TÉCNICO EMMULTIMEIOS DIDÁTICOS13pro uncionárioCurso Técnico de Formação paraos Funcionários da EducaçãoLaboratórios1313131...
Brasília – 2009
Governo FederalMinistério da EducaçãoSecretaria de Educação BásicaDiretoria de Políticas de Formação, Materiais Didáticos ...
C957l Cruz, Joelma Bomfim da.Laboratórios. / Joelma Bomfim da Cruz. – Brasília :Universidade de Brasília, 2009.104 p.ISBN:...
ApresentaçãoA educação é a base para a formação das pessoas. Sabe-mos que a formação cidadã independe de idade ou condi-çã...
Sumário
UNIDADE 1 – A experimentação como práticacientífica 09UNIDADE 2 – Laboratórios 17UNIDADE 3 – Laboratório de Ciências 25UNI...
UNIDADE1–Aexperimentaçãocomopráticacientífica10A idéia de experimentação está presente na história da huma-nidade. Desde o...
11IMPORTANTEUNIDADE1–Aexperimentaçãocomopráticacientíficados nossos antepassados, mas também sua forma de pensar.Ele preci...
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UNIDADE2–Laboratórios182.1 Alguns fundamentos da educaçãoQuando nos reportamos aos tempos antigos, encontramosvários ciclo...
UNIDADE2–Laboratórios19IMPORTANTEAlém de expulsar os jesuítas,o Marquês de Pombalproibiu violentamente quese falassem as l...
UNIDADE2–Laboratórios20Para saber mais sobre asConstituições, acesse o sitewww.planalto.gov.brque os índios aprendessem a ...
UNIDADE2–Laboratórios21IMPORTANTEOs PCNs remetem-nos à revisão diária de nossa prática pe-dagógica, e, dessa maneira o edu...
UNIDADE2–Laboratórios22exercício prático e o experimento produzirão a interação entreo aluno e o aprendizado de maneira pr...
UNIDADE2–Laboratórios23IMPORTANTEestar inseridos na proposta pedagógica, propiciando melhororganização dos conteúdos, de t...
UNIDADE2–Laboratórios24participar do crescimento individual e coletivo dos jovensconfiados à escola, pela sociedade.Nesse ...
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27IMPORTANTEUNIDADE3–LaboratóriodeCiênciasA experiência, como recurso didático, deve estar intimamenterelacionada aos conh...
UNIDADE3–LaboratóriodeCiências28FICHA DE LABORATÓRIOAluno:Experimento:Série/turma: Data: Prática no:Introdução teóricaNest...
29IMPORTANTEUNIDADE3–LaboratóriodeCiênciasque esse ambiente possa funcionar de modo seguro. Primei-ramente, um fator relev...
UNIDADE3–LaboratóriodeCiências30Outro fator importante relaciona-se à segurança. Os funcio-nários deverão manter, com os a...
31IMPORTANTEUNIDADE3–LaboratóriodeCiênciasque os alunos deixem seus materiais antes de entrarem.Cada aluno terá um espaço ...
UNIDADE3–LaboratóriodeCiências32Não pegar, diretamente com as mãos, equipamentos queforam submetidos a um aquecimento e qu...
33IMPORTANTEUNIDADE3–LaboratóriodeCiênciasNormalmente, o uso desses materiais deve ser evitado ou,pelo menos, controlado. ...
UNIDADE3–LaboratóriodeCiências34Almofariz e pistiloUtilizados para triturar e pulverizarsólidos.AquárioDepósito de água de...
35IMPORTANTEUNIDADE3–LaboratóriodeCiênciasBalão volumétricoPossui colo longo, com um traço deaferição (medição) situado no...
UNIDADE3–LaboratóriodeCiências36BisturiInstrumento de lâmina curta, pontudoe cortante, usado para fazer incisões napele e ...
37IMPORTANTEUNIDADE3–LaboratóriodeCiênciasCondensadorUtilizado nos processos de destilação.Sua finalidade é condensar os v...
UNIDADE3–LaboratóriodeCiências38ErlenmeyersFrasco utilizado para aquecer líquidos oupara efetuar titulações. Pode apresent...
39IMPORTANTEUNIDADE3–LaboratóriodeCiênciasFunil de bromo, dedecantação ou de separaçãoÉ usado na separação de líquidos imi...
UNIDADE3–LaboratóriodeCiências40GeladeiraConservar reagentes, soluções, culturase outros materiais que necessitam estarref...
41IMPORTANTEUNIDADE3–LaboratóriodeCiênciasMicroscópio estereoscópicoou lupa estereoscópicaUsado para obter uma imagem ampl...
UNIDADE3–LaboratóriodeCiências42PissetaFrasco contendo água destilada, álcoolou outros solventes. É usado paraefetuar a la...
43IMPORTANTEUNIDADE3–LaboratóriodeCiênciasSuporte de lâminasLocal onde deve ser colocada a lâminapara descanso durante a s...
UNIDADE3–LaboratóriodeCiências44TripéAparelho portátil, firmado sobre trêspés, sobre o qual se assenta a tela deamianto.Tu...
45IMPORTANTEUNIDADE3–LaboratóriodeCiênciasÁcido acéticoInflamável: queima no ar a partir de 43° C.Corrosivo: provoca irrit...
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47IMPORTANTEUNIDADE3–LaboratóriodeCiênciasFormolSolução de aldeído fórmico usado como anti-séptico.Hidróxido de sódioÉ um ...
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49IMPORTANTEUNIDADE3–LaboratóriodeCiênciasMaterial convencional Material adaptadoBéquerPara a simples manipulação de líqui...
UNIDADE3–LaboratóriodeCiências50rolha furada, um cordão grosso e álcool. Dessa forma, pode-mos constatar que muitos materi...
51IMPORTANTEUNIDADE3–LaboratóriodeCiênciaselaborará uma proposta para organizaçãode um Laboratório de Ciências em sua esco...
UNIDADE3–LaboratóriodeCiências52É interessante utilizar órgãos de bois ou porcos para demons-trações, pois são encontrados...
53UNIDADE3–LaboratóriodeCiências3.2 Laboratório de QuímicaA proposta curricular do ensino de química, sob o amparoda Lei d...
UNIDADE3–LaboratóriodeCiências54realizadas pelo aluno, é, portanto, a principal proposta do en-sino de química.O sucesso d...
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UNIDADE5–LaboratóriodeInformática66O conhecimento da humanidade só evoluiu em virtude da in-cessante busca do ser humano e...
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UNIDADE5–LaboratóriodeInformática68desmontar quaisquer equipamentos ou acessórios do labo-ratório, sob qualquer pretexto, ...
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UNIDADE5–LaboratóriodeInformática71IMPORTANTELupaServe para a leitura de minúsculos nú-meros ou letras em chips. Algunscom...
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  1. 1. TÉCNICO EMMULTIMEIOS DIDÁTICOS13pro uncionárioCurso Técnico de Formação paraos Funcionários da EducaçãoLaboratórios13131313-CursoTécnicodeFormaçãoparaosFuncionáriosdaEducação/TécnicoemMultimeiosdiáticos:Laboratóriosprouncionário
  2. 2. Brasília – 2009
  3. 3. Governo FederalMinistério da EducaçãoSecretaria de Educação BásicaDiretoria de Políticas de Formação, Materiais Didáticos e de Tecnologias para a Educação BásicaUniversidade de Brasília(UnB)
  4. 4. C957l Cruz, Joelma Bomfim da.Laboratórios. / Joelma Bomfim da Cruz. – Brasília :Universidade de Brasília, 2009.104 p.ISBN: 978-85-230-0977-91. Experiência de laboratório. I. Título. II. Profun-cionário – Curso Técnico de Formação para osFuncionários da Educação.CDD 070.4Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
  5. 5. ApresentaçãoA educação é a base para a formação das pessoas. Sabe-mos que a formação cidadã independe de idade ou condi-ção social, sendo de suma importância à construção do nossojuízo de valor para nos comportarmos adequadamente. É preci-so exercitar a liberdade de pensamento, sentimento e imaginaçãoe, assim, possibilitar o pleno desenvolvimento dos nossos talentos ehabilidades.Nesse contexto, é importante realçar que, para alcançarmos essa forma-ção, necessitamos de uma contínua dedicação, base do êxito da prática pe-dagógica.Neste módulo, procuramos demonstrar a importância do experimento na fixa-ção dos conteúdos e o valor do laboratório como fonte essencial do desenvolvi-mento pedagógico do educando.Espera-se, na conclusão do módulo, que o cursista possa contribuir com mudan-ças significativas em seu ambiente de trabalho, proporcionando oportunidadesde ressignificação dos conteúdos aos discentes, garantindo melhor construção daaprendizagem e do crescimento, individual e coletivo, dos educandos.Objetivosexercitar o uso e as rotinas de um laboratório.-teúdos, com base nas habilidades e competências desenvolvidas em aulas teó-ricas.EmentaA experimentação como prática científica. As grandes descobertas. Laboratórios.O desenvolvimento dos laboratórios escolares – concepção, uso e rotina. Labo-ratório de ciências – biologia, química e física. Laboratório do ensino de línguas.Laboratório de informática.
  6. 6. Sumário
  7. 7. UNIDADE 1 – A experimentação como práticacientífica 09UNIDADE 2 – Laboratórios 17UNIDADE 3 – Laboratório de Ciências 25UNIDADE 4 – Laboratório do Ensino de Línguas 61UNIDADE 5 – Laboratório de Informática 65CONCLUSÃO 99REFERÊNCIAS 101
  8. 8. UNIDADE1–Aexperimentaçãocomopráticacientífica10A idéia de experimentação está presente na história da huma-nidade. Desde os primeiros homens até os nossos dias, tudocomeça de um pensamento, de uma necessidade. Depoisvêm as tentativas, os erros e os acertos até acontecer o fatoconcreto. A ciência tem evoluído a tal ponto que traz inúmerasfacilidades à vida diária, tendo em vista que, em quase todosos campos da atividade humana, existe a participação efetivada comunidade científica.Quando voltamos aos nossos ancestrais do período Pré-His-tórico, encontramos o homem vivendo em cavernas para seabrigar do frio, da chuva ou do sol forte e se alimentando decarne crua oriunda da caça. O período paleolítico, ou idade dapedra lascada, é marcado pela descoberta do fogo. O neolíti-co, ou período da pedra polida, caracteriza-se pela produçãode instrumentos mais elaborados. Passa-se a cultivar alimen-tos e a confeccionar roupas. Na idade dos metais, os utensíliosde pedra polida são substituídos por instrumentos de metal, oque tornou as armas mais eficientes.Percorrendo esses períodos, percebemos que o homem fezgrandes descobertas que facilitaram seu dia-a-dia. A necessi-dade de se alimentar, de obter a presa de forma mais práticae de aumentar seu cardápio diário parecem ter sido a “molapropulsora” da busca constante pela inovação.O homem percorre umcaminho de transfor-mações quando aban-dona a vida nas caver-nas e parte em buscade novas terras e co-nhecimentos, favore-cendo a formação deoutros grupos. Criam-se, assim, as primeirasregras de sociedade.A dificuldade de loco-moção, porém, é gran-de. No intuito de adap-tar-se à nova situaçãoe atender às necessidades do momento, ele cria a roda – in-vento revolucionário, amplamente utilizado nos dias atuais.Cada vez mais o homem se diferenciava dos outros animais.A descoberta do fogo mudou não apenas o modo de vidaAmplie seus conhecimentosno site: http://www.historianet.com.br/conteudo/
  9. 9. 11IMPORTANTEUNIDADE1–Aexperimentaçãocomopráticacientíficados nossos antepassados, mas também sua forma de pensar.Ele precisava criar, imaginar, ir em busca de soluções paraos afazeres diários; necessitava, e continua necessitando, deoportunidade e tempo para se desenvolver integralmente.É notório, portanto, que as conquistas realizadas contribuí-ram para a evolução do conhecimento humano e se esten-dem até a atualidade, ampliando as possibilidades de con-quistas futuras.Reúna com seu tutor e discuta sobre asdescobertas feitas pelo homem no decorrer da his-tória.Como as nossas escolas podem estimular os alunos aconstruir/criar objetos que melhorem a vida das pessoas?Se esta atividade fizer parte da prática profissionalsupervisionada, faça os registros necessários.1.1 As grandes descobertasNa luta pela sobrevivência, o homem aprendeu a conhecer anatureza e a desvendar seus segredos. Quando usou um ma-chado de pedra para abrir o crânio de um animal ou fez umarco para atirar uma flecha, ele estava incorporando conheci-mentos de mecânica. Ao utilizar o fogo para causar a combus-tão de algumas substâncias ou o cozimento dos alimentos,realizava um processo químico.Os primeiros povos civilizados aprenderam, entre outras coi-sas, a bombear água para as plantações, a transportar e a le-vantar enormes blocos de pedra, a construir monumentos.Desafiar a Lei da Gravidade, enfim, foi uma constante nesteperíodo.
