Catalogo gambioactivos web

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Catalogo gambioactivos web

  1. 1. REALIZAÇÃOAPOIO CULTURALPROJETOS PARCEIROSPATROCÍNIO
  2. 2. APRESENTA:AGAMBIARRA NOS TEMPOS DO DIGITAL EXPOSIÇÃO COLETIVA KLUDGISTS KLUDGING INADIGITALERA Collective Exhibition 19/nov a 15/dez 2010 Espaço Centoequatro - Belo Horizonte - Brasil www.gambiologos.com
  3. 3. “Nule die sine linea” “Nule die sine linea” The future is precarious, no doubt. Among theO futuro é precário, não há dúvida. Entre pessimistic forecasts of Blade Runner and the comic-previsões pessimistas de Blade Runner e optimistic ones of The Jetsons, science fictioncômico-otimistas nos Jetsons, por pouco almost hit it. But instead of flying vehicles, wea ficção científica não acerta em cheio. have lascivious information on social networks andMas ao invés de veículos voadores, temos in place of floating cities, we have unfulfilled environmental treaties. There are no domestica informação lasciva nas redes sociais e robots, only ourselves.no lugar das cidades suspensas, tratadosecológicos não cumpridos. Não há robôs We reached 2010 and there is nothing more naturalserviçais, mas nós mesmos. than Gambiologia** (Kludgeology) - the science of improvisation combined with electronic-digitalChegamos em 2010 e não há nada mais natural techniques. It is the celebration of gambiarra* (kludge) through critical attitude, lack ofque a Gambiologia - a ciência do improviso resources or simply, as an aesthetic option. Andaliada às técnicas eletrônico-digitais. É a also technology - as fuel or addiction - and becausecelebração da gambiarra por postura crítica, there is no turning back. Kludging is a form ofpela ausência de recursos ou simplesmente hacking and also a political attitude.como opção estética. E a tecnologia, por This exhibition presents a selection of works invício ou como combustível - e porque não which the functional shift, recycling, revivalhá mais volta. A gambiarra é uma forma de of the obsolete, the use of alternative materialshackeamento e também uma atitude política. and another way of thinking about technology have materialized themselves into mutant, plural andEsta exposição apresenta uma seleção de provocative forms. Here, there is a breakdown of boundaries between the industrial and theobras em que o deslocamento funcional, a handcrafted, the art and the design, the creatorreciclagem, a valorização do obsoleto, o uso and the curator. Art forms that feed on their ownde materiais alternativos e uma outra maneira remains, digest them and throw them back to us.de se pensar a tecnologia materializam-se Kludges from various degrees of improvisation andem formas mutantes, plurais e provocativas. with decreasing levels of technology.Há aqui um rompimento dos limites entre o From Vogel’s aesthetic refinement to Gambiociclo’sindustrial e o artesanal, a arte e o design, excesses. From Eyewriter’s high/low techo artífice e o curador. Formas de arte functionalism to illuminated prisms. From theque alimentam-se dos próprios restos, os subtlety of crystal goblets and projected waterdeglutem e nos jogam de volta. Gambiarras drops to a giant in (out-of) tune octopus. A surveillance camera that loses focus and function.dos mais diversos graus de improviso e com Household appliances that come to life, that swing:decrescentes níveis de tecnologia. Arduino creations. Sounds coming from cardboard, wood, light. The irreverence of a meeting betweenDo refinamento estético de Vogel aos excessos powerdrills and a weird but brilliant watch. Liquiddo Gambiociclo. Do funcionalismo high/ iron amplifying noises of a fluid society. The future will be infinitely high tech or simply a celebrationlowtech do Eyewriter a prismas iluminados. of obsolescence?Da sutileza de taças de cristal e gotasd’água projetadas a um polvo gigante e (des) “We were Xiphopagus. We were Cannibals. Now we areafinado. Uma câmera de vigilância que perde Kludgists”.foco e função. Eletrodomésticos que ganham Fred Paulino - curator and organizervida, balançam: seres de sobrenome Arduino.Sons que vêm do papelão, da madeira, da --------------------------------------------------luz. A irreverência de um encontro entrefuradeiras e um relógio esquisito, mas * ‘Gambiarra’ is a Brazilian – but not only -genial. Ferro líquido amplificando ruídos cultural practice which refers to ‘solving problems in alternative ways’ or ‘giving unusual functionsde uma sociedade fluida. Será o futuro to objects.’ There is no exact translation ininfinitamente hightech ou simplesmente uma English so we use ‘kludge’ as the most appropriatecelebração da obsolescência? one: ‘a workaround, a quick-and-dirty solution, a makeshift, a clumsy or inelegant, yet effective,“Nós éramos xifópagos. Quási chegamos a ser solution to a problem, typically using parts thatderódimos. Fomos antropófagos. Agora somos are cobbled together’ (from Wikipedia).gambiólogos”. ** Gambiologia (Kludgeology) is a neologism which refers to a mix between kludges and technology. ItFred Paulino - curador e organizador can also be understood as ‘the science of kludging’.
  4. 4. GAMBIOCICLOColetivo Gambiologia:Fred Paulinolucas MafraPaulo Henrique Pessoa ‘Ganso’Escultura ambulante2010
  5. 5. Gambiociclo é uma Unidade Móvel deTransmissão Multimídia. Um triciclo decarga modificado contendo equipamentoseletrônicos - gerador elétrico,computador, câmera, projetor,altofalante - para realização deprojeções interativas de vídeo egraffiti digital no espaço urbano. Aconstrução do veículo é inspirada nosvendedores ambulantes anônimos quetransitam sobre rodas nas cidadesbrasileiras, em sua maioria vendendoprodutos ou anunciando propagandapolítica. O Gambiociclo, no entanto,na medida em que reúne elementos daperformance, do happening, da arteeletrônica, do graffiti e da gambiarra,subverte essa lógica: anuncia tãosomente um novo tempo, de diálogodireto e democrático entre quempresencia e participa da intervençãoe sua cidade.Patrocínio:
  6. 6. Ainda Estão VIvosPaulo WaisbergTécnica Mista - Monitoresempilhados e LEDs.2010
  7. 7. Na pilha de monitores obsoletos e em variados estágiosde deterioração, alguns ainda funcionam. Eles foramconectados a um PC aberto, através de um divisor deimagens. Um looping com um olho piscando, acendeos que ainda estão vivos por mais algumas semanas.Todos os cabos estão expostos da maneira que foramligados. No fundo, uma bateria de LEDs vermelhos.
  8. 8. RELÓGIO ESQUISITO(EXQUISITE CLOCK)João Wilbert / FabricaTecnologia obsoleta reapropriada,plataforma web open-source2009
  9. 9. O relógio esquisito é composto de fotos de númerosenviados por pessoas em todo o mundo. Tiradas com oaplicativo de iPhone, essas fotos aparecem em temporeal em todas instalações do relógio ao redor domundo, incluindo o desta galeria.http://exquisiteapp.org
  10. 10. POLVO Paulo Nenflídio Tubos e conexões de PVC, válvulas solenóides, compressor de ar, tubo de borracha, conduítes azuis, pulverizador de água 2010Polvo é um aparelho sonoro. Sua forma escultórica lembra a forma deum polvo. Possui uma cabeça que pulveriza água quando pressionado umbotão vermelho do teclado. Outros 8 interruptores acionam válvulasque se abrem deixando escapar ar comprimido por dentro de tubulaçõesde conduíte. Um assobio com notas diversas imprevisíveis é produzido.O som lembra um lamento de um bicho desconhecido. Único da espécie.Para construção desta obra foi feito uso de materiais totalmenteencontrados em lojas de materiais de construção. A gambiarra é usadaneste processo ao modificar a função original destes materiais.
  11. 11. GAbinete de curiosidadesjean baptiste 333Paulo Henrique Pessoa ‘Ganso’Colecionismo psicodélico2010
  12. 12. SELF STIMULATING CLOSED LOOPPeter VogelCircuitos eletrônicos, madeira1979
  13. 13. FURADEIRASGuto lacazColagem2000
  14. 14. Duas gerações de furadeiras, umamanual de manivela coroa e pinhãoe outra elétrica com bateria. Sãounidas pelos mandris através de umeixo. Quando ligada, a elétrica põeem movimento a manual, formando umbelo conjunto cinético.
