Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP Centro Superior de Educa¸˜o                                                   ...
iUniversidade Estadual de Campinas - UNICAMP Centro Superior de Educa¸˜o                                                  ...
ii”Quis custodiet ipsos custodes?”                        Juvenal
iiiSum´rio   aLista de figuras                                       ivIntrodu¸˜o       ca                                 ...
ivLista de Figuras 1.1 Categorias de software[1] . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .   2
1Introdu¸˜o       ca   H´ mais de vinte anos o software livre vem tentando atrair um p´ blico menos t´cnico,    a         ...
21 Software livre e c´digo aberto                    o1.1 Conceitos   Apesar dos conceitos de software livre existerem h´ ...
3           4. Liberdade de melhorar o programa, e disponibilizar as melhorias ao p´ blico,                               ...
4r´ ıgidas de distribui¸˜o e modifica¸˜es s˜o proibidas. Isto n˜o impede que ele seja gra-                    ca           ...
5       Os projetos cadastrados no SF.net se beneficiam, adicionalmente, do excelente conceitoque o servi¸o possui junto a ...
6      O projeto Savannah conta atualmente com mais de 49 mil usu´rios e mais de 2500                                     ...
72 O uso do software livre: vantagens e desvantagens2.1 Por que usar software livre?   ”Software livre ´ uma quest˜o de li...
8convencer o cliente a utilizar um software propriet´rio ao inv´s de um software livre.                                   ...
9variam de acordo com o perfil do usu´rio, podendo at´ mesmo varia de intensidade de                                   a   ...
10    A manuten¸˜o do software livre pode ser feita de diversas formas, dependendo da             calicen¸a do software e ...
11dialetos usados por uma fatia muito pequena da popula¸˜o. Um caso interessante de                                       ...
12c´digo aberto - existem vendedores que dizem aos clientes que o fato de qualquer pessoa opoder alterar o c´digo (o que ´...
13comunidade do c´digo aberto est´ mais disposta a ”testar”os padr˜es antes e garantir seu               o               a...
143 Quem est´ adotando o software livre?          a3.1 Empresas privadas   Empresas privadas de todos os portes tˆm adotad...
15      Assim como para empresas, para o ambiente dom´stico o software livre tem muito o                                  ...
164 O software livre para o profissional de TI   O software livre possui fortes ra´ no ambiente t´cnico. Desde de editores ...
17de c´digo, como esquema de cores, auto-completar comandos de acordo com as APIs,    oajuda on line das APIs usadas, auto...
185 Conclus˜o         a    Como pudemos ver, o software livre traz in´ meras vantagens no seu uso, que v˜o al´m           ...
19Anexo A: Tabela de equivalˆncia de softwares [6]                          e  Escrit´rio        o   Microsoft Windows    ...
20 Microsoft Windows          Mac OS X                 Ubuntu Linux Adicionar e Remover        Finder, Mac Installer    Sy...
21M´sica e v´ u        ıdeo Microsoft Windows         Mac OS X               Ubuntu Linux Windows           media   iTunes...
22Desenvolvimento de software Microsoft Windows       Mac OS X           Ubuntu Linux MSVC++,          Net-   Netbeans com...
23Gloss´rio     aCVS         Sistema de controle de vers˜o.                                       aFree Software Foundatio...
24Referˆncias Bibliogr´ficas     e              a[1] FREE SOFTWARE FOUNDATION, “Categories of Free and Non-Free Software” T...
25[9] YEE, Danny, “Development, Ethical Trading, and Free Software” Danny Yee’s home page,   Australia: 11-30-1999. Dispon...
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Software livre: do ambiente domestico ao empresarial

  1. 1. Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP Centro Superior de Educa¸˜o ca Tecnol´gica - CESET o Software livre: do ambiente ´ domestico ao empresarial Limeira 2007
  2. 2. iUniversidade Estadual de Campinas - UNICAMP Centro Superior de Educa¸˜o ca Tecnol´gica - CESET o Software livre: do ambiente ´ domestico ao empresarial Vanessa Oliveira Campos Trabalho requisitado para conclus˜o da disciplina a ST566 - T´picos em desenvolvimento tecnol´gico. o o Orientador: Vladimir Limeira 2007
  3. 3. ii”Quis custodiet ipsos custodes?” Juvenal
  4. 4. iiiSum´rio aLista de figuras ivIntrodu¸˜o ca 11 Software livre e c´digo aberto o 22 O uso do software livre: vantagens e desvantagens 73 Quem est´ adotando o software livre? a 144 O software livre para o profissional de TI 165 Conclus˜o a 18Anexo A: Tabela de equivalˆncia de softwares [6] e 19Gloss´rio a 23Referˆncias bibliogr´ficas e a 24
  5. 5. ivLista de Figuras 1.1 Categorias de software[1] . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
  6. 6. 1Introdu¸˜o ca H´ mais de vinte anos o software livre vem tentando atrair um p´ blico menos t´cnico, a u emais dom´stico. Isto porque o software livre nasceu no meio de desenvolvedores de soft- eware e se manteve com um conjunto de ferramentas altamente t´cnicas e de uso extrema- emente complexo por muito tempo. Ainda hoje existem distribui¸˜es de Linux que exigem que o usu´rio tenha um m´ co a ınimode conhecimento de programa¸˜o. E ainda existem softwares desenvolvidos com o conceito cade que o usu´rio ´ obrigado a saber tudo pra conseguir realizar tarefas simples, como editar a eum texto. Entretanto esta mentalidade tem mudado, pois a comunidade do software livre desejaconquistar todo tipo de p´ blico. Para isto, n˜o basta oferecer o software gratuitamente, u amas tem que oferecer um software de qualidade e f´cil de manipular. a O objetivo deste trabalho ´ mostrar que existem muitos softwares livres e gratuitos eque s˜o totalmente compat´ a ıveis com os softwares propriet´rios mais usados e que podem aser substitu´ ıdos sem perda de funcionalidades para o usu´rio. a Este trabalho est´ divido em quatro cap´ a ıtulos, onde introduzimos o leitor ao mundodo software livre, no cap´ ıtulo Software livre e c´digo aberto; mostramos as vantagens e odesvantagens no uso do software livre, em O uso do software livre: vantagens e desvan-tagens; em Quem est´ adotando o software livre, mostramos que tanto empresas como ausu´rios dom´sticos tˆm adotado software livre com sucesso. No ultimo cap´ a e e ´ ıtulo, O soft-ware livre para o profissional de TI, mostramos que existem diversas ferramentas gratuitasque o profissional de TI pode utilizar no seu dia-a-dia. O trabalho conta ainda com In-trodu¸˜o, Conclus˜o, o anexo com uma Tabela de equivalˆncia de softwares, o Gloss´rio ca a e ae as Referˆncias Bibliogr´ficas. e a
