1Deficiência visual       A redução ou perda total da capacidade de ver com o melhor olho e após a melhorcorreção ótica. M...
2       De maneira genérica, podemos considerar que nos países em desenvolvimento asprincipais causas são infecciosas, nut...
3mobilidade com bengala longa e auxiliares pré-bengala, de planos de mobilidade, decães guia e para a utilização de auxili...
4BRUNO, Marilda Moraes Garcia. O desenvolvimento integral do portador dedeficiência visual: da intervenção precoce a integ...
5   Ao explicar direções para uma pessoa cega, seja o mais claro e específico    possível. Não se esqueça de indicar os o...
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Deficiência visual

  1. 1. 1Deficiência visual A redução ou perda total da capacidade de ver com o melhor olho e após a melhorcorreção ótica. Manifesta-se como: Cegueira: perda da visão, em ambos os olhos, de menosde 0,1 no melhor olho após correção, ou um campo visual não excedente a 20 graus, no maiormeridiano do melhor olho, mesmo com o uso de lentes de correção. Sob o enfoqueeducacional, a cegueira representa a perda total ou o resíduo mínimo da visão que leva oindividuo a necessitar do Sistema Braile como meio de leitura e escrita, além de outrosrecursos didáticos e equipamentos especiais para a sua educação; Visão reduzidabaixa visão:acuidade visual dentre 620 e 660, no melhor olho, após correção máxima. Sob o enfoqueeducacional, trata-se de resíduo visual que permite ao educando ler impressos a tinta, desdeque se empreguem recursos didáticos e equipamentos especiais.Introdução Alguns sinais característicos da presença da deficiência visual na criança são: desviode um dos olhos, não seguimento visual de objetos, não reconhecimento visual de familiares,baixo aproveitamento escolar e atraso de desenvolvimento. No adulto, pode ser o borramentosúbito ou paulatino da visão. Em ambos os casos, são: vermelhidão, mancha branca nos olhos,dor, lacrimejamento, flashes, retração do campo de visão que pode provocar esbarrões etropeços em móveis. Em todos os casos, deve ser realizada avaliação oftalmológica paradiagnóstico do processo e possíveis tratamentos, em caráter de urgência.Pontos Principais1. Dados estatísticos: Segundo a OMS-Organização Mundial de Saúde, cerca de 1% da população mundialapresenta algum grau de deficiência visual. Mais de 90% encontram-se nos países emdesenvolvimento. Nos países desenvolvidos, a população com deficiência visual é compostapor cerca de 5% de crianças, enquanto os idosos são 75% desse contingente. Segundo o Censoescolar (1998) – 337.326 alunos com necessidades especiais matriculados em todo país,destes 15.473 (4,6%) apresenta deficiência visual.Etiologia:
  2. 2. 2 De maneira genérica, podemos considerar que nos países em desenvolvimento asprincipais causas são infecciosas, nutricionais, traumáticas e causadas por doenças como ascataratas. Nos países desenvolvidos são mais importantes as causas genéticas e degenerativas.As causas podem ser divididas também em: congênitas ou adquiridas. Causas congênitas:amaurose congênita de Leber, malformações oculares, glaucoma congênito, cataratacongênita. Causas adquiridas: traumas oculares, catarata, degeneração senil de mácula,glaucoma, alterações retinianas relacionadas à hipertensão arterial ou diabetesNíveis de deficiência visual Baixa visão ou visão subnormal – acuidade visual de 0,3 a 0,05 (Escala optométrica deSnellen) no melhor olho, com a máxima correção óptica. Cegueira – Diminuição da acuidade visual central desde cegueira total (nenhumapresença de luz) até acuidade visual menor que 0,05 (- de 1%).Sistema braille O Sistema Braille é o sistema de leitura e escrita tátil utilizado por deficientesvisuais e representa um código universal.Pontos Principais1. Cela Braille.A partir de seis pontos, podem ser realizadas 64 combinações diferentes.Habilidades formais de orientação e mobilidade. Posteriormente a aquisição dos pré-requisitos, inicia-se após avaliação, oprograma de instrução de habilidades formais de orientação e mobilidade. A orientaçãobásica é de realizar esta instrução o mais cedo possível. Fonte: (Coín e Enríquez, 2003). Sendo assim, torna-se possível a determinação de pontos de referência para acorreta localização do ambiente. Posteriormente segue referência para o aprendizadodas técnicas de proteção pessoal, de seguimento pelo tato, de guia vidente, de