  15. 15. PASSO A PASSOo GrivoTécnica Mista2010
  16. 16. Gambiologiaa criatividade que nos faz humanos Três minutos antes da abertura, artistas e integrantes da equipe de montagem ainda subiam e desciam as escadas do espaço Centoequatro carregando ferramentas e material. Atenção totalmente concentrada na solução de questões de última hora. Não poderia ser diferente. Fred Paulino, idealizador e curador da exposição, conta que o Gambiociclo, peça sua com Paulo Henrique ‘Ganso’ e Lucas Mafra que indica o caminho para a sala, é um trabalho em progresso - ela se transforma, ganha novos elementos, evolui ao longo de cada iteração. Faz parte da maneira gambiológica de fazer as coisas: sempre em transformação. Antes mesmo de entrar na sala, um tapete feito de teclados de computador dá o tom lúdico, irônico e iconoclasta que emerge da exposição. Só quem já experimentou entende o prazer secreto de pisar em computadores, e os Gambiólogos resolveram compartilhar essa sensação com os visitantes. Como os exemplos de gambiarra abundam nas culturas brasileiras, Fred traçou uma linha para a seleção: as obras precisariam envolver (e questionar) tecnologias. A primeira impressão ao circular pela mostra evoca justamente o questionamento do determinismo tecnológico - a suposta autoridade dos fabricantes de qualquer produto em encerrar seus usos possíveis. Na Gambiologia, a afirmação “isso serve para...” é substituída pela questão: “o que pode ser feito com isso?”. Essa inversão está presente nas colagens de artefatos como o “Gabinete de Curiosidades Jean Baptiste 333” ou o “Trigger de Objetos Cotidianos”. São reeditados também alguns já conhecidos contrastes ou tensões contemporâneas: analógico/elétrico (“Furadeiras”), analógico/eletrônico (“Desconcerto”), abstrato/sensível (“Sequenciador de Papelão + V^2”). Outras obras ainda incorporam um
  17. 17. maior grau de complexidade (“Performance a certeza do potencial de interconexão ede desenho autônomo”, “Self stimulating recombinação entre os elementos constituintesclosed loop”, “Eyewriter”), mas sem fugir de todas as obras expostas. Surge a sensaçãodo componente funcional e estético da baixa de que tudo ali pode ser reinterpretado,tecnologia. remanejado, remixado. As peças trabalham com uma diversidade de materiais: canos, papelão,Mais do que mero elogio da precariedade, a computadores, hardware e software livre,Gambiologia promove uma confluência entre a latas de spray, câmeras, garrafas, motoresvalorização da sensibilidade do artesão - o de passo, sensores, liquidificadores, silvermanuseio, o conhecimento tácito, os materiais tape e por aí vai. Um hipotético exercício-, o reuso como caminho inclusive para a colaborativo de reconstrução - em que seredução do impacto ambiental, o ativismo desmontassem todas as obras e convocassemmidiático e o experimentalismo criativo. os artistas para criar outras com os mesmosComo pode ser efetivamente ouvido e sentido materiais - seguramente resultaria em outrosna mostra, a Gambiologia dialoga com os trabalhos interessantes e questionadores. Omundos do design e da arte, como um lembrete espírito gambiológico está mais na atitudedaquele impulso criador que opera no ruído, de enxergar o mundo como repleto de recursosno improviso, na cacofonia e na exploração interpretáveis de múltiplas formas do queda indeterminação - eterna tentativa de nas escolhas específicas de cada obra.dominar e superar o programa da máquina, comosugeria Flusser. Aquilo que no “mundo real”, A gambiarra está associada ao tipo delonge das exposições de arte, é instintivo adaptabilidade que em última instância nos- a adaptação criativa às circunstâncias - faz humanos - observar o entorno e, comvira aqui um caminho estético consciente, o que temos à mão, solucionar problemas.que incorpora uma reflexão ética e política, É um conhecimento ancestral, que até hácrítica do consumismo insustentável, do mundo pouco aparecia espontaneamente nas culturassuperficial da pose e das aparências. Que brasileiras como resultado da precariedade.não se confunda a gambiologia com o design Os eventuais bons mares do crescimentovernacular. Enquanto este captura elementos econômico, da redistribuição de renda e dado cotidiano, aquela traz a criatividade maior oferta de produtos manufaturados nãotácita das ruas para dentro do próprio podem nos deixar esquecer dessa sabedoriaprocesso de criação e desenvolvimento. Ela cada vez mais necessária em um mundo deconfigura também uma ponte de ligação entre crises econômicas, colapso ambiental eessa potência criativa de inspiração popular demanda por criatividade. Iniciativas comobrasileira com tendências que têm emergido a mostra Gambiólogos estão aí para nosrecentemente em todo o mundo - a cena maker, recordar disso.as plataformas de hardware aberto como oArduino, os laboratórios de prototipagem e FeliPe FonseCa é integrante da redefabricação. Metareciclagem (http://rede.metareciclagem. org) e do coletivo editorial Mutirão daO que pode surpreender no trabalho dos Gambiarra (http://mutgamb.org). Vive emGambiólogos é a familiaridade quase primitiva ubatuba/sP e às vezes escreve em um blogueque ele emana - uma certa organicidade e (http://efeefe.no-ip.org).
  18. 18. GambiologiaThe creativity that makes us human Three minutes before the opening, artists and team members were still running up and down the stairs of the Espaço Centoequatro carrying tools and equipment. They were completely focused on last minute issues. It could not be different. Fred Paulino, creator and curator of the exhibition, says the Gambiociclo, his work with Paulo Henrique ‘Ganso’ and Lucas Mafra, which points the way to the living room, is a work in progress - it transforms itself, gaining new elements, evolving over each iteration. It is part of the gambiological way of doing things: always changing. Before you even enter the room, a rug made of computer keyboards sets the playful, ironic and iconoclastic tone that emerges from the exhibition. Only those who have experienced the secret pleasure of stepping on computers, understand it, and Kludgists decided to share this feeling with visitors. Since examples of gambiarras abound in Brazilian culture, Fred drew some parameters for selection: the works would need to involve (and question) technologies. The first impression as one goes around the show evokes the question of technological determinism - the supposed authority of any product manufacturer to limit their possible uses. In Kludging, the statement “this is for ...” is replaced by the question: “what can be done with it?”. This inversion is shown in the collages of artifacts such as the “Curiosity Cabinet Jean Baptiste 333” or “Everyday objects Trigger .” Some contemporary contrasts or tensions already known are also reissued: analog / electrical (as in “Powerdrills”), analog / electronic (as in “Deconcert”), abstract / sensitive (as in “Cardboard Sequencer” + V ^ 2”). Other works also incorporate a higher degree of complexity (“Autonomous Drawing Performance”, “Self stimulating closed-
  19. 19. loop”, “Eyewriter”), but without abandoning the elements of all the works. There isthe aesthetic and functional component of a feeling that everything there can bethe low-tech. reinterpreted, rearranged, remixed. The pieces show a variety of materials: pipes,More than a mere praise to the precariousness, cardboard, computers, hardware and freeKludgeology promotes a confluence between the software, spray cans, cameras, bottles,appreciation of the craftsman’s sensitivity stepper motors, sensors, blenders, duct- the handling, the tacit knowledge, the tape and so on. A hypothetical collaborativematerials - the reuse even as a way to exercise of reconstruction - where all worksreduce the environmental impact, the media were taken apart and artists would conveneactivism and the creative experimentation. to make others with the same materials –As it can be heard and felt in the would certainly result in interestingexhibition, Kludgeology dialogues with the and instigating works. The gambiologicalworlds of design and art, as a reminder of spirit is more present in the attitude ofthe creative impulse that unfolds in the seeing the world as filled with interpretablenoise, improvisation, and exploration in the resources of multiple forms than in thecacophony of indeterminacy - the perennial specific choices of each work.attempt to master and overcome the machine’sprogram, as suggested by Flusser. What, in Kludging is associated with the type ofthe “real world”, away from art exhibitions, adaptability that ultimately makes us humanis instinctive - the creative adaptation to - to observe the surroundings, and with whatcircumstances - becomes here a conscious we have at hand to solve problems. It isaesthetic way, which incorporates an ethical an ancient knowledge, which until recentlyand political reflection, a criticism of the appeared spontaneously in Brazilian culturesunsustainable consumerism, the superficial as a result of precariousness. The fortuitousworld of pose and appearance. Do not mistake optimistic trends on economic growth, incomeKludgeology by vernacular design. While the redistribution and increased supply oflatter captures elements of daily life, manufactured goods cannot let us forget thisthe former brings tacit creativity to the increasingly necessary wisdom in a worldstreets into the very process of creation of economic crises, environmental collapsesand development. It also creates a bridge and demand for creativity. Initiatives suchbetween this power of Brazilian popular as the Gambiólogos are here to remind us ofcreative inspiration with trends that have that.recently emerged in the world - the scenemaker, open hardware platforms such as FeliPe FonseCa is a member of the redeArduino, laboratories for prototyping and Metareciclagem (http://rede.metareciclagem.manufacturing. org) and of the collective editorial Mutirão da Gambiarra (http://mutgamb.org). He livesWhat may be surprising in the work of in ubatuba/sP and sometimes write in a blogKludgists is an almost primitive familiarity (http://efeefe.no-ip.org).that it emanates - a certain organicityand the conviction in the potential ofinterconnection and recombination among
  20. 20. SEQUENCIADORDE PAPELÃO + V^2Jácome Jarbasricardo BrazileiroComputador, papelão, acrílico,webcam, altofalantes, circuitoseletrônicos2010 Instalação interativa que permite a modelagem de uma escultura digital visual e sonora através dos movimentos dos dedos do visitante sem o toque físico. Trata-se de uma simbiose da pesquisa de máquinas de modelagem de esculturas digitais, como o “Vitalino” de Jarbas, e a pesquisa de construção de instrumentos sonoros utilizando circuitos e papelão, como o “Papelão Sequencer Amplificado” de Ricardo.