  10. 10. UNIDADE1–Aexperimentaçãocomopráticacientífica12Na planície de Salisbury, sul da Inglaterra, está omais antigo monumento construído pelos homens.Ainda é uma incógnita para a atualidade saber o quesignifica tal conjunto de pedras. Este monumento cha-mado Stonehenge foi construído cerca de 2800 a 1100a.C., o mais curioso é que são blocos de pedras que che-gam a pesar 50 toneladas e têm em torno de 5 metros dealtura. As “pedras azuis” foram trazidas das Montanhas deGales, região que fica a 400 km de onde está o monumentoe, ainda, com direito à travessia marítima.Assim como as Pirâmides do Egito, Stonehenge desafia aengenharia, a matemática e a arquitetura moderna. Comosaber o que o homem fez para construir monumentos quedesafiam a força humana e a gravidade, num período emque não existiam tratores, caminhões, navios e guin-dastes?Os conhecimentos anteriores aos gregos foram obtidos natentativa de se resolver os problemas práticos, caseiros docotidiano das pessoas, em um processo lento e difícil, vistoque os povos enfrentaram problemas com a religião, as cren-ças e os mitos.As dificuldades domésticas já não foram a maior preocupaçãodos gregos, que procuraram explicar o mundo por meio darazão. Assim, conseguiram formular, racionalmente, os prin-cípios explicativos do movimento, da constituição da matéria,do peso e do comportamento da água.Quais as principais contribuições dos povos antigospara os dias atuais?Podemos deduzir que as grandes descobertas surgiram coma valorização das idéias e da experimentação. Bem se vê queos conhecimentos do mundo moderno sobre o mundo físi-co resultaram de um longo percurso histórico de tentativas.A necessidade de testar o que se conhecia por meio de formu-lações teóricas motivou importantes personagens do campocientífico.
  11. 11. 13UNIDADE1–Aexperimentaçãocomopr[áticacientíficaVejamos um pouco da vida de alguns deles:Arquimedes: nascido na Sicília – Siracusa, em 287 a.C., filhodo astrônomo Fídias. Desde pequeno foi apresentado à Astro-nomia. Ainda jovem, foi para o Egito estudar em Alexandria,berço de grandes pensadores e cidade da mais famosa biblio-teca de todos os tempos.Destaque na Matemática, na Geometria e na Astronomia, eleera muito requisitado pelo rei para solucionar problemas.Certa vez, o rei, necessitando descobrir se havia sido engana-do por um ourives, chamou Arquimedes para conferir se, nacoroa confeccionada, havia a mesma quantidade de ouro quefora entregue ao ourives. Arquimedes sai com tal missão e, aoentrar numa banheira, percebe que a água se desloca na mes-ma proporção da matéria que ocupa tal espaço. Neste instan-te, ele sai, nu, pela rua gritando “Eureca, eureca!”. Com estefato, não só descobre que o ourives havia colocado prata naliga, mas também a quantidade exata da prata. Graças a estadescoberta, temos um dos fundamentais princípios da hidros-tática denominado Princípio de Arquimedes.Arquimedes foi assassinado em 212 a.C., na mesma cidade emque nascera. Não se sabe ao certo quem o matou, mas suaslições são válidas e de muita importância até nossos dias.Isaac Newton: nasceu em 1642, na Inglaterra, vindo de umafamília de fazendeiros. Estudou na Universidade de Cambrid-ge, graças a um tio que era funcionário da universidade. Nãose destacou nos estudos durante os anos em que lá permane-ceu, mas, mesmo assim, desenvolveu um recurso matemáti-co que leva seu nome: Binômio de Newton.Ao terminar os estudos, voltou para a fazenda da mãe, poisuma epidemia assolava Londres. Um fenômeno corriqueironuma fazenda chamou a atenção de Newton: enquanto ob-servava uma macieira, percebeu um de seus frutos cair. O fatoo levou a pensar que havia uma força atraindo os corpos eesta poderia estar puxando até mesmo a Lua, impedindo-a deescapar de sua órbita.Essa foi a primeira vez que se cogitou que uma mesma leifísica (a atração dos corpos) se aplicasse tanto aos objetosterrestres quanto aos corpos celestes.Já conhecido pelas suas experiências, Newton retornou aCambridge, onde se tornou professor catedrático de Matemá-tica com apenas 27 anos.Princípio de Arquimedes– todo corpo mergulhadonum fluido sofre, porparte do fluido, uma forçavertical para cima, cujaintensidade é igual ao pesodo fluido deslocado pelocorpo.“Eureca!” a interjeiçãoatribuída a Arquimedes é“usada como solução detriunfo ao encontrar a soluçãopara um problema difícil”(Houaiss).Binômio de Newton:expressão algébrica formadapela soma ou a diferença dedois termos.Pesquise mais sobre IssacNewton no site: www.clubedeastronomia.com.br/isaac.php
  12. 12. UNIDADE1–Aexperimentaçãocomopráticacientífica14Em 1687, publicou um livro com as famosas três leis do mo-vimento (Leis de Newton), que, para o momento, não vamosestudá-las.Morreu em 1727 e, avaliando a própria carreira, afirmou: “Te-nho a impressão de ter sido uma criança brincando a beira-mar, divertindo-me em descobrir uma pedrinha mais lisa ouuma concha mais bonita, enquanto o imenso oceano da ver-dade continua misterioso diante de meus olhos”.Leonardo da Vinci: nasceu em 1452, no vilarejo de Anchiano,do lado de fora dos muros do castelo da então República deFlorença, Itália. Filho de uma mendiga com um escrivão res-peitado na elite florentina, foi criado pelo pai, que tinha recur-sos e sensibilidade para identificar os dons artísticos do filho.Na adolescência, trabalhou como aprendiz no estúdio de umgrande desenhista. Conta a lenda que o aluno superou tanto omestre que o fez desistir de pintar de uma vez por todas.Além de pintor, Leonardo foi escultor, arquiteto, anatomista,botânico, zoólogo, geólogo, físico, poeta, músico, inventor,piadista, cozinheiro e, ainda, era bom cantor.Gostava de estudar e deixou em suas obras de arte uma de-monstração de seu grande conhecimento. Em 1489, ao retirartoda a pele de um cadáver para desenhar os feixes de mús-culos e os tendões entrelaçando-se nos ossos dos ombros,braços, peito e pescoço, ele deixava um dos maiores legados,artístico e científico, da história: a união de anatomia e arte.Engenhosidade era o que não faltava a Leonardo e, séculosantes de alguém pensar em avião, ele já havia criado o heli-cóptero.O Leonardo, anatomista, preocupou-se com os sistemas inter-nos do corpo humano, enquanto o artista interessou-se pelosdetalhes da forma humana. Na figura O homem vitruviano,demonstrou a perfeição matemática na forma humana, pois ocorpo humano insere-se na forma ideal do círculo e nas per-feitas proporções do quadrado.Leonardo fez do seu trabalho diário uma arte e de tudo queprecisou estudar e em tudo que trabalhou deixou demonstra-ções em suas pinturas.E por que falar em Leonardo di Ser Piero? Lembre-se que eleveio de origem humilde e, com a única oportunidade que lhefoi dada, transformou-se no célebre Leonardo da Vinci.Pesquise sobre Leonardoda Vinci na revista SuperInteressante, edição 226– maio/2006 ou no site:www.mundosites.net/artesplasticas/davinci.htmHomem Vitruviano
  13. 13. 15IMPORTANTEUNIDADE1–AexperimentaçãocomopráticacientíficaPoderíamos, ainda, falar de Galileu Galilei, Nicolau Copérnico,Kepler e vários outros que se destacaram nas ciências e que,mesmo enfrentando preconceitos, dificuldades sociais e cul-turais, fizeram do trabalho diário um laboratório para testare registrar temas que revolucionaram a história da humani-dade ao longo de milênios. Escolhemos observar apenas avida de Arquimedes, Isaac Newton e Leonardo da Vinci parademonstrarmos que todos eles partiam de ações próprias docotidiano, conhecimentos anteriores, acompanhamento daevolução, avaliação do processo experimental, visando che-gar à reflexão sobre os resultados obtidos.Pode-se deduzir que o aprendizado teórico, aliado à prática, éimensurável. É o caminho que leva à descoberta e ao prazerde criar. Hoje, nas escolas, encontramos alunos ávidos por de-safios, mas, na maioria das vezes, falta-lhes o incentivo capazde transformá-los nos cientistas de amanhã. No passado, aspessoas precisavam se esconder, buscar recursos nas coisassimples da vida e faziam de suas casas o laboratório para osexperimentos. Agora, é preciso dar oportunidades e estimularos jovens estudantes a fim de que possam alçar vôos maislongos. Há na escola o local adequado. Basta capacitar o pes-soal técnico, de modo que esteja apto a alavancar o progressodos educandos.As escolas são responsáveis pelo desenvolvimentodos seus alunos. Como podemos levá-los a desafiar osconceitos estudados? O que do estudo da vida de Arqui-medes, Leonardo da Vinci e Isaac Newton pode servir deexemplo para nossos dias?
  14. 14. UNIDADE2–Laboratórios182.1 Alguns fundamentos da educaçãoQuando nos reportamos aos tempos antigos, encontramosvários ciclos, modalidades e ideologias referentes à educação.Cabe a nós, agora, realçar a educação grega.Os gregos inovaram diante de outros povos antigos, pois des-tacaram a importância do desenvolvimento individual, que éde fundamental importância. O valor real da educação passoua ser a preparação para a cidadania, o desenvolvimento inte-lectual e a formação da personalidade.A educação grega é marcada pela atuação dos grandes filó-sofos. Dentre eles, está Sócrates (470-399 a.C.), que definiu oproblema da velha e da nova educação grega. Tomou comoprincípio que “o homem é a medida de todas as coisas” e,então, como obrigação principal, o homem deve procurarconhecer a si mesmo, afirmando que “é na consciência indi-vidual que se deve procurar os elementos determinantes dafinalidade da vida e da educação”.Para Piletti, Sócrates contribuiu com algumas idéias importan-tíssimas para a época, sendo o estudo válido até mesmo emnossos dias:o conhecimento possui um valor prático ou moral, de natu-reza universal e não individualista;para se obter conhecimento, o processo objetivo é o deconversação e o subjetivo é o da reflexão e da organizaçãoda própria experiência;a educação tem por objetivo imediato o desenvolvimentoda capacidade de pensar, não apenas de ministrar conheci-mentos (PILETTI, 1997, p. 64).Discípulo de Sócrates, Platão (428-348 a.C.) exerceu influênciafundamental na educação grega. Platão concordou com Só-crates em vários temas, que o levaram a idéias como:A educação é um processo do próprio educando, mediante o qualsão dadas à luz as idéias que fecundam sua alma. A educação con-siste na atividade que cada homem desenvolve para conquistar asidéias e viver de acordo com elas. O conhecimento não vem defora para o homem; é o esforço da alma para apoderar-se da ver-dade (PILETTI, 1997, p. 65).