  3. 3. 3mobilidade com bengala longa e auxiliares pré-bengala, de planos de mobilidade, decães guia e para a utilização de auxiliares eletrônicos. A educação de cegos teve início no século XVIII em Paris, com Valentin Haüy(fundador do Instituto Real dos Jovens Cegos). Era homem de ciência e influenciadopelas filosofias sensistas, segundo as quais, tudo vinha dos sentidos. Depois de havercontemplado, na feira de Santo Ovídio, em Paris, a um espetáculo que o chocouprofundamente em que sobre um estrado, um empresário exibia dez cegos, comofantoches, teve a ideia de instruir os cegos, fundando em 1784 o Instituto Real dosJovens Cegos. Defendia o principio de que, tanto quanto fosse possível, a educação doscegos não poderia diferenciar-se da dos normovisuais, como eram chamados osvidentes, naquela época. Adotou o alfabeto comum em relevo, na expectativa de que asletras fossem percebidas pelos dedos dos deficientes visuais. Para a escrita, trabalhavamcom caracteres móveis, com os quais os alunos aprendiam a conhecer as letras e osalgarismos, a combinar os caracteres para formar palavras e números e a construirfrases. Em 15 de fevereiro de 1819, ingressou no Instituto Real dos Jovens Cegos, umjovem de 10 anos chamado Louis Braille (1809-1852). Louis feriu um dos olhos,quando brincava na oficina do pai. A infecção progrediu, atingindo o outro olho,deixando Louis completamente cego algum tempo depois. Louis Braille criou o sistemabraille a partir da sonografia de Charles Barbier (Idealizou o sistema de sinais em relevoque inspirou Louis Braille a criar o Sistema Braille ), Capitão de artilharia queapaixonado pelos problemas da escrita rápida e secreta, idealizou um processo de leituratátil destinado a velar os segredo das mensagens militares e diplomáticas. Consistia nasonografia constituída por trinta e seis sinais representativos de outros tantos sons edistribuídos por 6 linhas e 6 sinais cada uma, formando igual número de colunas. Naverdade este sistema representava fonemas, o que dificultava bastante para a escrita detextos e representação de algarismos. O sistema de Charles Barbier nunca foi usado nainstituição, mas a partir dele, Louis Braille reconheceu que os sinais com mais de trêspontos em cada fila ultrapassavam as possibilidades de uma única percepção tátil.Reduziu suas proporções de maneira que os sinais pudessem formar uma imagemverdadeira debaixo dos dedos. Atribuiu a cada símbolo valor ortográfico e não fonético,semelhante ao alfabeto comum.Referências e links interessantes
  4. 4. 4BRUNO, Marilda Moraes Garcia. O desenvolvimento integral do portador dedeficiência visual: da intervenção precoce a integração pré- escolar. São Paulo: Loyola,1992. v.1, 144p.Minas Gerais. Secretaria de Estado da Educação. Coleção veredas: guia de estudo:Educação Inclusiva. Belo Horizonte, 2005.MARTIN, Manuel Bueno et al. Deficiência visual: aspectos psicoevolutivos eeducativos. São Paulo: Editora Santos, 2003.MARTINS, J.G. A cegueira às claras. Belo Horizonte: O Lutador, 2007.VEIGA, José Espinnola. O que é ser cego. Rio de Janeiro: José Olympio, 1993.Dicas de Convivência  Evite utilizar os advérbios, aqui, lá, cá, etc, de maneira inadequada.  Ofereça sua ajuda sempre que uma pessoa cega necessitar. Mas não ajude sem que ela concorde.  Sempre pergunte antes de agir. Se não souber em que e como ajudar, peça explicações a ela de como fazê-lo.  Para guiar uma pessoa cega, ela deve lhe segurar pelo braço, de preferência no cotovelo ou no ombro. Não a pegue pelo braço: além de perigoso, isso pode assustá-la. À medida que encontrar degraus, meios-fios e outros obstáculos, vá orientando-a. Em lugares muito estreitos para duas pessoas caminharem lado a lado, ponha seu braço para trás de modo que a pessoa cega possa lhe seguir.  Ao sair de uma sala, informe à pessoa cega; é desagradável para qualquer pessoa falar para o vazio. Não evite palavras como "cego", "olhar" ou "ver", as pessoas cegas também as usam.
  5. 5. 5 Ao explicar direções para uma pessoa cega, seja o mais claro e específico possível. Não se esqueça de indicar os obstáculos que existem no caminho que ela vai seguir.

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