  21. 21. As obras isso (Taça de Cristal) e isso (Taça azul)são duas máquinas orgânicas que podem funcionarindividualmente ou interconectadas, como se estivesseem simbiose. Em cada uma delas, um video de um objetoanimado fala e respira. O som de suas vozes é percebidopor circuitos eletrônicos, acionando motores queemitem ruídos. Assim como outras obras produzidas pelaartistas, as máquinas têm comportamento autista e sóinteragem entre si.
  22. 22. ISSO (TAÇA AZUL) Mariana Manhães Engenheiro: antonio Moutinho MP4 Player; circuitos eletrônicos; motor vibracall; alto-falantes; madeira; conector canon; alumínio e outros materiais. 2008ISSO (TAÇA DE CRISTAL)Mariana ManhãesEngenheiro: antonio MoutinhoMP4 Player; circuitos eletrônicos;motor vibracall; alto-falantes;madeira; conector canon; alumínioe outros materiais.2008
  23. 23. DESCONCERTOaruan Mattos desconcerto em torno de sons e engrenagens éFlavia regaldo entoado por agulhas que relatam centros emManuel andrade movimento. Através de discos gravados manualmente são gerados retratos ruidos. Energia mecânica,Gravação analógica de músicas e entrevistas desconcerto sem sol, desconcerto em sombra maior,em superficie de CD. Entrevistas realizadas poesia de pedra, poesia asfaltica, disco-lixo,no centro de Belo Horizonte. disconcerto. Fim do tempo.2010
  24. 24. SUBMERSO (UNTER ASSER) Wandré WakkoCaixas de som, acrílico, ferrofluid, Arduino, imãs2010
  25. 25. submerso é uma instalação interativa baseada emmagnetismo. Imãs manipulados pelo público tem opoder de desenhar um liquido que reage a camposmagnéticos que ao mesmo tempo são captados porsensores que transcrevem o movimento em som.
  26. 26. PRISMATIC GAMBIÈRREsaulo PolicarpoProcesso de lapidação em vidrocolorido / Eletrônica básica nainstalação dos LEDs / Corte e soldaem polímero na estrutura2010
  27. 27. “A visão é uma experiência, as cores uma sensação,mudar isso é como entrar em outro mundo, se osolhos são a janela da alma, distorcê-la é mesmo quemudar de casa, ou viajar para outro lugar. Essa é ainspiração para o Prismatic Gambièrre. O objetivoé proporcionar a experiência do ver de uma formadiferente, com cores, formas e luzes, multiplicar todaa experiência da visão pelo expoente das faces daslentes. Mecanismos gambiológicos: Física - O processode lapidação proporciona a distorção e multiplicaçãodas imagens e aumento do campo de visão; Eletrônico- os LEDs são acionados por liga/desliga comum, asluzes nas laterais têm o objetivo de passar pelasfaces que estiverem voltadas para os mesmos, causandouma certa nebulosa em torno da lente.
  28. 28. QuadroS GambiológicoS 1, 2 e 3Fred Paulinolucas MafraTécnicas mistas eletrônicase adesivação2010
  29. 29. Objetos estéticos multifuncionais.São ao mesmo tempo quadro, placa,escultura, player de música eluminária.
  30. 30. OSCILANTEFernando ancilleandro aragãoMarcelo adãoVideobjeto2010
  31. 31. Perseguindo um uso mais criativo de paisagens e lugares, a ação que deuinício às atividades deste coletivo consiste no ato de pendurar balanços(de corda e madeira) em locais diversos da cidade. Os objetos implan-tados são um convite aos passantes à interação lúdica com espaços quenormalmente são próprios da correria e do negócio. Subvertendo o uso edando outro significado a coisas dadas como obsoletas, oscilante é um novotrabalho que faz balançar imagens desta fábula que narramos.
  32. 32. AMBULANTE Um aparato de natureza móvel. SuaFernando ancil estrutura básica consiste em um elemento doméstico e um elementoleandro aragão da rua unidos por porcas eMarcelo adão parafusos. Outros componentes doVideobjeto objeto são: bateria e dispositivos2009 para reprodução e captação de imagens. Empurrado pelas ruas da cidade, este mecanismo de comunicação e deambulação propõe a cada transeunte um corpo a corpo, oferecendo e capturando imagens, aleatoriamente, num circuito infinito de sensibilização e de retro-alimentação. Até o coração parar de bater.
  33. 33. TOC: trigger deobjetos cotidianosFernando rabeloEletrodomésticos usados +placa de automação residencial2010
  34. 34. Em nossas casas ritmos sonoros são criados diariamente nas ações automáticas com as tecnologias (ligar/desligaraparelhos, acender/apagar as luzes, computadores etc). Por força de hábito parece que vamos acostumando comos novos ruídos oriundos das novidades tecnológicas como barulhos de alarmes de carro, aspiradores de pó,liquidificadores, celulares etc. Será que o ruído desses eletro-instrumentos podem passar despercebidos devidanossa imersão nas tarefas cotidianas, por vezes repetitivas e impessoais? Qual seria nossa reação se deixássemosos mesmos instrumentos serem controlados eletronicamente, tirando a ação humana desse ambiente?
  35. 35. PERFORMANCE DEDESENHO AUTÔNOMOeduardo imasakaRobô motorizado, computador,antena RF, caneta2009
  36. 36. Ilustrador autônomomo; robôholonômico (Kanayama 5.0) combraço mecânico conectado a umcomputador; autômato guiadopor sinais RF no ambiente, quealteram o desenho em linhas.
  37. 37. Poéticas do Improviso:a arte no horizonte do possível“Não será novidade nenhuma afirmar que noBrasil a gambiarra é uma prática endêmica”.Ricardo Rosas
  38. 38. Gambiólogos, com curadoria de Fred Paulino, complexo como 33 e Filmefobia; em instalaçõesé uma exposição surpreendente, um quase como Spio e Mobile Crash, em Lucas Bambozziparadoxo ao assumir tamanha amplitude para subverte a lógica dos dispositivos hackeandotratar do precário e do improvisado. As 25 seu funcionamento.obras reunidas em torno do tema “A Gambiarranos Tempos do Digital” oferecem um testemunho Os trabalhos presentes em Gambiólogos expandemeloqüente do estoque de criatividade esta vertente que concilia sofisticação econcentrada disponível em práticas ligadas à precariedade por meio de doses fartas dedesmontagem de hardware, à reutilização de invenção. Impossível esgotar, neste textomateriais, ao deslocamento de objetos, ao breve, a diversidade de abordagens existentesreaproveitamento de dejetos. na exposição. Dois exemplos, que servem como amostra deste universo complexo: Gambiociclo,São artistas de diferentes gerações, entre unidade de transmissão móvel que leva adianteGuto Lacaz, Paulo Nenflídio, Fred Paulino, a tradição de veículos urbanos nômadesJarbas Jácome, Fernando Rabelo e Alexandre presentes, por exemplo, na obra de KristofB, em recorte que permite entender os elos Wodiscko. O trabalho mistura componentesentre as formas pré-digitais da gambiarra, visíveis e invisíveis, buscando formas dee os desdobramentos mais recentes, em que transmissão que expandem o aspecto coletivo,a materialidade da sucata reprocessada distribuído e participativo comum nossobrepõe-se às contas e cálculos algorítmicos processos de rede. E Toc: trigger de objetostípicos dos computadores (incertos, pequenos, cotidianos, espécie de jukebox de aparelhospúblicos, defeituosos, médios, domésticos, dos mais diversos tipos, que ligam em desligamgrandes, portáteis, frágeis). em lógica imprevisível.Mas não se trata de uma retrospectiva, senão Gambiólogos, assim como os trabalhos incluídosde uma compilação. Outro paradoxo, quase: na exposição, é construída por um conjuntoa quantidade de obras, a diversidade dos maior que suas partes. Em conjunto, as obrasartistas, as sutilezas de abordagem, não fazem da exposição fornecem um diagnóstico amplosupor a coerência dos trabalhos incluídos na de práticas marcantes na arte brasileiramostra. Em certo sentido, a exposição montada desde, pelo menos, o modernismo (inclusive ono Cento e Quatro, em Belo Horizonte, é uma humor, a ironia, a síntese, a otimização deversão contemporânea do parque descrito por recursos e a problematização de conjunturasRousseau, em que todas as peças se encaixam, desfavoráveis). Além disso, os trabalhos quemenos o conjunto. Em Gambiólogos, o conjunto compõe esta taxonomia da gambiarra em temposencaixa, apesar da fratura explícita e de digital permitem discutir uma ética daintencional das partes. Aliás, um dos reciclagem que tornou-se central no mundoaspectos importantes da exposição é como a contemporâneo. Avesso do lixo: gambiologia...forma de funcionamento das obras é exibida.Conexões, engrenagens, equipamentos, tudo MarCus BasTos é diretor de trabalhoso que normalmente fica nos bastidores, faz premiados como o vídeo interativo “Interfaceparte do espaço oferecido ao público. Além de Disforme” (2006) e o curta-metragem “Radicaisobras, também estão presentes ali processos livre(o)s” (2007). desenvolveu trabalhos deque estimulam o acesso à tecnologia, em mapeamento como “coexistências” e “2346”,procedimento que resulta em um estímulo à com o grupo LAT-23, com quem também dirigiuapropriação criativa de seus componentes. o webdocumentário “Cidades Visíveis” (RUMOS Itaú Cultural, 2010). Criou, com Dudu Tsuda,São obras que propõe desdobramentos para composições audiovisuais como “ausênciasa postura de desconstrução do outro, de i-vii”, apresentada em eventos como Bienal doincorporação do externo, de subversão daquilo Mercosul, Mostra Live Cinema e Kino Lounge,que não pertence. Presente em Oswald de e “fluxos”, apresentado na exposição Paço dasAndrade, e o canibalismo literário da Revista Artes 40 anos. Foi curador de mostras comode Antropofagia; na videoarte desconcertante “Geografias Celulares”, exibidas na Fundaçãode Éder Santos, especialmente em trabalhos Telefônica em Buenos Aires e Lima, “instalação-como 4 maneiras de playtear a eternidade -->vídeo”, criada para a TV Sesc como parte dae Enciclopédia da Ignorância, em que o Mostra Sesc de Artes 2010. É curador do Vivoartista constrói dispositivos sofisticados de arTe.MoV - Festival internacional de arte emvisualização e fragmentação de imagens usando Mídias Móveis. Atualmente é professor da PUC-poucos recursos; no cinema corrosivo de Kiko sP e do Mestrado em design da universidadeGoifman, com filmes que combinam o doméstico e o anhembi-Morumbi.