  7. 7. 21 Software livre e c´digo aberto o1.1 Conceitos Apesar dos conceitos de software livre existerem h´ v´rios anos (a Free Software Foun- a adation (FSF) existe desde 1985), ainda existe confus˜o entre os termos software livre, ac´digo aberto, shareware, freeware, software propriet´rio, entre outros. o a A FSF apresenta em seu site dezesseis categorias de software, de livre a propriet´rio, aconforme a figura 1.1. Figura 1.1: Categorias de software[1] Observando a figura, detectamos uma intersec¸˜o entre software livre e c´digo aberto ca o(open source, do termo em inglˆs), por´m, que n˜o representa equalidade e nem rela¸˜o e e a catotal entre os conceitos. Isto se deve ao fato de que um software de c´digo aberto n˜o ´ o a enecessariamente ”livre”. Segundo a FSF [2] para que um software seja considerado livre,ele deve seguir quatro regras b´sicas, denominadas ”liberdades”[2]: a 1. Liberdade de executar o programa, para qualquer prop´sito. o 2. Liberdade de estudar como o programa funciona, e adapt´-lo `s suas a a necessidades. O acesso ao c´digo-fonte ´ pr´-requisito. o e e 3. Liberdade de redistribuir c´pias. o
  8. 8. 3 4. Liberdade de melhorar o programa, e disponibilizar as melhorias ao p´ blico, u de forma que toda a comunidade se beneficie. O acesso ao c´digo-fonte o ´ pr´-requisito. e e Esta sutil distin¸˜o se deve ao fato de que um software de c´digo aberto, em geral, ca oaceita restri¸˜es que podem ferir uma ou mais das quatro liberdades que regem o conceito code software livre. O mesmo ocorre com os software semi-livres. Softwares desta categoriapossuem licen¸a para uso, c´pia, distribui¸˜o e modifica¸˜o, contanto que o objetivo c o ca can˜o seja o lucro. A restri¸˜o da n˜o-lucratividade faz com que ele n˜o seja considerado a ca a apuramente livre. Software livre n˜o significa software gratuito, nem, tampouco, n˜o-comercial. Um a asoftware livre pode ser distribu´ gratuitamente ou sob a cobran¸a de uma taxa. Tamb´m ıdo c eest´ se tornando comum a comercializa¸˜o de software livre. Aqui existe outra grande a caconfus˜o: o conceito de comercial com propriet´rio. Um software comercial ´ aquele a a eque foi desenvolvido para uma atividade de neg´cios. Sua licen¸a ir´ reger as regras de o c adistribui¸˜o e modifica¸˜es, podendo ou n˜o ser gratuito [3]. Existem diversos softwares ca co acomerciais que s˜o distribu´ a ıdos sob licen¸as como a GNU GPL. Muitos deles podem ser cencontrados em sites como o SourceForge.net e o Savannah. Existem diversas licen¸as existentes para distribuir um software livre. GNU GPL, cFreeBSD, Intel Open Source e OpenLDAP s˜o exemplos. A licen¸a confere ao software a csuas caracter´ ısticas de distribui¸˜o, c´pia e modifica¸˜es, entre outras caracter´ ca o co ısticas queo distribuidor achar conveniente. Encontra-se facilmente os textos padr˜o das licen¸as a cmais comuns, como a GNU GPL e a Public Domain, que podem ser anexados ao softwareque se deseja distribuir. A licen¸a de uso GNU GPL est´ numa categoria de licen¸as denominada copyleft. A c a ccopyleft, ao contr´rio da copyright - que tem por objetivo garantir o direito de propriedade ado software -, confere ao software as caracter´ ısticas fundamentais do software livre (liber-dades). Um software sob licen¸a copyleft, al´m de garantir para si a denomina¸˜o de c e casoftware livre, garante que qualquer modifica¸˜o realizada no software e eventualmente cadistribu´ ser´ um software livre. ıda a O software propriet´rio (ver Figura 1.1), geralmente regido por uma licen¸a de copy- a cright1 , ´ o oposto conceitual ao software livre. O software propriet´rio possui restri¸˜es e a co 1 Ambas as licen¸as copyright e copyleft tˆm o prop´sito de conferir ao produto - neste caso, o software c e o
  9. 9. 4r´ ıgidas de distribui¸˜o e modifica¸˜es s˜o proibidas. Isto n˜o impede que ele seja gra- ca co a atuito. Existem muitos softwares propriet´rios que s˜o distribu´ a a ıdos gratuitamente (free-ware, como fabForce DBDesigner), sob licen¸as restritas por tempo ou funcionalidades c(shareare2 , como o Winzip, ou demo3 , como o Enterprise Architect), ou mesmo sob li-cen¸as especiais (como licen¸as para estudantes, como o Jude Community, ou para uso c cdom´stico, sem fins lucrativos, como o AVG Anti-v´ e ırus).1.2 Projetos de apoio ao software livre Existe uma variedade de projetos que oferecem apoio ao desenvolvimento de softwarelivre, que variam desde patroc´ ınio oferecido por empresas privadas at´ a oferta de ferra- ementas, hospedagem e divulga¸˜o gratuitas do software. Servi¸os como o SourceForge.net ca c(SF.net) e o Savannah tˆm oferecido ` comunidade o espa¸o necess´rio ` divulga¸˜o de e a c a a cadiversos softwares livres que, atualmente, s˜o muito bem conceituados. a O SF.net atualmente conta com mais de 140 mil projetos registrados e uma comunidadede mais de 1.5 milh˜o de usu´rios4 . O servi¸o oferece a hospedagem do projeto e diversas a a cferramentas administrativas e de acompanhamento do software, dentre elas: • Controle de vers˜o: o usu´rio pode optar entre o CVS e o Subversion. a a • Hospedagem de site do projeto. • Controle de tarefas e cronograma. • Gerenciamento de bugs, solicita¸˜es de novas funcionalidades, sugest˜es e suporte. co o • Listas de discuss˜o. a • Ferramentas de estat´ ısticas gerais do projeto.- direitos de uso conferidos pelo distribuidor do mesmo. A diferen¸a entre os dois reside, conceitualmente, cno fato de que a licen¸a copyright tem seu embasamento em restri¸oes de uso, enquanto a copyleft se c c˜baseia na garantia da liberdade de uso do produto. Note que mesmo os softwares sob licen¸as copyleft, capresentam a marca de Copyright ( c ). 2 O termo designa softwares completos, mas com tempo m´ximo de uso permitido. Geralmente, ap´s a oexpirar o tempo determinado, o software ´ bloqueado para uso. e 3 Demonstra¸ao - em inglˆs, demo ou trial. Em geral, softwares distribu´ c˜ e ıdos sob este tipo de licen¸a cn˜o tem limite de tempo de uso, mas n˜o apresentam todas as funcionalidades dispon´ a a ıveis para ele. 4 Dados de abril de 2007
