Os fundamentos da relação entre a educação e o trabalho em de Gramsci: A Escola Unit ária. Disciplina: Trabalho, Educação e Desenvolvimento Societário. Professora: Maria Aparecida da Silva Alunos: Sara Rios Bambirra Santos Valeria Bolognini F. Machado Venício Jos é Martins Mestrado em Educaç ão Tecnológica
Objetivo:
Apresentar historiciza ção da construção teórica gramsciana sobre educação e trabalho.
A Escola de Gramsci A importância histórica do conflito da primeira guerra é percebida por Gramsci. Cunha o termo desinteressado - o que interessa não apenas aos indivíduos, mas à coletividade. Palavra-chave: trabalho Cultura, escola e a formação devem ser classistas e proletárias. A burocracia matou a produção. Falta uma escola do trabalho na Itália. É preciso integrar a corrente humanista e a profissional, pois, antes do operário existe o homem.
Universidade popular Em 1916, no artigo intitulado “A Universidade Popular” rejeita vigorosamente qualquer forma de discussão popular amesquinhada pelo assistencialismo cultural. Gramsci toma partido em favor do método historicista. Historicismo é a forma de vivificar e recriar a ciência.
Associação de Cultura Não se alfabetiza a força, é necessário um ambiente democraticamente participativo. Critica a universidade popular de Turim, pois ela tem a mesma eficácia das instituições de beneficiência que acreditam satisfazer um prato de sopa as necessidades fisiológicas dos desgraçados que não podem se nutrir e suscitam o tema “pena” ao coração tenro de seus senhores.
A escola de Quadros (Pós-guerra - 1919-1921)
“ Orde Nuovo” –
Uma tendência educativa e uma revista.
Integrar teórica e pratica - do mundo do trabalho ao mundo da cultura;
A escola profissionalizante como a escola desinteressada .
A idéia de educar a partir da realidade viva do trabalhador e não de doutrinas frias e enciclopédicas.
“ Orde Nuovo”
A escola deve se pautar nos conselhos (fábrica e campo)
A escola produz fundamentalmente trabalho intelectual, a fábrica produz trabalho material.
A escola, portanto, tem seu princípio pedagógico fora dela, o sentido que não é ela que cria.
A nossa escola é viva, porque os operários levam à ela sua melhor parte, aquela que o cansaço da oficina não pode enfraquecer: a vontade de se tornarem melhores.
A escola deve ensinar exatamente como é e como funciona o instrumento de trabalho.
Mesmo em uma nova escola, não se parte do zero, porque a própria prática produtiva industrial constitui o primeiro momento formativo do novo homem socialista.
O trabalho educa o novo homem. Entretanto, se a f á brica inicia , ela não completa o processo educativo.
A escola de partido (ascensão do fascismo 1921-1926) Construtividade é um valor fundamental em toda vida e ação de Gramsci. Ele não simpatiza com o verbo destruir aplicado indiscriminadamente, ele é profundamente construtor, consertador.
A escola por correspondência
Pensamento desenvolvido no contexto do estado fascista.
Com o objetivo de criar
novas escolas de partido, cuja função é formar
organizadores e difusores bolchevistas.
É na relação orgânico pedagógica entre uma escola e um determinado movimento social objetivo que se deve procurar o principio didático inspirador.
Nesse momento ele rejeita a cultura desinteressada , pois propõe uma escola por correspondência, uma escola imediatista.
A Escola é algo importante, mas complementar. Acelera as potencialidades humanas, mas não as cria.
Desagregar o bloco intelectual Há um grupo de intelectuais conservadores que acabam impedindo o movimento revolucionário e que o operário camponês isolado, não consiga o poder.
A escola da liberdade industrial (1927-1937)
Educação da criança e do adolescente
Estabelecer o trabalho industrial moderno como símbolo educativo significa de certa forma introduzir, na escola e na educação familiar, a disciplina moderna (inclusive como o fordismo pensou). A disciplina, também, é histórica, pois a pré-industrial é bem diferente da industrial.
Preparação para o trabalho, portanto, não é em primeiro lugar uma questão de aprendizagem técnica nem é mecânica a preparação para o mercado é antes de tudo aprendizagem dos hábitos adequados para lidar ou lutar no mundo do trabalho.
Educação e Hegemonia: Mussolini na Itália, Stalin na Rússia O homem - até 16-18 anos - deve freqüentar uma escola disciplinada, isto é, informada pelo ethos , logos e pelos técnicos do trabalho moderno, jamais, por é m profissionalizante, mas sim aberta, humanista, culta, em sumo, do tipo renascentista atualizada.
Método Pedagógico: LIBERDADE, NECESSIDADE, FANTASIA DA CONCRETUDE.
Leonardo da Vinci é a grande refer ê ncia para Gramsci, pois é o símbolo da unidade entre tecnologia e cultura humanística, entre disciplina produtiva e liberdade (politecnia).
Para Gramsci, a crise da escola tradicional é conseqüência da morte da sociedade tradicional, pelo avanço industrial. A pontencialidade do intelectual na luta pela hegemonia é enorme também para a classe trabalhadora.
Difundir sempre mais as escolas profissionais profissionalizadas nas quais o destino dos alunos e sua futura atividade são pré-determinados.
Escola única inicial de cultura geral , humanista informativa, que seja capaz ao mesmo tempo desenvolver a capacidade de trabalhar manualmente (técnica, industrial) com o desenvolvimento das capacidades de trabalhar intelectualmente.
A ESCOLA UNITÁRIA devera eleger como eixo de seu currículo, uma outra linguagem, a linguagem industrial.
ESCOLA UNITÁRIA de Gramsci Liberdade forjada no e pelo trabalho moderno, administrado pelo pr óp rio trabalhador, o qual produz e defini a política de distribuição e de produção.
Para Paolo Nosella A escola de Gramsci, foi dito, e com razão, é ancorada no trabalho, mais exatamente, organicamente articulada com o trabalho intelectual. homem rural e as escolas politécnicas e tecnológicas refletem as possibilidades enormes que o homem possui quando liberta seu cérebro de um único e infindável processo produtivo. Afirma-se a LIBERDADE como essência do moderno trabalho industrial e sua ciência. O taylorismo foi uma dura escola de liberdade para o homem
Refer ê n cia B ibliográfica NOSELLA, Paolo. A Escola de Gramsci . 3. ed. São Paulo: Cortez, 2004.
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