Análise contextual
aplicada à TV interativa




    Gil Barros
    Prof. Dr. Marcelo K. Zuffo

    1º EBAI - Encontro Bras...
Apresentação
• Gil Barros
  – formado em Arquitetura e Urbanismo - FAU-USP
  – mestre em Engenharia Elétrica - Poli-USP
  ...
Mapa de Navegação - TV Analógica




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Mapa de Navegação - TV Interativa




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Fatores da Usabilidade
• Definição ISO 9241
   – Ergonomic requirements for office work
     with visual display terminals...
Análise Contextual
• Baseada na observação e entrevistas com usuários
  – no seu contexto real de uso
  – com a menor inte...
Outras Técnicas
• Entrevistas com stakeholders ou SME (subject matter
  expert)
  – pressuposto que compreendem os usuário...
Aplicação da Análise Contextual
• Quanto maior a variação do contexto (ambiente, por
  exemplo), maior a importância da an...
Metodologia
• Análise usa como base
   – modelos de usuários
   – tarefas mais importantes no sistema
   – definidos em et...
Metodologia
• Problema da interferência da filmagem
   – posicionar fora do campo de visão, não mexer na câmera
   – deixa...
Uso da TV Integrado com Outras Atividades
• Um dos grupos de usuários assiste TV enquanto faz
  outras coisas pela casa
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Diferença entre Descrição e Ação
• Guia não fornece dicas visuais para navegação
  – (falando sobre o guia de programação)...
Uso do Controle Baseado no Tato




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Inconsistência da Tecla de Volta
• Quando usada entre canais, funciona
  como “último canal”

• Quando dentro de um
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A Barreira para Ligar a TV
• Mais de um controle remoto cria uma situação de
  ambigüidade entre quem está sendo controlad...
Análise Contextual e AI
• Definição de Arquitetura da Informação
  – o design estrutural de grupos de informações relacion...
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Análise contextual aplicada à TV interativa

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Este trabalho exemplifica o uso da análise contextual para a coleta de dados sobre contexto de uso de aplicativos de TV interativa.
Inicialmente o trabalho apresenta bases teóricas que evidenciam a importância deste tipo de informação e explica porque a análise contextual é especialmente indicada.
A seguir é feita uma apresentação detalhada da metodologia adotada em um levantamento realizado com usuários de TV.
Por fim são apresentados resultados que demonstram alguns tipos de informação que são mais efetivamente capturado através da análise contextual, a saber:
- a importância do contexto de uso para a TV interativa;
- a diferença entre a descrição de uma tarefa pelo usuário e a ação de fato;
- a importância do arranjo físico das teclas do controle remoto para o usuário.

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Análise contextual aplicada à TV interativa