  10. 10. 5 Os projetos cadastrados no SF.net se beneficiam, adicionalmente, do excelente conceitoque o servi¸o possui junto a desenvolvedores no mundo todo: os maiores projetos de csoftware livre est˜o hospedados no site. Junto a isto, adiciona-se a rigorosidade do servi¸o a cem rela¸˜o aos projetos cadastrados, a burocracia para o cadastramento de um novo caprojeto (o projeto tem que ser aprovado por uma equipe do SF.net antes de ser liberadoo conte´ do do site) e a estabilidade que o servi¸o possui. Projetos como Apache, Python, u cFirebird, Mesa3D e Ghostscript est˜o cadastrados no SF.net. a Segundo sua pr´pria defini¸˜o, o ”SourceForge.net ´ o maior site de desenvolvimento o ca ede software de c´digo aberto do mundo”[5]. Mas porque ”c´digo aberto”e n˜o ”software o o alivre”? No SF.net existem softwares cadastrados sob v´rias licen¸as (de Dom´ a c ınio p´ blico ua GPL), entretanto o que ´ importante ´ o ambiente cooperativo de desenvolvimento. A e eregra mais b´sica ´ que os softwares cadastrados no site devem disponibilizar seu c´digo- a e ofonte para a comunidade. Isto ocorre, em alguns casos, de forma natural: ´ comum ea existˆncia do c´digo-fonte dispon´ e o ıvel para download no pr´prio site do projeto. De oqualquer forma, se o administrador optar por utilizar o CVS como ferramenta de controlede vers˜o, todos os arquivos registrados no CVS ficam dispon´ a ıveis para visualiza¸˜o e cadownload atrav´s do site do projeto. Al´m disto, qualquer pessoa pode acessar o servi¸o e e cde controle de vers˜o de qualquer projeto cadastrado usando uma conex˜o anˆnima, que a a opermite a c´pia do c´digo-fonte (ou de qualquer material que esteja versionado) mas n˜o o o apermite gravar conte´ do5 . u A preocupa¸˜o do SF.net em rela¸˜o ao conte´ do oferecido se encontra nos pequenos ca ca udetalhes: todo projeto cadastrado ´ categorizado pelo seu administrador, que pode indicar edesde o tipo de licen¸a sob a qual o software ser´ distribu´ at´ o p´ blico-alvo do produto. c a ıdo e u Al´m de tudo isto, o SF.net ainda oferece um mural de ofertas, onde os administradores edos projetos podem publicar an´ ncios solicitando ajuda de outros desenvolvedores para useus projetos. O Savannah ´ um servi¸o oferecido pela Free Software Foundation, que tem objetivo e csimilar ao SF.net: oferecer ferramentas de apoio ao desenvolvimento e distribui¸˜o de casoftware livre. Ele tem duas subdivis˜es: uma espec´ o ıfica para projetos GNU e outra paraprojetos n˜o-GNU [7]. a 5 Os controladores de vers˜o oferecem dois comandos b´sicos de uso para recuperar conte´ do (update) a a ue para gravar conte´ do (commit). u
  11. 11. 6 O projeto Savannah conta atualmente com mais de 49 mil usu´rios e mais de 2500 aprojetos cadastrados6 . Assim como o SF.net, o Savannah tˆm seus projetos categorizados epor grupos (GNU, n˜o-GNU, GUG, etc). Tamb´m oferece ferramentas de administra¸˜o a e capara o projeto como controle de vers˜o e gerenciador de bugs e solicita¸˜es dos usu´rios, a co abem como listas de discuss˜o. O projeto tamb´m possui um mural de vagas, onde os a eadministradores de projetos solicitam ajuda de outros desenvolvedores para seus projetos.Todos os projetos da GNU est˜o hospedados no site Savannah. a A Free Software Foundation disponibiliza em seu site o Diret´rio de software livre (Free oSoftware Directory), que nada mais ´ que um cat´logo de softwares livres para sistemas e aoperacionais livres, principalmente para sistemas GNU. Os programas s˜o distribu´ a ıdos emdiversas categorias como bancos de dados, jogos, impress˜o, matem´tica, ciˆncia, v´ a a e ıdeo,educa¸˜o, entre outros. ca Como o Savannah de originou da necessidade de concentrar os esfor¸os dos projetos cGNU, a maioria dos seus projetos ´ voltada ` comunidade GNU. O SF.net, por outro lado, e aobjetiva alcan¸ar o maior n´ mero de projetos poss´ c u ıvel. Os projetos que o comp˜e n˜o o atem um sistema operacional alvo, ao contr´rio, existem projetos de software para todos aos sistemas operacionais mais comumente usados, como Microsoft Windows, MacOS e asmais diversas distribui¸˜es de Linux, sendo muito comum os programas possu´ co ırem vers˜o apara mais de um sistema operacional. 6 Dados de abrilde 2007
