Defesa Mestrado

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Slide da apresentação da minha dissertação de Mestrado. Ufam 2011.

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Defesa Mestrado

  1. 1. Divulgação Científica e Mídia Digital Estudo comparativo entre a Fapeam e a Fapesp Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação (PPGCCOM) da Universidade Federal do Amazonas como requisito para a obtenção do grau de MestreMestrando: Orientação: Luiza Elayne Corrêa AzevedoUlysses do Nascimento Varela Co-orientador: Odenildo TeixeiraSena
  2. 2. IntroduçãoA ciência e a tecnologia assumiram, nas últimas décadas, umpapel importante na vida da sociedade, do mesmo modo os meiosde comunicação evoluíram com o aprimoramento, a expansão e autilização de novos meios de divulgação.Entendemos ser importante acompanhar este processo,principalmente no que se refere à divulgação da ciência e aojornalismo científico por meio da internet.
  3. 3. ObjetivosGeralCaracterizar como está sendo formulado o jornalismo científico na Internet e descobrir por meio das instituições pesquisadas (Fapeam e Fapesp) se o que se produz é de fato jornalismo científico.
  4. 4. ObjetivosEspecíficos• Contribuir para a compreensão da construção do jornalismo científico nesse campo (Internet);• Identificar características empregadas no texto que nos permitam confirmar a prática do jornalismo científico nos textos divulgados pela rede mundial de computadores;• Construir, a partir da análise, referências que apontem para a produção do jornalismo científico e, assim, contribuir para o trabalho de profissionais nesse segmento.
  5. 5. JustificativaPercebemos o quanto é importante tanto para os linguístas quantopara os comunicadores entender o processo de construção dasinformações nas mídias digitais.A pesquisa abordará o elo entre a lógica da mídia, da Ciência edos cientistas, o que remete a um novo modelo de difusão daspesquisas e dos trabalhos produzidos no campo científico.Vai possibilitar compreender e analisar a difusão das informaçõescientíficas nas mídias digitais, um caminho pouco percorrido nosdias de hoje.
  6. 6. Estado da QuestãoCiência e Internet - ABJCCom o advento da internet, foram ampliados os espaçossistematizados na mídia eletrônica para a divulgação científica, o queexige profissionais capacitados para atuar na área.O Jornalismo Científico deve estar comprometido em entender osprocessos, os impactos, as causas e as consequências das tomadasde decisões que afetam o nosso cotidiano.O momento apresenta-se particular para se estudar essa relaçãoentre temas que estão diretamente ligados à sociedade: o jornalismocientífico, a divulgação científica e as mídias digitas.
  7. 7. Problema•De que forma os veículos de comunicação digital trabalham os textosvoltados à cobertura de ciência?•Como isso se dá no caso dos textos divulgados pelos sites dasFundações de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam)e de São Paulo (Fapesp)?•São empregados hoje na construção destes textos parâmetros quepossam defini-los como jornalismo científico, tais quais osempregados nas mídias impressas?•O que determina se uma notícia veiculada pela internet utiliza ou não critérios para a prática do Jornalismo Científico ?
  8. 8. Hipóteses• Na internet, o JC não assume explicitamente características que o definam como Divulgação Científica.• Apesar da distância geográfica Amazonas e São Paulo buscam por meio de sites promover a Divulgação Científica por meio do Jornalismo Científico.• Os textos produzido para sites buscam até hoje adequação a linguagem utilizada pela mídias digitais o que exige profissionalização e conhecimento.• O Jornalismo Científico na internet adota características próprias e de outros meios para atingir seus objetivos e públicos.
  9. 9. Fundamentação TeóricaBase teórica - AutoresPara compreender a comunicação na contemporaneidade, o Jornalismo Científico a internet como mídia e a relação entre a produção jornalística voltada para a cobertura da C&T e o papel dos profissionais de comunicação buscamos em autores como Wilson Bueno, Warren Burkett, Manuel Castells, Henri Jenkins, Lilian Zamboni, Wilson Dizard, J.B. Pinho, entre outros, subsídios para abordar a questão.
  10. 10. Fundamentação TeóricaConstrução do Jornalismo CientíficoBueno (1988) aponta que, obrigatoriamente, “o Jornalismo Científico representa ou define uma cobertura jornalística com atributos específicos, com suas singularidades, sua cultura e seu objeto, mas é, em essência, jornalismo”.ParâmetrosMalavoy desenvolveu um Guia Prático de Divulgação Científica, para a melhor compreensão dos critérios a serem observados no processo de construção do texto em jornalismo científico.