  15. 15. UNIDADE2–Laboratórios19IMPORTANTEAlém de expulsar os jesuítas,o Marquês de Pombalproibiu violentamente quese falassem as línguasde base tupi no Brasil,utilizadas cotidianamenteaté pelos portugueses e seusfilhos que aqui residiam.A partir desse momento,foi imposto que todosfalassem obrigatoriamente oportuguês.A divergência maior entre suas idéias reside no fato de Só-crates afirmar que todos têm capacidade para adquirir conhe-cimentos e Platão afirmar que apenas algumas pessoas pos-suem tal capacidade.Diferentemente de Sócrates e Platão, Aristóteles (384-322 a.C.)acredita que a conquista do conhecimento consiste no funcio-namento da vida social, das idéias, dos princípios de conduta,no qual juntamos o intelecto (adquirido na escola) com a ação(adquirida no hábito diário). Assim, para o filósofo, o processode ensino aconteceria assim:o mestre deve, em primeiro lugar, expor a matéria do co-nhecimento;em seguida, tem de cuidar que se imprima ou retenha oexposto na mente do aluno;por fim, tem de buscar que o educando relacione as diver-sas representações mediante o exercício (PILETTI, 1997,p. 66).Aqui, começamos a ter o exercício como prática das teoriasexpostas pelo educador e a idéia do conhecimento que é ad-quirido no mundo fora da escola.2.1.1 A educação no BrasilO processo de educação no Brasil chega de forma muito de-ficiente. A primeira escola que temos é jesuítica, fundada porpadres com o intuito de catequizar os índios. Eles perceberamque seria muito difícil continuar ensinando o catecismo sem
  16. 16. UNIDADE2–Laboratórios20Para saber mais sobre asConstituições, acesse o sitewww.planalto.gov.brque os índios aprendessem a ler e a escrever. O expressivocrescimento das escolas jesuíticas passou a ameaçar o poderdo Estado português. Então, o Marquês de Pombal expulsouos jesuítas do Brasil.A crise na educação permanece por muitos anos. Tivemos,também, um grande período de escravidão e apenas os bran-cos tinham acesso às escolas. Junto com o Império, a classedominante tomou conta do país, as escolas favoreciam apenasàs minorias que tinham como manter os filhos estudando.O Império cai e deixa uma educação bastante precária no país:escolas isoladas de ensino secundário e superior, umas pou-cas escolas de ensino primário.Com a chegada da República, as leis começam a mudar. Noentanto, ainda hoje, são bastante desrespeitadas na prática. Asprimeiras Constituições começam a construir o sistema educa-tivo brasileiro. As nossas Cartas Magnas já traziam, como prin-cípios básicos, os seguintes itens: gratuidade e obrigatoriedadedo ensino de 1ograu, direito à educação, liberdade de ensino,obrigação do Estado e da Família no tocante à educação.A República popularizou a educação, tornando-a direito de to-dos, mesmo que muitos brasileiros ainda não possam usufruirdesse direito.Várias reformas aconteceram nas leis da educação; a escolapassou a receber mais informações sobre sua importância naformação do cidadão. Encontramos Lev S. Vygotsky (1896-1934) e Jean Piaget (1896-1980) discutindo a importância doeducador e das práticas científicas para o desenvolvimentoharmonioso do educando.A escola dos dias atuais tem espaço para proporcionarmosaos nossos alunos uma educação de qualidade, basta moti-vá-los a unir o conhecimento à vontade de mudar. Nela, en-contramos o ambiente propício para colocarmos em práticatoda a teoria que tem sido produzida pelos nossos ancestrais,mesmo antes dos gregos.Hoje, além da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), queformaliza a prática pedagógica, temos os Parâmetros Curricu-lares Nacionais (PCN), que mostram que as escolas devemdesenvolver projetos de ação para fazer o elo entre o abstratoe o concreto.
  17. 17. UNIDADE2–Laboratórios21IMPORTANTEOs PCNs remetem-nos à revisão diária de nossa prática pe-dagógica, e, dessa maneira o educando repensa suas açõescotidianas, interpretando os fatos corriqueiros, os fenômenose os processos naturais. Levar o educando a desenvolver acapacidade de raciocínio é, pois, um dos principais objetivosda escola, sendo nossa pretensão ajudar o pessoal técnico aconquistar maior desenvolvimento profissional com o presen-te módulo.Descreva como era a escola que você es-tudou e como é a que você trabalha.Como o grupo de funcionários de uma escola podefazer a diferença na gestão democrática da escola? Comque mudanças você tem contribuído para seu ambientede trabalho?Se esta atividade fizer parte da prática profissionalsupervisionada, faça os registros necessários.2.2 O desenvolvimento dos laboratórios escolaresComo já vimos, a experimentação sempre esteve presente noprocesso evolutivo do homem. Tudo ao nosso redor ressalta aimportância do laboratório de pesquisa, desde o mais simplesremédio para dor de cabeça ao mais sofisticado aparelho de TV.Tudo é resultado de experimentos ocorridos em algum lugar.Observa-se, por exemplo, que desde o surgimento do méto-do científico, na Idade Média, a Medicina fez dobrar a expec-tativa de vida no mundo, e a Física, a Química, a Engenhariatiraram o ser humano das carroças e levaram-no às naves e àsviagens espaciais.Devemos considerar porém que nem só de experiências vivea ciência. O desenvolvimento teórico tem um papel importan-te nas descobertas e nas pesquisas. O laboratório deve unir ateoria à prática, deve ser o elo entre o abstrato das idéias e oconcreto da realidade física.As práticas de laboratório devem ser precedidas ou acompa-nhadas de aulas teóricas. A linguagem deve ser simples e ade-quada ao grupo de alunos, as estratégias didáticas devem serbem escolhidas para que as atividades laboratoriais não sejammeras demonstrações. Assim, a teoria, as demonstrações, oO método científico é umsistema de procedimentosque permite provar ecomprovar os resultados deum experimento científico.Somente a partir do usodestas metodologias,demonstrou-se a existênciados microorganismos.
  18. 18. UNIDADE2–Laboratórios22exercício prático e o experimento produzirão a interação entreo aluno e o aprendizado de maneira prazerosa.O uso do laboratório didático, no ambiente educacional, tomadimensões gigantescas e se torna de extrema valia aos pro-fessores que utilizam as atividades experimentais em suas au-las. Sabemos, contudo, que nem todos o utilizam, gerandouma maior dificuldade na assimilação dos conhecimentos porfalta de atividades práticas, o que, por sua vez, prejudica aconstrução do conhecimento, pelo educando. A discordânciaentre a importância dada pelos docentes e a pouca realizaçãodessas atividades, na prática pedagógica, podem estar asso-ciadas à falta de clareza que ainda se tem quanto ao papel dolaboratório no processo ensino-aprendizagem. É bom desta-car, também, que em grande parte das escolas brasileiras, oslaboratórios estão sucateados, dada a falta de investimentosdos entes públicos, que não oferecem as condições mínimasnecessárias à sua modernização ou até mesmo à reposiçãodos equipamentos que os compõem.O laboratório didático ajuda na interdisciplinaridade e natransdisciplinaridade, já que permite desenvolver vários cam-pos, testar e comprovar diversos conceitos, favorecendo a ca-pacidade de abstração do aluno. Além disso, auxilia na reso-lução de situações-problema do cotidiano, permite a constru-ção de conhecimentos e a reflexão sobre diversos aspectos,levando-o a fazer inter-relações. Isso o capacita a desenvolveras competências, as atitudes e os valores que proporcionammaior conhecimento e destaque no cenário sociocultural.Assim, a necessidade de inserir novas tecnologias, mostrara importância da alfabetização científica e tecnológica noprocesso de formação dos indivíduos, destacar a associaçãoentre as diferentes teorias e o ensino experimental tornamtão fundamental o uso do laboratório nas escolas, na era mo-derna.A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), no seu Artigo35, Inciso IV, diz: “É essencial a compreensão dos fundamen-tos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacio-nando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina”.Mostra, pois, que as escolas de ensino médio devem propor-cionar ao aluno oportunidades de união entre a teoria e a prá-tica em cada disciplina.Fica demonstrado que as escolas devem destinar espaço físi-co para a construção de laboratórios pedagógicos, que devemInterdisciplinaridade– estabelece relações entreduas ou mais disciplinas ouramos de conhecimento.Transdisciplinaridade– visa articular uma novacompreensão da realidadeentre e para além dasdisciplinas especializadas.
  19. 19. UNIDADE2–Laboratórios23IMPORTANTEestar inseridos na proposta pedagógica, propiciando melhororganização dos conteúdos, de tal modo que sua inserção nasdisciplinas possa promover a aquisição dos conhecimentos econseqüente melhoria da qualidade de ensino.Vale realçar, porém, que o uso do laboratório, nas escolas,não é a profissionalização do ensino, nem a garantia de que ateoria vai se tornar algo fútil, mas que a teoria vai se ancorarna prática. Para tanto, a escola deve ter uma proposta peda-gógica bem fundamentada, a ponto de construir, cuidadosa eexplicitamente, as pontes que irão unir a teoria à prática.Exemplo:Na aula de matemática, o aluno aprende como calculara circunferência; na aula de física, aprende sobre odeslocamento dos corpos; no laboratório, ele observaum vídeo de como um carro atua em um circuito decorrida, observando o tempo gasto para percorreruma determinada distância. Assim, utiliza fórmulasmatemáticas ao estudar a velocidade, o deslocamentodos corpos – conteúdos também vistos na disciplina defísica –, sendo incentivado a aplicar o conhecimentoadquirido aos acontecimentos da vida diária.As atividades experimentais podem e devem contribuir para omelhor aproveitamento acadêmico, entretanto, é fundamentalque se tenha a devida clareza dos fins a que se pretende chegar.É necessário, então, estabelecer regras e rotinas específicaspara sua utilização, caso contrário, poderemos incorrer em er-ros antigos, levando o laboratório a ser mais um recurso didáti-co frustrado, como tantos outros já presenciados no ensino.Para isso, a realização de práticas experimentais, no ensino,deve ser decisão coletiva da escola, sendo necessário consen-so acerca da validade de realizá-las, seja no sentido da meto-dologia aplicada, seja nas dificuldades de aprendizagem oupara ilustração de um fenômeno discutido teoricamente. Valelembrar que o professor regente não é o único responsávelpelo processo ensino-aprendizagem, pois a escola é um com-plexo de pessoas, e todas devem estar engajadas na formaçãointegral dos alunos. Todos os profissionais escolares devem
  20. 20. UNIDADE2–Laboratórios24participar do crescimento individual e coletivo dos jovensconfiados à escola, pela sociedade.Nesse módulo, estudaremos sobre a atuação do técnico emmultimeios didáticos, tendo em vista que esse profissionaltem um papel fundamental no desenvolvimento e execuçãodas atividades de apoio técnico, destinando ao ensino meiosque viabilizem a pesquisa e a extensão dos conhecimentos.Facilitar o processo ensino-aprendizagem é o objetivo funda-mental da escola e aqui buscaremos construir um caminhomais viável.Precisamos começar a construir nosso co-nhecimento e, ao final, fazer uma comparação decomo mudou nossa visão e o que transformamosno nosso ambiente de trabalho durante o estudo doMódulo Laboratório. Responda os questionamentosque direcionarão nosso estudo.1. O que é um laboratório escolar?2. Veja a diferença entre uma sala ambiente e um labo-ratório escolar.3. Faça o desenho das dependências da sua escola e dêsua opinião sobre o trabalho educativo em cada espaçoutilizado.4. Como os profissionais da educação nos laboratóriosescolares podem contribuir para a formação da cida-dania?Se esta atividade fizer parte da prática profissionalsupervisionada, faça os registros necessários.
  21. 21. UNIDADE3–LaboratóriodeCiências26Como já discutimos, não há dúvidas de que o ensino das ciên-cias deve ocorrer de maneira integrada com as atividades delaboratório, pois já sabemos que o experimento é a ferramen-ta mais adequada à construção do conhecimento.O investimento em tempo e energia, o custo de se providen-ciar espaço para laboratórios especializados, equipamentose materiais de consumo são totalmente justificados quandoobservamos a importância do trabalho prático e os bons re-sultados que produzem.Com as mudanças que ocorreram nos currículos e a revoluçãono processo educacional, a prática pedagógica torna-se cadavez mais aceita e necessária. Urge, portanto, que aconteçauma reavaliação dos papéis do trabalho prático e da utilidadedo laboratório, de maneira que estimule o aprendiz a se tornarcada vez mais inserido na produção do conhecimento e deixede ser apenas um mero ouvinte. É preciso mudar os conceitosdos profissionais em educação e dos docentes, no intuito demelhorar a qualidade das escolas e do ensino.No entanto, devemos ter uma interpretação mais ampla dotrabalho prático, que não pode estar limitado ao estudo nolaboratório. Já aprendemos sobre o conhecimento que adqui-rimos com a “leitura de mundo”, por meio de tudo que noscerca ou vivenciamos. O trabalho realizado na bancada de umlaboratório é apenas um subconjunto da categoria mais am-pla que é o trabalho prático, como, por exemplo, os filmes/vídeos, os trabalhos de pesquisa em bibliotecas ou os sites, aconstrução de hortas, as visitas a fazendas, ao zoológicos, aojardim botânico, o estudo de caso com tarefas escritas, entreoutros.O trabalho no laboratório pode ser desenvolvido visando avários objetivos. Pode ser usado para demonstrar um fenô-meno, ilustrar um princípio teórico, coletar dados, testar umahipótese, desenvolver habilidades básicas de observação oumedida, propiciar à familiarização com os instrumentos, pro-piciar experiências com a luz e o som, conhecer os hábitos ali-mentares e o modo de vida de determinadas espécies. Há umainfinidade de ações e procedimentos a serem desenvolvidosem um laboratório, não apenas a observação em microscó-pios ou a mistura de reagentes químicos. Quando é feito umtrabalho pedagógico coerente, em que o desenvolvimento doaluno é apreciado, as atividades didáticas passam a ter umperfil totalmente diferenciado.