  12. 12. 72 O uso do software livre: vantagens e desvantagens2.1 Por que usar software livre? ”Software livre ´ uma quest˜o de liberdade, n˜o pre¸o.”[2] e a a c Para a maioria das pessoas a quest˜o do software livre ´ totalmente indiferente, en- a equanto que para muitos ´ uma quest˜o ideol´gica. Por´m, adotar o uso de software livre e a o e´ uma op¸˜o muito interessante, n˜o somente para reduzir custos, mas, em alguns casos,e ca apara adicionar estabilidade e confiabilidade ao ambiente do usu´rio. a A comunidade do software livre cresceu muito nos ultimos dez anos e, no Brasil ganhou ´ ´muitos adeptos. E grande o n´ mero de brasileiros participando de projetos de software ulivre, na tradu¸˜o de muitos deles, com o objetivo de popularizar estes softwares no pa´ ca ıs. Entretanto, in´ meras barreiras s˜o encontradas, tanto no ambiente empresarial quanto u ano dom´stico. A populariza¸˜o do computador pessoal ocorreu em grande parte devido e caao sistema operacional Microsoft Windows, que permitiu o uso do computador por pes-soas que n˜o tem conhecimentos t´cnicos profundos em inform´tica. Isto terminou por a e agerar uma dependˆncia aos produtos Microsoft, j´ que a maioria das grandes empresas e adesenvolvedoras de software tem seus produtos somente com vers˜es para MS-Windows. o O fato de empresas t˜o grandes quanto Borland e Autodesk trabalharem com prati- acamente todos os seus produtos com vers˜es somente para MS-Windows trouxe muita oconfiabilidade neste sistema operacional propriet´rio, o que torna mais dif´ a troca a ıcilpor outro sistema, mesmo conhecendo seus pontos fracos - como os conhecidos bugs e afamosa instabilidade do sistema, que foi banalizada pelos usu´rios (a maioria acha normal areiniciar o computador uma a duas vezes ao dia). No ambiente empresarial, a m´ divulga¸˜o dos sistemas operacionais gratuitos - e a camesmo de distribui¸˜es unix tradicionais - faz com que muitos empres´rios optem por co ainvestir mais recursos em softwares propriet´rios e com licen¸as de valores altos a adotar a csoftwares livres, principalmente por receio de falta de suporte em caso de problemas ouinstabilidades, ou at´ mesmo por falta de profissionais capacitados no mercado. Softwares ede c´digo aberto, principalmente, s˜o mal quistos e muitas empresas de software usam o ao argumento de que esta caracter´ ıstica provoca redu¸˜o de seguran¸a no software para ca c
  13. 13. 8convencer o cliente a utilizar um software propriet´rio ao inv´s de um software livre. a e Por´m, com a organiza¸˜o de desenvolvedores e simpatizantes de projetos de software e calivre (PSL), distribui¸˜es linux tˆm ganhado espa¸o em ambientes empresariais, princi- co e cpalmente e, com muita for¸a, em empresas p´ blicas - principalmente devido ` grande c u aredu¸˜o de custos que isto implica. Al´m disto, o crescimento do uso de software livre ca eest´ impulsionando a ´rea e surgem novos softwares a cada dia, o que est´ deixando o a a acat´logo de programas dispon´ a ıveis para o Linux - e mesmo para Windows, sob licen¸as de csoftware livre, como a GPL - maior que os similares propriet´rios existentes no mercado. a O aumento do p´ blico tamb´m traz benef´ u e ıcios ` comunidade: j´ que como o c´digo a a o´, em geral, aberto, a corre¸˜o de bugs ´ feita a velocidades muito grandes e o softwaree ca eatinge maturidade rapidamente - diferentemente de sistemas propriet´rios que possuem auma maior burocracia de distribui¸˜o. A populariza¸˜o da internet tamb´m ajudou o ca ca esoftware livre, principalmente nos modos de distribui¸˜o e divulga¸˜o. ca ca Para o usu´rio dom´stico algumas caracter´ a e ısticas do software livre podem parecerindiferentes, principalmente porque a maioria desses usu´rios n˜o ´ desenvolvedor de a a esoftware ou administrador de sistemas. Al´m disto, a pirataria de software facilita a eaquisi¸˜o de qualquer software que se deseje, usando licen¸a falsa, mas que permite o uso ca ccompleto do software. Esta pr´tica, que se tornou muito popular principalmente devido aaos altos pre¸os cobrados pelas licen¸as originais, tamb´m ajuda na redu¸˜o de ades˜es c c e ca oao software livre. Ent˜o, qual a vantagem de se usar um software que tem c´digo aberto? In´ meras a o uoutras caracter´ ısticas do software livre podem ser aproveitadas por estes usu´rios: docu- amenta¸˜o p´ blica, listas de discuss˜o de usu´rios do programa, facilidade e agilidade da ca u a aaquisi¸˜o do produto (em geral, basta copi´-lo do site na internet), menor tempo entre ca aa publica¸˜o de vers˜es e corre¸˜es, entre outras. Al´m disto, sempre h´ a possibilidade ca o co e ade se conseguir que uma funcionalidade seja incorporada ao software livre, o que ´ mais edif´ de ocorrer com softwares propriet´rios. ıcil a2.2 As vantagens do software livre A primeira vantagem citada - em alguns casos, a unica - quando se coloca a quest˜o das ´ avantagens do software livre ´ o custo. Por´m, existem outras grandes vantagens, talvez at´ e e emaiores que o custo envolvido, e que raramente s˜o citadas ou explanadas. As vantagens a
  14. 14. 9variam de acordo com o perfil do usu´rio, podendo at´ mesmo varia de intensidade de a eacordo com este mesmo perfil. Por exemplo, o c´digo aberto ´ uma vantagem muito o egrande para empresas, pois lhes d´ a liberdade de adaptar o sistema `s suas necessidades a aespec´ ıficas sem grandes investimentos financeiros adicionais; j´ para o usu´rio dom´stico, a a eisto n˜o ´ uma caracter´ a e ıstica relevante pois, para ele, basta que o sistema funcione deacordo com o proposto e n˜o lhe traga problemas quando deveria solucion´-los. a a2.2.1 Manuten¸˜o ca A manuten¸˜o de software possui trˆs grandes divis˜es: ca e o 1. corre¸˜o de erros e falhas. Durante o processo de desenvolvimento existem v´rias ca a baterias de testes que detectam erros e falhas decorrentes de implementa¸˜o ou erros ca de projeto e arquitetura, mas que n˜o s˜o suficientes para cobrir todas as linhas de a a c´digo, em muitos casos. Por isto, ocorrem casos de erros e falhas serem detectados o pelos usu´rios do sistema, durante o uso; a 2. inclus˜o de novas funcionalidades. As necessidades do usu´rio evoluem naturalmente a a de acordo com seu neg´cio ou com seu conhecimento. Da mesma forma, o software o deve evoluir para acompanhar as necessidades do usu´rio; e, a 3. adapta¸˜o das funcionalidades existentes. Em muitos casos uma pequena adapta¸˜o ca ca de uma funcionalidade ´ o suficiente fazer com que o software esteja de acordo com e a necessidade do usu´rio; isto n˜o indica um erro do sistema, mas um pequeno a a ”desvio”que deve ser adequado para que o sistema retorne a resposta esperada pelo usu´rio. a Para o software livre, estas trˆs condi¸˜es s˜o facilmente cobertas e de forma muito e co a´gil. A evolu¸˜o de um software livre ´ muito r´pida e um sistema novo, cujo p´ blicoa ca e a udemonstre interesse, tem seu tempo de amadurecimento reduzido significativamente. Para as empresas, isto ´ uma grande vantagem, pois qualquer adapta¸˜o ´ facilmente e ca eimplementada. Erros que sejam encontrados durante seu uso podem ser rapidamente cor-rigidos e o sistema logo retorna ` produ¸˜o. Novas funcionalidades podem ser adicionadas a cada mesma forma, trazendo ao software a flexibidade que as empresas procuram e que, nemsempre, encontram em softwares propriet´rios. a