  1. 1. Análise contextual aplicada à TV interativa Gil Barros Prof. Dr. Marcelo K. Zuffo 1º EBAI - Encontro Brasileiro de Arquitetura de Informação Outubro de 2007
  2. 2. Apresentação • Gil Barros – formado em Arquitetura e Urbanismo - FAU-USP – mestre em Engenharia Elétrica - Poli-USP – trabalha com design e implementação de interfaces digitais desde 96 – foco em TV Digital a partir de 2003 – designer de interfaces e pesquisador no LSI-USP • Este trabalho – baseado no trabalho desenvolvido durante o mestrado – texto disponível na web: http://formato.com.br/projetos/mestrado_gil_barros/ 1
  3. 3. Mapa de Navegação - TV Analógica 2
  4. 4. Mapa de Navegação - TV Interativa 3
  5. 5. Fatores da Usabilidade • Definição ISO 9241 – Ergonomic requirements for office work with visual display terminals (VDTs) • Usabilidade: medida na qual um produto pode ser usado por usuários específicos para alcançar objetivos específicos com eficácia, eficiência e satisfação em um contexto específico de uso. – usuários específicos – objetivos específicos (tarefas) e – contexto específico • Análise contextual: – técnica voltada para obtenção de dados do usuário dentro do seu contexto original 4
  6. 6. Análise Contextual • Baseada na observação e entrevistas com usuários – no seu contexto real de uso – com a menor interferência possível • A fim de compreender como os usuários – entendem o sistema – utilizam o sistema – estruturam suas tarefas – se referem ao sistema • Base na etnografia – como compreender uma cultura – princípio é o mesmo, aplicado a um grupo de usuários 5
  7. 7. Outras Técnicas • Entrevistas com stakeholders ou SME (subject matter expert) – pressuposto que compreendem os usuários – não detectam comportamentos implícitos – não detectam situações de exceção já incorporadas ao processo • Testes formais de usabilidade – ambiente controlado, adequados para medições precisas – traz dados sobre usuários e suas tarefas, mas não sobre o contexto 6
  8. 8. Aplicação da Análise Contextual • Quanto maior a variação do contexto (ambiente, por exemplo), maior a importância da análise contextual • Paradigma do Desktop – um usuário por máquina ambiente razoavelmente controlado (escritório) – atividade de trabalho (objetivo bem definido) – teste formal de usabilidade é adequado – • Novos paradigmas – celular (ambiente variável) – TV digital (uso em grupo, objetivo de diversão) – OLPC (objetivo de aprendizagem e experimentação) 7
  9. 9. Metodologia • Análise usa como base – modelos de usuários – tarefas mais importantes no sistema – definidos em etapas anteriores do processo • Foi utilizada a forma de entrevista semi-estruturada – roteiro pré-definido mas flexível, adaptado durante a entrevista – modelo mestre-aprendiz: usuário é mestre, entrevistador o aprendiz • Questão de acesso para entrevista – ambiente normal (residência), horários de uso normal (lazer) – um entrevistador apenas – entrevista gravada com câmera 8
  10. 10. Metodologia • Problema da interferência da filmagem – posicionar fora do campo de visão, não mexer na câmera – deixar claro objetivo da filmagem e do uso posterior (questão ética) – gravação da entrevista revista para anotações e marcações • Opção entre observação e entrevista – observação mostra o que o usuário faz de fato – no caso da TV é pouco eficiente, a atividade é muito passiva, muito tempo ocioso – na entrevista o usuário responde aquilo que ele lembra ou acha que faz – não é necessariamente o que ele faz de fato • Demonstração e think-aloud – dentro do modelo de mestre-aprendiz – após a resposta pedido para usuário demonstrar o que foi falado – técnica do think-aloud onde usuário verbaliza suas ações 9
  11. 11. Uso da TV Integrado com Outras Atividades • Um dos grupos de usuários assiste TV enquanto faz outras coisas pela casa – MO1: “… não tem nada para fazer lá (home-theater) que não seja ficar assistindo televisão …” 10
  12. 12. Diferença entre Descrição e Ação • Guia não fornece dicas visuais para navegação – (falando sobre o guia de programação) – TA3: “No começo eu me atrapalhava um pouco para subir e descer … hoje em dia eu já entendo bem.” – Entrevistador: “Porque que você se atrapalhava para subir e descer?” – TA3: “É que eu não sabia se esse aqui ó (tecla para baixo) … porque quando você está apertando para baixo, os canais estão indo para baixo … (aperta tecla para baixo) ele foi para baixo, mas a programação subiu (exclamação) então eu nunca entendi … se eu quisesse ver um acima (do canal N) eu aperto para cima ou para baixo? Se for um acima vai pensar que é um para cima, só que não vai, vai para baixo, entendeu? … não, é para cima mesmo, tá certo né? … No começou eu estranhava um pouquinho.” 11
  13. 13. Uso do Controle Baseado no Tato 12
  14. 14. Inconsistência da Tecla de Volta • Quando usada entre canais, funciona como “último canal” • Quando dentro de um aplicativo, volta hierárquico (semelhante ao celular) • Modelo mental fragmentado 13
  15. 15. A Barreira para Ligar a TV • Mais de um controle remoto cria uma situação de ambigüidade entre quem está sendo controlado – procedimento “decorado” – diversos erros percebidos 14
  16. 16. Análise Contextual e AI • Definição de Arquitetura da Informação – o design estrutural de grupos de informações relacionadas – a arte e ciência de organizar e rotular Web sites, Intranets, comunidades online e software para dar suporte à usabilidade e facilidade de obtenção de informações – uma comunidade emergente de profissionais focada em trazer princípios de design e arquitetura para o ambiente digital • Afinal, análise contextual é AI ou não? • Devemos criar um outro evento? EBDI ou EBEU? 15
  17. 17. FIM 16

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