  39. 39. Poetics of Improvisation:art in the horizon of the conceivable“There is nothing new in saying that in Brazilgambiarra is an endemic practice”.Ricardo Rosas
  40. 40. Gambiólogos, curated by Fred Paulino is an installations such as Spio and Mobile Crashamazing exhibition, an almost paradox in in Lucas Bambozzi which subvert the logic ofassuming such a dimension to address the the devices hacking their operation.precarious and the improvised. The 25 piecesgathered around the theme “Kludging in a The works present in Gambiólogos expand thisDigital Era” offer an eloquent testimony to the approach which combines sophistication andconcentrated creativity available in practices precariousness by means of generous dosesrelated to the dismantling of hardware, the of invention. It is impossible, in thisreuse of materials, the displacement of brief text, to explore all the diversity ofobjects, and the reuse of waste. approaches in the exhibition. Two examples represent a sample of this complex universe:They are artists of different generations, Gambiociclo, a mobile broadcast unit whichamong Guto Lacaz, Paul Nenflídio, Fred Paulino, carries on the tradition of urban nomadJarbas Jacome, Fernando Rabelo and Alexander vehicles, that exist for example in the workB, a cutout that allows us to understand of Kristof Wodiscko. The work mixes visiblethe links between the pre-digital forms of and invisible components, searching for formskludging, and the latest developments, where of broadcast which expand the collectivethe materiality of reprocessed scrap overlaps aspect, distributed and common participatorywith algorithmic calculations typical of in network processes; and Toc: trigger ofcomputers (uncertain, small, public, faulty, everyday objects, a kind of jukebox devicesaverage, domestic, large, portable, fragile). of various types, which turns on and off in an unpredictable logic.But this is not a retrospective, but acompilation. Another paradox, the amount of Gambiólogos, as well as the works in thisworks, the diversity of artists, the subtleties exhibition, comprise a group greater thanof approach, do not assume consistency in the its parts. Together, the works in thework included in the show. In a sense, the exhibition provide a comprehensive diagnosisexhibition set up in the Centoequatro, in of outstanding practices in Brazilian artBelo Horizonte, is a contemporary version of since, at least, modernism (including humor,the park described by Rousseau, in which all irony, synthesis, resources optimization andthe pieces fit together, but not the whole set. the questioning of a downturn). Moreover, theIn Gambiólogos, the whole set fits, despite works that comprise the taxonomy of kludgingthe explicit and intentional fracture of the in a digital era allow a discussion concerningpieces. Indeed, one of the important aspects the ethics of recycling that has becomeof the exhibition is how the pieces on display central in the contemporary world. Oppositefunction. Connections, gear, equipment, of garbage: Gambiologia...anything that is normally behind the scenes,is part of the space offered to the public. MarCus BasTos is a director of awarded worksBesides the works, processes that encourage such as the interactive video “Interfaceaccess to technology can also be seen, in Disforme” (2006) and the short-film “Radicaisa procedure that results in a stimulus to Livre(o)s“ (2007). He developed mapping workscreative appropriation of the components. as “coexistências” and “2346” with the LAT- 23 group, and also the web documenty “CidadesThose works propose developments for the Visíveis” (RUMOS Itaú Cultural, 2010).attitude of deconstruction of the other, of He created with Dudu Tsuda, audiovisualincorporating the external, of subversion compositions as “ausências i-vii”, presentedof what does not belong. They are present at events such as Bienal do Mercosul, Mostrain Oswald de Andrade, and the literary Live Cinema and Kino Lounge, and “fluxos”,cannibalism of the Revista de Antropofagia presented at the exhibition Paço das Artes(Antropophagy Magazine); in the disconcerting 40 years. He has curated exhibitions such asvideoart of Eder Santos, especially in works “ Geografias Celulares“, shown at Fundaçãolike 4 maneiras de playtear a eternidade and Telefônica in Buenos Aires and Lima,Enciclopédia da Ignorância (4 ways of playtear “instalação ---> video” created for TV SESCeternity and the Encyclopedia of Ignorance), in as part of the Mostra SESC de Artes 2010. Hewhich the artist builds sophisticated viewing is curator of Vivo arTe.MoV - internationaldevices and image fragmentation using few art Festival in Mobile Media. He is currentlyresources; in the corrosive cinema of Goifman a professor at PuC-sP and at the master’sKiko, with movies that combine the domestic program in design at the university anhembi-and the complex such as 33 and Filmefobia; in Morumbi.
  41. 41. Sem TítuloMilton MarquesMotor elétrico, camera, LEDs,diapositivos, controle remoto.2010
  42. 42. Mesa de edição mecânica paraconstrução de video-arte.
  43. 43. O INSTANTE IMPOSSÍVEL A luz emitida pela lâmpada noAlexandre B fundo da caixa ilumina as gotasPlacas de MDF, madeira, parafusos, que caem da garrafa, que sãosoquete, lâmpada LED dicróica, lentes projetadas com o sentido invertidode aumento, fio de energia, garrafas, na parede. Quando as gotas atingemconta-gotas de soro, bacias de as bacias, sons são produzidos.alumínio, água2010
  44. 44. GRAFFITI ANALYSIS 3.0evan rothTécnica Mista2010
  45. 45. Graffiti por: amador / dalata/ Hyper / o2leoVídeo projeção interativa emque os movimentos dos traçosde “tags” de graffiti sãodigitalizados em tempo real eexibidos em 3D.
  46. 46. O eyewriter permite artistas que sofreram paralisiaa desenharem com os olhos. Vencedor do prêmioprincipal Golden Nica no Ars Eletronica (Austria), umdos principais festivais de arte eletrônica do mundo,o projeto é uma criação coletiva de membros do FreeArt and Technology (F.A.T. Lab), OpenFrameworks e doGraffiti Research Lab.