  15. 15. 10 A manuten¸˜o do software livre pode ser feita de diversas formas, dependendo da calicen¸a do software e da necessidade do usu´rio, seja ele empresa p´ blica, privada, usu´rio c a u adom´stico, ou uma institui¸˜o filantr´pica. Como o c´digo ´ aberto, qualquer pessoa pode e ca o o efazer uma c´pia para estudo, corre¸˜o e/ou adapta¸˜o. Em geral, os projetos de software o ca calivre possuem grupos de desenvolvimento abertos aos interessados em ajudar. Se o usu´rio an˜o possui conhecimento t´cnico ou uma equipe t´cnica especialista, pode submeter suas a e enecessidades ou os erros encontrados ` equipe de desenvolvimento do software. Tamb´m a eexistem empresas de desenvolvimento ou consultoria que oferecem contratos de suporte emanuten¸˜o a softwares livres. ca2.2.2 Suporte e documenta¸˜o ca Uma caracter´ ıstica importante do software livre ´ o grande envolvimento da comu- enidade em torno do produto. Este sentimento de coopera¸˜o que o software livre traz caembutido em si ´ uma das grandes vantagens que o usu´rio recebe ao optar pelo software e alivre. O fato do software livre estar dispon´ para qualquer pessoa estud´-lo faz com que seu ıvel asuporte seja amplo e a documenta¸˜o farta. Muitas vezes, a documenta¸˜o formal inexiste ca ca- caso de projetos de pequeno porte; nos projetos maiores e de softwares mais maduros,a documenta¸˜o formal ´ extensa, veja por exemplo a documenta¸˜o dos softwares que ca e cacomp˜e o projeto Apache. Entretanto, mesmo nos casos em que a documenta¸˜o formal o ca´ pequena, o grupo de desenvolvedores envolvidos no projeto, ou os usu´rios do sistema,e aparticipam de f´runs e listas de discuss˜o que, em geral, tˆm resposta ` todas as perguntas o a e ae solucionam a maioria das d´ vidas surgidas no decorrer do uso do sistema. u Isto faz com que a resposta a d´ vidas e problemas seja muito mais r´pida para o u asoftware livre do que se compararmos a mesma situa¸˜o ocorrendo com um software capropriet´rio que, apesar de possuir vasta documenta¸˜o formal, muitas vezes a possui em a catermos extremamente t´cnicos e em poucos idiomas - quando n˜o somente em um. e a Outra vantagem no que se refere ` suporte ´ o suporte a novos idiomas[9]. Os softwares a epropriet´rios tem pouca ou nenhuma inten¸˜o de possuir vers˜es em in´ meros idiomas. a ca o uEm geral, estes sistemas vˆm em inglˆs ou no idioma nativo da empresa desenvolvedora e ee, no m´ximo, nos idiomas dos pa´ a ıses onde a empresa deseja fixar mercado. Isto traz` tona problemas culturais e deixa ` margem idiomas de pa´ de pouca influˆncia oua a ıses e
  16. 16. 11dialetos usados por uma fatia muito pequena da popula¸˜o. Um caso interessante de casuporte ` idiomas ´ o da Islˆndia. Como objetivo de preservar seu idioma, a Islˆndia a e a asolicitou ` Microsoft uma vers˜o do Windows em inslandˆs, se propondo inclusive a pagar a a e` Microsoft pela tradu¸˜o.a ca A Islˆndia, um pa´ com pouco mais de 290 mil habitantes [8] e um PIB de US$25 mil a ıs[4], tem poder para fazer uma solicita¸˜o deste porte ` maior empresa desenvolvedora de ca asoftware no mundo. Mas pa´ em desenvolvimento ou subdesenvolvidos n˜o possuem ıses aa influˆncia ou o aporte financeiro necess´rio ` tal empreitada. Como o software livre e a apossui seu c´digo-fonte aberto ` comunidade, com pouco investimento se consegue uma o atradu¸˜o do programa desejado ao idioma local. Al´m disto, muitos sistemas tˆm sido ca e edesenvolvidos utilizando os padr˜es de internacionaliza¸˜o I18N da W3C, o que facilita a o catradu¸˜o para outros idiomas. ca2.2.3 Aquisi¸˜o e distribui¸˜o ca ca A distribui¸˜o do software livre ´ feita de forma mais r´pida, eficiente e barata que ca e aos softwares propriet´rios: por ter a liberdade de distribuir sem restri¸˜es, o software a colivre possui uma cadeia de distribui¸˜o informal inigual´vel e, por consequˆncia, somente ca a eestim´vel. A populariza¸˜o da internet agregou maior agilidade neste processo, j´ que o a ca asoftware fica dispon´ vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana para c´pia, ıvel osem o custo adicional de m´ ıdias para distribui¸˜o. ca Alguns softwares, principalmente sistemas operacionais que s˜o, em geral, grandes a(uma distribui¸˜o Linux m´dia hoje utiliza uma m´ ca e ıdia de cd-rom de aproximadamente800 MB de capacidade), oferecem a op¸˜o de enviar uma c´pia da m´ ca o ıdia original porcorreio. Geralmente ´ cobrada a taxa de envio, mas existem casos como do Ubuntu eque n˜o cobra tal taxa, enviando o n´ mero de m´ a u ıdias solicitadas sem custo algum aosolicitante.2.2.4 Seguran¸a e privacidade c Algumas empresas, de forma n˜o ´tica, usam as caracter´ a e ısticas do software abertocontra ele, na tentativa de conquistar um novo cliente. Al´m de distorcer a realidade e usar ede m´s pr´ticas no competitivo mercado de software, estas empresas enganam o cliente a aao usar estes argumentos para impor uma inexistente falta de seguran¸a nos softwares de c
