona, podendo ser utilizada para diagnosticar a pancreatite aguda em pacientes com insuficiência renal crônica ou, e os pacientes tratados com prednisona. </li></ul>
  15. 15. Exames Laboratoriais Comparação entre a sensibilidade dos métodos para o diagnóstico de pancreatite em cães
  16. 16. Exames Laboratoriais <ul><li>As determinações de glicose no sangue têm utilidade não como prova diagnostica para pancreatite aguda, mas na avaliação da possibilidade de ocorrência simultânea de diabetes mellitus </li></ul><ul><li>A hipocalcemia pode ser observada em pacientes com pancreatite </li></ul>
  17. 17. TRATAMENTO CLÍNICO <ul><li>Os cincos princípios do tratamento da pancreatite aguda são: </li></ul><ul><li>manter a glândula pancreática em repouso, </li></ul><ul><li>inibir a secreção exócrina do pâncreas, </li></ul><ul><li>inibir as enzimas liberadas, </li></ul><ul><li>retirar as enzimas liberadas e </li></ul><ul><li>aumentar a microcirculação pancreática </li></ul>
  18. 18. TRATAMENTO CLÍNICO <ul><li>Atualmente não há terapia medica ou cirúrgica que possa efetivamente limitar a inflamação, a autodigestão e a necrose pancreática </li></ul><ul><li>O tratamento do paciente permanece ainda amplamente conservativo, com atenção direcionada a manter um adequado volume circulatório, maximizar a perfusão renal, dar suporte respiratório, e corrigir o choque e as anormalidades hidro-eletrolíticas e ácidobásicas </li></ul>
  19. 19. Complicações Crônicas e seqüelas Freqüentemente há o desenvolvimento de deficiências pancreáticas acinares e ou insulínicas, especialmente quando ocorrem episódios de recorrência com fibrose e atrofia da glândula, resultando em insuficiência pancreática exócrina (IPE) e diabetes mellitus, respectivamente, as quais são as complicações mais comuns da pancreatite aguda
  20. 20. Prognóstico Embora muitos pacientes se recuperem, a pancreatite é uma doença imprevisível, com curso clínico prolongado, de gravidade e difícil para determinar um prognóstico, o qual geralmente é reservado
  21. 21. VetLab laboratório de Referência Fonte: http://www.qualittas.com.br/documentos/Pancreatite%20Aguda%20em%20Caes%20-%20Ana%20Paula%20de%20Abreu%20Silva.PDF

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