  11. 11. Metodologia- Metodo hipotético dedutivo- Análise de conteúdo (quantitativa qualitativa)Como recorte metodológico, decidimos fazer as análises sobre a produção jornalistica publicada na internet de um mês de atividades de cada instituição (FAPEAM e FAPESP), (agosto de 2010).Apresentam características bem diferenciadas quanto a localização, investimentos, número de profissionais, tempo de atuação e resultados obtidos, o que para nós representa duas realidades próximas quanto aos objetivos pretendidos, mas ao mesmo tempo distantes quanto às realidades apresentadas.
  12. 12. MetodologiaPassos: (Parâmetros do texto em Jornalismo Científico)a) a pré-análise: fase de organização e sistematização das ideias, em que ocorrem a escolha dos documentos a serem analisados, a retomada das hipóteses e dos objetivos iniciais da pesquisa em relação ao material coletado e a elaboração de indicadores que orientarão a interpretação final;b) a exploração do material: fase em que os dados brutos do material são codificados para se alcançar o núcleo de compreensão do texto. (recorte, contagem, classificação, desconto ou enumeração em função de regras e critérios previamente formulados);c) tratamento dos resultados obtidos e interpretação: os dados brutos são submetidos a operações estatísticas, a fim de se tornarem significativos e válidos para evidenciar as informações
  13. 13. MetodologiaPARÂMETROS UTILIZADOS DURANTE A ANÁLISE DE CONTEÚDO Quanto a construção do texto Tema Estrutura Abertura Conclusão Quanto aos princípios estilísticos do texto Voz ativa Frases e parágrafos curtos Sinônimos Citações Simplificação Tornar concreto ou exemplificar Quantificar a informação Associações Complementos do texto Referências Título e subtítulo Quanto ao formato da WEB Linguagem Espaço Linearidade na web Palavras e frases-links
  14. 14. MetodologiaCapítulos:Primeiro capituloAbordaremos um panorama geral sobre teorias, conceitos e abordagens relacionadas a pesquisa que levem à compreensão do tema a partir do entendimento da importância da comunicação nos dias de hoje, da relação entre comunicação e internet, dos avanços das novas tecnologias e da influência na comunicação.
  15. 15. MetodologiaCapítulos:Segundo capítuloTraremos a análise do corpus “jornalismo científico” por meio das agências de fomento à pesquisa (Fapeam e Fapesp) com objetivo mostrar as características e abordagens aplicadas à divulgação da ciência nos meios analisados, destacando, por meio de coleta de dados referenciados, o perfil de cada uma, assim como os conteúdos e formas abordados no quesito divulgação científica.
  16. 16. Análise das notícias• Tipos de Entrevista- Individual- Coletiva 84- Exclusiva Notícias- Em grupo
  17. 17. Análise das notícias 110 Notícias
  18. 18. ReferênciasARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1979. 229 p.BASTOS, Helder. Jornalismo Eletrônico: Internet e Reconfiguração de Práticas nas Redacções. Coimbra: Minerva. 2000.BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1979. 229 p.BAZI, Rogério E. Rodrigues. TV regional: Trajetória e perspectivas. Campinas, SP: Editora Alínea, 2002BOAS, Sergio Vilas (organizador), Formação e informação científica: jornalismo para iniciados e leigos. São Paulo: Summus, 2005.BUENO, Wilson da Costa - Jornalismo Científico no Brasil: Aspectos Teóricos e Práticos. São Paulo, Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA- USP (série pesquisa), 1988.BURKETT, Warren. Jornalismo Científico: como escrever sobre ciência, medicina e alta tecnologia para os meios de comunicação. 1a. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1990.BURCH. Sally, Sociedade da informação/ Sociedade do conhecimento In, Desafios de Palavras: Enfoques Multiculturais sobre as Sociedades da Informação, 2005. Disponível em: < http://vecam.org/article519.html>. Acesso em: 19 outubro. 2009, 22:12:10.CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede - a era da informação: economia, sociedade e cultura, v1. Tradução Roneide Venâncio Majer. São Paulo: Paz e Terra, 1999.CALDAS, Graça. A Política de C&T, Mídia e Sociedade . Revista Comunicação e Sociedade no. 30, 1998.CAMPOS, Pedro Celso. Novos paradigmas de produção, emissão e recepção do discurso. Publicado no Website Observatório da Imprensa. <www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos>. Acessado em 09 de abril de 2009.CORRÊA, Elizabet Saad. Edição em jornalismo eletrônico. São Paulo: Edicom ECA/USP, 2000.DANTAS, Marcos. A lógica do capital informação: a fragmentação dos monopólios e amonopolização dos fragmentos em um mundo de comunicações globais. Rio de Janeiro: Contraponto, 1996.DIZARD, Wilson P. A nova mídia: a comunicação de massa na era da informação. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 2000.
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