  22. 22. 27IMPORTANTEUNIDADE3–LaboratóriodeCiênciasA experiência, como recurso didático, deve estar intimamenterelacionada aos conhecimentos teóricos. Para associá-los, de-vem-se indicar os objetivos a serem alcançados e as relaçõesentre eles e os conteúdos curriculares; a prática experimentaldeve levar o aluno à descoberta de maneira cada vez maisautônoma e por meios diversificados. Dessa forma, desenvol-ve-se um aprendizado crítico e consciente, em que o alunocria suas próprias soluções para os problemas de sala de aulae da vida. Já podemos perceber que uma atenta observaçãodos fenômenos da natureza pode nos ensinar muito. O desen-volvimento adequado das práticas de laboratório certamenteproporcionará uma frutífera investigação, bem como impor-tantes questões didáticas.Quando realizamos aulas em laboratórios, precisamosprojetar, anteriormente, como a atividade será proposta,verificar todo o material que será utilizado e qual omelhor arranjo do mobiliário e a disposição física dosalunos. Todo esse trabalho fica a cargo do técnico emmultimeios didáticos.Geralmente, numa sala de aula convencional, os alunos ficamsentados em carteiras e cadeiras fixas, voltados para frente dasala, mais especificamente para o lado onde ficam o quadroe o professor. Esse trabalho facilita a transmissão de informa-ções no sentido professor–aluno.Ao contrário do modelo tradicional, nos laboratórios, o centrodas atenções não é o professor, mas o experimento. Por isso,as mesas e as cadeiras são combinadas com o trabalho a serrealizado, podendo ser em grupo ou individual. Dessa manei-ra, trabalha-se com uma proposta didática diferente, em que ainteração professor–aluno e entre os próprios alunos é estimu-lada, obtendo um resultado significativo na aprendizagem.Além do arranjo físico mais adequado e interativo, a utilizaçãode um caderno de laboratório servirá para que os alunos ano-tem o material utilizado e a evolução do experimento. Podeser organizada, também, uma pasta com todos os experimen-tos que forem desenvolvidos no decorrer do ano.Os experimentos podem ser registrados em fichas, elabora-das pelo professor, preenchidas pelos alunos durante as aulase corrigidas por você, funcionário. Veja, a seguir, um modelo.
  23. 23. UNIDADE3–LaboratóriodeCiências28FICHA DE LABORATÓRIOAluno:Experimento:Série/turma: Data: Prática no:Introdução teóricaNesta parte, o professor fará um breve comentário sobre o conteúdoa ser desenvolvido no laboratório. Uma vez que a aula teórica já foi dadaanteriormente, esta introdução serve para que haja uma interligação dateoria com a prática.Material ObjetivoListar todo o material queserá utilizado na aula.Esta ficha será entregueantecipadamente ao técnico,que preparará todo o ambienteantes da aula.Descrever os objetivos a seremalcançados, pelos alunos, com aproposição da aula prática.ProcedimentosComo realizar oexperimentoAqui, serão descritas todas as ações realiza-das durante a atividade prática.Questões, dúvidas ecuriosidadesTodas as questões levantadas pelos alunosdevem ser registradas neste campo, poistanto podem ser respondidas no mesmomomento, como podem gerar temas para aspróximas atividades.ConclusãoEsta parte pode ser relacionada ao conteú-do, acrescida de uma auto-avaliação, umaavaliação da aula e dos funcionários. Fica acargo dos educadores envolvidos.Bem se vê que um laboratório exige instalações adequadas emateriais próprios para que os usuários desenvolvam as ati-vidades a contento. Devemos observar vários aspectos para
  24. 24. 29IMPORTANTEUNIDADE3–LaboratóriodeCiênciasque esse ambiente possa funcionar de modo seguro. Primei-ramente, um fator relevante a ser observado diz respeito àiluminação e à ventilação. É importante que haja iluminaçãonatural com janelas amplas que permitam uma boa circulaçãode ar, principalmente se, no ambiente, forem mantidos seresvivos.Vale pensar, também, em uma sala de preparação junto ao la-boratório. Esta sala fica destinada a guardar reagentes e man-ter experimentos que estão em andamento. Dessa forma, olaboratório poderá ser utilizado por qualquer turma, sem quehaja interferência de outros alunos nos trabalhos em anda-mento, uma vez que muitos experimentos demandam algunsdias de espera.Quando há recurso, é interessante ter, nas bancadas, gás buta-no (gás de cozinha) canalizado para a realização de experimen-tos que utilizam fogo, além de tomadas de energia comum eestabilizadas. Pontos de rede para ligar computadores são mui-to importantes, pois, de acordo com o surgimento de recursosfinanceiros, computadores poderão ser colocados nos labora-tórios e ajudarão muito no desenvolvimento das aulas.Ainda é preciso ter pias dentro do laboratório e, quando pos-sível, nas bancadas. A pia é útil para a captação de água, as-sepsia das mãos, na lavagem das vidrarias e no descarte dedeterminadas substâncias.A limpeza das vidrarias é de fundamental importânciapara evitar a contaminação dos reagentes e das soluções,pois um bastão de vidro pode contaminar uma solução ouum tubo de ensaio mal lavado pode determinar alteraçãona reação, prejudicando os resultados e inutilizando osreagentes químicos, que são caros e de difícil obtenção.Uma vez utilizado determinado material, deve serfeita a limpeza logo em seguida. Se não for possível, énecessário que se coloque todo o material dentro de umrecipiente contendo água e sabão neutro. Para a perfeitalimpeza de recipientes de vidro, tais como: tubos deensaio, buretas etc., é muito útil a utilização de escovas.Eles devem ser enxaguados com água em abundância eum pouco de água destilada. Nos laboratórios que nãopossuem estufas, os materiais devem ser colocados paraescorrer em posição invertida.O gás butano é obtido pormeio do lento aquecimentodo petróleo. É um gásaltamente inflamável e chegaàs nossas cozinhas atravésde tubulações ou botijões.Sua composição químicacaracteriza a chama azul dosfogões. Apesar de ser umgás naturalmente insípidoe inodoro, por motivos desegurança, é adicionada a eleuma substância responsávelpelo característico “cheirode gás”. Dessa maneira,podemos identificar quando ogás de cozinha está vazandovitar um acidente.vi
  25. 25. UNIDADE3–LaboratóriodeCiências30Outro fator importante relaciona-se à segurança. Os funcio-nários deverão manter, com os alunos, uma boa relação paraque os cuidados necessários sejam cumpridos para primarpela integridade de todos. Nesse caso, a construção coletivade combinados ou normas, de convivências e de uso do espa-ço pode alcançar ótimos resultados.O laboratório é um local de muito trabalho e muita concentra-ção, no entanto, pode se tornar um local muito perigoso sefor usado de forma inadequada por causa dos materiais e dosequipamentos existentes nele. A maioria dos acidentes ocorrepor desconhecimento das regras básicas de segurança ou porfalhas no preparo prévio dos alunos.Vamos apresentar aqui os principais cuidados a serem obser-vados para que as atividades ocorram tranqüilamente:O laboratório deve ser bem iluminado e arejado, de prefe-rência munido de exaustores.Instalações, como tubulações de gás, parte elétrica e hi-dráulica, devem estar em boas condições, e a manutençãodeve ser feita periodicamente.É imprescindível a presença de extintores de incêndio esempre observadas as condições de uso.O piso não deve ser escorregadio.O local deve estar sempre limpo e organizado.Deve-se utilizar cestos de lixo, de material não combustível,evitando que materiais fiquem espalhados pelo chão.Não usar aparelhos de vidro rachados ou quebrados.Cacos de vidro devem ser embrulhados antes de serem co-locados no cesto de lixo e o pacote, etiquetado com a ins-crição “cacos de vidro”.O laboratório deve ser sinalizado, os acessos desimpedidosde forma que permita uma evacuação rápida em caso deacidentes. Preferencialmente, devem estar situados em an-dar térreo, facultando o acesso de todos, inclusive de pes-soas com deficiência.Os móveis devem ser de fácil limpeza e baixa combustão.Não colocar livros, sacolas, ferramentas, etc. sobre banca-das ou bancos. O local deve dispor de um escaninho para
  26. 26. 31IMPORTANTEUNIDADE3–LaboratóriodeCiênciasque os alunos deixem seus materiais antes de entrarem.Cada aluno terá um espaço para evitar problemas com ob-jetos pessoais misturados.Deve ser mantida, dentro do laboratório, uma caixa de pri-meiros socorros.Não trocar tampas ou rolhas dos frascos, evitando assimperdas de reagentes ou soluções, decorrentes de contami-nação. Uma vez retirado um frasco, retorne-o imediatamen-te ao seu lugar após o uso.Utilizar sempre uma espátula limpa para retirar produtosquímicos sólidos dos frascos; imediatamente após o usolave a espátula e guarde-a.Materiais perigosos devem ficar em armários fechados.Gavetas e armários devem ser etiquetados com o nomedos materiais que estão ali guardados, pois facilita o prepa-ro do laboratório para as aulas e, na ausência do técnico, osmateriais podem ser facilmente encontrados.Os frascos com reagentes devem ser devidamente etique-tados e identificados. O rótulo deve conter a data de valida-de do produto e as informações sobre periculosidade.Ler com atenção o rótulo de qualquer frasco de reagenteantes de usá-lo. Durante a utilização, segurar o frasco sem-pre com o rótulo voltado para a palma da mão.Os estudantes devem ser orientados sobre os cuidados aserem tomados no manuseio de materiais, reagentes e se-res vivos.Todas as pessoas no laboratório devem usar jalecos, feitosde algodão, pois fibras sintéticas são altamente inflamáveis,óculos de proteção e sapatos fechados. No caso de manu-seio de produtos corrosivos, deve-se usar luvas de borra-cha para proteção.Não apontar o tubo de ensaio em que esteja ocorrendo umareação para si mesmo ou em direção a outra pessoa. Podeocorrer uma violenta formação de vapor que fará o conteú-do do tubo de ensaio projetar-se, causando acidente.Ter cuidado com reagentes inflamáveis. Não os manipulan-do na presença de fogo. Não aquecer líquidos inflamáveisdiretamente em uma chama (mais adiante, indicaremos amelhor maneira de aquecê-los).
  27. 27. UNIDADE3–LaboratóriodeCiências32Não pegar, diretamente com as mãos, equipamentos queforam submetidos a um aquecimento e que ainda podemestar quentes. Lembre-se: vidro quente tem a mesma apa-rência de vidro frio.Não aquecer um recipiente completamente fechado. Coma elevação da pressão interna, pode haver uma explosão.São imprevisíveis as conseqüências.Alimentos e bebidas não devem ser ingeridos dentro dolaboratório.Todos os experimentos que envolvem a liberação de ga-ses e vapores tóxicos devem ser realizados na câmara deexaustão (capela).Não cheirar qualquer tipo de reagente ao ser aberto.Nunca se deve pipetar soluções com a boca.Não provar o “sabor” de nenhum produto químico, a nãoser que haja orientação para isso.Animais e plantas só podem ser mantidos em laboratóriosse for possível realizar a manutenção adequada.Não se deve realizar extração de sangue humano e utilizarorganismos patogênicos em aula.Cuidados devem ser tomados para não se utilizarem exces-sivamente substâncias, como éter e clorofórmio.Para manusear espécimes conservados em formol, devemser utilizadas luvas de borracha.No caso de uma pessoa apresentar qualquer sintoma, comodificuldade de respirar, sangramento, irritação (pele, nariz,olhos, garganta) ou outro tipo de reação, ela deve ser reti-rada do laboratório. Não se deve medicar sem a orientaçãode um profissional especializado. Em casos graves, é ne-cessário procurar socorro médico.Ao se retirar do laboratório, verifique se não há torneirasde água ou gás abertas. Desligue todos os aparelhos e lavebem as mãos.É muito perigoso o manuseio de alguns produtos químicosinflamáveis (éter, álcool), cancerígenos (benzeno), tóxicos(amônia) e venenosos (cianeto de potássio, sulfato cúprico).Pipetar significa aspirarlíquidos através de umapipeta: fino tubo de vidrocom graduação de volumes.
  28. 28. 33IMPORTANTEUNIDADE3–LaboratóriodeCiênciasNormalmente, o uso desses materiais deve ser evitado ou,pelo menos, controlado. Para alertar as pessoas que trabalhamnos laboratórios, é conveniente que os produtos contenhamsímbolos de identificação que seguem normas mundiais.Os laboratórios que utilizam reagentes e produtos químicosdevem dispor, obrigatoriamente, de um chuveiro e um lava-tório, pois acidentes podem ocorrer em que são atingidos orosto ou o corpo, exigindo retirada rápida do produto em con-tato com a pele.A seguir, apresentamos algumas placas de segurança quevocê, funcionário, pode confeccionar – inclusive com a ajudados alunos. Elas têm a finalidade de informar e alertar paraexistência de perigo.Todas as regras, cuidados e placas aqui descritos devem serbem trabalhados com os alunos e, se possível, entregue comomanual.A seguir, descrevemos uma série de materiais e reagentes quesão úteis para que um laboratório funcione satisfatoriamente.Quadro 1Materiais DescriçãoAlfinetesPequena haste de metal aguda numaponta e terminando por uma cabeçana outra; serve para pregar, ou segurar,unidas, peças de vestuário, folhas depapel etc.