  47. 47. The EYEWRITERTempt1evan rothChris sugrueZach liebermanTheo WatsonJames PowderlyTécnica Mista2009
  48. 48. Alexandre B a maquinarias ópticas e sonoras. To find Roth’s work online, just Ao lado de Flavia Regaldo realiza google “bad ass mother fucker”.Alexandre Braga Brandão é natural residência artística no Ja.ca -de Belo Horizonte e atualmente centro de arte e tecnologia com o evan-roth.comreside e trabalha em São Paulo. trabalho Teto, ações para o nada. graffitiresearchlab.comFormado em Comunicação Social pela A dupla vem desenvolvendo, entre fffff.atUFMG e Artes Plásticas pela Escola outros, o projeto Cicloritmoscópio, graffitianalysis.comGuignard/UEMG, desenvolve trabalhos um objeto móvel analógico com eyewriter.orgque trafegam entre o desenho, projetores de slides, brinquedovídeos e objetos. Tem participado óticos e um amplificador sonoro de --------------------------------------de festivais e exposições no caixas acústicas movido a manivelasbrasil e no exterior, dos quais se e pedais. Fernando ancildestacam: 15º Festival Internacionalde Arte Eletrônica - Videobrasil, -------------------------------------- Natural de São João Del Rei / MG.São Paulo (2005); Kunstfilm Biennale Formou-se técnico em ConservaçãoKöln - Bienal de Filmes de Arte de eduardo imasaka e Restauração de Bens CulturaisColônia, Alemanha (2005); Videodanza Móveis pela FAOP (Fundação de ArteBa, Argentina (2006); 10º Festival Nace en la provincia de Buenos de Ouro Preto) e graduou-se em artesInternacional de Curtas de Belo Aires, Argentina en 1972. De visuais pela Escola de Belas ArtesHorizonte (2008); 59º Salão de Abril, formación autodidacta, trabaja da UFMG. Em 2007 e 2008 foi professorFortaleza (2008); A Coletiva 10+20, activamente como realizador y de desenho, escultura e fotografiana Galeria Emma Thomas, São Paulo productor artístico en medios na FAOP. Trabalhou em diversos(2010); V Bienal Interamericana digitales. Desde mediados de los festivais como professor nas áreasde Videoarte, Washington DC, EUA 90 se desarrolla en el campo de la de desenho e fotografia. Integrante(2010) e as exposições individuais instalación y los nuevos medios, do coletivo MAP, atualmenteEntrebranco no Palácio das Arte, presentando trabajos de audio, video divide seus trabalhos em produçãoBelo Horizonte (2006) e Quando e imagen digital como instalaciones individual e realiza parcerias comNada, Museu Universitário de Arte y performances en directo. Vive y outros artistas. Áreas de atuação:- MUNA, Uberlândia MG, em fase trabaja en Buenos Aires. desenho, fotografia, instalação,de produção para 2011. Participou intervenção urbana e vídeo. Vive ede duas residências artísticas www.imasaka.org trabalha em Belo Horizonte.em 2010: Projeto Ateliê Aberto daEscola Guignard, Belo Horizonte, com -------------------------------------- --------------------------------------duração de um mês e Ateliê Aberto#3, Casa Tomada, São Paulo, durante evan roth Fernando rabelotrês meses. Born USA, 1978. Artist and Graduado em Cinema de Animação-------------------------------------- researcher based in Paris whose work e Mestre em Arte e tecnologia da explores the intersection of free Imagem (UFMG). Foi destaque doandré Wakko culture and popular culture. His Festival Internacional de Linguagem notable projects include L.A.S.E.R. Eletrônica - FILE em 2005 e em 2006Brasileiro azucrinista, graduado Tag and Led Throwies (Graffiti foi convidado para uma residência noem Desobêdiencia Tecnológica pela Research Lab), White Glove Tracking, centro de pesquisa em arte, ciênciaUniversidade de Ciências Mentais Eyewriter, Graffiti Analysis and e tecnologia Medialab - Madrid/(DT-UCM) de Belo Horizonte. Autuado a collaboration with Jay-z on the Espanha. Em 2008/2009 foi artistapor formação de quadrilha em first open source rap video. Roth’s residente no Vrije Academie - Denmeados de 2005, formula junto aos work is in the permanent collection Haag/Holanda onde desenvolveudemais o grupo de contra ataque of the MoMA (NYC) and has been projetos e um sistema digital deurbano Azucrina (www.azucrina. exhibited widely in the Americas, projeções panorâmicas. Em 2009org).Em 2008 é exilado para a Europe and Asia, including the foi convidado a participar da 9ªAlemanha, participando em festivais Pompidou (Paris), the Kunsthalle Bienal de VideoArte “Resistencia” eme simposiuns como Transmediale, (vienna), The Tate (London), The Santiago/Chile e ganhou o 8º PrêmioTuned City, Berlin Summercamp, Fondation Cartier (Paris) and the Sérgio Motta de Arte e Tecnologia.envolvidos com Martin Howse, Jessica front page of Youtube. Has receivedRylan e Julian Oliver, uma aula de numerous awards for his work, www.hiperface.comdesôbediencia. Construindo seus including the Golden Nica from Prixpróprios instrumentos eletrônicos Ars Electronica, Rhizome/The New --------------------------------------e desenvolvendo técnicas de Museum commissions (2007, 2009),música generativa e instalações the Future Everything award and Flávia regaldointerativas, apresentou concertos Brit Insurance Designs of the Year.experimentais em palcos de Berlin, Roth is co-founder of the Graffiti Artista visual, é formada emLisboa, Kassel e Potsdamm, assim Research Lab and the Free Art & Comunicação/especializaçãocomo projetos dentro da Faculdade de Technology Lab (F.A.T. Lab), a web em fotografia e produção deArtes Universität der Künste Berlin, based, open source research and documentário pela Goldsmithsonde foi aceito para bacharel em development lab. In addition, at College, Universidade de Londres.arte generativa para o semestre de the Parsons School of Design, he Cursou também disciplinas noinverno de 2009. has developed and continues to DAMS da Universidade de Bologna. teach courses on viral media for Vem realizando junto a Aruanwww.andrewakko.com artists, where grades depend on Mattos uma série de instalações internet attention metrics, and cinéticas, criando maquinarias-------------------------------------- urban hacking, a course a New York de áudio e imagens seqüenciadas City Councilman has declared “an utilizando diferentes agentes dearuan Mattos invitation to break the law.” Roth movimento. A dupla realizou o and his work have been featured in projeto Ciclo.Vista de noite In.ventoBelo horizontino, vive e trabalha multiple outlets, including NPR, the - Interações Estéticas/Funarte,em qualquer lugar. Formou-se em New York Times, Liberation, Time o projeto Teto na residência dodesign e estudou artes plásticas. Magazine, CNN, The Guardian, ABC JA.CA e vem desenvolvendo o ProjetoVem desenvolvendo trabalhos com News, and Esquire. Cicloritmoscopio além de diversosestruturas cinéticas relacionados projetos pessoais.
  49. 49. -------------------------------------- nos eventos Arte.Mov 2009 e 2010, e constrói produtos eletrônicos e Coquetel Molotov 2008 e 2009, On _ luminárias a partir de materiaisFred Paulino Off 2009, Zona Mundi 2009 e Emoção reciclados, e possui ampla Art.ficial 4.0. Expôs no FILE-Rio experiencia na utilização de LED’sNasceu e vive em Belo Horizonte. 2009 e 2010, FILE-SP 2008 e 2010, e em circuit bending. É colaboradorÉ artista visual e designer, formado Continuum 2009 e 2010 e Festival do Graffiti Research Lab Brasil.em Ciência da Computação (UFMG) e Contato 2010. Foi guitarrista da Co-realiza desde 2008 o Projetopós-graduado em Arte Contemporânea banda Negroove e do coletivo de arte Gambiologia, construindo artefatosna Escola Guignard (UEMG). Realiza Re:combo. artísticos e peças de design queobras em mídias diversas - desde misturam o improviso de gambiarrasexperimentações gráficas, vídeo e http://jarbasjacome.wordpress.com/ com alta e baixa tecnologia.intervenções urbanas até eletrônicae programação de sistemas. Foi -------------------------------------- www.lucasmafra.comdiretor criativo do Estúdio Ossoe um dos fundadores do Coletivo João Wilbert --------------------------------------Mosquito. É colaborador do GraffitiResearch Lab (EUA) e coordenador Brazilian artist and researcher Manuel andradedo seu núcleo brasileiro, o GRL- with interest and experienceBR. Co-realiza desde 2008 o Projeto in interaction, design and Artista sonoro e músico, investigaGambiologia, construindo artefatos programming. Over the past years os limites entre a musicalidadeartísticos e peças de design que he conceived and developed projects e o ruído e arte-tecnologia, alémmisturam o improviso de gambiarras for different media: web, mobile da utilização alternativa decom alta e baixa tecnologia. and gallery installation dealing instrumentos musicais tradicionais with user engagement, expression e suas relações timbrísticas com dewww.fredpaulino.com and creative use of technology. sintetizadores e efeitos eletrônicos Joao studied interactive media analógicos construídos pelo próprio-------------------------------------- at Goldsmiths University in 2008 artista. Membro fundador e produtor and was a senior grant holder at cultural do selo Azucrina Records!,Gambiologia FABRICA, the Benetton Communication através do qual realiza eventos Research Center where he developed culturais de cunho autônomo-Coletivo formado pelos artistas Exquisite Clock (collaborative colaborativo relacionados à arte,e designers Fred Paulino, Lucas