  17. 17. 12c´digo aberto - existem vendedores que dizem aos clientes que o fato de qualquer pessoa opoder alterar o c´digo (o que ´ parcialmente verdade, j´ que os grandes softwares possuem o e aum controle r´ ıgido de altera¸˜es, restrito a um grupo de desenvolvedores) faz com que seja comais f´cil de se encontrar falhas e portas de entrada (backdoors) neste tipo de sistema. a Isto ´, de fato, verdade. Se uma pessoa m´ intencionada quiser se dispor a ler um e ac´digo de um software muito utilizado, digamos um sistema de seguran¸a de redes como o o cSnort ou o IPChains, ´ totalmente poss´ e ıvel, por´m a resposta da comunidade a este tipo ede ataque ´ muito r´pida e as falhas de seguran¸a s˜o rapidamente corrigidas, exatamente e a c aporque o c´digo ´ aberto. Se a mesma situa¸˜o acontece com um sistema propriet´rio, de o e ca ac´digo fechado, a falha decoberta - apesar de n˜o possuir o c´digo do sistema, facilmente o a ose descobrem falhas de seguran¸a nos sistemas de grande porte; e isto ocorre com uma cfrequˆncia muito grande - pode ser explorada por muito tempo, at´ que algu´m a reporte e e eadequadamente ` empresa desenvolvedora e esta disponibilize uma corre¸˜o ou nova vers˜o a ca ado sistema. A quest˜o da privacidade ´ um ponto que tem sido muito discutido atualmente devido a e` uma s´rie de funcionalidades ”ocultas”(eventualmente descobertas) de alguns softwaresa epropriet´rios que remetiam informa¸˜es sigilosas de usu´rios destes sistemas para a em- a co apresa desenvolvedora do sistema. Esta quest˜o ainda ´ muito debatida e n˜o se chegou a e a` uma conclus˜o: muitos acreditam que as tais funcionalidades n˜o existem realmente;a a aque s˜o frutos de trojans espec´ a ıficos; ou que s˜o ”propaganda”enganosa dos concorrentes. aAlgumas empresas como a Microsoft assumiram que vers˜es de alguns de seus softwares opossu´ ıam tais ferramentas mas que foram removidas da vers˜o final distribu´ no mer- a ıdacado. O fato ´ que, em softwares propriet´rios, resta ao consumidor-usu´rio acreditar no e a adepoimento da empresa que lhe vendeu o software, pois ele n˜o ter´ acesso ao c´digo para a a oter certeza absoluta. O que n˜o acontece facilmente com um software de c´digo aberto, a opois qualquer funcionalidade pode ser facilmente rastreada e a comunidade inteira alertadaem quest˜o de horas. a2.2.5 Independˆncia e transferˆncia tecnol´gica e e o Poucos produtos atualmente disp˜em de uma liberdade tecnol´gica t˜o grande quanto o o ao software livre. Padr˜es s˜o desenvolvidos e aplicados em plataformas livres, j´ que a o a a
  18. 18. 13comunidade do c´digo aberto est´ mais disposta a ”testar”os padr˜es antes e garantir seu o a ofuncionamento adequado e termina por ser um dos grandes respons´veis pela homologa¸˜o a cadestes padr˜es. o Outro fator ´ que os desenvolvedores quando se prop˜em a desenvolver um software que e oser´ disponibilizado de forma gratuita e com o c´digo-fonte para toda a comunidade, j´ se a o apreocupa em deix´-lo com certas caracter´ a ısticas que facilitar˜o sua dissemina¸˜o. Utilizar a capadr˜es de internacionali¸˜o, como o I18N, por exemplo, ´ uma atividade que tem se o ca etornando comum neste meio. Outras caracter´ ısticas como independˆncia de plataforma, egarantia de manuten¸˜o e sustentabilidade tˆm sido fatores que influenciam o p´ blico a ca e uoptar pelo software livre. Ferramentas de desenvolvimento gratuitas, como o Java, tem causado grande impactono mercado de software livre, incluindo conjuntos de ferramentas e pacotes para apoio aodesenvolvimento com o pr´prio Java s˜o desenvolvidos em Java! o a2.3 Distribui¸˜o, licen¸as e patentes: onde est´ o lucro nisto ca c atudo? O software livre n˜o traz embutido em si custo direto, pois n˜o ´ comum cobrar- a a ese pela distribui¸˜o, apesar de isto n˜o ser impeditivo de cham´-lo de Software Livre - ca a aquando carrega o atributo gratuito n˜o ´ cobrada taxa, mas licen¸as como a GPL dizem a e cclaramente que o fato de ser livre n˜o implica em ser gratuito. Entretanto, a comunidade adistribui gratuitamente a grande maioria dos softwares livres produzidos. Muitas empresas faturam com o software livre desenvolvido de maneira indireta. Osoftware (c´digo compilado ou fonte) n˜o ´ vendido ou nenhuma taxa ´ cobrada pela sua o a e edistribui¸˜o, por´m o desenvolvedor vende servi¸os de instala¸˜o, customiza¸˜o, treina- ca e c ca camento, manuten¸˜o, entre outros. ca A distribui¸˜o ´ feita de in´ meras maneiras, de acordo com a abrangˆncia desejada ca e u epelo desenvolvedor. O meio mais utilizado atualmente ´ a Internet, conforme descrito e ıdia CD ou DVD com c´piana se¸˜o anterior. Mas existem empresas que oferecem a m´ ca ooriginal do software gratuitamente, mediante pequenas taxas ou somente mediante a taxade entrega.
  19. 19. 143 Quem est´ adotando o software livre? a3.1 Empresas privadas Empresas privadas de todos os portes tˆm adotado gradativamente softwares livres eou gratuitos em substitui¸˜o aos programas mais comumente usados, como os pacotes de caescrit´rio (editores de texto, planilha e apresenta¸˜o), gerenciadores de bancos de dados o cae sistemas operacionais. Em geral, estas empresas optam por utilizar software livre nas ´reas de dom´ inter- a ınionas - principalmente dentro dos departamentos de TI - substituindo sistemas operacionais,gerenciadores de bancos de dados, ferramentas de desenvolvimento e manuten¸˜o interna. ca ınimo de ferramentas desejadas tamb´m s˜o uti-Aplicativos est´veis e com o conjunto m´ a e alizados. Mas o mercado de software livre ainda n˜o conseguiu bons aplicativos para aconcorrer na ´rea de editora¸˜o gr´fica e desenho vetorial - ´reas em que os softwares da a ca a agigante Corel e do pacote AutoCad dominam h´ anos. a3.2 Empresas p´ blicas u Nas empresas p´ blicas o baixo or¸amento para TI ajuda na op¸˜o pelo software livre, u c cafazendo com que este tipo de software apare¸a com maior frequˆncia e para a maioria das c e´reas de atua¸˜o, desde pacotes para escrit´rio at´ editora¸˜o gr´fica e todo o pacote dea ca o e ca aferramentas de desenvolvimento e manuten¸˜o interna de sistemas. ca Nos ultimos anos, o governo federal brasileiro tˆm incentivado o uso de software livre ´ etanto para empresas quanto para consumidores dom´sticos, com o intuito de reduzir o ecusto de aquisi¸˜o e de reduzir o impacto de manuten¸˜o cont´ ca ca ınua de software nas contasp´ blicas. u Nos estabelecimentos p´ blicos, em geral, os sistemas operacionais de servidores s˜o u aLinux e utiliza-se em maior n´ mero de esta¸˜es pacotes gratuitos como OpenOffice do u coque o original da Microsoft. Os bancos de dados para sistemas de pequeno e m´dio eporte utilizam gerenciadores como o PostgreSQL ou o MySQL - gratuitos. Sistemas deseguran¸a s˜o montados utilizando IPChains e Snort. c a3.3 Home office