  29. 29. UNIDADE3–LaboratóriodeCiências34Almofariz e pistiloUtilizados para triturar e pulverizarsólidos.AquárioDepósito de água destinado à criaçãoe à observação de animais e vegetaisaquáticos, em especial, peixes orna-mentais.Balança de precisãoServe para medir, com precisão, amassa de corpos e soluções.Balão de destilaçãoUtilizado para efetuar destilaçõessimples. O braço lateral é ligado aocondensador.Balão de fundo chatoEmpregado no aquecimento de líquidospuros ou soluções; pode ser usadotambém para efetuar reações quedesprendem produtos gasosos e paracoleta de destilados.
  30. 30. 35IMPORTANTEUNIDADE3–LaboratóriodeCiênciasBalão volumétricoPossui colo longo, com um traço deaferição (medição) situado no gargalo;é útil no preparo de soluções.Banho-mariaUsado para aquecimento de soluçõesou para manter constante a temperaturade uma solução.Bastão de vidro ou baquetaÉ usado para agitar líquidos e parafacilitar o escoamento de um líquidode um frasco para outro, evitandorespingos.BéquerÉ de uso geral nos laboratórios. Servepara dissolver substâncias, efetuarreações e aquecer líquidos sobre telade amianto.Bico de BunsenFontedecalordestinadaaoaquecimentode materiais não inflamáveis nolaboratório.Quando realiza-se a titulação,faz-se a quantificação dovolume.
  31. 31. UNIDADE3–LaboratóriodeCiências36BisturiInstrumento de lâmina curta, pontudoe cortante, usado para fazer incisões napele e nos tecidos.BuretaEquipamento calibrado para medidaprecisa de volume de líquidos. Consis-te em um tubo cilíndrico graduado ge-ralmente em mililitro–mL que permiteo escoamento controlado do líquidoatravés de uma torneira na parte inferior,que controla a vazão. É muito utilizadoem titulações.CadinhoVaso de metal resistente ao fogo usadopara aquecer sólidos a altas temperatu-ras.Cápsula de porcelanaEmpregada na evaporação de líquidosem soluções.CentrífugaServe para acelerar a sedimentação departículas sólidas em soluções líquidas.
  32. 32. 37IMPORTANTEUNIDADE3–LaboratóriodeCiênciasCondensadorUtilizado nos processos de destilação.Sua finalidade é condensar os vaporesdo líquido a ser destilado.Conta-gotasAparelho ou vidro que permite o escoa-mento de líquido gota a gota.Cuba de coloraçãoServe para colocar lâminas em imersãocom o objetivo de se fazer coloração,fixação ou desidratação.DessecadorUsado para guardar substâncias emambiente contendo pouco teor deumidade.Esfregaço é a disposiçãosistemática de líquidobiológico, produtopatológico, células de tecido,ou de um órgão, postas sobreuma lâmina para fins deobservação microscópica.Fonte: Houaiss (adaptado).Cultura, nesse caso, significacultivo.
  33. 33. UNIDADE3–LaboratóriodeCiências38ErlenmeyersFrasco utilizado para aquecer líquidos oupara efetuar titulações. Pode apresentarboca estreita ou larga, junta esmerilhadaou não e parede reforçada.EspátulaÉ usada, comumente, para transferir só-lidos em pequenas quantidades, agitarmisturas quentes ou prestes a reagir.A espátula de madeira serve para fazercoleta de material para esfregaço.Estante para tubos de ensaioUtilizada como suporte para tubos deensaio.EstufaUtilizada para colocação de culturas, demicroorganismos, onde devem perma-necer a uma temperatura ideal para seucrescimento. Serve, também, para se-cagem e esterilização de instrumentosde laboratório.Funil simplesUtensílio em forma de cone invertidoutilizado para conduzir líquidos a reci-pientes de boca estreita. Também é uti-lizado como filtro, quando está providode um papel filtro, pode separar sólidos,não dissolvidos, dos líquidos. Não podeser aquecido.
  34. 34. 39IMPORTANTEUNIDADE3–LaboratóriodeCiênciasFunil de bromo, dedecantação ou de separaçãoÉ usado na separação de líquidos imis-cíveis, ou seja, que não se misturam,por exemplo, água e óleo.Quando o funil tem torneira, serve paradespejo gradativo de líquidos.KitassatoÉ usado no processo de filtração a vá-cuo.Funil de BüchnerAcoplado ao kitassato e provido de umpapel de filtro é usado nas filtrações avácuo.Observação: esse aparelho tambémpode ser de plástico.GarrasServe para segurar e/ou sustentarvidrarias.
  35. 35. UNIDADE3–LaboratóriodeCiências40GeladeiraConservar reagentes, soluções, culturase outros materiais que necessitam estarrefrigerados.Lâmina e lamínulaA lâmina é um pequeno retângulode vidro no qual deve ser colocadoo material que será observado aomicroscópio óptico. A lamínula é umpequeno quadrado de vidro que cobree protege o material colocado sobre alâmina.LupaLente de vidro que serve para aumentarpequenos objetos.LuvasServem para proteger as mãos namanipulação de produtos químicos.Microscópio ópticoUsado para obter imagem ampliada demicroorganismos ou estruturas micros-cópicas, bem como para aumentar opoder de resolução do olho humano.
  36. 36. 41IMPORTANTEUNIDADE3–LaboratóriodeCiênciasMicroscópio estereoscópicoou lupa estereoscópicaUsado para obter uma imagem ampliadae tridimensional de um organismo, deuma estrutura ou de uma parte deles.Papel filtroServe para reter partículas sólidasem uma filtração e drenar pequenosexcessos de líquido em uma superfície.PinçasSão usadas para pegar material sólido,algumas vidrarias etc. Existem váriostipos de pinças, pois são utilizadas comvários fins.Pinça hemostáticaÉ usada na contenção de líquidos egases através de tubos de borracha ouflexíveis.PipetaTubo graduado para medir, coletar etransferir um determinado volume delíquidos com precisão. Não pode seraquecida.
  37. 37. UNIDADE3–LaboratóriodeCiências42PissetaFrasco contendo água destilada, álcoolou outros solventes. É usado paraefetuar a lavagem de recipientes oumateriais com jatos do líquido nelecontido.Placas de PetriPrancha usada para colocação de meiode cultura para microorganismos.ProvetaTubo graduado para medição precisade líquidos que devem ser transferidospara outro recipiente.RolhasPeça oblonga, de cortiça ou de outrasubstância, para tapar a boca ou ogargalo das garrafas, frascos etc.SuporteO suporte suspende os mais diferentesmateriais, como funil, bureta e outros.
  38. 38. 43IMPORTANTEUNIDADE3–LaboratóriodeCiênciasSuporte de lâminasLocal onde deve ser colocada a lâminapara descanso durante a secagem ao arou enquanto recebe corante, solvente,fixador etc.Tela de amiantoTela metálica, com o centro de amianto,utilizada para distribuir uniformementeo calor, durante o aquecimento derecipientes de vidro na chama de umbico de gás (bico de Bunsen).TermômetroInstrumento com que se medem astemperaturas.TesourasUsadas para realizar cortes em tecidosvivos ou em outros materiais.
  39. 39. UNIDADE3–LaboratóriodeCiências44TripéAparelho portátil, firmado sobre trêspés, sobre o qual se assenta a tela deamianto.Tubo de ensaioÉ utilizado principalmente para efetuarreações químicas em pequena escala.Pode ser aquecido diretamente.Vidro de relógioPeça de vidro de forma côncava, usadaem análises e evaporações. Não podeser aquecida diretamente.VidrariaPeças de vidro de vários tipos etamanhos usadas para manipulação,análise e observação de reaçõesQuadro 2Reagente DescriçãoAcetonaInflamável: queima no ar a partir de -10° C.Tóxico: é letal a partir de 5,3g por kg de massacorpórea.Solvente utilizado na remoção de esmaltes.
  40. 40. 45IMPORTANTEUNIDADE3–LaboratóriodeCiênciasÁcido acéticoInflamável: queima no ar a partir de 43° C.Corrosivo: provoca irritação dos olhos e seingerido provoca vômitos.Tóxico: é letal a partir de 5g por kg de massacorpórea.É um dos componentes do vinagre.Ácido clorídricoCorrosivo: provoca queimaduras na pele.Comercializado com o nome de ácido muriático:é usado para limpeza de pisos.Ácido nítricoCorrosivo: provoca queimaduras na pele,produzindo manchas amarelas.Produto de venda controlada: pode ser usadopara produzir explosivo.Ácido sulfúricoCorrosivo: destrói tecidos vivos, provocandoqueimaduras graves de cor preta.Encontra-se em baterias de automóvel.Água destiladaÉ purificada por aquecimento, vaporização eposterior condensação (destilação simples) demodo que elimina os carbonatos e os sulfatos decálcio e magnésio dissolvidos. Água destilada éuma água mais pura.Álcool etílicoInflamável: queima no ar a partir de 13° C.Tóxico:provocaexcitação,depressão,convulsõese coma alcoólico, podendo ser letal.Tem diversas aplicações, como: combustível deautomóveis, componente de bebidas alcoólicas,aplicação doméstica como desinfetante.AmoníacoInflamável: queima no ar, quando no estadogasoso.Cáustico: ataca as vias respiratórias e os olhos.Tóxico: é letal a partir de 3g por m³ de ar. Usadoem produtos de limpeza rápida.Azul de metilenoAntisséptico local. Pó cristalino azul escuro comreflexos de cor cobre ou cristais verdes comreflexos bronze. Praticamente inodoro e solúvelem água. Tem aplicações em infecções fúngicas,úlcera de pele, erupções cutâneas e prurido.BenzenoInflamável: queima no ar a partir de 11° C.Corrosivo: provoca irritação das mucosas.Tóxico: provoca convulsões, é letal a partir de5,7g por kg de massa corpórea.Componente diluente e solvente de tintas evernizes.
  41. 41. UNIDADE3–LaboratóriodeCiências46Bicarbonato desódioPó branco que por aquecimento perde gáscarbônico. Muito usado em bebidas e saisefervescentes, como fermento químico, comoreagente de laboratório, em curtumes; notratamento da lã e da seda; em extintores deincêndio; como antiácido na Medicina (poringestão), na cerâmica e na preservação damanteiga e de madeiras.Carbonato de cálcioUm sólido branco, de fórmula CaCO3, que é poucosolúvel na água. As rochas contendo carbonatode cálcio dissolvem-se lentamente sob a açãode chuvas ácidas (contendo CO2dissolvido)provocando dureza temporária. O carbonato decálcio é usado na produção de cal.Cloreto de cálcioComposto químico formado por cálcio e cloro.Éextremamentesolúvel.Éumsalqueseapresentano estado sólido à temperatura ambiente. Temmuitas aplicações comuns como em salmourapara máquinas de refrigeração, controle depó e gelo nas estradas e no cimento. Pode serproduzido diretamente a partir da pedra calcáriaCloreto de sódioSal comum (NaCl), um sólido cristalino incolor,solúvel em água e muito ligeiramente solúvel emetanol. Ocorre como mineral halita (sal rochoso)em salmouras naturais e na água do mar. Tema interessante propriedade da solubilidade, naágua, varia muito pouco com a temperatura.É usado industrialmente para uma variedade deprodutos que têm por base o sódio e é conhecidouniversalmente como preservante e temperoalimentar.ClorofórmioLíquido volátil, incolor, de forte cheiro etéreo egosto adocicado, ardente, produzido comumentepela cloração e pela oxidação de acetona, sendousado como anestésico.DetergenteQualquer substância que tem a propriedade delimpar, de separar as impurezas.ÉterLíquido aromático, incolor, extremamente volátile inflamável, que se produz pela destilação deálcool com ácido sulfúrico; éter sulfúrico.FenolftaleínaUm corante usado como um indicador ácido-base. É usado em titulações envolvendo ácidosfracos e bases fortes. É também usado comolaxativo.