web/mobile/installation platform música e tecnologia. Além de lançarMafra e Paulo Henrique Pessoa exhibited widely in Europe, America projetos musicais independentes e‘Ganso’ de Belo Horizonte. , and Asia including the Victoria gerar conteúdo crítico através doRealizam obras irreverentes que & Albert Museum (London), New blog, o site www.azucrinarecords.relacionam gambiarras cotidianas Museum (New York) and Beijing net funciona como plataforma decom tecnologia analógica e digital, Contemporary Arts Museum – CAFA) investigação e pesquisa paradesenvolvendo artefatos que podem during the same period the Colors interfaces eletrônicas e digitais.ser reconhecidos como eletrônicos, Magazine participatory website -esculturas ou objetos decorativos. COLORSLAB along the editorial team -------------------------------------- of Colors. Coming from a hacker/www.gambiologia.net maker background João focuses on Marcelo adão process based work dealing with-------------------------------------- software programming to physical Natural de Itabira/MG. Graduado computing, data sensing platform and em Desenho e Gravura pela EscolaGuto lacaz interactive architecture. Guignard/UEMG. Trabalhou como auxiliar dos atêlies de gravurasNasceu em São Paulo, 1948. Estudou www.jhwilbert.com (xilo, litho e metal) da Escolano Ginásio Vocacional e Eletrônica Guignard (2009). É integrante doIndustrial do Liceu Eduardo Prado. -------------------------------------- coletivo MAP e realiza desde 2007,Em 1974 formou-se Arquiteto na junto a Fernando Ancil e LeandroFAU São José dos Campos. Inicia leandro aragão Aragão, trabalhos de intervençãosua carreira profissional em artes urbana, videos, fotografias eplásticas com a expo e prêmio Nascido em Belo Horizonte, residiu instalações. Vive e trabalha em Belo- Primeira Mostra do Objeto em Boston e Los Angeles entre 2001 Horizonte.Inusitado 1978. Humor e surpresa são e 2005, quando iniciou estudos emcaracterísticas de seu trabalho. fotografia e vídeo. Graduado Bacharel -------------------------------------- em Desenho pela Escola de Belaswww.gutolacaz.com.br Artes da UFMG (2009), é atualmente Mariana Manhães sócio dos vídeo artistas Eder-------------------------------------- Santos e André Hallak na produtora Niterói, RJ, 1977. Vive e trabalha Trem Chic, com quem realiza obras no Rio de Janeiro. Sua produção éJarbas Jácome audiovisuais e exposições. Com uma intersecção de experimentação Fernando Ancil e Marcelo Adão artística e tecnológica queMúsico potiguar, mestre em Ciência (coletivo MAP), desenvolve objetos resulta em trabalhos nos maisda Computação pelo CIN-UFPE, gambiarrísticos e trabalhos de diferentes tipos de mídia: desenhos,pesquisando computação gráfica, intervenção na cidade. fotografias, videos e máquinascomputação musical e sistemas orgânicas. Realizou individuais nointerativos de tempo real para www.map.art.br CCBB (Rio de Janeiro, 2010), Galeriaprocessamento audiovisual integrado. www.tremchic.com Leme (São Paulo, 2008) e Museu deRecebeu o Prêmio Sérgio Motta de Arte Contemporânea de Niterói (RioArte e Tecnologia 2009 e o Prêmio -------------------------------------- de Janeiro, 2007), entre outras.Rumos Itaú Cultural Arte-Cibernética Participou de diversas exposições2007. Sua graduação e mestrado lucas Mafra coletivas em instituições e galeriasresultaram no software livre no Brasil e exterior, tais como:Vimus, financiado pelo c.E.S.A.R, e Designer de produto pela Instituto Itaú Cultural (São Paulo),utilizado em instalações artísticas, universidade FUMEC. É hobbysta e Isea (Dortmund, Alemanha), Institutoinstitucionais, espetáculos autodidata em eletrônica há mais Tomie Ohtake (São Paulo), MAM (Riomusicais e de dança. Se apresentou de quinze anos. Projeta, desenha de Janeiro), MAM (Bahia), Museu
  50. 50. Vale do Rio Doce (Vila Velha, ES), dLux Media Arts (Sidney, Australia) Peter VogelMartin-gropius-bau Museum (Berlim, Possui quatro CDs lançados.Alemanha). Pioneer in the field of interactive -------------------------------------- electronic sculpture. He was formallywww.marianamanhaes.com trained in physics, and has explored Paulo Henrique Pessoa ‘Ganso’ technology’s intersection with dance,-------------------------------------- musical composition, and visual Paulo Henrique Pessoa ‘Ganso’ é art since the late 1960s. Vogel’sMilton Marques designer de produto com formação interest lies in both interactive and na Universidade FUMA (atual UEMG). musical structures. The interactiveLicenciado em Artes pela UNB, Possui trabalho reconhecido na sensitivity of his constructionstrabalha com grupos de risco concepção e montagem de artefatos utilizes photocells and microphonesem escolas públicas no Distrito de iluminação a partir de materiais that react to spectators, creatingFederal. Seu trabalho se baseia em reciclados. É também artista gráfico an experience of seeing and hearingdes(con)struir aparelhos elétricos e e atua como “mestre consultor” do unique improvisations triggered byeletrônicos e reconstruir máquinas Coletivo Gambiologia. light and shadow. Merging form andde caráter subversivo. Participou function, the delicate electronicde exposições como: Cinema, Sim - -------------------------------------- circuits in Vogel’s artworks areNarrativas e Projeções - pelo Itaú elegantly arranged. A retrospectiveCultural em São Paulo, 2009, 5ª Paulo Nenflidio of his work will take place inBienal do Mercosul em Porto Alegre 2007 at the Museum of Contemporaryem 2005 e 26º Bienal de São Paulo em Paulo Nenflidio é formado em Art, Freiburg. His work has been2004. Atualmente vive em Gama - DF e Artes Plásticas pela ECA-USP e em collected by ZKM; The Museum offaz parte do projeto sonoro SCLRN. Eletrônica pela ETE Lauro Gomes. Concrete Art, Ingolstadt, Germany; Nenflidio é um artista sonoro. Suas Rijksmueum; Wakayama Museum of-------------------------------------- obras são esculturas, instalações, Modern Art, and Joshibi Art Museum objetos, instrumentos e desenhos. in Japan. Vogel’s electronic soundMorgana rissinger Som, eletrônica, movimento, sculptures have been exhibited at construção, invenção, aleatoriedade, Ars Electronica, The Musée d’ArtMorgana Rissinger é formada em física, controle, automação e Contemporain in Lyon, Winnipeg Artcomunicação social e pós-graduada gambiarra são presentes na sua Gallery in Canada, Ruhrland Museumem arte contemporânea. É uma das obra. Seus trabalhos se parecem com in Essen, The Goethe Institute indiretoras do Cineesquemanovo - bichos, instrumentos musicais ou com Uruguay, Berlin Academy of Arts,Festival de Cinema de Porto Alegre, máquinas de ficção científica. Em 2003 and numerous galleries throughoutque em 2011 realizará sua 7a edição. participou da residência artística germany. He has participated inIniciou seu trabalho com cinema em Bolsa Pampulha em Belo Horizonte various group shows includingPorto Alegre, em 2000, e desde então tendo realizado a obra música dos “Ecoute” at the Centre Pompidou inproduziu mais de 20 curtas para ventos. Recebeu em 2005 o Prêmio 2004.cinema e televisão. Foi funcionária Sérgio Motta de Arte e Tecnologiada Casa de Cinema de Porto Alegre por trabalho realizado. Em 2009 --------------------------------------durante os anos de 2003 e 2004, realizou residência artística nosendo responsável pela produção da Asu Art Museum no Arizona tendo ricardo Brazileirosala Cine Santander Cultural. Vive produzido uma individual durante oe trabalha em Belo Horizonte desde período de residência. Recentemente Pernambucano, nascido em 1984, é2007, onde já produziu os longas participou da 7º Bienal de Artes pesquisador de arte eletrônica.“Os Residentes”, de Tiago Mata Visuais doMercosul. Possui experiência em apropriaçõesMachado, e “Sertão Mar”, de Clarisse críticas de linguagens para usoAlvarenga. É sócia da Desvio, loja e paulonenflidio.vilabol.uol.com.br criativo, arte-computabilidade,galeria localizada na Savassi - BH. www.youtube.com/nenflidio sound art e interfaces sensitivasAtualmente produz filmes, exposições, em tempo-real. Graduado emintervenções urbanas e projetos -------------------------------------- Computação com ênfase em Ensinode publicações em conjunto com e Pesquisa, dedicou seus estudosdiversos artistas e pesquisadores Paulo Waisberg em experimentações poéticas nabelo horizontinos, dentre eles construção de aparelhos interativos,Fred Paulino, André Brasil e Pedro Mestre em arquitetura pela UFMG instalações com organismos vivos,Aspahan. e professor no Izabela Hendrix. hardwares obsoletos, chips, e Seu escritório realiza projetos ambientes imersivos. A partir de-------------------------------------- de lojas, instalações urbanas, 2007 começou a ministrar diversas exposições e passarelas de moda. oficinas de arte e computação como Grivo Seu interesse está na produção de práticas de desenvolvimento de espaços efêmeros pela subversão no softwares e hardwares interativos.Criado em 1990 por Marcos Moreira uso de objetos ordinários. Recentemente ganhou Prêmio FunarteMarcos & Nelson Soares. Baseado de Produção Crítica e Cultural praem Belo Horizonte. Realizou -------------------------------------- internet com o projeto Cotidianoexposições individuais na Galeria Sensitivo: comunidades em trânsito.Nara Roeler (São Paulo, 2010) e no Pedro Morais Participou de importantes festivaisMuseu de Arte da Pampulha (Belo e residências de arte e tecnologiaHorizonte, 2009). Participou de Arquiteto e urbanista pela Escola como o Territórios Recombinantescoletivas como Paralela 2010 (São de Arquitetura da UFMG, editor da (PE), Festival Contato (SP), FADPaulo) e 28a Bienal Internacional revista de arquitetura e urbanismo (BH), FILE (SP), Piksel (Noruega),de São Paulo, São Paulo (2008), MDC e sócio da galeria Desvio. Ahacktitude (Itália), Libres (PE),além de realizar colaborações Possui escritório próprio desde PDCON (SP), Spa das Artes (PE),no Brasil e exterior com outros 2001, onde atua em projetos de Submidialogia (BA, PE), Semussumartistas como Cao Guimarães, Rivane várias escalas, tendo sido premiado (BA, PE). Possui interessesNeuenschwander e Valeska Soares. em diversos concursos. nas correlações entre arte-Premiado nos eventos 25º Salão de computabilidade, organismos eArte de Belo Horizonte, www.pedromorais.com desvios poéticos.4º Prêmio Cultural Sérgio Motta (SãoPaulo) e Formations, Sound Art Work, -------------------------------------- http://rbrazileiro.info/