  20. 20. 15 Assim como para empresas, para o ambiente dom´stico o software livre tem muito o eque agregar. Apesar da facilidade existente para copiar ilegalmente softwares e utiliz´- alos com licen¸as falsas sem perda de funcionalidades, existem muitos sofwares gratuitos csimilares - e muitas vezes superiores aos pagos - que podem ser utilizados trazendo maisagilidade, desempenho e qualidade ao trabalho produzido. Desde o sistema operacional at´ o navegador de internet, existem softwares gratuitos eem maior quantidade e para maior p´ blico do que os pacotes propriet´rios. Vejamos: u a • Sistema operacional: para o ambiente dom´stico, temos dois principais sistemas e operacionais no mercado: o Microsoft Windows e o Apple OS. O linux possui mais de trinta distribui¸˜es diferentes, adaptadas para os diversos tipos de atividades e co para os diversos n´ ıvels de conhecimento do usu´rio em sistema operacional. a • Editor de texto: a instala¸˜o do MS-Windows traz consigo o Bloco de Notas e o ca Wordpad; em instala¸˜es padr˜o m´ co a ınimas de qualquer distribui¸˜o linux, encontra- ca se mais de dez diferentes editores de texto, dos mais simples como o Joe (lembra o edit do antigo MS-DOS) at´ complexos editores como o VI e o Emacs (que permitem e at´ chamada de programas externos para processar o texto editado). e • Editor de imagens: o Gimp ´ um editor de imagens originalmente criado para Linux e que possui, atualmente, uma vers˜o para Windows. Possui capacidade de edi¸˜o a ca equivalente a produtos como Adobe Photoshop ou Corel Photopaint. • Pacote de escrit´rio: existem in´ meros pacotes de escrit´rio atualmente, sendo o o u o mais conhecido o OpenOffice, por´m o linux oferece ainda pacotes como o KOffice e - possui menos recursos mas ´ tamb´m uma ´tima op¸˜o. e e o ca • Tocador de m´ sica ou v´ u ıdeo: xmms (vers˜o para linux do Winamp) ´ o mais simples a e tocador de m´ sica existente e j´ ´ o suficiente para se divertir por muito tempo; u a e possui a mesma quantidade de recursos que seu equivalente no MS-Windows, com a vantagem de que ´ mais f´cil encontrar e gerar novas skins para ele. e a O Linux tamb´m oferece equivalentes a todos os demais softwares existentes que cos- etumamos utilizar em casa: gravadores de cd/dvd, navegadores de internet, clientes dee-mail, anti-v´ 1 , jogos, emuladores, etc. ırus 1 Apesar da dificuldade de propaga¸ao de v´ c˜ ırus e similares no Linux devido ` forte pol´ a ıtica de segu-
  21. 21. 164 O software livre para o profissional de TI O software livre possui fortes ra´ no ambiente t´cnico. Desde de editores de texto ızes emais aparelhados at´ IDEs sofisticadas, o profissional de TI tem ` sua disposi¸˜o um e a caaparato altamente eficiente para ajud´-lo no seu cotidiano. a Para as tarefas de documenta¸˜o, existem processadores de texto como o LaTeX, que catraz ao documento formata¸˜o profissional. O LaTeX permite formatar qualquer tipo de caobjeto dentro do texto de maneira pr´tica, deixando todo o documento dentro do padr˜o. a aO contra ´ que o LaTeX ´ compilado, ou seja, o texto deve ser escrito em um editor e eda preferˆncia do autor utilizando comandos pr´prios do LaTeX; depois o documento e odeve ser compilado pelo LaTeX para que possa ser visualizado. N˜o ´ poss´ a e ıvel editarum documento LaTeX como editamos um documento em processadores de texto comuns,como o Microsoft Word ou o BrOffice Writer1 . Os profissionais de TI tamb´m se beneficiam com o uso de editores de texto mais epoderosos como o VI e o Emacs. Estes dois editores trazem diversas ferramentas queajudam na edi¸˜o de textos. Seria injusto comparar editores como o Bloco de Notas do caMicrosoft Windows com VI ou Emacs, pois estes ultimos oferecem muito mais ferramentas, ´por exemplo, plugins, sistemas complexos de localiza¸˜o e substitui¸˜o de textos, aber- ca catura de diversos arquivos simultaneamente, integra¸˜o com ferramentas externas, entre cain´ meros outros benef´ u ıcios. Na ´rea de desenvolvimento de software existe h´ muitos anos linguagens de pro- a agrama¸˜o gratuitas, ou seja, cujo compilador pode ser adquirido sem custo. As mais cautilizadas atualmente s˜o o C++ e o Java. Para o C++ existem diversos compiladores agratuitos (as distribui¸˜es Linux trazem o gcc por padr˜o) e algumas IDEs que ajudam co ano desenvolvimento de aplica¸˜es simples (como o Blodshed Dev C++). Mas ´ o Java co eque se destaca nesta ´rea. a Duas IDEs disputam a preferˆncia dos programadores de Java. O Eclipse e o Netbeans es˜o duas ferramentas poderosas e que, gra¸as ` inclus˜o de plugins, tˆm capacidade vir- a c a a etualmente infinita de agregar funcionalidades. Ambas oferecem servi¸os b´sicos de edi¸˜o c a caran¸a impl´ c ıcita no sistema operacional, ainda assim ´ poss´ haver contamina¸ao - ressaltando que a e ıvel c˜probabilidade de infec¸ao por v´ c˜ ırus, trojans e worms no linux ´ muito menor que no MS-Windows e 1 Este trabalho foi inteiramente desenvolvido utilizando o LaTeX
  22. 22. 17de c´digo, como esquema de cores, auto-completar comandos de acordo com as APIs, oajuda on line das APIs usadas, auto-corre¸˜o de c´digo. Mas ´ a sofistica¸˜o dos plugins ca o e cadispon´ ıveis que ajuda a cativar o p´ blico. Ambas as ferramentas s˜o gratuitas e tˆm u a evers˜es para Linux e Windows. O Eclipse ´ desenvolvido em Java e, por isto, pode ser o eexecutado em qualquer sistema operacional que possuir a m´quina virtual do Java. a