  42. 42. 47IMPORTANTEUNIDADE3–LaboratóriodeCiênciasFormolSolução de aldeído fórmico usado como anti-séptico.Hidróxido de sódioÉ um sólido translúcido branco, solúvel em águae etanol, mas insolúvel em éter. É fortementealcalino e encontra muitas aplicações na indústriaquímica, particularmente na produção de sabõese de papel. É também usado no tratamento dedespejos para a remoção de metais pesados ede acidez. As soluções de hidróxido de sódiosão extremamente corrosivas para os tecidos docorpo e são particularmente perigosas para osolhos.Permanganato depotássioComposto que forma cristais de cor púrpuracom um brilho metálico, solúvel em água,acetona e metanol. O permanganato de potássioé largamente usado como um agente oxidantepoderoso e como desinfetante numa variedadede aplicações.Soda cáusticaCáustico: ataca a pele e os olhos. Sua ingestãopode ser fatal.Tóxico: é letal a partir de 0,5g por kg de massacorpórea.Desentupidor de pias e ralos, limpa-fornos, sendousada na fabricação de sabão.Sulfato de cálcioUm composto sólido branco. Ocorre na naturezacomo mineral. O sulfato de cálcio é parcialmentesolúvel na água. É usado na produção de certostipos de tintas, cerâmicas e papel. As formas queocorrem na natureza são usadas na produção deácido sulfúrico.Sulfato de cobreUm sólido cristalino azul. Ao ser desidratadoforma um sólido branco. Usado como fungicida,tinturas têxteis e preservante da madeira.Sulfato de potássioComposto químico muito utilizado comofertilizante. Possuidor de um cheiro desagradável,principalmente em contato com a água.
  43. 43. UNIDADE3–LaboratóriodeCiências48Algumas advertências para manipulação de substâncias quí-micas:Para usar ácido:as soluções ácidas devem ser agitadas antes de serem usa-das;não adicionar água ao ácido e, sim, ácido à água, lentamen-te e agitando constantemente.Para usar bases:as soluções alcalinas não devem ser agitadas antes de se-rem usadas.Para aquecer líquido:não aquecer líquido diretamente na chama se os recipien-tes não forem refratários ao calor.líquidos inflamáveis não devem ser aquecidos diretamentena chama, mas por meio de “banho-maria” ou em chapaelétrica.Nos laboratórios em que se utilizam substâncias voláteis quepodem ser nocivas, é bom que se tenha uma câmara de exaus-tão, assim podemos impedir que elas venham diretamentepara o rosto, afetem os olhos, ou sejam inaladas.De acordo com o experimento a ser testado, outros materiaispodem ser úteis, como: ovos, óleo, leite, fermento, farinha,açúcar, sal, sementes e muitas outras substâncias que são en-contradas facilmente em casa ou em supermercados. Comoboa parte destes materiais estraga-se facilmente, é mais práti-co obtê-los na véspera da realização da atividade.Uma escola que possua um laboratório em tais condições cer-tamente está bem equipada. Portanto, preparada para realizaratividades experimentais capazes de proporcionar um exce-lente trabalho pedagógico.Vale lembrar que, quando houver carência de recursos, os fun-cionários podem superar muitas dificuldades usando a criati-vidade e o improviso, pois os materiais não são insubstituíveise é possível encontrar soluções muito interessantes, visandosuprir a carência de materiais. Seguem algumas sugestõespara adaptar materiais de laboratório.
  44. 44. 49IMPORTANTEUNIDADE3–LaboratóriodeCiênciasMaterial convencional Material adaptadoBéquerPara a simples manipulação de líquidosfrios, um copo pode substituir o béquer.O escoamento é controlado por um bastãode vidro dobrado em L, apoiado, em seumaior comprimento, por dentro do copo.ProvetaO uso da proveta graduada pode ser substi-tuído pelo emprego de seringas graduadaspara injeções, mamadeiras, garrafas de soroetc.Tubo de ensaioPode-se utilizar vidros alongados e de diâme-tros reduzidos em que são acondicionadosmedicamentos. Essa vidraria é facilmenteencontrada e, na maioria dos casos, obtidagratuitamente.ErlenmeyerPode ser substituído por frascos vazios desoro fisiológico, encontrado em hospitais.Estes, por não serem refratários, permitemmanipulações apenas a frio. Outras garrafasde vidro também podem ser aproveitadas.Com o uso de tela de amianto, elas podemser usadas no calor (mesmo não sendorefratárias).Placa de Petri Pires e tigelas de sobremesa.Funil simples Funis comuns de plástico, lata ou alumínio.Pipeta sorológica Conta-gotas e seringas de injeção.Suporte para tubos deensaiosCaixa de sapato contendo perfurações natampa.EspátulaColher comum de plástico ou madeira,palito de picolé (que ainda não foi utilizado).Estes vão depender da substância que serámanipulada.Obs.: a maior parte das vidrarias poderá ser substituída porvidros de conservas ou remédios, desde que devidamente la-vados e esterilizados. Isso pode ser feito fervendo os frascosem banho-maria.É possível também confeccionar uma lamparina de for-ma simples e prática: basta ter um vidro de boca alargada,
  45. 45. UNIDADE3–LaboratóriodeCiências50rolha furada, um cordão grosso e álcool. Dessa forma, pode-mos constatar que muitos materiais são passíveis de substitui-ção e tudo pode ser arrecadado e confeccionado com a ajudados alunos.Como se vê, é preciso que todos estejam empenhados emproporcionar uma aprendizagem efetiva. É importante refletirsobre a prática pedagógica, problematizar e instigar o aluno,de modo que o conhecimento seja construído, sendo ele o su-jeito do próprio aprendizado e que a escola seja o lugar ondeele goste de estar para aprender cada vez mais sobre a reali-dade que o cerca.Todos os estudos feitos até aqui se aplicam melhor aos La-boratórios de Biologia e Química, e, a seguir, iremos estudarmais detalhadamente cada laboratório. Lembramos, porém,que se a escola não dispõe de espaço físico para os dois, ouseja, um para química e outro para biologia, poderá unir, nomesmo espaço, os dois laboratórios, bastando usar o bomsenso e a criatividade, a fim de adequar o espaço; uma vezque muitas regras, materiais e cuidados são comuns às duasáreas do conhecimento humano.Depois do que estudamos você já é capazde descrever o que é um Laboratório de Ciências,assim como pode descrever as funções do técnico emmultimeios neste laboratório. Se esta atividade fizerparte da prática profissional supervisionada, faça os re-gistros necessários.Agora, que já discutimos o Laboratório de Ciênciase as funções do técnico em multimeios, você
  46. 46. 51IMPORTANTEUNIDADE3–LaboratóriodeCiênciaselaborará uma proposta para organizaçãode um Laboratório de Ciências em sua escola.Utilize sua criatividade para adaptar espaços e mate-riais. Peça a ajuda dos demais segmentos da comunida-de escolar.Se esta atividade fizer parte da prática profissional su-pervisionada, faça os registros necessários.3.1 Laboratório de BiologiaO ensino de biologia deve garantir ao aluno o acesso e a com-preensão que leva ao conhecimento biológico, graças à uti-lização dos métodos de investigação, especialmente os decaráter científico, e à análise dos aspectos sociais, políticos eeconômicos envolvidos na produção, na divulgação e na apli-cação de tais conhecimentos. Dessa maneira, espera-se queo aluno possa assumir uma postura mais crítica e transforma-dora do mundo.Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) trazem, comoperspectiva essencial do estudo da biologia, a afirmativa:Mais do que fornecer informações, é fundamental que o ensinode biologia se volte ao desenvolvimento de competências quepermitam ao aluno lidar com as informações, compreendê-las,elaborá-las, refutá-las, quando for o caso, enfim compreender omundo e nele agir com autonomia, fazendo uso dos conhecimen-tos adquiridos da biologia e da tecnologia.É preciso, portanto, selecionar conteúdos e escolher metodolo-gias coerentes com nossas intenções educativas. Usando da in-terdisciplinaridade, relacionar o conhecimento das diversas disci-plinas para o entendimento de fatos ou processos biológicos.Descrever os processos e características do ambiente ou de se-res vivos, observados em microscópio ou a olho nu.O universo a ser explorado, no ensino de biologia, é muitoamplo. Podemos pesquisar plantas, animais e analisar, inter-namente, os sistemas, os órgãos e os tecidos até chegarmosao interior das células.Sob essa perspectiva, o Laboratório de Biologia deve, então,conter muitas espécies de animais conservadas em formol.Algumas, porém, podem ser adquiridas, na véspera do expe-rimento, em supermercados ou feiras.
  47. 47. UNIDADE3–LaboratóriodeCiências52É interessante utilizar órgãos de bois ou porcos para demons-trações, pois são encontrados facilmente e muito úteis no es-tudo de órgãos, como coração, rins, fígado e olhos. Dessa for-ma, fica mais fácil a compreensão do conteúdo. É importanterelembrar que uma geladeira, dentro do laboratório, é essen-cial para guardar e conservar materiais e alguns reagentes.Outro instrumento importante de aprendizado é a confecçãode um insetário e um borboletário, que podem ser feitos juntocom todo o grupo de alunos, pois assim se consegue obterum número maior e mais variado de espécies que atenderãomelhor à escola.A estufa é outro equipamento muito útil e serve não somentepara a secagem de materiais, mas, principalmente, para o cul-tivo de microorganismos.É também necessário que os alunos tenham uma aula préviasobre como utilizar o microscópio, embora surjam dúvidasno decorrer das atividades. É interessante que se tenha umatelevisão, de 20 a 29 polegadas, interligada ao microscópio,projetando a imagem para todo o laboratório. Assim, todos osalunos podem acompanhar o experimento e realizá-lo na suabancada.Quando buscamos a união do conhecimento teórico ao práti-co, o estudo da biologia torna-se um espetáculo fascinante.Pesquise sobre as diversas formas de seconstruir um insetário. Com o auxílio dos profes-sores de biologia de sua escola, liste os insetos e osvegetais mais comuns ao bioma de sua região. Convideos alunos a contribuírem com a montagem do insetário,trazendo plantas, insetos listados e organizando o inse-tário. Elabore, com eles, as normas e os cuidados demanutenção do equipamento. Se esta atividade fizerparte da prática profissional supervisionada, façaos registros necessários.Descubra como montar uminsetário acessando o link:www.webbee.org.br/didatico
  48. 48. 53UNIDADE3–LaboratóriodeCiências3.2 Laboratório de QuímicaA proposta curricular do ensino de química, sob o amparoda Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e de acordo com os PCN,confere nova identidade ao ensino e propicia ao educando umaprendizado útil à vida e ao trabalho.O conhecimento prático, essencial a uma educação básica,implica sistematização das propriedades da matéria, e a quí-mica é a área que enfatiza as transformações e a geração denovos materiais a serem utilizados pelo homem em seu co-tidiano, tais como: alimentos, medicamentos, materiais deconstrução, papéis, plásticos, combustíveis, tintas, perfumesetc. Nesse sentido, o ensino da química deve contemplar ocontexto do aluno, utilizando fatos do seu dia-a-dia, da mídiae da vida escolar, para que ele possa compreender as trans-formações químicas que ocorrem no mundo e ao seu redor,construindo e reconstruindo o conhecimento numa maior in-teração professor–aluno.Nessa nova abordagem, a química passa a ser um meio e nãoum fim em si mesma, devendo propiciar o desenvolvimentode habilidades que permitam a interação e a participação doaluno no desenvolvimento científico, tecnológico e social, fa-vorecendo conexões com outros componentes curriculares,permitindo ao educando a construção de uma visão mais am-pla e articulada do mundo.A sobrevivência, atualmente, solicita conhecimentos quími-cos que permitam a utilização, competente e responsável, demateriais de uso diário. O desconhecimento ou o uso inade-quado de substâncias químicas causam alterações ambientaisirreversíveis e é por meio de interações sistematizadas e ade-quadamente dirigidas que a química contribui para a melhoriada qualidade de vida.Ainda que a sala de aula não seja um laboratório propriamen-te dito, deve fazer a ligação teórico-laboratorial vinculada aoscontextos com o aprofundamento compatível e com o desen-volvimento cognitivo do educando. A linha que une esse co-nhecimento sistematizado é a comunicação adequada à con-vivência coletiva e contribui para a formação de um cidadãoautônomo, consciente e capaz de interagir com a sociedade eo planeta.O desenvolvimento das habilidades e das competências,considerando o trabalho realizado experimentalmente, emconsonância com a vida diária, o meio ambiente e as atividadesO primeiro Projeto de Leipara a LDB foi entregue emdezembro de 1988, pelodeputado Octávio Elísio, oitoanos antes que a lei fossesancionada pelo presidenteFernando Henrique Cardoso.