  51. 51. --------------------------------------saulo Policarpo1978. / Designer. / Formado pelaFundação Mineira de Educação eCultura (FUMEC). / Passou a vida(até os 25 anos) restaurandomotocicletas, desenvolvendomecanismos e esculpindo peças quenão existem mais. / Pesquisadorde arte, design e moda. / Atuanteno setor óptico, em planejamentoestratégico e desenvolvimento deprodutos. / Duas vezes consecutivasprimeiro colocado no PrêmioAbióptica de Design de Óculos. /--------------------------------------sara MorenoSara Moreno é graduada em ArtesVisuais pela Escola de Belas Artesda UFMG e Especialista em ArteContemporânea pela PUC Minas.Atualmente cursa o Mestrado emArtes na UFMG, onde pesquisaas possibilidades de uso dastecnologias contemporâneas no ensinode artes visuais. Trabalha comoartista e educadora, e atuou naprodução da exposição Gambiólogose do Gambiociclo. Aprendeu com osgambiólogos a usar a gambiarra demaneira positiva na arte e na vida.Pretende continuar seguindo esseestilo de vida.--------------------------------------
  52. 52. Concepção e curadoria agradecimentos ++ Fred Paulino Alexandre Telles Aline XAGAMBIARRA NOS TEMPOS DO DIGITAL Coordenação de produção Aluizer Malab Morgana Rissinger André Mintz Fabrica - Laura Pollini assistente de produção e Michela Liverotti Sara Moreno Lucas Bambozzi Luiza Thesin artistas participantes Nícia Mafra Alexandre B Pedro Veneroso Aruan Mattos Rainer Parreiras André Wakko Roberto Bellini Eduardo Imasaka Rodrigo Minelli Evan Roth Siomara Faria Fernando Ancil Fernando Rabelo agradecimentos Flavia Regaldo Ana Paula Puia Fred Paulino Ana Tereza Brandão O Grivo André Hallak Guto Lacaz Ângelo Abu Jarbas Jácome Artur de Leos João Wilbert Bárbara Braga Leandro Aragão Beatriz Leite Lucas Mafra Birimbica Manuel Andrade Bitforms Gallery -www.gambiologos.com Marcelo Adão Mariana Manhães Steven Sacks, Laura Blereau, Emily Bates, Tom Weinrich Milton Marques César Piva Paulo Henrique Pessoa ‘Ganso’ Coletivo Azucrina! Paulo Nenflídio Contato ONG Peter Vogel Daniel Queiroz Ricardo Brazileiro Elisângela Gonçalves Saulo Policarpo Fábio Zimbres Fabrício Santos Cenografia Francisca Caporali Paulo Waisberg Gabriel Sávio Pedro Morais Gabriela Sá Georgina e João Carlos Wibert Textos catálogo Geraldo Paulino Felipe Fonseca Gustavo Campos Marcus Bastos J. B. Gambièrre Joana Braga Cenotécnico José Washington Vidigal (Nabo) Marcos Lustosa Karol Borges Keyla Monadjemi Design gráfico KK Maia Fred Paulino Luana Melgaço Xande Perocco Luciana Tanure Macau Amaral e família Registro fotográfico Marcos Boffa Pedro David Mariana Pinheiro Marília Rocha registro audiovisual Marlene Leite Braga Sérgio Borges Michelle Walter Mo Braga Colaboração Newton Braga Andrei Policarpo Paula Kimo Bárbara Pontello Ricardo Portilho Manuel Guerra Robson - Bélgica Veículos Rafael Delpino Rodrigo Camargos Roberta Paiva Rodrigo Diniz Rogério Manata Monitores Rogério Santiago Juan Luiz Pereira Ronaldo Macedo Brandão Lorena Ohana Fernandes Rosa Tathianna Nunes Mirna Lorraine Leôncio Tony Schaffert Rafaela da Piedade Teodoro Steffany Teixeira Pereira Obrigado a todos que colaboraram de alguma forma com este projeto assessoria de imprensa e não estão aqui listados. Pessoa Comunicação Tradução Viamundi Idiomas e Traduções Assessoria jurídico-financeira Sinergia Gerenciamento de Projetos
  53. 53. CENOGRAFIA GAMBIOLÓGICAPaulo WaisbergPedro MoraisTécnicas mistas de marcenariae eletricidade2010
  54. 54. realizaçãocolaboraçãoapoiopatrocínio////// =>
  55. 55. apresenta:
  56. 56. 2
  57. 57. APRESENTAÇÃO MARGINALIA + LABAo longo de quase três semanas,o Interactivos? ’10 BH reuniu noMarginalia+Lab, em Belo Horizonte,cerca de 50 pessoas, de origens e es-pecialidades distintas, em um encontrointensivo de produção, investigação,experimentação e aprendizado coletivo. nidades locais e internacionais deForam 98 projetos inscritos por convo- artistas, designers e desenvolvedorescatória internacional, provenientes de – reproduzindo em um contexto físicoquatro dos cinco continentes habitados e presencial o ambiente de trocas edo mundo. Ao final, foram 8 projetos colaboração encontrado nas redes vir-selecionados, além de vários colabo- tuais. Neste sentido, trata-se de umradores voluntários, totalizando um evento com um forte efeito catalisadorgrupo heterogêneo, com participantes de ideias, projetos e parcerias, e foide países como Argentina, Colômbia, com este objetivo que buscamos trazê-Peru, México, Estados Unidos, Espanha, lo à cidade.Itália e Suécia, além de brasileiros O esforço de realização deste even-de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São to catalisa também outros encontrosPaulo, Paraná e Pernambuco. e fortalece parcerias, aprofundando Reunidas em torno de um tema, o processo de trocas e colaboraçõesBaixa tecnologia de ponta, e do desen- ainda em outro nível. Foram fundamen-volvimento dos projetos selecionados, tais, afinal, o acolhimento do programaas atividades deste período foram tão Vivo Arte.Mov, as colaborações com osheterogêneas quanto o grupo envolvido, Gambiólogos – com quem compartilhamosse desdobrando em seminário, labora- bem mais que o espaço expositivo –tório de produção, oficinas, debates e e as conversas e a generosidade dofestas. Logo, esta exposição apresenta Medialab-Prado e do Centro Culturalapenas uma pequena amostra dos resul- Espanha em São Paulo, além de todos ostados tangíveis desta experiência – demais apoiadores.sendo impossível, na prática, computar São estas relações, estabelecidaso resultados dos processos desencade- no entorno e no próprio interior doados pelo evento. evento, que constituem, afinal, seu Realizado conjuntamente pelo resultado. Suas manifestações são di-Marginalia+Lab e pelo Ocupar Espaços, o versas e poderão ser apreendidas noInteractivos? ’10 BH atualizou em Belo decorrer do tempo, através da conti-Horizonte um modelo concebido pelo nuidade de parcerias, da emergênciaMedialab-Prado, da Espanha. Trata-se, de novos projetos e da reprodução eassim, da primeira edição realizada replicação dos conhecimentos aquino Brasil, após edições na Espanha, produzidos. Por ora, já é satisfató-Estados Unidos, México e Peru, desde rio ter visto retornar a este evento2006. Nesta trajetória (breve ou longa participantes de outros Interacti-nos tempos atuais?), o Interactivos? se vos?, e de atividades anteriores doconsolidou como uma importante meto- Marginalia+Lab. Todos juntos deixamos,dologia que tem a peculiar capacidade nesta exposição, mais alguns vestígiosde mobilizar simultaneamente comu- desta vivência. 3
  58. 58. INSTRUTORES ARTURO CASTRO A cada ano, a tecnologia se torna mais Arturo Castro estudou engenharia informática em acessível, particularmente nas áreas relacionadas a eletrônica e softwa- re. Por um lado, o custo econômico Bilbao. Desde alguns anos colabora em proje- do hardware é cada vez mais baixo. Por outro, o nível médio de forma- ção tecnológica está cada vez mais alto. Além disso, as ferramentas de tos criativos com software. Um de seus maiores software e hardware livres fazem com que tecnologias, que há apenas al- guns anos eram reservadas a pessoas interesses é a filosofia do código livre pelas com alto grau de formação técnica e conhecimentos prévios, sejam, hoje, acessíveis a qualquer pessoa com um mínimo de curiosidade. trocas sociais que ela sugere e em especial a Chama a minha atenção, por exemplo, um dos projetos apresentados na edição anterior do Interactivos?- Ciência de aplicação destas ferramentas e metodologias no bairro - que ocorreu em Madrid, há alguns meses: UrbanForageContaminan- tAssay-1. Neste projeto, com sensores baratos e software desenvolvido com terreno criativo. ferramentas de código aberto, estuda- se o nível de contaminação dos ali- mentos. Os resultados são, por sua vez, publicados em código aberto, de Arturo é responsável pela versão Linux tal forma que qualquer um possa re- produzir o experimento, modificá-lo, melhorá-lo... aumentando, portanto, a e Android do openFrameworks - uma das mais im- acessibilidade à tecnologia.(http://INSTRUTORES medialab-prado.es/article/interacti- vos10) Outro exemplo interessante é o portantes plataformas de programação em código EyeWritter, um projeto realizado com openFrameworks, que permite que pes- soas com elevado grau de paralisia aberto para artistas e educadores - e colabora desenhem com o movimento dos olhos. O custo total do dispositivo é inferior a US $100. O resultado é, também, pu- blicado em código livre, disponibili- com Zach Lieberman e Theo Watson no desenvolvi- zando a qualquer um a possibilidade de acessar essa tecnologia. (http://www. eyewriter.org) mento desta ferramenta. Como isto transforma a socieda- de? As áreas criativas? Esperamos que Interactivos? ‘10 Belo Horizonte con- tribua para esta mudança. http://arturocastro.net/ Access the English version online at interactivos.marginalialab.com 4