  23. 23. 185 Conclus˜o a Como pudemos ver, o software livre traz in´ meras vantagens no seu uso, que v˜o al´m u a edo baixo custo (tendendo a zero). O uso do software livre pode trazer diversos benef´ ıcios,como a independˆncia de tecnologia, melhoria de desempenho e liberdade de uso. e Na maioria do tempo utilizamos software propriet´rio por quest˜o de costume. A a amaioria das pessoas tˆm dificuldade com mudan¸as e preferem pagar por ferramentas que e cn˜o utilizam a substituir os aplicativos conhecidos pelos similares gratuitos e livres. a No ambiente de desenvolvimento de software isto n˜o ´ t˜o grave pois as tecnologias a e ade desenvolvimento mais utilizadas atualmente s˜o baseadas nos conceitos de software alivre. Utilizar software livre ainda ´ uma quest˜o de ideologia, mas que est´ se tornando uma e a aquest˜o de custo/benef´ a ıcio, principalmente pelo fato de haver incentivo pelos governos dediversos pa´ na ado¸˜o do software livre, como Fran¸a e Brasil. Este tipo de incentivo ıses ca cfoi fundamental para trazer o software livre para o mercado dom´stico, onde ele tem se efirmado cada vez mais e conquistado seu merecido espa¸o. c
  24. 24. 19Anexo A: Tabela de equivalˆncia de softwares [6] e Escrit´rio o Microsoft Windows Mac OS X Ubuntu Linux Acrobat Reader Acrobat Reader Kpdf, Acrobat Reader Bloco de Notas, Word Edit Gedit, Kate, Leaf, Pad Emacs, Mousepad Microsoft Word OpenOffice.org Write OpenOffice.org Writer, AbiWord Microsoft Excel OpenOffice.org Calc OpenOffice.org Calc, GnuMeric Microsoft Power Point OpenOffice.org Im- OpenOffice.org Im- press press Microsoft Access OpenOffice.org Base OpenOffice.org Base Microsoft Money - GnuCash Utilit´rios a Microsoft Windows Mac OS X Ubuntu Linux WinZip, WinRar Stuffit File Roller, Ark Windows Explorer Finder Nautilus, Konqueror, Thunar, Rox-Filer Gadgets, Google Widgets gDesklets, aDesklets, Desktop Gadgets SuperKaramba, Gkrellm Google Desktop (Busca inteligente in- Deskbar (Gnome) Search tegrada no sistema) Vmware, Virtual PC Virtual PC, Parallels Vmware, VirtualBox, Qemu, Bochs, Xen, DOSEMU
  25. 25. 20 Microsoft Windows Mac OS X Ubuntu Linux Adicionar e Remover Finder, Mac Installer Synaptic, Adept Programas Norton Anti V´ ırus, VueScan Dr. Web, Trend AVG, Avast, McAfee, ServerProtect, RAV Panda AntiVirus, F-Prot, Clam AntiVirus, Kaspersky, YAVR V´ ırus, Trojans, Spy- V´ ırus, Trojans, Spy- N˜o tem a wares, Adwares wares, AdwaresInternet Microsoft Windows Mac OS X Ubuntu Linux Windows Live Mes- aMSN, MSN Messen- Gaim, aMSN, Mer- senger, ICQ, YIM, ger, Adium cury, Kopete Jabber, Gtalk, MSN Internet Explorer Safari, Firefox, Opera Firefox, Swiftfox, Konqueror, Opera Outlook Express, Mi- Mail, Thunderbird Evolution, Kontact, crosoft Outlook Thunderbird Microsoft FrontPage, iWeb NVU, Quanta+, Blue- Dreamweaver fish mIRC Colloquy XChat, Ksirc, Kon- versation, Kvirc, Irssi CuteFTP, Bullet - gFTP, Kbear, Nau- Proof FTP, WSftp tilus, Konqueror Zone Alarm, McAfee - Firestarter, Kmyfire- Firewall, Norton In- wall, GuardDog, Fire- ternet Security Wall Builder
  26. 26. 21M´sica e v´ u ıdeo Microsoft Windows Mac OS X Ubuntu Linux Windows media iTunes, QuickTime, Totem, Kaffeine, Player (v´ ıdeo) VLC Mplayer, Xine, Gxine, VLC Real Player Real Player Real Player Nero, Easy CD Cre- iDVD Nautilus, Nero, K3B, ator Brasero, Gnome Baker DVD Shrink iDVD Xdvdshrink, K9copy, Acidrip, DVD::RIP, Thoggen Winamp - XMMS, Beep-Media- Player, AudaciousGr´ficos e imagens a Microsoft Windows Mac OS X Ubuntu Linux Photoshop Lite, Pi- iPhoto, Picasa F-Spot, digiKam, Pi- casa casa Adobe Photoshop Adobe Photoshop GIMP, Pixel Edit, KritaProgramas cient´ ıficos Microsoft Windows Mac OS X Ubuntu Linux Origin, Gnuplot - LabPlot, Gnuplot Maple, Mathematica - Mathematica, wx- Maxima, Axiom Matlab - Octave, SciLab
  27. 27. 22Desenvolvimento de software Microsoft Windows Mac OS X Ubuntu Linux MSVC++, Net- Netbeans com C++ Netbeans com C++ beans com C++ Pack Pack, Eclipse/CDT, Pack, Eclipse/CDT, CodeBlocks, KDe- CodeBlocks velop, Qt Designer, gcc, Anjuta VisualBasic - Gambas Delphi - Lazarus C# - Visual Studio - Monodevelop
  28. 28. 23Gloss´rio aCVS Sistema de controle de vers˜o. aFree Software Foundation Organiza¸˜o destinada ` divulga¸˜o de software livre. ca a caW3C World Wide Web Consortium. Cons´rcio de empresas respons´vel por o a definir os padr˜es para a internet. o
  29. 29. 24Referˆncias Bibliogr´ficas e a[1] FREE SOFTWARE FOUNDATION, “Categories of Free and Non-Free Software” The Free Software Foundation. Dispon´ ıvel em http://www.fsf.org/licensing/essays/categories.html. Acessado em 17-04-2007.[2] FREE SOFTWARE FOUNDATION, “The Free Software Definition” The Free Software Foundation. Dispon´ em http://www.fsf.org/licensing/essays/free-sw.html. Acessado em ıvel 17-04-2007.[3] FREE SOFTWARE FOUNDATION, “Some Confusing or Loaded Words and Phrases that are Worth Avoiding” The Free Software Foundation. Dispon´ ıvel em http://www.fsf.org/licensing/essays/words-to-avoid.html. Acessado em 17-04-2007.[4] Index Mundi, “Islˆndia Produto Interno Bruto (PIB) per capita” IndexMundi. Dispon´ a ıvel em http://www.indexmundi.com/pt/islandia/produto interno bruto (pib) per capita.html. Acessado em 23-04-2007.[5] OSTG (Open Source Technology Group), “SourceForge.net: What is SourceForge.net?” SourceForge.net. Dispon´ ıvel em http://sourceforge.net/docs/about. Acessado em 18-04- 2007.[6] RODRIGUES, Henrique, “Programas equivalentes por sistema operacional”. Dispon´ ıvel em http://wiki.ubuntu-br.org/ProgramasEquivalentes. Acessado em 13/06/2007.[7] Savannah, “Savannah website” The Free Software Foundation. Dispon´ ıvel em http://savannah.gnu.org/. Acessado em 19-04-2007.[8] Wikipedia, “Islˆndia” a Wikipedia A enciclop´dia e livre. Dispon´ ıvel em http://pt.wikipedia.org/wiki/Isl%C3%A2ndia. Acessado em 23-04-2007.
  30. 30. 25[9] YEE, Danny, “Development, Ethical Trading, and Free Software” Danny Yee’s home page, Australia: 11-30-1999. Dispon´ em http://danny.oz.au/freedom/ip/aidfs.html. Acessado ıvel em 22-04-2007.

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