  49. 49. UNIDADE3–LaboratóriodeCiências54realizadas pelo aluno, é, portanto, a principal proposta do en-sino de química.O sucesso do ensino da química está em saber utilizar aspec-tos teóricos e práticos advindos de materiais a serem trabalha-dos na sala de aula. Com a experimentação, os alunos utilizamdiversos materiais, priorizando o contato com os fenômenosquímicos que possibilitam a criação de modelos explicativospor meio da observação, tornando o ensino teórico-práticomais significativo. Nesse processo, o erro é tão importantequanto o acerto, pois o aluno é induzido a buscar outros ca-minhos de modo que desenvolva a capacidade crítica, a argu-mentação e a autonomia em face dos conhecimentos adqui-ridos.Os conteúdos, em sala de aula, devem ser trabalhados commetodologias atraentes para estimularem a ação coletiva.O novo conhecimento é, então, construído a partir do conhe-cimento que o aluno já tem.3.3 Laboratório de FísicaA física corresponde a um conjunto de conhecimentos estru-turados e sistematizados, relacionados às leis e às proprieda-des da matéria e da energia que controlam os fenômenos danatureza.Muitas são as formas de abordagem educacional empregadasna seleção, na organização e na apresentação dos conheci-mentos físicos aos educandos.É preciso dar, ao ensino de física, novas dimensões, apresentaruma física que explique não só a queda dos corpos, o movi-mento da Lua ou das estrelas no céu, o arco-íris, mas tambémos raios laser, as imagens da televisão e as diversas formasde comunicação. Uma física que explique o consumo diáriode combustível e, também, as questões referentes ao uso dasdiferentes fontes de energia em escala social, com seus riscose benefícios; que discuta a origem do universo e a sua evolu-ção; que trate da geladeira ou dos motores a combustão, bemcomo dos princípios gerais que permitem o entendimento detodas essas questões.O conhecimento da física é um instrumento necessário àcompreensão do mundo em que vivemos e à formação dacidadania. Espera-se que o ensino de física contribua para a
  50. 50. 55IMPORTANTEUNIDADE3–LaboratóriodeCiênciasformação de uma cultura científica efetiva. É preciso permi-tir ao indivíduo a interpretação dos fatos, dos fenômenos edos processos naturais, situar e dimensionar a interação fun-damental entre o ser humano e a natureza, vendo o homemcomo parte da própria natureza em transformação.De acordo com a definição dos PCNs, a física permite “elabo-rar modelos de evolução cósmica, investigar os mistérios domundo submicroscópico, das partículas que compõem a ma-téria, ao mesmo tempo que permite desenvolver novas fontesde energia e criar novos materiais, produtos e tecnologias!”(MENEZES, p. 2).Em outras palavras, a física é o estudo das forças, dos movi-mentos, das leis de conservação, da termodinâmica, da ótica,entre outras grandezas, sendo necessário levar o aluno a des-cobrir o mundo vivido por Einstein, Newton, Galileu e tantosoutros.Em sala de aula, os conteúdos devem ser selecionados emfunção do aluno e serão trabalhados por meio de metodolo-gias que estimulem a ação coletiva, a fim de que a cooperaçãotenha prioridade sobre a competição e a produção de conhe-cimento seja um ato construtivo.Vale realçar que, atualmente, muitos alunos têm conheci-mentos sobre o mundo incomparavelmente maiores que osde épocas anteriores, sobretudo, pela infinidade de estímu-los recebidos a que estão expostos na sociedade atual (te-levisão, rádio, outdoors, jornais, revistas, informática etc.).O professor de hoje, então, deve ter conhecimento e estaratualizado para conseguir a atenção do aluno, para que sejacapaz de interagir com os conhecimentos que o aluno já pos-sui, ou mesmo com seus centros de interesse. Atualmente,com a grande quantidade de informações que a maioria dosalunos tem acesso, é muito comum ao professor ouvir umaresposta, como “eu já sei”, quando, na verdade, o aluno ape-nas ouviu falar.A necessidade da interação entre os professores e os funcio-nários da escola torna-se cada vez mais evidente, pois todosdevem colaborar com a construção do conhecimento dos alu-nos. A motivação para o aprender, em sala, tem a ver com otrabalho prático e com a organização coletiva.Devemos refletir e ir em busca do bom desempenho de nossopapel nas escolas, colaborando para a formação integral dosGalileu Galilei, nascidona Itália em 1564, foi umgrande físico, astrônomo ematemático. Tornou-se oprimeiro a contestar as idéiasde Aristóteles. Dentre elas, ados corpos leves e pesadoscaírem com velocidadesdiferentes. Ele provou que oscorpos leves e pesados caemcom a mesma velocidade.
  51. 51. UNIDADE3–LaboratóriodeCiências56alunos, pois todo o conjunto deve tomar parte no processoensino-aprendizagem.Investigar, querer ir mais longe, questionar, refletir devem seros objetivos que levarão os alunos a se interessarem pelo es-tudo da física. É necessário que a escola esteja empenhadapara tal desenvolvimento, dedicando espaço para a monta-gem do laboratório, incentivando funcionários para que elesestejam dispostos a sair da rotina diária e trabalhar junto comos alunos, desenvolvendo atividades que provoquem a curio-sidade e o interesse de todos.Em relação ao aspecto prático, vale lembrar que alguns itenscitados no Laboratório de Ciências também se aplicam ao La-boratório de Física, como: a pia, a sala de preparação, a ven-tilação e a iluminação, os cuidados dentro do laboratório coma manipulação de materiais, placas de segurança, caderno delaboratório ou pasta de experimentos, chuveiro e lavatório,vidrarias. Entendemos que o Laboratório de Física deve tercuidados bem parecidos com os Laboratórios de Química eBiologia. No entanto, ele será montado de acordo com o con-teúdo programático sugerido pelo professor.A construção da Luneta Galileu é exemplo de umainstrutiva e divertida atividade de laboratório. Aprovei-te para interagir com o professor de física da sua escolapara que ele complemente a atividade com os conceitosde ótica e com a descrição física do funcionamento daluneta.Kit Luneta GalileuCom os componentes contidos neste kit você terá todo omaterial necessário para construir uma luneta astronômi-ca que lhe dará as mesmas condições de observação deque dispunha Galileu em 1610.A luneta foi inventada em 1608 por um artesão fabricantedeóculos,nascidonaAlemanha,chamadoHansLipperhey.NãohaviatranscorridoaindaumanoquandoGalileuGalilei,na Itália, teve notícia desta invenção e construiu ele mes-mo sua luneta. Ao apontá-la para a Lua, Júpiter e Vênus,Galileu constatou que as concepções cosmológicas
  52. 52. 57IMPORTANTEUNIDADE3–LaboratóriodeCiênciastidas como verdadeiras até aquela época deveriamser revistas. Ele está entre os grandes pensadoresque revolucionaram a Ciência, que deve muito a elespelos importantes avanços tecnológicos da humani-dade.FUNÇÃO ESPECIFICAÇÃO QTDECorpo da luneta Tubo diam. 35 mm – compr. 400 mm 1 pçaLente objetiva Lente plano-convexa diam. 35 mm F= 600 mm 1 pçaCapa da objetiva Tubo int. 35 mm – compr. 40 mm (flangeado) 1 pçaTubo deslisante Tubo diam. 19 mm – compr. 400 mm 1 pçaCorpo da ocular Tubo int. 19 mm – compr. 60 mm (flangeado) 1 pçaDiafragma da ocular Arruela metálica diam. 25 mm 1 pçaEspaçador da ocular Tubo diam. 19 mm – compr. 20 mm 1 pçaLente da ocular Lente biconvexa diam. 19 mm – F= 20 mm 1 pçaPupila da ocular Arruela preta diam. 19 mm – orifício 7 mm 1 pçaTubo intermediário Tubo diam. ext. 32 mm, int. 29 mm compr. 200 mm 1 pçaInstruções de montagem1 – O tubo intermediário possui uma extremidade pinta-da de preto. Coloque-o no interior do tubo principal demaneira que a face preta fique rente com a extremidadedo tubo principal. Se achar conveniente, você pode colarestes tubos com cola para papel.2 – Coloque a lente objetiva no interior do tubo capa daobjetiva e encaixe nele o tubo principal do lado opostoao que você montou o tubo intermediário. A lente obje-tiva deve ser posicionada de maneira que fique com aface convexa voltada para fora após a montagem dotubo capa da objetiva sobre o tubo principal.
  53. 53. UNIDADE3–LaboratóriodeCiências583 – A ocular deverá ser montada na seguinte se-qüência: a) coloque a pupila no interior do tubo cor-po da ocular de maneira que a face preta fique volta-da para a face onde você colocará o olho ao utilizara luneta; b) coloque a lente ocular no interior do tubocorpo da ocular. Como esta é uma lente biconvexa, nãoimporta sua orientação; c) coloque o tubo espaçador daocular dentro do tubo corpo da ocular; d) monte o dia-fragma (arruela metálica) sobre o espaçador da ocular demaneira que todo o conjunto seja fixado dentro do tubocorpo da ocular.4 – Encaixe a ocular montada em uma das extremidadesdo tubo deslizante e encaixe-o no interior do tubo princi-pal que você montou na primeira operação. Sua réplicafuncional da Luneta de Galileu está pronta.5 – Lembre-se de que esta luneta, embora simples, possuiaumento de 30 X e, conseqüentemente, os objetos obser-vados parecerão 30 vezes mais próximos, também os mo-vimentos produzidos pela instabilidade da mão do usuárioparecerão em igual número mais rápidos. Isso provocarácerta dificuldade em manter o objeto focalizado no interiordo campo de visão.6 – A luneta original utilizada por Galileu, tida como ocu-lar, era uma lente divergente. Utilizamos neste kit umalente convergente para permitir um campo de visão signi-ficativamente maior que o que Galileu dispunha e assimtornar mais fácil a utilização da luneta. As demais carac-terísticas da Luneta de Galileu são mantidas nesta réplicafuncional.7 – Para fazer observações astronômicas, procure apoiaro braço que suporta a luneta em uma coluna ou em ou-tro objeto sólido. Você conseguirá ver o céu da mesmamaneira que Galileu o fez por volta de 1610. Poderá ob-servar as três maiores Luas de Júpiter, as crateras daLua, as fases de Vênus etc.É importante que o Laboratório de Física tenha os vidros dasjanelas com películas pretas, pois quando são trabalhadasexperiências como revelação de filmes, é preciso ter câmaraescura, isto é, todo o ambiente deve estar totalmente escuro,apenas com luz infravermelha.Informações retiradas dosite: www.funbec.com.br/bmAstrLuGali2.htmlVeja alguns experimentos,com materiais simples, quepodem ser aplicados duranteas aulas de Física no site:www.br.geocities.com/saladefisica10
  54. 54. 59IMPORTANTEUNIDADE3–LaboratóriodeCiênciasNas bancadas, devem estar disponíveis ar comprimido, gásbutano (gás de cozinha), tomadas, tomadas estabilizadas,ponto para rede de computadores. Os armários devem estaretiquetados, informando o material que está guardado, paraque o professor tenha facilidade de preparar as aulas caso otécnico não esteja no laboratório.
  55. 55. UNIDADE4–LaboratóriodoEnsinodeLínguas62Vivemos num mundo globalizado e, com o avanço tecnológi-co, é fácil conhecermos outras culturas e nos interessarmospor elas sem sair de casa. A expansão da internet permite-nos conectar com pessoas de qualquer lugar do planeta, fazeramigos e conversar com eles em tempo real. Isso se tornacada dia mais comum, e os jovens, cada vez mais cedo, têmse integrado a essa realidade.O turismo é uma importante fatia da economia brasileira muitovisada no mercado de trabalho. As relações comerciais entreo Brasil e os diversos países do mundo têm se intensificado emultiplicado. Por isso, a demanda de profissionais que domi-nem várias línguas estrangeiras aumentou proporcionalmen-te. Essas questões nos levam a repensar o ensino e o estudode línguas estrangeiras.Na LDB, o estudo das línguas estrangeiras tomou um espaçomuito importante no currículo. Tal estudo passou a fazer parteindissolúvel do conjunto de conhecimentos essenciais à for-mação do indivíduo.Os PCNs, por sua vez, preconizam que o estudo de línguasestrangeiras não deve ser tratado como uma disciplina isola-da no currículo. É bom nos lembrarmos que a comunicaçãonão é feita apenas com o conhecimento da língua, mas é umconjunto que nos leva a conhecer as tradições, a cultura e oscostumes de outros povos. Nesse pensamento, deixa de tersentido o ensino de línguas que objetiva apenas o conheci-mento metalingüístico e o domínio consciente de regras gra-maticais.Com isso, justifica-se plenamente a criação de um laboratóriopara o estudo de línguas, uma vez que o ambiente é propícioao desenvolvimento cultural e ao estudo mais aprofundadoda língua. O laboratório é um recurso didático poderoso. Sefor bem utilizado, permitirá que o aluno tenha um aprendizadopersonalizado, como se ele tivesse um professor exclusivo.Como qualquer Laboratório, o de Línguas tem por finalidade,como experimentação, trabalhar o conteúdo pedagógico, tra-zendo os países da língua estudada para bem perto dos alu-nos, juntamente com seus costumes, cultura e situações docotidiano.Para proporcionar essa interatividade, o laboratório deve sercomposto por cabines que utilizam recursos de áudio, vídeo eum computador conectado a uma mesa de comando, com umConheça algumas escolasque trabalham comLaboratórios de Línguasno site: www.olharvirtual.ufrj.br/2006; www.americaenglishschool.com.br/laboratorios.htm; www.faepe.org.br/extensao/idiomas/laboratorio.htm;www.unibero.edu.br/laboratorios.aspHoje o comércio já dispõede equipamentos própriospara a montagem deLaboratórios de Línguas.O site: www.technicalcenter.com.br/laboratorio.htm tem todoo material desenvolvido euma equipe de funcionáriosvai até a escola montar,porém não é umatecnologia de baixo custo.