  59. 59. FERNANDO RABELONos dias de hoje, o espetáculo do Fernando Rabelo é Graduado em Cinema de Animaçãoconsumo high tech é mais importantedo que o aprendizado sobre as novas e Mestre em Arte e Tecnologia da Imagem na Escolatecnologias. O DVD chegou antes mesmodo usuário comum aprender a gravar como vídeo cassete. A velha tecnologia de Belas Artes da Universidade Federal de Minasvai para o lixo. Acumula. Chega naChina e acaba desmontada pelas mãos Gerais (UFMG).e processada sem o menor investimen-to tecnológico, social ou humano. No Participou do Interactivos? 2006 emcampo das artes, as novas tecnologiascolocam o criador em um outro processode espetáculo, o do “entretenimento”, parceria com o artista Rafael Marchetti. Tendocausado pela infinita gama de equipa-mentos e suas novas possibilidades de as ruas de Madri como matéria-prima criaram ocriação. Além de não sabermos utilizarmais de 40% dos recursos das máquinas,quando criamos fazemos design a par- projeto Des:echo, duas instalações interativastir do que está disponível nos menusdo Photoshop, editamos vídeos com os NanJuneCena e Buy_Code que utilizavam sucatasúltimos plug-ins do After Effects ecriamos mesas sensíveis ao toque com tecnológicas descartadas nas caçambas dos bair-efeitos sonoros e visuais similaresaos do iTunes ou do Winamp. A cai-xa preta da fotografia, criticamente ros. Em 2007 e 2008 foi um dos coordenadores doapontada por Vilém Flusser, cresceucom os computadores e suas mini caixas Projeto Ocupar Espaços, onde ministrou oficinaspretas de software, que nos fazem re-petir, copiar e baixar upgrades. Assim, como fica a arte do artis- de criação em arte e tecnologia (wireless deta da tecnologia? Será que ele podeesquecer seu papel, ou não encontrar lata, câmera balão, tablado sonoro) para pontos INSTRUTORESsua arte em meio a essa gama de “re-produtibilidades técnicas”? Será que de cultura. Em 2009 participou do 5 Days-off -a arte já deixou de ser uma críticaaos padrões, modelos, pré-conceitos?Uma subversão conceitual dos meios? Amsterdam, com a performace Flying Saucers, umNuma mudança de paradigma, a cria-ção artística pode gerar dispositivos panorama de projeção de imagens interativas, ede baixa tecnologia (low tech) comoforma de crítica e preparo para o es-petáculo do entretenimento high tech. exibiu CONTATO qwerty 2.0 na Bienal de Artes Me-Esta arte pode estimular a formaçãode público crítico e criador, que não diales do Chile. Em 2009 foi premiado na 8ª edi-depende das novidades tecnológicasde dominação cultural e social. Tal ção do Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia.perspectiva de criação é mais um cami-nho para democratizar o conhecimentoartístico e tecnológico. http://www.hiperface.com/#anchor3Access the English version online at interactivos.marginalialab.com 5
  60. 60. KIKO MAYORGA Nas últimas décadas, todos têm se Nos contextos sul-americanos, animado com a “alta tecnologia/tec- especialmente, é certamente mais nologia de ponta”. Não é para menos. impactante repensar possíveis usos A tecnologia está se desenvolvendo para “baixa tecnologia” disponível muito rápido. Aparelhos de televisão, (tecnologias mais antigas e mais bem por exemplo, agora são muito mais le- conhecidas) nos contextos locais, de ves, bonitos e eficientes em termos de acordo com as necessidades locais, ao espaço. Não obstante, as telas dos invés de seguir o mais novo disposi- televisores ainda não fazem realmente tivo “descontextualizado”. Este Inte- diferença para os usos corriqueiros ractivos?, no Brasil, será uma boa que atribuímos a elas (ou pelo me- oportunidade para começar uma avalia- nos, não em todo o mundo). Ao mesmo ção do que é realmente tecnologia de tempo, temos testemunhado uma suposta ponta (ou “realmente impactante”) a evolução das câmeras de vídeo, desde partir de tecnologias básicas repen- a primeira câmera Betamax, portátil sadas através de “ outros” contextos, e disponível em larga escala, até as mais diversos, reais, sociais e cul- atuais câmeras HD compactas baseadas turais, e não tão influenciados por em memória flash. Todavia, os usos que interesses comerciais das indústrias nós conseguimos dar a essas máquinas, de tecnologia. na realidade, não têm mudado muito. Eu gostaria de saber a porcentagem Engenheiro eletrônico, aprendiz de arte, pes- de famílias que conseguem manter e quisador em cultura e tecnologia. Diretor de visitar suas memórias gravadas em ví- deo à medida que o tempo passa e os pesquisa e desenvolvimento do Alta Tecnologia formatos de armazenamento mudam tão rapidamente. Como um exemplo mais re- Andina e co-fundador do espaço/projeto Escuelab. cente: alguns serviços de web, nos org. Atualmente, seu interesse se centra na bus- quais construímos nossa vida digital, não estão sempre em um certo perigo de ca e no desenvolvimento de mecanismos emergentes desaparecer em algum ponto no futuro? de transformação social, que partem do encontro Na minha opinião, nós não precisa- mos continuar a inventar, produzir ou entre tecnologia e sociedade. consumir os mais recentes aparelhos deINSTRUTORES alta tecnologia, que supervisionam a Participou da elaboração de vários pro- importância do patrimônio tecnológico. tótipos experimentais, de forma individual e co- Por enquanto, a tecnologia disponível parece, a meu ver, sofisticada o sufi- letiva, apresentados em eventos diversos. Assim, ciente para cessarmos a busca por novas descobertas e começarmos a explorar em 2004, obteve o prêmio “incentivo à produ- profundamente os usos de tecnologias ção” no concurso VIDA da Fundación Telefónica já existentes e amplamente compreendi- das, mas em contextos que não eram o da Espanha. Apresentou trabalhos em eventos como objetivo do desenvolvimento acelerado ISEA2002 (Nagoya, Japão), WWWVF2004 (Amsterdam, dos dispositivos de tecnologia de pon- ta. Nós já estamos saturados de “alta Holanda), VAE2006 (Lima, Peru), entre outros. tecnologia”. Agora é tempo para que artistas, criadores e pensadores parem Desde 2006, ministra oficinas de criação e reci- por um segundo e olhem para trás, para clagem em torno da eletrônica, da programação e as possibilidades maiores, inexplora- das, da baixa tecnologia. dos meios audiovisuais. Access the English version online at interactivos.marginalialab.com 6
  61. 61. PESQUISADORESEDUARDO DE JESUS 1.75 “Ainda não se frisou suficiente- mente, que um dos ingredientes es-É uma lista mesmo, sugerindo uma não senciais do coquetel milagre que selinearidade. Com essa lista gostaria apresenta aos visitantes no Japão,de apresentar algumas idéias em torno consiste no fato de que a subjeti-do tema proposto. A proposição, ins- vidade coletiva, que lá é produzidatigante e breve, me fez pensar desde massivamente, associa componentes oso primeiro momento. mais high-tech a arcaísmos herdados Faço esse texto para expressar de tempos imemoriais”.uma urgência que essa proposição me Félix Guattari. Da produção deprovocou, desde o primeiro momento que subjetividade (p. 188).a ouvi. O que nós vamos fazer com atecnologia e o que ela provoca em nós? 3.0Ando sempre em busca de uma respostapara essas questões. As anotações que Talvez seja importante ampliar oseguem se estruturam na lógica dessa campo de força no qual atua a tecno-urgência. logia. Existe o mercado, as forças do consumo e da obsolecência progra- 1.0 mada de um lado, mas de outro temos todas as forças da subversão do uso PESQUISADORES Se pensarmos em tudo que cons- programado da tecnologia. No Brasil,truímos (no sentido de uma relação herdamos um certo traço antropofá-aberta no tempo e no espaço) no campo gico. Mito fundador da modernida-tecnológico, desde meados do século de brasileira, talvez esse traço seXX até hoje, podemos alardear de forma atualize hoje no modo como lidamosvigorosa, como fazem alguns, o impac- com a tecnologia nessas subversões.to das tecnologias na vida cotidiana. Nada está assim tão bem programado queMas efetivamente o que aconteceu? Em não possa ser reinventado, alteradouma só pergunta: tudo que vem ocorren- e reinserido nas funções cotidianas.do, nos conduziu a alguma forma mais Certamente já temos história desseslibertadora? A alguma singularidade processos na arte. Nam June Paik e asque não reforce os sistemas anterio- TV’s preparadas.res de alienação? 3.1 2.5 Quando perguntado sobre sua rela- Michel Serres. Donna Haraway. Fé- ção com a tecnologia, Paik respondeu:lix Guattari. eu faço a tecnologia parecer rídicula. 7

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