  56. 56. 63IMPORTANTEUNIDADE4–LaboratóriodoEnsinodeLínguascomputador central que armazena as informações e permiteum fácil acesso ao material arquivado. A mesa deve ter equi-pamentos para amplificação, qualificação e distribuição de in-formação sonora, leitora de videolaser, CD-ROM, DVD e atéVHS. Monitores de TV são distribuídos pela sala para facilitara transmissão dessas imagens.É essencial que o técnico em multimeios esteja atuando dire-tamente no laboratório, pois o professor cuida das questõespedagógicas enquanto o técnico seleciona todo o material eprepara o equipamento para as aulas. Dessa forma, o Labora-tório de Línguas só vem consolidar o trabalho desenvolvidoem sala.O aluno é acompanhado pelo professor, que coordena todasas cabines, monitorando seu desenvolvimento nas atividadese tirando dúvidas. Além de colocar o aluno em contato comvariadas pronúncias do idioma estudado, a abordagem comu-nicativa do ensino de línguas tem como proposta desenvolvera habilidade de compreensão auditiva com diálogos de falan-tes nativos da língua em estudo e preparar o aluno para o dis-curso espontâneo, além de treinar a leitura e a escrita. O alunopode auto-avaliar-se no decorrer da aula, comparando as gra-vações da sua pronúncia com a versão original. A privacidadedas cabines proporciona ao estudante maior autoconfiançadurante o aprendizado, além de permitir-lhe acompanhar opróprio desempenho, que se dará de acordo com seu ritmo.Isso desenvolve a habilidade de auto-avaliação e a autocrítica.Com esses recursos, o professor pode aplicar formas alterna-tivas de avaliação.Levando-se em conta o alto custo dessas cabines individuais,uma outra forma prática de se ter um Laboratório de Línguasseria a utilização do Laboratório de Informática. Existem nomercado softwares para PCs que possuem grande parte dasfuncionalidades de uma cabine. Para o funcionamento do pro-grama, basta que o computador possua entrada para fone deouvido e microfone.Continuamos a destacar que a criatividade vale muito na horade encontrar ou adaptar novos recursos didáticos, e o Labo-ratório de Informática pode suprir as necessidades do Labora-tório de Línguas. Assim podemos unir a diversidade culturalcom os recursos da informática.
  57. 57. UNIDADE4–LaboratóriodoEnsinodeLínguas64Quais as funções do funcionário no Laboratório de Lín-guas? Como você, técnico em multimeios, deve procederem relação ao acervo, aos equipamentos e aos recursosdidáticos?
  58. 58. UNIDADE5–LaboratóriodeInformática66O conhecimento da humanidade só evoluiu em virtude da in-cessante busca do ser humano em superar suas dificuldades,ou mesmo em trazer maior conforto à sua vida. A informáticaé um grande passo nesse sentido e seu vertiginoso desenvol-vimento proporcionou um enorme avanço em várias áreas doconhecimento.O primeiro computador a ser desenvolvido foi o Eniac, que aosnossos olhos parece apenas um dinossauro. A palavra “com-putador” inicialmente designou os computadores de grandeporte (mainframes), uma tecnologia pouco acessível ao ho-mem comum. Com o tempo, apareceram os computadoresde pequeno porte, chamados de microcomputadores ou PCs(Personal Computer) – computador pessoal. Atualmente, qual-quer um dos nomes refere-se ao computador pessoal.1. Descubra o que foi o Eniac.2. Faça um breve histórico da evolução dos com-putadores, desde o surgimento até os dias atuais.3. Partilhe, com seus colegas, suas descobertas.Se esta atividade fizer parte da prática profissional su-pervisionada, faça os registros necessários.É possível imaginar como os bancos trabalhavam antes dosurgimento dos computadores? Para muitos, que já nasceramna era da informática, é difícil regredir no tempo para tentarentender, pois hoje não conseguimos fazer movimentaçõesbancárias sem utilizar a informática.E o que seria dos avanços na Medicina? Os exames compu-tadorizados permitem alta precisão nos resultados, e as cirur-gias têm conseguido resultados surpreendentes com a utiliza-ção de técnicas avançadas em meios computacionais. É pos-sível a um aluno de uma Universidade de Medicina brasileiraassistir, via internet, a uma cirurgia que está sendo feita emum paciente no Japão e sendo comentada por um outro ci-rurgião que se encontra na Inglaterra. Alguns carros possuemcomputador de bordo; as pessoas vão trabalhar com seuslaptops (notebook) e palmtops (PDA ou handheld). Os íconese os jogos presentes nos celulares só são possíveis graças àslinguagens de programação.A internet faz parte do nosso cotidiano e abrange todo tipo demídia, além de facilitar todo tipo de comunicação. As crianças,Relembre como utilizara internet no Módulo 7:Informática Básica, unidade5 das páginas 79 a 92.A utilização de sites depesquisa tornou-se um atoimportantíssimo durante asaulas.
  59. 59. UNIDADE5–LaboratóriodeInformática67IMPORTANTEdesde muito pequenas, sabem usar a informática, e esse ace-lerado crescimento chegou até nossas escolas como um gran-de atrativo para os alunos. Trata-se de um maravilhoso recursodidático para as aulas. Há um mundo de possibilidades, bastasaber explorá-lo. Cabe a nós, técnicos em multimeios, conhe-cer nossa ferramenta de trabalho e ter controle sobre ela, nãosó para enriquecer o aprendizado, mas também para evitarque a informática seja usada de forma negativa ou criminosa.A escola precisa exercer seu papel de educar o jovem para aresponsabilidade e critério no uso dos recursos tecnológicos.Os Laboratórios de Informática vêm sendo largamente utiliza-dos nas escolas de Ensino Fundamental e Médio, pois é umaferramenta em todas as disciplinas, sendo um rico recurso di-dático.Há uma diversidade de softwares educativos que podem serutilizados no laboratório, bem como os programas de edi-ção de texto, planilhas eletrônicas e editor de apresentações.A proficiência nesses programas é útil não só no aprendizadoem sala de aula, mas na capacitação para o mercado de traba-lho. Lembramos que os cuidados com o ambiente educacionaldevem começar pela autenticidade dos programas utilizados,ou seja, um espaço verdadeiramente educativo não faz uso demateriais “piratas”. Se a escola não dispõe de recursos finan-ceiros para obtê-los, softwares livres podem ser instalados eusados de forma legal. Trata-se de programas de computadorgratuitos, sem direito autoral, que podem ser instalados a par-tir de sites da internet.A responsabilidade do técnico no Laboratório de Informáticavai desde o monitoramento das máquinas, verificando a exis-tência de programas, músicas ou jogos instalados clandesti-namente pelos alunos, até a perfeita utilização do laboratóriono horário de aula.É imprescindível a determinação de regras para que o uso doambiente seja otimizado. É vedado aos usuários:praticar atividades que afetem ou coloquem em risco asinstalações e provoquem desperdício de recursos;exercer atividades que coloquem em risco a integridade fí-sica das instalações e dos equipamentos dos laboratórios,por exemplo, comer ou beber nessas dependências;
  60. 60. UNIDADE5–LaboratóriodeInformática68desmontar quaisquer equipamentos ou acessórios do labo-ratório, sob qualquer pretexto, assim como remover equi-pamentos do local a eles destinados (mesmo dentro do re-cinto);usar qualquer equipamento de forma danosa ou agressiva;exercer atividades não relacionadas ao uso específico decada laboratório e da atividade proposta;usar os laboratórios para atividades eticamente impró-prias;alterar a configuração de qualquer equipamento disponível;instalar ou remover programas, a menos que autorizado edevidamente assistido por um técnico do laboratório;desenvolver e/ou disseminar vírus nos equipamentos do la-boratório;praticar ou facilitar a prática de pirataria de software ou da-dos de qualquer espécie;facilitar o acesso de pessoas estranhas não autorizadas aoslaboratórios;usar indevidamente os recursos disponíveis na internet.Discuta em grupo sobre os itens citadoscomo não apropriadas aos usuários de um Labora-tório de Informática. Em seguida, acrescente, retire ouremodele de acordo com sua realidade, justificando anecessidade da reestruturação de cada um.Se esta atividade fizer parte da prática profissional su-pervisionada, faça os registros necessários.É necessário, portanto, que o técnico tenha um vasto contro-le sobre as máquinas, conhecendo a parte física (hardware);tenha noções de redes para dar a manutenção diária no labo-ratório; tenha domínio sobre instalação dos softwares e co-nhecimento para auxiliar os alunos na utilização dos recursosdisponíveis durante as aulas.A manutenção do Laboratório de Informática requer que otécnico disponha de alguns materiais e ferramentas capazesde auxiliá-lo no trabalho diário. Existem alguns programas
  61. 61. UNIDADE5–LaboratóriodeInformática69IMPORTANTEimportantes para manutenção, corretiva ou preventiva. Elesdevem estar bem organizados em CDs rotulados, organizadospor tipo e guardados em um porta CDs. Veja alguns progra-mas que você deverá ter:discos de boot;antivírus – lembre-se sempre de atualizá-los;utilitários de detecção e correção de erros;compactadores, leitores de arquivos PDF, DirectX e Codecspara som e vídeo;CD de drivers, principalmente para as placas que estão ins-taladas nos computadores do laboratório.Lembre-se que o driver é um programa controladorque é instalado para permitir o correto funcionamentode determinados dispositivos. Ex.: quando instalamosuma placa de som, para que ela funcione corretamente,precisamos instalar o driver fornecido juntamente com aplaca. Drive é um dispositivo físico que pode ser um leitorde CD-ROM, zip drive, disquete, entre outros.O Laboratório de Informática é composto por máquinas queeventualmente necessitam ser abertas para trocar algum com-ponente com defeito ou por outro mais atualizado. Sendo as-sim, o técnico do Laboratório de Informática deve ter um kitde ferramentas. Vejamos as principais:Componente DescriçãoChave PhilipsÉ a chave mais usada e, em algunscasos, poderá ser a única necessária.É interessante adquirir duas de compri-mentos diferentes. A ponta dessa chaveé em formato de cruz, conforme indicaa figura.Pesquise o que é um disco deboot, como é feito e qual suattfunção.
  62. 62. UNIDADE5–LaboratóriodeInformática70Alicate de corteÉ uma ferramenta básica. Serve paradescascar fios, cortar braçadeiras, cabos,fios etc.Alicate bico fino e longoPara trabalhos em componentes eletrô-nicos de difícil acesso. Ajuda muito parapegar alguma coisa que não se podealcançar com as mãos. Ex.: tirar umjumper, trocar a bateria etc. Você utilizaráum alicate de tamanho médio.EstileteO estilete não faz parte do kit básico, masem certas situações, como descascarum fio muito fino, ele se torna muito útil.Tamanho: médio.Chave Allen EstrelaVista lateralmente, a chave tem o formatode “L” e sua ponta tem o formato dehexágono. É utilizada principalmente emimpressoras, pois seus parafusos são dotipo estrela. É bom adquirir uma cartelacom chaves que vão de 9 a 40 mm.Extrator de chipsIdeal para extrair chips, já que protegeos contatos metálicos do mesmo, o quenão acontece quando retiramos chipscom auxílio de uma chave de fenda,que neste caso acaba amassando oscontatos.
  63. 63. UNIDADE5–LaboratóriodeInformática71IMPORTANTELupaServe para a leitura de minúsculos nú-meros ou letras em chips. Algunscomponentes eletrônicos têm as letrastão pequenas que a utilização destaferramenta torna-se imprescindível.Ferro de soldarEle tem três finalidades principais namanutenção de computadores: reparode cabos, substituição da bateria deníquel (que são recarregáveis e soldadasna placa-mãe) e troca de leds.Sugador de soldaÉ utilizado em conjunto com o ferrode soldar para facilitar a remoção decomponentes soldados em um circuito.Chave de testeÉ uma chave que possui uma resistênciainterna capaz de detectar corrente elé-trica. É utilizada principalmente paraidentificar os fios fase e neutro, ou sea tomada está funcionando. Algumastêm uma lâmpada de néon, outras sãodigitais. Para utilizar é só colocar a chaveno orifício da tomada e tocar com o dedona extremidade do cabo da chave, se alâmpada acender, esse fio será o fase e ooutro, o neutro.MultímetroÉ utilizado para fazer medições elétricascomo voltagem, resistência e corrente.

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